Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Em Fortaleza, deu Roberto Cláudio, candidato de Ciro Gomes (Fonte: RBA)

"São Paulo – Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, do PDT, foi reeleito à prefeitura de Fortaleza. Com 678.847 votos, ele ficou à frente com 53,57% dos votos válidos. Capitão Wagner, do PR, teve 588.451 (46,43%).

Com 41 anos, o médico Roberto Cláudio foi eleito deputado estadual em 2006 e reeleito quatro anos depois. Presidiu a Assembleia Legislativa cearense de 2011 a 2013.  No ano seguinte, disputou e venceu a eleição para a prefeitura da capital. Ele se filiou ao PDT, de Ciro Gomes, no ano passado. Antes, passou por PHS, PSB e Pros.

O ex-ministro Ciro Gomes chegou a afirmar, segundo o portal UOL, que uma derrota eleitoral em Fortaleza teria impacto em sua pretensão de disputar a Presidência da República em 2018. "Uma inimaginável derrota aqui tiraria muito do estímulo para seguir na luta, pois, se o melhor prefeito da história da cidade perde para um samango desqualificado a gente perde a esperança", declarou.

A capital cearense tem 1.364.755 eleitores. Votos em branco, nulos e abstenções chegaram a 26,62%.

Na outra eleição do estado, em Caucaia, ganhou Naumi Amorim (PMB), com 53,55% dos votos válidos. Eduardo Pessoa (PSDB) teve 46,45%..."

Fonte: RBA

Abstenção, brancos e nulos superam eleitos no Rio, BH e Porto Alegre (Fonte: RBA)

"Brasília – Nas três principais capitais em que houve disputa em segundo turno hoje (30), a soma das abstenções e dos votos brancos e nulos superou o total de votos recebidos pelos prefeitos eleitos. Assim como havia ocorrido no primeiro turno em São Paulo, quando o prefeito eleito, João Dória (PSDB), teve menos votos (3.085.187) do que a soma dos brancos, nulos e abstenções (3.096.304), agora, no segundo turno, isso se repetiu no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Porto Alegre.

Em Curitiba, a soma das abstenções, brancos e nulos ficou um pouco abaixo do total de votos recebidos pelo prefeito eleito, Rafael Greca (PMN). Greca recebeu 461.736 votos e a soma dos votos nulos (117.920), brancos (44.834) e abstenções (259.399) atingiu 422.153 votos.

No Rio de Janeiro, por exemplo, não compareceram às urnas 1.314.950 eleitores, 149.866 votaram em branco e 569.536 anularam os votos. Ou seja, 2.034.352 optaram por não votar nem em Marcelo Crivella (PRB), que venceu a disputa com 1.700.030 votos, nem em Marcelo Freixo, que conquistou 1.163.662 votos. Para o cientista político da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Geraldo Tadeu Moreira, o crescimento expressivo das abstenções e dos votos brancos e nulos demonstra a insatisfação do eleitorado com a classe política.

“Esse comportamento tem crescido nas últimas duas eleições, 2014 e 2016. É um indicativo de que a insatisfação com o sistema político ocorrida em 2013, com as manifestações de rua, não foi tratada. Estamos com um sistema político com baixa representatividade. As pessoas estão clamando por um conjunto de reformas. Isso fica evidente no comportamento do eleitor”, disse Moreira..."

Íntegra: RBA

terça-feira, 4 de outubro de 2016

SEM VOTO E COM RACHA INTERNO, REDE SAI DERROTADA DA ELEIÇÃO (Fonte: Brasil 247)

"A primeira participação eleitoral do partido Rede Sustentabilidade, cuja grande estrela política é Marina Silva, frustrou expectativas nas urnas e provocou divergências públicas na legenda. Chefiados pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares, sete dos fundadores deixaram o partido, que eles dizem estar sem rumo.

Em carta aberta nesta segunda-feira 3, Soares criticou o autoritarismo de Marina e afirmou que a Rede deve ter uma "inflexão para o centro político, indiscutivelmente conservador" em 2018, quando a ex-senadora poderá disputar novamente a presidência.

A Rede lançou candidatos em 820 cidades, mas só conseguiu eleger os prefeitos de cinco municípios, sendo Cabo Frio (RJ), com 186 mil habitantes, o maior deles. O partido só está no segundo turno em uma capital, Macapá (AP). Entre os 3.449 candidatos a vereador da legenda, apenas 180 tiveram êxito. "Nenhum deles em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte — câmaras onde calculavam obter entre um e dois vereadores, que trariam projeção à agenda do partido", conforme reportagem de O Globo.

"A aposta era que Marina Silva, que em 2014 obteve 22 milhões de votos, atraísse um apoio massivo para a legenda. Não funcionou. Em sua nota pós-eleitoral, a própria direção da Rede reconheceu que seu resultado não é "numericamente relevante".

— Havia uma expectativa grande de que Marina saísse do pleito melhor do que entrou. Mas ela sai menor por causa da confusão de seu posicionamento político — explica um consultor político da Rede.

A derrocada nas urnas começou a se formar em abril, quando a ex-senadora mudou repentinamente de posição e passou a apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, dividindo opiniões dentro do partido. Dos quatro deputados federais da Rede, dois votaram pelo afastamento da petista e dois foram contrários. O único senador do partido também discordou de Marina. A inconsistência de posicionamento abriu flancos para críticas tanto da esquerda quanto da direita."

Outro novato, Novo foi melhor

Outra novidade, o partido Novo acabou com um desempenho bem mais expressivo nas urnas. Enquanto a Rede Sustentabilidade teve apenas 43 mil votos para vereador em São Paulo, o outro neófito arrebatou quase 141 mil e conseguiu eleger um vereador. A legenda obteve ainda cadeiras em outras quatro capitais: Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio..."

Fonte: Brasil 247

Grande vencedora nas urnas foi a aversão à política, por Vanessa Grazziotin (Fonte: GGN)

"Jornal GGN – Em seu artigo de hoje, para a Folha, Vanessa Grazziotin aborda este fenômeno dos votos desperdiçados pelo povo brasileiro. Na visão da senadora do PCdoB, quem saiu ganhando nestas eleições foi a aversão à política. E essa aversão tem nome e sobrenome e mora na promoção ao golpe parlamentar que o país foi vítima.

Para ela, nenhum partido político saiu vitorioso, já que as urnas expressaram uma aversão geral pela política e os votos foram destinados àqueles que se autoproclamaram “apolíticos”. A prova está no resultado dos votos inválidos, que em São Paulo alcançou a marca de mais de 30%. E destaca que este é um fato inédito no país.

Para Vanessa Grazziotin o xadrez é simples: promoveram a desmoralização dos partidos de esquerda jogando a eles o ônus da corrupção do país. Junte-se a isso terem aproveitado de uma crise cíclica do capitalismo, que atingiu em cheio o Brasil, para tomar o governo de assalto, alcançando aquilo que não conseguiram nas últimas quatro eleições..."

Fonte: GGN

Para Chico Alencar, chance de Freixo se eleger é real: 'Política não é matemática' (Fonte: RBA)

"São Paulo – O resultado eleitoral em âmbito nacional não foi surpresa, na conjuntura pós-impeachment francamente favorável à direita e com o declínio do PT, que se reflete na esquerda de modo geral. Nesse cenário, o Rio de Janeiro, segunda maior cidade do país, se destaca como um dos poucos pontos em que o campo progressista é protagonista no segundo turno, com o candidato Marcelo Freixo (Psol), que disputará a prefeitura com Marcelo Crivella (PRB).

“No quadro geral nacional há um declínio político-eleitoral do PT inegável, e uma ascensão da direita, do conservadorismo, do engodo da antipolítica que esse Doria vende em São Paulo. Não por acaso, o número de abstenções nas eleições municipais, que são as mais próximas do cidadão, é enorme. É muito desencanto com a política”, diz o deputado Chico Alencar (Psol-RJ)

De um ponto de vista puramente matemático, a situação de Freixo não é fácil. Ele teve cerca de 563 mil votos, contra 842 mil do líder Crivella. Os outros candidatos da esquerda, cujos votos naturalmente se transferirão majoritariamente para o candidato do Psol, conseguiram juntos pouco menos de 145 mil votos. Jandira Feghali (PCdoB) chegou a 101 mil e Alessandro Molon (Rede) obteve 43 mil. Do outro lado, só Pedro Paulo (PMDB) atingiu 488 mil votos. O extremista Flavio Bolsonaro (PSC) teve 424 mil, para não falar de Índio da Costa (PSD), com 272 mil, e Osório (PSDB), com 261 mil.

Mas política não é matemática, lembra Alencar. “Eleição não é uma soma matemática. Se fosse olhar por aí, nem precisaria disputar o segundo turno. Entretanto, é uma outra eleição, com tempo igual de TV e rádio e embate direto. E o eleitorado hoje em dia já não segue os caciques e a orientação partidária.”

Para o deputado, a chance de Freixo se eleger é real não apenas pela igualdade das campanhas, que permite ao eleitor analisar a partir de cada proposta e cada candidatura. “Outro fator é que o Rio de Janeiro tem uma tradição mais libertária do que conservadora. O segundo turno está indefinido. Temos chances reais de ganhar.”

Jogo de enganos
Para Chico Alencar, o desencanto revelado nas eleições nacionais interessa à direita. “Em vez de canalizar isso para um voto mais questionador, o eleitor vai para a omissão. E há os que votam para quem vende a imagem do não-político, como Doria. Crivella faz um pouco essa imagem, embora  seja senador há muito tempo. É um jogo de enganos.” No Rio, a abstenção no primeiro turno chegou a praticamente um quarto do eleitorado, ou 24,28%.

O deputado federal avalia que a queda do partido de Luiz Inácio Lula da Silva afeta toda a esquerda do país. “A débâcle do PT vai exigir talvez umas duas décadas para a gente se recolocar de maneira protagonista, forte, no cenário político. Eu falo em termos nacionais”, diz o parlamentar. “Mas se o PT não fizer uma autocrítica profunda, ficar só se lamuriando, não ajuda.” Apesar das discordâncias entre os dois partidos, a bancada do Psol na Câmara dos Deputados foi uma das mais aguerridas na batalha contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Apesar de tudo, diz o deputado, a atual crise tem a ver com a missão da própria esquerda, a luta contra as dificuldades. “A esquerda na história do mundo nunca deixou de ter enormes dificuldades. O caminho é duro, difícil, na contramão das forças dominantes, e a gente tem que se reinventar, fazer autocrítica, renovar. O bom desempenho do Psol no Rio é também em função de a gente incorporar novas pautas. O entusiasmo da juventude carioca conosco é impressionante.”

Fonte: RBA

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Com viés de alta, Haddad pode surpreender (Fonte: Brasil 247)

"O crescimento da campanha de Fernando Haddad em São Paulo, confirmado pelas pesquisas internas dos partidos, é um sinal animador na conjuntura de retrocesso político criada pelo golpe de 31 de agosto.

Os dados recolhidos pelo sistema chamado de tracking, considerado o mais eficiente para avaliar os humores do eleitorado, mostram uma situação de empate entre três candidatos que podem ir ao segundo turno. Neste ambiente, Haddad está em movimento de alta, aparecendo como uma opção realista para ir ao segundo turno e enfrentar João Dória, qualificado como o candidato da coalização golpista. Nos dados mais recentes, acumulou 16 pontos, cravando um empate técnico pelo segundo lugar, contra Celso Russomano.

Haddad não é apenas uma opção a mais, estatística banal do mercado de votos. É, acima de tudo, uma opção política, diferenciada num pelotão de concorrentes tão diferentes e tão iguais.   

Um mês depois da decisão no Senado que consumou o golpe, perder um minuto de reflexão para reconhecer a importância de sua candidatura, num país em busca de caminhos para resistir ao ataque anunciado aos direitos e conquistas dos trabalhadores e da população super explorada do país. 

Em texto de 27 de setembro, escrevi aqui que havia um “fiapo de esperança” no crescimento de Haddad. Numa situação que evolui em alta velocidade, apenas 48 horas depois há mais do que isso, como compreendem os militantes e eleitores engajados diretamente na busca de votos para ampliar o apoio ao prefeito.

Numa atividade que parecia extinta pelos ataques destrutivos da AP 470 e da Lava Jato, sem falar na crise interna do próprio Partido dos Trabalhadores, homens e mulheres começam a arregaçar as mangas para pedir votos pelo telefone, em conversas de ponto de ônibus, em reencontros de velhos amigos e, especialmente, pelas redes sociais, num movimento que tende a se ampliar na medida em que a chance de ir para o segundo turno mostra-se palpável.  

Apesar do atraso de Haddad, que chegou ao local com atraso de 50 minutos, a caminhada pelo Jardim da Conquista, no fim de semana, mostrou uma população disposta saudar o prefeito e seu maior cabo eleitoral, Lula. O ato na Casa de Portugal, terça-feira, foi um evento vibrante, de impacto positivo.  Numa campanha curta, com a propaganda concentrada em aparições de 30 segundos – mais adequada para anuncio de margarina do que para debates políticos – o confronto de ideias e de prioridades precisou de tempo para ficar claro e amadurecer.

É isso que está acontecendo nos últimos dias da disputa. Um fato significativo envolve a reação de um conjunto representativo de médicos da cidade, liderados por Dráuzio Varella, em resposta a promessa demagógica de vários adversários do prefeito – a começar por João Dória -- de liberar a velocidade assassina dos automóveis no transito, responsável por um morticínio superior ao de muitos países em guerra civil. Por um desses caminhos sempre surpreendentes da discussão política, a partir do lugar do automóvel na vida cotidiana da maior cidade brasileira os eleitores poderão optar pela prioridade que deve ajudar a organizar São Paulo. A escolha, que não deixa de ter um aspecto absurdo pela natureza dos interesses envolvidos, contrapõe o prazer individual – alguns chamam isso de “liberdade” -- de motoristas endinheirados em pisar fundo no acelerador de seus carrões, ou a segurança coletiva de uma população para quem o trânsito é uma rotina de infortúnio, perigo e muitas vezes um caminho sem volta.

Não há dúvida de que, com todos defeitos e limitações, Haddad fez uma gestão que trouxe benefícios inegáveis a população mais pobre da periferia – ainda que este fato tenha sido escondido por uma campanha sistemática dos meios de comunicação para impedir sua emergência como liderança renovada do Partido dos Trabalhadores e da política de São Paulo, com direito a projetos de maior alcance.

Numa disputa que se transformou num segundo turno antecipado, Haddad merece apoio por uma outra razão. Tem vários defeitos mas é o único candidato que não pode ser definido como uma fraude – traço respeitável entre os quatro maiores concorrentes.

Explicando. João Dória disputa a prefeitura da maior cidade brasileira com a máscara padrão dos demagogos.  Num manjado truque de botox ideológico, faz questão de dizer “não sou político”, simulando uma autenticidade desmentido pelo escandaloso patrocínio assegurado pelos cofres de Geraldo Alckmin a seus negócios. A novidade de hoje é que o slogan João Trabalhador – realmente, um abuso mental – pode acabar substituído por João Mau Patrão, em função de denúncias registradas na Justiça trabalhista.  

Celso Russomano é a farsa da velha tragédia janista, com um detalhe especial: que sucessivos escândalos o impedem de empunhar a vassoura do teatro ético.

Bastaram poucos meses de campanha para que Marta fosse reconhecida como a lendária viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido. Deputada, senadora e ministra, sempre pelo PT, engajou-se a fundo num movimento que renega 30 anos de vida política. Chegou a mandar flores para uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, cujo ministério frequentou até outro dia. Prometeu votar na PEC que vai arrochar gastos com saúde e educação, alinhando-se com um governo reprovado por 43% dos paulistanos. Estrela do TV mulher, pediu abrigo num governo antifeminista e antifeminino. Seu filho, o roqueiro Supla, reconhece em vídeo que mamãe “é golpista.”

Neste ambiente, Luiza Erundina chega aos últimos dias com a chance de encontrar um segundo papel numa campanha onde não teve forças para disputar as primeiras posições. Com uma biografia respeitável pela coerência, a conjuntura dos últimos dias lhe oferece duas opções. A primeira, é apoiar a candidatura de Fernando Haddad, que representa uma alternativa viável para ir ao segundo turno e enfrentar o candidato que tentará consolidar o golpe de 31 de agosto. A outra é manter a candidatura própria, estimulando uma divisão eleitoral que pode impedir Haddad de receber um punhado de votos que podem ser decisivos.

Num momento particularmente grave, a eleição municipal de 2016 ajuda a recordar uma velha verdade das disputas políticas. Vitoriosos e derrotados, os candidatos passam, seja na apuração, seja no fim do mandato. 

Mas o povo fica – e este é o compromisso de quem sabe que a política necessária coloca o interesse público em primeiro lugar..."

Fonte: Brasil 247

Haddad dribla 'parceria' de João Doria, Marta e Russomanno no último debate (Fonte: RBA)

"São Paulo – O último debate antes do primeiro turno da eleição municipal em São Paulo, na sede da Rede Globo, reuniu os candidatos Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (Psol), Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB), João Doria (PSDB) e Major Olímpio (SD). O atual chefe do Executivo paulistano demonstrou segurança e didatismo diante das alfinetadas. Os adversários do prefeito ouviram o eficiente "você está mal informado", seguido da devida explicação, como resposta a provocações dirigidas ao candidato à reeleição em várias oportunidades.

Russomanno, por exemplo, afirmou defender polos de emprego com impostos "mais baratos" e quis saber por que Haddad não baixou tributos para incentivar a economia do município.

"Você está mal informado", rebateu o prefeito. Ele lembrou a Russomanno o Programa de Incentivos Fiscais para a Zona Leste. Citou o Passe livre do Estudante, que beneficia 700 mil jovens e tem uma função de subsídio, ajudando no orçamento doméstico na medida em que o aluno economiza nas passagens. Sancionada em dezembro de 2013, a Lei 15.931 estabelece incentivos fiscais para instalação de empresas na zona leste de São Paulo.

Mais adiante, Russomanno falou em saúde e prometeu que tudo o que Haddad não terminou "eu vou terminar". Repetiu, como vem afirmando na campanha, que a solução para a saúde é a informatização e falou em colocar prontuários em chips. Haddad respondeu: "temos (atualmente) 550 mil paulistanos com prontuário eletrônico. Hoje tem a tecnologia de nuvem, que talvez você não conheça. Chip está ultrapassado, a pessoa pode inclusive perder". Russomanno, na tréplica, aparentemente desconcertado, garantiu: "Vou ter o prontuário no chip e vou ter na nuvem".

Major Olímpio repetiu a vinculação entre PT e corrupção e perguntou o que o prefeito vai fazer contra a corrupção. Também ouviu que está mal informado. Haddad citou a Controladoria Geral do Município e afirmou: "Nós desbaratamos a máfia do ISS", disse, lembrando que existem nomes ligados às gestões dos ex-prefeitos José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) acusados de participar do esquema.

Erundina foi a candidata que se lembrou de vincular Marta ao presidente Michel Temer e sua pauta de retrocessos em direitos trabalhistas, civis e humanos. Ela quis saber da peemedebista o que tinha a dizer sobre a medida provisória com que "o presidente ilegítimo, seu presidente", pretende mudar o ensino médio no país.

Após Marta dizer que as iniciativas da MP da educação foram bem recebidas por especialistas, Erundina atacou: "Não sei de que especialistas você está falado. Tirar filosofia, sociologia, artes e educação física (do currículo) vai empobrecer a educação. O debate não chegou na Câmara, onde eu milito, nem na sociedade".

Haddad parece ter percebido a "parceria" entre os três principais adversários e os acusou de demagogos por combater a redução da velocidade em São Paulo. "Doria, Marta e Russomanno fazem demagogia pela caça ao voto, o que coloca em risco a vida das pessoas. É covardia subir a velocidade e matar pessoas para ganhar votos. Temos que impedir que as pessoas usem a velocidade como arma. São Paulo é mais do que a demagogia barata", disse o prefeito.

Segundo o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, os adversários do atual prefeito não atuaram contra Haddad por acaso. "Doria, Russomanno e Marta estabelecendo parcerias contínuas no debate para criticar Haddad, firmaram um pacto entre eles e não se criticam, centraram fogo na atual gestão. Se alguém tinha dúvida sobre o crescimento das intenções de voto em Haddad, está aí a prova", comentou Marchetti, em sua página no Facebook.

Além de reforçar inúmeras vezes o bordão "não sou político, sou gestor", que tem dado certo em sua campanha, o tucano João Dória destacou em vários momentos no debate o caráter repressivo e policialesco que pretende dar ao seu governo, se eleito. "Não vamos mais permitir invasões de propriedades públicas ou privadas. Vamos agir junto com o governo do estado", afirmou, citando a Polícia Militar. Depois, voltou a falar na polícia como necessária para combater pichações, por exemplo.

Em tabela com Russomanno, o candidato do PSDB foi convidado a falar sobre drogas. "O primeiro que vamos fazer é acabar com o programa De Braços Abertos", enfatizou Doria. Ele prometeu que o problema das drogas vai ser enfrentado com internação clínica e parcerias entre as polícias estadual, Federal e Guarda Civil Metropolitana.

Erundina chamou a atenção para outra faceta do candidato de Geraldo Alckmin. "É incrível como sua preferência é pela privatização das ações públicas", disse, dirigindo-se a Doria. "Isso se tornou um mantra", emendou a ex-prefeita. Ela ainda afirmou ao tucano que ele desenvolve "ação lobista" e usa "recursos públicos para produzir fóruns (privados)". "O senhor está praticando ação política como lobista."

Encerramentos
Em suas considerações finais, cada um dos candidatos despediu-se da campanha do primeiro turno reafirmando otimismo em relação às votações de domingo e tentando imprimir uma marca à sua candidatura.

Erundina lembrou que já foi prefeita e saiu bem avaliada e prometeu "inversão de prioridades", garantindo a participação popular nas questões mais importantes. Também prometeu combater as desigualdades. "No primeiro turno, escolham a melhor proposta, em relação à qual tenham maior confiança. E essa proposta é a do Psol."

Marta classificou suas propostas como "realistas e transparentes" e ressaltou a disputa entre ela, Russomanno e Haddad pela vaga no segundo turno contra Doria, que lidera as pesquisas. "Haddad é o prefeito que você conhece. Está de costas para a periferia, promete e não entrega. Russomanno tem vários escândalos com trabalhadores", e citou o caso dos garçons demitidos de um restaurante de Russomanno que brigam por direitos na Justiça.

"Ao longo de toda a minha vida, sempre dei a cara a tapa para defender as pessoas", afirmou Russomanno, alegando que Marta se esconde em comerciais de televisão com ataques contra ele. Prometeu fazer gestão "olhando nos olhos", defendendo e cuidando do cidadão/eleitor.

"Sou um gestor, um administrador, um empresário que vai atuar na política para resolver os problemas da cidade de São Paulo", afirmou Doria, que prometeu "um olhar de eficiência e realização", principalmente para a população mais humilde que precisa de ajuda na educação, saúde, mobilidade urbana e geração de empregos.

Major Olímpio disse que a decisão do futuro da cidade está na ponta dos dedos do cidadão e ressaltou que as propostas dos demais candidatos são, em sua maioria, "inexequíveis" diante do orçamento. Ele ressaltou ter "currículo, e não ficha corrida" e pediu oportunidade para recuperar a cidade. "Tolerância zero em relação ao ilegais."

Último a falar, Fernando Haddad afirmou que há dois projetos em disputa "um projeto privatista que quer vender a cidade, dos cemitérios aos corredores de ônibus, das ciclovias ao futuro parque de Interlagos. E outro projeto, que vê a cidade como um bem público", e ressaltou a necessidade de encurtar as distâncias entre o centro e as periferias, levando equipamentos públicos, como hospitais e escolas, para as áreas mais afastadas. "Você sabe o número que leva os benefícios para a periferia. Esse número é 13."..."

Fonte: RBA

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

MPT alerta sobre o assédio político nas eleições (Fonte: MPT)


"Prática ocorre com maior frequência entre terceirizados; a gratidão pela indicação do emprego faz com a irregularidade não seja denunciada.
Fortaleza – “No caso do assédio político, o candidato olha para você e vê uma cédula eleitoral.” A afirmação é do procurador do Trabalho, Francisco Gérson Marques, que alerta para uma situação já considerada corriqueira em época de eleição e que, pela ameaça da perda do emprego ou de retaliação, faz com que funcionários sejam obrigados a votar em candidatos apoiados por seus patrões. 
De acordo com o procurador, o assédio político acontece com maior frequência com empregados terceirizados, por conta da fragilidade na relação de trabalho e em favor da pessoa que fez a indicação do trabalhador para a contratação. “Elas entendem como ajuda. Dão seu voto como uma forma de agradecer pelo emprego”, ressalta. “Uma prática dessas ofende vários valores democráticos numa tacada só, além de estabelecer uma concorrência desleal entre os candidatos.” O assunto foi tema de palestra da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) do Ceará, realizada no dia 17 de agosto. 
Para o superintendente do Trabalho e Emprego no Ceará, Júlio Brizzi, o assédio político não é denunciado por ser mais comum do que se pensa, tanto que é encarado com naturalidade. “Por se tratar de assédio, as pessoas precisam contextualizar, explicar, trazer comprovações, como um e-mail, uma carta, uma testemunha. Algo que consiga demonstrar o fato”, explica."

Extraído de http://portal.mpt.gov.br/wps/portal/portal_do_mpt/comunicacao/noticias/conteudo_noticia/!ut/p/c5/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3hH92BPJydDRwN_E3cjA88QU1N3L7OgsFBfM6B8pFm8AQ7gaEBAt5d-VHpOfhLQnnCQzbjVOppC5PHY5OeRn5uqX5AbURkckK4IAFiz3fc!/dl3/d3/L2dJQSEvUUt3QS9ZQnZ3LzZfQUdTSUJCMUEwTzRHMjBJVDU1R0o2UlZKRzI!/?WCM_GLOBAL_CONTEXT=/wps/wcm/connect/mpt/portal+do+mpt/comunicacao/noticias/mpt+alerta+sobre+o+assedio+politico+nas+eleicoes

Eleições: partidos recebem orientação sobre contratação temporária (Fonte: MPT)


"Inspeções do MPT em parceria com o MPF irão fiscalizar o cumprimento da legislação em Sergipe.
Aracaju – O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou audiência pública para conscientizar partidos políticos sobre a importância de seguir as leis trabalhistas em contratações temporárias para o período eleitoral. Na primeira semana de setembro, o MPT e o Ministério Público Federal (MPF) farão inspeções nas frentes de trabalho de Aracaju e em alguns municípios do interior do estado. O objetivo é verificar se os partidos estão cumprindo a legislação. 
O procurador-chefe do MPT na cidade, Luis Fabiano Pereira, alertou para a repercussão da divulgação de eventuais irregularidades encontradas, pois isso pode prejudicar a imagem dos candidatos que estiverem em desacordo com as normas.
Notificação – A audiência, que ocorreu na quarta-feira (29), explicou aos advogados representantes de coligações e partidos políticos as punições para quem for flagrado descumprindo a lei. Também foi expedida notificação com recomendações aos partidos. O documento traz medidas para garantia mínima dos direitos do trabalhador, como o fornecimento de água, local para descanso e equipamentos de proteção (protetor solar, boné, camisa e colete com faixa reflexiva, no caso dos trabalhadores que fazem panfletagem eleitoral). 
Não poderá ser exigida jornada de trabalho superior a oito horas diárias e os salários deverão ter o mínimo como base. O uso de trabalho infantil também é terminantemente proibido em eleições. 
De acordo com a procuradora regional eleitoral Lívia Tinôco, as fiscalizações serão realizadas todos os anos em que houver eleições."

Extraído de http://portal.mpt.gov.br/wps/portal/portal_do_mpt/comunicacao/noticias/conteudo_noticia/!ut/p/c5/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3hH92BPJydDRwN_E3cjA88QU1N3L7OgsFBfM6B8pFm8AQ7gaEBAt5d-VHpOfhLQnnCQzbjVOppC5PHY5OeRn5uqX5AbURkckK4IAFiz3fc!/dl3/d3/L2dJQSEvUUt3QS9ZQnZ3LzZfQUdTSUJCMUEwTzRHMjBJVDU1R0o2UlZKRzI!/?WCM_GLOBAL_CONTEXT=/wps/wcm/connect/mpt/portal+do+mpt/comunicacao/noticias/eleicoes+partidos+recebem+orientacao+sobre+contratacao+temporaria