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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Concedida liminar para pagamento aos trabalhadores da PLR da Copel (Fonte: Sindenel)

"O juiz Carlos Martins Kaminski, da 20a Vara do Trabalho de Curitiba, concedeu na tarde de quarta, 10/07, liminar determinando o pagamento dos valores arbitrados em Assembléia Geral de Acionistas para a PLR 2013 da Copel.
A audiência ocorreu em decorrência de pedido do Sindenel e demais sindicatos à procuradora Margareth Matos do MPT e ao juiz Kaminski do TRT – 20º vara do trabalho.
Nesta audiência conseguimos demonstrar ao juízo o prejuízo imposto aos trabalhadores pela não realização de negociação justa com os sindicatos o que levou a implementação de ação contra a Copel por praticas anti-sindicais e alteração em um valor menor do montante da PLR.
O juiz tomou decisão determinando o pagamento do valor de 28 milhões e a ação ajuizada seguirá seu curso normalmente no tribunal."

Fonte: Sinedel

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Richa confirma Ratinho e Stephanes no primeiro escalão estadual (Fonte: Gazeta do Povo)

"Reforma do secretariado inclui mudanças em quatro pastas e a criação de outras duas. Copel, Sanepar e Paranaprevidência trocam de presidente.
O governador Beto Richa (PSDB) anunciou ontem as primeiras mudanças no seu secretariado. Foram confirmados os deputados federais Ratinho Jr. (PSC) e Reinhold Stephanes (PSD) para as secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedu) e Casa Civil, respectivamente. Duas novas secretarias foram criadas e outras duas terão novos titulares. Os presidentes da Copel, Sanepar e Paranaprevidência também mudam. A data da posse dos novos secretários e presidentes de estatais será decidida nos próximos dias. Já o espaço do PMDB no governo será definido apenas na segunda-feira que vem.
Segundo colocado nas eleições para prefeito de Curitiba em 2012, Ratinho assume a Sedu e sela a aproximação do PSC com Richa. Com 39% dos votos dos curitibanos no segundo turno e boas votações para deputado na região metro­politana e no interior, ele é visto como um possí­vel can­­didato a vice-go­ver­na­dor em 2014. Após fazer críticas duras ao grupo político de Richa durante o primeiro turno, Ratinho se aproximou do PSDB a partir do segundo turno das eleições..."


Íntegra disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1338648&tit=Richa-confirma-Ratinho-e-Stephanes-no-primeiro-escalao-estadual

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Funcionários da Copel aceitam proposta da empresa e encerram paralisação (Fonte: Gazeta do Povo)


"Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (29) em frente à sede da Copel, no bairro Batel, em Curitiba, funcionários aceitaram a contraproposta da empresa feita na última quarta-feira (28), durante um encontro na sede do Ministério do Trabalho em Curitiba.
Segundo o secretário geral do Sindicato dos Eletricitários de Curitiba (Sindenel), Luis Eduardo Reway, depois da decisão, tomada por volta das 10h30, os funcionários foram orientados a voltar aos seus postos de trabalho. Conforme informações da Copel, cerca de 3,3 mil funcionários participaram da assembleia, sendo que 1.953 votaram a favor da proposta e 1.350 se posicionaram contrariamente à oferta. A estatal tem, atualmente, 9, 5 mil funcionários.
Por causa da reunião e do protesto programado para esta quinta, a Rua Coronel Dulcídio, onde fica a sede da empresa, ficou totalmente bloqueada entre as ruas Comendador Araújo e Benjamin Lins até às 11 horas. Segundo a Copel, não houve interrupção nos serviços da empresa por conta dos protestos.
Outras agências maiores da capital, como as localizadas no Atuba, Santa Quitéria e Sítio Cercado também realizaram assembleias para discutir a proposta, assim como outras unidades pelo estado, segundo informou o diretor do Sindenel, Carlos Koseki.
De acordo com o diretor, a Copel apresentou aos representantes Sindenel uma proposta de aumento de 1% de ganho real no salário – válido a partir de maio de 2013 – e o direito de uma hora e meia de folga para cada hora extraordinária trabalhada. Outros itens que estavam na proposta original, concedida em outubro – como abono de duas remunerações ao ano – foram mantidas.
Com a aceitação da proposta, as paralisações foram encerradas.
Negociação
Os protestos que vinham sendo realizados por funcionários da Copel se justificavam porque o Sindenel reprovava a primeira intenção da Copel de reajustar os salários dos funcionários apenas com as perdas da inflação (5,58%). A proposta do Sindicato era de reajuste de 8,5%, que representa as perdas mais 3% de reivindicação de aumento real. Além do reajuste, a pauta de reivindicações dos servidores possuía outros 17 itens.
Outro lado
Conforme a diretora de gestão corporativa da Copel, Yara Eisenbach, a aceitação da proposta revela que tanto a empresa como os funcionários saíram ganhando. “Não existe um lado e outro, a Copel é uma só, e todos nós ganhamos com o fim dessas paralisações. Todos os empregados da Copel são conscientes das suas responsabilidades e a gente fica contente com esse acordo”, disse."

Extraído de http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1323099&tit=Assembleia-nesta-manha-deve-definir-continuidade-da-paralisacao-na-Copel

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Greve na Copel: Integra da bela decisão contra o interdito proibitório


"Divulgo ao final deste post a integra da louvável decisão do juiz Claudio Salgado, indefererindo o pleito da Copel de concessao de liminar em acao de interdito proibitório. 
Destaco os seguintes trechos da excelente decisao, que atesta a conduta adequada das entidades sindicais e tambem a importancia e amplitude do direito de greve: 
"... nada de concreto dá a entender que o movimento paredista vá desaguar nesse tipo de atitude absolutamente lamentável, sendo discriminatória e fruto de inversão de valores presumir que sindicatos, sindicatos e trabalhadores são badarneiros em potencial e mereceriam por isso ser contidos, mesmo sem crime algum cometido ou prestes a cometer, já que a boa-fé se presume e o contrário precisa ser provado, o que não ocorreu, ao menos até aqui, nestes autos de ação de interdito proibitório..."
"... Dessa forma, seja pela forma generalizada em que a pretensão foi posta nesta ação, sequer elencando o que efetivamente e onde se pretende resguardar, já que não poderia este Juízo conceder liminar genérica que não teria condições de definir o que alcançaria de fato e, por consequência, não poderia punir qualquer eventual infrator dessa liminar, seja porque se entende que a conduta dos Sindicatos profissionais-requeridos, ao menos até aqui, se pauta pela urbanidade, formalidade, regularidade e legalidade, sem quaisquer excessos, inclusive com expressa menção de que as entidades sindicais profissionais zelarão em permitir a passagem daquele contingente mínimo imprescindível para a continuidade dos serviços públicos explorados pelas concessionárias-requerentes, contigente mínimo esse que não é nesta ação de mero interdito probitório que será definido, bem como que os tais "piquetes" ditos ameaçadores pelas requerentes nada mais são do que expressão popular adotada para as Comissões de Convencimento do Movimento Paredista, expressão politicamente correta, mas de alcance questionável para os leigos (para estes, é "piquete" mesmo), estando assim a atuação sindical profissional escorada no exercício regular de um direito legalmente reconhecido, não há o que se falar em atos ilícitos, pois escorada a atuação dos Sindicatos no inciso I do artigo 188 do CC/2002 e respaldada, mais do que isso, pelo artigo 8º da Lei Maior, razão pela qual é de rigor indeferir a concessão da liminar requerida pelas empresas requerentes, já que ausentes os requisitos exigidos para tanto."
ATA DE AUDIÊNCIA
PROCESSO:
36219-2012-007-09-00-4
RECLAMANTE:
Companhia Paranaense de Energia
RECLAMADA:
Sindelpar Sindicato dos Trabalhadores Nas Concessionárias de Energia Eletrica e Alternativa No Estado do Paraná
Em 21/11/2012, na sala de sessões da MM. 7ª VARA DO TRABALHO DE CURITIBA/PR, sob a direção do Exma. Juiz CLÁUDIO SALGADO, realizou-se audiência relativa ao processo identificado em epígrafe.
Às 19h25, aberta a audiência, foram, de ordem do Exma. Juiz do Trabalho, apregoadas as partes.
Diante do encerramento da pauta normal de audiências de intrução precisamente as 19h15, conforme havia se comprometido verbalmente este Juiz quando aqui compareceu por volta das 14h/15h um advogado em nome dos autores, inclusive com certidão exarada pela secretaria da vara em determinação verbal deste Magistrado às fls. 116, passa-se a apreciar esta ação do interdito proibitório proposta na data de ontem, mas autuada apenas na data de hoje, o que chegou ao conhecimento deste Juiz quando já estava na direção das audiências as 13h24, isto por informação transmitida verbalmente pelo Diretor de Secretaria desta Vara, Samoel Ferreira Primo.
Espontaneamente, aqui compareceu a Dra. Melina Aguiar Rosa, OAB/PR 45147, que se apresenta, embora sem instrumento de mandato, como uma das patronas a ser oportunamente constituída nos autos pelo réu SENGE, razão pela qual, pretendendo a advogada tecer informações sobre a discussão aqui travada, optou este Juiz pelo registro mais formal em audiência de justificação, sendo que, pelo adiantado da hora (já se passaram das 19h), não há como entrar em contato com as demais partes autoras e rés em tempo hábil para participar desta sessão.
Assim se manifesta tal advogada: "Entende o sindicato que são requisitos fundamentais da ação de interdito proibitório a ameaça injusta e antijurídica demonstrada de forma objetiva, não bastando o mero temor, razão pela qual incabível a medida postulada, eis que inexiste justo receio da parte autora. Além disso, as demais matérias trazidas (tais como essencialidade das atividades, legitimidade de movimento, ...) não devem ser tratadas por intermédio de tal expediente. Não bastasse, deve-se registrar que ao contrário do que alega, a decisão pela instauração do movimento se deu por 73% dos trabalhadores copelianos em votação recorde, ou seja, não se trata de um desejo de uma "minoria fomentada pelos sindicatos réus", mas sim da vontade da maioria esmagadora dos trabalhadores da empresa chancelada por meio de legítima assembléia. A aceitação de medidas como a proposta pela parte autora sem a demonstração de atitudes abusivas por parte dos grevistas cria obstáculos ao exercício do direito constitucionalmente assegurado à greve".
Partindo das premissas supra e apreciando o pedido exordial, em especial a liminar ali postulada, assim passa a tecer o Juízo suas considerações, como segue.
De plano, não se pode ignorar o direito legítimo de greve consagrado na Lei Maior em seu artigo 8º, o que torna então regular e lícito o movimento paredista decretado pelas entidades sindicais-requeridas, estas que inclusive comunicaram previa e expressamente tal paralisação à empresa-requerente, conforme se verifica de fls. 88/90.
Registra-se que consta de tal comunicação que essa convocação dos empregados à paralisação foi objeto de prévia e específica deliberação em assembléia formal das categorias, com "esmagadora" aprovação segundo ali se noticia e, obviamente, no momento oportuno, tudo isto será comprovado pela juntada das atas respectivas, seja nesta ação de interdito proibitório, seja notadamente quando e se instaurado for o Dissídio Coletivo, não se podendo então acolher a impugnação das requerentes em sentido contrário, ou seja, de que seria uma "minoria" que estaria então manipulando e desvirtuando a vontade da massa de trabalhadores das empresas autoras.
Nessa linha de raciocínio, imperioso ainda ressaltar que não se presta a ação de interdito proibitório para discutir se é ou não é justificada a escolha da greve para fins de discussão de melhorias salariais, sendo que a legalidade ou não do movimento somente é passível de valoração quando e se instaurado for o Dissídio Coletivo, este de competência originária do Segundo Grau desta Justiça Especializada.
Afinal, numa ação de interdeiro proibitório, somente é possível discutir o direito à proteção da posse dos imóveis e equipamentos, bem como direito de ir e vir das pessoas (empregados, clientes, terceirizados, etc.).
E, sobre tal objeto restrito de uma ação de interdito proibitório, oportuno ressaltar que sequer indicam as autoras os endereços concretos e específicos de suas unidades que necessitariam de tutela resguardatória para fins de manter a continuidade dos serviços públicos de energia e luz, pretendendo aqui uma liminar absolutamente genérica, o que, se deferida fosse, inclusive encontraria imensas dificuldades para se apurar se houvesse algum desrespeito a tal ordem judicial de obrigação de não-fazer, pois não se pode ignorar que várias unidades das rés não são ligadas à atividade-fim e não surtiriam qualquer problema à continuidade do serviço público de energia e luz eventual paralisação total nessas unidades secundárias e, por consequência, qualquer astreinte que fosse fixada não encontraria fundamentos fáticos precisos para sua quantificação.
Como já dito, não cabe aqui discutir se seria ou não legítima, justa e legal uma paralisação total como sustentam as requerentes que está prestes a acontecer, pois foge do objeto restrito de uma ação de interdito proibitório e mesmo deste Primeiro Grau, já que tal questão somente poderia ser enfrentada no supracitado Dissídio Coletivo que porventura venha a ser instaurado.
De toda forma, essa paralisação total possuirá restrições, conforme reconhecem as próprias entidades sindicais profissionais, isto dentro do que exige a lei que restringe a greve em serviços de utilidade pública, mantendo um quadro mínimo de trabalhadores necessários para garantir e assegurar a continuidade dos serviços para a população, como inclusive aventaram as entidades sindicais-requeridas no comunicado encaminhado formalmente às empresas requerentes e trazido já com a peça exordial desta ação às fls. 88/90, pois ali esclarecem que seriam negociados entre Sindicatos-profissionais e as empresas-empregadoras o contingente necessário para tanto.
Também não cabe, em sede de mera ação de interdito proibitório, dizer o que pode ou não pode em um movimento paredista, pois o que está na lei é de obrigatório conhecimento de todos e, para os infratores, que se aplique o rigor da lei, se necessário for com a utilização de força policial para coibir eventuais excessos que possam atingir a integridade de bens e/ou pessoas, sendo que, mesmo em relação a isso, há mero temor e especulação por parte das requerentes, pois nada de concreto dá a entender que o movimento paredista vá desaguar nesse tipo de atitude absolutamente lamentável, sendo discriminatória e fruto de inversão de valores presumir que sindicatos, sindicatos e trabalhadores são badarneiros em potencial e mereceriam por isso ser contidos, mesmo sem crime algum cometido ou prestes a cometer, já que a boa-fé se presume e o contrário precisa ser provado, o que não ocorreu, ao menos até aqui, nestes autos de ação de interdito proibitório.
O discurso adotado em sede de data-base da categoria e envolvendo movimento paredista é sempre fastante "inflado" e, por vezes, um tanto "inflamado", isto tanto pelos trabalhadores e sindicalistas quanto pelos patrões, no serviço de informação e contra-informação típico de tal movimento, não se podendo levar a "ferro e fogo" as palavras adotadas, mas sim sendo imprescindível verificar o contexto em que foram proferidas e a conduta que, de fato, vem adotando cada qual até aqui.
As empresas requerentes reconhecem que foi instaurada mesa de negociação entre as partes, o que somente reforça a regularidade e normalidade na atuação dos Sindicatos profissionais e, chegando a um impasse nas negociações, aos trabalhadores somente resta a via da recusa à labuta pela via da greve, que entendem legítima e lícita.
Ademais, o manifesto dito mais aterrorizador pelas requerentes é aquele de fls. 91, dito como emanado do SINDENEL, mas absolutamente apócrifo, não se sabendo precisar, com absoluta convicção, sua real autoria, podendo até ser emitido por terceiro de má-fé que pretende enganar as empresas requeridas e a opinião publica, por exemplo (sempre há aproveitadores...), isto no sentido de prejudicar os Sindicatos profissionais e seus representados, cabendo ressaltar que não se pode ignorar ainda que "rachas" existem em vários Sindicatos.
De qualquer forma, reitera-se, mesmo o teor do manifesto de fls. 91, ainda que venha a ser provado que partiu realmente do SINDENEL, o que, reitera-se, até o presente momento não se pode afirmar com convicção de forma cabal e inequívoca, a verdade é que não poderia ser examinado isoladamente, fora do contexto em que se insere e, ainda que com "palavras de ordem" e mais ríspido aquele manifesto de fls. 91, nada de substancial afirma diferente daquele comunicado feito pelas entidades sindicais profissionais requeridas em conjunto e enviado para as empresas requerentes às fls. 88/90, ou seja, de que, por decisão formal em assembléias das respectivas entidades sindicais, estão deflagrando e convocando para a greve os trabalhadores e, a partir de tal premissa, esta regular e legítima, eis que amparada no artigo 8º da CRFB/1988, óbvio que existirão Comissões de Convencimento, vulgo "piquetes", na frente das unidades principais das empresas requerentes, como também é óbvio que serão utilizadas faixas, carros de som, passeatas, etc., até pelo tamanho das categorias envolvidas, que concentram grande número de trabalhadores, mas tudo dentro da normalidade e afinal é o que se espera de uma greve formal e regular, inclusive com prévia comunicação disso às empregadoras, pois greve não se faz dentro de casa e sim na porta das empresas, até para esclarecimento a todos sobre o que está sendo postulado e sobre a justiça do movimento perante a opinião pública, mas obviamente respeitando a ordem, a integridade dos bens móveis e imóveis, como também a integridade física de todos que ali passam.
É ainda absolutamente normal que essas Comissões de Convencimento a serem instaladas até informalmente em cada unidade pretendam, antes de permitir a passagem de quem quer que seja, conversar, esclarecer e convencer, isto para que o movimento ganhe força e a adesão seja substancial, pois, afinal, é somente assim que o instrumento da greve poderá ser utilizado como mecanismo de pressão para chamar as empresas empresas para retomada das negociações.
Não se pode então utilizar a ação de interdito proibitório como meio de contra-pressão patronal, mas é isto o que de fato se vislumbra da intenção das requerentes, isto no sentido de esvaziar o movimento paredista, já que, reitera-se, eventual ilegalidade da greve não é matéria a ser aqui enfrentada, sendo que o fato de uma ou outra categoria ter aceito as propostas patronais não quer dizer, por si só, que sejam adequadas e razoáveis, sendo irrelevante que alguns sindicatos profissionais celebraram ACT's com as autoras.
Dessa forma, seja pela forma generalizada em que a pretensão foi posta nesta ação, sequer elencando o que efetivamente e onde se pretende resguardar, já que não poderia este Juízo conceder liminar genérica que não teria condições de definir o que alcançaria de fato e, por consequência, não poderia punir qualquer eventual infrator dessa liminar, seja porque se entende que a conduta dos Sindicatos profissionais-requeridos, ao menos até aqui, se pauta pela urbanidade, formalidade, regularidade e legalidade, sem quaisquer excessos, inclusive com expressa menção de que as entidades sindicais profissionais zelarão em permitir a passagem daquele contingente mínimo imprescindível para a continuidade dos serviços públicos explorados pelas concessionárias-requerentes, contigente mínimo esse que não é nesta ação de mero interdito probitório que será definido, bem como que os tais "piquetes" ditos ameaçadores pelas requerentes nada mais são do que expressão popular adotada para as Comissões de Convencimento do Movimento Paredista, expressão politicamente correta, mas de alcance questionável para os leigos (para estes, é "piquete" mesmo), estando assim a atuação sindical profissional escorada no exercício regular de um direito legalmente reconhecido, não há o que se falar em atos ilícitos, pois escorada a atuação dos Sindicatos no inciso I do artigo 188 do CC/2002 e respaldada, mais do que isso, pelo artigo 8º da Lei Maior, razão pela qual é de rigor indeferir a concessão da liminar requerida pelas empresas requerentes, já que ausentes os requisitos exigidos para tanto.
Deve, então, o feito ter sua regular tramitação, isto com a citação formal dos Sindicatos-requeridos, isto por oficial de justiça, em diligência a ser cumprida com urgência, o que ora se determina à Secretaria da Vara, isto para que apresentem nos autos suas defesas e documentos no prazo legalmente estabelecido para tanto, sob pena de revelia e confissão.
Vindas as defesas e/ou decorridos os prazos para tais defesas, deverá a Secretaria da Vara intimar as requerentes para regular apresentação de réplica, isto no prazo de dez dias, sob pena de preclusão.
Oportunamente, será objeto de deliberação do Juízo a dilação probatória (provas orais em audiências, encerramento imediato da instrução, etc.)
Sequer se pode considerar o requerido SENGE hoje formalmente citado na pessoa da advogada presente, pois, além de não possuir instrumento de mandato no momento, de qualquer forma este exigiria poderes especiais e específicos para tanto, o que, via de regra, não são concedidos, devendo então mesmo tal entidade sindical ser formalmente citada nos moldes delineados no parágrafo anterior.
E, pela urgência da questão, sem prejuízo da imediata publicação desta Ata junto aos autos digitais desta ação de interdito proibitório e, portanto, de amplo e fácil acesso por todos os interessados, fica ainda determinado que a Secretaria da Vara tente o contato telefônico com o escritório de advocacia que assiste as autoras, conforme linha telefônica indicada às fls. 02 e concomitantemente encaminhe notícia desta ata ao e-mail ali mencionado, em que pese o adiantado da hora.
No mais, rogam-se às partes que pautem suas condutas naquilo que até aqui se embasaram: RESPEITO À LEI ACIMA DE TUDO, informando imediatamente nos autos qualquer eventual desvio superveniente para eventual reposicionamento do Juízo a respeito da liminar por ora indeferida.
Registre-se ainda no SUAP tal apreciação e indeferimento.
Ciente a advogada acima identificada. Cumpram-se as determinações supra. Nada mais. Audiência encerrada às 20h43.
CLÁUDIO SALGADO - Juiz do Trabalho"


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Copel “perde” R$ 312 mi em indenização (Fonte: Gazeta do Povo)

"Publicado em 15/11/2012 | Fernando Jasper
Se concordar em renovar antecipadamente a concessão de quatro hidrelétricas e de 93% de sua área de transmissão, a Copel vai receber cerca de R$ 300 milhões a menos do que esperava por esses ativos. Os contratos vencem até 2015, mas, sob condições impostas pelo governo federal, podem ser prorrogados por 30 anos já no mês que vem.
Em seu último balanço, a estatal paranaense informou que o valor contábil de usinas, linhas de transmissão e subestações envolvidas é de R$ 1,206 bilhão. Mas a indenização que o governo se propõe a pagar pelos investimentos ainda não recuperados nesses ativos é de R$ 894 milhões – uma diferença de R$ 312 milhões, ou 26%.
O motivo para a discrepância está na metodologia. A Copel e as demais empresas do setor esperavam ser indenizadas com base no valor contábil de seus ativos, mas o governo decidiu usar outro conceito, o valor normativo de reposição (VNR).
..."
 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cemig e Copel avaliam impacto financeiro das medidas do governo (Fonte: Arena do Pavimi)

"A Cemig e a Copel enviaram hoje comunicados ao mercado comentando o efeito do pacote elétrico divulgado pelo governo ontem sobre seus negócios. A Cemig diz que sete gigawatts de capacidade instalada, cinco mil quilômetros de linhas de transmissão e 490 mil quilômetros de redes de distribuição de energia elétrica serão afetadas pelas medidas anunciadas ontem pelo governo.
Em fato relevante publicado no meio da tarde, a empresa diz que avalia, junto com suas equipes técnicas, os impactos das medidas divulgadas ontem pelo governo sobre suas atividades.
Também serão investigados os impactos sobre as demonstrações financeiras. A empresa diz que pretende divulgar os resultados dessas avaliações aos seus acionistas e ao mercado assim que elas forem concluídas.
Por volta das 16h, as ações preferenciais da Cemig (CEMIG4) operavam em queda de 19,37%, negociadas a R$ 25,42. O Índice Bovespa operava em alta de 0,30%, aos 59.602 pontos..."

Íntegra disponível em http://www.arenadopavini.com.br/artigos/noticias-do-dia/cemig-avalia-impacto-financeiro-das-medidas-do-governo

RI 12 - COPEL será uma das empresas menos afetadas pelas novas regras do setor elétrico - 12/09 (Fonte: Copel)

"A Companhia Paranaense de Energia - COPEL, em cumprimento ao disposto na Instrução,
CVM 358/2002, comunica ao mercado que, diante das regras estipuladas pela Medida Provisória nº 579, de 11 de setembro de 2012, ainda está analisando os seus efeitos sobre os negócios da Companhia. Preliminarmente, não verificamos impactos relevantes sobre nossas atividades. No segmento de geração, a COPEL possui apenas 5% de sua capacidade instalada – ou 270 MW - com vencimento até 2017. As próximas concessões de geração vencerão em 2023, 2029 e 2030.
Já no segmento de distribuição, a Companhia passou pelo 3º Ciclo de Revisão Tarifária em junho, resultando num efeito tarifário médio percebido para o consumidor de -0,65%. Com relação à MP 579, os impactos da redução tarifária serão compensados pela queda dos encargos setoriais, menor custo de compra de energia e diminuição dos encargos da rede básica. Desta forma, o nível de EBITDA da COPEL Distribuição não deverá ser afetado.
Por fim, no segmento de transmissão, a COPEL conta atualmente com 2.023 km de linhas de transmissão e 10.902 MVA de capacidade em subestações, cuja receita em 2011 representou menos de 3,5% da receita líquida consolidada do grupo."

Extraído de http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Fri%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2FE01E78C52856B83903257A7700636A17

terça-feira, 22 de maio de 2012

Com PDV, Copel espera economizar 8% na folha de pagamento em 2013 (Fonte: Gazeta do Povo)

"A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou ontem que seu programa de demissão voluntária (PDV) significará uma redução de 8% na folha de pagamento da empresa em 2013, e que um total de 555 empregados deve se desligar da empresa até o final de 2012.

“Esse 555 empregados podem nos proporcionar uma redução na folha de pagamento de 8% em 2013”, disse o diretor financeiro da Copel, Ricardo Portugal Alves, em teleconferência com analistas. Segundo ele, 359 funcionários já se desligaram.

A meta inicial da Copel era de que até 1,3 mil funcionários aderissem ao programa até 2014. O valor foi revisado para cerca de 1,5 mil funcionários e, segundo Alves, a expectativa é de que entre 1,3 mil e 1,4 empregados façam a adesão até o fim de 2014.

O executivo acrescentou que o grupo de trabalho que realiza os estudos sobre redução de custos na companhia deve apresentar um plano até o fim de maio. “A partir do terceiro trimestre, vamos comunicar quais as medidas que estaremos tomando e o efeito numérico disso”, disse o executivo.

A empresa paranaense de energia registrou custos e despesas operacionais totais de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre deste ano, valor 15,1% maior que o registrado há um ano. No período, a empresa investiu R$ 378,7 milhões, o que representa apenas 16,7% do total de 2,2 bilhões planejado para o ano. Alves estima que entre 85% a 90% do investimento programado para o ano será efetivamente realizado. Do valor total estimado para investimento em 2012, a maior parte é para o segmento de distribuição de energia, somando R$ 1,1 bilhão.

A Copel ainda vai investir na finalização da construção da hidrelétrica Mauá, prevista para entrar em operação em meados do ano após 400 dias de atraso, na construção PCH Cavernoso II e da Usina Hidrelétrica Colider, entre outros investimentos."
Extraído de http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1256370&tit=Com-PDV-Copel-espera-economizar-8-na-folha-de-pagamento-em-2013

segunda-feira, 21 de maio de 2012

MP-PR entra com ação contra Sanepar e Copel por vazamento de esgoto (Fonte: Jornal de Londrina)

"Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) por causa de um vazamento de esgoto em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, que foi registrado em abril de 2011. A ação foi ajuizada na sexta-feira (18) e caso foi divulgado à imprensa nesta segunda-feira (21).

De acordo com o MP, queda de energia ocorreu na tarde de 1º. de abril de 2011 e fez com que a Estação Elevatória de Esgoto - localizada no bairro Guarituba – parasse de funcionar.

A consequência disso foi que ruas e casas da região foram inundados pelo esgoto, pois houve refluxo nos ralos e vasos sanitários e a rede de esgoto não funcionou normalmente.

O MP-PR quer os moradores atingidos sejam indenizados por danos materiais e morais. O órgão pediu que a Justiça de Piraquara determine que perícias sejam feitas para avaliar os danos.

A reportagem entrou em contato com as assessorias de imprensa da Sanepar e da Copel, por volta das 13 horas, e aguarda retorno."
Extraído de http://www.jornaldelondrina.com.br/brasil/conteudo.phtml?tl=1&id=1257095&tit=mp-pr-entra-com-acao-contra-sanepar-e-copel-por-vazamento-de-esgoto

Copel negocia empréstimos de R$1,5 bilhão com o BNDES (Fonte: Jornal da Energia)

"A estatal paranaense de energia Copel está em conversações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obter empréstimos no total de cerca de R$1,5 bilhão. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Ricardo Portugal Alves, os recursos iriam para a hidrelétrica de Colíder, a PCH Cavernoso II, a linha de transmissão Araraquara-Taubaté e a subestação Cerquilho.

A previsão do executivo é de que a PCH, que está em construção no rio Cavernoso, seja a primeira a receber a verba. Até porque a usina, em fase final, deve estar concluída até o final de outubro, com uma pequena antecipação em relação ao cronograma original, que prevê a geração no primeiro dia de 2013. O projeto vendeu energia em um leilão de fontes alternativas realizado em 2010 e está orçado em R$120 milhões.

Outra planta que anima a Copel é a UHE Colíder, no rio Teles Pires. Segundo Alves, 1,7 mil pessoas trabalham na obra, que corre para aproveitar o período de estiagem da região, entre maio e setembro. "Mantemos a hipótese de antecipação da data de operação comercial, que inicialmente está prevista para o final de 2014", aponta o diretor. Com 300MW, a planta deve receber R$1,2 bilhão em investimentos.

"Esperamos que, em todos projetos, vamos ter até o final do ano a oportunidade de receber ao menos parte do financiamento. Em razão dessas análises, que são demoradas, você acaba sempre colocando pré-equity. Por isso é importante que a Copel e seus parceiros tenham caixa suficiente para fazer essas antecipações", comentou Alves.

O digirente da empresa paranaense disse que "fazer empréstimos ponte de curto prazo acabam custando mais caro" e adiantou que deve entrar com mais pleitos junto ao BNDES. Esses, para projetos arrematados pela companhia em leilões mais recentes, como linhas de transmissão em parceria com Eletrosul, State Grid e Elecnor.

Ainda de acordo com Alves, a Copel deve investir neste ano algo entre 85% e 90% do total aprovado pela diretoria, que é de R$2,2 bilhões."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9946&id_secao=17

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cemig dá mandato a BB, BTG Pactual e HSBC para R$1 bi em notas-IFR (Fonte: Reuters)

"RIO DE JANEIRO, 17 Mai (Reuters) - A Cemig CMIG4.SA , empresa de energia elétrica controlada pelo governo de Minas Gerais, conferiu mandato ao BB Investimentos, do Banco do Brasil
BBAS3.SA , BTG Pactual BBTG11.SA e ao HSBC para a emissão de notas promissórias no valor de 1 bilhão de reais, informou nesta quinta-feira o IFR, um serviço da Thomson Reuters."

Extraído de www.reuters.net 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Copel investe R$ 486 milhões para Copa de 2014 (Fonte: Jornal da Energia)

"Para garantir que o fornecimento de energia durante os jogos da Copa de 2014 ocorra sem contratempos, a estatal paranaense Copel investirá R$ 486 milhões até o ano do evento. Ao todo, foram concluídas 79 obras, além de outras 55 que estão em andamento na região. Nos próximos meses, serão iniciadas outras 16 ações para reforçar os sistemas de fornecimento de energia.

As informações foram fornecidas pelo presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, ao o secretário-geral de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grudtner, durante um encontro na sede do governo do Paraná na ultima sexta-feira (11/5). Ele informou que a companhia também deve adquirir geradores móveis, que podem diminuir o tempo de desligamento nas situações de emergência.

De acordo o diretor de distribuição da Copel, Pedro Augusto, o aumento da capacidade de geração se dará com aportes em subestações, linhas de transmissão e a expansão do fornecimento para regiões turísticas, além do estádio da Copa. “Um dos destaques está nas obras que abrangem as regiões turísticas do estado, como o Litoral e Foz do Iguaçu”, contou durante o encontro.Se

Segundo relato do governo estadual, o secretario geral do ministério concluiu ao final da reunião que as obras dentro do estado do estão andando dentro dos prazos fixados, estando entre o Paraná entre as regiões mais avançadas na preparação para o evento. “Durante a Copa não pode haver problemas com o fornecimento de energia”, ressaltou."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9888&id_secao=12

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Copel assina contratos de concessão de obras arrematadas em leilão (Fonte: Copel)

"Empresa construirá em parceria 3 mil km de novas linhas e 8 subestações
Foram assinados nesta quinta-feira, 10 de maio, em Brasília, os contratos de concessão dos seis novos empreendimentos de transmissão – construção de linhas e subestações – arrematados pela Copel, em parceria com outras empresas, nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizados em dezembro de 2011 e março de 2012.

Tais obras significam aumentar em uma vez e meia as dimensões do atual sistema de transmissão próprio da empresa, formado por quase 2 mil km de linhas de trasmissão. Com investimentos estimados pela Aneel em R$ 3,9 bilhões, os seis projetos compreendem a construção de 2.932 km de linhas e oito subestações transformadoras nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

A solenidade de assinatura dos contratos, válidos por 30 anos, foi presidida pelo diretor-geral da Aneel, Nélson Hubner. A Copel foi representada pelos diretores de Engenharia, Jorge Andriguetto Jr e de Geração e Transmsissão de Energia, Jaime de Oliveira Kuhn.

“Essas obras são essenciais para garantir nível adequado de confiabilidade no suprimento futuro de eletricidade ao país e irão conferir uma posição de extrema relevância à Copel no setor, já que ela será responsável por operar o sistema que transportará a energia produzida nas hidrelétricas projetadas no rio Teles Pires, entre os estados do Mato Grosso e Pará, até os grandes centros de consumo”, anota o diretor de Engenharia, Jorge Andriguetto Jr. “A Copel está seguindo exatamente no ritmo de crescimento projetado para os próximos anos no seu Planejamento Estratégico, tanto na área de geração quanto na de transmissão de energia”, complementa.

Para Jaime de Oliveira Kuhn, diretor de Geração e Transmissão de Energia e de Telecomunicações, a Copel está seguindo uma trajetória de expansão que a valoriza e fortalece como empresa e, adicionalmente, motiva todos os seus profissionais. “A dinâmica do processo, com novos investimentos e, agora, em escala nacional, resultará no aumento da participação relativa da Copel no mercado brasileiro de energia elétrica, o que é bastante relevante para o Estado do Paraná”.

Maior empreendimento
Arrematados em consórcio com a chinesa State Grid, a maior empresa de transmissão de energia elétrica do mundo, dois dos projetos cujos contratos de concessão foram assinados representarão, juntos, o maior empreendimento de transmissão já realizado pela Copel: a construção dos 1.605 km de linhas e das quatro subestações por onde passará a eletricidade produzida nas cinco usinas a serem instaladas no rio Teles Pires até chegar à Região Sudeste.

O sistema de transmissão irá operar na tensão de 500 mil volts e passará por áreas dos estados do Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Para executar o projeto, foram criadas duas SPEs (sociedades de propósito específico): a Matrinchã Transmissora de Energia e a Guaraciaba Transmissora de Energia, cada qual responsável por um lote específico de obras, mas ambas com participação de 49% da Copel e 51% da State Grid. Os investimentos foram estimados pela Aneel no edital de leilão em R$ 2,7 bilhões, com previsão de gerar cerca de 10 mil empregos diretos. O prazo para entrada em operação das novas instalações é de 32 meses a contar de agora.

A Copel já é responsável pela construção da Hidrelétrica Colíder, com 300 megawatts de potência instalada, que está sendo construída no rio Teles Pires e cujas obras se desenvolvem com pontualidade.

Mais obras
Os demais empreendimentos que tiveram contratos de concessão assinados totalizam 1.327 km de novas linhas e quatro subestações no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão. O direito de construir e operar essas instalações foi colocado em leilão pela Aneel em dezembro de 2011, que estimou os investimentos necessários em cerca de R$ 1,18 bilhão.

Um dos empreendimentos é composto por quatro linhas de transmissão com 798 km de extensão total, que percorrerão áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mais uma subestação na cidade gaúcha de Camaquã. A empresa que irá implantá-lo é a Transmissora Sul-Brasileira de Energia, formada pela Eletrosul (80% de participação) e Copel (20%). As obras devem gerar em torno de 2,6 mil empregos, conforme estimativa da Aneel, e aumentarão a confiabilidade no atendimento ao mercado consumidor da região metropolitana de Porto Alegre.

Outro empreendimento prevê a construção de duas linhas na tensão de 230 mil volts com 136 km de extensão total, uma entre Umuarama e Guaíra e outra entre as subestações Cascavel Oeste e Cascavel Norte. Também está incluída a construção de duas novas subestações: Cascavel Norte, com 300 MVA (megavolts-ampères) de potência de transformação, e Santa Quitéria, em Curitiba, com 400 MVA. Responderá pela execução a empresa Caiuá Transmissora de Energia, que tem como integrantes a Elecnor (com 51%) e a Copel (49%). Tais obras virão reforçar o atendimento à região central de Curitiba e sua Cidade Industrial, além de incrementar a capacidade de suprimento ao Oeste paranaense. Conforme a Aneel, essas obras deverão proporcionar a geração de 1,2 mil empregos diretos.

Capital
O terceiro conjunto de novas instalações destina-se ao reforço no sistema de transmissão de Curitiba e será executado pela empresa Marumbi Transmissora de Energia, que reúne em parceria a Copel (com participação de 80%) e a Eletrosul (20%). Será construída uma nova subestação com 896 MVA de potência de transformação (que irá se chamar Curitiba Leste), e uma linha de transmissão na tensão de 525 mil volts, com 28 km de extensão, conectando-a à subestação Curitiba, de propriedade da Eletrosul. Na previsão da Aneel, 528 novos empregos deverão ser criados.

Por fim, a Copel passará a marcar presença agora também no Maranhão, onde irá construir uma linha de transmissão em 500 mil volts e 365 km de extensão, ligando as subestações de Açailândia e Miranda. Para executar o empreendimento foi constituída a Integração Maranhense Transmissora de Energia, empresa formada pela Copel (com 49%) e Elecnor (51%).

A linha deverá aumentar a capacidade de transmissão de energia elétrica entre as regiões Norte e Nordeste do país, além de aumentar a confiabilidade no suprimento à capital maranhense, São Luís. Conforme cálculos da Aneel, 1,8 mil empregos diretos deverão ser criados para a instalação do empreendimento."
Extraído de http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2FAD31F25E48C35B7E032579FA0077A7B8

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Copel e Eletrosul assinam contrato de concessão de projetos de transmissão (Fonte: Jornal da Energia)

"A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinou nesta quinta-feira (10/5) os contratos de concessão de empreendimentos de transmissão arrematados em leilão por um consórcio formado por Eletrobras Eletrosul e Copel. Os projetos, licitados no ano passado, compreendem 826 quilômetros em linhas e duas novas subestações. Pelo cálculo das empresas, os investimentos devem superar os R$550 milhões, com a geração de mais de 3 mil empregos.

O presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotti, afirma que as obras são para reforço do sistema do Sul do País "para fazer frente ao desenvolvimento econômico da região e atender as projeções de aumento da demanda de energia em eventos como a Copa do Mundo".

O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo Custódio, adiantou que a empresa já vem tomando as providências para obtenção das licenças de instalação junto aos órgãos ambientais competentes para poder iniciar as obras, o que está previsto para o primeiro trimestre de 2013. O prazo estipulado pela Aneel para início da operação comercial é até maio de 2014.

Um dos contratos tem como majoritária a Eletrosul, com 80%, e a Copel com os 20% restantes. No outro acordo de concessão, é o contrário, e a Copel tem 80%, contra 20% da Eletrosul."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9860&id_tipo=2&id_secao=11&id_pai=0&titulo_info=Copel%20e%20Eletrosul%20assinam%20contrato%20de%20concess%26atilde%3Bo%20de%20projetos%20de%20transmiss%26atilde%3Bo

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vendas de energia da Copel crescem 7,3% no primeiro trimestre (Fonte: Jornal da Energia)

"A estatal paranaense Copel registrou um crescimento de 7,3% no fornecimento de energia elétrica no primeiro trimestre de 2012. Somadas as vendas da Copel GT no mercado livre e o consumo na área de concessão da Copel Distribuição, foram 6.231GWh entregues. A expansão no ambiente regulado foi de 6%, com consumo de 5.912GWH, enquanto no ambiente livre a alta foi de 37,8%, com demanda de 319GWh.

No mercado da distribuidora, a classe industrial registrou elevação de 4% no consumo, atingindo 1.835GWh no trimestre. A Copel atribui o resultado ao crescimento da produção industrial paranaense e ao maior número de consumidores, devido a reclassificações efetuados no período. A classe englobava 31% do mercado cativo da Copel ao final de março, com 82,8 mil unidades atendidas.

A classe residencial teve expansão de 7,3% e chegou a 1.324GWh, representando 22,4% dos mercado cativo da Copel, com 321,4 mil consumidores. Já as residências demandaram 1.654GWh, com alta de 6,5% frente ao primeiro trimestre de 2011, e responderam por 28% do mercado, com 3,1 milhões de consumidores."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9774&id_tipo=2&id_secao=12&id_pai=0&titulo_info=Vendas%20de%20energia%20da%20Copel%20crescem%207,3%%20no%20primeiro%20trimestre
 


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Fibra ótica é atalho para smart grids, avalia Copel (Fonte: Jornal da Energia)

"A Copel tem investido em criar uma rede de fibra ótica no Estado do Paraná e já oferece, por meio de seu braço de telecomunicações, serviços de banda larga para os consumidores da região. A empresa calcula ter 7,5 mil quilômetros em fibras óticas no anel principal, 14,3 mil km de cabos auto sustentáveis e 304 cidades atendidas, com 1,4 mil clientes corporativos.
Embora a área de telecom não seja hoje considerada parte do core business da empresa, o presidente Lindolfo Zimmer defendeu os aportes feitos. Por enquanto, a rede é usada para fazer comunicação entre subestações. "Se eu tenho a necessidade corporativa, para as subestações, por que não ganhar um dinheiro vendendo internet?", apontou.
O executivo ainda afirmou que a estrutura montada terá um papel importante quando a tecnologia de smart grids, as redes inteligentes, começar a se tornar realidade no País. A fibra ótica, então, servirá para fazer tráfego de dados de medição e poderá, ao mesmo tempo, levar serviços como televisão e internet aos lares. "A gente entende isso como uma possibilidade que pode ser instituída de uma forma bastante grande no futuro. É algo um pouco fora do nosso core business, mas que logo não vai ser mais".
Ao falar de negócios além do setor elétrico, porém, Zimmer voltou a rechaçar notícia veiculada pela imprensa nesta semana, que ligava a Copel a investimento em estradas. "Isso foi uma tolice, que não sei nem de onde tiram essas coisas", reclamou."

Para Copel, energia solar próxima de competir com PCHs (Fonte: Jornal da Energia)

"A estatal paranaense Copel acredita no potencial da geração solar no País e quer se preparar para o deslanchar da tecnologia por aqui, o que deve acontecer em breve. Nesta quarta-feira (11/4), ao ser questionado sobre o assunto por um acionista, o presidente da empresa, Lindolfo Zimmer, disse que a fonte está bem próxima de ser competitiva, principalmente em relação às pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).
"Com certeza vai ser a próxima fonte a competir com as demais que nós temos. Em 2015 ou antes ela vai ser competitiva. Com PCHs, talvez até antes", apostou Zimmer. Ele também teceu elogios ao potencial "maravilhoso" do País para esse tipo de geração, devido ao grande índice de insolação.
Segundo o executivo, os primeiros passos da empresa na área são dois projetos inscritos na chamada de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) aberta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Um prevê a instalação de uma usina fotovoltaica no estádio Arena da Baixada, do Atlético Paranaense, um dos escolhidos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O outro empreendimento será na área já utilizada por um parque eólico da empresa no Rio Grande do Norte. "Aí aproveitamos tudo (a estrutura), desde a conexão até os serviços auxiliares"."

Copel fala em aquisições em breve e mira ativos do Grupo Rede (Fonte: Jornal da Energia)

"A estatal paranaense de energia Copel está muito atenta ao mercado e pode apostar em aquisições para crescer, principamente em um ano em que a perspectiva de assegurar novos empreendimentos via leilões é limitada - haja vista o adiamento dos certames A-3 e A-5 devido a sobras de energia contratada pelas distribuidoras.
Em reunião com investidores realizada nesta quarta-feira (11/4) em São Paulo, o presidente da empresa, Lindolfo Zimmer, destacou o baixo endividamento, que permite até mesmo pensar em negócios de grande porte. Mas assegurou que a aposta é em uma expansão mais gradual e equilibrada.
"Estamos olhando. A gente vai ser muito seletivo. Mas, se me permitem uma opinião pessoal, vamos ter aquisições e diria até que não vamos demorar muito", apontou. O executivo disse que a situação da companhia permitiria até mesmo captações vultuosas - alto entre R$6 e R$8 bilhões. Ainda assim, a preferência é por oportunidades com preços entre R$500 milhões e R$1 bilhão. "São meus favoritos. Até porque, se não derem muito certo, eu não prejudico tanto os acionistas, o resultado não fica tão comprometido. Diversificamos um pouco as operações para minimizar os riscos".
Alguns dos ativos que Zimmer admite que estão na mira são distribuidoras que hoje pertencem ao Grupo Rede. A holding controla nove empresas, mas enfrenta dificuldades finaceiras, sendo que uma subsidiária, a Celpa, entrou com pedido de recuperação judicial, enquanto Enersul e Cemat estão com débitos setoriais e tiveram as tarifas bloqueadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
"O que existia é que a Rede Energia queria vender seus ativos como um todo, e avaliamos que assim era muito para nós. Agora, há uma tendência a ser feito isso em partes. E, se for, devemos tentar comprar uma parte", explicou Zimmer. O presidente da Copel aponta interesse na CPFLO, que atende uma cidade do Paraná, com cerca de 60mil consumidores, e na qual a Copel poderia oferecer até mesmo um serviço mais barato que o prestado atualmente.
Outras empresas do grupo que atraem são a Enersul, que atende o Mato Grosso do Sul , na divisa com o Paraná, e a Cemat, no Mato Grosso - Estado em que a Copel constrói a hidrelétrica de Colíder e instalará o complexo de transmissão do Teles Pires, em parceria com a chinesa State Grid. Ele descartou, porém, qualquer interesse na Celpa, que atende o Pará. "Não tem nada a ver e nem estamos culturalmente preparados para operar naquela região".
Cooperativas de distribuição e empresas menores, incluindo concessinárias que pertencem a prefeituras, também são um meio de crescer e consolidar a atuação no setor.
Em geração, Zimmer disse que há "bastante interesse" em parques eólicos e revelou que a empresa vai ampliar tanto a prospecção na área para compras quanto para parcerias e desenvolvimento de novos projetos.
Um negócio que está muito próximo, porém, é no tradicional setor hidrelétrico. O presidente da Copel adiantou que as conversas estão "muito avançadas" para que a empresa assuma uma participação de 30% na UHE Baixo Iguaçu, atualmente com concessão nas mãos de Neoenergia e Desenvix. Nessa transação, entraria ainda a Eletrosul, que também arremataria uma fatia no projeto.
A usina foi leiloada pelo governo em 2008, mas entraves ambientais e judiciais deixaram o empreendimento paralisado até hoje. Recentemente, uma decisão da Justiça garantiu a validade da licença ambiental da planta, mas ainda cabe recurso. Zimmer afirma que, até o momento, a sentença é válida e que a ideia é começar as obras muito em breve. 
Ja em transmissão, a Copel apontou já ter cumprido os objetivos de seu plano estratégico até 2015 e, de acordo com Zimmer, serão analisadas apenas eventuais propostas de negócios envolvendo ativos muito próximos ou conectados à rede existente da empresa."

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Copel prevê aquisições em 2012 e promete retorno adequado em todos projetos (Fonte: Jornal da Energia)

"O diretor financeiro e de relações com investidores da estatal paranaense de energia Copel, Ricardo Portugal, garantiu que a empresa passa por "um de seus melhores momentos" - com "lucros crescentes", dividendos maiores para os acionistas, expansão por meio de "projetos rentáveis" e "imensa capacidade de alavancagem". Com base nos indicadores positivos, o executivo afirmou que "o mercado não está sendo justo com a precificaçaõ" das ações da Copel.
"É preciso olhar para a frente e ter confiança no efeito das medidas que já tomamos", pediu Portugal, logo na abertura da teleconferência com investidores realizada pela companhia nesta sexta-feira (30/3). O apelo do diretor mostrou-se justificado pela desconfiança dos analistas que participaram da conversa. As perguntas tentavam a todo momento tirar dos executivos da estatal a garantia de que as promessas de bom retorno nos novos negócios serão cumpridas.
Como se já esperasse os questionamentos, o presidente Lindolfo Zimmer, assim que tomou a palavra, disse que "toda e qualquer aquisição da Copel realizada durante essa gestão não destruirá valor para os acionistas". Ele frisou que "todos lances são feitos após criteriosa análise técnica" e afirmou que "os retornos serão sempre significativamente acima do custo de capital próprio".
Zimmer e Portugal citaram, em diversos momentos, a possibilidade de ir às compras ainda neste ano. O diretor de finanças disse que a responsabilidade com as taixas de retorno não será esquecida - "muito menos em eventuais aquisições que venhamos a efetuar". Ao falar do plano de investimentos, que prevê R$2,25 bilhões para este ano, Portugal também ressaltou que o valor "não considera eventuais aquisições".
Já o presidente foi mais direto e explicou que a empresa tem "em avaliação uma série de projetos" provenientes de chamadas públicas abertas em busca de parceiros. Há desde empreendimentos em estruturação até usinas em construção e operação. "Podemos ter sucesso em alguns deles e já cumprir boa parte de nossa previsão orçamentária (para o ano)", apontou.
O executivo disse que a Copel "trabalha incessantemente para ainda em 2012 anunciar novos projetos em geração eólica" e que "tudo depende do crescimento da economia brasieleira e do Paraná". Neste ano também está prevista a entrada em operação da hidrelétrica de Mauá - no primeiro semestre - e da PCH Cavernoso II, que deve gerar energia "até 26 de outubro". A empresa ainda disse que o cronograma da UHE Colíder está em dia e que ainda é possível antecipar a usina, que precisa estar concluída em 2015.
Atenção às novas linhasBoa parte dos questionamentos dos analistas foi em cima das concessões de transmissão arrematadas pela Copel em parceria com a chinesa State Grid. No último leilão, realizado no início deste mês, as empresas levaram o direito de construir as linhas que escoarão a energia das usinas do rio Teles Pires, com deságios de 43% e 36,4%.
Zimmer assegurou que os investimentos nos projetos ficarão "bem abaixo do previso pela Aneel" e destacou pontos positivos da região que os receberá, como o terreno plano e o preço de terra barato. "Por outro lado, nosso parceiro goza de uma experiência muito grande em transmissão e trouxe essa tecnologia para que pudéssemos otimizar", disse.
O diretor financeiro também lembrou que as companhias "continuam negociando com os EPCistas (contratados para executar a obra)" e que "os preços vão baixar ainda mais". "Estamos absolutamente seguros de que o retorno vai ficar acima do custo de capital próprio", enfatizou Portugal.
Mesmo tendo fechado acordo com os chineses, o executivo revelou que os equipamentos nas linhas serão "todos nacionais" e que, portanto, as empresas poderão buscar financiamentos junto ao BNDES. Uma alternativa de empréstimo com um banco chinês, negociada pela State Grid, também não é descartada. "Estamos negociando dentro da SPE (sociedade de propósito específico) eventualmente um funding interno", adiantou.
A ideia da Copel é antecipar a conclusão da linha para escoar a energia de sua própria usina, de Colíder, que também tem previsão de ficar pronta antes do previsto. Com isso, a geração de caixa extra aconteceria nos dois projetos, aumentando o retorno. "