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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Moro proíbe Cunha de inquirir Temer sobre Petrobras, Geddel, Moreira Franco; veja as perguntas permitidas e as vetadas (Fonte: Viomundo)

"O presidente Michel Temer (PMDB-SP) vai depor como testemunha no processo contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Operação Lava Jato.

Na sexta-feira (25/11),  a defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados protocolou na Justiça Federal 41 perguntas a Temer

Hoje, porém, o juiz Sérgio Moro indeferiu “perguntas incômodas”, observou Mônica Bérgamo.

Em sua coluna na Folha, a jornalista publicou:

O juiz Sergio Moro indeferiu, na manhã desta segunda (28), 21 de um total de 41 perguntas feitas por escrito pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a Michel Temer.

O presidente da República é testemunha de defesa de Cunha.  Ele responderá aos questionamentos também por escrito.

Cunha chega a perguntar se Temer recebeu Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras envolvido em corrupção, em sua própria residência, em São Paulo, e se teve conhecimento de reunião de fornecedores da Petrobras também em seu próprio escritório, em São Paulo, “com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010″.

Em outra questão, pergunta qual é a relação do presidente “com o sr. José Yunes”, um dos melhores amigos de Temer, e se ele “recebeu alguma contribuição de campanha” para alguma eleição de Temer.

Em caso positivo, diz Cunha, “as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?”.

O ex-parlamentar questiona ainda se Temer “indicou o nome do sr. Wellington Moreira Franco para a vice-presidência do Fundo de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal”.

Moro afirmou em seu despacho que as perguntas de Cunha mereciam “censura”, já que “não há qualquer notícia do envolvimento do Exmo. Sr. Presidente da República nos crimes que constituem objeto desta ação penal”.

E indeferiu as questões.
Em matéria no Paraná Portal, Fernando Garcel e Angelo Sfair atentam:

Entre as perguntas descartadas por Moro estão questões relacionadas ao conhecimento do presidente sobre os crimes cometidos na Petrobras. O magistrado também impediu a questão sobre a indicação de alguns ministros do governo Temer, como a nomeação de Geddel Vieira Lima.

Sérgio Moro também considerou inapropriada a citação de trecho de depoimentos de Nestor Cerveró.

Colaborador das investigações, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras afirma que procurou o então deputado Temer para pedir apoio político, na tentativa de manter o cargo na estatal. 

Moro afirma que “não há qualquer referência de que a busca por tal apoio envolveu algo de ilícito”..."

Íntegra: Viomundo

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Governo influencia Lava Jato a rejeitar novas delações contra Temer, diz reportagem (Fonte: GGN)

"ornal GGN - Membros da Polícia Federal que atuam na Lava Jato em Curitiba disseram à reportagem da Folha de S. Paulo, segundo publicação desta terça (4), que não querem que a operação celebre novos acordos de delação premiada.

A justificativa da corporação é que já foram firmados muitos contratos de cooperação - 66 desde o início da investigação - e que se esse número crescer com as mais 50 delações da Odebrecht em negociação, a sociedade sentirá o peso da impunidade pairando no ar.

Contudo, em caráter sigiloso, pessoas ligadas a Odebrecht afirmaram ao jornal que a essa nova postura da PF pode estar ligada a uma operação nos bastidores, patrocinada pelo atual governo, para evitar mais danos à cúpula do PMDB, partido do presidente Michel Temer.

"(...) a posição da PF contra delação premiada teria relação com algum movimento do governo de Michel Temer, já que integrantes da cúpula do PMDB, incluindo o presidente, são mencionados no acordo com a empreiteira. A PF, porém, nega qualquer diálogo ou influência do governo", publicou a Folha.

No final de setembro, o ministro da Justiça Alexandre de Moraes se envolveu em uma polêmica ao antecipar, durante um evento político de seu partido, o PSDB, que a Polícia Federal prenderia o ex-ministro Antonio Palocci.

O vazamento de informação sigilosa para agradar aliados políticos abriu nova crise entre Moraes e Temer, que o chamou para prestar esclarecimentos. Patrocinado por Geraldo Alckmin (PSDB), Moraes resiste no cargo que assumiu em maio, quando Dilma Rousseff foi afastada da presidência em função do impeachment. Uma das primeiras ações de Moraes, à época, foi visitar a Lava Jato em Curitiba.

Segundo a Folha, a PF sustenta que a Lava Jato pode caminhar para o seu fim concluindo as investigações com as informações que já foram levantadas até agora.

Ainda de acordo com o jornal, o juiz federal Sergio Moro também concorda que novas delações são desnecessárias. "Segundo a Folha apurou, ele vem sinalizando a investigadores da Lava Jato que nenhum preso será liberado automaticamente se sua delação for homologada."

Na semana passada, o GGN mostrou que a partir da famosa planilha da Odebrecht, que vazou na imprensa em maio e foi colocada imediatamente sob siligo por Moro, a Lava Jato já poderia ter avançado sobre corrupção em contratos de obras exetucadas nos governos do PSDB de São Paulo..."

Fonte: GGN

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

“LAVA JATO FORTALECE O ESTADO POLICIAL E DE EXCEÇÃO” (Fonte: Brasil 247)

"Tribunal não é lugar de fazer política. A afirmação, em crítica à Operação Lava Jato, é do presidente da Associação dos Juízes para a Democracia (AJD), André Augusto Salvador Bezerra, em entrevista à jornalista Ana Magalhães, do site Calle2.

Para ele, "a Lava Jato está provocando um endurecimento da jurisprudência como um todo, o que implica um aumento do Estado policial, do Estado repressor, do Estado que pune. Há um crescimento em curso do Estado policial no Brasil".

Ele também contestou as 10 medidas contra a corrupção apresentadas pelo Ministério Público. "Quer fazer medidas contra a corrupção? Vamos fazer uma discussão de como é feita a nomeação do chefe dos Ministérios Públicos de todos os Estados brasileiros, do tanto que o governador do Estado, que é fiscalizado pelo MP, tem o poder de nomear esse Ministério Público", provocou..."

Fonte: Brasil 247

PF PEDE PREVENTIVA DE PALOCCI E MORO DEVE SOLTAR MARCELO ODEBRECHT (Fonte: Brasil 247)

"A Polícia Federal pediu, nesta sexta-feira, a conversão da prisão de Antonio Palocci de temporária em preventiva, ou seja, sem tempo para acabar.

Ele é acusado de ser o "italiano", que teria recebido milhões para defender interesses da Odebrecht junto ao governo federal.

"Não existe qualquer medida cautelar diversa da prisão que inviabilize Antonio Palocci Filho e Branislav Kontic – seu funcionário até a presente data – de praticarem atos que visem a ocultar e obstruir a descoberta acerca do real paradeiro e emprego dos recursos em espécie recebidos”, afirma o delegado Filipe Hile Pace.

O juiz Sergio Moro pode despachar ainda nesta sexta-feira sobre o pedido da Polícia Federal, que deve ser endossado pelo Ministério Público Federal.

Além disso, na próxima semana, Moro deve soltar o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que já está preso há um ano e três meses na carceragem em Curitiba.

Palocci seria o primeiro "peixe grande" da delação de Marcelo, que pode atingir centenas de políticos.

Marcelo já mencionou uma doação de R$ 23 milhões para José Serra, pelo caixa dois, e de R$ 11 milhões para o PMDB, a pedido de Michel Temer, também via caixa dois..."

Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 20 de julho de 2016

'O Michel cansou de te esperar', diz Eduardo Cunha a empreiteiro da Lava Jato (Fonte: UOL)

"São Paulo - Nas milhares de mensagens encontradas no celular do ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, a Polícia Federal encontrou referências a três encontros entre o empreiteiro e o então vice-presidente Michel Temer em anos eleitorais, 2012 e 2014, intermediados pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A própria assessoria do presidente em exercício confirma que, pelo menos em 2014, Temer se encontrou com o executivo no gabinete da vice-presidência, onde Azevedo anunciou que faria doações ao PMDB. A assessoria, contudo, disse que Temer não se recorda da presença de Cunha, que não consta nos registros oficiais do gabinete e tampouco do motivo para ele ter aparecido como "intermediador" do encontro.

Segundo a assessoria, o presidente em exercício sempre manteve "relação institucional" com o empreiteiro e não precisava do contato de Cunha para intermediar o encontro..."

Íntegra: UOL