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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eletricitários entram em greve (Fonte: Brasil de Fato)

"Após mais de 20 anos sem realizar uma greve por tempo indeterminado, os trabalhadores eletricitários de todas as empresas do grupo Eletrobras – Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul e outras 10 empresas - paralisaram suas atividades a partir desta segunda-feira, dia 16/07. A decisão pela greve foi tomada em assembleias realizadas em todo país.
Depois de quatro rodadas de negociação com a Eletrobras, os trabalhadores não aceitaram a contraproposta da empresa referente ao reajuste salarial. Os empregados reivindicam 10,73% de aumento (5,1% IPCA do período + 3,47% referente ao crescimento médio do consumo de energia elétrica nos últimos 3 anos + 1,5% de ganho real). Porém, a Eletrobras ofereceu apenas 5,1% a título de reajuste.
Além da reivindicação salarial, os trabalhadores almejam melhorias no Plano de Carreira e Remuneração. Os eletricitários também querem debater com o governo a renovação das concessões do setor elétrico, para que esta venha favorecer os consumidores domésticos com redução da tarifa de energia e fortalecer as empresas estatais.
Nos últimos dias o governo federal tem sinalizado a redução do preço final na conta de energia em 2% para a população em geral, e em 10% para as grandes empresas. Segundo o Coordenador Geral do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia), Mario Jorge Maia, os grandes empresários já pagam por uma energia subsidiada, mas mesmo assim continuam pressionando o governo para uma redução da carga tributária.
A diminuição do IPI nos automóveis é um exemplo claro de que a redução tributária para as grandes empresas não traz benefícios a toda a sociedade. Conforme dados do site AutomotiveBusiness, as montadoras multinacionais remeteram, somente no ano de 2011, US$ 4 bilhões às suas matrizes, setor que mais remete lucros e dividendos para fora do país atualmente.
Essa benesse às grandes montadoras significa menos arrecadação de impostos no Brasil, dinheiro que poderia ser revertido em benefício da população nas áreas de saúde, segurança e educação por exemplo.
Enquanto o governo privilegia os grandes empresários atendendo às suas pressões, ignora as reivindicações dos trabalhadores, inclusive usando como chantagem a crise internacional e a renovação das concessões do setor elétrico, que deve diminuir a receita das empresas em função da provável redução da tarifa.
Em boletim, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) contestou a postura do governo, afirmando que a direção da Eletrobras “veio [negociar] de mãos vazias”. O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) chegou a alegar que a posição da empresa “é um ato de irresponsabilidade com toda a sociedade”, visto que “uma greve por tempo indeterminado no setor elétrico sempre traz problemas”.
Apesar da intransigência do Governo Federal, a FNU reafirmou a disposição de reabrir o diálogo, buscando uma saída ao impasse." 

Extraído de http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/eletricitarios-entram-em-greve.html?spref=tw

Funcionários da Eletrobras entram em greve (Fonte: Reuters)

"Os funcionários da Eletrobras entraram em greve nesta segunda-feira após não terem conseguido o aumento salarial solicitado e pedindo a retomada das negociações, informou o secretário de energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Fernando Pereira.
"Paramos por tempo indeterminado até o governo autorizar a reabertura das negociações", disse o representante dos trabalhadores da companhia, à Reuters.
Os trabalhadores pedem aumento salarial de 10,73 por cento, segundo Pereira, enquanto a Eletrobras ofereceu 5,1 por cento.
A Eletrobras informou por meio da assessoria de imprensa que ainda não tem posicionamento oficial da companhia em relação à greve.
O representante dos trabalhadores disse que a adesão ao movimento "é boa", e que praticamente todos os funcionários das 14 empresas do grupo pararam, com exceção dos 30 por cento necessários para manter as atividades de operação e outras essenciais.
Ele disse ainda que os trabalhadores querem discutir a estrutura da empresa --que segundo ele tem cerca 20 mil terceirizados, além dos 27 mil contratados.
O diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras e também do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro (Sintergia-RJ), Emanuel Mendes Torres, disse ainda que os funcionários pararam em protesto à interrupção das negociações.
Segundo o representante dos funcionários da Eletrobras no Estado do Rio de Janeiro, a empresa ainda não se manifestou após a entrada em greve nesta segunda-feira."

Extraído de  http://mobile.reuters.com/regional/article/idBRSPE86F03520120716?edition=br

Setor elétrico entra em greve e planeja protestos (Fonte: Seng-RJ)

"Começou à meia-noite de hoje (16) a greve dos trabalhadores do setor elétrico. A paralisação será por tempo indeterminado. A Eletrobras S/A engloba empresas como Furnas, Eletrobras, Eletronuclear e Cepel.
Os trabalhadores planejaram para esta semana três atos. Na manhã desta terça-feira (17), o protesto acontecerá na sede de Furnas, às 11h. Na quarta-feira (18), o ato será na Eletrobras, seguido de uma passeata na Avenida Rio Branco e, na quinta, na sede da Eletronuclear (19), também às 11h.
De acordo com Gunter de Moura Angelkorte, diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), a holding Eletrobras S/A não se pronunciou sobre a greve e não há previsão de uma nova reunião entre os trabalhadores e a empresa.
A decisão de entrar em greve foi tomada na tarde da última quinta-feira (12), pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), depois de uma reunião dos trabalhadores com a holding Eletrobras S/A, onde não houve avanço na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2012/2013. Os trabalhadores já haviam feito uma paralisão de 72 horas entre os dias 04 e 06 de julho.
A Assembleia, que aconteceu na noite da última quinta-feira (12), no Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região(Sintergia), reuniu quase 200 trabalhadores e confirmou a greve por tempo indeterminado a partir do dia 16, segunda-feira.
Durante a Assembleia, Gunter afirmou que a Eletrobras quer que as empresas públicas de energia tenham uma gestão semelhante com a das empresas privadas, que não respeitam normas de segurança e apresentam índices de acidentes de trabalho alarmantes. Além disso, para Gunter os trabalhadores devem discutir "o modelo adotado pelo setor elétrico."
Em boletim, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) afirmou que o governo "prefere virar as costas aos trabalhadores de um setor fundamental não somente para o desenvolvimento econômico, como também para a soberania do Brasil."
A sede de Furnas fica na Rua Real Grandeza, 219, em Botafogo. A Eletrobras está sediada na Avenida Presidente Vargas, 409, no Centro do Rio. E a Eletronuclear está localizada na Rua da Candelária, 65, também no Centro."

Extraído de http://www.sengerj.org.br/sengerj/index4.php?id=600&page=principal&topico=principal&subtopico=destaque