sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Turma devolve processo para análise de TRT por violação a direito de defesa de bancária (Fonte: TST)

"A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento ao recurso de uma bancária por entender que ela teve seu direito constitucional de defesa cerceado ao não ter seu recurso examinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas). A Turma determinou o retorno do processo à instância ordinária por considerar que houve violação ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal.
A bancária, aposentada desde maio de 2008, requereu em juízo que a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e a Caixa Econômica Federal lhe pagassem as parcelas vencidas e vincendas do auxílio-alimentação que deixaram de ser cumpridas quando da complementação da aposentadoria.
Em sua defesa, a Funcef defendeu a incompetência da Justiça do Trabalho para examinar o caso e considerou o pedido indevido, afirmando que o auxílio-alimentação não integra a complementação de aposentadoria. A Caixa sustentou a natureza indenizatória, não salarial, do benefício, não devendo, por tal razão, integrar a complementação..."

Integra em TST

Plenária discute os próximos passos da Campanha pela Constituinte Exclusiva (Fonte: Brasil de Fato)

"Após a entrega das 7,7 milhões de assinaturas aos representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os militantes, reunidos na V Plenária Nacional do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana, traçaram os próximos passos da Campanha.
De acordo com as resoluções da plenária, os comitês locais e estaduais serão mantidos através de encontros e reuniões regulares. Ficou definido também que, ainda esse ano, cada estado fará um encontro para definir as linhas gerais de ação de luta estadual pela Constituinte..."

Integra em Brasil de Fato 

Eleições 2014: representação feminina diminui nas assembleias legislativas (Fonte: SENADO FEDERAL)

"O número de deputadas estaduais e distritais diminuiu 14,89% ao se comparar as representantes eleitas este ano e as atuais bancadas. Em 5 de outubro, foram eleitas 120 mulheres, contra 141 hoje nas 26 assembleias estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O número de eleitas representa apenas 11,33% do universo total de deputados estaduais e distritais - a bancada atual representa 13,31%. Ou seja, tanto na legislatura atual como na próxima, a representação popular será predominantemente masculina.
Só no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul houve aumento da bancada feminina. Em 17 estados, houve diminuição no número de candidatas eleitas, sendo o Pará o estado com a mudança mais significativa: a bancada feminina atual conta com oito deputadas e, para 2015, foram eleitas somente três..."

Integra em SENADO FEDERAL 

“Na hora que o governo de SP vir que não tem jeito, vai ter que decretar o rodízio, porque água não tem” (Fonte: Brasil de Fato)

"O rodízio é algo necessário que já de­via ter começado há muito tempo. A afir­mação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) do Estado de São Paulo, Rene Vicente dos Santos. Segun­do ele, atualmente existe um rodízio dis­farçado. “O que nós temos que discutir é um rodízio oficial”, afirma.
“O governo de São Paulo, devido à questão eleitoral, segurou o que pôde e ainda vai segurar, mas pelo que nós es­tamos vendo, logo mais vai vir uma pres­são grande, ele vai acabar assumindo”, afirma..."

Íntegra em Brasil de Fato

Proposta obriga Executivo a adotar planejamento estratégico com metas para governantes (Fonte: Câmara dos Deputados)

"Proposta em análise na Câmara dos Deputados obriga os governos federal, estadual, distrital e municipal a adotarem um sistema de planejamento estratégico com indicadores e metas a serem cumpridas pelos chefes do Executivo em cada uma das áreas da administração pública, direta e indireta. A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar 409/14.
De autoria do deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), o texto cria o Planejamento Estratégico da Administração Pública Brasileira e o Sistema Nacional de Gestão de Alto Desempenho..."

Aécio, o "social": salário mínimo não pode ser aumentado com diminuição de emendas parlamentares! (Câmara, 29.11.2000) *


* Maximiliano Nagl Garcez é advogado de trabalhadores e entidades sindicais. Diretor da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (ALAL) e Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Foi Bolsista Fulbright e Pesquisador-Visitante na Harvard Law School
  
Aécio tem dedicado toda sua carreira para prejudicar os trabalhadores. Veja abaixo (veja a íntegra do discurso, disponível no site da Câmara dos Deputados, aqui) o pouco caso com que ele trata o salário mínimo, mostrando que para ele é muito mais importante defender as emendas parlamentares:

“Se fossemos buscar nas fontes que financiam as emendas parlamentares o caminho para pagar o salário mínimo de 180 reais, ou se esse pagamento fosse significar o corte das emendas parlamentares, eu diria que devemos aprofundar o debate para buscarmos outros caminhos. As emendas parlamentares são instrumento não só de ligação do Parlamentar com sua base, mas também de distribuição de renda e de investimentos em inúmeras cidades por este País afora, que não teriam outra forma de receber recurso da União senão através dos seus representantes no Parlamento.
... Assim, Sr. Presidente, mais do que reafirmar a prioridade absoluta na utilização dessa arrecadação para pagamento de emendas, é preciso que o Governo, por meio de suas lideranças constituídas, reafirme sua compreensão de que a emenda parlamentar é um instrumento legítimo do exercício do mandato e, sobretudo, necessário para a melhor distribuição dos recursos públicos no País. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero dizer que estarei absolutamente atento, para que a solução de um problema fundamental para o Brasil — e orgulho-me de ter participado desses entendimentos — não signifique a usurpação de nosso legítimo direito de apresentar emendas ao Orçamento, destinando recursos para as comunidades carentes que aqui representamos."

Tal discurso foi feito no dia 29.11.2000, da tribuna da Câmara dos Deputados. Antes disso, Aécio já havia prejudicado os trabalhadores gravemente na Constituinte, conforme consta em artigo no site do Diap (leia aqui), quando tinha apenas 26 anos, votando contra a jornada de trabalho de 40 horas e contra o adicional de hora extra de 100 por cento. Antes disso, Aécio trabalhava “remotamente” no Rio de Janeiro sem concurso como assessor parlamentar de seu pai, deputado do PDS (partido da ditadura miltar), apesar da Câmara dos Deputados estar em Brasília.

Em 2011, novamente Aécio ataca os trabalhadores, votando contra a Lei do aumento real do salário mínimo (Lei 12.382, de 25.2.2011) – veja detalhes em artigos publicados no Viomundo (leia aqui) e Conversa Afiada (leia aqui).

E em 2011, já como candidato declarado a Presidente, em seu primeiro discurso como Senador defendeu um Projeto de Lei que retirava direitos dos trabalhadores, entre os quais o rebaixamento do FGTS de 8% para 2%, o parcelamento do 13° salário em até 6 vezes, o fracionamento das férias em até três períodos e banco de horas, sem adicional de horas extras. Trata-se do temido Simples Trabalhista (detalhes aqui).

Conclusão: a candidatura de Aécio Neves é uma série ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira

Aécio e seus principais assessores, como o já nomeado ministro da Fazenda Armínio Fraga, caso o tucano vença as eleições, dizem que não têm receio de tomar medidas impopulares, ou seja, demissão e arrocho salarial. Já disseram diversas vezes que o salário mínimo está alto demais. Para eles, isso é prejudicial a economia. Mas, o que vimos nos governos Lula e Dilma é exatamente o contrário.

A política de valorização dos direitos dos trabalhadores e do salário mínimo melhorou a vida das pessoas, incrementou o consumo das famílias e, com isso, aqueceu a economia, gerou mais empregos. E foi principalmente a força do mercado consumidor interno que permitiu ao Brasil sair da grave crise internacional de 2008 de modo muito mais rápido e menos doloroso do que os países que adotavam à época o receituário neoliberal, que, aliás, fecharam milhares de postos de trabalho.

A candidatura de Aécio Neves é uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira. Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta em defesa dos direitos trabalhistas (que infelizmente Aécio Neves tenta destruir desde o início de sua carreira) é um lembrete à sociedade sobre os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras e de toda a sociedade.

O candidato Aécio Neves, ao apresentar opiniões e condutas em toda sua carreira frontalmente contrárias aos trabalhadores, ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tais temerosas propostas:
- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;
-  aumentaria a desigualdade social;  
- diminuiria o consumo;
- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira.





Autorizada a reprodução parcial ou total deste artigo, desde que citada a fonte. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

CETESB emite licença de operação para UHE Três Irmãos (Fonte: Jornal da Energia)

"A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) emitiu a licença ambiental de operação retificadora da hidrelétrica Três Irmãos. A licença permite que a partir de 10 de outubro de 2014 a Tijoá passe a ser responsável pela operação da usina, antes operada pela CESP. A informação consta em comunicado enviado nesta quarta-feira (15/10) à Comissão de Valores Mobiliários (CMV) pela Triunfo.
A Triunfo detém 50,1% de participação na Tijoá e Furnas 49,9%. Foi constituída em agosto deste ano para operar e manter a usina, localizada na bacia do baixo Rio Tietê, no município de Andradina (SP), pelos próximos 30 anos..."

Expansão de energia: 87% da meta foi alcançada (Fonte: Jornal da Energia)

"De janeiro até o começo de outubro, 87,75% da meta de expansão da oferta de energia para este ano foi atingida. Nesse período, entraram em operação comercial 5.266 MW de energia nova, da meta de adicionar ao Sistema Interligado Nacional (SIN) 6.000 MW neste ano.
“O resultado mostra que o esforço que o Ministério de Minas e Energia desenvolve, em vencer os desafios inerentes à implantação de infraestrutura no Brasil, é bem sucedido. A expectativa é superarmos a meta em 2014”, afirmou o Secretário de Energia Elétrica do MME, Ildo Grüdtner.
Essa expansão da oferta de energia vem sendo feita priorizando a qualidade da matriz energética, com destaque para a inclusão de energia gerada por fontes limpas e renováveis. Dos 5.266 MW, quase a metade (2.233 MW, o que equivale a 42% do que foi incluído na oferta de energia neste ano) é gerado pelas usinas hidrelétricas. As usinas eólicas foram responsáveis pela geração de 33,5% da nova energia ofertada ao sistema, com 1.164 MW ofertados neste ano..."

Marcha contra o trabalho infantil reúne 1,5 mil pessoas em Recife (Fonte: MPT-PE)

"Mobilização buscou chamar a atenção da sociedade sobre a responsabilidade no combate ao trabalho infantil. Evento marca a semana da criança
Recife – A 2ª edição da Marcha Contra o Trabalho Infantil reuniu, na última sexta-feira (10), mais de 1.500 crianças em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista. O evento, promovido pelo Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco (Fepetipe), foi realizado para marcar a semana da criança. Depois da concentração na praça Oswaldo Cruz, a caminhada seguiu pela ponte Duarte Coelho, avenidas Guararapes e Dantas Barreto, com encerramento no Pátio do Carmo. 
Os presentes puderam acompanhar durante o trajeto, apresentações culturais e um painel interativo com a participação de crianças. Ainda participaram do evento jogadores do Sport Club do Recife e do Santa Cruz. 
A mobilização buscou chamar a atenção da sociedade sobre a responsabilidade no combate ao trabalho infantil, sobretudo, quando o assunto é o consumo, tema tratado na campanha das entidades participantes com o mote "Trabalho infantil não é legal. Não 'compre'..."

Integra em MPT

Hipocrisia: Aécio, que se recusou ao bafômetro, discursa na Câmara: "O Código de Trânsito... não é uma daquelas leis que não pegam"; "somos todos guardiões das novas regras" *

É estarrecedora a hipocrisia de Aécio: em 2011 Aécio se recusou ao teste do bafômetro, quando foi pego com carteira vencida; anos antes, em discurso na Câmara dos Deputados, diz que : “O Código de Trânsito é uma conquista incorporada pela sociedade brasileira... não é uma daquelas leis que não pegam”.
No dia 14 de junho de 2000, o Sr. Aécio Neves profere discurso na Câmara no seguinte sentido:
“O Código de Trânsito Brasileiro – repito o que disse anteriormente – é uma conquista incorporada pela sociedade brasileira. Não é uma daquelas leis que não pegam ou que se vota aqui e encontra resistência enorme por parte da população. O Código de Trânsito Brasileiro é aceito, mas alguns itens cobram de nós reflexão, até mesmo para sua confirmação”.
E prossegue: “O que estamos propondo, portanto, é a possibilidade de discussão, por meio da aprovação deste requerimento para apreciação em regime de urgência. Vamos conversar particularmente com o Deputado Ary Kara sobre o mérito da proposta, mas não tenho dúvidas de que estamos fazendo algo saudável, até porque somos todos guardiões das novas regras, que já propiciaram a diminuição do índice de mortalidade no trânsito. Embora ainda extremamente alto, é menor do que se registrava anteriormente à aprovação do Código de Trânsito Brasileiro. Dessa forma, o PSDB reitera o seu voto favorável à matéria.”
Somente para constar, o projeto discutido em tal sessão visava o aumento do limite de 21 para 30 pontos na Carteira Nacional de Habilitação para a suspensão do direito de dirigir o motorista infrator. Para comprovar basta clicar aqui. Depois, clicar no link publicado no DCD15/06/2000 PAG31679. Lá você verá o discurso reproduzido aqui.
Curiosamente em 17 de abril de 2011, o Sr. Aécio Neves teve a sua habilitação apreendida em blitz da Lei Seca no Estado do Rio de Janeiro, devido à habilitação estar vencida. A blitz tinha também como procedimento padrão a realização de teste de bafômetro por parte da polícia militar. O Sr. Aécio Neves recusou-se a realizar o referido teste – apesar de seu discurso enaltecendo o novo Código de Trânsito e dizendo que “somos todos guardiões das novas regras”.
Para comprovar, vejam matérias veiculadas na mídia sobre o fato relatado:
Segundo o Dicionário Aurélio, hipocrisia significa: “1 Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.
2 Devoção fingida.”
 
A hipocrisia de Aécio é também quanto aos direitos trabalhistas. Já vimos em artigos anteriores a tragédia que seria um governo Aécio para os trabalhadores e para o país:
- conforme consta em artigo no site do Diap (leia aqui),  desde o início de sua carreira, já aos 26 anos como Deputado Constituinte, Aécio reiteradamente atuou para prejudicar os trabalhadores e beneficiar os patrões mais atrasados, votando contra a jornada de trabalho de 40 horas e contra o adicional de hora extra de 100 por cento; 
- em artigos publicados no Viomundo (leia aqui)  e Conversa Afiada (leia aqui), vimos que Aécio votou contra a Lei do aumento real do salário mínimo (Lei 12.382, de 25.2.2011);
 
 
* Maximiliano Nagl Garcez
Advogado de trabalhadores e de entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas - ALAL. Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Foi Bolsista Fulbright e Pesquisador-Visitante na Harvard Law School. max@advocaciagarcez.adv.br
 
 
Permitida a reprodução total ou parcial deste artigo, desde que citada a fonte. 
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nova ameaça de Aécio aos trabalhadores: o Simples Trabalhista, reduzindo FGTS de 8% para 2% e retirando direitos (por Maximiliano Garcez*)

As atas do Congresso Nacional mostram um Aécio Neves bem diferente do que vem sendo mostrado na campanha eleitoral. Aécio senador atuou fortemente para defender os empresários mais atrasados e prejudicar os trabalhadores. E não demorou muito para agir. Em seu primeiro discurso como Senador, em 06.04.2011, ele defendeu um Projeto de Lei que retirava direitos dos trabalhadores, entre os quais o rebaixamento do FGTS de 8% para 2%, o parcelamento do 13° salário em até 6 vezes, o fracionamento das férias em até três períodos e banco de horas, sem adicional de horas extras. Trata-se do temido Simples Trabalhista.

A ata registra a fala do senador mineiro, que  disse: “No campo da geração de empregos, defendo a revisão da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, criando o Simples Trabalhista, universalizando o direito de opção pelo Simples Nacional e estendendo os benefícios do Empreendedor Individual para as micro e pequenas empresas. “ Veja o discurso anti-trabalhador em (http://www.senado.gov.br/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=387483
Aécio estava se referindo ao Simples Trabalhista (PL 951, de 2011), uma espécie de Reforma Trabalhista absolutamente precarizante.  

Para entender melhor, é preciso saber como funciona o SuperSimples, cujo teto de faturamento, desde janeiro de 2012, é R$ 3,6 milhões por ano. Isso significa que se aprovado o Simples Trabalhista, o número de trabalhadores com “direitos de segunda classe” seria enorme.  Além dos direitos individuais citados acima (13º e férias), o PL que Aécio defendeu tornaria lei a precarização de qualquer trabalhador de microempresa ou empresa de pequeno porte - a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

Conforme aponta Antônio Augusto Queiroz, do Diap,  o Simples Trabalhista é "uma das três prioridades do setor empresarial" para 2015. E não é à toa que é também uma das prioridades da  American Chamber of Commerce for Brazil, que adora Aécio: http://www.revistaeventos.com.br/Eventos/Aecio-Neves-abre-o-Ciclo-Presidenciaveis-da-Amcham. 

As espécies de precarização contidas no Simples Trabalhista são divididas em 3 grupos. Cito os itens mais graves:

a)     Precarizações por lei, aplicáveis a qualquer trabalhador de microempresa ou empresa de pequeno porte:

- criação de uma negociação coletiva específica e precarizante; os acordos ou convenções coletivas específicos feitos pelas microempresas e empresas de pequeno porte se sobrepõem a qualquer outro de caráter geral, abrindo espaço para a perda de direitos trabalhistas - é o temido "negociado sobre o legislado", que FHC já tentou implantar para todos os trabalhadores, com apoio de Aécio;

-        diminuição radical do depósito recursal na Justiça do Trabalho;  o PL portanto estimula os abusivos recursos protelatórios e beneficia os empregadores que descumprem a legislação trabalhista;

- permite-se a adotação da arbitragem – o que na prática inviabiliza a atuação da Justiça do Trabalho;

- contratação por prazo determinado em qualquer circunstância (hoje o art. 443 da CLT permite tal contrato somente em condições específicas, como o contrato de experiência, ou em atividade com efetivo prazo reduzido);

- redução da alíquota do FGTS de 8% para 2%; outra consequência de tal redução é a diminuição do valor a ser recebido na rescisão trabalhista, em caso de despedida por iniciativa do empregador, pois a multa de 40% sobre o saldo do FGTS também incidiria sobre base de cálculo muitíssimo reduzida.

b)     Precarização por acordos e convenções:

- fixar um regime especial de piso salarial, inferior ao contido nas convenções coletivas; segundo o PL, “Um piso que é razoável para as grandes empresas geralmente é exagerado para as microempresas e empresas de pequeno porte. O pagamento de pisos fixados em níveis muito altos de negociação constitui um sério fator de constrangimento de contratação formal nas microempresas e empresas de pequeno porte.”

- banco de horas, sem adicional de horas extras;

- PLR precarizado;

- autorizar o trabalho em domingos e dias feriados sem permissão prévia da autoridade competente.

c)     Precarização por acordos individuais (que o trabalhador geralmente não tem como recusar)

- fixação do horário de trabalho durante o gozo do aviso prévio;

- parcelar o 13° salário em até 6 vezes;

- fracionar o período de férias em até três períodos.

O Projeto foi estrategicamente retirado pelo autor da proposição (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497551), mas continua sendo a grande prioridade do patronato mais atrasado - que apenas aguarda a eleição de Aécio (o que espero não ocorrer) para implementar o terrível Simples Trabalhista. 

Desnecessidade do Simples Trabalhista, que traria prejuízos para os trabalhadores e para a sociedade

Além de não gerar empregos, a aprovação do Simples Trabalhista traria uma série de prejuízos os trabalhadores e à sociedade.

Ocorreriam necessariamente impactos negativos na receita da Previdência Social e do FGTS, tendo em vista que os salários e benefícios dos trabalhadores precarizados pelo Simples Trabalhista seriam menores que os trabalhadores com contratos plenos. A diminuiação na arrecadação da Previdência Social, bem como dos montantes depositados no FGTS (usados primordialmente para saneamento básico e habitação), prejudicam a todos. E a diminuição no poder aquisitivo dos trabalhadores também acarretaria menos consumo, e por consequência menos crescimento da economia.

A existência de uma legião de trabalhadores precarizados e “de segunda linha” (o que é na prática o que se propõe no Simples Trabalhista) traria também prejuízos aos consumidores e à sociedade, ante a profunda diminuição da qualidade dos serviços prestados pelas empresas que adotassem tal sistema.

Haveria também o incentivo à criação fictícia de micro e pequenas empresas, desmembrando médias empresas, a fim de poder participar do Simples Trabalhista.

E parece-me ilegal a discriminação entre os trabalhadores em geral e os trabalhadores que fossem contratados pelo Simples Trabalhista, com salários mais baixos, jornadas mais longas e precarização das demais condições de trabalho.

Finalmente, ressalto os prejuízos sociais do Simples Trabalhista. A ausência de um sistema adequado de proteção e efetivação dos direitos dos trabalhadores, com a presença de um grande número de trabalhadores precarizados, sem vínculo permanente,  prejudica toda sociedade, corroendo as relações sociais e degradando o trabalho.

Ao fim e ao cabo, a própria dignidade do trabalhador do Simples Trabalhista seria violada, em um contexto social tão degradado, desgastando o tecido social e impedindo a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Convém que os trabalhadores, dirigentes sindicais e ativistas em defesa dos direitos dos trabalhadores e da sociedade se mobilizem até as eleições, a fim de evitar que Aécio seja eleito e destrua as conquistas trabalhistas que foram obtidas com décadas de luta dos trabalhadores e trabalhadoras de nosso país.
Já vimos em artigos anteriores a tragédia que seria um governo Aécio para os trabalhadores e para o país:
- conforme consta em artigo no site do Diap (leia aqui),  desde o início de sua carreira, já aos 26 anos como Deputado Constituinte, Aécio reiteradamente atuou para prejudicar os trabalhadores e beneficiar os patrões mais atrasados, votando contra a jornada de trabalho de 40 horas e contra o adicional de hora extra de 100 por cento; 
- em artigos publicados no Viomundo (leia aqui)  e Conversa Afiada (leia aqui), vimos que Aécio votou contra a Lei do aumento real do salário mínimo (Lei 12.382, de 25.2.2011).

Aécio e seus principais assessores, como o já nomeado ministro da Fazenda Armínio Fraga, caso o tucano vença as eleições, dizem que não têm receio de tomar medidas impopulares, ou seja, demissão e arrocho salarial. Já  disseram diversas vezes que o salário mínimo está alto demais. Para eles, isso é prejudicial a economia. Mas, o que vimos nos governos Lula e Dilma é exatamente o contrário.

A política de valorização dos direitos dos trabalhadores e do salário mínimo melhorou a vida das pessoas, incrementou o consumo das famílias e, com isso, aqueceu a economia, gerou mais empregos. E foi principalmente a força do mercado consumidor interno que permitiu ao Brasil sair da grave crise internacional de 2008 de modo muito mais rápido e menos doloroso do que os países que adotavam à época o receituário neoliberal, que, aliás, fecharam milhares de postos de trabalho.

A candidatura de Aécio Neves é uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira. Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta em defesa dos direitos trabalhistas (que infelizmente Aécio Neves tenta destruir desde o início de sua carreira) é um lembrete à sociedade sobre os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras e de toda a sociedade.



* Maximiliano Nagl Garcez
Advogado de trabalhadores e de entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas - ALAL. Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Foi Bolsista Fulbright e Pesquisador-Visitante na Harvard Law School. max@advocaciagarcez.adv.br


Permitida a reprodução total ou parcial deste artigo, desde que citada a fonte. 

Novos limites para o PLD entram em audiência pública (Fonte: ANEEL)

"A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deliberou hoje (14/10), em sua 38ª Reunião Pública Ordinária, encaminhar para consulta pública proposta de novos limites para o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) de energia elétrica. Os valores propostos são, para o PLD máximo, R$ 388,04/MWh e, para o mínimo, R$ 30,26/MWh.
A audiência pública nº 54/2014 será de 16/10 a 10/11 e contará com uma sessão pública presencial no dia 3/11, na sede da ANEEL em Brasília (DF). As contribuições podem ser enviadas para o e-mail: ap054_2014@aneel.gov.br, pelo fax (61) 2192-8839 ou para o endereço da Agência (SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110), em Brasília-DF
A audiência foi precedida pela Consulta Pública 009/2014, na qual a ANEEL iniciou as discussões a respeito dos limites máximos e mínimos do PLD para o ano de 2015..."

Integra em ANEEL 

Audiência pública debate simplificação de projetos básicos para PCHs (Fonte: ANEEL)

"Foi aprovada hoje (14/10) audiência pública com o objetivo de debater a simplificação do processo de análise dos projetos básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). A decisão ocorreu na 38ª Reunião Pública Ordinária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A audiência pública nº 57/2014 ocorrerá entre 16/10 e 17/11 e contará com uma sessão pública presencial no dia 13/11, na sede da ANEEL, em Brasília (DF). As contribuições podem ser enviadas para o e-mail: ap057_2014@aneel.gov.br, pelo fax (61) 2192-8839 ou para o endereço da Agência (SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110), em Brasília-DF.
A proposta de simplificação observa pontos como, por exemplo, a responsabilidade técnica do projeto básico (cartografia, hidrologia e outros); aaderência ao inventário hidrelétrico aprovado; a interferência com outro aproveitamento hidrelétrico; a coerência da garantia física com as usinas da mesma bacia hidrográfica; e os parâmetros definidores da garantia física declarados pelo agente..."

Integra em ANEEL 

UHE Três Marias opera com apenas duas turbinas (Fonte: Jornal da Energia)

"O volume útil de água do reservatório da hidrelétrica de Três Marias (396MW), em Minas Gerais, está em 4,1% de sua capacidade máxima. Em outubro do ano passado, o volume estava em 24,86%. Segundo a Cemig, concessionária que administra a usina, das seis turbinas da usina, duas estão em operação. Mas a empresa garante que a hidrelétrica continuará gerando energia até que o volume útil chegue a zero, caso isso aconteça.
O volume útil é a quantidade de água do reservatório que é usada para a geração de energia. A vazão defluente, que é a quantidade de água liberada na represa para a geração de energia, passou de 161 metros cúbicos por segundo para 140 metros cúbicos no último mês..."

Novos limites para o PLD entram em audiência pública (Fonte: ANEEL)

"A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deliberou hoje (14/10), em sua 38ª Reunião Pública Ordinária, encaminhar para consulta pública proposta de novos limites para o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) de energia elétrica. Os valores propostos são, para o PLD máximo, R$ 388,04/MWh e, para o mínimo, R$ 30,26/MWh.
A audiência pública nº 54/2014 será de 16/10 a 10/11 e contará com uma sessão pública presencial no dia 3/11, na sede da ANEEL em Brasília (DF). As contribuições podem ser enviadas para o e-mail: ap054_2014@aneel.gov.br, pelo fax (61) 2192-8839 ou para o endereço da Agência (SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110), em Brasília-DF..."

Integra em ANEEL