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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CUT vai entrar com pedido de impeachment de Temer (Fonte: RBA)

"São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, anunciou hoje (25), durante o ato dos movimentos sociais em Brasília, que a CUT entrará com pedido de impeachment do presidente Michel Temer. "Nós vamos entrar com uma solicitação de impeachment do presidente Michel Temer, porque ele descumpriu a Constituição quando utilizou seu cargo para favorecer o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo, que se demitiu na última sexta-feira). Além disso, ele tentou influenciar o ex-ministro da Cultura (Marcelo Calero) a ir contra a lei para beneficiar a vida privada de Geddel", disse.
Segundo Vagner Freitas, a denúncia contra Temer é mais grave do que a acusação que resultou no impeachment da presidenta Dilma Rousseff. "Temer, se você tem uma alguma grandeza política, se a sua vida acadêmica ainda vale alguma coisa, renuncie."

Atos realizados nesta terça-feira em Brasília são protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, em discussão no Senado, a reforma do ensino médio (Medida Provisória 746), o corte de programas sociais e a ameaça a direitos trabalhistas.

Ontem, o Psol protocolou pedido de impeachment de Temer na Câmara dos Deputados..."

Fonte: RBA

Centrais defendem acordos de leniência para combater o desemprego (Fonte: RBA)

"São Paulo – As centrais sindicais reconhecidas formalmente divulgaram hoje (29) nota conjunta em que defendem a regulamentação de acordos de leniência para que as empresas envolvidas na Operação Lava Jato possam manter suas operações e estancar o processo de extinção de postos de trabalho. No texto, as entidades analisam os impactos das investigações no mercado de trabalho e mostram que, desde que a operação foi deflagrada, no início de 2014, 87 mil postos de trabalho foram desativados em 29 empresas do setor de infraestrutura. "Some-se a esse número outros 65 mil empregos indiretos que se estima terem sido eliminados nas empresas prestadoras de serviços ou fornecedoras de insumos", afirmam CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT.

Mas o impacto é ainda maior, diz o documento, diante do fato de que para cada R$ 1 milhão investido no setor de construção pesada, R$ 1,6 milhão é movimentado na economia. "...o impacto negativo da operação Lava Jato em toda a economia seria de 1,9 milhão de empregos eliminados, que representariam cerca de R$ 22,4 bilhões em salários", sustentam as centrais, considerando dados de consultores do mercado de trabalho.

Confira abaixo a íntegra da nota:

"O Brasil atravessa um período bastante longo de aumento do desemprego, que se iniciou no último trimestre de 2014 e vem se arrastando até hoje. Os índices que medem o nível de desemprego apontam para a dramaticidade do problema: saímos de uma taxa de 6,5% no último trimestre de 2014 para os atuais 11,8% (PNAD Contínua, IBGE). A destruição de 2,9 milhões de empregos formais nos últimos dois anos evidencia que o problema atinge postos de trabalho de melhor qualidade, sob a proteção da legislação trabalhista e no setor mais organizado da economia. O país parou de gerar empregos e passamos a ver a destruição de bons postos de trabalho em ritmo contínuo e acelerado.

Ainda que se possa identificar vários fatores internos e externos que atingiram a economia e levaram a esse quadro dramático no mercado de trabalho, uma das suas razões foi a paralisação das atividades de um conjunto importante de empresas e de empreendimentos de infraestrutura. O combate à corrupção desencadeado pela operação Lava Jato não foi acompanhado de medidas que preservassem a continuidade de obras e de investimentos. As empresas investigadas tiveram suas atividades paralisadas, acarretando demissões, falências, interrupção da execução de obras e de contratos.

Desde que a operação Lava Jato foi deflagrada, foram destruídos cerca de 87 mil postos de trabalho diretos em 29 construtoras envolvidas. Some-se a esse número outros 65 mil empregos indiretos que se estima terem sido eliminados nas empresas prestadoras de serviços ou fornecedoras insumos. Mais ainda, a se considerar os efeitos induzidos pela redução dos negócios e da massa salarial que era posta em circulação, o impacto alcança cifras muito maiores. Segundo a GO Associados, em estimativa elaborada em agosto de 2015, esse número seria ainda maior: o impacto negativo da operação Lava Jato em toda a economia seria de 1,9 milhão de empregos eliminados, que representariam cerca de R$ 22,4 bilhões em salários. Para a LCA Consultores, a cada R$ 1 milhão gasto no setor da construção pesada, são movimentados R$ 1,6 milhão na economia como um todo.

O crescimento do desemprego é o principal problema ser enfrentado no país, pois exclui do mercado consumidor uma parcela considerável da população, reduzindo o consumo e as possibilidades de recuperação da economia, faz crescer a pobreza, sobrecarrega os programas sociais e amplia os conflitos sociais.

Sendo assim, entre as diversas medidas que poderiam contribuir para redução do desemprego está a reativação de um conjunto de atividades ligadas à infraestrutura e energia, com destaque para o setor de construção pesada e de montagem industrial e os estaleiros. Com isso, além de se recuperar capacidade de geração de emprego, será preservada a expertise e o domínio tecnológico que colocou as empresas brasileiras em posição de destaque no cenário internacional. Para tanto, se faz necessário a aprovação de projeto de lei regulamentando os acordos de leniência que permita que as empresas funcionem sem prejuízo da punição para executivos que tenham liderado ações de corrupção.

O Senado Federal já aprovou o Projeto de Lei nº 3636/2015, que regulamenta os acordos de leniência, aperfeiçoando a lei anti corrupção. A matéria está na Câmara dos Deputados, aguardando ser colocada em pauta e ir à votação. Preocupados com a demora em se adotar medidas que permitam a reativação das empresas e dos empregos, as centrais sindicais CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT, e as confederações patronais CNA, CNC, CNCOOP, CNF, CNI e CNT, reunidas no Fórum Nacional do Desenvolvimento Produtivo, manifestaram-se ao Presidente da Câmara dos Deputados pedindo que a tramitação do Projeto de Lei seja retomada com urgência. O Congresso é a instância que tem a prerrogativa e a responsabilidade por definir os termos pelos quais a leniência das empresas poderá ser estabelecida. O que se quer é que este processo não fique parado, dada a gravidade da situação.

Obviamente, não se trata de colocar a geração de emprego em oposição ao combate à corrupção. Ao contrário, o que se quer é garantir que o firme combate à corrupção não faça recair sobre os trabalhadores o ônus da perda dos empregos, e que não impute à sociedade o custo da perda de empresas geradoras de riquezas e de benefícios para todo o país. E este anseio corresponde ao que se verifica em muitas outras nações, onde a corrupção é combatida mas as empresas não param de funcionar.

O país atravessa uma grave crise econômica, talvez a maior de sua história. É urgente que toda a sociedade se esforce para que voltemos a crescer e gerar empregos. Um elemento importante nesse aspecto, para geração de empregos em um setor intensivo em trabalho e fundamental para a garantir a retomada de obras de infraestrutura econômica e social no país é o da construção civil. Sem dispositivos legais que possibilitem a realização dos acordos de leniência, esse setor continuará paralisado." ..."

Fonte: RBA

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

UNE: 'Brasília vai virar a capital das ocupações' (Fonte: RBA)

"São Paulo – Durante a última terça-feira (15), estudantes de ocupações de todo o país se reuniram em Brasília para definir estratégias de mobilização contra à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 e a Medida Provisória (MP) 746, da reforma do ensino médio. Segundo a diretora de Relações Internacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, o próximo passo é ocupar Brasília no próximo dia 29, quando a proposta que congela os gastos públicos por 20 anos vai a votação, em primeiro turno, no Senado.

"Brasília vai se tornar a capital das ocupações", afirma Marianna, em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã de hoje (16). Ela diz que, além dos secundaristas, a mobilização deve contar com a participação dos estudantes universitários, somando forças com trabalhadores da educação. Segundo ela, já passam de mil escolas e 230 universidades ocupadas em todo o país, com destaque para os estados de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Paraná.

Sobre a falta de diálogo por parte do governo federal, a diretora da UNE afirma que o governo "faz de conta que não está acontecendo", e classifica como "extremamente preconceituosa" a declaração de Michel Temer na última semana, que afirmou que os estudantes sequer sabem o que é PEC.

Ela diz ainda que o movimento das ocupações dos estudantes brasileiros vem despertando solidariedade entre o movimento estudantil da América Latina, de países como Chile, Argentina, Colômbia, Cuba, Nicarágua, e tem contado com o apoio da Organização Continental Latino-americana dos Estudantes (Oclae).

Sobre às ameças e o emprego de técnicas de tortura contra as ocupações, como corte de luz e água nas escolas, Marianna afirma que os estudantes não vai baixar a cabeça. "Não vai ser a repressão que vai fazer a gente desistir do nosso futuro."..."

Íntegra: RBA

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sindicatos e movimentos se articulam para dia de paralisações na sexta-feira (Fonte: RBA)

"São Paulo – Centrais sindicais organizam para sexta-feira (11) o dia nacional de greve contra a retirada de direitos dos trabalhadores imposta pelo governo Michel Temer. Amanhã (8), às 10h, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no centro da capital, sindicalistas dos setores de transportes da CUT, UGT, Nova Central, Força Sindical, Intersindical, CTB e CSP-Conlutas vão se encontrar para preparar a manifestação. "Será uma grande mobilização para enfrentar a agenda retrógrada do governo biônico de Michel Temer", diz o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

"A ideia para o dia 11 é fazer um dia nacional de greve. Nosso objetivo é mobilizar os trabalhadores para paralisar o país em protesto contra as medidas retrógradas do governo federal", afirmou Douglas. Entre os exemplos da agenda de retrocessos do governo Temer, ele cita a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a reforma da Previdência e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela os gastos públicos por 20 anos.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CUT (CNTTL), as entidades sindicais no setor do transporte também têm sido alvo de ataques, que "impedem o direito à livre manifestação e o real direito à greve no setor, além das demissões arbitrárias, configurando uma série de práticas antissindicais"..."

Íntegra: RBA

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Centrais reúnem dirigentes do setor de transporte para preparar dia nacional de greve (Fonte: RBA)

"São Paulo – CUT, UGT, Nova Central Sindical, Força Sindical, Intersindical, CTB e Conlutas organizam para sexta-feira (11) o dia nacional de greve contra a retirada de direitos dos trabalhadores já posta em prática pelo governo Michel Temer. Na terça-feira (8), às 10h, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no centro da capital, sindicalistas dos setores de transportes das centrais farão uma assembleia nacional com objetivo de preparar os trabalhadores dos modais aéreo, rodoviário, portuário, viário, ferroviário, metroviário, moto-táxi e de cargas (caminhoneiros) para participar da mobilização.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CUT (CNTTL), as entidades sindicais no setor do transporte também têm sido alvo de ataques, que "impedem o direito à livre manifestação e o real direito à greve no setor, além das demissões arbitrárias, configurando uma série de práticas antissindicais".

Pauta de retrocessos

Congelamento de gastos
Aprovada no dia 25 de outubro, a PEC 241, que no Senado mudou para 55, prevê o congelamento em investimentos públicos para os próximos 20 anos. A medida irá interferir diretamente nas verbas destinadas à saúde e educação, já que os repasses de verbas serão reajustados apenas de acordo com a inflação. 

Pré-sal
A aprovação do PL 4567/2016 altera o papel da Petrobras na exploração do pré-sal. Além de não ser mais operadora única, a empresa também não terá direito ao mínimo de 30% da produção, conforme previa lei aprovada durante no governo Lula. Com o argumento de adequar a empresa a suas dívidas e abrir o mercado a novos investidores, a medida pode trazer estragos gigantescos a toda uma cadeia produtiva, prejudicar o desenvolvimento tecnológico e ainda fazer do país mero exportador de matéria-prima. 

Reforma da Previdência
Uma das medidas anunciadas como prioridade por Temer, a Reforma da Previdência deve aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos e igualar a idade entre homens e mulheres e entre trabalhadores do campo e da cidade. Outra medida que pode prejudicar os aposentados é que a proposta de Temer prevê a vinculação dos benefícios da previdência aos reajustes de salários mínimos..."

Íntegra: RBA

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CUT: forças que apoiaram o golpe não temem pôr a democracia em risco (Fonte: RBA)

"São Paulo – Em resolução divulgada hoje (28), a CUT definiu estratégias para o chamado Dia Nacional de Greve, no próximo dia 11, contra a ameaça de retirada de direitos pelo "governo ilegítimo" de Michel Temer. Os dirigentes da executiva da central, que se reuniu dois dias atrás, em Brasília, também ressaltam aspectos políticos que, segundo eles, mostram os interesses do atual governo. "Na avaliação da CUT, para atingir seu objetivo de restauração neoliberal, as forças que apoiaram o golpe não se importam em colocar em risco a democracia brasileira e desconstruir o Estado de Direito."

Por isso, sustenta a CUT, é preciso se preparar para "um longo e duro período de luta e de resistência". Nesse sentido, começa a convocar sindicatos, categorias em campanha salarial e movimentos sociais para o dia de protestos e paralisações, em 11 de novembro. Ao mesmo tempo, a entidade defende "continuar a pressão" no Senado durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, aprovada como 241 na Câmara. A votação em primeiro turno deve ser realizada daqui a um mês, no dia 29.

Segundo a central, o projeto em curso prevê defesa do Estado mínimo, política de austeridade como mecanismo para combater a crise econômica, redução do investimento social, retirada de direitos trabalhistas, privatização e criminalização de movimentos sociais. "Esses processos estão intimamente entrelaçados. Significam a inequívoca ruptura do Estado de Direito e a transição em direção a um regime de exceção, acobertado pela imagem transmitida pela mídia de normalizada democrática e respeito às normas constitucionais", afirma a resolução..."

Íntegra: RBA

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Metalúrgicos assinam acordo, químicos negociam e petroleiros avaliam greve (Fonte: RBA)

"São Paulo – Três categorias numerosas com data-base no segundo semestre têm negociações em andamento ou parcialmente concluídas. Hoje (26), a Federação Estadual dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT) em São Paulo assina com as respectivas representações patronais as convenções coletivas com o Grupo 2 (máquinas e eletroeletrônicos) e com os setores de fundição e estamparia. Nos três casos, o acordo prevê reajuste de 9,62%, com base na variação do INPC em 12 meses, até a data-base (1º de setembro).

"É importante destacar que os trabalhadores romperam com a lógica que imperava no início da campanha, em que os patrões apresentavam pautas propondo a retirada de direitos. Não só mantivemos o que já tínhamos, como conquistamos alguns avanços", afirma o presidente da FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão. As negociações prosseguem com outros grupos. No caso do 8, segundo a federação, três dos sindicatos apresentaram propostas equivalentes à inflação.

Com data-base em 1º de novembro, os químicos nas bases da CUT e da Força Sindical no estado de São Paulo iniciaram negociações. A primeira rodada foi na semana passada. As campanhas envolvem aproximadamente 330 mil trabalhadores (180 mil na base da CUT e 150 mil na da Força).

A Fetquim, que reúne os seis sindicatos cutistas, reivindica 14% de reajuste salarial, entre inflação e aumento real, piso de R$ 2 mil e participação nos lucros ou resultados (PLR) equivalente a dois pisos reajustados, ou R$ 4 mil. Pela atual convenção coletiva, o piso é de R$ 1.354,41 nas empresas com até 49 funcionários e de R$ 1.388,39 naquelas com 50 empregados ou mais..."

Íntegra: RBA

Trabalhadores organizam ato contra terceirização em salões de beleza (Fonte: RBA)

"São Paulo – Trabalhadores realizam até amanhã (27) ato em frente ao Palácio do Planalto e ao Ministério do Trabalho, em Brasília, contra o Projeto de Lei  (PL) 5.230/13, aprovado na noite do último dia 4, que legaliza a terceirização de atividade-fim em salões de beleza para cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores. Centrais sindicais e confederações trabalhistas denunciam que a medida abre precedente para justificar a terceirização em atividades-fim de outros setores.

A mobilização, realizada por integrantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NSCT), começou ontem (25) e tem o objetivo de pressionar o presidente Michel Temer para que ele não sancione o projeto de lei. Os profissionais que participam do ato oferecem cortes de cabelo gratuitos. Parte dos trabalhadores segue acorrentada em frente aos prédios dos órgãos públicos.

A lei, chamada de Salão-Parceiro e Profissional-Parceiro, de autoria do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), permite que proprietários de salões de beleza que possuam equipamentos necessários para prestação dos serviços contratem os profissionais para executá-los “sob a forma de empresa”. O “salão-parceiro”, detentor dos materiais necessários para as atividades profissionais, será responsável pelo recebimento dos serviços prestados pelo “profissional-parceiro”, que “não terá relação de emprego ou de sociedade com o ‘salão-parceiro’”, segundo o texto..."

Íntegra: RBA

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Greve na Scania por reposição de 9,62% chega a uma semana. Empresa oferece 5% (Fonte: RBA)

"São Paulo – A greve na fábrica da Scania em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, completa uma semana amanhã (24). O conjunto de 3.300 trabalhadores quer a reposição integral da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que registra 9,62% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A empresa, no entanto, quer apenas 5% nos salários agora e um abono linear em janeiro – o valor desse abono não é divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para evitar interferências em outras negociações em curso no setor. "Queremos a reposição da inflação já. Estamos mobilizados e abertos à negociação, porque queremos encontrar uma boa solução para esse impasse", conta Carlos Caramelo, diretor executivo do sindicato e trabalhador da Scania há 25 anos.

Segundo Caramelo, apesar da resistência da empresa em repor a inflação imediatamente, a fabricante de caminhões e ônibus mantém sua posição no mercado e não há previsão de demissões. Entre janeiro e setembro deste ano, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Scania vendeu 3.475 unidades no mercado interno, entre caminhões semipesados e pesados e ônibus. No mesmo período, foram exportadas 17.304 unidades, totalizando 20.779 vendas. Por outro lado, a fabricante produziu 44.042 unidades no período. A Scania, de origem sueca, atualmente pertence ao grupo Volkswagen..."

Fonte: RBA

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Professores da rede estadual iniciam greve no PR por tempo indeterminado (Fonte: G1)

"Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado a partir deste segunda-feira (17). Com a paralisação, aproximadamente um milhão de estudantes devem ficar sem aula. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP- Sindicato), a greve deve reunir todo o efetivo da categoria – aproximadamente 40 mil funcionários.

De acordo com o presidente da APP, Hermes Leão, "um dos principais motivos que levou à paralisação da categoria foi o fato de o governador Beto Richa (PSDB) ter voltado atrás no compromisso de pagamento da data-base da categoria para janeiro de 2017".

"O governo do Paraná já debateu conosco, já se comprometeu e não vem sustentando suas promessas, inclusive com a proposta de retirar a nossa data-base. Somos a categoria com os mais baixos salários. Será uma greve forte nas mais de duas mil escolas do Estado do Paraná", reforça Hermes Leão..."

Íntegra: G1

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Com 30 dias de paralisação, bancários têm nova rodada de negociação nesta quarta (Fonte: RBA)

"São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários terá nova rodada de negociação com a Fenaban, a entidade que representa as instituições financeiras, na tarde desta quarta-feira (5), às 17h. A reunião foi solicitada pelos bancos. Os bancários, que completam no mesmo dia 30 dias em greve em nível nacional, cobram uma proposta que tenha condições de ser apresentada para a categoria. A última vez que uma proposta foi levada a apreciação em assembléia – reajuste de 6,5% e abono de R$ 3.000 – foi em 1º de setembro, o que desencadeou a deflagração da greve cinco dias depois.

A oferta foi considerada incompatível com o desempenho dos bancos – apenas os cinco maiores tiveram lucros de R$ 30 milhões no primeiro semestre. As tentativas seguintes da Fenaban, de elevar o reajuste para 7% e o valor do abono único (primeiro para R$ 3.300, em 15 de setembro, e depois para R$ 3.500, no dia 28), foram descartadas na própria mesa de negociação, por não alterar o conceito interpretado pelo comando da categoria como política de redução salarial, uma vez que o reajuste não repõe a inflação e o abono não produz efeito sobre a renda futura dos trabalhadores.

Segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, para que uma proposta seja levada à avaliação é necessária uma mudança de postura. “É preciso valorizar os bancários, debater mecanismos de proteção aos empregos, melhorias as condições de trabalho, inclusive com reajuste para vales e auxílios que têm defasagem maior que a inflação”, afirma. “Nesta quarta-feira, a categoria está completando 30 dias de greve. Esperamos que os bancos venham para a mesa com proposta que possa resolver a campanha.”

Ontem (4), 791 locais de trabalho fecharam na base do sindicato, de acordo com a entidade, e cerca de 42 mil trabalhadores participaram das paralisações. A adesão tem abrangência nacional e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lembra que, ao completar 30 dias, a greve iguala o movimento de 2004, primeiro ano com negociações unificadas entre bancos públicos e privados. A greve mais longa na história da categoria, iniciada em 28 de agostos de 1951, durou 69 dias.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, observa que a paralisação desafia o aparato repressivo e judicial acionado pelos bancos. “Em algumas regiões os bancos colocaram a polícia para pressionar e obrigar os bancários a trabalhar. Tem bancos produzindo documentos com ameaças e informações falsas. Isso é mentira e a categoria está ciente”, diz.

A categoria tem conseguido reverter na Justiça tentativas de criminalização do direito de greve. Na segunda-feira (3), a Justiça do Trabalho negou pedido de prisão da presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, feito pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil. Em seu despacho, a juíza Mariana de Carvalho Milet considerou o pedido de prisão "medida excepcional e extrema" e que não se adequa ao tratamento jurídico que deve ser dado à greve dos bancários..."

Fonte: RBA

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Juvandia Moreira, 29º dia de greve: Bancos querem impor reajuste abaixo da inflação para quebrar nossa espinha dorsal e servirmos de exemplo (Fonte: Viomundo)

"Nesta terça-feira (04/10), a greve dos bancários completa 29 dias.

É uma das mais longas da categoria, que tem 520 mil trabalhadores em todo o Brasil.

Eles reivindicam reajuste salarial de 14,78%: 9,31% referentes à inflação acumulada (de 1º de setembro de 2015 a 30 de agosto de 2016) mais 5% de aumento real.

Já aconteceram dez rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A última foi na quarta-feira, 28 de setembro. A proposta é considerada muito insuficiente para a categoria.  Os 7% de reajuste oferecido representam perda de 2,39%.

O Comando dos Bancários está de plantão, em São Paulo, aguardando uma nova proposta da Fenaban.

“Apesar de ser o setor mais lucrativo, os bancos tentando estão tentando nos impor um reajuste abaixo da inflação.  Justamente na direção de redução do custo do trabalho, que é a proposta do governo Temer”, denuncia em entrevista ao Viomundo Juvandia Moreira,  presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando.

“Os bancos participaram da articulação do impeachment, hoje integram o governo golpista. O Itaú [Ilan Goldfajn, economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco] está simplesmente na presidência do Banco Central”, acrescenta.

Somente no primeiro semestre de 2016, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander tiveram lucro líquido de R$ 29,7 bilhões.

Na sexta-feira (30/09), segundo a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 13.358 agências (57% do total) e 34 centros administrativos pararam no País.

Especificamente na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo (é o maior, com 142 mil trabalhadores), 833 agências e 15 centros administrativos pararam. Estima-se que mais de 39 mil aderiram..."

Íntegra: Viomundo

Greve dos bancários chega ao 29º dia à espera de negociação (Fonte: RBA)

"São Paulo – Prestes a completar um mês –  chegou ao 29º dia hoje (4), a greve nacional dos bancários manteve-se com bom nível de adesão (56%), segundo os representantes da categoria. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), até esta ontem (3) 13.245 agências e 29 centros administrativos interromperam as suas atividades. Mas não houve retomada das negociações, após a rejeição de proposta apresentada na semana passada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A proposta previa um acordo de dois anos. Em 2016, seria pago um reajuste de 7%, abaixo da inflação acumulada, mais abono de R$ 3.500. Para 2017, haveria aumento real (acima da inflação) de 0,5%. Ontem, bancários fizeram assembleias pelo país para avaliar o movimento.

Em entrevista ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirmou que o governo Temer é um "protagonista oculto" da tentativa do setor financeiro de rebaixar salários. "Não é verdade que os bancos não podem pagar a inflação. Os bancos estão se somando ao governo para derrotar a política de reposição salarial, que é a intenção deste governo golpista para todas as categorias", afirmou Vagner, que é bancário de origem. "Mais ou menos como foi em 1994, na greve dos petroleiros, quando o sindicato da categoria fez a primeira greve na era FHC e o governo impediu a Petrobras de dar o reajuste, exatamente para manter o arrocho salarial que pretendiam para todos os trabalhadores", acrescentou o dirigente.

"Fica claro para os bancários e bancárias que os bancos estão orientados por gente fora da mesa da negociação, que seguem diretrizes de um plano de ajuste fiscal que pretende achatar salários", comenta o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. Em São Paulo, a assembleia na quadra dos bancários, na região central da cidade, terminou pouco depois das 19h.

A presidenta do sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, vice da Contraf-CUT e integrante da coordenação do Comando Nacional dos Bancários, voltou a destacar a importância da mobilização em um cenário de ameaça de retirada de direitos em nível nacional. "Os trabalhadores cobraram dos bancos proposta condizente aos seus altos lucros. Não vamos aceitar proposta rebaixada e queremos o fim das demissões."..."

Fonte: RBA

Banqueiro se aproveita da greve dos bancários (Fonte: RBA)

"Você sabia que com greve dos bancários os gestores se aproveitam para não abrir as agências para o atendimento ao público?

Pois é. Os banqueiros usurpam a greve. A mando dos seus superiores, os gerentes gerais de agências utilizam os cartazes do movimento sindical para fazer de conta que estão em greve. Na verdade, se escondem dentro das agências e só atendem aqueles que lhes interessam.

Você, que precisa receber sua aposentadoria, pegar o seu cartão, fazer uma reclamação de fraude, cobrir o cheque especial etc., eles não atendem. Mesmo se dentro da agência estiverem todos os funcionários que não tenham aderido à greve – ou se viram forçados a comparecer ao trabalho – eles cumprem ordens dos gestores e não atendem, apesar de estarem trabalhando normalmente, através dos canais de atendimento telefônico e eletrônico.

Banqueiros realizam lucro nos dias de greve com apoio dos colegas que não aderem ao movimento por melhores salários e condições de trabalho, por discordar do movimento sindical ou por temerem represálias por dele participarem. E como os banqueiros realizam lucro os dias de greve? Com prejuízo do atendimento do cliente comum e concentrando o atendimento apenas nos que interessam ao banqueiro.

Você acredita que os banqueiros deixariam as agências fechadas por quase 30 dias se não pudessem se aproveitar disto? Você acha que não há resultados consideráveis em suas operações? Não sejamos ingênuos.

Em algumas agências é difícil ver que os funcionários estão lá dentro porque eles se escondem nos andares de cima, onde não podem ser vistos da rua e deixam para os terceirizados a tarefa de aguentar as reclamações. Ou limitam-se ao setor chamado de retaguarda. As retaguardas das agências bancárias são praticamente call centers que possibilitam o andamento dos trabalhos.

Se dentro das agências há funcionários que registraram no ponto o início do seu expediente, exija ser atendido. É seu direito e você tem canais de reclamação. Utilize-os. Ou o trabalhador bancário adere ao movimento sindical, porque será beneficiado por seus resultados, ou trabalha no atendimento aos clientes sem distinção, atendendo a todos que dele precisam. Simples assim.

Da maneira como os banqueiros agem, discriminando o atendimento, colocam a população contra o movimento sindical, além de prejudicar o poder de negociação dos trabalhadores. E prejudicam os clientes, porque a greve demora muito mais do que seria necessário.

O movimento sindical obedece a lei, resguardando e negociando as contingências necessárias ao atendimento do que é essencial, nas agências que de fato aderem ao movimento. Se parece não haver nenhuma agência aberta, é devido a mais uma fraude contra os bancários e seu movimento de reivindicação – fraude forjada pelos banqueiros.

E porque os bancários insistem na greve depois de receberem uma proposta de 7% de reajuste? Para lucros históricos acima de 20% realizados pelos bancos, é inadmissível um reajuste menor do que a inflação.

Se o setor mais lucrativo no Brasil der aumento abaixo da inflação para seus empregados, que poder de negociação terão as outras categorias de trabalhadores? Sairão para dialogar com o setor patronal com esta "faca no pescoço". É uma grande responsabilidade das entidades que comandam a greve nacional da categoria bancária, entre elas o sindicato da categoria em São Paulo e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT.

Desde ontem (3), no Brasil, começou a semana de pagamento de boa parte dos trabalhadores ativos e aposentados. Repito: se há funcionários dentro da agência, exija ser atendido. É um direito. A greve longa é de responsabilidade do banqueiro. Com uma proposta de reajuste que respeite a categoria, a greve terá fim..."

Fonte: RBA

Bancários defendem unidade para fortalecer a greve, que continua (Fonte: Bancários DF'')

"Unidade. Esta é a palavra de ordem defendida por todos os bancários e bancárias de Brasília que compareceram à plenária realizada no Sindicato, nesta segunda-feira (3), para fortalecer a luta em defesa de seus direitos, com a continuidade da greve. Neste momento decisivo da Campanha Nacional, quando a mobilização completou 28 dias, os trabalhadores foram unânimes: “A hora é agora. Vamos reforçar o movimento e nada de esmorecer com o descaso dos banqueiros, que insistem no reajuste abaixo da inflação”.

Mais de 400 bancários participaram da discussão sobre os rumos da greve e avaliaram o que tem sido feito até o momento. “Essa grande mobilização demonstra que a categoria está interessada em ampliar o movimento e fazer novas atividades, inclusive em nível nacional, conforme foi sugerido”, ressaltou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

O dirigente sindical destacou a importância de agregar mais bancários no convencimento durante os piquetes para fortalecer ainda mais a greve. “Todos mostram empenho em ampliar a mobilização e manter a unidade da categoria, que é o que garante a resistência”.

“A greve não é do Sindicato, mas da categoria bancária”. “É fundamental sair da greve do pijama e ir à luta” ou “Estamos enfrentando banqueiros, que ganham dinheiro de todos os lados”. Estes foram alguns dos alertas feitos durante a plenária, que teve duração de cinco horas..."

Íntegra: Bancários DF

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ignorados pela mídia, funcionários do Itamaraty estão em greve há 40 dias (Fonte: RBA)

"Ela está passando quase despercebida, sem tsunamis nem marolas significativas na mídia. Trata-se da primeira greve dos funcionários do Itamaraty.

Começou no dia 22 de agosto. Até o momento, teve a adesão, além dos sediados no Brasil, de funcionários de 112 repartições diplomáticas brasileiras pelo mundo.

Com a greve, ficaram prejudicadas algumas atividades do serviço consular, como, por exemplo, a emissão de passaportes, certidões e outros serviços. Nota Bene: a greve era dos chamados “funcionários de chancelaria”, não dos diplomatas de carreira.

Há uma série de reivindicações ligadas à carreira funcional. A mais importante delas é a de equiparação salarial às demais carreiras chamadas “de Estado”, como Polícia Federal, Receita, Tesouro Nacional. Caso atendida, a reivindicação vai significar um reajuste de cerca de 30% nos salários.

No dia 21 de setembro, durante a presença de Michel Temer em Nova Iork, para abrir a Assembleia Anual da ONU, os funcionários lotados nesta cidade, em Chicago e em Boston fizeram uma manifestação em favor das reivindicações. Entregaram uma carta a José Serra, assinada pela presidenta do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério de Relações Exteriores (Sinditamaraty), Suellen Paz.

Os grevistas têm se queixado da dificuldade de negociar com Serra. Este determinara o corte do ponto dos que aderiram a greve. Entretanto o Superior Tribunal de Justiça Federal determinou a suspensão do corte, reconhecendo a legalidade da greve, o que foi considerado uma vitória pelo sindicato.

O Sinditamaraty também denunciou práticas de assédio moral, antissindicalistas e intimidatórias contra os grevistas.

Diante destes desenvolvimentos, a greve parece encaminhar-se para o final. O sindicato, depois de assembléia presencial realizada em Brasília, na quarta-feira (28), encaminhou votação neste sentido pela internet a partir das 20 h daquele dia até as 20h de sábado (1º).

As informações podem ser confirmadas no site do sindicato: www.sinditamaraty.org.br .

A greve e a entrega da carta poderiam ajudar a explicar o clima de chilique do ministro ao retornar da viagem aos EUA, que teria ameaçado demitir todos os seus assessores, menos um. Como costuma acontecer nestes casos, não deu para confirmar a notícia. Mas também não houve nenhum desmentido..."

Fonte: RBA

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Fenaban mantém proposta abaixo da inflação, e bancários seguem em greve (Fonte: RBA)

"São Paulo – Depois de dois dias de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) novamente frustrou os bancários. O acordo de dois anos proposto ontem (28) mantém os 7% de reajuste salarial e abono de R$ 3.500 neste ano, e reposição da inflação, mais 0,5% de aumento real em 2017. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta na própria mesa de negociação, por considerá-la insuficiente, com perdas para os trabalhadores, e orienta que os sindicatos realizem assembleias em suas bases, na próxima segunda-feira (3). Em São Paulo, a assembleia está marcada para as 17h.

O Comando Nacional  reiterou que continua à disposição da Fenaban para ter uma proposta que permita resolver a campanha sem perdas para a categoria.  "Os bancos perderam uma excelente oportunidade de resolver a greve mantendo a proposta que provoca perdas nos nossos salários. Fica cada vez mais evidente que é uma decisão tomada fora da nossa mesa de negociação e que dialoga com a intenção de promover uma redução dos salários para atender ao ajuste fiscal que está sendo imposto por este governo", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando.

"Desde o início da nossa campanha, dissemos que o setor financeiro teve lucros fabulosos e que poderia atender, confortavelmente, às nossas reivindicações. Só um acordo estranho às nossas relações de trabalho poderia explicar esta tentativa de reduzir salários", ressalta o dirigente. "Quando os bancos propuseram um acordo de dois anos, deixamos claro que não poderia trazer perdas e que ainda precisaria contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso, igualdade de oportunidades, segurança. Nada disso veio hoje."

A greve dos bancários chega hoje ao 24º dia com 13.254 agências e 28 centros administrativos com atividades paralisadas, o que representa 57% das locais de trabalho em todo o Brasil. "Em sintonia com a política do governo, os banqueiros querem reduzir o custo do trabalho. A greve continua e estamos à disposição para nova negociação com a Fenaban", disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira,  vice da Contraf e também coordenadora do Comando.

Altos lucros
"Os lucros dos bancos permanecem nas alturas, enquanto muitos setores registram perdas", afirma a Contraf-CUT. Os cinco maiores bancos brasileiros (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) apresentaram, no primeiro semestre, lucro líquido de R$ 29,7 bilhões. A população também sente no bolso: pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Banco Central revela que a taxa de juros do cheque especial bateu novo recorde de julho para agosto, e chegou a 321,1% ao ano.


Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais nos juros do cartão de crédito, com taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, a alta já é de 43,8 pontos percentuais.

A data-base dos bancários é 1º de setembro. A categoria entregou pauta com as reivindicações em 9 de agosto, e após cinco rodadas de negociação com a Fenaban não houve acordo. No dia 30, os bancos apresentaram proposta com reajuste de 6,5% com R$ 3.000 de abono. A categoria, após assembleias realizadas em todo o país no dia 1º de setembro, rejeitou proposta e a greve teve início no dia 6.

A segunda proposta foi feita no dia 9, com reajuste de 7% (com 2,39% de perda salarial) e abono de R$ 3.300, rejeitada na mesa de negociação. Na terça-feira (27), houve proposta da Fenaban para novo modelo de acordo para a categoria, com validade de dois anos.  Ontem, nova proposta de 7% e abono de R$ 3.500, com aumento real de 0,5% para 2017..."

Fonte: RBA

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mídia oculta a maior greve da história de luta dos bancários (Fonte: RBA)

"Blog do Miro – Nesta terça-feira (20), os bancários completaram 15 dias de paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhares do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), esta já é a maior greve da história da categoria em termos de abrangência. Balanço parcial indica que 13.071 agências estão fechadas – o que representa 56% do total de estabelecimentos em todo o país. Apesar desta prova de unidade e combatividade, a mídia rentista – que lucra fortunas com os anúncios publicitários dos bancos – evita dar maior destaque à mobilização. O registro é meramente formal, sem manchetes ou matérias mais aprofundadas. Alguns "calunistas", como Carlos Alberto Sardenberg, da TV Globo, até preferem afirmar que "a greve é política".

A força da greve decorre da intransigência e da arrogância dos banqueiros. Em oito rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou qualquer avanço na sua contraproposta de acordo coletivo. Ela ofereceu um mísero reajuste salarial de 7% – 2,39% abaixo da inflação oficial – e não deu garantias da manutenção do emprego. Os abutres financeiros alegam que o Brasil está em crise e que não há margem para aumento real de salário. O cinismo é descarado. Somente no primeiro semestre deste ano, o lucro dos cinco maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) chegou a R$ 29,7 bilhões. No mesmo período houve corte de 13.600 postos de trabalho.

"O aumento da folha de pagamento seria uma parte muito pequena em relação ao lucro dos banqueiros que dizem ter responsabilidade social. Isso num ano em que ainda tem o segundo semestre para arrecadar", afirma Roberto Osten, o Betão, presidente da Contraf-CUT. Para o sindicalista, a oligarquia financeira – que apoiou o "golpe dos corruptos" e aposta suas fichas na retirada de direitos trabalhistas pelo usurpador Michel Temer – está testando a força dos bancários. Ela pretende derrotar a greve para que sirva de exemplo para outras categorias de trabalhadores. O jogo é pesado. Betão cita o caso da retirada das faixas e cartazes da paralisação nas agências, numa tentativa de invisibilizar o movimento.

"Os banqueiros pretendiam fazer com que a população acreditasse que a nossa greve fracassou. Somado a isso, eles pressionam e constrangem para que alguns trabalhadores furem a greve. Os bancários e bancárias continuaram firmes e cada vez mais indignados com o desrespeito e com a truculência destas ações antissindicais dos bancos", afirma. Ele também crítica a postura da mídia patronal. "Alguns veículos de comunicação financiados pelos bancos têm dito que a nossa greve é político-partidária. A população não é boba e sabe que há mais de 30 anos nós fazemos campanha na mesma época. Quem diz que a greve é partidária, ou tem desconhecimento da história ou tem intenção de nos desmobilizar."..."

Fonte: RBA

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CRB Nacional emite nota sobre situação de presos políticos do MST (Fonte: MST)

"A Conferência dos Religiosos dos Brasil (CRB Nacional) emitiu uma nota pública sobre a situação do preso político do MST em Goiás, José Valdir Misnerovicz, encarcerado desde 31 de maio em Aparecida de Goiânia (GO). A nota é fruto de uma "visita religiosa assistida" realizada pela presidente da organização que reúne mais de 40 mil religiosos no Brasil, a Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, que esteve com Valdir no final de agosto.


Na mensagem de misericórdia e solidariedade é reafirmado o compromisso da entidade com a luta pela vida, justiça, dignidade e igualdade de direitos. Afirmam que "as pessoas de boa vontade e a Vida Religiosa no Brasil estão junto a eles e a todos os marginalizados e sofredores, como nos pede o Mestre Jesus. Em nome dos "sem voz e nem vez", reivindicamos liberdade e vida em abundância". Confira a íntegra do documento emitido nesta quarta-feira (21)..."

NOTA da CRB NACIONAL sobre a visita ao SR. VALDIR MISNEROVICZ

Estamos vivendo o Ano da Misericórdia, que nos abre novos horizontes, convoca-nos a viver "em saída" e a tecer relações de misericórdia, com palavras, gestos e atitudes humanizadoras, priorizando os empobrecidos e vulneráveis, as juventudes e a ecologia integral. Pelas trilhas da mística e da profecia e da esperança criativa, visamos fidelidade ao projeto de Deus" (Cf. Horizonte da 24ª Assembleia Geral).


É com este horizonte que buscamos "fortalecer a integração entre mística e profecia, com o coração ardente e pés de peregrino/a, de olhos abertos e ouvidos atentos às novas fronteiras de missão" (Cf. Prioridade nº 1 da 24ª Assembleia Geral da CRB Nacional). Foi com uma dessas fronteiras que a Presidente da CRB se deparou ao fazer uma "visita religiosa assistida", no dia 26 de agosto, ao educador popular que atua no Estado de Goiás, membro articulador do MST, José Valdir Misnerovicz, preso no último dia 31 de maio, em Veranópolis (RS). Encontra-se no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO).


Considerando uma de suas prioridades "revigorar a opção preferencial pelos pobres, vulneráveis e excluídos, assumindo a defesa da vida onde está mais ameaçada, em compromisso com os Movimentos Sociais, o processo democrático e a justiça social", a CRB Nacional, que reúne em torno de 40 mil religiosos e religiosas, tem a missão de promover a vida, se une a outras 72 entidades em defesa da causa do Valdir e outros dois presos: Luiz Batista Borges e Lázaro Pereira da Luz.


Recordamos os "direitos sagrados" reconhecidos pela Doutrina Social da Igreja, e seguidamente recordados pelo papa Francisco: teto, terra e trabalho, os três "Ts". "É preciso lutar por eles. Que o clamor dos excluídos seja ouvido na América Latina e em toda a Terra. Terra, teto e trabalho – isso pelo qual vocês lutam – são direitos sagrados." (Papa Francisco, Discurso aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 28-10-2014).


Para viver com dignidade, o ser humano precisa de teto, trabalho e terra. A luta de José Valdir Misnerovicz, Luiz Batista Borges e Lázaro Pereira da Luz é pela terra e Reforma Agrária em nosso País. Portanto, as pessoas de boa vontade e a Vida Religiosa no Brasil estão junto a eles e a todos os marginalizados e sofredores, como nos pede o Mestre Jesus. Em nome dos "sem voz e nem vez", reivindicamos liberdade e vida em abundância.


Como CRB apoiamos a luta pela vida, justiça, dignidade e igualdade de direitos.


Brasília, 30 de agosto de 2016.


Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad
Presidente da CRB Nacional"

Fonte: MST

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Em ato na paulista, CTB destaca paralisação dos trabalhadores dia 22 (Fonte: Vermelho)

"A truculência da polícia militar de São Paulo não impediu que centenas de manifestantes protestassem neste domingo (18), na avenida Paulista contra o governo de Michel Temer e as medidas que atacam direitos sociais e trabalhistas. A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) também participou do ato e convocou a classe trabalhadora para a paralisação de 22 de setembro, dia de protestos nacionais dos trabalhadores contra as reformas trabalhista e previdenciária de Temer. 

“Haverá atos por todo o País, estamos apenas aquecendo”, afirmou Carlos Rogério Nunes, secretário de Relações Sociais da CTB. Os protestos  do dia 22 são convocados pela CTB, Central Única dos Trabalhadores, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Intersindical
De acordo com Rogério, o ato do dia 22 servirá para mostrar a força das centrais unidas para defender os direitos. “Não aceitaremos jornada de 12 horas. Não aceitaremos que mexam nas aposentadorias. Todos e todas nas ruas no dia 22 contra essa reforma nefasta que extingue direitos dos trabalhadores. Fora, Temer. Nenhum direito a menos”, convocou Rogério Nunes..."

Íntegra: Vermelho