sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Turma rejeita recurso de trabalhador contra multa por litigância de má-fé de advogado (Fonte: TST)

"A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de revista interposto por um trabalhador rural contra condenação ao pagamento de multa por litigância de ma-fé aplicada ao seu advogado. O ministro Fernando Eizo Ono, relator do processo, não considerou o autor da ação como parte legítima para recorrer da condenação. Ele ressaltou que o artigo 499 do Código de Processo Civil dispõe que o recurso só pode ser interposto pela "parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público", o que não inclui o trabalhador rural.
O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª (GO) condenou o advogado por ter ajuizado duas reclamações trabalhistas com o mesmo pedido, relativo ao mesmo período de trabalho. O primeiro processo, no qual foi feito acordo judicial, foi movido contra o proprietário da fazenda onde o autor da ação trabalhava, e o segundo, contra o administrador do serviço..."


Íntegra: TST

Empresa é condenada por obrigar trabalhador a andar em brasas em “treinamento motivacional” (Fonte: TST)

"A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a um agravo com o qual a Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz Ltda. pretendia se isentar da condenação de indenizar em R$ 50 mil um trabalhador que foi obrigado a andar com os pés descalços num corredor de carvão em brasas durante "treinamentos motivacionais". O caso causou espanto entre os ministros na sessão desta quarta-feira. O presidente da Turma, ministro Lelio Bentes Corrêa, se disse "chocado e estarrecido". "Em 12 anos de TST, nunca vi nada parecido", afirmou.
O trabalhador disse que foi obrigado, junto com outros colegas, a caminhar em um corredor de dez metros de carvão incandescente durante um evento motivacional da empresa. Alegou, ao pedir a indenização, que a participação no treinamento comprometeu não só sua saúde, mas a integridade física de todos que participaram da atividade..."


Íntegra: TST

Fundação São Paulo é multada por descumprir cota para deficientes (Fonte: MPT-SP)

"Mantenedora da PUC-SP havia se comprometido a regularizar a situação desde 2007
São Paulo – A Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), terá de pagar uma multa de R$ 150 mil por não cumprir a cota de deficientes prevista em lei. A penalidade é um aditivo ao termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP), representado pela procuradora Valdirene Silva de Assis. 
Em 2007, a fundação havia firmado um TAC comprometendo-se a contratar o número de pessoas com deficiência proporcional ao quadro total de seus funcionários, bem como anunciar as vagas e adequar o ambiente de trabalho, sob pena de multa de R$ 3 mil por portador não contratado ou por cláusula descumprida. No entanto, em 2014, foi constatado pelo MPT que o acordo não estaria sendo cumprido, e foi necessário renovar o termo..."


Íntegra: MPT

“Pedido de silêncio” de general gera entraves para a Comissão Nacional da Verdade (Fonte: Brasil de Fato)

"A denúncia da existência de um ofício do general Enzo Peri que dificulta disponibilizar documentos do Exército para os trabalhos da CNV ainda é polêmica; segundo Adriano Diogo, presidente da Comissão Estadual, a situação recrudesceu.
No último dia 13 de setembro, a Revista Carta Capital publicou uma denúncia sobre o boicote do comandante do Exército Brasileiro, o general Enzo Martins Peri, às tarefas de investigação delegadas à Comissão Nacional da Verdade (CNV). Essa não foi a primeira denúncia sobre o caso e outros sites já haviam publicado materiais sobre a imposição de silêncio.
A denúncia se baseia na descoberta de um ofício datado de 25 de fevereiro em que consta a proibição expressa pelo general para que todos os quartéis militares comandados por ele não divulgassem individualmente informações relacionadas ao ocorrido entre os anos de 1964 e 1985 no Brasil. Ainda diz que todas as questões envolvendo esse período deveriam ser encaminhadas exclusivamente ao seu gabinete, em Brasília (DF)..."


Íntegra: Brasil de Fato

MPF quer retratação de SBT por defender tortura em telejornal (Fonte: Brasil de Fato)

"O Ministério Público Federal (MPF) quer retratação do SBT pelos comentários da jornalista Rachel Sheherazade em apoio a cena de “justiçamento”, em fevereiro deste ano. A ação civil pública contra o canal de televisão considera que as declarações justificando e legitimando a agressão contra o jovem acusado de furto violam a dignidade da pessoa humana e direitos da criança e do adolescente.
Durante o telejornal “SBT Brasil” foi exibida uma matéria em que um grupo espancava, tirava a roupa e amarrava pelo pescoço em um poste um jovem negro de 15 anos no Rio de Janeiro. Após a reportagem, a apresentadora afirmou que a atitude é “até compreensível” por conta da onda de violência que vivemos no Brasil e que, frente à omissão do Estado, resta ao “cidadão de bem” se defender..."


Íntegra: Brasil de Fato

Há 25 anos, o país voltava a escolher seu presidente e a política estava na rua (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Eleição de 1989, conquistada quase seis anos depois das Diretas Já, e marcada por golpes baixos, encaminhou consolidação democrática em meio ao fim da Guerra Fria. Marqueteiros tinham menos presença.
São Paulo – Hilton Acioli vai lembrando e cantarola, "rompe a cortina do passado", "vai lá e vê que a alegria já demorou demais". O compositor havia recebido "duas palavrinhas" do publicitário Paulo de Tarso Santos e teve a responsabilidade de fazer um jingle. Vê o que dá para fazer, disseram a ele. "Na hora, eu não achei nada", lembra o compositor potiguar, que completará 65 anos em outubro, na véspera da eleição, e foi componente do Trio Marayá, nos anos 1950 e 1960. "A sorte é que ficou na minha memória." Para buscar a canção, ele conta que havia a preocupação de aproximar o "tema" do jingle ao que Hilton chama de elite popular, citando Noel Rosa, Ary Barroso, Pixinguinha: "Populares, mas ao mesmo tempo clássicos."..."


Um dia após aprovação de greve, Fenaban marca nova negociação (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Proposta de 7% feita pelos bancos foi rejeitada em assembleias por todo o país.
São Paulo – A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs ao Comando Nacional dos Bancários uma nova rodada de negociação para este sábado (27), às 11h, em São Paulo. Na véspera, os bancários rejeitaram a proposta de 7% de reajuste salarial apresentada na semana passada. Assembleias pelo país aprovaram greve a partir da próxima terça-feira (30).
“O Comando está sempre pronto para negociar. Se a Fenaban quer ‘evitar conflito’, como já afirmou, precisa não só melhorar a proposta econômica, com aumento real maior para salários, piso, PLR e vales. Nossa campanha também busca urgentes melhorias nas condições de trabalho”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. Os sindicatos têm reiterado que chegar a soluções para acabar com a pressão por metas absurdas são uma prioridade..."


“Aécio: desde 1987, contra os trabalhadores e em defesa dos patrões mais atrasados”, por Maximiliano Nagl Garcez *


1.    A importância das eleições de 5 de outubro para os trabalhadores

Nas últimas semanas, tive a oportunidade de elaborar dois breves estudos acerca das temerárias propostas de Marina Silva, visando prejudicar enormemente os trabalhadores brasileiros:

- em  artigo publicado no Diap (leia íntegra aqui)  e em páginas de diversas entidades de movimentos populares, eu já havia denunciado a grave defesa que Marina faz da terceirização ampla e irrestrita; 

- analisei as diversas propostas e declarações de Marina Silva acerca do mundo do trabalho, demonstrando quão trágica seria para os trabalhadores e para o Brasil sua plataforma de precarização dos direitos trabalhistas, enfraquecimento da Justiça do Trabalho, terceirização ampla e irrestrita e de ataque ao movimento sindical, publicada por Viomundo (íntegra aqui) e pelo Diap (íntegra aqui), além de diversas outras publicações e blogs (tais artigos, bem como este, podem ser livremente reproduzidos, parcial ou totalmente, desde que citada a fonte).

A partir de hoje, analisaremos como outro candidato à Presidência, Aécio Neves, também representa grave ameaça aos trabalhadores e ao País, seja por sua trajetória, marcada por forte ataque aos direitos trabalhistas, seja por suas propostas e pelos integrantes de sua equipe.

Neste artigo, analisaremos os graves prejuízos que Aécio Neves (em conjunto com seus correligionários de PSDB, José Serra e Alckmin, e com seu amigo Jorge Bornhausen - que hoje apóia Marina Silva) trouxe aos trabalhadores na Constituinte, em especial sobre dois assuntos centrais: a jornada de trabalho e o direito à remuneração da hora extra maior que a hora normal.

  1. Aécio votou pela jornada de 44 horas semanais, ao invés de 40 horas (defendidas por Lula e Olívio Dutra, autor da emenda)
Aécio integrou a Assembléia Nacional Constituinte com apenas 26 anos, eleito graças à força política de sua família. Como veremos, tal eleição foi desastrosa para os trabalhadores - e como continuou sendo nas décadas seguintes (o que será análise de futuro artigo).

Conforme consta do Diário da Assembléia Constituinte, 25 de fevereiro de 88, págs. 7603 a 7606 (cópia disponível aqui), Aécio Neves, José Serra, Alckmin e Jorge Bornhausen votaram contra a jornada de trabalho de 40 horas semanais, histórica reivindicação do movimento sindical, e que permitiria a criação de milhões de novos empregos, aumentaria muitíssimo a qualidade de vida dos trabalhadores, e beneficiaria toda a sociedade. Infelizmente, Aécio e seus colegas representantes dos setores mais atrasados do empresariado foram vitoriosos, pois tal redução da jornada foi rejeitada, com 193 votos favoráveis, 8 abstenções e 308 contrários. Lula e Olivio Dutra (que foi o autor da emenda substitutiva n. 1200, pelas das 40 horas), dentre outros deputados defensores dos trabalhadores, votaram a favor da emenda. Infelizmente, foi promulgada a Constituição Federal de 1988 com a previsão da jornada máxima de 44 horas, apesar de já existir clima à época no Congresso Nacional pela redução para 40 horas.

Essas 4 horas semanais a mais que os trabalhadores brasileiros foram obrigados a laborar, por conta da atuação de Aécio e seus colegas, significam muitíssimo, e tem diversas consequências negativas, que veremos brevemente abaixo.

4 horas semanais, considerando um ano de trabalho, com férias de 30 dias, representam cerca de 192 horas anuais laboradas a mais pelos trabalhadores, “cortesia” de Aécio ao Brasil.

Para um trabalhador que entrou no mercado de trabalho quando da promulgação da Constituição Federal em outubro de 1988, isso significam 26 anos de trabalho com 192 horas por ano trabalhadas além do que seria razoável exigir. Isso significa, para tal trabalhador, quase 5 mil horas laboradas a mais (4.992, para ser exato). Imagine como seria sua vida hoje, se tivesse tido a oportunidade de ter tido mais 5.000 horas de trabalho para si, e não para seu patrão.

Para quem trabalha por 44 horas semanais, a conta é simples. Conte há quantos anos está no mercado de trabalho, multiplique por 192 e veja quanto Aécio e seus colegas de PSDB e DEM (alguns agora no PSB de Marina, como Jorge Bornhausen) conseguiram retirar de sua vida, de sua família, de sua saúde, de seu lazer, de sua segurança no trabalho, de sua dignidade.

A redução para 40 horas semanais, caso tivesse sido vitoriosa na Constituinte, teria gerado muitíssimos benefícios aos trabalhadores, à sociedade, e paradoxalmente, até mesmo aos empregadores. Alguns dos benefícios que podem ser citados:

- saúde do trabalhador: há diversos estudos demonstrando que a redução na jornada de trabalho diminui consideravelmente o número de doenças ocupacionais; ganharia assim também a sociedade, com a redução nos gastos no SUS e no INSS; e ganhariam os empregadores, com o aumento da produtividade e a diminuição do absenteísmo,  da rotatividade e de indenizações trabalhistas;

- segurança no trabalho: do mesmo modo, está comprovado cientificamente que os acidentes laborais aumentam exponencialmente com jornadas mais longas; com a redução da jornada negada por Aécio e seus colegas da direita mais atrasada, ganharia a sociedade, com a diminuição no número de mortes e acidentes graves, e também os empresários, pelos mesmos motivos supracitados;

- capacidade do trabalhador exercer seu direito constitucional ao lazer, beneficiando a sociedade e os próprios empregadores, via aumento no consumo;

- mais horas à disposição dos trabalhadores para estudar, aumentando a qualificação profissional, em benefício de toda a sociedade e também dos empregadores;

- geração de mais empregos, beneficiando a economia, e portanto toda a sociedade (e por consequência também os empregadores);

- mais tempo para os pais e mães se dedicarem à família, beneficiando o bem-estar de todos, criando uma sociedade mais saudável e digna, e até aumentando o desempenho escolar dos filhos; isso é especialmente importante quanto às mulheres, muitas vezes ainda submetidas à dupla jornada de trabalho;

- em resumo, a redução da jornada, que foi defendida arduamente por Lula e Olívio Dutra (bem como por outros 191 constituintes), teria permitido que hoje nosso país fosse mais justo, mais digno e também mais próspero. 

  1. Aécio votou pelo adicional de hora extra de apenas 50%, ao invés de 100% (defendido por Lula e Olívio Dutra)
Conforme consta do Diário da Assembléia Constituinte, 26 de fevereiro de 1988, pp. 7653 a 7657 (cópia disponível  aqui), Aécio Neves, José Serra, Alckmin e Jorge Bornhausen  (não por coincidência, os mesmos que no dia anterior, 25 de fevereiro de 1988,  haviam impedido a aprovação da jornada de 40 horas), novamente foram vitoriosos para impedir maiores avanços dos trabalhadores.

Na votação que definiu seu o trabalho em hora extra seria remunerado com adicional de 50% (defendido pelos empregadores) ou de 100% (defendido pelos trabalhadores), a votação foi exatamente a mesma: Aécio Neves, José Serra, Alckmin e Jorge Bornhausen  com os patrões mais atrasados, e Lula e Olívio Dutra com os trabalhadores.

Todos os benefícios supracitados da redução de jornada também se aplicam, de modo ainda mais dramático, ao aumento do adicional de hora extra. Isso é especialmente válido em relação ao número de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, que aumentam exponencialmente para quem se submete a horas extras habituais.

  1. Quadro comparativo

Vejamos abaixo o quadro comparativo das 2 votações supracitadas:


Assunto
Data e pág. do Diário do Congres-so Nacio-nal
Resultado
Lula
Olívio Dutra
Aécio Neves
José Serra
Jorge Bornhausen
Alckmin
Jornada de trabalho de 40 horas semanais
25.02.88
Págs.  7601 a 7606
Rejeitado. Sim: 193. Não: 308. Abstenção: 8.
S
S
N
N
N
N
Serviço extraordinário com remuneração 50% acima do normal ou conforme convenção ou acordo coletivo (dispositivo prejudicial aos trabalhadores, que defendiam adicional de 100%)
26.02.88
Págs. 7653 a 7657
Aprovado. Sim: 307. Não 112. Abstenção: 3
N
N
S
S
S
S


  1. Conclusão - seu voto em 2014 para Presidente, Governador, Senador ou Deputado tem implicação direta – e dramática – em seus direitos trabalhistas, hoje e no futuro

Como vimos acima, o voto dos brasileiros que escolheram os integrantes da Assembléia Nacional Constituinte teve um impacto dramático para milhões de trabalhadores, desde 1988 até hoje.

E agora o desafio se renova - há muito em jogo nas eleições de 2014, em especial no que diz respeito aos direitos trabalhistas, conquistados com décadas de luta, sangue e suor do movimento sindical e da classe trabalhadora. Como vimos nos artigos anteriores, Marina Silva tem uma proposta clara de desmantelar a legislação trabalhista e a Justiça do Trabalho. Não é à toa que é apoiada por Jorge Bornhausen, ferrenho defensor da ditadura e da supressão de direitos trabalhistas, e cujos votos analisamos acima.

E Aécio Neves, como vimos (e como veremos em meus próximos artigos, em que analisarei diversos prejuízos que ele trouxe aos trabalhadores após a Constituinte, desta vez como Deputado Federal, Governador de MG e Senador), também representa a mesma ameaça.

E como consta nas votações supracitadas, há outras ameaças e importantes escolhas a serem feitas. Por exemplo:

- em quem votar para Senador  em São Paulo? Em José Serra, que votou contra as 40 horas, contra o adicional de 100% da hora extra (e que tantas outras iniciativas teve contra os trabalhadores), ou em Eduardo Suplicy, combativo defensor dos direitos dos trabalhadores e da moralidade administrativa no Senado Federal?

- em quem votar para Governador em São Paulo? Em Alckmin, que teve a mesma postura de Aécio Neves e José Serra nas votações supracitadas, que foi um dos 67 constituintes que absurdamente votaram contra a licença-paternidade de 5 dias (Diário da Assembléia Constituinte, 26 de fevereiro de 88, pp. 7665 a 7667), e que hoje deixa os trabalhadores que moram em regiões pobres de São Paulo sem acesso adequado à água, seja quanto à quantidade ou quanto à qualidade?

- em quem votar para Senador no Rio Grande do Sul? Em Olívio Dutra, que teve atuação irrepreensível a favor dos trabalhadores na Constituinte e em toda a sua vida pública, ou de candidato representante de poderosa rede de comunicação que apoiou a ditadura militar,  que sistematicamente persegue os momentos populares e que defende a precarização dos direitos trabalhistas em suas rádios, TVs e jornais?

Essas são algumas das importantes escolhas que estão postas para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros em 5 de outubro de 2014. Estes artigos visam trazer informações objetivas, que considero possam ser úteis para os eleitores – especialmente aos trabalhadores e àqueles que querem um Brasil mais justo, mais digno e menos desigual.

(*) Advogado de trabalhadores e entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (ALAL). Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Foi bolsista Fulbright e pesquisador-visitante na Harvard Law School. Email:  max@advocaciagarcez.adv.br

Autorizada a reprodução parcial ou total deste artigo, desde que citada a fonte. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Maximiliano Garcez: Desvendando Marina Silva (Fonte: DIAP)

“Marina, a candidata anti-trabalhadores: quer Justiça do Trabalho enfraquecida, direitos precarizados e terceirização irrestrita; ataca o movimento sindical; seus conselheiros são de direita.”
Maximiliano Nagl Garcez*
Apesar das idas e vindas das declarações da Marina Silva, não resta a menor dúvida que se trata de uma candidatura claramente contrária aos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.
Veremos porque isso é tão evidente nas próximas linhas.
Terceirização ampla e irrestrita
Em artigo publicado no DIAP (leia íntegra aqui) e em páginas de diversas entidades de movimentos populares e entidades sindicais, eu já havia denunciado a grave defesa que Marina faz da terceirização. Segue breve síntese (a análise completa está no link acima).


Íntegra: DIAP

Redução de repasse do Tesouro à CDE impacta tarifa (Fonte: Jornal da Energia)

"Conforme relatório divulgado pelo Ministério da Fazenda, repasse foi reduzindo em R$4 bilhões, totalizando R$ 9 bilhões.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou na última terça-feira (23) que a redução em R$4 bilhões no repasse do Tesouro Nacional para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) “provavelmente, está passando mais para a tarifa e menos à transferência do governo”.
Com isso, o repasse do governo para a CDE diminuiu de R$13 bilhões para R$ 9 bilhões. Os números estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses pelo Ministério do Planejamento, que orienta a execução do Orçamento Geral da União.
“Não sei exatamente detalhes da CDE. Provavelmente, está passando mais para a tarifa e menos à transferência do governo. A luz já está precificada. As tarifas já aumentaram. Então, uma parte tem que ser custeada pelas tarifas, é normal, e uma outra parte é o Tesouro”, disse Mantega..."


Aneel libera operação de usinas no Ceará e Espírito Santo (Fonte: Jornal da Energia)

"Eólica Coqueiros passa operar em testes; já a UTE João Neiva inicia comercialização.
A partir desta quarta-feira (24/9), as unidades geradoras ((UG5 a UG10) da central eólica Coqueiros (Energimp), localizada no município de Aracaú, no estado do Ceará, estão autorizadas a operar em regime de testes, segundo despacho da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), publicado no Diário Oficial (DOU). Cada turbina tem 1.500 kW de potência..."


Ínetgra: Jornal da Energia

Elétricas distribuem quase R$800 milhões aos acionistas (Fonte: Jornal da Energia)

"Pagamento será efetuado no dia 30 de setembro.
Juntas, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vão distribuir R$797 milhões aos seus acionistas, a ser pago no dia 30 de setembro.
No caso da Cemig, o pagamento da segunda parcela dos dividendos extraordinários, no montante de R$604 milhões, corresponde a R$0,48 por ação. Os acionistas que estiveram com os dados bancários atualizados no Itaú Unibanco terão seus créditos lançados automaticamente no primeiro dia do pagamento..."


Projeto estabelece regras para dar mais rapidez e eficácia a agravos de instrumento (Fonte: Câmara dos Deputados)

"A Câmara dos Deputados analisa proposta que altera a Lei de Execução Penal (7.210/84) para redefinir os procedimentos e o julgamento do recurso de agravo de instrumento. As modificações constam do Projeto de Lei 7120/14, do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS).
Segundo o autor, as medidas previstas no texto tornarão mais rápidos os atos processuais na execução penal e conciliarão a defesa social com os direitos dos condenados em processos criminais.
O projeto estabelece, por exemplo, que o recurso de agravo de instrumento deverá ser dirigido diretamente ao tribunal competente, por meio de petição e no prazo de dez dias, contados da publicação da decisão proferida pelo juiz – a lei atual não determina prazo. “O novo rito aqui trazido atende de forma mais rápida e eficaz as pretensões do recorrente (réu), pois os agravos terão sua tramitação iniciada diretamente no tribunal, sem a demora inútil de tramitação no primeiro grau de jurisdição”, diz Vieira da Cunha..."


Taxa de desemprego se mantém estável, aponta pesquisa Seade/Dieese (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Não houve criação de vagas em agosto, mas total de desempregados caiu porque número de pessoas à procura de trabalho diminuiu. Em 12 meses, taxa aumentou quase um ponto percentual.
São Paulo – A taxa média de desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou relativamente estável de julho (11,4%) para agosto (11,3%), segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, divulgada hoje (24). O índice é maior que o de agosto do ano passado (10,4%). No mês, o número de desempregados teve pequena redução (menos 12 mil), basicamente pela saída de pessoas do mercado de trabalho, já que quase não houve criação de vagas. Em 12 meses, foram apenas 29 mil postos de trabalho abertos (expansão de 0,3%), enquanto 143 mil pessoas ingressaram na população economicamente ativa (PEA), que aumentou 1,3%. Com isso, houve acréscimo de 114 mil desempregados, crescimento de 10,1%, para um total estimado em 1,245 milhão..."



Ministro do STF vota pelo arquivamento de inquérito sobre cartel do Metrô de SP (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Investigações indicam que as empresas que concorriam nas licitações do transporte público paulista combinavam preços, formando cartel para, com anuência de agentes públicos, elevar os valores cobrados.
Brasília – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (23) a favor do arquivamento do inquérito que apura suposto esquema de formação de cartel em licitações do sistema de trens e metrô de São Paulo. No processo, os deputados federais José Anibal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP) respondem na Corte por terem foro privilegiado. Após o voto do relator, o entendimento foi seguido pelo ministro Dias Toffoli, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso..."