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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

SINDSUL E FTIU-MG LUTAM PARA PROIBIR A TERCEIRIZAÇÃO EM ATIVIDADE-FIM NA CEMIG (Fonte: SINDSUL)

"Em 2003 o MPT em Minas Gerais ajuizou ação civil pública contra a Cemig, visando interromper o processo de terceirização trabalhista de atividades-fim praticadas por tal empresa. O MPT obteve êxito na ação em primeira instância e também junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região.
 A CEMIG interpôs Recurso de Revista e em 24/10/2012 a 5ª. Turma do TST, por maioria, deu provimento ao recurso, considerando terem sido legais as terceirizações levadas a cabo pela empresa. O Ministro Emmanoel Pereira considerou ilegal tal prática da Cemig e foi vencido. Atualmente, os autos encontram-se em seu gabinete, a fim de elaborar voto vencido.
Por considerarem corretas as decisões de primeiro grau e do TRT-MG, o SINDSUL e a FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS URBANAS NO ESTADO DE MINAS GERAIS, representados pelos advogados Maximiliano Nagl Garcez e Diego Bochnie, da Advocacia Garcez, requereram em 18 de dezembro de 2012 ao TST seu ingresso nos autos como assistentes simples do MPT, a fim de que as entidades sindicais possam apresentar embargos à SDI-1 do TST, que possui diversos precedentes contra a terceirização no setor elétrico em atividades-fim das empresas. A jurisprudência majoritária do TST e da SDI-1 (última instância do TST a tratar do assunto) é contrária à terceirização em atividade-fim como a praticada pela Cemig, daí nossa expectativa de sucesso nesta ação."


Extraído de: http://www.sindsul.org.br/comunicacao/207-sindsul-e-ftiu-mg-lutam-para-proibir-a-terceirizacao-em-atividade-fim-na-cemig

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cemig e Copel avaliam impacto financeiro das medidas do governo (Fonte: Arena do Pavimi)

"A Cemig e a Copel enviaram hoje comunicados ao mercado comentando o efeito do pacote elétrico divulgado pelo governo ontem sobre seus negócios. A Cemig diz que sete gigawatts de capacidade instalada, cinco mil quilômetros de linhas de transmissão e 490 mil quilômetros de redes de distribuição de energia elétrica serão afetadas pelas medidas anunciadas ontem pelo governo.
Em fato relevante publicado no meio da tarde, a empresa diz que avalia, junto com suas equipes técnicas, os impactos das medidas divulgadas ontem pelo governo sobre suas atividades.
Também serão investigados os impactos sobre as demonstrações financeiras. A empresa diz que pretende divulgar os resultados dessas avaliações aos seus acionistas e ao mercado assim que elas forem concluídas.
Por volta das 16h, as ações preferenciais da Cemig (CEMIG4) operavam em queda de 19,37%, negociadas a R$ 25,42. O Índice Bovespa operava em alta de 0,30%, aos 59.602 pontos..."

Íntegra disponível em http://www.arenadopavini.com.br/artigos/noticias-do-dia/cemig-avalia-impacto-financeiro-das-medidas-do-governo

Cemig não contava com UHE São Simão no pacote de concessões (Fonte: Jornal da Energia)


"A Cemig considerava como certa a renovação automática do contrato de concessão hidrelétrica de São Simão (1.710MW - GO). Isso porque a Lei 9.074/95 – que estabelece as normas de outorga para o setor elétrico – garantia a possibilidade de renovação se assim a companhia desejasse. No entanto, para a surpresa da empresa mineira, a usina entrará no pacote de energia do governo. Assim, caso a Cemig queira renovar a concessão, o novo contrato vai prever remuneração apenas pelo custo de operação e manutenção já a partir de 2013. 
“Tínhamos a absoluta certeza que São Simão não estava incluída (na Medida Provisória 579, da renovaçaõ das concessões), de modo que a Lei dava respaldo para a renovação”, disse o diretor de finanças e ralações com investidores da Cemig, Luiz Fernando Rola, em resposta a um consultor que participava de teleconferência realizada nesta quarta-feira (12/9).
“Essa mudança proposta (pelo governo) ofende o princípio de isonomia, e isso abre caminho para contestações. Se por acaso não conseguirmos resolver no diálogo, vamos procurar nossos direitos", assegurou Rolla..."

Íntegra disponível em http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=11129&id_secao=17

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Cemig ultrapassa limites de endividamento e aportes em 2011 (Fonte: Jornal da Energia)

"Assembleia Geral é convocada para aprovar investimentos, que ultrapassaram metas estabelecidas no estatuto da companhia

Por Luciano Costa







Diretoria da empresa precisou de aval dos acionistas

 A estatal mineira de energia Cemig ultrapassou, em 2011, os tetos estabelecidos em estatuto para endividamento e investimentos de capital e em aquisições. A situação obrigou a companhia a convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para esta terça-feira (19/6), na qual os acionistas aprovaram, por unanimidade, os indicadores do ano passado.

O limite colocado em estatuto é de uma relação condolidada entre dívida líquida e patrimônio líquido de 40%. Nos aportes, o máximo é o equivalente a 40% da geração de caixa, medida pelo EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O texto ainda previa que tais indicadores poderiam ser ultrapassados "por motivos conjunturais e mediante justificativa e prévia e específica aprovação". Mas, nesse caso, o novos limite seria de 50% para a relação de endividamento.

A Cemig, no entanto, fechou 2011 com esse indicador de dívida em 52,4%, enquanto os investimentos foram equivalentes a 71,7% do EBITDA. A companhia justifica que a ultrapassagem "decorreu principalmente do aumento do endividamento para viabilizar o plano de investimentos", que contou com R$3,8 bilhões no ano.

A companhia destaca que, com os recuros, efetuou a aquisição de participação em ativos do grupo espanhol Abengoa, por R$1,2 bilhão, e fez aportes na área de concessão de distribuição, que representaram mais R$1,2 bilhão."

Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=10251&id_tipo=2&id_secao=17&id_pai=0&titulo_info=Cemig%20ultrapassa%20limites%20de%20endividamento%20e%20aportes%20em%202011

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Eletrobras otimista com leilão de hidrelétricas do Tapajós em 2013 (Fonte: Jornal da Energia)

"Estudos de viabilidade reúne grupo numeroso, com grandes empresas do setor elétrico mundial

Por Fabíola Binas, do Rio de Janeiro (RJ)


Os estudos de viabilidade para a implantação do Complexo Hidrelétrico de Tapajós atraem cada vez mais a atenção do setor. A Eletrobras, responsável pela empreitada desde o início, tinha a seu lado no projeto a subsidiária Eletronorte, a construtora Camargo Corrêa e a francesa EDF. No começo de julho, a Cemig revelou, por meio de comunicado ao mercado, que entrou no processo junto a Neoenergia, Endesa, GDF Suez e Copel.

"Estamos trabalhando para que em 2013 seja possível realizar o leilão", comentou o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, em conversa com o Jornal da Energia. O executivo esteve presente em um painel sobre energia renovável durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Para Costa Neto, a movimentação do setor em torno do empreendimento é positiva. "É um projeto grande, sendo importante que haja essa união", ressaltou. A grande parceria visa concluir os levantamentos referentes a São Luiz do Tapajós (6.133MW), Jatobá (2.336MW), Cachoeria do Caí (802MW), Jamanxim (881MW) e Cachoeira dos Patos (528MW).

A expansão do grupo responsável pelos estudos de viabilidade é resposta a uma chamada pública aberta pela própria Eletrobras, que buscava mais parceiros interessados. Os empreendimentos devem somar cerca de 10,6GW em potência instalada e inaugurar o conceito de "usina plataforma", para a redução dos impactos ambientais.

A ideia é levar operários de helicóptero, como em plataformas de petróleo, para não criar cidades na região, uma vez que os potenciais a serem explorados estão em áreas de floresta amazônica."

Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=10211&id_tipo=3&id_secao=3&id_pai=2&titulo_info=Eletrobras%20otimista%20com%20leil%26atilde%3Bo%20de%20hidrel%26eacute%3Btricas%20do%20Tapaj%26oacute%3Bs%20em%202013

Taesa vota aquisição de ativos da Cemig em 28 de junho (Fonte: Jornal da Energia)

"Assembleia Geral Extraordinária da transmissora vai deliberar sobre negócio, que envolve R$1,7 bilhão

Da redação







O Conselho de Administração da Taesa, transmissora controlada pela mineira Cemig, aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para as 10 horas do dia 28 de junho. O objetivo do encontro de acionistas será apreciar justamente a proposta de compra, pela empresa, de ativos da Cemig na área de transmissão de energia.

O negócio envolve as subsidiárias TBE, ECTE, ERTE, ENTE, ETEP, EATE e EBTE e deve ser fechada por aproximadamente R$1,7 bilhão. O projeto havia sido divulgado ao mercado em 26 de março e tem como objetivo concentrar todas as operações de transmissão da estatal mineira na Taesa.

Com a implementação da reestruturação societária, a Taesa passará a ter participação em 9.378 km de linhas de transmissão, resultando em um acréscimo de 3.127 km à sua rede, o que, destaca a companhia, reforçará a capacidade de geração de caixa e os resultados para acionistas."

Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=10198&id_secao=11

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Concursos da Cemig oferecem 800 vagas (Fonte: Cemig)

"Na terça-feira, 12/06, a Cemig divulgou dois editais de concurso público oferecendo 800 vagas no total. O Edital 01/2012 oferece 173 vagas para os cargos de Eletricista de Linhas e Redes Aéreas, Eletricista de Transmissão, Eletricista de Redes Subterrâneas de Distribuição, Eletricista de Manutenção, Operador de Usina e Mecânico de Manutenção, com remuneração inicial de R$ 1.280,00. Já o Edital 02/2012 oferece 351 vagas para cargos de nível universitário e 276 vagas para cargos de nível técnico administrativo-operacional, com remunerações que variam de R$ 1.950,00 a R$ 5.287,00. Há uma diversidade de cargos e cidades de trabalho. O candidato deverá informar sua escolha no ato da inscrição.

Inscrições

Somente poderão ser feitas por meio do site da Fundep  

Edital 01/2012: 16/08/2012 a 14/09/2012

Taxa de inscrição - R$ 40,00

Edital 02/2012: 21/08/2012 a 19/09/2012

Taxa de inscrição - R$ 40,00 a R$ 80,00

Pedidos de isenção da taxa de inscrição

13/08/2012 a 20/08/2012, para ambos os editais.

Provas

Edital 01/2012 - serão aplicadas no dia 21/10/2012

Edital 02/2012 - acontecem no dia 11/11/2012.

Benefícios

Participação nos lucros e resultados, planos de saúde e odontológico, previdência privada, seguro de vida em grupo, vale-alimentação ou vale-refeição.

Os cargos, número de vagas, requisitos necessários para concorrer e outras informações podem ser conferidos, na íntegra, nos editais publicados no jornal Minas Gerais (diário oficial do Governo do Estado) e disponibilizados no Portal Cemig e no site da Fundação de desenvolvimento da Pesquisa - Fundep  

Local de trabalho

Há vagas disponíveis para Belo Horizonte e para todas as regiões do Estado. Os candidatos deverão optar pela região de trabalho no ato da inscrição e poderão se candidatar apenas para um cargo."

Integra disponivel de http://cemig-energia.blogspot.com.br/2012/06/concursos-da-cemig-oferecem-800-vagas.html

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Câmara de Uberlândia aprova moção de repúdio contra Cemig (Fonte: Correio de Uberlândia)

"Os vereadores de Uberlândia aprovaram nesta terça-feira (5) uma moção de repúdio contra a Cemig, concessionária de energia em Minas Gerais.

O ato foi aprovado após manifestação de funcionários da empresa nas galerias da Casa devido à demissão de um funcionário concursado, que teria sido mandado embora por causa da atuação sindical na Cemig.

O técnico em segurança Paulo Marinho Pereira foi demitido no final da semana passada e afirmou que essa decisão teria sido motivada pela atuação no sindicato dos profissionais de segurança no trabalho.

A Cemig informou que a demissão foi uma medida administrativa e que não entraria em detalhes sobre a justificativa para o funcionário concursado ter sido mandado embora. A empresa não quis se pronunciar sobre a moção de repúdio, porque ainda não havia sido notificada formalmente da decisão tomada em plenário."


terça-feira, 5 de junho de 2012

Cemig decide que não vai vender participação na UHE Santo Antonio (Fonte: Jornal da Energia)

"Companhia também aprova entrada em grande grupo para estudo das hidrelétricas do Tapajós

Por Luciano Costa


O Conselho de Administração da Cemig decidiu, em reunião realizada em 24 de maio, que não vai exercer sua opção de venda sobre a participação na hidrelétrica de Santo Antônio, que está sendo construída no rio Madeira, em Rondônia. A companhia mineira tinha a possibilidade de se desfazer de seus 10% na usina em favor das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht no prazo máximo de 60 dias após a entrada em operação comercial da primeira turbina, o que aconteceu em 30 de março. A ata do encontro foi divulgada ao mercado somente nesta segunda-feira (4/6) à noite.

Outro tema aprovado na reunião foi a celebração de aditivo ao acordo de cooperação técnica fechado entre Eletrobras, Eletronorte, Camargo Corrêa e a francesa EDF para os estudos de viabilidade técnica e econômica do Complexo Hidrelétrico de Tapajós. Segundo a ata divulgada, além de Cemig, o consórcio responsável pelos levantamentos poderá também incluir Neoenergia, Endesa, GDF Suez e Copel, "ou empresas por elas controladas".

A grande parceria visa concluir, até 16 de julho de 2014, os estudos referentes às hidrelétricas de São Luiz do Tapajós (6.133MW), Jatobá (2.336MW), Cachoeria do Caí (802MW), Jamanxim (881MW) e Cachoeira dos Patos (528MW), nos rios Tapajós e Jamanxim.

No final de março, a Eletrobras abriu chamada pública para encontrar mais parceiros interessados em participar do desenvolvimento dos projetos. Os empreendimentos devem somar cerca de 10,6GW em potência instalada e inaugurar o conceito de "usina plataforma", para a redução dos impactos ambientais, uma vez que os potenciais a serem explorados estão em áreas de floresta amazônica.

O Conselho da Cemig também aprovou celebração de acordo com a EDF e a Light "visando a troca de informações para avaliação de possível exploração conjunta" da termelétrica de Paracambi, no Rio de Janeiro, e da UHE Água Limpa, no Mato Grosso, "além de outros empreendimentos termelétricos, hidrelétricos e de energia renovável que as partes tiverem interesse em avaliar conjuntamente". O contrato tem vigência de cinco anos e cláusula de confidencialidade por mais cinco anos após o seu término.

Por fim, a reunião da Cemig também levou à confirmação de um acordo de consorciados entre a empresa e a CPFL para participar do leilão da hidrelétrica de São Manoel, prevista para ser construída no rio Teles Pires. A Cemig seria majoritária, com 51%, na aliança. A usina é uma das que o governo pretende licitar no certame A-5 deste ano."
 
Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=10117&id_secao=3

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Brasil vai precisar de uma Belo Monte por ano para atender a demanda energética (Fonte: PortalPCH)

"O Brasil, um dos membros do BRICS, é um dos países emergentes mais importantes do mundo. O crescimento médio da economia do país é de 3,8%, enquanto o setor energético apresenta na média um valor maior de ascensão com 5,1%. A questão assume importância crescente no momento em que a produção de energia é fundamental na promoção do crescimento socioeconômico do país, o que garante a ampliação da riqueza nacional.

Um dos pontos mais debatidos é a construção da usina de Belo Monte, que será a terceira maior usina do mundo, com a capacidade de geração de energia de 11.233 megawatts. A hidrelétrica está sendo construída no Rio Xingu, tem um investimento total estimado em R$ 25,6 bilhões. Apesar de o rendimento médio ser de cerca de 4.500 megawatts de potências, já que o reservatório principal de 203 km² foi diminuído para reduzir os impactos ambientais. O professor Roberto Schaeffer, da Coppe/UFRJ, especialista em programas enérgicos, acredita que o Brasil vai precisar de 5 mil megawatts por ano para continuar o desenvolvimento.

"Nos próximos anos, o país vai precisar de demanda de 5 mil megawatts, ou seja, um Belo Monte por ano", diz o professor.

O atraso nas obras é um dos problemas de projetos ligados às hidrelétricas e de linhas de transmissão em fase de financiamento prévio devido a questões sócio-ambientais. Em fevereiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) multou em R$ 7 milhões por atraso na implementação, o Projeto Básico Ambiental da usina do Consórcio Norte Energia, responsável pela obra. A usina é um empreendimento que tem entre os sócios a Eletrobras, a Cemig e a Light. A construção da hidrelétrica modificou a previsão para a finalização das obras de 2014 para 2019. Apesar das dificuldades, segundo o Schaeffer, o Brasil está se desenvolvendo no setor elétrico.   

 

"O Brasil não está parado. Belo Monte é um projeto de médio e longo prazo, e estamos olhando para frente. Além disso, estão sendo feitas inúmeras usinas menores que podem ficar prontas em seis meses", esclarece.

De acordo com Cleveland Maximino Jones, auditor ambiental e mestre em Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a perda de energia nas linhas de transmissão é outro problema, já que a usina está longe de mercado consumidor da demanda.

"A demanda não está onde ficará Belo Monte. A perda de 15% nas linhas de transmissão abre um questionamento sobre a validade de justificar um projeto gigantesco em nível nacional, acredito que construir usinas menores seria mais eficiente e mais fácil de controlar", analisa o pesquisador da Uerj.

Uma alternativa de médio prazo para o Brasil é o desenvolvimento de energia através do gás. O elemento é a segunda maior fonte de energia do mundo atrás apenas do carvão mineral.

"O Brasil precisa investir em diversificar a matriz elétrica: investir em hidrelétricas, sistemas de energia eólica e gás. Construir usinas hidrelétricas é uma boa alternativa, já que é um tipo de energia muito barata. Podemos desenvolver em longo prazo, através da exploração do pré-sal, investimento no gás", afirma Schaeffer.

Os Estados Unidos, por exemplo, têm uma matriz energética suja, já que 40% vêm do carvão.  Na China, o percentual sobe para 80%. Outros países, como a França, têm sua matriz essencialmente nuclear.  De acordo com o analista da Uerj, o Brasil precisa aproveitar a experiência de Angra 3 e investir em um programa nuclear.   

"Acredito que o governo deve investir em Angra 3 e ampliar os investimentos na matriz nuclear. Um dos pontos que justifica o investimento é que as usinas ficam próximas do centros do país. A energia é segura  e os resíduos são armazenados sem dificuldade", explica Cleveland Maximino Jones.

O medo de volta de 2001, quando o racionamento de energia causou impacto econômico no país, tais como a redução do crescimento econômico de 1,5%, aumento do desemprego, aumento do déficit da balança comercial, perda de arrecadação de impostos e efeito inflacionário, mas também, pelos grandes incômodos que a privação de energia causou à população.

"Isso traz dois desafios importantes ao país: a necessidade de ampliação da taxa de investimento de forma a consolidar as bases produtivas do Estado e a gerar mais postos de trabalho e, posteriormente, a melhoria da eficiência alocativa desses recursos. Tais desafios precisariam ser vencidos a fim de minimizar os custos da dependência do país em relação a atores externos mais fortes, ampliar sua competitividade e permitir uma inserção internacional mais dinâmica e assertiva", analisa Diego Santos Vieira, professor de Relações Internacionais da (PUC-Rio).

Fonte: Jornal do Brasil"

Extraido de http://www.portalpch.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7530:04062012-brasil-vai-precisar-de-uma-belo-monte-por-ano-para-atender-a-demanda-energetica&catid=1:ultimas-noticias&Itemid=98

"Analistas ajustam carteiras para junho, focando Cemig" (Fonte: Brasil Econômico)

"Giulia Camillo (gcamillo@brasileconomico.com.br)
01/06/12 20:24

Cemig é a empresa mais recomendada pelos analista consultados, presente em seis de 10 carteiras
Setores defensivos são os favoritos para este mês, que terá combinação de volatilidade e cautela; Vale e Ambev também são preferidas.

Depois de registrar em maio o pior desempenho mensal desde outubro de 2008, o Ibovespa caminha para mais pregões de volatilidade em junho. Esperando tendência de baixa no índice, os analistas elevaram as apostas em ações defensivas e reduziram a exposição a commodities.

Obedecendo a essa lógica, entre as 10 corretoras consultadas pelo Brasil Econômico, a mais recomendada foi a ação preferencial da Cemig (CMIG4), constando em seis carteiras sugeridas para o mês.

Segundo a Planner, que adicionou o papel às suas recomendações em junho, além do perfil defensivo, a Cemig traz consigo alguns aspectos positivos, como o acordo para antecipar o pagamento pelo Estado mineiro do valor da dívida da Conta de Resultados a Compensar (CRC).

Os termos preveem um desconto a ser aplicado sobre o valor atualizado do saldo devedor, que encerrou o primeiro trimestre em R$ 5,6 bilhões. "Portanto com o desconto de 35%, o valor a ser negociado será de R$ 3,5 bilhões. A entrada destes recursos no caixa da empresa poderá impulsionar novos investimentos dentro do setor", explica a Planner.
..."
Íntegra disponível em http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/analistas-ajustam-carteiras-para-junho-focando-cemig_117634.html

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cemig avalia Celpa e espera sinal da Iberdrola (Fonte: Valor)

"A Cemig está avaliando a possibilidade de compra de participação na Centrais Elétricas do Pará (Celpa), distribuidora controlada pelo grupo Rede e que está em processo de recuperação judicial. Segundo o diretor-presidente da estatal mineira, Djalma Bastos de Morais, no entanto, não existe nenhuma negociação em andamento.
"Estamos estudando. Temos interesse sempre que agregar valor para a empresa", afirmou ontem o executivo, durante a inauguração da pequena central hidrelétrica (PCH) de Paracambi, no Rio de Janeiro. Com investimento de R$ 200 milhões e 25 megawatts (MW) de potência, a usina é uma parceria da Cemig (49%) com a Light (51%).
..."
Íntegra disponível em http://www.valor.com.br/

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mortes, acidentes e mutilações são denunciadas em audiência pública da Cemig (Fonte: Deputado Rogério Correia)

"A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi alvo de duras críticas em audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada na tarde desta teça-feira (29/5/12). Trabalhadores da subsidiária Cemig Serviços (Cemig S), sindicalistas e representantes do Ministério Público do Trabalho e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais acusaram a concessionária de diversas irregularidades trabalhistas. O objetivo da reunião, solicitada pelo Deputado Rogério Correia (PT), foi debater as relações de trabalho na empresa.
A principal reclamação dos funcionários é do tratamento desigual que a empresa dispensa entre os empregados da subsidiária e das outras unidades. Conforme relato de alguns agentes de unidade consumidora (leituristas) que se pronunciaram na reunião, os funcionários da Cemig S têm um salário muito inferior à média paga pela concessionária (R$ 806,00), não recebem vale-transporte, não têm plano de saúde e nem plano de carreira. O coordenador-geral do Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro/MG), Jairo Nogueira Filho, afirmou que as condições dos funcionários efetivos, aprovados em concurso público, é muito inferior a de terceirizados contratados pela empresa, o que foi confirmado por muitos da plateia, que lotaram o Teatro da Assembleia.
Denúncias
Angélica Azevedo Barbosa contou que um rapaz, mesmo não sendo aprovado no concurso público, foi contratado por meio de empreiteira, recebendo R$ 1.800,00 mensais. Mariana Lara Mendes também denunciou que a empresa lhe negou pagar o vale-transporte, mas liberou o benefício para outro colega de trabalho. Fernando José Barbosa reclamou que muitos funcionários aprovados foram conduzidos para trabalhar fora da cidade de residência e, sem a ajuda para o transporte, passam dificuldades para se manter com o salário.
Marcelo Correia, funcionário da sede da concessionária, também criticou as diferenças. Segundo ele, gerentes e diretores da Cemig S ganham de acordo com as outras empresas do grupo, aumentando ainda mais a distinção. “Para a sociedade e para quem fez o concurso, a Cemig é uma só”.
Sem resposta
O superintendente de RH não respondeu a todas os questionamentos apresentados na reunião, sob a alegação de que o convite foi para uma reunião sobre a Cemig e não sobre sua subsidiária. Segundo ele, a Cemig S cancelou um concurso em que eram previstas mais de 300 contratações, porque a empresa está sendo questionada judicialmente pelos Correios.
Sobre os salários, Ricardo Gomes afirmou que o Sindieletro não pode ser representante dos funcionários da subsidiária, porque a justiça não os reconheceria como eletricitários. “O acordo é distinto, porque a empresa também é distinta”, explicou. O executivo foi contestado pela procuradora do Trabalho, Luciana Marques Coutinho, segundo a qual a filiação sindical deve se orientar pela atividade preponderante da empresa.
Revolta
Ricardo Gomes afirmou que a Cemig S ofereceu um plano de saúde que foi aceito por 77% dos funcionários, mas que foi recusado pelo representante dos empregados no Conselho dos Diretores da Empresa. A afirmação provocou rumores na plateia e a reação do coordenador do Sindieletro. Segundo ele, o plano oferecido é muito inferior e foi recusado em Assembleia Geral dos funcionários.
Outras denúncias contra a empresa também foram apresentadas, como a de assédio moral contra os funcionários, demissões de trabalhadores envolvidos em campanha salarial e distribuição de lucros entre gestores e acionistas, em detrimento dos empregados. A promotora e os auditores Francisco Henrique Otoni de Barros e Ricardo Ferreira Deusdará, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais, afirmaram que vão apurar. Eles também disseram que a concessionária já responde a muitos processos de irregularidades trabalhistas, especialmente de terceirizações irregulares.
O Deputado Rogério Correia disse que as denúncias apresentadas na reunião remetem a problemas antigos da Cemig, como a precarização do trabalho por via da contratação de terceiros. Ele lamentou o que considera “precarização” da Cemig S, empresa que, a princípio, teria sido fundada para solucionar o problema das terceirizações. A presidente da comissão, deputada Rosângela Reis (PV), afirmou ser importante buscar a melhoria da qualidade de vida e de trabalho dos empregados da concessionária.
Segurança
Outro assunto abordado na reunião foi a falta de segurança no trabalho para os funcionários da concessionária. De acordo com o sindicalista Jairo Nogueira Filho, somente este ano dois funcionários morreram e outros dois estão mutilados, em tratamento no Hospital João XXIII. Ele também citou quedas de cabos de energia que atingiram cidadãos, como o ocorrido na cidade de Bandeira do Sul, que matou 15 pessoas no Carnaval de 2010; outro que matou uma mulher em Muzambilho; e um terceiro que também matou um jovem no bairro Prado, em Belo Horizonte. “Não aguentamos viver mais neste clima”, desabafou."

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cemig diz que perdeu disputa com chinês por ativo de transmissão (Fonte: Jornal da Energia)

"Companhia também diz que leilões no setor têm grande concorrência e baixas taxas de retorno
Por Luciano Costa
O presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, revelou nesta segunda-feira (28/5) que a empresa perdeu a disputa pela aquisição de um ativo de transmissão. Durante apresentação para investidores, o executivo disse que recebeu "pela manhã" a informação de que a concorrência foi vencida "mais uma vez pelo capital chinês". O negócio seria fechado, pelo lado da companhia mineira, pela controlada Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa).
A Cemig já havia sido deixada para trás por orientais no final do ano passado, quando tentou comprar a parcela do governo português na elétrica EDP. Na ocasião, a chinesa Three Gorges levou o ativo, em uma transação de 2,7 bilhões de euros. Apesar do revés, Morais disse que "a procura de novos ativos que venham agregar valor à empresa terá que ser constante" e que esse é também o pensamento do acionista controlador, o governo de Minas Gerais.
O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Cemig, Fernando Henrique Schuffner Neto, também falou sobre a competitividade cada vez maior em transmissão de energia. Segundo ele, nos últimos leilões, a companhia fez diversos estudos e otimizações em cima dos projetos ofertados, mas não conseguiu levar. Ainda assim, os investidores viram bem o movimento, e as ações subiram mesmo com a derrota. A avaliação foi de que uma vitória no patamar de valor praticado nos certames levaria a "destruição de valor".
"A taxa de retorno que a gente está percebendo no mercado está muito baixa, muito menor do que a gente gostaria. Infelizmente, nossos competidores aceitam ter uma taxa menor", analisou o executivo. Por outro lado, Neto destacou que a empresa tem sido "muito eficiente nas aquisições de linhas de transmissão".
Como exemplo, o diretor citou a compra de ativos da espanhola Abengoa, que teria sido bem avaliada pelo mercado. "A gente está sendo muito mais feliz e competitivo - e trazendo retorno para o acionista - com aquisições do que em leilões".

Valor de mercado da Cemig cresce 580% desde 2003 (Fonte: Jornal da Energia)

"Companhia está cotada em R$31,3 bi; ativos somam 10 mil km em LTs, 7GW em usinas e distribuidora líder em clientes atendidos
Por Luciano Costa
O presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, aproveitou reunião com analistas e investidores nesta segunda-feira (28/5) para destacar a valorização da empresa nos últimos anos. O executivo disse que a estatal mineira tinha um valor de mercado de R$4,6 bilhões no início do governo de Aécio Neves, em 2003. Hoje, nove anos depois, a cifra está na casa dos R$31,3 bilhões, o que representa um crescimento de 580%.
"Ao término do governo Aécio, o valor de mercado já tinha quadruplicado. E, nesse um ano e meio de (mandato de Antonio) Anastasia, a empresa duplicou de valor. O que isso significa? Confiança de nosso investidor, do mercado, em nossas ações. E temos certeza que nossos próximos passos também estão em consonância com o que eles esperam", comemorou o executivo.
De acordo com Morais, a Cemig vai continuar "procurando ativos que agreguem valor" de forma contínua. "Esse também é o pensamento de nosso controlador (o governo de Minas Gerais). Foi durante o governo Aécio e está sendo durante o governo Anastasia".
O diretor financeiro e de relações com investidores, Luiz Fernando Rolla, disse que os ativos da Cemig somam 10 mil quilômetros em linhas de transmissão, 6,9GW em capacidade instalada e mais de 540 mil quilômetros de linhas de distribuição. A Cemig-D, inclusive, é a concessionária com maior número de clientes, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Rolla ainda destacou que os ativos totais da companhia somam R$37,9 bilhões em valor, enquanto o patrimônio líquido é de R$12,4 bilhões. O executivo também disse que a empresa tem hoje um caixa consolidado de R$2,2 bilhões."

quarta-feira, 23 de maio de 2012

É difícil Iberdrola vender parte da Neoenergia, vê Previ (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"RIO - O diretor de participações da Previ, Marco Giovanne, classificou como "difícil" a Iberdrola ter interesse em vender sua fatia de 39% na Neoenergia. Recentemente, o grupo espanhol informou que estava analisando alternativas para o ativo no Brasil. Segundo Giovanne, a Previ, controladora da Neoenergia, não foi comunicada pela Iberdrola sobre o interesse em deixar a companhia.
O diretor lembrou que o adiamento na entrada em vigor das regras contábeis internacionais (IFRS) reduz a pressão por uma solução para o ativo brasileiro no balanço da Iberdrola. Pelas novas regras, a empresa só poderia consolidar a Neoenergia em seu resultado, caso fosse controladora. Como as novas regras só devem entrar em vigor 2014, ele acredita que a pressão diminuiu. Esse era um ponto que vinha preocupando o grupo espanhol.
Giovanne ressaltou a qualidade da Neoenergia como ativo e lembrou que a intenção do fundo de pensão é continuar investidor no setor de energia elétrica. Ele afirmou não estar surpreso com o interesse manifestado pela Cemig na participação da Iberdrola na Neoenergia.
O executivo participou nesta terça-feira do Rio Investors Day, evento que acontece no Copacabana Palace, na capital fluminense."
Extraído de http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+geral,e-dificil-iberdrola-vender-parte-da-neoenergia-ve-previ,113367,0.htm

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cemig admite interesse na Neoenergia (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"A fatia da espanhola Iberdrola na Neoenergia está na mira da estatal mineira Cemig. "Se tiver venda, nós vamos analisar", disse o diretor financeiro da empresa, Luiz Fernando Rolla, após palestra no seminário Rio Investors Day, no Copacabana Palace. Apesar de animado ao falar sobre o ativo, o executivo ressaltou que, até o momento, não foi comunicado do interesse do grupo espanhol em sair da Neoenergia.

No evento, Rolla deixou claro que a companhia tem interesse em crescer via aquisições. Nessa estratégia, a Neoenergia desponta como uma boa alternativa, por estar em uma área de concessão com grande potencial de crescimento. Controlada pela Previ (49%), Iberdrola (39%) e o Banco do Brasil (12%), a Neoenergia é uma holding que reúne três distribuidoras elétricas no Nordeste: Coelba, na Bahia, Celpe, em Pernambuco, e Cosern, no Rio Grande do Norte. O executivo enxerga sinergias ente as operações das duas empresas. / M.C."
Extraído de http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cemig-admite--interesse-na--neoenergia-,876103,0.htm

Cemig disponibiliza edital de licitação solar (Fonte: Jornal da Energia)

"A Cemig disponibilizou, em seu portal na internet, o edital de licitação para uma concorrência internacional que contratará serviços de implantação de uma usina solar fotovoltaica no estádio do Mineirão, em Minas Gerais. O vencedor do processo deverá entregar a planta totalmente montada, além de fazer a conexão à rede e o comissionamento. O prazo de execução é até 21 de dezembro.

A empresa mineira exige que as empresas demonstrem "sólida experiência em integração de empreendimentos", tendo, inclusive, executado a implantação completa de ao menos um sistema fotovoltaico integrado à rede com potência superior a 500kWp. A experiência também deve contemplar construção de usinas sobre a cobertura de uma edificação.

Os interessados ainda poderão participar de uma reunião técnica referente ao empreendimento. O evento será realizado das 8h30 às 12h30 de 5 de junho, na sede da Cemig, em Belo Horizonte. As empresas deverão confirmar presença até as 16h de 4 de junho, por e-mail - zeth@cemig.com.br.Os proponentes também poderão pedir visita técnica ao estádio que receberá o projeto.

A documentação de habilitação e as propostas deverão ser entregues até as 18 horas de 2 de julho de 2012. A abertura dos envelopes acontecerá no primeiro dia útil seguinte, no auditório da Cemig."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9973&id_secao=8

Proposta do governo de redução na tarifa preocupa elétricas (Fonte: Valor Econômico)

"Executivos de grandes empresas elétricas brasileiras demonstraram ontem preocupação com a estratégia, em estudo pelo governo, de reduzir o custo da energia do país por meio da retirada dos reajustes anuais das tarifas com base nos índices de inflação, no processo de renovação das concessões que expiram a partir de 2015. Representantes de AES, Cemig e CPFL temem que a medida trave novos investimentos no setor, às vésperas de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016.

"Essa é uma discussão que transcende o setor elétrico. Envolve a economia como um todo. Não basta só desindexar tarifas, porque esse filme já vimos antes. É o primeiro passo para a inadimplência generalizada", disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla, durante o Rio Investors Day, evento promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, que reúne presidentes e diretores financeiros das principais empresas de capital aberto. "Se a distribuidora for afetada financeiramente, ela afeta toda a cadeia", completou.

A proposta de desindexar as tarifas de energia elétrica, a partir da renovação das concessões, foi levantada pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nas últimas semanas, o governo federal vem sinalizando ao setor produtivo que estuda medidas para reduzir o custo da energia, para aumentar a competitividade da indústria brasileira e estimular o crescimento econômico do país.

O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr., também alertou para a rigidez do terceiro ciclo de revisões tarifárias, cujas regras restringem os ganhos das distribuidoras. Segundo ele, o processo vai reduzir de 15% a 20% as margens da área de distribuição da companhia, que possui oito distribuidoras. A medida também causará uma queda de 9% das margens totais do grupo.

O presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, afirmou que a redução do custo de energia não pode ocorrer unicamente no segmento de distribuição. Segundo ele, a participação do segmento na formação da tarifa de energia vem caindo gradativamente. Neste terceiro ciclo de revisões, a parcela da distribuidora na composição da tarifa cairá de 21% para 16%, no caso da AES Eletropaulo."
Extraído de http://www.valor.com.br/empresas/2669556/proposta-do-governo-de-reducao-na-tarifa-preocupa-eletricas

Nova gestão faz blindagem da Celesc contra uso político (Fonte: Valor Econômico)

"Na festa de fim de ano da Celesc houve uma atração extra: um galão de Toddyinho. Oferecer a bebida foi uma resposta bem-humorada da nova gestão da empresa a uma piada que corria entre os funcionários da estatal depois que executivos entre os 35 e 45 passaram a liderar a companhia.

Com a chegada dos "meninos" ao comando, a brincadeira entre os antigos era que o cafezinho ia ser substituído na empresa pelo achocolatado infantil.

Pouco mais de dois anos depois de assumir a empresa, o novo time da Celesc conseguiu agradar governo, funcionários, sindicato e também - quase todos - acionistas.

O foco do trabalho é eliminar o mal-estar com a empresa causado por anos de administrações que privilegiaram o uso político do negócio, com loteamento de cargos e fechamento de contratos que hoje estão sendo reavaliados. Mudanças no estatuto serviram para blindar a Celesc dessas interferências que foram prática no passado.

A virada está sendo comandada pelo presidente Antonio Marcos Gavazzoni, 36, que assumiu o posto em 2010, vindo da Secretaria da Fazenda do Estado.

Modelo, que inclui comitês de auditoria e financeiro, foi inspirado na CPFL e Cemig

O principal estímulo para que a Celesc pudesse transformar-se em uma empresa pública eficiente e competitiva veio do governador de Santa Catarina, João Raimundo Colombo. Ele esteve no comando da estatal no início dos anos 90, por quase dois anos e deixou a empresa frustrado por não ter conseguido ser o presidente que desejava. Transferiu a missão para Gavazzoni, que aceitou assumir a Celesc com duas condições: formar uma equipe técnica e unificar o comando da estatal.

Até então, a Celesc funcionava dividida em três áreas, cada uma com presidente e diretoria próprios - geração, distribuição e holding. Nenhuma das três áreas se conversavam. O conselho de administração tinha interferência apenas na holding e estava fora do processo do negócio da empresa.

"A Celesc vivia em conflito permanente, cada um fazia o que bem entendia", resume Gavazzoni.

Logo após assumir, Gavazzoni reuniu sua equipe de técnicos com o governador e representantes de acionistas minoritários - a gestora de recursos Tarpon, a Previ e o investidor Lirio Parisotto. No encontro, traçaram uma lista de tarefas para o primeiro ano de mudanças na empresa. Se elas fossem implementadas com êxito, o combinado é que permaneceriam mais três anos na gestão.

Transpor regras de empresas privadas para uma estatal foi mais trabalhoso do que em princípio se pensava. Mas o grupo conseguiu construir um novo estatuto, que teve apoio dos funcionários, sindicatos e de todos os acionistas, inicialmente.

"Não adiantaria fazer essas mudanças nesse governo se elas não fossem perenizadas. Não poderíamos correr o risco de que, com um novo governo, a ingerência política na empresa voltasse a acontecer e o trabalho fosse perdido", conta Gavazzoni.

As alterações no estatuto cumpriram esse papel. Antes, o governo indicava 7 de 13 conselheiros. Agora eles são escolhidos por quórum qualificado e só ascendem ao órgão se aprovados pelos minoritários. O mesmo método vale para a escolha de diretores. "Fomos olhar os estatutos de outras companhias, para ver o que funciona e o que não funciona", diz o presidente da Celesc. Segundo ele, a busca foi replicar as melhores práticas de CPFL e Cemig. "Quem compra ação da empresa agora sabe que as regras são claras", diz.

Uma forte e recorrente crítica à Celesc era a de que a empresa investia muito, mas investia mal. O novo estatuto tem premissas de limitação do investimento a uma proporção do Ebitda registrado no ano anterior. A empresa não tem problemas de alavancagem e após as regras de proteção de capital, duas vezes o Ebtida é o seu nível máximo de endividamento.

A Celesc não possuía um plano diretor. Agora existe a obrigatoriedade de um planejamento por cinco anos. Foram criados comitês de auditoria, financeiro, jurídico, recursos humanos e assuntos estratégicos e comerciais, cada um deles coordenados por representantes dos minoritários.

O que ninguém esperava era que a harmonia da empresa poderia ser abalada por um representante dos próprios acionistas. Lirio Parisotto, que tem perto de 11% da companhia, cansou de esperar pelos resultados da Celesc. Quando alterou o estatuto em janeiro, a empresa definiu como sua atividade apenas a energia. A estatal tinha um leque amplo de atividades - tem participação em transmissão de gás, com 51% da SC Gás, e em saneamento, com fatia de 15,5% da Casan.

Surpreendendo a todos os acionistas, Parisotto foi contrário à alteração no estatuto. O temor era de que a empresa vendesse as participações em outros negócios por valores irrisórios, como já ocorreu no passado. Por discordar dos novos rumos, ele queria que ela comprasse suas ações. Conceder o direito de retirada a Parisotto, pelo valor patrimonial da ação, significaria um desembolso de caixa da Celesc de R$ 200 milhões. Abrir mão dos recursos seria prejudicial à empresa, que passa por uma reorganização e essa modificação do objeto social acabou desfeita.

A insatisfação de Parisotto é com a gestão anterior, como ele mesmo já deixou claro em entrevista ao Valor. Porém ele afirma que não quer mais esperar por uma virada na empresa e, aparentemente, enxergou na mudança do estatuto uma oportunidade de vender suas ações, uma vez que não acha comprador em bolsa.

Em meio a seu descontentamento, já afirmou que pode recorrer à Justiça, descontente com o fato de a companhia voltar atrás na mudança do estatuto. A ação dele poderá até mesmo responsabilizar a nova gestão por problemas da antiga. No mercado, há um temor de que, uma vez que os novos executivos nada tem a ver com os problemas anteriores, poderiam deixar a empresa se tiverem de responder pelo passado. Questionado, Gavazzoni desconversa. Diz que respeita Parisotto e não quer polêmicas. Apenas destaca: "Responsabilizar a nós pelo passado seria uma injustiça", diz."
Extraído de http://www.valor.com.br/impresso