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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Vetada regulamentação de catador e reciclador de papel (Fonte: Senado Federal)
Norma coletiva não pode fixar jornada para professor superior à permitida em lei (Fonte: TST)
Empresa é condenada por exibir filmagem de trabalhador como exemplo de furto (Fonte: TRT 3ª Reg.)
Turma afasta exigência de idoneidade de crédito a vigilantes terceirizados do BACEN (Fonte: TRT)
Município deve observar piso salarial previsto em lei federal (Fonte: TRT 3ª Reg.)
''O município pode contratar trabalhadores pelo regime da CLT. Mas, se o fizer, tem que respeitar toda a legislação federal sobre a matéria, incluindo as disposições sobre pisos salariais de algumas profissões. Isso porque é a União quem tem competência privativa para legislar sobre direito trabalhista. Com esse fundamento, a 3a Turma do TRT-MG manteve a decisão de 1o Grau que condenou o Município de Araguari ao pagamento de diferenças salariais a um engenheiro de segurança do trabalho, que recebia salário inferior ao mínimo estabelecido pela Lei Federal 4950-A/66.
Condomínio responderá por agressão de condômino a porteiro (Fonte: TST)
Avaliação de desempenho de empregado público portador de deficiência deve seguir critérios diferenciados (Fonte: TRT 3ª Reg.)
Ala do PT do Paraná defende ida de Paulo Bernardo para Itaipu — (Fonte: Valor Econômico)
Valor Econômico - 10/01/2012
Com o fim das férias da presidente Dilma Rousseff, retorna à pauta do Palácio do Planalto a reforma ministerial programada para este mês. No fim do ano passado, a própria presidente alertou que as mudanças decepcionariam aqueles que esperam uma ampla reforma no primeiro escalão do governo. Se depender do PT e dos partidos aliados, porém, a renovação do gabinete não será tão acanhada. Nos últimos dias, a Pasta que entrou na mira foi o Ministério das Comunicações, atualmente comandado pelo ministro Paulo Bernardo (PT).
A ideia de uma ala do PT paranaense é deslocar Paulo Bernardo para a diretoria-geral da usina hidrelétrica de Itaipu no lugar de Jorge Samek, que transferiu seu domicílio eleitoral para Foz do Iguaçu e aguarda uma decisão de Dilma para lançar-se à disputa pela prefeitura do município. O plano, se levado adiante, reforçaria a presença do partido no Paraná e daria à presidente mais uma carta para manejar, caso Dilma agora decida promover uma dança das cadeiras menos limitada.
O recado já foi enviado ao Palácio do Planalto. Integrantes do grupo político de Paulo Bernardo trataram do assunto com o ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. E também chegou aos ouvidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um parlamentar petista disse a Lula que Samek pretendia candidatar-se a prefeito de Foz de Iguaçu, mas recebeu como resposta um sorriso irônico de quem sabe com detalhes a remuneração mensal do diretor-geral de Itaipu. Integrantes da cúpula petista também duvidam que Samek deseje deixar seu cargo na estatal criada pela parceria dos governos de Brasil e Paraguai na década de 1970.
"É uma alternativa que a presidenta Dilma vai ter, aí vai depender dela", comentou um integrante do grupo político de Bernardo e entusiasta da mudança.
Petistas alegam ainda que a mudança teria como ponto positivo reduzir a pressão sobre a família do ministro, que é casado com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. No entanto, na avaliação de interlocutores do casal, a articulação deve-se a uma estratégia do PT: a substituição de Samek por Paulo Bernardo abortaria as disputas dentro do partido e entre os aliados pela presidência de Itaipu. Além disso, a jogada renderia propaganda gratuita à futura candidatura do atual diretor-geral da estatal e, diante da possibilidade de Gleisi candidatar-se a governadora do Estado, obrigaria Bernardo a se dedicar integralmente a fazer política no Paraná com vistas a tirar os tucanos do poder local em 2014.
Bernardo e Gleisi atuaram efetivamente em favor da candidatura a prefeito de Curitiba do ex-deputado Gustavo Fruet, que recentemente deixou o PSDB e filiou-se ao PDT. O PT também tem candidaturas promissoras em Londrina e outras cidades paranaenses importantes. Para dirigentes do partido, Samek tem grandes chances de eleger-se, pois, durante o período em que ocupou a direção-geral de Itaipu pelo lado brasileiro, a empresa estatal patrocinou diversas atividades em Foz do Iguaçu.
A saída de Paulo Bernardo do comando do Ministério das Comunicações pode ainda dar novo impulso ao debate dentro do governo sobre a regulação da mídia. Bernardo herdou do governo Lula uma proposta sobre o assunto, mas, apesar das pressões do PT, impediu que o projeto avançasse. Outro argumento citado por pessoas próximas a Bernardo é que o ministro das Comunicações e ex-titular do Ministério do Planejamento durante parte do governo Lula ainda tem "missões e metas a cumprir" em seu atual cargo.
Coincidentemente, os petistas tentam chegar a uma conclusão sobre o prazo de que Samek precisa para se desincompatibilizar e poder disputar a Prefeitura de Foz do Iguaçu por conta do caráter excepcional de Itaipu, uma empresa binacional. Assim, em vez de ter de deixar a função em abril como outros presidentes de estatais e ministros, Samek poderia pedir demissão em junho, prazo fixado para os servidores públicos em geral. A dúvida ainda não foi dirimida pela justiça eleitoral."
Acordo realizado em reclamação trabalhista não afeta outra ação que já estava em curso (TRT 3ª Reg.)
MPT realiza inspeção e ação educativa para combater trabalho infantil na orla de Maceió (Fonte: MPT-AL)
Durante toda manhã foram distribuídos materiais educativos alertando sobre o trabalho infantil, como também foi feita uma busca ativa pelos técnicos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), de Abordagem de Rua e Conselheiros Tutelares para detectar crianças trabalhando nas areias da praia.
Segundo a procuradora-chefe do Trabalho Rosemeire Lopes Lôbo, esse é um período do ano onde se concentra um maior número de turistas na capital, e os pais ou responsáveis acabam colocando seus filhos para trabalhar principalmente nas praias. “A partir dessas denúncias, o MPT convocou e provocou a Semas para atuarem juntos nessa ação, visando não só a conscientização dos pais de que lugar de criança é na escola, mas também a sociedade no que diz respeito ao combate ao trabalho infantil”, salientou.
Segundo o secretário de assistência social de Maceió, Francisco Araújo, a Semas vem integrando as ações internas e externas para fortalecer as ações de enfrentamento ao trabalho infantil. “Essa ação teve caráter educativo, visando orientar aos pais ou responsáveis. Mas se estas famílias insistirem poderão sofrer sanções, dentre elas a perda de benefícios de programas sociais como o Bolsa Família”, ressaltou.
De fato foram encontrados alguns menores de idade trabalhando. Os responsáveis por essas crianças deverão comparecer à Semas para levar os documentos comprovando que as crianças estão devidamente matriculadas, frequentando a escola e com o calendário de vacinas em dia.
Durante todo o ano MPT continuará realizando ações semelhantes visando coibir e alertar à população, principalmente as famílias, sobre o trabalho infantil.''
Estabilidade acidentária não depende de culpa do empregador ( TRT 3ª Reg.)
Piso de #professor é último impasse do ministro (Fonte: O Globo)
O Globo - 10/01/2012
Sob pressão de governadores e prefeitos, o Ministério da Educação (MEC) ainda não anunciou o novo valor do piso salarial nacional dos professores da rede pública, que entra em vigor neste mês. O reajuste enfrenta forte resistência de estados e municípios, que são contrários ao aumento de 22% previsto em lei e que elevará o piso nacional para R$1.450 mensais. Às vésperas de deixar o MEC para disputar a prefeitura de São Paulo, o ministro Fernando Haddad reuniu-se ontem com a presidente Dilma Rousseff em busca de uma saída.
O encontro no Planalto durou cerca de três horas e terminou sem anúncio oficial. Mas quem acompanhou a reunião diz que tudo caminha para que a atual fórmula de reajuste seja seguida, o que significará um aumento de 22%. Neste caso, o índice deverá ser anunciado nos próximos dias por Haddad. Ele deverá deixar o governo na segunda quinzena de janeiro.
O governo federal faz a interpretação da lei, e aponta o valor a ser adotado como piso nacional, mas cabe aos estados e municípios decidirem o índice do reajuste. A demora do MEC em anunciar um aumento previsto em lei é reveladora da resistência de estados e municípios.
A lei que instituiu o piso nacional dos professores do ensino básico prevê reajustes anuais, sempre em janeiro, com base na variação do valor mínimo por aluno do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Ocorre que, em 2008, o próprio governo enviou projeto de lei ao Congresso propondo mudar a fórmula. O projeto atendia ao pleito dos estados e substituía o valor por aluno do Fundeb pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou elevação de 6,08% em 2011.
Essa proposta esteve a ponto de ser aprovada em dezembro. Se isso tivesse acontecido, o aumento do piso seria de 6,08%."
Reajustes do INSS terão custo total de R$ 22,4 bi (Fonte: Valor Econômico)
Valor Econômico - 10/01/2012
O reajuste de benefícios e contribuições do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) implicará R$ 22,4 bilhões em despesas adicionais com a previdência de trabalhadores do setor privado. Os gastos serão cerca de 70% superiores ao impacto na folha do INSS em 2011, que foi de R$ 13,2 bilhões. O reajuste vale desde 1º de janeiro, segundo confirmou portaria interministerial publicada ontem no Diário Oficial da União.
Aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo foram reajustadas em 6,08%, segundo a variação do INPC, elevando o teto de R$ 3.691,74 para R$ 3.916,20. De acordo com o Ministério da Previdência Social, esse reajuste vai representar um impacto líquido de R$ 7,6 bilhões na folha de pagamentos do INSS em 2012, para 9,2 milhões de segurados.
Já os benefícios de até um salário mínimo, cujo reajuste foi de 14,1% fixando o valor em R$ 622, custará R$ 14,8 bilhões adicionais no ano, para um universo de 19,2 milhões segurados.
A portaria fixa também as novas alíquotas de contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para empregadas domésticas e para quem trabalha por conta própria. Os que ganham até R$ 1.174,86 vão arcar com a contribuição mensal de 8% sobre esse valor. Para rendimentos entre R$ 1.174,87 e R$ 1.958,10, a alíquota será de 9%, e para quem ganha entre R$ 1.958,11 e R$ 3.916,20, a contribuição será de 11%.
A cota do salário-família passa a ser R$ R$ 31,22 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 608,80 e R$ 22,00 para quem tem remuneração mensal superior a R$ 608,80 e igual ou inferior a R$ 915,05.
As contribuições à Previdência Social têm critério diferenciado para os empreendedores individuais, que a partir deste mês vão recolher R$ 31 e têm todos os direitos assegurados aos demais contribuintes. Eles envolvem 500 atividades autônomas que faturam até R$ 60 mil por ano e são enquadradas no Simples Nacional, com direito à emissão de nota fiscal de serviços. Até o fim de dezembro estavam inscritos nessa categoria mais de 1,902 milhão de trabalhadores. De acordo com informações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), nos primeiros dias deste mês aderiram ao sistema mais de 15,8 mil trabalhadores. (Com Agência Brasil)"
Fundo de #servidor sem verba no Orçamento (Fonte: Valor Econômico)
Valor Econômico - 10/01/2012
O Orçamento da União de 2012, aprovado pelo Congresso, não prevê os recursos necessários para o funcionamento do fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais, o Funpresp. Assim, mesmo que sua criação seja aprovada no primeiro semestre, como é intenção do governo, o fundo não terá como iniciar suas operações de imediato
O Orçamento da União deste ano, aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado, não prevê os recursos necessários para o funcionamento do fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais, mais conhecido como Funpresp. Assim, mesmo que sua criação seja aprovada no primeiro semestre deste ano, como é intenção do governo, o fundo não terá como iniciar suas operações de imediato.
Para contornar a situação será necessário, de acordo com explicações do Ministério do Planejamento, abrir um crédito adicional ao Orçamento deste ano. Essa abertura terá que ser feita por meio de projeto de lei, mas é possível que o governo tente fazê-lo por meio de medida provisória. Existem dúvidas na área técnica do Congresso, no entanto, se o projeto de lei que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp) poderá ser aprovado sem a previsão dessa despesa no Orçamento deste ano.
A implantação da Funpresp implica custos iniciais significativos. Na criação de entidades fechadas de previdência complementar, a patrocinadora é quem arca com os recursos para a cobertura dos custos iniciais, até que a massa de participantes atinja montante suficiente para que haja viabilidade da sustentabilidade econômico-financeira e atuarial da entidade.
Por isso, o projeto de lei que cria a Funpresp autoriza a União a fazer, em caráter excepcional, aporte de recursos, a título de adiantamento de contribuições futuras, necessário ao regular funcionamento inicial. O valor total desse aporte, previsto no projeto de lei, é de R$ 100 milhões, sendo R$ 50 milhões para o fundo do Executivo, R$ 25 milhões para o fundo do Legislativo e R$ 25 milhões para o fundo do Judiciário.
Esta despesa de R$ 100 milhões não estava prevista na proposta orçamentária para 2012, enviada pelo governo ao Congresso em agosto do ano passado. No dia 13 de dezembro de 2011, no entanto, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, enviou o ofício número 654 ao presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), solicitando que fosse incluída no Orçamento a previsão orçamentária para a Funpresp. Na justificativa, a ministra alegou que houve "omissão de ordem técnica".
O relator do projeto de lei que cria a Funpresp na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), chegou a anunciar, quando proferiu o seu parecer no plenário da Casa, que a ministra Miriam Belchior tinha entrado em contato com o relator da proposta orçamentária de 2012, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), no sentido de viabilizar a previsão orçamentária da despesa.
Berzoini estava encarregado justamente de dar um parecer sobre a adequação orçamentária e financeira do projeto de lei. O seu parecer foi favorável porque já estava negociada a inclusão da previsão da despesa na lei orçamentária, o que terminou não ocorrendo. O pedido de Miriam Belchior não foi atendido pelo Congresso.
Para alguns especialistas, a dificuldade agora é que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece que a criação de despesa terá que ser acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes. A própria Comissão de Finanças e Tributação editou a Súmula 1/2008 em que diz que é incompatível e inadequada a proposição, inclusive em caráter autorizativo, que deixe de apresentar estimativa de seu impacto orçamentário e financeiro bem como a respectiva compensação.
O projeto de lei que cria a Funpresp será votado pelo plenário da Câmara dos Deputados no fim de fevereiro ou início de março. O projeto está sob regime de urgência e, portanto, deverá ser uma das primeiras matérias a serem votadas este ano na Câmara. Se aprovado, o fundo ainda será submetido à apreciação do Senado."
Crise deve afetar negociação salarial em 2012 (Fonte: O Globo)
O Globo - 08/01/2012
Estudo mostra que inflação menor fará trabalhador obter ainda ganho real de 2,7%, mas abaixo do aumento de 2010
SÃO PAULO. A previsão de uma inflação mais baixa, perto do centro da meta (4,5%), vai ajudar os trabalhadores na mesa de negociação com os patrões em 2012. Mas não se deve esperar por reajustes reais tão generosos como dois anos atrás. Culpa da desaceleração da economia. É o que revela um estudo da LCA sobre as negociações salariais este ano. Para a consultoria, o ganho real médio do trabalhador deve ficar em 2,7% - próximo da previsão para 2011 (de 2,6%), mas ainda longe do resultado de 2010 (3,8%).
- A inflação mais baixa joga para cima a renda do trabalhador, que consegue uma boa negociação salarial. Mas não se pode esquecer que o mercado de trabalho está em ritmo de desaceleração provocado pela queda da economia. Assim, uma grande parte dos ocupados terá dificuldade maior de obter ganho real em 2012 - afirmou Fábio Romão, economista da LCA.
Segundo o Ministério do Trabalho, o Brasil gerou 2,320 milhões de postos de trabalho com registro em carteira entre janeiro e novembro do ano passado (os dados de dezembro ainda não foram divulgados), contra 2,918 milhões de 2010.
Em janeiro de 2011, segundo a LCA, o rendimento médio real do trabalhador (descontada a inflação) era 5,3% maior em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em abril, a diferença caiu para 1,9%, voltou a subir para 4% em maio, e ficou negativo (-0,3%) em outubro, último dado disponível do estudo.
A bancária Katiucy Aparecida Arcanjo, de 27 anos, recebeu 9% de reajuste salarial em outubro, o que significou um aumento real de 1,5%. Insuficiente para dar uma folga ao apertado orçamento da escriturária, que ganha R$1.600 por mês, permitiu que gastasse um pouco mais em lazer.
- Moro sozinha e pago o aluguel e as despesas da casa com o salário. Mas com o último reajuste, consegui guardar um dinheiro para uma pequena viagem e me matriculei em uma academia. Não consigo fazer muito mais com os R$100 a mais que passei a ganhar - disse Katiucy, que é funcionária do Banco do Brasil, em São Paulo."