segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lei de Licitações deve passar por ampla revisão no Congresso (Fonte: Câmara dos Deputados)

"Prestes a completar 20 anos, a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) deve passar por uma atualização. Na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) analisa uma ampla revisão da norma (PL 1292/ 95 e apensados). O assunto também deve ser o foco de uma comissão mista de senadores e deputados, conforme anunciou recentemente o presidente do Senado, Renan Calheiros.
Fato é que, para advogados, parlamentares e empresários, a legislação está inadequada às demandas dos novos tempos, como destacou o jurista Jorge Ulisses Jacoby, mestre em Direito Público, em entrevista ao programa Com a Palavra, da Rádio Câmara.
"Precisamos modernizar a legislação porque, no tempo em que veio a Lei de Licitações, alguns fatos prejudicaram a norma correta”, avalia Jacoby. “Na época, a inflação era muito alta. Pela Lei de Licitações, se um empresário terminar uma obra antes, nós temos que descontar da fatura, quando deveríamos premiar."
Mais de 200 propostas
Relator dos projetos que modificam a Lei de Licitações na CCJ, o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) concorda que há muito a aperfeiçoar na legislação. Até o momento, Trad já apresentou três relatórios sobre mais de 200 propostas sobre o tema.
O parecer ainda pode sofrer alguma modificação, mas, segundo o parlamentar, já pode ser votado, pois existem inúmeras propostas de mudança que já foram incorporadas pelo projeto substitutivo.“Ampliamos as hipóteses do pregão eletrônico, que nos parece uma modalidade de licitação muito interessante e compatível com princípio da moralidade e da transparência, que devem prevalecer na administração pública”, explica Trad.
“Aumentamos penas para crimes licitatórios. Proibimos a participação em certames licitatórios de empresas que fazem doações a partidos políticos e a candidatos que saiam vencedores nas eleições. Priorizamos questão dos produtos nacionais em igualdade de condições com outros produtos nos certames licitatórios", acrescenta o parlamentar.
Contratações diferenciadas
Apesar de consensual, a revisão da Lei de Licitações envolve polêmicas. Uma das discussões, por exemplo, é se o chamado Regime Diferenciado de Contratações (RDC - Lei 12.462/11) deveria ou não ser estendido ao maior número possível de casos.
O relator defende que o RDC se mantenha restrito. Mas reconhece que o regime serviu de inspiração para a proposição de dispositivos que simplifiquem procedimentos e confiram celeridade às licitações, desde que combinados com mecanismos de controle e prevenção de desvios de recursos públicos.
Aprovado em 2011, o RDC é usado na contratação de obras para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Em 2012, ele passou a valer também para ações do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, além de obras e serviços na Saúde.
Se aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, as propostas que atualizam a Lei de Licitações ainda serão votadas pelo Plenário."

Governo Richa tenta retomar privatização bilionária no Paraná (Fonte: @EsmaelMorais)

"O governo neoliberal de Beto Richa (PSDB) voltará a insistir, esta semana, na privatização dos serviços públicos no Paraná. Pelos próximos 25 anos, o tucano pretende repassar tarefas que competem ao Estado para empresas privadas pagando a bagatela de R$ 2,9 bilhões.
Embora o governo do PSDB possa ser encerrado nas urnas já em 2014, Richa pensa em amarrar o contrato até 2040. Só a título de comparação, ao final dessa privatização bilionária, Richa estará com 70 anos.
Nesta terça-feira (7), o secretário do Planejamento, Cássio Taniguchi, guru ideológico do governo Richa, voltará à Assembleia Legislativa para conduzir audiência pública sobre a Parceira-Público-Privada (PPP) denominada de “Tudo Aqui Paraná”.
O desembargador do Tribunal de Justiça, Abraham Lincoln Calixto, chegou a conceder uma liminar permitindo que a oposição tenha acesso à documentação do “Tudo Aqui Paraná”.
Na própria Assembleia, deputados da própria base governista chamam essa PPP de “pé-de-meia” ou, sem papas na língua, de “picaretagem”.
Acerca do projeto
A Parceria-Público-Privada (PPP) prevê a instalação de centros de atendimento em Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. De acordo com o edital de licitação, o governo pagaria R$ 9,9 milhões mensais para a empresa que vencer a concorrência. Segundo o Executivo, cada unidade deve reunir 34 órgãos e 171 serviços, como emissão das carteiras de identidade e de habilitação e solicitação da 2.ª via de contas de luz e água."

Conclusiones de la misión de alto nivel de la OIT a Bangladesh (Fonte: OIT)

"Los socios tripartitos (Gobierno, empleadores y trabajadores) y la Organización Internacional del Trabajo (OIT) expresaron su profunda tristeza frente a las terribles pérdidas de vidas y graves lesiones causadas por el derrumbe del edificio Rana Plaza en Savar el 24 de abril 2013, así como por los incendios recientes en las fábricas Tazreen Fashions Limited y Smart Export Garments. Todos los socios presentaron sus condolencias a los familiares de las víctimas y expresaron su solidaridad hacia las personas que sufrieron lesiones durante estos trágicos eventos. 
Del 1 al 4 de mayo, una delegación de alto nivel de la OIT, dirigida por el Director General Adjunto a cargo de las Operaciones en el terreno y Asociaciones de la OIT, Gilbert Houngbo, visitó Bangladesh para transmitir la solidaridad de la OIT a las víctimas de estos dramáticos sucesos, a los socios del Gobierno, del mundo del trabajo y de la industria y a toda la nación. La misión se movilizó junto a los socios tripartitos y otras partes interesadas para identificar qué debe hacerse a fin de evitar que se repitan tragedias como estas en el futuro. 
Los socios tripartitos están determinados a hacer todo lo posible a fin de evitar una nueva tragedia. A este respecto, los socios tripartitos y la OIT estuvieron de acuerdo sobre la necesidad de elaborar un plan de acción articulado en etapas a corto y mediano plazo: 
Someter al Parlamento, durante su próxima sesión que tendrá lugar en junio 2013, un proyecto de reforma de la legislación laboral, que tome en cuenta las contribuciones de los socios tripartitos y que mejore la protección, en la ley y en la práctica, de los derechos fundamentales de libertad sindical y de negociación colectiva, así como a la seguridad y salud en el trabajo.
Evaluar para finales de 2013 la seguridad estructural de los edificios y la seguridad contra incendios de todas las fábricas del vestido orientadas a la exportación que están activas en Bangladesh, e iniciar acciones correctivas, incluyendo la reubicación de las fábricas inseguras. Los socios tripartitos solicitaron a la OIT ayuda para movilizar los recursos técnicos y financieros necesarios para emprender la evaluación.
Los socios tripartitos invitaron a la OIT a emprender un programa de capacitación y formación para los trabajadores que sufrieron lesiones que les causaron discapacidad durante las tragedias de Tazreen Fashions Ltd., Smart Export Garments y Rana Plaza. Además, las asociaciones BGMEA y BKMEA reubicarán a los empleados de las fábricas de la confección que quedaron desempleados así como a los trabajadores rehabilitados, como destacó la Primera Ministra de Bangladesh.
La contratación por parte del Gobierno, en un plazo de seis meses, de 200 inspectores adicionales y garantizar que el Departamento del Inspector General de inspecciones en las fábricas y establecimientos sea elevado al nivel de Dirección con una asignación presupuestaria anual adecuada para permitir i) la contratación de al menos 800 inspectores y ii) el desarrollo de la infraestructura necesaria para su correcto funcionamiento.
Implementar, en su totalidad, el Plan de Acción tripartito nacional sobre la seguridad contra incendios en la industria de la confección en Bangladesh, y extender su alcance para incluir la integridad estructural de los edificios a fin de mejorar la salud, la seguridad profesional y estructural, así como otros sectores vulnerables, que deberán ser identificados en colaboración con las partes interesadas pertinentes.
Los socios tripartitos solicitaron a la dirección conjunta de Better Work (OIT/CFI) que se reuniera inmediatamente después de la adopción de la legislación laboral, presuponiendo que la reforma adoptada constituirá un fortalecimiento de la protección, en la ley y la práctica, de los derechos fundamentales de libertad sindical y de negociación colectiva, que mejorará la seguridad y salud en el trabajo y que continuarán los progresos en el registro de las organizaciones sindicales.
El plan de acción incluirá un mecanismo de seguimiento para evaluar en un plazo de seis meses los progresos alcanzados en la puesta en práctica de las medidas anunciadas hoy. 
La seguridad debe recibir toda la consideración posible por parte del Gobierno, de los empleadores y de los trabajadores de Bangladesh. Los responsables por los trágicos eventos ocurridos en Bangladesh durante los últimos seis meses deberán ser responsabilizados. A menos que no se emprendan acciones legales lo más pronto posible, otras vidas podrán ser sacrificadas en accidentes industriales prevenibles. Por lo tanto, los socios tripartitos decidieron incrementar sus esfuerzos a fin de ofrecer a cada trabajador en Bangladesh un lugar de trabajo seguro, y de garantizar los derechos de los trabajadores y su representación, independientemente que ese lugar de trabajo sea una fábrica textil, una tienda o un banco. La OIT expresa su aprecio por la determinación de los socios tripartitos."

Fonte: OIT

Sindicatos lutam por influência perdida na Alemanha (Fonte: Valor Econômico)

"Michael Sommer, o principal sindicalista da Alemanha, dirigiu-se a uma multidão de trabalhadores no Dia do Trabalho e disse que uma proposta de flexibilização das leis laborais não iria criar um único emprego. Dez anos depois, a proposta virou lei. A taxa de desemprego está perto da mais baixa em 20 anos e mais de três milhões de novos empregos foram criados.
O que vem caindo, é o número de sindicatos. Com mais pessoas trabalhando para agências temporárias ou sob contratos para determinados projetos, os empregos criados são em sua maioria não sindicalizados, num país cujo formato moderno foi moldado pela mão de obra sindicalizada.
Fundados na metade do século XIX, os sindicatos alemães ascenderam ao poder nos anos 1950, quando foram cruciais na transformação de uma economia destruída pela Segunda Guerra Mundial e um milagre econômico. Seu impacto está minguando no momento em que o país é tido como modelo para a Europa endividada.
"A influência dos sindicatos diminuiu como resultado das reformas", diz Thomas Harjes, economista-sênior do Barclays Bank para a Europa. "Eles brigam para reconquistar a influência perdida"..."

Íntegra: Valor Econômico

CAS discute anistia a grevistas dos Correios (Fonte: Senado Federal)

"A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza na terça-feira (7) audiência pública sobre a situação dos anistiados e dos trabalhadores que ainda buscam a anistia da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Eles foram punidos pela participação em movimentos grevistas e alguns  ainda aguardam a readmissão pela empresa.
Integrante da CAS e autor do pedido de audiência, o senador Paulo Paim costuma defender a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 83/2007, já aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O objetivo do projeto é estender a anistia já concedida a alguns trabalhadores a todos os outros na mesma situação. O texto aguarda, desde 2008, a votação no plenário.
Estão convidados para a audiência o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que relatou o projeto, e o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira. Também participarão dois representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telegráfos e Similares (Fentect) e dois representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect/RS).
A audiência será realizada às 9 horas, na sala 9 da Ala Alexandre Costa."

O "esculacho" contra Carlinhos Metralha, ex-agente do Dops (Fonte: Luis Nassif Online)

"Alvo de “esculacho” nesse sábado, 4, em Itatiba (SP), onde é delegado de segunda classe desde fevereiro, o ex-agente da ditadura Carlos Alberto Augusto, conhecido nos anos 1970 como Carlinhos Metralha, negou ter torturado ou assassinado ativistas políticos durante o regime autoritário. “Nesses 43 anos de trabalho, só prestei grandes serviços para a sociedade. Nunca fui processado, nunca cometi arbitrariedade nenhuma, sou cumpridor das leis”, disse, em entrevista por telefone à CartaCapital neste domingo, 5. Ele afirmou também que nunca presenciou sessões de tortura. Admitiu, no entanto, ter participado do chamado massacre da Chácara São Bento, na cidade de Paulista, na região metropolitana de Recife (PE), em 1973, quando seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) foram mortos. “Eles queriam matar o cabo Anselmo e eu”, justificou.
Augusto, que é réu em ação do Ministério Público Federal (MPF) pelo sequestro qualificado de Edgar de Aquino Duarte, preso em 1971 e desaparecido em 1973, disse ainda ter ficado “feliz” com a manifestação desse sábado, pois teria sido por isso que lutara no passado. Qualificou o esculacho de sábado, porém, como “terrorismo”.
CartaCapital: Gostaria que comentasse o protesto realizado contra o senhor nesse sábado em Itatiba.
Carlos Alberto Augusto: Estou muito feliz, muito contente pela manifestação que foi feita. Foi por esse motivo que eu lutei no passado. Para poder dar liberdade para a imprensa, para os brasileiros poderem se manifestar. Eu lutei por isso. Se essa manifestação tivesse ocorrido em Cuba, esses jovens “militontos” já estariam no paredão sendo fuzilados. Deve-se a liberdade que existe hoje às forças armadas brasileiras.
O que acha das acusações que fizeram contra o senhor, de que participou de torturas e mortes de militantes políticos?
Nesses 43 anos de trabalho, só prestei grandes serviços para a sociedade. Nunca fui processado, nunca cometi arbitrariedade nenhuma, sou cumpridor das leis. E se tiver alguma coisa, vou prestar informações para o juiz.
E o processo do Ministério Público Federal contra o senhor, pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte?
Até agora não fui citado. Desconheço qualquer tipo de acusação. Não fui ouvido pelo juiz. E o que me deixa preocupado é que estão fazendo terrorismo com os órgãos do Estado.
Terrorismo?...
O que fizeram ontem não é um ato de terrorismo? Querendo apavorar a mim e a minha família? Apavorar o pessoal da cidade, que não me conhece?
A cidade ficou apavorada?
A comunidade não me conhece direito. Eu fui designado recentemente para trabalhar lá. Mas como eles [os manifestantes] falam de mim, que eu fui processado, se eu não fui citado ainda?
Mas o processo do Ministério Público Federal de fato existe.
Mas eu não fui citado ainda.
Isso é uma questão da Justiça, mas o processo existe, está no Ministério Público Federal, existem acusações contra o senhor.
Até o momento eu desconheço qualquer informação, porque não fui citado ainda.
Mas o senhor não poderia falar sobre esse processo?
O que eu posso falar é que os moleques que foram lá [em Itatiba protestas] são desajuizados.
O senhor nega ter participado de sessões de tortura e de sequestros?
Nunca! Nunca, nunca. Eu vou ter oportunidade de explicar isso em juízo. Mas não me chamaram!
O senhor fazia parte da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury no Dops, não é verdade?
Mas não é porque sou da equipe dele que posso ser acusado dessas coisas todas.
É que há muitas denúncias de presos políticos contra o delegado Fleury e a equipe dele, denúncias de torturas...
Eu desconheço, porque o delegado Fleury também nunca foi processado nessa área. Outra coisa: todas as prisões, todas as sessões de interrogatório foram do conhecimento do governador, do secretário de Segurança Pública e do juiz-auditor militar. E acompanhadas pela imprensa.
O senhor está dizendo que não havia tortura naquela época?
Não havia. Eu também não presenciei nada.
Há várias denúncias, muito bem fundamentadas, da existência de tortura...
Quem tem boca fala o que quer. O papel aceita tudo. Essa satisfação eu quero dar em juízo.
Recentemente, no entanto, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra [também réu na mesma ação movida pelo MPF contra Augusto], por exemplo, foi considerado torturador pela Justiça de São Paulo.
Eu nunca trabalhei com o coronel Ustra, nunca trabalhei no Exército ou em nenhuma força armada. Me acusam de ser um oficial do Exército quando sou um soldado de terceira categoria. Eu não servi o Exército, para você ter uma ideia. Eu lutei no passado para defender o seu emprego, de jornalista. Porque do contrário haveria aqui um regime comunista. E isso não podemos deixar.
Mas na ditadura havia censura aos jornais.
Pô! Colocaram bomba no Estadão, colocaram bomba na Folha. Mataram um jornalista em Recife... isso daí é história desses caras que estão no governo. Como é que você interpela um delegado se você não sabe da história?
Como assim?
Você tem mais de 50 anos?
Só pode saber a história quem tem mais de 50 anos?
É! Só quem viveu! Porque a história não apareceu ainda. Só estão contando de um lado! E o outro lado já está mentindo!
Eu gostaria de fazer só mais uma pergunta. O senhor também é acusado de ter participado da organização do chamado Massacre da Chácara São Bento [episódio ocorrido em Pernambuco, em 1973, quando seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária foram mortos]. O senhor também nega?
Não nego não! Eles queriam me matar lá. Eles queriam me levar para me executar. Não nego não! Eles queriam matar o cabo Anselmo e eu.
E o que o senhor fez?
Os [militantes] que morreram lá interrogavam, julgavam, executavam e enterravam. Tanto que muitos desaparecidos foram eles que enterraram."

Para especialista, a CLT "não cristalizou" ao longo de seus 70 anos (Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região)

""A CLT 'não cristalizou' ao longo de seus 70 anos". A afirmação foi feita pela professora e doutora Gabriela Neves Delgado, ao proferir palestra com o tema "A CLT aos 70 anos: rumo a um Direito do Trabalho Constitucionalizado", durante a solenidade de comemoração aos 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na quinta-feira, 02, no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.
Na oportunidade, a especialista em direito trabalhista observou que a CLT criou "o mais eficiente sistema processual da realidade jurídica e institucional do país", composta de regras simples e objetivas, que permitem auxiliar os juízes do trabalho na busca de soluções para os diversos litígios na área do Direito do Trabalho.
A professora ressaltou que a Constituição Federal de 1988 foi sábia ao permitir que a Justiça do Trabalho se instalasse em todo o Brasil, lembrando que esta justiça especializada conta hoje com 24 Tribunais Regionais do Trabalho, mais de 1.370 Varas do Trabalho e mais de 2.300 Juízes do Trabalho, exercendo suas atividades no Primeiro Grau de jurisdição. 
A doutora salientou que pode-se observar que, passados 70 anos desde a sua criação em 1943, a CLT ainda "mantém a sua importância como um diploma definitivo dentro da realidade jurídica, politica, econômica e social brasileira".
Após um breve histórico sobre a criação da CLT e a extensão de diversos direitos propiciados pela promulgação da Constituição Federal em 1988, a especialista constatou que o avanço lançado pela CLT em termos de proteção social regulada e econômica da classe trabalhadora "é significativo e vem em um caminho crescente", se considerarmos que a ela foi elaborada para trabalhadores urbanos exclusivamente, e hoje protege e regulamenta o trabalho de 40 milhões de trabalhadores urbanos, rurais, domésticos e avulsos, que recebem os direitos constitucionais trabalhistas.
A especialista enfatizou ainda que a CLT se mantém em um "tempo criador", na medida em quem regula a relação capital e trabalho, e mantém, no centro da sua produção normativa, o direito fundamental ao trabalho. 
Ao final, a professora afirmou que, após 70 anos, a CLT "não cristalizou com a passagem do tempo", pois hoje, amparada pela interpretação constitucional, ela ainda mantém força e compromisso social para regular o sistema de proteção de milhões de trabalhadores brasileiros. Assim, entende que a CLT, ao longo de sua existência, obteve uma maturidade legislativa e "caminha hoje rumo a um direito do trabalho constitucionalizado"."

Liminares reduzem depósitos de FGTS (Fonte: Valor Econômico)

"Liminares da Justiça Federal têm livrado empresas do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sobre verbas trabalhistas consideradas indenizatórias. Os pedidos dos contribuintes têm como base decisões dos tribunais superiores que afastaram o pagamento de contribuição previdenciária sobre essas verbas - como aviso prévio indenizado, férias e auxílio-transporte.
Há decisões favoráveis nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Se forem confirmadas, os trabalhadores acabarão com um saldo menor no FGTS. Os recursos do fundo podem ser sacados no caso de demissão sem justa causa, doença grave ou aquisição de imóvel.
Em recente liminar concedida pela 7ª Vara Federal de Campinas, interior de São Paulo, uma empresa ficou liberada de recolher o FGTS incidente sobre o aviso prévio indenizado, terço constitucional de férias, férias indenizadas, férias gozadas e auxílio-transporte.
O juiz entendeu que a tese aceita nos tribunais superiores sobre a não incidência de contribuição previdenciária sobre verbas trabalhistas indenizatórias também poderia ser aplicada ao caso. Para o magistrado, apesar de o FGTS ser "um depósito bancário vinculado, pecuniário, compulsório, realizado pelo empregador em favor do trabalhador, visando formar uma espécie de poupança para este, que poderá ser sacada nas hipóteses previstas em lei", a sua incidência estaria prevista no artigo 15 da Lei nº 8.036, de 1990. O artigo estabelece que a base de incidência do FGTS é a remuneração devida ao trabalhador. Por isso, estariam excluídas as parcelas pagas que não possuem natureza remuneratória..."

Íntegra: Valor Econômico

Empresas já empregam mais que o setor público em Brasília (Fonte: Correio Braziliense)

"Pesquisa aponta que a área privada representa 52,4% da mão de obra empregada, um recorde. Em 20 anos, o Estado aumentou as vagas em 40%, enquanto os empresários tri­plicaram a oferta
Na capital dos concursos, o percentual de trabalhadores em empresas atingiu 52,4% da mão de obra empregada, um recorde histórico. Em 20 anos, o Estado aumentou em 40% o total de vagas, enquanto os empresários triplicaram os postos de trabalho
A cidade dos servidores públicos começa aos poucos a se redescobrir. Se Brasília virou o símbolo do funcionalismo pela quantidade de profissionais que vieram desde a fundação para trabalhar no governo instalado no centro do Brasil e pela profusão de concursos públicos, essa marca passa por profundas modificações. Hoje, o empregado que vive no Distrito Federal não está somente nos ministérios, nas administrações ou no Judiciário. Pelo contrário, está principalmente no comércio e no setor de serviços. Tanto que o índice de ocupados na iniciativa privada atingiu o mais alto patamar nos últimos 20 anos e soma mais da metade dos assalariados (52,4%), de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
No início dos anos 1990, tanto o setor público quanto o privado empregavam, cada um, a média de 30% dos assalariados do Distrito Federal. Em 1993, por exemplo, 34% da mão de obra estava em empresas particulares e 31,8% na administração pública. Dez anos depois, esse cenário começou a passar por mudanças. A partir de 2000, a porcentagem de funcionários públicos já tendia a se distanciar da dos empregados privados..."

JUROS BAIXOS TORNAM CARA A APOSENTADORIA (Fonte: Correio Braziliense)

"Planos de previdência privada estão cada vez menos rentáveis — em alguns casos, perdem para a inflação. Com a Selic fixada em 7,5% ao ano, diversos bancos cobram taxas que chegam a 4,5%. Nem mesmo a modalidade que permite abatimento no Imposto de Renda tem compensado. O ideal, segundo especialistas, é que o próprio interessado administre os recursos
Selic em 7,5% ao ano evidencia o peso das taxas cobradas pelos bancos. Cliente que faz contribuições pequenas é o mais prejudicado
Em tempos de juros básicos da economia em 7,5% ao ano, está cada vez mais difícil para o brasileiro garantir a sonhada aposentadoria por meio dos planos de previdência privada. É preciso poupar bem mais para receber o mesmo valor previsto anos atrás, quando a taxa Selic andava na casa dos dois dígitos. O cenário atual escancarou como os trabalhadores estão pagando caro para manter um desses planos. O rendimento real fica, em alguns casos, abaixo da inflação.
O custo é mais alto nos bancos que trabalham com a chamada taxa de carregamento, caso de Bradesco, ItaúUnibanco, HSBC e Santander, líderes do segmento. Essa cobrança representa um abatimento no ato do depósito, que, no início, chega a 4,5%. Assim, nos primeiros 12 ou 15 meses de aplicação, o poupador verá as economias diminuírem, em vez de aumentarem..."

Santander demite coordenadores e sobrecarrega remanescentes (Fonte: Contraf)

"Somente nos primeiros três meses deste ano o Santander já lucrou R$ 1,5 bilhão. Os funcionários são responsáveis por grande parte desse resultado, já que o arrecadado com as operações de crédito subiu 8,3% - batendo em R$ 256 bilhões -, e saltou 9,1% com prestação de serviços e tarifas, chegando a R$ 2,7 bilhões, o que representa uma folha e meia de pagamento de todos os funcionários.
Mas as principais políticas de "valorização e reconhecimento" da instituição espanhola no Brasil continuam sendo demissões, mais tarefas para os funcionários e criação de dificuldades para o recebimento da remuneração variável.
Em apenas dois dias úteis da última semana, o Sindicato dos Bancários de São Paulo recebeu denúncias de demissões de vários coordenadores e caixas, além de gerentes e funcionários de centros administrativos em sua base sindical. 
Na terça-feira 30, os bancários de Santos paralisaram seis agências do Santander depois de o banco ter demitido nove coordenadores na base territorial da entidade.
Sobrecarga de tarefas 
Os coordenadores já estavam trabalhando nos caixas das agências para suprir a falta de funcionários e atender à demanda dos clientes. De acordo com a diretora do Sindicato, Maria Rosani, para piorar a situação, os coordenadores de agências estão tendo de fazer serviços que antes eram realizados em outros setores. 
O processamento das operações dos caixas automáticos e compensação de cheques, por exemplo, eram efetuados em um núcleo específico. Agora, essas tarefas passaram a ser também de responsabilidade da área operacional. 
"Fora todo o serviço que o coordenador já tinha na agência, ele assumiu mais essas tarefas que o banco tirou de outras áreas, sem contar que estão ocorrendo demissões sem motivo, além de nenhuma contratação. Ou seja, o banco demite funcionários que lidam com o público e delegam mais serviço para os remanescentes, o que acarreta em uma sobrecarga desumana", afirma a dirigente sindical.
Mudança de regras 
O Sindicato também tem recebido dezenas de queixas referentes às mudanças de regras da remuneração variável. De acordo com os trabalhadores, o banco impôs mais ponderáveis na AQO (Avaliação de Qualidade Operacional), o sistema que monitora a área operacional das agências.
Uma unidade bancária pode pontuar negativamente na AQO até por causa de problemas banais, como por exemplo, uma caneta sem tinta na área dos caixas eletrônicos, se um cliente reclamar. Qualquer pontuação negativa de uma agência na AQO poderá afetar a verba variável de todos os funcionários da unidade.
Se uma agência tiver pontuação menor do que 8,5 (em um índice que vai de 0 a 10), nenhum funcionário daquela unidade receberá a verba variável, mesmo que o funcionário da agência tiver conseguido bater todas as metas exigidas pelo banco.
"Com menos funcionários, os riscos de ocorrerem erros são maiores. E isso é ótimo para o banco, porque ele esfola o trabalhador, que continua dando lucro. Mas, em contrapartida, o banco não divide esses lucros com o funcionário, ou seja, foram inventadas umas regras no meio do jogo para dificultar o recebimento da verba variável das pessoas", explica Rosani.
Para a dirigente, não é a toa que o resultado da pesquisa de clima organizacional mostrou um nível altíssimo de insatisfação dos trabalhadores, conforme informação recebida. 
"Até a comissão recebida pela venda de seguros, agora, está condicionada a uma pontuação da AQO superior a 8,5. Não é possível continuarmos assim. Os resultados foram bons, mas poderiam ter sido melhores caso houvesse mais respeito do banco para com os trabalhadores que não são máquinas e menos ainda produtos descartáveis", ressalta Rosani."

Fonte: Contraf

Audiência da Sabesp adiada (Fonte: Valor Econômico)

"O consórcio formado pela Carioca Christiani - Nielsen Engenharia e o grupo Águas do Brasil para disputar a parceria público-privada (PPP) do Sistema Produtor de Água São Lourenço, da Sabesp, entrou com recurso administrativo para recorrer contra o resultado da etapa econômico-financeira. As empresas perderam nessa fase para seu único concorrente, o consórcio integrado por Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Desta forma, a audiência pública que seria realizada hoje para análise da habilitação do consórcio que fez a melhor oferta foi adiada. A PPP deve exigir investimento de R$ 1,68 bilhão, a ser assumido inteiramente pela iniciativa privada, e garantir uma receita de até R$ 6 bilhões nos 25 anos de concessão..."

Íntegra: Valor Econômico

Distribuição definirá futuro da Eletrobras (Fonte: Valor Econômico)

"A solução definitiva para o negócio de distribuição de energia é fundamental para o sucesso do ousado, porém pouco detalhado, plano diretor da Eletrobras 2013-2017, que prevê investimentos de R$ 52,4 bilhões e redução de custos de 30%, para encarar a nova realidade do setor, após o impacto da prorrogação das concessões. A avaliação é de especialistas consultados pelo Valor sobre a iniciativa da estatal, cujo valor de mercado atual é de R$ 7,88 bilhões, o mais baixo dos últimos anos e oito vezes e meio menor que o seu patrimônio líquido, de R$ 67 bilhões.
"É essencial que a empresa melhore o nível de rentabilidade das distribuidoras. Até porque o nível de rentabilidade das geradoras e transmissoras da companhia não é mais o mesmo, devido à renovação das concessões. Essas áreas não terão mais capacidade para suprir o déficit das distribuidoras", disse a analista Karina Freitas, da Concórdia.
De acordo com a Ativa Corretora, a melhor saída seria a venda dos ativos de distribuição, que registraram prejuízo de R$ 1,3 bilhão e Ebitda (lucro antes de juros impostos, depreciações e amortizações) negativo em R$ 343 milhões em 2012.
Os últimos sinais dados pelo comando da estatal, porém, é de que isso não deve ocorrer em curto prazo. "Eu diria que se tudo ficar como está, que é uma possibilidade, o compromisso é que em 2015 elas [distribuidoras] deem lucro. Em 2014 estarão quase equilibradas", afirmou o presidente José da Costa Carvalho..."

Íntegra: Valor Econômico

Grupo Galvão negocia venda de eólica para Copel (Fonte: Valor Econômico)

"O grupo Galvão está concluindo as negociações para a venda dos ativos de energia eólica para a Copel (Companhia Paranaense de Energia), que já é sua sócia nos projetos existentes. Segundo antecipou o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, na sexta-feira, a operação gira em torno de R$ 200 milhões.
Os ativos em questão correspondem a quatro parques eólicos no município de São Bento do Norte, no litoral do Rio Grande do Norte. O empreendimento conta com 47 aerogeradores e tem potência instalada de 94 megawatts (MW). A conclusão da obra e a entrada em operação estão previstas para o segundo semestre deste ano. De acordo com informações do grupo Galvão, os investimentos no projeto têm valor aproximado de R$ 400 milhões, dos quais 70% são financiados pelo BNDES.
A Copel já havia comprado, em junho de 2011, uma participação de 49,9% nos parques eólicos Farol (com 20 MW), Olho d"Água (30 MW), São Bento do Norte (30 MW) e Boa Vista (14 MW) da Dreen Brasil Investimentos e Participações, holding de energia do grupo Galvão. Naquela ocasião, a fatia remanescente de 50,1% permaneceu com a própria Dreen. Com a operação em curso, o projeto passará a ser totalmente controlado pela estatal..."

Íntegra: Valor Econômico

La esclavitud en la industria del azúcar: jornadas extenuantes y salarios de miseria (Fonte: La Marea)

"En 2011, se produjeron más de 168 millones de toneladas de azúcar en el mundo y cada persona consumió entre 24 y 33 kilogramos de este producto. Estos datos han llevado a un grupo de periodistas a escribir un libro sobre su origen y los puntos más oscuros de la industria del azúcar.
Carro de Combate -así se llaman los responsables del proyecto- han querido contar de dónde procede el azúcar en toda la extensión de su cadena productiva, desde la plantación de la caña de azúcar y la remolacha, hasta que llega a los supermercados, pasando por su recolección y su proceso de refinado.
“El azúcar ha estado tradicionalmente ligado a la esclavitud, durante la época colonial. Millones de esclavos africanos fueron desplazados a los campos americanos para cultivar principalmente caña de azúcar. Hoy en día, su producción sigue relacionada con duras condiciones de trabajo, expropiaciones forzosas y degradación del medio ambiente”, explican.
La cadena es, sin embargo, compleja. Casi 130 países producen azúcar, cada uno con unas condiciones diferentes, y miles de marcas de alimentación se proveen a veces de productores inmediatos; otras, de intermediarios. Cada paso de la cadena productiva, de la plantación al marketing, tiene su propio funcionamiento.
Es esa primera parte de esa cadena, la recogida, la que está más bañada de sangre.De hecho, aunque la recogida de caña tiene fama de ser uno de los trabajos más duros que existen, en la mayoría de los casos se sigue realizando de forma manual: la mano de obra es tan barata que, por ejemplo, la industria brasileña no tiene incentivos para emprender una mecanización que lleva anunciando desde los años 70, y mucho menos en la India, el segundo mayor productor mundial, donde las máquinas se utilizan en apenas un 4% de la producción. El resto son jornaleros que golpean con sus machetes los robustos tallos de la caña.
“A menudo, para llegar a un salario de miseria se requieren jornadas extenuantes: algunas estimaciones calculan que, para cortar una media de 12 toneladas de caña por día, el trabajador ha de caminar ocho kilómetros, dar decenas de miles de golpes de poda y perder ocho litros de agua”, indican en el prólogo del libro.
En muchos casos, esos cortadores acaban consumiendo drogas como crack y marihuana para aliviar sus peonadas y muchos, a los pocos años de trabajar en las plantaciones, desarrollan enfermedades por la dureza del trabajo, la exposición a agrotóxicos y quemas y las nefastas condiciones de higiene y seguridad laboral.
Micromecenazgo
De todo esto habla el libro Amarga dulzura. Para ponerlo en marcha, Carro de Combate inició una campaña de micromecenazgo con la que pagar el libro, buscaron 500 mecenas que para trasladar todas sus ideas a un e-book que reflejase la cadena completa de producción de azúcar.
El libro está ya disponible al precio de cinco euros y en la página web se pueden leer algunos fragmentos del mismo."

Fonte: La Marea