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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Congresso tem na pauta revisão da meta fiscal, LDO, vetos e créditos para órgãos públicos (Fonte: Senado)

"O Congresso Nacional reúne-se nesta terça-feira (1º), às 19h, para votar uma pauta que inclui a revisão da meta fiscal de 2015, as diretrizes orçamentárias para o próximo ano, vetos presidenciais e créditos adicionais para órgãos públicos.

Depois da votação dos quatro vetos que encabeçam a pauta, o item seguinte a ser votado por senadores e deputados nesta terça será o projeto de lei de autoria do Executivo (PLN 5/2015) que altera a meta de resultado primário deste ano e autoriza o governo a fechar 2015 com déficit primário de até R$ 119,9 bilhões. No ano passado, a meta fiscal também foi alterada, mesmo com forte resistência da oposição.

O resultado primário da União nos dez primeiros meses de 2015 foi deficitário em R$ 33 bilhões, ou seja, o governo está gastando bem mais do que arrecada. A LDO em vigor prevê um superávit de R$ 55,3 bilhões para o governo central, que não poderá mais ser atingido neste ano. Ao longo do ano, essa meta foi alterada pelo governo, passando primeiro para superávit de R$ 8,7 bilhões e, em seguida, para déficit de 51,8 bilhões..."

Íntegra: Senado

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

#STJ discutirá alterações em regimento interno (Valor Econômico)

"Autor(es): Por Maíra Magro | De Brasília
Valor Econômico - 23/01/2012
No começo de fevereiro, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) discutirá alterações em seu regimento interno, o presidente da 4ª Turma, ministro Luis Felipe Salomão, apresentará propostas consideradas ousadas para o Judiciário. Entre elas, uma alteração no prazo do pedido de vista e a criação de uma penalidade para o magistrado que extrapolar esse tempo. Ele também irá sugerir a criação de um orçamento participativo no tribunal e a exigência de que os candidatos a exercer cargos de direção no tribunal apresentem previamente um plano de gestão.
A propostas fazem parte de um documento que o ministro apresentará aos demais colegas. Serão realizadas quatro sessões em fevereiro para discutir alterações no regimento interno, que trata da organização geral da Corte, da competência dos órgãos julgadores e da aplicação das regras processuais. A primeira sessão para debater o assunto está marcada para o dia 6, e deverá contar com a participação dos 31 ministros que atualmente compõem o pleno - todos os magistrados da Corte, exceto os desembargadores convocados para as duas vagas abertas de ministros.
O regimento interno do STJ estipula atualmente um prazo de dez dias para os ministros apresentarem seus votos-vista. Mas a exigência virou letra morta, pois quem a desrespeita não sofre nenhum tipo de consequência. Pela proposta de Salomão, os ministros que pedirem vista têm que apresentar o voto nas quatro sessões ordinárias seguintes, caso contrário ficariam impedidos de levar a julgamento processos de sua relatoria.
Outra sugestão do presidente da 4ª Turma é a criação de um orçamento participativo no STJ - nos moldes do que é feito hoje pelo governo federal no plano plurianual, que traça as metas de longo prazo. A ideia é que a elaboração do orçamento conte com a participação de servidores, magistrados e da sociedade em geral. Atualmente, o orçamento é elaborado pelo corpo técnico do STJ e aprovado por seu presidente. Depois, é enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que o encaminha ao Executivo.
Para 2012, está previsto para o STJ um orçamento de quase R$ 965 milhões. Desse total, R$ 694 milhões representam gastos fixos com pessoal. O restante é dividido entre despesas correntes e investimentos. Técnicos do tribunal estimam que cerca de R$ 24 milhões estariam disponíveis para remanejamento.
Salomão também irá propor que os candidatos a exercer cargos de direção no STJ - presidente, vice-presidente e corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - sejam obrigados a apresentar previamente um plano de metas, que seria votado pelos colegas. Atualmente, as nomeações se pautam unicamente pela tradição de se eleger o ministro mais antigo, que não precisa apresentar propostas de gestão.
O ministro irá sugerir ainda uma regra para facilitar a análise dos recursos especiais: os advogados teriam que indicar preliminarmente, de forma resumida, os artigos de lei que consideram violados e a tese jurídica relacionada a cada artigo.
A Comissão de Regimento Interno do STJ é presidida pela ministra Nancy Andrighi, que também deverá apresentar sugestões de alteração do texto. O regimento interno existe desde a criação da Corte, em 1989, e é frequentemente atualizado, seguindo mudanças na legislação. Desta vez, no entanto, os ministros terão a oportunidade de propor alterações mais amplas."

terça-feira, 10 de maio de 2011

Orçamento da União: “Governo reduz execução de emendas” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Raquel Ulhôa | De Brasília  

Com base em levantamento da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal, o presidente da Comissão Mista de Orçamentos (CMO) do Congresso, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), avalia que a emenda parlamentar ao Orçamento da União está se tornando peça de ficção e causando frustração em milhares de prefeitos que dependem dos recursos, mas muitas vezes não os recebem por causa da burocracia na análise dos projetos e do nível de exigência dos órgãos de fiscalização.
O trabalho, feito pela consultora Maria Liz de Medeiros Roarelli, mostra que o governo federal executa cada vez menos as despesas do Orçamento da União incluídas por emendas de iniciativa dos parlamentares. Da mesma forma, é apontada tendência de queda na execução dos "restos a pagar" (despesas empenhadas em um ano cujo pagamento é deixado para o exercício financeiro seguinte) dessas emendas.
O levantamento mostra que a proporção da execução sobre os valores inicialmente propostos foi reduzida de 31,78%, em 2007, para 17,31%, em 2008, e 14,74%, em 2009. Ainda não é possível ter os dados completos de 2010, porque os "restos a pagar" podem ser executados até o final de 2011. No entanto, até abril, a execução das emendas de 2010 ficou por volta de 4,6% - o que projeta uma execução de 13,8% para o resto do ano.
"É direito do deputado e do senador emendar o orçamento [cada um pode apresentar emendas até o limite de R$ 15 milhões]. Mas não podemos apenas criar uma expectativa e não ter um resultado final. A emenda parlamentar não pode ser apenas uma obra de dificuldade ou texto ficcional. Tem que se transformar numa realidade, para que o prefeito, quando vir a emenda aprovada, tenha certeza de que a obra irá para seu município", diz o presidente da CMO.
A análise da consultoria do Senado foi feita por unidade da federação e só considera as emendas cuja programação foi criada no Congresso, ou seja, que destina recursos a obras que não tinham dotação de recursos provenientes do Executivo. Muitas prefeituras dependem das emendas parlamentares para realizar obras.
De acordo com a consultoria, em 2007 as emendas (em projetos criados pelo Congresso) totalizaram R$ 10,7 bilhões, mas apenas R$ 3,4 bilhões foram executados. Em 2008, o valor total das emendas chegou a R$ 12,6 bilhões, dos quais R$ 2,2 bilhões foram executados. Em 2009, o total de emendas foi de R$ 14,2 bilhões e apenas R$ 2,1 foram pagos. Em 2010, o total de emendas foi de R$ 17,5 bilhões, dos quais R$ 810,9 milhões foram pagos até abril de 2011.
Para resolver uma situação emergencial, Vital está propondo, ao governo federal e aos órgãos envolvidos, um "pacto" para simplificar os procedimentos de realização dos convênios para que os "restos a pagar" de 2009 sejam executados. Decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado em 29 de abril, determina que sejam liberados os "restos a pagar" de 2009 somente nos casos em que as obras tiverem sua execução iniciada até 30 de junho de 2011.
De acordo com o levantamento da consultoria do Senado, não só cada vez menos se executam as emendas, como também é cada vez menor o pagamento das despesas comprometidas em pagar no exercício seguinte. Em 2007 executou-se 46,87% dos "restos a pagar", em 2008, 35,96%, e, em 2009, 28,73%.
"Isso tem gerado grande desconforto entre os parlamentares, no que tange à execução de suas emendas. Muitos esperam que, por estar inscrita em "restos a pagar", sua emenda será executada em algum momento. O problema é que recentemente o governo, além de não estar executando os "restos a pagar" das emendas, ainda mostrou intenção de cancelar todos os de 2007, 2008 e 2009 que ainda não foram pagos até abril de 2011", diz a nota técnica.
O assunto será um dos principais da pauta da XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, encontro de prefeitos em Brasília que começa na terça-feira, 10 de maio. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, deixa claro, em nota, que o decreto de Dilma não garante o pagamento, apenas mantém o empenho válido até 30 junho - em vez de terem perdido a validade em 30 de abril, como determinava decreto anterior, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Há pressão do Congresso e dos prefeitos para ampliação desse prazo, mas Vital acha difícil que o governa ceda. Por isso, está tentando negociar com a Caixa Econômica Federal (CEF), Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e outros órgãos do governo uma "simplificação" de procedimentos.
Segundo ele, a CEF não tem condições de analisar até 30 de junho todos os projetos de convênios pendentes. "Os convênios de 2008 não processados foram para o lixo porque muitos deles não foram analisados. O maior entrave é a burocracia da Caixa, somada a um conjunto de normativos dos ministérios e a problemas colocados pela CGU e pelo TCU", diz Vital.
Ele reconhece, ainda, dificuldades das prefeituras de pequenos municípios em acompanhar e cumprir todas as exigências feitas por Brasília. Em seu gabinete, no Senado, mantém uma equipe para acompanhar diariamente a situação de 223 municípios da Paraíba. Uma pessoa fica de olho em editais lançados pelo governo cadastrando municípios, outra acompanha se as prefeituras foram incluídas no programa de restrição de crédito - Cadastro Único de Convênio, atualizado permanentemente- e se têm as certidões exigidas, outro telefone ou envia fax para os prefeitos informando a situação e orientando a como proceder.
"É uma tensão permanente", diz. "Estamos querendo criar um pacto de simplificação de determinados procedimentos, sem perder a legalidade. Com essa escalada de "restos a pagar", se não houver uma mudança no "modus operandi", capaz de dar equilíbrio e segurança aos prefeitos, a frustração só vai aumentar".”


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quinta-feira, 5 de maio de 2011

“Na LDO, governo congela benefícios dos servidores” (Fonte: O Estado de S. Paulo)


“Autor(es): Edna Simão

BRASÍLIA - O governo federal quer congelar, em 2012, os reajustes dos benefícios auxílio-alimentação ou refeição e assistência pré-escolar, médica e odontológica dos servidores públicos, principalmente os do Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União. O objetivo é reduzir as disparidades dentro do funcionalismo e, ao mesmo tempo, conter gastos públicos. Somente neste ano, a previsão é de um desembolso de R$ 5,573 bilhões para bancar essas despesas.

Segundo o Ministério do Planejamento, os benefícios pagos aos funcionários do Executivo são bem inferiores ao do Legislativo, Judiciário e Ministério Público, puxando a média paga para baixo. Por isso, a equipe econômica defende mudanças na política de reajustes para diminuir essas diferenças.

No caso do auxílio-alimentação, conforme dados do Orçamento deste ano, os valores dos benefícios pagos variam de R$ 304 a R$ 711, sendo que a média é de R$ 369.

Pela sugestão do governo, que consta na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano, serão concedidos aumento dos benefícios apenas para os funcionários públicos que recebem um benefício inferior à média paga pela União. Esse montante ainda está sendo calculado.

Essa é a segunda vez que o governo tenta emplacar a possibilidade de congelamento dos benefícios dos servidores. Nas negociações do Orçamento de 2011, não teve sucesso. A ideia é polêmica e, assim como no ano passado, deve haver pressão para mudanças no texto.

Pela proposta de LDO, Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como o Ministério Público da União, terão de encaminhar à Secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento os valores per capita dos benefícios pagos no mês de março deste ano, para o cálculo do benefício médio.

Ajustes. Conforme as informações do Orçamento de 2011, os benefícios dos servidores públicos do Judiciário, Legislativo e Ministério Público da União são bem mais elevados que os do Executivo. Por exemplo, apesar da média do auxílio-alimentação ser de R$ 304, funcionários do Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegam a receber R$ 711. No Executivo, esse montante não passa dos R$ 304.

Na assistência pré-escolar, o valor médio pago pela União é de R$ 132. A média paga no Legislativo, no entanto, é bem maior: R$ 482. Na Câmara dos Deputados, porém, esse montante sobe ainda mais: R$ 533. No Tribunal de Contas da União (TCU), o benefício é de R$ 450 e no Senado Federal, R$ 419. No Judiciário, o valor médio recua para R$ 352, montantes bem acima da média do Executivo, que é de R$ 88.

Considerando apenas o Supremo Tribunal Federal (STF), o benefício é de R$ 450. O valor médio disponível para assistência médica e odontológica é de R$ 91 por servidor. A média no Legislativo é de R$ 208; no Poder Judiciário, R$ 104; no Ministério Público da União, R$ 79; e no Executivo, R$ 84.

Corte. Outra sugestão incluída pela equipe econômica na Lei de Diretrizes Orçamentárias para diminuir o peso das despesas obrigatórias é acabar com as chamadas Despesas Ressalvadas de Limitação de Empenho, uma proteção dada pelos parlamentares a gastos que não deveriam ser obrigatórios. Com isso, o governo poderá remanejar livremente algo em torno de R$ 10 bilhões em ano eleitoral.”


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quinta-feira, 28 de abril de 2011

“Ministro diz que INSS vai cortar pensões” (Fonte: O Globo)


“Pensões do INSS por morte devem mudar
Autor(es): AGENCIA O GLOBO: Eliane Oliveira

Para ministro da Previdência, há "frouxidão total" no controle dos benefícios; cortes podem atingir também setor público


BRASÍLIA. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, confirmou ontem que o governo pretende fazer ajustes para acabar com irregularidades no pagamento de pensão por morte. Ele revelou que as ações não se limitarão ao INSS, atingindo também o sistema previdenciário do setor público. A informação sobre mudanças no pagamento de benefícios a viúvas foi antecipada há pouco mais de um mês pelo GLOBO.

Segundo ele, há uma "frouxidão total" no Brasil em relação a pensões por morte, na arrecadação da dívida ativa e na negociação de imóveis em nome do ministério. Técnicos da área econômica reforçaram essa preocupação, dizendo que as regras atuais dão margem a distorções, incluindo o pagamento indevido de pensão vitalícia e o acúmulo de benefícios.

- A (mudança) abrange o setor público também. O setor público, sabemos, tem uma massa que recebe baixos salários, mas na pirâmide há altos salários e não há praticamente teto, que é no Empire State - ilustrou.

Mudança em estudo não terá efeito retroativo

Garibaldi citou como exemplo um casal de promotores. Disse que, após a morte do marido, a mulher acumulou a pensão do marido.

- O que queremos é estancar a sangria no futuro - enfatizou, acrescentando que os problemas da Previdência não se resumem a pensão por morte.

- Não podemos só falar das pensões, pois corremos o risco do maniqueísmo de dizer que as viúvas são o problema. Também não posso dizer que vamos curar todos os males da Previdência, mas quero conseguir botar a Previdência nos trilhos da modernidade - completou o ministro.

O ministro esclareceu que, independentemente do que está sendo estudado, serão preservados os direitos adquiridos dos atuais contemplados. Ou seja, não está prevista retroatividade. Garibaldi disse que está em estudo a venda de imóveis de sua pasta. Mas ponderou que é preciso cautela, para evitar que a a alienação resulte em novas fraudes.

- Se você visitar qualquer capital do país, verá que esses prédios estão no centro das cidades, alguns sem prestar nenhum serviço à própria Previdência. Temos que resolver isso - afirmou.

Ele informou ter levado à área econômica do governo a necessidade de pagar os aposentados que ganharam, no Supremo Tribunal Federal (STF), o direito de correção dos benefícios com base no teto fixado no ano em que se aposentaram. Trabalhadores aposentados entre 1998 e 2003 buscaram o STF sob o argumento de que de seus benefícios, na época, não foram calculados pelo teto vigente.

- O orçamento do ministério tinha reservado R$2 bilhões para esse pagamento, mas o dinheiro foi cortado por ocasião do contingenciamento - disse Garibaldi, acrescentando que a decisão judicial contempla cerca de 150 mil aposentados.”


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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Concursos públicos: “Cortes só neste ano” (Fonte: Correio Braziliense)

“Autor(es): Josie Jeronimo e Cristiane Bonfanti

Concursos
Ministra do Planejamento deixa claro que seleções e nomeações voltarão em 2012

 A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, deixou claro ontem que os cortes nos concursos públicos e nas nomeações de servidores valem apenas para 2011. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, ela garantiu que as suspensões não ocorrerão durante todo o mandato da presidente Dilma Rousseff. “Estamos fazendo um ajuste dos concursos públicos. Ele é para o ano de 2011, não é uma perspectiva para quatro anos”, ressaltou.

A tesourada nas seleções foi anunciada em fevereiro, quando o governo tornou público o enxugamento de R$ 50 bilhões no Orçamento da União. Agora, o lançamento de editais e as convocações estão condicionados à autorização específica de Miriam Belchior. Por ora, até mesmo órgãos que iniciaram cursos de formação, embora possam concluí-los, dependem de nova permissão para nomear os aprovados.

Entre os órgãos prejudicados pela medida, estão as agências reguladoras, que carecem de mão de obra. Ao comentar problemas que a Caixa Econômica Federal enfrenta ao analisar projetos para liberação de recursos da União para convênios, a própria ministra afirmou que o banco estatal precisa de mais funcionários. “Esses problemas nós podemos resolver contratando mais gente”, disse.

Durante a audiência, a ministra anunciou também que o governo contratará, até junho, uma auditoria externa para apurar possíveis fraudes na folha de pagamento de servidores do Poder Executivo. No primeiro estágio da análise, o cruzamento do cadastro da União com os dos estados vai averiguar eventuais duplicidades de funções. A ideia é verificar se há funcionários recebendo tanto da União quanto das administrações locais e contribuir para a redução de gastos do setor público.”

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

“Crítico do corte das emendas será relator do projeto de LDO” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Caio Junqueira | De Brasília

A confirmação do deputado Márcio Reinaldo (PP-MG) como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que chegará hoje ao Congresso envolveu um arriscado cálculo político do PT na Câmara dos Deputados, só posteriormente avalizado pelo Palácio do Planalto: a ideia de que é bom para os petistas ter um crítico do corte das emendas parlamentares na discussão do Orçamento, já que eles mesmos não podem vocalizar essa insatisfação.
Classificado por ele como o "maior calote do governo Lula a parlamentares e prefeitos", Reinaldo é crítico aguerrido do decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que determinou o cancelamento, no dia 30, dos restos a pagar de 2007, 2008, 2009 e 2010 (aproximadamente R$ 18 bilhões). Além disso, integra um partido da base aliada mas é considerado pelos governistas como um parlamentar com forte trânsito na oposição. A razão é sua ligação com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), por quem foi escolhido no mês passado como coordenador da bancada mineira.
Foram essas credenciais que fizeram o PMDB apoiar durante toda a semana o nome do deputado Giroto (PR-MS) para a função, também um crítico do "calote", embora mais próximo da base aliada do que Reinaldo. Auxiliado pelos pemedebistas, o PR adotou a tese de que por integrar um bloco parlamentar (PR, PRB, PTdoB, PRTB, PRP, PHS, PTC, PSL) com 64 deputados, teria preferência na escolha sobre o PP, com seus 41 deputados. A negociação só foi finalizada ontem pela manhã, com a definição do nome de Reinaldo. Pelo acordo, Giroto ficará com uma das dez relatorias setoriais do Orçamento, mas ainda não sabe qual delas.
Nesse sentido, para convencer o Palácio do Planalto de que a indicação de Reinaldo era positiva, os governistas apresentaram o extenso currículo de Reinaldo, considerado um dos maiores especialistas em orçamento público dentro do Congresso Nacional. Economista, trabalhou por vinte anos no Ministério do Planejamento. Foi diretor de Orçamento do Instituto de Programação e Orçamento e secretário de Orçamento e Finanças da Secretaria de Planejamento da Presidência.
O tecnicismo acabou, então, sendo preponderante sobre seu eventual oposicionismo. De quebra, os governistas avaliaram que era importante contemplar também a oposição com um interlocutor na discussão do primeiro orçamento elaborado por Dilma. Isso porque o PT já havia assegurado as outras duas mais importantes funções no assunto: a relatoria do orçamento, com Arlindo Chinaglia (SP); e a do Plano Plurianual, com a senadora Gleisi Hoffmann (PR).
Ontem, após a confirmação de seu nome, Márcio Reinaldo criticou o cancelamento dos restos a pagar. "A hora que esse assunto entrar em pauta vai ser uma loucura porque o Lula não pagou quase nada e se elimina tudo. O grande erro é que cria uma dívida com receita futura. Isso só vai resolver via política e diplomacia. Se for na tacada, vai haver crise", afirmou.
Segundo ele, "há deputados que têm R$ 30 milhões como saldo para emendas e que o governo ainda não pagou". "O governo vem enrolando quanto a isso. Acho que seria o maior calote da era Lula e muito desagradável, mas creio que não é o ponto de vista da maioria dos governistas que tem suas bases e prefeituras aguardando os recursos das obras", disse.
Para ele, "no governo passado só foi dado prioridade a obras do PAC e que as emendas fossem para o inferno. Só que as emendas são o PAC dos deputados. Se você andar pelo interior do Brasil, parece que é de 50 anos atrás".
Ele cita como exemplo alguns campi inaugurados no governo Lula. "O governo Lula mostrou os campi avançados, mas sabemos que muitos deles não tem professor. Você cria o campus, a estrutura, cria expectativa na comunidade daí alunos passam no vestibular e não podem estudar porque não tem professor. Quebra todo o princípio basilar daquele investimento."
Também menciona outros casos específicos de obras paralisadas, empreiteiras não pagas e políticos cobrados pelos eleitores, declarando haver vantagem em sua experiência na área porque pode evitar que as autoridades do assunto tentem baixar qualquer norma regulando o orçamento. "Outro dia dei uma bronca no secretário do Tesouro Nacional porque achei que ele estava muito tendencioso nessa questão. Tem uma série de detalhes hoje que as pessoas às vezes não estão ligadas."
Na LDO deste ano, voltarão a ser discutidas as regras sobre paralisação de obras com indícios de irregularidades graves, algo que o novo relator já se posicionou contrariamente ontem. "Quando você paralisa obras, você não pune o irresponsável, pune a sociedade." Além disso, dentre as novidades estarão as alterações da Lei de Licitações. O objetivo é desburocratizá-la, tendo em vista, principalmente, as obras da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.”


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