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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

BH, 20.11: Atuação da Advocacia Garcez em audiência sobre a MP 579 na ALMG

"Novas normas para setor elétrico são tema de audiência

Assunto é tratado por meio da Medida Provisória 579, de 2012, e será discutido nesta terça (20).



A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais se reúne nesta terça-feira (20/11/12) para discutir a Medida Provisória 579, de setembro de 2012, que trata dos novos critérios das concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, bem como da redução dos encargos setoriais e da modicidade tarifária . A reunião, que será no Plenarinho I, às 10h30, foi requerida pelos deputados Sávio Souza Cruz (PMDB), Celinho do Sinttrocel (PCdoB) e Duarte Bechir (PSD).
De acordo com o que prevê a medida, a prorrogação dos contratos dependerá de aceitação expressa pelas concessinárias de condições como: remuneração por tarifa calculada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para cada usina hidrelétrica; alocação de cotas de garantia física de energia e de potência da usina hidrelétrica às concessionárias de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), a ser definida pela ANEEL, conforme regulamento do poder concedente; e submissão aos padrões de qualidade do serviço fixados pela Aneel.
Foram convidados para a audiência o ministro de Estado de Minas e Energia, Edison Lobão; o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson José Hübner Moreira; o senador e relator da Comissão Mista destinada a analisar a Medida Provisória 579,de 2012, Renan Calheiros; o presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho; o secretário de Estado de Fazenda, Leonardo Maurício Colombini Lima; o diretor-presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais; o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior; o presidente do Conselho de Consumidores da Cemig, José Luiz Nobre Ribeiro; o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG), Jairo Nogueira Filho; o presidente executivo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), Paulo Pedrosa; o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite; o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Sul de Minas Gerais (Sindsul), Everson Alcântara Tardeli; o advogado do Sindicado dos Eletricitários do Sul de Minas Gerais e da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado de Minas Gerais, Maximiliano Nagl Garcez."

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cemig e Copel avaliam impacto financeiro das medidas do governo (Fonte: Arena do Pavimi)

"A Cemig e a Copel enviaram hoje comunicados ao mercado comentando o efeito do pacote elétrico divulgado pelo governo ontem sobre seus negócios. A Cemig diz que sete gigawatts de capacidade instalada, cinco mil quilômetros de linhas de transmissão e 490 mil quilômetros de redes de distribuição de energia elétrica serão afetadas pelas medidas anunciadas ontem pelo governo.
Em fato relevante publicado no meio da tarde, a empresa diz que avalia, junto com suas equipes técnicas, os impactos das medidas divulgadas ontem pelo governo sobre suas atividades.
Também serão investigados os impactos sobre as demonstrações financeiras. A empresa diz que pretende divulgar os resultados dessas avaliações aos seus acionistas e ao mercado assim que elas forem concluídas.
Por volta das 16h, as ações preferenciais da Cemig (CEMIG4) operavam em queda de 19,37%, negociadas a R$ 25,42. O Índice Bovespa operava em alta de 0,30%, aos 59.602 pontos..."

Íntegra disponível em http://www.arenadopavini.com.br/artigos/noticias-do-dia/cemig-avalia-impacto-financeiro-das-medidas-do-governo

Cemig não contava com UHE São Simão no pacote de concessões (Fonte: Jornal da Energia)


"A Cemig considerava como certa a renovação automática do contrato de concessão hidrelétrica de São Simão (1.710MW - GO). Isso porque a Lei 9.074/95 – que estabelece as normas de outorga para o setor elétrico – garantia a possibilidade de renovação se assim a companhia desejasse. No entanto, para a surpresa da empresa mineira, a usina entrará no pacote de energia do governo. Assim, caso a Cemig queira renovar a concessão, o novo contrato vai prever remuneração apenas pelo custo de operação e manutenção já a partir de 2013. 
“Tínhamos a absoluta certeza que São Simão não estava incluída (na Medida Provisória 579, da renovaçaõ das concessões), de modo que a Lei dava respaldo para a renovação”, disse o diretor de finanças e ralações com investidores da Cemig, Luiz Fernando Rola, em resposta a um consultor que participava de teleconferência realizada nesta quarta-feira (12/9).
“Essa mudança proposta (pelo governo) ofende o princípio de isonomia, e isso abre caminho para contestações. Se por acaso não conseguirmos resolver no diálogo, vamos procurar nossos direitos", assegurou Rolla..."

Íntegra disponível em http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=11129&id_secao=17

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"Analistas ajustam carteiras para junho, focando Cemig" (Fonte: Brasil Econômico)

"Giulia Camillo (gcamillo@brasileconomico.com.br)
01/06/12 20:24

Cemig é a empresa mais recomendada pelos analista consultados, presente em seis de 10 carteiras
Setores defensivos são os favoritos para este mês, que terá combinação de volatilidade e cautela; Vale e Ambev também são preferidas.

Depois de registrar em maio o pior desempenho mensal desde outubro de 2008, o Ibovespa caminha para mais pregões de volatilidade em junho. Esperando tendência de baixa no índice, os analistas elevaram as apostas em ações defensivas e reduziram a exposição a commodities.

Obedecendo a essa lógica, entre as 10 corretoras consultadas pelo Brasil Econômico, a mais recomendada foi a ação preferencial da Cemig (CMIG4), constando em seis carteiras sugeridas para o mês.

Segundo a Planner, que adicionou o papel às suas recomendações em junho, além do perfil defensivo, a Cemig traz consigo alguns aspectos positivos, como o acordo para antecipar o pagamento pelo Estado mineiro do valor da dívida da Conta de Resultados a Compensar (CRC).

Os termos preveem um desconto a ser aplicado sobre o valor atualizado do saldo devedor, que encerrou o primeiro trimestre em R$ 5,6 bilhões. "Portanto com o desconto de 35%, o valor a ser negociado será de R$ 3,5 bilhões. A entrada destes recursos no caixa da empresa poderá impulsionar novos investimentos dentro do setor", explica a Planner.
..."
Íntegra disponível em http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/analistas-ajustam-carteiras-para-junho-focando-cemig_117634.html

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cemig entre as piores do país em ranking de qualidade de serviço (Fonte: @Brasil247)

"Levantamento inédito da Aneel, agência reguladora do setor elétrico no país, põe a empresa mineira apenas em 20º lugar. Light, do Rio e administrada pela Cemig, fica apenas em 31º. Celpa, do Pará, é a última no levantamento. Coelce, do Ceará, em primeiro
01 de Maio de 2012 às 10:37
Do site da Aneel:
Pela primeira vez, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publica o ranking das distribuidoras de energia do país em relação à qualidade do serviço prestado. No período de janeiro a dezembro de 2011, foram avaliadas todas as 63 distribuidoras divididas em dois grupos, sendo 33 no mercado anual de energia com mais de 1 TWh (terawatt hora), e 30 no mercado anual abaixo de 1 TWh. No mercado maior, as piores colocadas estão na região Sudeste, Norte e Nordeste. A concessionária LIGHT, que presta o serviço na região metropolitana do Rio de Janeiro, ficou em 31º, seguida da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), 32º, e da Centrais Elétricas do Pará (CELPA), 33º, com a pior colocação.
As mais bem colocadas foram a Companhia Energética do Ceará (COELCE), com o primeiro lugar, seguida da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), 2º, e Caiuá Distribuição de Energia, que presta o serviço em municípios do estado de São Paulo.
Já no mercado anual menor, as primeiras colocadas foram: MUX-Energia (RS), Força e Luz Coronel Vivida, FORCEL, (PR) e a Empresa de Distribuição de Energia Vale Paranapanema, EDEVP, (SP). As piores colocadas dentro desse mercado foram as Centrais Elétricas de Carazinho, Eletrocar, (RS), Departamento Municipal de Energia de Ijuí, DEMEI, (RS), e Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
O ranking é elaborado com base no indicador de Desempenho Global de Continuidade – DGC, formado a partir da comparação dos valores apurados de *DEC e **FEC das distribuidoras em relação aos limites estabelecidos pela ANEEL. Dessa forma, pode-se afirmar que as distribuidoras mais bem colocadas possuem, na média, melhor continuidade do serviço em relação às demais.
O ranking é um instrumento que incentiva as distribuidoras a buscarem a melhoria contínua da qualidade do serviço. Mesmo para as distribuidoras que estão abaixo dos limites regulatórios, existe incentivo para que elas continuem buscando as melhores posições.
A publicação do ranking também contribui para aumentar a transparência da gestão dos indicadores de continuidade e incentiva o envolvimento da sociedade neste processo. Além disso, acompanha as melhores e mais recentes práticas internacionais, incorporando-as à realidade nacional.
Para a coleta e apuração dos indicadores de continuidade DEC e FEC, a ANEEL exige que todas as 63 distribuidoras certifiquem esse processo, com base nas normas da Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization) ISO 9000. Na apuração dos dados de 2011, apenas a CEPISA e a CERR não possuíam a certificação.
Outro ponto importante se refere às distribuidoras que suprem cargas localizadas em sistemas elétricos isolados – não conectados ao Sistema Interligado Nacional – SIN. Para essas distribuidoras, há critério diferenciado de definição de limites dos indicadores DEC e FEC, devido às particularidades relacionadas ao difícil acesso e dispersão dos consumidores, conforme metodologia estabelecida pela ANEEL. Apesar disso, os limites dos indicadores de continuidade estabelecidos pela agência estão aderentes à realidade de cada sistema elétrico de distribuição."
Extraido de http://brasil247.com/pt/247/minas247/57248/Cemig-entre-as-piores-do-pa??s-em-ranking-de-qualidade-de-servi??o.htm

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Minas quer aumentar influência na Light com criação de diretoria (Fonte: Valor Econômico)

"O governo de Minas, controlado pelo PSDB, deu um novo passo, por intermédio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), para aumentar sua influência política na distribuidora de energia elétrica Light, responsável por mais de 70% do fornecimento no Estado do Rio de Janeiro. O conselho de administração da distribuidora fluminense, que tem a Cemig como acionista majoritária (26,06% de participação direta e 6,04% de participação indireta), pretende criar uma nova diretoria, para a área de comunicação, e indicar para o cargo o atual vice-presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Ziza Valadares.
Uma das empresas mais eficientes do setor elétrico brasileiro, a Cemig é vista hoje como um dos principais trunfos políticos do PSDB. O aumento do poder da estatal mineira na Light cria espaço para a influência tucana no Rio de Janeiro, dois anos antes da campanha presidencial de 2014 para a qual o ex-governador e hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG) é um dos principais postulantes à disputa. O atual governador, Antonio Anastasia (PSDB), foi eleito graças ao apoio de Aécio e é seu aliado incondicional.
A criação da nova diretoria foi proposta pelo Conselho de Administração da Light na semana passada e será votada em assembleia geral extraordinária na próxima quarta-feira. Caso a proposta seja aprovada, os conselheiros vão se reunir no mesmo dia para sacramentar o nome do novo diretor.
A indicação de Valadares já é dada como certa internamente na Light. Procurado pelo Valor, ele informou, por meio de sua secretária, que há especulações nesse sentido, mas que não existe nada formalizado. E disse que só se pronunciará somente se houver indicação oficial.
A Light não confirmou a indicação. A companhia admitiu, porém, que será realizada a assembleia para votar a reforma estatutária que criará a nova diretoria. "Na sequência, o conselho de administração se reunirá para apreciar e aprovar a indicação do novo diretor, cujo nome será apresentado formalmente no momento da reunião", disse a empresa em nota.
Em entrevista concedida ao Valor na semana passada, o diretor de Novos Negócios e Institucional da Light, Paulo Roberto Pinto, disse que a medida visa aumentar a governança corporativa da empresa, já que a área de Comunicação atualmente está ligada diretamente à presidência. "A presidência [da empresa] tem outras prioridades, como assuntos de regulação e tarifas. Não tem como dar a prioridade correta [para a área de Comunicação] no tempo certo", afirmou. O futuro diretor comandará todas as atividades de comunicação institucional, aprovação de patrocínios e relacionamento com a imprensa.
Ex-jogador de futebol e administrador de empresas, Valadares foi deputado estadual em Minas Gerais por dois mandatos, de 1978 a 1986, e deputado federal constituinte, sendo vice-líder do PSDB. Fundador nacional e secretário-geral do PSDB mineiro, ele ocupou a secretaria estadual de Administração de Minas Gerais no governo Tancredo Neves, em 1983, e a secretaria municipal de Esportes de Belo Horizonte, durante o mandato de Eduardo Azeredo, entre 1990 e 1992. Valadares também foi presidente do Clube Atlético Mineiro, entre 2007 e 2008.
Caso confirmada, essa será a segunda indicação para a diretoria da Light com ligação com viés político. Em setembro de 2011, o Conselho de Administração da Light elegeu o procurador de Justiça de Minas Gerais Fernando Reis para a diretoria Jurídica da empresa. Em março, ele acumulou a diretoria de Gente, após a saída de Ana Silvia Corso Matte."
Extraído de http://www.valor.com.br/politica/2620920/minas-quer-aumentar-influencia-na-light-com-criacao-de-diretoria

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cemig vai fornecer energia a operações da Gerdau (Fonte: Jornal da Energia)

´´A mineira Cemig assinou na manhã desta segunda-feira (13/2) um contrato de fornecimento de energia elétrica para as unidades industriais da Gerdau localizadas nas regiões Sudeste e Sul do País. Pelo acordo firmado, a companhia deverá entregar à empresa do setor de aço montantes de 30 a 70 MWmédios até 2021.
Em comunicado enviado à imprensa, a Cemig destaca que "a assinatura desse contrato é a confirmação da confiança mútua e da parceria entre as empresas".
Estiveram presentes na cerimômia de oficialização do negócio o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais; o diretor comercial, José Raimundo Dias Fonseca e o superintendente de prospecção e relacionamento comercial com clientes corporativos, Eduardo Costa Vasconcelos. Já a Gerdau foi representada pela gerente-geral de energia, Cláudia Silvia Zanchi Piunti.´´

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"UNIÃO RENOVARÁ CONCESSÕES DE ENERGIA COM TARIFA MENOR" (Fonte: Valor Econômico)

"GOVERNO VAI PRORROGAR CONCESSÕES POR 30 ANOS
Autor(es): Por Daniel Rittner | De Brasília
Valor Econômico - 10/02/2012


O governo está praticamente decidido a prorrogar por um período de 30 anos as concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015, faltando apenas o aval da presidente Dilma Rousseff. Haverá a exigência de desconto nas tarifas. A possibilidade de nova licitação dos ativos foi descartada. Dilma pretende resolver o assunto ainda neste semestre.
Diferentemente do esperado, a solução para as concessões não virá por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nem por Medida Provisória (MP), mas por projeto de lei com regime de urgência. Na avaliação do governo, não há entrave constitucional para resolver a questão e nem necessidade de validação imediata da prorrogação, o que justificaria a edição de uma MP.

O governo está com uma decisão praticamente tomada sobre as concessões do setor elétrico, dependendo apenas de um aval da presidente Dilma Rousseff. As concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015 serão prorrogadas por um período de 30 anos, segundo um auxiliar direto da presidente. Dilma pretende resolver o assunto no primeiro semestre.
A possibilidade de relicitação dos ativos, que voltam às mãos da União com o fim dos atuais contratos, foi descartada. Após o leilão dos aeroportos, com ágio médio de 347%, o governo vê as concessões do setor elétrico como uma das maiores pendências a serem resolvidas, na área de infraestrutura, nos próximos meses.
Diferentemente do que se esperava, a solução para as concessões não virá por meio de proposta de emenda constitucional (PEC) nem por medida provisória (MP), mas por um projeto de lei em regime de urgência. Na avaliação do governo, não há entrave constitucional para resolver a questão e nem a necessidade de que a prorrogação esteja valendo imediatamente, o que justificaria a edição de uma MP.
Por isso, avalia-se que o melhor caminho é enviar ao Congresso um projeto de lei em caráter de urgência, que tem 45 dias para ser votado em cada uma das casas legislativas - Câmara e Senado - antes de trancar a pauta. A tramitação é a mesma de uma medida provisória. A única diferença é que a MP tem vigência imediata. Até agora, a decisão é por um projeto de lei enxuto, que trate exclusivamente de prorrogar as concessões.
Todas as condições sobre a prorrogação deverão ficar mais para a frente, quando a lei for regulamentada, por meio de decreto presidencial. Essas condições englobam o ponto mais sensível das discussões: o desconto nas tarifas que as atuais concessionárias precisarão oferecer para continuar com seus negócios.
Por temer que a tramitação no Congresso fuja de controle e a redação final ganhe contornos indesejados - devido ao lobby do setor elétrico -, o governo prefere deixar todos os detalhes para a fase de regulamentação. Pesa ainda o fato que o assunto deve estar resolvido ainda em 2012, mas os cálculos para definir quanto as tarifas vão cair não estão concluídos. "O ganho para a modicidade tarifária está sendo calculado pela Aneel", afirma um assessor da presidente.
No fim do ano passado, a agência reguladora informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que os investimentos não amortizados das concessões elétricas com vencimento em 2015 atingem R$ 47,1 bilhões e podem gerar indenizações desse montante, caso não sejam prorrogadas.
No total, 20.206 megawatts (MW) de geração, 80.233 quilômetros de linhas de transmissão e 37 distribuidoras têm contratos prestes a vencer. Isso representa 18% do parque gerador do país, 84% da malha de transmissão e 23% da energia comercializada. A empresa mais prejudicada é a Eletrobras. A paulista Cesp, a mineira Cemig, a paranaense Copel e a gaúcha CEEE também têm concessões perto de expirar.
A conta bilionária comunicada pela Aneel ao TCU é apenas uma somatória dos investimentos não amortizados, segundo o cálculo das concessionárias. Antes de definir os descontos que serão aplicados às tarifas atuais para prorrogar os contratos, a agência fará uma espécie de auditoria nos números, chegando a um valor - conforme já avisa um diretor da Aneel - consideravelmente mais baixo.
Se confirmada, a decisão de "enxugar" o projeto de lei tratando das concessões deverá irritar muitos parlamentares, que querem debater as condições impostas para a prorrogação. "Seria um cheque em branco, que a sociedade não pode dar", diz o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), um dos principais especialistas no assunto, no Congresso. "O governo já demorou demais para definir a questão das concessões. O fundamental, agora, é aproveitar a possibilidade de renovação para assegurar um ganho significativo para as tarifas."
Com três projetos de autores diferentes em tramitação no Congresso, para tratar desse assunto, Jardim fez recentemente um pedido formal para a instalação de uma comissão especial na Câmara. Isso possibilitaria, pelo menos, aprofundar as discussões, argumenta o deputado.
Simulações feitas pela Abrace, a associação de grandes consumidores industriais de energia, apontam que pode haver economia de R$ 15 bilhões por ano nas tarifas elétricas. Outros números, que circularam recentemente no governo, indicam a possibilidade de redução em pelo menos 25% no valor do megawatt-hora das usinas com concessões vencendo em 2015. Hoje suas tarifas estão em torno de R$ 100.
Já o impacto para os consumidores será muito menor, pois a prorrogação atingirá menos de 20% de toda a energia gerada no país. Além disso, quase metade das contas de luz residenciais é formada por impostos e encargos setoriais, como CCC e CDE, usadas para motivos tão diversos quanto o financiamento do programa Luz para Todos e o subsídio a consumidores da região Norte, ainda não totalmente interligada ao sistema nacional.
O presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, pede que haja isonomia no tratamento ao mercado livre. Cerca de 28% da energia produzida no país vai para consumidores livres. Por terem demanda superior a 3 MW, eles não precisam comprar exclusivamente das distribuidoras das áreas onde atuam.
Para a Abraceel, o essencial é que a redução de tarifas com a prorrogação das concessões não afete somente o mercado das distribuidoras, mas que essa energia mais barata seja dividida em partes iguais com o mercado livre."

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aneel concede à Cemig perdão de R$ 13,2 milhões em multas por infrações (Fonte: Info Money)

´´A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta quarta-feira (8) o acolhimento parcial do recurso da Cemig (CMIG4) referente à cobrança de multas por infrações relacionadas ao cálculo dos índices de continuidade em 2008 e 2009 e ao correspondente crédito de compensações a consumidores.
O acolhimento do recurso reduz penalizações à companhia de R$ 16,5 milhões para R$ 3,3 milhões.
Outros recursos concedidosA decisão foi tomada pela diretoria da agência em reunião realizada na véspera e também avaliou os recursos das empresas AES Sul, Angélica Agroenergia e Centrais Candeeiro de Energia.
As companhias deverão pagar à Aneel R$ 1,19 milhão, R$ 126 mil e R$ 2,8 mil, respectivamente. No caso da AES Sul, o pleito de celebração de TAC (Termo de Ajuste de Conduta) não foi aceito pela Aneel. ´´

Extraido de http://www.infomoney.com.br/cemig/noticia/2336730-aneel+concede+cemig+perdao+milhoes+multas+por+infracoes

Cemig compra 40% da Gás Brasiliano junto à Petrobras (Fonte: Jornal da Energia)

´´A Cemig anunciou ao mercado na noite desta quarta-feira (8/2) a assinatura de um acordo de investimentos para a compra de 40% do capital social da Gás Brasiliano Distribuidora. A aquisição será feita junto à Petrobras Gás - Gaspetro, que em agosto do ano passado havia fechado a aquisição da companhia por US$250 milhões.
O comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela Cemig é breve e diz que, uma vez cumpridas as condições suspensivas, vai subscrever e integralizar ações ordinárias da GBD. A empresa também diz que manterá o mercado e os acionistas adequadamente informados sobre a conclusão da operação.
A Gás Brasiliano possui a concessão das atividades de distribuição de gás natural na região noroeste do Estado de São Paulo, em uma área que cobre 375 municípios e atende à demanda industrial, comercial, residencial, além do setor de transportes da região. O contrato de concessão teve início em dezembro de 1999 com duração de 30 anos, podendo ser estendido por mais 20 anos.
Segundo a Petrobras, a rede de distribuição da Gás Brasiliano alcançou, em 2010, 750 km, e o volume de vendas foi de aproximadamente 650 mil metros cúbicos de gás por dia. Antes de ser comprada pela petroleira, a companhia pertencia à italiana Eni.´´

Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9012&id_tipo=3&id_secao=7&id_pai=2&titulo_info=Cemig%20compra%2040%25%20da%20G%26aacute%3Bs%20Brasiliano%20junto%20%26agrave%3B%20Petrobras

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cemig prepara emissão de debêntures para captar R$1 bilhão (Fonte: Jornal da Energia)

''A Cemig comunicou ao mercado nesta segunda-feira (9/1) que submeteu à análise prévia da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) um pedido de registro de oferta pública de debêntures. A operação envolverá até um milhão de papéis ao valor unitário de R$1 mil reais – o que representa uma captação de R$1 bilhão.
De acordo com as informações enviadas pela empresa mineira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), serão até três séries de debêntures, com vencimentos em cinco, sete e dez anos a partir da data de emissão, prevista para 15 de fevereiro.
O prospecto preliminar da oferta informa que os recursos obtidos com a transação serão utilizados para resgatar notas promissórias da companhia. As notas, da 4ª emissão, somam valor também de R$1 bilhão e têm data de vencimento em 22 de dezembro de 2012. Esses papéis, por sua vez, foram emitidos para pagar debêntures de emissões anteriores, que vencerão em 15 de janeiro.
No detalhamento da emissão de debêntures, a Cemig diz que “possui plenas condições de honrar as obrigações de curto, médio e longo prazo existentes”, incluindo os próprios papéis, além de ter caixa para “continuar expandindo suas operações’. A empresa também garante ter geração de caixa que dá “margem de conforto para honrar todas as obrigações de longo prazo existentes”.'''

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Cemig aumenta fatia em controlada do setor de gás" (Fonte: Valor Econômico)

"A estatal mineira Cemig aumentou sua participação na controlada Gasmig, distribuidora de gás natural que atende todo o território mineiro.

A empresa anunciou ontem que comprou a fatia de 4,38% da Gasmig detida pelo MGI, órgão de investimentos do governo do Estado de Minas Gerais, por R$ 67,2 milhões.

O governo estadual é o controlador da Cemig, com 50,9% das ações votantes e 22% do capital total da companhia.

Com a operação, a participação da Cemig na distribuidora de gás passou de 55,2% para 59,58%. A Petrobras é a segunda maior acionista da Gasmig, com 40% das ações. Os 0,42% restantes estão nas mãos da prefeitura de Belo Horizonte.

A Cemig desembolsou R$ 3,75 por cada uma das 10.781.736 ações ordinárias (com direito a voto) e 7.132.773 ações preferenciais (sem direito a voto) adquiridas na operação de ontem.

Esse valor ainda está sujeito a ajuste, a depender do resultado do laudo de avaliação das ações das Gasmig a ser elaborado por uma instituição financeira.

O laudo é necessário em operações que envolvem aquisições e incorporações de ações de empresas controladas.

No ano passado, a Gasmig registrou receita líquida de R$ 571 milhões, com lucro recorde de R$ 108 milhões. (NV)"

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Grupo chinês vence brasileiros e leva 21% da EDP (Fonte: O Estadao)

"O Estado de S. Paulo - 23/12/2011

 

 

Three Gorges pagou 2,7 bilhões pela participação na empresa de energia portuguesa, também disputada por Eletrobrás e Cemig

A empresa chinesa Three Gorges largou na frente no programa de privatização de Portugal e arrematou por 2,7 bilhões a fatia de 21,35% do governo na EDP, maior grupo industrial daquele país. Com os investimentos prometidos, a operação pode chegar a 8 bilhões.

O grupo chinês deixou para trás a alemã E.On e as brasileiras Eletrobrás e Cemig. Pela agressividade, a oferta chinesa sempre foi apontada como a favorita para vencer a disputa pela participação na EDP, considerada como a "joia" do processo de privatização português.

A EDP controla, com 51%, a EDP Energias do Brasil, que tem investimentos no País em geração, comercialização e distribuição de energia elétrica. Tem operação de geração em seis Estados: Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na área de distribuição, atua em São Paulo e Espírito Santo.

A secretária de Estado do Tesouro e das Finanças de Portugal, Maria Luís Albuquerque, ressaltou que a chinesa não vai adquirir uma parte da empresa brasileira. Será por meio da EDP em Portugal que investirá no Brasil. "A China Three Gorges não vai entrar na EDP Energias do Brasil. O seu projeto baseia-se nas renováveis e nos Estados Unidos. Se entrar em parques eólicos no Brasil, o que será analisado caso a caso, fará isso através da EDP Renováveis e com participação minoritária", disse.

Apesar da derrota, o presidente da Eletrobrás, José Carvalho Neto, garantiu que aquisições no exterior continuam no radar. "Vamos seguir em frente com nossa política de tentar aumentar nossa receita com operações internacionais, mas agora não temos nenhuma meta específica", afirmou. A Eletrobrás quer atingir 10% de receita com operações internacionais até 2020.

O executivo contou ter conversado com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, após o anúncio oficial do governo português. Segundo ele, Coutinho lamentou a derrota, mas, deixou "a porta aberta" para futuros financiamentos do BNDES para a compra de ativos no exterior pela estatal. Carvalho Neto não revelou as cifras da oferta. "Foi muito boa", limitou-se, admitindo que a demanda da Eletrobrás para elevar sua participação a 32% pode ter prejudicado sua proposta.

Segundo Carvalho Neto, a estatal queria ter espaço para enfrentar qualquer disputa sobre o controle da empresa portuguesa caso os minoritários vendessem suas ações para uma concorrente da Eletrobrás. "Esse ponto pesou bastante sobre nossa oferta, embora eu não saiba se essa foi a principal razão."

No mercado financeiro, a vitória chinesa chegou até a ser comemorada. As ações ordinárias da Eletrobrás fecharam com ganho de 2,7%. Logo que a notícia veio à tona, os papéis preferenciais da Cemig também subiram, mas perderam força ao longo do pregão e terminaram em baixa de 0,4%. A reação teve como pano de fundo o medo dos investidores de que as companhias estivessem dispostas a sacrificar seus caixas para acompanhar a agressividade da oferta chinesa.

Neste mês, o conselho de administração da empresa aprovou a quarta emissão de notas promissórias comerciais da companhia no valor total de até R$ 6,5 bilhões.

Conforme a ata da reunião do conselho, os recursos serão destinados à aquisição de ativos e recomposição do caixa em função de investimentos realizados, mas fontes ouvidas pela Agência Estado apontaram que o motivo era a preparação para a oferta pela EDP. Recentemente, o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, afirmou que a companhia já tinha traçado um plano B para se internacionalizar em caso de derrota, como a busca de ativos na Europa, Chile e Peru. Ontem, a Cemig não quis comentar o resultado do leilão. / MÔNICA CIARELLI, FERNANDA GUIMARÃES E JAIR RATTNER, ESPECIAL PARA O ESTADO"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cemig tem plano B caso perca disputa pela EDP (Fonte: Valor Econômico)

''Oficialmente, a Cemig ainda está no páreo pela disputa de uma fatia da estatal portuguesa EDP. Mas diante dos rumores de que a oferta de concorrentes alemães e chineses é melhor que a sua, a empresa já elabora um plano B para se internacionalizar. A companhia mineira vai buscar outras empresas na Europa e também na América do Sul.Recursos para isso, pelo menos por enquanto, não faltam. Além de dispor de linhas de crédito em condições favoráveis, a estatal deverá em breve reforçar seu caixa graças à decisão do governo de Minas Gerais de quitar uma dívida antiga que tinha com a empresa e que soma R$ 5,4 bilhões.
É o que o disse ontem em entrevista ao Valor o presidente Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais. "Se continuaremos à procura de ativos caso não entremos na EDP? Sim, vamos continuar à procura de ativos. Na Europa, no Chile e no Peru", disse Morais. "O importante é que estaremos sempre tentando viabilizar ativos que agreguem valor para a empresa e a torne mais competitiva no mercado interno e internacionalmente."
"Temos certeza que fizemos a melhor proposta para os acionistas da EDP. No momento que propomos trocar sinergia entre os ativos que já temos com ativos que estão se associando, isso é sempre muito bom para o acionista. Talvez a Cemig não tenha a melhor proposta para o governo português e aí é que talvez a gente leve alguma desvantagem. Isso talvez esteja sinalizando uma desvantagem tanto nossa quanto da Eletrobrás na consecução desse objetivo de Portugal", disse Morais. "No entanto, eu considero que ainda estamos no páreo, até porque não tivemos nenhuma notícia oficial de que estamos fora."
Empresa já tem convite para participar de leilões de linhas de transmissão no Chile, onde já tem atuação
O executivo diz que a aquisição de parte da estatal portuguesa faria todo sentido para a Cemig por duas razões cruciais. Primeiro, a EDP possui ativos no Brasil que agregariam valor "de forma sinérgica" à empresa mineira. E em segundo lugar, a "Cemig precisa crescer de forma internacional".
Perguntado se já está discutindo com outras empresas estrangeiras possíveis negociações, Morais recua: "Se eu te falasse isso eu estaria amanhã sendo crucificado pela CVM. O importante é que nós estamos sempre olhando as opções. Já temos convite para participar de leilões de linhas de transmissão no Chile, por exemplo. Estamos sempre estudando." O Chile é o único país estrangeiro onde a Cemig já tem uma atuação.
A holding Cemig é formada por mais de 100 empresas e tem ativos e negócios em 22 Estados e mais o Distrito Federal - em geração, transmissão e distribuição. Nos últimos anos, a estatal mineira tem sido muito ativa na aquisição de outras empresas de energia.
O mais novo alvo poderá ser a Cesp. "Temos interesse. Se houver uma possibilidade de uma proposta, nós a faremos. Pode ser até para perder, mas faremos." Em 2007, o governo do Estado de São Paulo viu frustrada sua tentativa de vender a empresa. Mas as discussões sobre o assunto estão de volta agora pela equipe do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).
"Nós temos de aproveitar o momento bom para a Cemig", disse Morais. A empresa tem tido ampla oferta de crédito para suas aquisições. "Não nos tem faltado até agora condições econômicas para a ampliação dos nossos ativos."
Mas não é só com crédito que a Cemig conta. O governador de Minas, Antônio Anastasia, anunciou a decisão de quitar uma dívida atualmente em R$ 5,4 bilhões que tem com a empresa. Por recomendação do Tribunal de Contas do Estado, o governo vai tomar empréstimos junto a bancos estrangeiros e a instituições multilaterais para quitar o débito. O argumento é que as condições e os juros oferecidos pelo mercado internacional são melhores do que as que estão em vigor com a Cemig.
O governo espera um desconto por saldar a dívida numa tacada. "O que nós faremos com esse dinheiro é o que estávamos fazendo ao receber os dividendos todo ano: investir", disse o executivo. "Evidentemente que a empresa passa a ter um poder de fogo maior e se torna mais competitiva com esse dinheiro em caixa. E nos dá condições de aproveitar essa situação seja na aquisição de ativos da EDP, de outro ativo externo ou interno."
Sobre o cenário da economia para 2012, Morais diz que os riscos para a empresa são de que a desaceleração afete seus maiores clientes. "Todos os grandes clientes de siderurgia de Minas estão conosco e temos grandes clientes também em outros lugares do país. No momento em que a o ritmo da economia diminui na Europa e na China, desacelera um pouco a economia de Minas e do Brasil. E isso afeta esses nossos grandes consumidores e isso tem reflexos em nossa receita, lucro, dividendos."
Até agora, no entanto, os reflexos não apareceram de maneira acentuada para os acionistas, nem no plano de investimentos de 2012. O conselho da estatal vai avaliar o plano para o próximo ano que prevê aportes de R$ 1 bilhão na geração e na transmissão e R$ 1,8 bilhão na distribuição. "Pelo cenário de 2012, nós podemos ter alguns problemas, mas temos portfólio amplo e estamos administrando nossos grandes clientes."
Além das incertezas da economia global, outro tema que preocupa a Cemig é a discussão sobre a renovação ou não das concessões atuais. "Nós acreditamos que o governo vai prorrogar as concessões e aproveitar o momento para dar consistência à modicidade tarifária, modelo este lançado quando a presidente Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia."
"Agora, é preciso entender que caso se parta para a licitação, terá de haver ressarcimento dos investimentos, no que está investindo e naquilo que está se propondo investir."

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Elena Landau defende a renovação das concessões do setor elétrico (Fonte: Valor Econômico)

''Conhecida na década de 1990 como "a musa das privatizações", por ter comandado, como diretora do BNDES de 1994 a 1996, o programa de desestatização do governo federal, a economista e advogada Elena Landau defende agora a renovação das concessões do setor elétrico que vencem até 2015, em vez de serem feitas novas licitações desses ativos que poderiam mudar de mãos. A renovação vai beneficiar, basicamente, estatais, como a Eletrobras, e as estaduais, como Cemig (Minas Gerais), Cesp (São Paulo) e Copel (Paraná).
A economista afirma que não mudou de pensamento, mas que, diante da falta de tempo para que possam ser feitas privatizações concorridas e bem feitas, prefere que as concessões sejam renovadas - ainda que no formato de prorrogação -, para que as licitações de usinas hidrelétricas, linhas de transmissão e distribuidoras de energia elétrica possam ser feitas corretamente no futuro.
Elena cobra da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do governo uma definição urgente da solução que será adotada, afirmando que a indefinição está atrapalhando os negócios das empresas, especialmente das pequenas. "Agora sou contra as licitações. Tenho dois anos para preparar e vender 20,2 mil megawatts de geração, 80,2 mil quilômetros de linhas de transmissão e 37 distribuidoras de energia. Não dá".
Para a economista, não é viável a venda isolada de cada ativo, o que prejudicaria os acionistas minoritários, no caso das empresas de capital aberto. "O que fazer com os empregados, por exemplo?", pergunta.
Na avaliação de Elena, a agência reguladora do setor precisa definir com urgência tanto o que será feito com as concessões como o modelo para o cálculo das amortizações. Esse cálculo definirá, no caso de o governo optar por retomar as concessões que estão vencendo, as indenizações cabíveis para os atuais donos dos ativos (aquilo que eles ainda têm direito a receber pelos investimentos feitos).
Esse cálculo também definirá, caso as concessões sejam renovadas ou prorrogadas, o benefício que deverá ser repassado às tarifas, pelo fato de muitos ativos já estarem total ou parcialmente amortizados. Todo mundo quer a modicidade tarifária", diz Elena, que atualmente integra a equipe do escritório de advocacia Sérgio Bermudes.
A economista disse que o assunto vem sendo tratado desde 2007 e que, em dezembro de 2009, as associações do setor entregaram à Aneel um documento com suas conclusões. Desde então, segundo ela, o governo federal não tem conversado sobre o assunto. Ela lembrou que muitas empresas, especialmente as menores, só têm os ativos para dar em garantia de empréstimos e que, às vésperas dos vencimentos das concessões, o setor financeiro já não aceita esses ativos como garantia.
Outro problema seria na hora de comercializar a energia das geradoras. "Como a empresa geradora vai assinar contrato por seis anos, se a concessão termina em três anos ou menos?", diz. Para Elena, o momento é de "enorme insegurança jurídica".
Na semana passada, o Valor publicou reportagem mostrando que as empresas com concessões a vencer avaliam que têm direito a R$ 47,1 bilhões em indenizações, caso a opção seja por não renovar ou prorrogar as concessões. Um dirigente da Aneel disse, sem se identificar, que quando for feita uma auditoria das contas com os critérios diferentes dos utilizados pelas empresas esse valor pode cair drasticamente. O jornal procurou a Aneel para falar sobre as críticas feitas pela economista à atuação da agência no caso, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.''

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Câmara discute acidentes que mataram eletricitários da Cemig. (Fonte: Jornal da Energia)

''A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (7/12) audiência pública, para debater os acidentes fatais ocorridos com eletricitários a serviço da Cemig. O parlamentar Ademir Camilo (PSD-MG), que solicitou o debate, afirma que foram registrados seis óbitos somente neste ano
Foram convidados para o debate o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, e o coordenador geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro – MG), Jairo Nogueira Filho.
De acordo com o deputado Ademir Camilo, aconteceram dezenas de incidentes envolvendo trabalhadores da empresa com altíssimo potencial de provocarem mortes. Dois deles foram gravíssimos, segundo o deputado de Minas, também envolvendo trabalhadores contratados pela Cemig, que sofreram amputação de membros e ficaram incapacitados profissionalmente.
Dados da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), entidade que reúne empresas do setor elétrico, mostram que, em 2010, os trabalhadores terceirizados na Cemig chegaram a mais de 15 mil e, no mesmo ano, 8,5% dos acidentes fatais ocorridos em todo o setor elétrico brasileiro aconteceram com trabalhadores a serviço da empresa.
“O modelo de gestão escolhido pela Cemig é baseado na terceirização, principalmente das atividades-fim, com redução drástica do quadro técnico operacional”, aponta Camilo.''

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cemig entrega proposta pela EDP em dezembro (Fonte: Valor Econômico)

"A Cemig deve apresentar em um mês uma proposta final pela compra de uma fatia da empresa de energia de Portugal EDP. A estatal mineira encaminhou há algumas semanas uma carta manifestando seu interesse.
"Até o fim dezembro, temos de formular uma proposta vinculante", disse ontem o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla. A proposta vinculante é uma oferta de compra concreta com o valor final que a Cemig está disposta a desembolsar.
"Estamos em um processo de conversações com os gestores da empresa e com o governo português", disse Rolla durante encontro com jornalistas em Belo Horizonte, quando comentou os resultados da estatal mineira no terceiro trimestre. Pressionado por um programa de ajuste fiscal, o governo de Portugal quer encerrar esse processo de venda da EDP ainda este ano.
Antes de formalizar a proposta final, a Cemig deve apresentar, no início de dezembro, a Lisboa uma proposta chamada de não vinculante - ainda passível de revisões, disse a assessoria da empresa.
A Cemig não informa quais são as cifras da negociação. Mas, segundo Rolla, o que ajudará a empresa a adquirir os ativos da EDP - se sua proposta for escolhida - é a decisão do governo de Minas Gerais de quitar dívida que tem com a estatal desde o fim dos anos 90.
Como informou o Valor na edição do dia 14, o governo de Antônio Anastasia (PSDB) está abrindo um processo para chamar bancos estrangeiros para discutir um empréstimo que permita que o Estado pague a dívida que tem com a Cemig. A dívida está hoje em R$ 5,6 bilhões.
"Para a Cemig, [a quitação da dívida] facilita no financiamento da compra da EDP, não tenha dúvida", disse Rolla. "Agora, a questão é que não há sincronia entre os dois eventos", a proposta de compra da EDP e a quitação da dívida por parte do Estado mineiro.
A Cemig, segundo o executivo, se interessa pela EDP por causa dos ativos que a empresa tem no Brasil no segmento de distribuição e também por seu conhecimento em energia eólica, que poderia ser mais bem explorado no país. "É uma oportunidade de investimento que se encaixa na nossa visão estratégica, não um investimento para se realizar no curto prazo, como foi com a Light e com a Taesa ", disse Rolla, durante teleconferência com investidores pela manhã.
A Cemig voltou a criticar ontem a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de reduzir a remuneração das distribuidoras de energia. O chamado terceiro ciclo de revisão tarifária foi aprovado pela diretoria da agência na semana passada e prevê uma redução da taxa de remuneração do capital investido pelas concessionárias de 9,95% para 7,5%.
"A redução da remuneração impacta na questão dos investimentos. Nós vamos atravessar uma fase complicada, porque há uma série de investimentos que vão ser feitos para a Copa e uma redução na disponibilidade dos recursos para investir é muito preocupante", disse Rolla.
A Cemig teve um lucro líquido consolidado de R$ 657,2 milhões no terceiro trimestre, uma ligeira redução de 0,37% em relação ao mesmo período do ano passado. O que pesou no resultado foi um prejuízo financeiro de R$ 293,7 milhões (75,7% maior que o registrado no terceiro trimestre de 2011. O aumento se deveu a empréstimos e financiamentos e a perdas com a variação cambial.
A receita operacional líquida teve alta de 10,7%, indo a R$ 4,4 bilhões e a geração de caixa da empresa cresceu 21%, fechando o trimestre em R$ 1,5 bilhão."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cemig pode entrar com Eletrobras na disputa pela portuguesa EDP (Fonte: O Globo)

"Estatal mineira apresenta proposta ao governo de Portugal nos próximos dias
A Eletrobras não é a única empresa brasileira que pretende comprar cerca de 20% da empresa de energia portuguesa EDP. A estatal mineira Cemig, que é uma das controladoras da Light, também atua nos bastidores e pretende fazer uma proposta para adquirir parte da companhia. No Brasil, a EDP atua na geração, comercialização e distribuição de energia elétrica.
No mês passado, o governo português anunciou que irá vender os 21,35% das ações que detém na EDP a uma só empresa até o fim deste ano. Até 21 de outubro receberá as propostas das companhias interessadas em participar do negócio. E será briga das grandes. As francesas GDF Suez e EDF, além da chinesa Three Gorges Corporation, a espanhola Gas Natural e a indiana Birla também mostraram interesse no ativo.
- A Cemig quer entrar para ganhar. A proposta financeira está sendo montada e será entregue ao governo português nos próximos dias. Queremos crescer no Brasil. Já temos uma posição estratégica importante na Light. Queremos ampliar nossa presença no Brasil - diz uma fonte envolvida no projeto.
Do outro lado, a Eletrobras já negociou com o BNDES um financiamento para participar do negócio. Ontem, a estatal confirmou o interesse no ativo. Já a Cemig oficialmente diz apenas que está sempre atenta a oportunidades de crescimento.
O governo português decidiu privatizar também as empresas de energia REN e Galp, já que precisa cumprir as metas de orçamento exigidas pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), após um empréstimo de 78 bilhões no primeiro semestre deste ano."

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Morre mais um trabalhador terceirizado da Cemig (Fonte: Sindieletro-MG)

"Infelizmente, morreu mais um trabalhador terceirizado da Cemig. Na tarde de ontem, o eletricista contratado da empreiteira Método Projetos e Construções Elétricas, Rivael Gomes Coelho, trabalhava na execução do Projeto Luz para Todos, na zona rural da cidade de Buritis, região do Triângulo, quando morreu vítima de choque elétrico. As primeiras apurações do Sindieletro apontam que Rivael realizava uma tarefa de encabeçamento de ramal de uma rede nova.
Esse foi o sexto acidente fatal com trabalhador a serviço da Cemig em 2011. Desde 1999 acontece a média de uma morte a cada 45 dias. O Sindieletro lamenta mais essa tragédia e lembra que tem cobrado da Cemig não só uma política de saúde e segurança que, de fato, preserve a vida dos trabalhadores, mas também a realização de concurso público para a primarização das atividades-fim. Certamente,muitas tragédias serão evitadas se a empresa garantir emprego e serviço de qualidade."

sexta-feira, 8 de julho de 2011

"Cemig investirá R$ 400 mi na Renova" (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"Aporte será feito por meio da distribuidora Light, que ficará com 50% do controle

SÃO PAULO - A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio da distribuidora Light, aprovou nesta quinta-feira uma parceria com a Renova Energia, empresa negociada em bolsa e que investe em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas eólicas. Com o negócio, de cerca de R$ 400 milhões, a Light passará a deter 26% do capital total e 50% do bloco de controle da Renova.
A parceria, que vem sendo discutida desde o início do ano, vai reforçar a iniciativa da distribuidora fluminense de retomar projetos de produção de energia e atender o mercado livre. A ideia é ter mais geração própria para atender os clientes das comercializadoras do grupo (só a Cemig detém um terço do mercado livre). Hoje a empresa está investindo R$ 728 milhões em três novos projetos de geração, que vão ampliar em 27% a capacidade de fornecimento de energia até o ano que vem. Na Light, o negócio será votado em reunião marcada para hoje à tarde.
Os projetos tocados pela Light seguem a mesma linha dos empreendimentos da Renova, focados em energia limpa. A empresa foi criada em 2001 para desenvolver projetos de PCHs. No meio do caminho, quando a energia eólica ainda vivia sob forte descrença do mercado, a companhia decidiu iniciar estudos dos potenciais dos ventos no País. Em 2007, associou-se ao fundo de investimento InfraBrasil, que tem entre os sócios o banco Santander. Para se capitalizar e tirar do papel os empreendimentos, ela abriu o capital em 2009 e captou R$ 160 milhões.
Hoje a empresa tem três PCHs em operação, de 41,8 megawatts (MW). Mas o chamariz são os parques eólicos, que ela tem em carteira. Nos últimos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Eólica (Aneel), a Renova foi uma das principais protagonistas. No total são 20 parques eólicos na Bahia, que somam 423 MW, todos em fase de construção e com contrato de venda de energia garantido.
Outro fator que chama atenção dos concorrentes são os projetos em estudo. Nos últimos anos, a Renova investiu no desenvolvimento de inúmeros projetos (alguns já entregues à Aneel), que somam 2.205 MW de energia eólica e 1.465 MW, de PCHs. Com a parceria com a Light, a empresa, que vale R$ 1,6 bilhão na bolsa, poderá acelerar os planos de crescimento.
A história da Renova com a Light faz parte de um forte movimento de fusões e aquisições que se instalou no setor elétrico nos últimos meses. Em abril, a CPFL Energia e a ERSA Energias Renováveis (que também tinha ações em bolsa) anunciaram a criação da CPFL Renováveis. O negócio surgiu a partir da associação dos ativos das duas empresas em PCHs, parques eólicos e usinas termelétricas movidas a biomassa. A fusão criou uma das maiores empresas da América Latina no segmento, com 648 MW de potência instalada em operação, 386 MW em construção e 3.341 MW em preparação para construção ou desenvolvimento. Juntas, Light e Renova serão uma concorrente de peso para a CPFL Renováveis."

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