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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Néri, da FGV, é o novo presidente do Ipea (Fonte: O Globo)


"Indicação foi de Moreira Franco. Nomeação deve sair segunda-feira
Acadêmico. Néri, cujo livro "A nova classe média" foi elogiado por Dilma
BRASÍLIA O economista Marcelo Néri, da Fundação Getulio Vargas (FGV), foi escolhido ontem para comandar o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Segundo fontes do Palácio do Planalto, a nomeação será publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira. Néri foi indicado em julho pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência, Wellington Moreira Franco, para a presidência do instituto, que está subordinado à sua pasta, conforme antecipou o GLOBO.
O nome havia sido encaminhado ao Planalto e aguardava o sinal verde da presidente Dilma Rousseff. Apesar do apoio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia resistências da ala desenvolvimentista do PT, pelo fato de Néri ser egresso da PUC-Rio. Daí a demora para ser chancelado no cargo. Há uma rixa histórica no meio acadêmico entre os economistas da PUC-Rio, considerados liberais, e os da Unicamp, desenvolvimentistas.
Moreira Franco disse ao GLOBO que Néri tem condições de liderança intelectual:
- E poderá colaborar com o governo nas áreas econômica e social em um aspecto fundamental, que é pensar políticas que permitam manter o padrão de redução das desigualdades e a integração de brasileiros ao mercado consumidor.
Especialista em pobreza e desigualdade, Néri é também um dos maiores estudiosos da nova classe média brasileira. Ele integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o "conselhão", indicado pela Presidência.
Néri é autor dos livros "A nova classe média" - elogiado por Dilma - e "Microcrédito: o mistério nordestino e o Grameen brasileiro" (ambos da Editora FGV). Ele é hoje o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV. PhD em Economia pela Universidade de Princeton, ele já foi diretor de Estudos Sociais do Ipea.
A presidência do Ipea está interinamente com Vanessa Petrelli desde que o economista Marcio Pochmann se afastou, em junho, para concorrer à prefeitura de Campinas..."

Íntegra disponível em https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/8/24/neri-da-fgv-e-o-novo-presidente-do-ipea

sexta-feira, 23 de março de 2012

Pesquisa do Ipea revela: brasileiro leva cada vez mais trabalho para casa (Fonte: Carta Maior)

"Estabelecer limites entre a jornada de trabalho e o tempo livre é uma tarefa cada vez mais difícil para os brasileiros. Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nesta quarta (21), mostra que, apesar da anunciada pujança da economia, da redução do desemprego e do aumento da contratação de trabalhadores formais, o brasileiro trabalha cada vez mais e com maior intensidade.

“Parte desta contradição pode ser explicada porque as fronteiras entre o tempo de trabalho e o tempo livre estão se diluindo. Mesmo após completar a jornada formal, o trabalhador não consegue se desligar e acaba levando trabalho para casa, para o transporte coletivo, enfim, para seu período de descanso”, afirma o técnico em Planejamento e Pesquisa do Ipea, Andé Gambier Campos.

Foram entrevistadas 3.796 pessoas, em áreas urbanas das cinco regiões do país. Assalariados e autônomos apresentaram percepções bastante diversas. “Os trabalhadores subordinados, os assalariados, vivem uma realidade muito específica, diferente dos autônomos. Os assalariados enxergam com muita clareza a diferença entre tempo livre e tempo de trabalho. Já os autônomos, não”, esclarece o técnico do IPEA.
..."

sexta-feira, 29 de abril de 2011

“Polêmico, Ipea não vê falta de qualificação no país” (Fonte: Valor Econômico)


“O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) introduziu ontem uma tese polêmica no debate sobre a qualificação profissional como entrave no crescimento econômico - este ano terminará com um contingente pouco superior a 1 milhão de pessoas desempregadas com qualificação. Segundo o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea e especialista em mercado de trabalho pela Unicamp, o excedente de pessoas qualificadas não é aproveitado porque elas estão "na região errada". Isto é, o déficit de 2,8 mil trabalhadores qualificados na construção civil em Alagoas, estimado pelos técnicos do Ipea para este ano, poderia ser suprido pelo saldo de três mil trabalhadores qualificados no setor que serão gerados no Acre ao longo de 2011.
No estudo, divulgado ontem em São Paulo, os técnicos do Ipea estimam que 19,3 milhões de pessoas serão demitidas ao longo do ano, número superior aos 17,8 milhões que perderam emprego em 2010. O órgão de estudos federais avalia que todos eles são qualificados para trabalhar em suas respectivas funções. De acordo com Pochmann, as empresas demitem "porque é fácil demitir", e as razões por detrás dessas demissões se concentram nos altos salários. "Quando o trabalhador atinge seu pico de produtividade e seu salário já está alto, a empresa demite e contrata outro, com salário maior. O demitido, no entanto, tem qualificação para trabalhar em qualquer outra companhia de seu setor", avalia.
Para chegar no saldo de 1,048 milhão de trabalhadores qualificados que terminarão o ano sem emprego, o Ipea levou em conta que 762 mil dos 1,5 milhão de trabalhadores que ingressarão na população economicamente ativa (PEA) neste ano tem qualificação para trabalhar. E por qualificação, o Ipea entende aquele trabalhador que frequentou um curso de especialização ou já trabalhou na área.
Apenas a indústria registrará déficit de vagas no país, avalia o Ipea - enquanto os Estados do Norte e Nordeste contarão com um contingente de 36,6 mil operários qualificados sem emprego, apenas a região Sul contará com déficit de 51,5 mil trabalhadores com especialização industrial. Segundo Pochmann, o sistema público de emprego, coordenado pelo Ministério do Trabalho, deve ser aprimorado de forma a dinamizar a mobilidade regional de trabalhadores. Quer dizer, metalúrgicos sem emprego no polo de Camaçari (BA), onde o Ipea estima excedente de mão de obra qualificada, poderiam ocupar vagas abertas nas metalúrgicas de Jaraguá do Sul (SC).
"O sistema público tem de fazer sua parte, seja ampliando cursos profissionalizantes, seja ampliando a coordenação entre as informações sobre desemprego e o despacho de trabalhadores qualificados ociosos para regiões onde há demanda por sua mão de obra", diz Pochmann.”


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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

“Taxa de desemprego cresceu entre mais pobres, mostra Ipea” (Fonte: Valor Econômico)

“A redução do nível de desemprego registrada nos últimos cinco anos e o aumento da taxa de ocupação, com uma sensível melhora na renda obtida pelos trabalhadores, não só não foi suficiente para eliminar as desigualdades sociais, como as ampliou entre os desempregados das seis principais regiões metropolitanas do país.

Segundo técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), enquanto nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife a taxa de desemprego geral caiu 31,4% de dezembro de 2005 ao mesmo mês de 2010, entre os 10% mais pobres o desemprego cresceu 44,2%.

Além disso, cresceu também a desigualdade entre os 10% que ganham mais e os 10% que ganham menos. A partir dos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os técnicos do Ipea constataram que a diferença nas taxas de desemprego dos dois grupos, que em 2005 era de 11 vezes, passou a ser de 37 vezes em 2010.”


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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

“Gastos sociais com educação e saúde são os que mais contribuem para crescimento do PIB” (Fonte: Rede Brasil Atual)

“Por: Pedro Peduzzi, da Agência Brasil
Brasília – Nenhum gasto público social contribui tanto para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quanto o que é feito em educação e saúde. Cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB e R$ 1,70 para a saúde.

Para a redução da desigualdade social, os gastos que apresentam maior retorno são aqueles feitos com o Bolsa Família, que geram R$ 2,25 de renda familiar para cada R$ 1 gasto com o benefício; e os benefícios de prestação continuada – destinados a idosos e portadores de deficiência cuja renda familiar per capita seja inferior a 25% do salário mínimo –, que geram R$ 2,20 para cada R$ 1 gasto.

Além disso, 56% desses gastos retornam ao caixa do Tesouro na forma de tributos. Os dados referem-se ao ano de 2006 e constam do estudo Gasto com a Política Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda, divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com o órgão, é a primeira vez que um estudo como esse é feito no Brasil, em função da dificuldade de se juntar os elementos necessários para o desenvolvimento da pesquisa.

“O gasto na educação não gera apenas conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários, lucros, juros”, avalia o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão. “Portanto, a política social brasileira não apenas protege, como promove o cidadão”, completa.

“Em termos gerais, ampliar em 1% do PIB os gastos sociais, na estrutura atual, redunda em 1,37% de crescimento do PIB. Ou seja, é o tipo de gasto que tem mais benefícios do que custo”, explica a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Joana Mostafa.

Segundo ela, a renda das famílias é responsável por cerca de 80% do PIB. “Dessa forma, aumentar em 1% do PIB o gasto social gera 1,85% de crescimento da renda das famílias”, disse a pesquisadora. “No caso da saúde, além de esses gastos representarem empregos, envolvem também a aquisição de aparatos tecnológicos, o que também contribui para a demanda nas indústrias”, acrescentou.

Mostafa explica que a pesquisa leva em consideração os reflexos desses gastos no PIB e na renda familiar. “Para cada 1% a mais investido em educação e saúde, há um efeito multiplicador que aumenta em 1,78% o PIB e em 1,56% a renda das famílias”.

No caso do Bolsa Família, o aumento de 1% do que ele representa para o PIB resultaria no aumento de 1,44% do PIB. Mas, nesse caso, o mais significativo está relacionado ao fato de que, ao receber e usar esse benefício, o cidadão acabar gerando renda para outras famílias. “Cada R$ 1 gasto com esse programa gera R$ 2,25 em rendas familiares”, afirma a responsável pelo estudo.

O mesmo não pode ser dito dos gastos com exportações de commodities agrícolas e extrativas. “Apesar de agregarmos ao PIB 40% de cada real investido nessa área, os efeitos para a renda familiar são pequenos e limitados a R$ 1,04 para cada R$ 1 gasto”.

Como utiliza dados referentes a 2006, o estudo não mensura os reflexos das ações recentes do governo em favor do setor da construção civil. “O que podemos dizer é que, em 2006, os gastos com construção civil pouco contribuíram para a redução das desigualdades sociais. Isso certamente terá um quadro diferenciado quando agregarmos dados de 2009 a uma nova pesquisa, porque certamente houve aumento do número de empregos formais”, justifica Abrahão.
O estudo considera como gastos públicos sociais os feitos em Previdência Social geral e pública, educação, saúde, assistência social, trabalho e renda, desenvolvimento agrário, saneamento básico, habitação e urbanismo – nos âmbitos federal, estadual e municipal.”

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"O país do pleno #emprego" (Fonte: Istoé Dinheiro)

"Autor(es): Denize Bacoccina
Isto é Dinheiro - 04/01/2011
 Lula assumiu com desemprego em 11,2%, a taxa caiu pela metade e surgiram 15 milhões de vagas com carteira assinada

A partir de 1º de janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva será o desempregado mais feliz do Brasil. Na Presidência da República, ele realizou o sonho do operário que virou líder sindical: um país onde quem procura emprego encontra e onde as empresas têm dificuldade em contratar certos profissionais. 
É a era do pleno emprego, evidenciada pelo índice de 5,7% de desemprego apurado em novembro pelo IBGE, o menor da história do País. Mais do que uma simples estatística, esse recorde afeta a vida de milhões de pessoas e empresas e levanta novos desafios para os próximos anos.
Vamos aos números. No mês passado, a população desocupada era de 1,3 milhão de pessoas, o menor contingente desde o início da série, com queda de 20% em relação a novembro do ano passado. 
Na média de 2010, o desemprego deve ficar em 6,8% e, em 2011, pode cair para 6%. Nos oito anos do governo Lula, foram criados 15 milhões de vagas com carteira assinada, o que elevou para 43,6 milhões o número de trabalhadores no mercado formal. 
Daí a felicidade de Lula. “Eu fui dirigente sindical muito tempo, eu briguei muito tempo contra o desemprego”, afirmou na semana passada, no programa de rádio Café com o Presidente. 
“Quando eu vejo o IBGE divulgar que o desemprego está em 5,7% e, em algumas capitais, como Porto Alegre, está em 3,7%, significa que nós estamos nos padrões de pleno emprego, que era considerado para os países europeus e para os Estados Unidos. Isso é uma coisa extraordinária”, completou o presidente.
Quando ele assumiu o governo, em janeiro de 2003, o índice de desemprego calculado pelo IBGE em seis capitais estava em 11,2% e chegou a 13% poucos meses depois. Naquele ano, foram criados apenas 645 mil empregos, insuficientes para atender os jovens que entram no mercado de trabalho. 
Mas os números foram melhorando aos poucos, e os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho mostravam que as contratações ganhavam fôlego. Este ano, ficaram para trás todos os vestígios da crise de 2008 e 2009, que custaram empregos especialmente em alguns segmentos da indústria.
Foram criados 2,5 milhões de novos postos de trabalho em 2010, quase sete mil por dia. Em São Paulo, o tempo médio para conseguir uma nova colocação caiu de 12 meses em 2003 para oito meses este ano, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômico (Dieese). 
Em suma, houve uma revolução no mercado de trabalho nos oito anos do governo Lula. “O primeiro mandato ainda teve resquícios da crise de 2002, mas o segundo mandato, mesmo com a crise de 2009, teve um resultado excelente para o emprego”, diz o diretor-adjunto de estudos macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Renaut Michel. 
Para ele, três fatores foram fundamentais para chegar a este resultado: o crescimento da economia, política de aumento real do salário mínimo e as políticas sociais, que aumentaram a demanda.
A maior confiança na economia também levou à maior formalização do mercado de trabalho. A proporção dos que trabalham com carteira assinada passou de 40,5% para 46,7% entre 2002 e 2010. É um sinal de confiança na economia. Outro é a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrando que 92% das empresas do setor planejam investir em 2011. Além de comprar máquinas e equipamentos, terão também que contratar. 
O setor criou 2,2 milhões de vagas nos últimos anos e acha que a tendência vai se manter. “O emprego industrial perdeu um pouco o ritmo nos últimos meses, mas vai continuar melhorando no próximo ano”, afirma o diretor do Departamento de Economia da CNI, Flavio Castelo Branco. A entidade estima que o índice geral de desemprego deve cair dos atuais 6,8% para 6%.
Todos os setores da economia ampliaram o nível de emprego nos últimos anos, mas alguns tiveram crescimento acima da média. É o caso da construção civil, que, depois de um período de demissões no início do governo, começou a contratar em 2004 e fecha os oito anos de mandato de Lula com um saldo de mais um milhão de vagas criadas. 
“O governo escolheu o setor da construção como o motor da economia”, comemora o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. 
Entre os incentivos do governo estão os subsídios para o comprador de baixa renda no programa Minha Casa Minha Vida e a redução dos impostos sobre materiais de construção, no fim de 2008. 
Mas Simão lembra que o setor também cresceu por causa de outros fatores, como a mudança do marco regulatório do setor, que permitiu que as empresas se capitalizassem na bolsa de valores e criou instrumentos como alienação fiduciária para os imóveis financiados. 
Outro setor beneficiado pelas políticas do governo é a indústria naval. A obrigatoriedade de conteúdo mínimo nacional para as embarcações da Petrobras ajudou a reativar um setor que havia praticamente acabado no País nos anos 90. Nos cálculos do Sindinaval, que reúne as empresas do setor, o número de empregos nos estaleiros aumentou de 7,5 mil em 2003 para 56 mil neste ano.
A expansão do emprego trouxe também o aumento da renda do trabalhador e, com ele, mais consumo e a criação de mais empregos. Na média, diz o ministro do Trabalho Carlos Lupi, os acordos coletivos conseguiram um ganho 26% acima da inflação nos últimos oito anos. 
O salário mínimo, segundo ele, teve aumento real de 73,7% neste período. Ele reclama que muitos superdimensionam a importância dos programas sociais para a melhoria de vida dos brasileiros. “Foi a política do salário mínimo que fez a inclusão social”, afirma o ministro. 
“Foi isso que fez o mercado brasileiro crescer e se tornar alvo da cobiça mundial.” Na média, o rendimento médio real do trabalhador passou de R$ 1.380,40 em novembro de 2002 para R$ 1.516,70 em novembro deste ano. Em locais que estão crescendo mais, como o Recife, que vive um boom de investimentos no complexo industrial de Suape, a renda média aumentou 32,7% nos últimos 12 meses.
Mas o pleno emprego também traz desafios. O principal deles é treinar a mão de obra para evitar uma situação em que se tem desempregados sem qualificação de um lado e vagas não preenchidas nas empresas de outro. 
“A presidente Dilma já pediu que a nossa prioridade seja a qualificação dos beneficiários do Bolsa Família”, afirmou. O setor de construção civil, em que os salários subiram 17% apenas nos últimos 12 meses, já vive o problema. 
“Já estamos importando engenheiros e mestres de obras de outros países”, conta Simão. No Ministério do Trabalho, o plano é qualificar um milhão de pessoas até 2014. Mas até agora apenas 135 mil já concluíram ou ainda estão frequentando os cursos."