Mostrando postagens com marcador Portuários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portuários. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MPT e Cargill S.A. firmam acordo judicial referente ao Terminal Portuário de Santarém (Fonte: MPT/PA)

´´O Ministério Público do Trabalho, por meio da Procuradoria do Trabalho no Município de Santarém, oeste do Pará, ajuizou no último mês de dezembro Ação Civil Pública contra a Cargill S.A., empresa que realiza operações portuárias em um terminal privado na região do porto organizado santareno, para exportação de grãos (soja e milho). O MPT requereu na Justiça, além de obrigações de fazer e não fazer, o pagamento de indenização a título de dano moral coletivo causado pela operadora portuária ao não requisitar trabalhadores registrados no Órgão Gestor de Mão de Obra de Santarém – OGMO, infringindo a Lei de Modernização dos Portos e a Convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho. No último dia 31, as partes chegaram a um acordo que abrangeu 3 dos 4 pedidos feitos pelo Ministério Público na ação proposta.

O Caso

Em 2009, uma força-tarefa realizada pela Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário – CONATPA do Ministério Público do Trabalho constatou situação irregular quanto aos trabalhadores da Cargill S.A., que, no curso das investigações, recusou as propostas de Termo de Ajuste de Conduta feitas pelo MPT. Ao prescindir do OGMO – órgão de finalidade pública, que promove a qualificação técnica para o serviço portuário e a reserva de mercado para os trabalhadores devidamente registrados –, a empresa cometeu infrações referentes a 3 das 6 atividades desempenhadas pelos trabalhadores portuários (capatazia, estiva e vigilância).
Os pedidos feitos pelo Ministério Público em juízo referiam-se à contratação preferencial de trabalhadores junto ao OGMO para as funções de capatazia e estiva – em outras palavras, atividades que incluem, por exemplo, tanto a operação de carregadores de navios quanto de rechego a bordo de embarcações –, e vigilante de embarcação, visto que a empresa somente dispunha de um serviço privado de vigilância patrimonial do terminal. Além desses pedidos, o MPT reclamava ainda o pagamento, pela Cargill, de indenização por dano moral causado à coletividade de trabalhadores.

O acordo só não alcançou o pedido de contratação de vigilante de embarcação, que foi a julgamento. No caso específico da empresa, que possui área privativa e duplamente cercada, a Justiça do Trabalho entendeu que o serviço de vigilância privado existente seria suficiente para atender às demandas do terminal. No entanto, o Ministério Público do Trabalho poderá recorrer da decisão de primeira instância. Quanto à quitação do dano moral coletivo, ficou acordado que a empresa cooperará com o OGMO na promoção de um curso na atividade portuária especializada, no prazo de 18 meses, para um grupo de até 40 trabalhadores e assumirá os ônus financeiro e logístico da capacitação. Caso o referido curso não seja realizado dentro do prazo previsto, a empresa terá de pagar indenização no valor de R$100.000,00 (cem mil reais), a ser revertida à entidade da Marinha responsável pela organização de cursos de qualificação de trabalhadores portuários e aquaviários.´´

sexta-feira, 6 de maio de 2011

“Greve para Porto de Pecém, no Ceará” (Fonte: O Globo)


“Autor(es): Carmen Pompeu

O Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Fortaleza, parou ontem. Apoiados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), funcionários de sete categorias das empresas que operam no porto fecharam os portões impedindo o embarque e o desembarque de mercadorias. A assessoria de imprensa da Ceará Portos, que administra o Porto do Pecém, não soube informar o prejuízo com a paralisação.
Segundo o sindicalista e funcionário da Ceará Portos Hernesto Luz, a paralisação começou às 6 horas e foi até as 18 horas. Os trabalhadores ameaçam parar por tempo indeterminado caso não avancem as negociações. "Protocolamos uma audiência com o governador Cid Gomes. Se não houver avanço, marcaremos outra manifestação."
Joseoly Moreira, assessor de imprensa da Ceará Portos, disse que foi pedido aos manifestantes que elaborem uma pauta de reivindicação, relatando as más condições de trabalho. "Mas eles (trabalhadores) estão irredutíveis. Dizem que querem resolver esse assunto somente com o governador. Eles não são funcionários da Ceará Portos. São de operadoras, empresas particulares que atuam no porto. Mas temos o interesse de mediar essa questão porque essas manifestações atrapalham o funcionamento do porto como um todo", afirmou Moreira.
Segundo ele, está sendo feito um estudo por uma empresa de consultoria que definirá em quais áreas e cargos a Ceará Portos deverá abrir concurso. "Depois da conclusão desse levantamento, que esperamos para outubro, é que poderemos estabelecer as condições para o edital."
Moreira confirmou que a paralisação foi total. Segundo ele, já houve uma reunião com os sindicalistas e as empresas operadoras. Os manifestantes pedem a humanização do ambiente de trabalho, o fim da precarização e a valorização do empregado, além de 30% do adicional de risco de vida e concurso público para suprir a demanda do Gate (portão de entrada e saída onde é feita a vistoria da carga a ser escoada).
"A "senzala" portuária é ditada pelo coronelismo. Somos vítimas de assédio moral e ninguém faz nada. Trabalhar no porto é um grande risco de vida, mas não temos o adicional de risco. Aqui não existe dignidade. Queremos um trabalho decente", afirmou Antônio Carlos, presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Ceará (Settaport-CE).
Os trabalhadores se queixam da falta de segurança e dizem que nos últimos seis meses quatro pessoas morreram. Reclamam de casos de assédio moral e de jornadas extenuantes. Afirmam que, ao serem escalados para navios, trabalham por 12 horas seguidas e ainda são escalados para outras funções, sem descanso. "Nossa ação até aqui tem sido sempre em busca da negociação. Vamos da um fim à precarização do trabalho. Esse terminal portuário é o porão da ditadura", diz Wil Pereira, da CUT-CE.
Terceirizados. Funcionários da Serval, empresa terceirizada que presta serviços gerais e de limpeza, também aderiram à paralisação. Os serventes se queixam de terem de capinar no sol a pino em pleno horário de almoço. Os caminhoneiros foram impedidos de se aproximar da área portuária. Foi montada uma barreira na rodovia por policiais militares e rodoviários, provocando um engarrafamento de caminhões de cerca de 1 quilômetro.
No primeiro trimestre deste ano, o Porto do Pecém registrou uma movimentação de 45 mil TEUs (contêineres de 20 pés). As exportações assinalaram a movimentação de 23 mil TEUs. Nas importações foram movimentadas 22 mil unidades. Nesse mesmo período, operaram 138 navios, sendo 80 com calado superior a 10 metros e 58 com calado inferior a 10 metros.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"Itapoá: “Operação do terminal atrai mão de obra especializada”" (Fonte: Valor Econômico)

"Apesar de ainda não operar a plena capacidade, o porto de Itapoá já é responsável pela chegada de profissionais de fora da cidade. Atraído pela proposta de emprego, o responsável por planejamento de pátio Vanilson Cruz, 34 anos, mudou-se com a mulher e o filho no fim do ano passado. A família veio de Santos e teve dificuldade para encontrar casa para alugar, por causa da concorrência com o movimento de aluguel de temporada de verão.

Animado com o futuro do porto e com o desafio profissional que resolveu encarar, Cruz já pensa em comprar um imóvel em Itapoá. Assim como ele, outros trabalhadores especializados no setor portuário vieram de fora - de cidades como Santos (SP), Rio Grande (RS), Itajaí (SC) e Navegantes (SC). A previsão da administração do porto é contratar 250 pessoas até o começo da operação. Até agora, 68 já assinaram carteira.

Josiane Alves da Silva, 23 anos, foi, ainda criança, de Itapema, cidade no litoral catarinense, para Itapoá. Trabalhava em uma loja de celulares na cidade, até que apareceu a oportunidade no porto. Ela começou a trabalhar como recepcionista em agosto. Priscilla Osqa, 27, se mudou com o marido para Itapoá na promessa de crescimento profissional. Em uma semana, conseguiu emprego no porto para atuar na área de controladoria financeira. Segundo a administração do porto, a expectativa é que cerca de 70% do pessoal da área operacional poderá ser recrutado entre os moradores da cidade.

O movimento de profissionais vindos de fora da cidade e de empresários que visitam Itapoá a negócios estimulou o arquiteto Carlos Henrique Nóbrega a acelerar o projeto de um hotel em Itapoá. O Baiti fica a poucos metros do porto e oferece um padrão de serviço que a cidade ainda não conhecia.
O projeto é um hotel-boutique com 15 quartos, marina e restaurante de cozinha contemporânea, o Tambaiá, tocado pelos chefs Emiliana e Miduca Carvalho, irmã e cunhado de Carlos Henrique. Para formar a equipe, o Baiti ofereceu curso para 150 pessoas da cidade, que receberam noções de trabalho de garçom, manuseio de alimentos e primeiros socorros, entre outros. Desses, 30 foram contratados. Os demais ficaram com certificado de freqüência nos workshops.

O empreendimento foi um projeto da família Nóbrega, natural de Londrina, no norte do Paraná, que visitou a cidade pela primeira vez no fim da década de 70, em férias. A família não revela o valor do investimento de 1,8 mil m2, mas diz que há previsão de ampliação da marina, hoje com capacidade para abrigar cerca de 30 barcos. Em dias de reunião do conselho de administração do porto, o hotel fica com os quartos lotados. "Nós já tínhamos a ideia, mas o porto foi determinante para o investimento", diz Nóbrega.

O prefeito de Itapoá, Ervino Sperandio (PSDB), acredita que a cidade ainda não tenha aproveitado todo o crescimento que o porto será capaz de proporcionar. Apesar disso, o município já vive uma situação de pleno emprego. Segundo Ervino, falta mão de obra principalmente na construção civil. "Aqui a gente tem mais vagas do que pessoas para trabalhar", diz.
O prefeito avalia que Itapoá sai no prejuízo com a contagem do Censo do IBGE, apesar do crescimento expressivo na última contagem. Ervino acredita que a cidade tenha, efetivamente, 20 mil moradores. Muitos deles mantêm casa em outra cidade, mas passam boa parte do ano em Itapoá, usufruindo dos serviços de saúde e educação do município.

Essa desvantagem tem relação com o cálculo do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que leva em conta a população aferida pelo IBGE. Em 2010, Itapoá recebeu R$ 5,5 milhões de FPM, a principal receita municipal. Com a entrada em operação do porto, Ervino espera que a prefeitura passe a contar com R$ 500 mil mensais de Imposto Sobre Serviços (ISS), algo semelhante ao que o porto de Navegantes passou a contribuir com a prefeitura da cidade.

Para Raul Delavy, sócio da Imobiliária Atlântica, em Itapoá, a cidade ainda não sentiu o impacto que o porto será capaz de gerar sobre o mercado de imóveis. "A valorização real vai começar quando ele entrar em operação", acredita.

Hoje, lotes na primeira quadra do mar variam entre R$ 45 mil e R$ 120 mil - com tamanhos entre 360 m2 e 384 m2. Delavy acha que esses valores vão passar por uma revisão tão logo o fluxo de pessoas comece a aumentar. Para o empresário do ramo imobiliário, a cidade ainda mantém o aspecto de local de descanso.

Nas áreas voltadas para atividade industrial, ainda há muita irregularidade. Segundo Delavy, do espaço reservado para a atividade retro-portuária, apenas 20% têm documentação em dia. Os valores praticados ainda ficam na faixa de R$ 25 o metro quadrado, mas Delavy acredita que possam passar a valer R$ 45 em breve."


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

“Operação do MPT encontra irregularidades nos portos de Antonina e Paranaguá” (Fonte: MPT-PR)

“O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) realiza na tarde de hoje (3) audiências com empresas dos portos de Antonina e Paranaguá. As operadoras portuárias foram intimadas após uma operação realizada pelo MPT-PR e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nos dias 1 e 2. A inspeção encontrou irregularidades que colocam em risco a segurança e a saúde dos trabalhadores portuários.

Entre as principais irregularidades estão a ausência de controle de acesso às embarcações, falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), descumprimento de normas de segurança nos locais de trabalho e não fornecimento de água potável aos trabalhadores. As empresas devem firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) para se adequarem às normas previstas pela legislação. Caso não sejam firmados os termos, o MPT-PR ajuizará ações civis públicas na Justiça do Trabalho.

Fonte: Ministério Público do Trabalho no Paraná
Mais informações: (41)3304 9107 / 9099”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br