"O Conselho Monetário Nacional (CMN) suspendeu, até junho de 2015, o limite máximo estabelecido para empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Eletrobras. Esse teto era fixado em 25% do patrimônio de referência da estatal. A mesma medida foi tomada para Petrobras e Eletrobras.
As emppresas já estavam isentas dessa restrição desde 2009, mas a excepcionalidade acabaria em julho deste ano. De acordo com o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), Sérgio Odilon dos Anjos, a suspensão dos limites foi necessária para que o BNDES cumpra a função de estimular o desenvolvimento. “Áreas estratégicas precisam ter alocação de recursos".
Pela regra geral, cada instituição financeira pode comprometer, no máximo, 25% do patrimônio de referência e 50% dos ativos permanentes (como compra de ações e prédios) com cada cliente."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=10016&id_tipo=2&id_secao=17&id_pai=0&titulo_info=BNDES%20mant%26eacute%3Bm%20limite%20extra%20de%20financiamentos%20%26agrave%3B%20Eletrobras
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Ampla busca financiamento de até R$530 milhões junto ao BNDES (Fonte: Jornal da Energia)
"A concessionária de energia elétrca Ampla divulgou ao mercado que utilizará financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor máximo de R$530 milhões, para investimentos no sistema de distribuição no período de 2012 a 2013. De forma indireta, o empréstimo será coordenado pelo Banco Itaú BBA e contará com a participação dos bancos Santander e J. Safra, tendo como garantia a cessão fiduciária de recebíveis.
A operação foi autorizada durante reunião do conselho de administração da companhia, realizada nesta terça-feira (22). Com a decisão, a diretoria da Ampla já está autorizada a adotar as medidas e providenciar os documentos necessários para a obtenção do financiamento."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9975&id_tipo=2&id_secao=17&id_pai=0&titulo_info=Ampla%20busca%20financiamento%20de%20até%20R$530%20milhões%20junto%20ao%20BNDES
A operação foi autorizada durante reunião do conselho de administração da companhia, realizada nesta terça-feira (22). Com a decisão, a diretoria da Ampla já está autorizada a adotar as medidas e providenciar os documentos necessários para a obtenção do financiamento."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9975&id_tipo=2&id_secao=17&id_pai=0&titulo_info=Ampla%20busca%20financiamento%20de%20até%20R$530%20milhões%20junto%20ao%20BNDES
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Copel negocia empréstimos de R$1,5 bilhão com o BNDES (Fonte: Jornal da Energia)
"A estatal paranaense de energia Copel está em conversações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obter empréstimos no total de cerca de R$1,5 bilhão. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Ricardo Portugal Alves, os recursos iriam para a hidrelétrica de Colíder, a PCH Cavernoso II, a linha de transmissão Araraquara-Taubaté e a subestação Cerquilho.
A previsão do executivo é de que a PCH, que está em construção no rio Cavernoso, seja a primeira a receber a verba. Até porque a usina, em fase final, deve estar concluída até o final de outubro, com uma pequena antecipação em relação ao cronograma original, que prevê a geração no primeiro dia de 2013. O projeto vendeu energia em um leilão de fontes alternativas realizado em 2010 e está orçado em R$120 milhões.
Outra planta que anima a Copel é a UHE Colíder, no rio Teles Pires. Segundo Alves, 1,7 mil pessoas trabalham na obra, que corre para aproveitar o período de estiagem da região, entre maio e setembro. "Mantemos a hipótese de antecipação da data de operação comercial, que inicialmente está prevista para o final de 2014", aponta o diretor. Com 300MW, a planta deve receber R$1,2 bilhão em investimentos.
"Esperamos que, em todos projetos, vamos ter até o final do ano a oportunidade de receber ao menos parte do financiamento. Em razão dessas análises, que são demoradas, você acaba sempre colocando pré-equity. Por isso é importante que a Copel e seus parceiros tenham caixa suficiente para fazer essas antecipações", comentou Alves.
O digirente da empresa paranaense disse que "fazer empréstimos ponte de curto prazo acabam custando mais caro" e adiantou que deve entrar com mais pleitos junto ao BNDES. Esses, para projetos arrematados pela companhia em leilões mais recentes, como linhas de transmissão em parceria com Eletrosul, State Grid e Elecnor.
Ainda de acordo com Alves, a Copel deve investir neste ano algo entre 85% e 90% do total aprovado pela diretoria, que é de R$2,2 bilhões."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9946&id_secao=17
A previsão do executivo é de que a PCH, que está em construção no rio Cavernoso, seja a primeira a receber a verba. Até porque a usina, em fase final, deve estar concluída até o final de outubro, com uma pequena antecipação em relação ao cronograma original, que prevê a geração no primeiro dia de 2013. O projeto vendeu energia em um leilão de fontes alternativas realizado em 2010 e está orçado em R$120 milhões.
Outra planta que anima a Copel é a UHE Colíder, no rio Teles Pires. Segundo Alves, 1,7 mil pessoas trabalham na obra, que corre para aproveitar o período de estiagem da região, entre maio e setembro. "Mantemos a hipótese de antecipação da data de operação comercial, que inicialmente está prevista para o final de 2014", aponta o diretor. Com 300MW, a planta deve receber R$1,2 bilhão em investimentos.
"Esperamos que, em todos projetos, vamos ter até o final do ano a oportunidade de receber ao menos parte do financiamento. Em razão dessas análises, que são demoradas, você acaba sempre colocando pré-equity. Por isso é importante que a Copel e seus parceiros tenham caixa suficiente para fazer essas antecipações", comentou Alves.
O digirente da empresa paranaense disse que "fazer empréstimos ponte de curto prazo acabam custando mais caro" e adiantou que deve entrar com mais pleitos junto ao BNDES. Esses, para projetos arrematados pela companhia em leilões mais recentes, como linhas de transmissão em parceria com Eletrosul, State Grid e Elecnor.
Ainda de acordo com Alves, a Copel deve investir neste ano algo entre 85% e 90% do total aprovado pela diretoria, que é de R$2,2 bilhões."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9946&id_secao=17
terça-feira, 15 de maio de 2012
Aeroportos e energia ganham peso no desembolso do BNDES (Fonte: Valor Econômico)
"Impulsionados por projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pela iniciativa privada, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para energia e logística devem crescer 30% em 2013, acima do aumento projetado para 2012, de 25%, quando totalizarão R$ 23,3 bilhões. A trajetória de empréstimos do banco para essas duas áreas deve seguir ascendente nos próximos anos, nas palavras do superintendente da área de infraestrutura da instituição, Nelson Fontes Siffert Filho. A infraestrutura, diz ele, passa por um novo ciclo de investimento com aportes em setores que, no passado, não recebiam tanta atenção como agora.
Nas áreas de energia e logística, normalmente o aporte do BNDES responde por 60% do projeto, salientou o Siffert Filho. Isso significa que os empréstimos do banco para 2012 em energia e logística movimentarão projetos em torno de R$ 38 bilhões. "Para 2013, estamos prevendo chegar a R$ 30 bilhões de desembolsos em financiamentos diretos. E se você imaginar um grau de alavancagem em torno de 60%, estaremos sustentando mais de R$ 50 bilhões de investimentos em 2013" acrescentou.
Para 2014, o banco ainda não tem previsão para crescimento, mas o superintendente estima continuidade de elevação, mesmo com esta base de comparação já elevada. "Eu acredito que este ciclo [de elevação de desembolsos e de investimentos] possa se manter por um longo período", afirmou.
Um dos exemplos de setor cujos investimentos e desembolsos devem crescer em horizonte de médio prazo é o aeroportuário. Siffert Filho lembrou que o governo privatizou este ano três aeroportos: dois em São Paulo, (Cumbica, em Guarulhos, e o de Viracopos, em Campinas) e o Aeroporto de Brasília, no Distrito Federal. "Temos então três aeroportos já concedidos e mais um que está sendo implantado, o de São Gonçalo do Amarante", disse, citando o terminal que está sendo construído na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte.
Segundo o superintendente, os três licitados vão apresentar ainda este ano sua carta-consulta para o BNDES, o primeiro passo para o pedido de financiamento no banco. O pedido de São Gonçalo do Amarante já foi apresentado.
A continuidade de grandes empreendimentos no setor elétrico também deve ajudar a alavancar investimentos em infraestrutura. Outro ponto mencionado por Siffert Filho é o aporte previsto para a usina de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Ele lembrou que já foi aprovado empréstimo-ponte para a usina, de R$ 1 bilhão, em 2010. "A nossa ideia é aprovar o empréstimo de longo prazo ainda este ano; quitar esse empréstimo ponte e entrar em ritmo normal de desembolsos ainda este ano", disse. Sobre o financiamento de longo prazo, embora o valor exato ainda não tenha sido fechado com o consórcio Norte Energia, que lidera o empreendimento, o aporte do banco será expressivo, da ordem de R$ 20 bilhões, de acordo com Siffert Filho.
A proximidade da Copa do Mundo em 2014 e geração de energia em locais distantes dos centros de consumo também devem dar sua contribuição para impulsionar os empréstimos do banco em infraestrutura. Do total de 226 projetos nas áreas de energia e logística na carteira do banco que receberão algum tipo de desembolso em 2012, 24 são para projetos de distribuição e 35 para empreendimentos em transmissão. Em 2011, a quantidade de projetos para cada uma dessas áreas era de 19 e de 17, respectivamente. "As distribuidoras das cidades que serão sede da Copa estão reforçando seus sistemas de transmissão, melhorando sua segurança energética", explicou. Quanto à transmissão, Siffert Filho lembrou a necessidade de reforçar investimentos nas linhas, para assegurar suprimento em localidades distantes dos centros de geração.
Além disso, o banco aposta em aumento do interesse da iniciativa privada em investir em debêntures atreladas a projetos de infraestrutura. Isso se daria por meio dos chamados Project Bonds, instrumentos financeiros nos quais o BNDES financia os projetos e adquire esses títulos junto com outros players do mercado, compartilhando garantias e riscos. Depois de mudança de regra há três meses, que permite isenção de Imposto de Renda ao investidor estrangeiro e de pessoa física nessa modalidade, houve nítido aumento do apetite privado. "Estamos com procura grande. Temos R$ 3 bilhões em debêntures em mais de 20 projetos nas áreas de energia e transporte", diz. Além disso, afirma, com a trajetória de queda de juros, o mercado começa a se interessar mais por outros tipos de investimento que operam em longo prazo - horizonte característico em infraestrutura."
Extraído de http://www.valor.com.br/brasil/2659024/aeroportos-e-energia-ganham-peso-no-desembolso-do-bndes
Nas áreas de energia e logística, normalmente o aporte do BNDES responde por 60% do projeto, salientou o Siffert Filho. Isso significa que os empréstimos do banco para 2012 em energia e logística movimentarão projetos em torno de R$ 38 bilhões. "Para 2013, estamos prevendo chegar a R$ 30 bilhões de desembolsos em financiamentos diretos. E se você imaginar um grau de alavancagem em torno de 60%, estaremos sustentando mais de R$ 50 bilhões de investimentos em 2013" acrescentou.
Para 2014, o banco ainda não tem previsão para crescimento, mas o superintendente estima continuidade de elevação, mesmo com esta base de comparação já elevada. "Eu acredito que este ciclo [de elevação de desembolsos e de investimentos] possa se manter por um longo período", afirmou.
Um dos exemplos de setor cujos investimentos e desembolsos devem crescer em horizonte de médio prazo é o aeroportuário. Siffert Filho lembrou que o governo privatizou este ano três aeroportos: dois em São Paulo, (Cumbica, em Guarulhos, e o de Viracopos, em Campinas) e o Aeroporto de Brasília, no Distrito Federal. "Temos então três aeroportos já concedidos e mais um que está sendo implantado, o de São Gonçalo do Amarante", disse, citando o terminal que está sendo construído na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte.
Segundo o superintendente, os três licitados vão apresentar ainda este ano sua carta-consulta para o BNDES, o primeiro passo para o pedido de financiamento no banco. O pedido de São Gonçalo do Amarante já foi apresentado.
A continuidade de grandes empreendimentos no setor elétrico também deve ajudar a alavancar investimentos em infraestrutura. Outro ponto mencionado por Siffert Filho é o aporte previsto para a usina de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Ele lembrou que já foi aprovado empréstimo-ponte para a usina, de R$ 1 bilhão, em 2010. "A nossa ideia é aprovar o empréstimo de longo prazo ainda este ano; quitar esse empréstimo ponte e entrar em ritmo normal de desembolsos ainda este ano", disse. Sobre o financiamento de longo prazo, embora o valor exato ainda não tenha sido fechado com o consórcio Norte Energia, que lidera o empreendimento, o aporte do banco será expressivo, da ordem de R$ 20 bilhões, de acordo com Siffert Filho.
A proximidade da Copa do Mundo em 2014 e geração de energia em locais distantes dos centros de consumo também devem dar sua contribuição para impulsionar os empréstimos do banco em infraestrutura. Do total de 226 projetos nas áreas de energia e logística na carteira do banco que receberão algum tipo de desembolso em 2012, 24 são para projetos de distribuição e 35 para empreendimentos em transmissão. Em 2011, a quantidade de projetos para cada uma dessas áreas era de 19 e de 17, respectivamente. "As distribuidoras das cidades que serão sede da Copa estão reforçando seus sistemas de transmissão, melhorando sua segurança energética", explicou. Quanto à transmissão, Siffert Filho lembrou a necessidade de reforçar investimentos nas linhas, para assegurar suprimento em localidades distantes dos centros de geração.
Além disso, o banco aposta em aumento do interesse da iniciativa privada em investir em debêntures atreladas a projetos de infraestrutura. Isso se daria por meio dos chamados Project Bonds, instrumentos financeiros nos quais o BNDES financia os projetos e adquire esses títulos junto com outros players do mercado, compartilhando garantias e riscos. Depois de mudança de regra há três meses, que permite isenção de Imposto de Renda ao investidor estrangeiro e de pessoa física nessa modalidade, houve nítido aumento do apetite privado. "Estamos com procura grande. Temos R$ 3 bilhões em debêntures em mais de 20 projetos nas áreas de energia e transporte", diz. Além disso, afirma, com a trajetória de queda de juros, o mercado começa a se interessar mais por outros tipos de investimento que operam em longo prazo - horizonte característico em infraestrutura."
Extraído de http://www.valor.com.br/brasil/2659024/aeroportos-e-energia-ganham-peso-no-desembolso-do-bndes
quinta-feira, 26 de abril de 2012
BNDES aprova emprestimo de R$ 604 milhões GDF para quitar dívida da CEB (Fonte: Correio Braziliense)
"O Governo do Distrito Federal deve receber R$ 604 milhões do Comitê de Enquadramento e Crédito do Banco Nacional (BNDES). O empréstimo foi aprovado nessa última terça-feira (24/4). O razão da quantia é a o pagamento de parte da dívida da Companhia Energética de Brasília, que chega a R$ 877 milhões. Para concretizar o recebimento do dinheiro falta apenas a aprovação da diretoria do Banco Nacional.
Sete técnicos do BNDES estiveram na CEB no início da ano para analisar as capacidades técnicas, administrativas e financeiras para obter o empréstimo. A intenção do governo é que essa quantia resolva os problemas financeiros da empresa. Para o presidente da CEB, Rubem Fonseca, a capacidade de investimentos da empresa deve aumentar.
..."
Íntegra disponível em http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/04/26/interna_cidadesdf,299722/bndes-aprova-emprestimo-de-r-604-milhoes-gdf-para-quitar-divida-da-ceb.shtml
Sete técnicos do BNDES estiveram na CEB no início da ano para analisar as capacidades técnicas, administrativas e financeiras para obter o empréstimo. A intenção do governo é que essa quantia resolva os problemas financeiros da empresa. Para o presidente da CEB, Rubem Fonseca, a capacidade de investimentos da empresa deve aumentar.
..."
Íntegra disponível em http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/04/26/interna_cidadesdf,299722/bndes-aprova-emprestimo-de-r-604-milhoes-gdf-para-quitar-divida-da-ceb.shtml
sexta-feira, 8 de julho de 2011
"BNDES vê com ''ceticismo'' fusão entre varejistas" (Fonte: O Estado de S. Paulo)
"Banco estatal aponta desgaste demonstrado pela reação do sócio francês do Pão de Açúcar à proposta
A polêmica envolvendo os empresários Jean-Charles Naouri, do grupo francês Casino, e Abilio Diniz, da rede Pão de Açúcar, resultou num desgaste que leva a direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a ver com mais ceticismo a possibilidade de um acordo em torno da proposta de fusão da varejista brasileira com o Carrefour no Brasil.
O Casino divide com Diniz o capital da controladora do Pão de Açúcar e tem o direito de assumir o controle da empresa em 2012. O entendimento entre os sócios é condição primordial para a participação do BNDES na operação, com aporte de até R$ 4,5 bilhões.
De acordo com uma fonte que acompanha o processo, a decisão do BNDES é esperar que, num prazo curto, haja uma solução entre as partes. O documento elaborado pelo BTG Pactual propondo a fusão tem validade de 60 dias a contar da apresentação da proposta, o que ocorreu em 26 de julho.
Como a apresentação feita por Naouri na segunda-feira ao presidente do banco, Luciano Coutinho, não trouxe qualquer novidade, nada mudou na disposição do banco de participar da operação. Mas ficou mais claro para o banco que o entendimento é difícil.
O executivo francês limitou-se a frisar que não é um especulador, mas investidor de longo prazo. E disse a Coutinho que pretende manter o compromisso de ter um brasileiro no cargo de CEO (principal executivo) do grupo Pão de Açúcar a partir do momento em que o Casino assumir o controle do grupo.
"Ele insistiu na listagem de seus direitos", disse a fonte, revelando que houve certa frustração em relação a propostas para o futuro da empresa, principalmente em relação à manutenção da política de apoio à cadeia de fornecedores nacionais por meio de linhas de produtos próprios do Pão de Açúcar, como a Qualitá.
"Para os fornecedores, para a indústria brasileira e para a economia, em última instância, é ruim a mudança de controle. Mas isso é uma disputa legal e o banco não tomará partido", diz a fonte. O principal temor do BNDES, neste caso, é que, sob o controle do Casino, o Grupo Pão de Açúcar se transforme pura e simplesmente num centro de custos e vendas do grupo francês, uma espécie de plataforma de importação. O Pão de Açúcar já vem aumentando a venda de produtos Casino.
Ouvinte. O fato é que, desde que ingressou nessa empreitada, o banco enxergou com ceticismo a possibilidade de concretizar a operação. Agora, essa alternativa parece ainda mais distante. Na conversa com Naouri, Coutinho limitou-se à condição de ouvinte.
Quando falou, repetiu apenas o mesmo teor dos comunicados que o banco já havia divulgado, condicionando a participação a um entendimento prévio entre os sócios. Havia muitas dúvidas técnicas, mas os representantes do banco preferiram não expô-las para não caracterizar participação do governo em uma disputa societária.
Talvez pelo mesmo motivo Naouri não tenha sido recebido por nenhum representante dos ministérios da Fazenda ou do Desenvolvimento em sua ida a Brasília. Como as recentes declarações de Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) deixaram claro, o assunto Pão de Açúcar/Casino está agora absolutamente restrito a Diniz e Naouri.
O BNDES já via o grupo francês com desconfiança, já que, prestes a assumir a maior varejista do País, Naouri nunca havia mandado emissários para uma aproximação com o governo para expor seus planos."
Siga-nos no twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez
A polêmica envolvendo os empresários Jean-Charles Naouri, do grupo francês Casino, e Abilio Diniz, da rede Pão de Açúcar, resultou num desgaste que leva a direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a ver com mais ceticismo a possibilidade de um acordo em torno da proposta de fusão da varejista brasileira com o Carrefour no Brasil.
O Casino divide com Diniz o capital da controladora do Pão de Açúcar e tem o direito de assumir o controle da empresa em 2012. O entendimento entre os sócios é condição primordial para a participação do BNDES na operação, com aporte de até R$ 4,5 bilhões.
De acordo com uma fonte que acompanha o processo, a decisão do BNDES é esperar que, num prazo curto, haja uma solução entre as partes. O documento elaborado pelo BTG Pactual propondo a fusão tem validade de 60 dias a contar da apresentação da proposta, o que ocorreu em 26 de julho.
Como a apresentação feita por Naouri na segunda-feira ao presidente do banco, Luciano Coutinho, não trouxe qualquer novidade, nada mudou na disposição do banco de participar da operação. Mas ficou mais claro para o banco que o entendimento é difícil.
O executivo francês limitou-se a frisar que não é um especulador, mas investidor de longo prazo. E disse a Coutinho que pretende manter o compromisso de ter um brasileiro no cargo de CEO (principal executivo) do grupo Pão de Açúcar a partir do momento em que o Casino assumir o controle do grupo.
"Ele insistiu na listagem de seus direitos", disse a fonte, revelando que houve certa frustração em relação a propostas para o futuro da empresa, principalmente em relação à manutenção da política de apoio à cadeia de fornecedores nacionais por meio de linhas de produtos próprios do Pão de Açúcar, como a Qualitá.
"Para os fornecedores, para a indústria brasileira e para a economia, em última instância, é ruim a mudança de controle. Mas isso é uma disputa legal e o banco não tomará partido", diz a fonte. O principal temor do BNDES, neste caso, é que, sob o controle do Casino, o Grupo Pão de Açúcar se transforme pura e simplesmente num centro de custos e vendas do grupo francês, uma espécie de plataforma de importação. O Pão de Açúcar já vem aumentando a venda de produtos Casino.
Ouvinte. O fato é que, desde que ingressou nessa empreitada, o banco enxergou com ceticismo a possibilidade de concretizar a operação. Agora, essa alternativa parece ainda mais distante. Na conversa com Naouri, Coutinho limitou-se à condição de ouvinte.
Quando falou, repetiu apenas o mesmo teor dos comunicados que o banco já havia divulgado, condicionando a participação a um entendimento prévio entre os sócios. Havia muitas dúvidas técnicas, mas os representantes do banco preferiram não expô-las para não caracterizar participação do governo em uma disputa societária.
Talvez pelo mesmo motivo Naouri não tenha sido recebido por nenhum representante dos ministérios da Fazenda ou do Desenvolvimento em sua ida a Brasília. Como as recentes declarações de Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) deixaram claro, o assunto Pão de Açúcar/Casino está agora absolutamente restrito a Diniz e Naouri.
O BNDES já via o grupo francês com desconfiança, já que, prestes a assumir a maior varejista do País, Naouri nunca havia mandado emissários para uma aproximação com o governo para expor seus planos."
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terça-feira, 5 de julho de 2011
"BNDES prepara a retomada da venda de sua participação na Eletropaulo" (Fonte: O Estado de S. Paulo)
"O banco estatal tem atualmente 49,9% das ações com direito a voto da Brasiliana, holding da AES Eletropaulo e da AES Tietê, e 100% das preferenciais, o que representa 53,8% do capital total; governo está preocupado com impacto na qualidade do serviço
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está prestes a retomar o processo de venda de sua participação na Brasiliana, holding que controla a distribuidora AES Eletropaulo (SP) e a geradora AES Tietê.
A instituição está concluindo o processo para a contratação de um banco com vistas a estruturar o leilão de venda de sua fatia acionária na empresa, que também controla a térmica a gás natural AES Uruguaiana e a operadora de telecomunicações AES Atimus.
Hoje, o BNDES detém 49,9% das ações ordinárias da Brasiliana e 100% das preferenciais, o que representa 53,8% do capital total da empresa. O banco de fomento é sócio da americana AES Corp., que controla a companhia com 50% mais uma ação das ON. A movimentação da instituição para vender essa fatia acionária já tem provocado reações no mercado.
Segundo apurou a Agência Estado, os principais interessados no ativo estão contratando advisors para auxiliar na operação. No passado, já demonstraram interesse a CPFL Energia, a Cemig, a Tractebel e a Neoenergia.
O pano de fundo do negócio está relacionado à necessidade de recursos do BNDES para continuar a sua política de financiar os seus projetos de infraestrutura e participar de novas oportunidades de investimento.
Nos cálculos dos analistas do Itaú BBA, Marcos Severine, Marcel Shiomi e Mariana Coelho, o banco de fomento poderia obter, no mínimo, R$ 4,8 bilhões com a operação, sendo este o valor de mercado da participação da instituição no ativo. "A Brasiliana é uma operação madura e próxima do seu potencial de valorização. Além disso, o banco tem outras prioridades no momento", disse uma fonte do mercado que acompanha de perto o processo.
Com o processo de seleção da instituição financeira para estruturar a operação prestes a ser concluída, fica a dúvida de quando o BNDES deve tornar pública a retomada do processo. A fonte ouvida pela Agência Estado disse que, embora seja difícil afirmar com segurança em que momento isso irá ocorrer por causa dos fatores políticos que envolvem o negócio, o anúncio deve ocorrer no curto prazo.
Para analistas do setor, o negócio faz parte do processo de desinvestimento conduzido pelo banco. Nos últimos meses, a companhia reduziu suas participações na Light e na Cesp - apenas com a concessionária fluminense, a política de desinvestimento gerou um ganho de R$ 421,9 milhões entre 2009 e 2010, segundo o formulário de referência do BNDESPar.
A constituição da holding Brasiliana, em 2003, foi a solução encontrada pelo banco de fomento para não amargar um prejuízo bilionário. Em decorrência do racionamento de 2001, a AES Corp. deixou de pagar, em 2003, o empréstimo obtido junto ao BNDES para compra da Eletropaulo, no processo de privatização conduzido pelo governo paulista em 1998. A dívida já somava US$ 1,2 bilhão, e a saída para equacionar o passivo foi converter metade do valor, US$ 600 milhões, em ações da Brasiliana - a outra metade foi paga pela AES Eletropaulo no fim de 2006.
Com a quitação da dívida, o BNDES iniciou, no segundo semestre de 2007, o processo de venda de sua fatia na Brasiliana. O banco de fomentou chegou a contratar o Citibank para preparar o leilão, mas o negócio não chegou a ser concluído. Nesse meio tempo, o BNDES e a AES produziram laudos sobre o valor da Brasiliana. Como houve divergência, um terceiro laudo independente chegou a ser produzido. Tal procedimento terá que ser realizado novamente com a retomada do processo de venda, conforme está previsto no acordo de acionistas celebrado no fim de 2003.
Pelos termos do acordo de acionistas, a AES Corp. tem o direito de preferência para comprar a fatia do BNDES. Caso decline de exercer essa opção, o banco poderá obrigar a AES Corp. a vender as suas ações na Brasiliana, cláusula conhecida no mercado como drag along. Embora exista essa possibilidade, o presidente do grupo AES no Brasil, Britaldo Soares, já manifestou em diversas ocasiões que a companhia americana pretende comprar a fatia do BNDES na Brasiliana.
Procurado, o BNDES informou que não poderia se pronunciar sobre o tema, por envolver empresas de capital aberto.
Preocupação. Outra fonte afirma que o leilão pode continuar sendo adiado a pedido do governo, que está preocupado com uma piora na gestão da companhia após os recentes apagões que prejudicaram o abastecimento de energia em São Paulo.
A AES Corp. estaria suficientemente capitalizada para exercer seu direito de preferência na aquisição, o que não é visto com bons olhos pelo governo."
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está prestes a retomar o processo de venda de sua participação na Brasiliana, holding que controla a distribuidora AES Eletropaulo (SP) e a geradora AES Tietê.
A instituição está concluindo o processo para a contratação de um banco com vistas a estruturar o leilão de venda de sua fatia acionária na empresa, que também controla a térmica a gás natural AES Uruguaiana e a operadora de telecomunicações AES Atimus.
Hoje, o BNDES detém 49,9% das ações ordinárias da Brasiliana e 100% das preferenciais, o que representa 53,8% do capital total da empresa. O banco de fomento é sócio da americana AES Corp., que controla a companhia com 50% mais uma ação das ON. A movimentação da instituição para vender essa fatia acionária já tem provocado reações no mercado.
Segundo apurou a Agência Estado, os principais interessados no ativo estão contratando advisors para auxiliar na operação. No passado, já demonstraram interesse a CPFL Energia, a Cemig, a Tractebel e a Neoenergia.
O pano de fundo do negócio está relacionado à necessidade de recursos do BNDES para continuar a sua política de financiar os seus projetos de infraestrutura e participar de novas oportunidades de investimento.
Nos cálculos dos analistas do Itaú BBA, Marcos Severine, Marcel Shiomi e Mariana Coelho, o banco de fomento poderia obter, no mínimo, R$ 4,8 bilhões com a operação, sendo este o valor de mercado da participação da instituição no ativo. "A Brasiliana é uma operação madura e próxima do seu potencial de valorização. Além disso, o banco tem outras prioridades no momento", disse uma fonte do mercado que acompanha de perto o processo.
Com o processo de seleção da instituição financeira para estruturar a operação prestes a ser concluída, fica a dúvida de quando o BNDES deve tornar pública a retomada do processo. A fonte ouvida pela Agência Estado disse que, embora seja difícil afirmar com segurança em que momento isso irá ocorrer por causa dos fatores políticos que envolvem o negócio, o anúncio deve ocorrer no curto prazo.
Para analistas do setor, o negócio faz parte do processo de desinvestimento conduzido pelo banco. Nos últimos meses, a companhia reduziu suas participações na Light e na Cesp - apenas com a concessionária fluminense, a política de desinvestimento gerou um ganho de R$ 421,9 milhões entre 2009 e 2010, segundo o formulário de referência do BNDESPar.
A constituição da holding Brasiliana, em 2003, foi a solução encontrada pelo banco de fomento para não amargar um prejuízo bilionário. Em decorrência do racionamento de 2001, a AES Corp. deixou de pagar, em 2003, o empréstimo obtido junto ao BNDES para compra da Eletropaulo, no processo de privatização conduzido pelo governo paulista em 1998. A dívida já somava US$ 1,2 bilhão, e a saída para equacionar o passivo foi converter metade do valor, US$ 600 milhões, em ações da Brasiliana - a outra metade foi paga pela AES Eletropaulo no fim de 2006.
Com a quitação da dívida, o BNDES iniciou, no segundo semestre de 2007, o processo de venda de sua fatia na Brasiliana. O banco de fomentou chegou a contratar o Citibank para preparar o leilão, mas o negócio não chegou a ser concluído. Nesse meio tempo, o BNDES e a AES produziram laudos sobre o valor da Brasiliana. Como houve divergência, um terceiro laudo independente chegou a ser produzido. Tal procedimento terá que ser realizado novamente com a retomada do processo de venda, conforme está previsto no acordo de acionistas celebrado no fim de 2003.
Pelos termos do acordo de acionistas, a AES Corp. tem o direito de preferência para comprar a fatia do BNDES. Caso decline de exercer essa opção, o banco poderá obrigar a AES Corp. a vender as suas ações na Brasiliana, cláusula conhecida no mercado como drag along. Embora exista essa possibilidade, o presidente do grupo AES no Brasil, Britaldo Soares, já manifestou em diversas ocasiões que a companhia americana pretende comprar a fatia do BNDES na Brasiliana.
Procurado, o BNDES informou que não poderia se pronunciar sobre o tema, por envolver empresas de capital aberto.
Preocupação. Outra fonte afirma que o leilão pode continuar sendo adiado a pedido do governo, que está preocupado com uma piora na gestão da companhia após os recentes apagões que prejudicaram o abastecimento de energia em São Paulo.
A AES Corp. estaria suficientemente capitalizada para exercer seu direito de preferência na aquisição, o que não é visto com bons olhos pelo governo."
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
“Autoprodutores pedem audiência pública sobre renovação de concessões” (Fonte: Agência CanalEnergia)
“Representantes da Abiape, de outras entidades e de concessionárias cobraram no último dia 4 de maio a realização de audiência pública sobre a renovação de concessões. O requerimento foi feito pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Delcídio Amaral. A proposta de discussão do tema foi aceita no último dia 18 de maio, após aprovação na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. A proposta de audiência pública sobre o tema indica convites para o secretário executivo do MME, Marcio Zimmermann; o presidente da Eletrobras, José da Costa de Carvalho Neto; o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner; o presidente da Cesp, Mauro Arce; o presidente do Conselho da Abiape, Otávio Rezende e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.”
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
“Luciano Coutinho cobra meta mais 'realista' da Petrobrás” (Fonte: O Estado de S. Paulo)
| “Autor(es): Daniela Milanese, Correspondente |
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| O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, reforçou ontem o coro do governo para que a Petrobrás reduza seu plano de investimentos para os próximos anos. Em entrevista em Londres, Coutinho disse que a Petrobrás deve ter uma meta de investimentos mais "realista". Para ele, os planos atuais da empresa são muito ambiciosos e difíceis de serem colocados em prática. Na sexta-feira, o conselho de administração da Petrobrás - presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega - rejeitou a primeira proposta de revisão do Plano de Negócios, para o período de 2011-2015. Segundo a Agência Estado apurou, a proposta previa investimentos de US$ 260 bilhões e o governo queria cortar cerca de US$ 30 bilhões, mantendo o valor do plano anterior de US$ 224 bilhões para o período entre 2010-2014. "O ministro Guido Mantega pediu uma meta mais realista para o conselho de administração da Petrobrás", afirmou Coutinho. Segundo ele, o conselho pressiona para que a empresa seja eficiente, de forma a garantir o retorno dos projetos. Em nota à imprensa, a Petrobrás informou que o conselho orientou a diretoria a prosseguir com estudos de "sensibilidade". "Um desses estudos incorpora a redução do investimento, mas não é a única questão a ser examinada, já que existem diversas variáveis em estudo." Para Coutinho, a execução dos planos da Petrobrás enfrenta desafios, como a forte necessidade de fornecedores e de mão de obra. As mesmas dificuldades estão sendo apontadas pela Vale, que sinalizou a redução de investimentos neste ano - dos US$ 24 bilhões previstos inicialmente para US$ 20 bilhões. "As duas empresas têm programas de investimentos muito ambiciosos e difíceis de implantar", disse Coutinho. "Talvez não sejam planos realistas hoje." Ontem, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, passou o dia em Brasília discutindo os projetos. Cada diretoria tem "feito a lição de casa", segundo fontes, para definir cortes. Dúvidas. Em relatório aos clientes, o analista do Credit Suisse, Emerson Leite, disse que "a rejeição do novo plano estratégico desencadeia dúvidas quanto as motivações do conselho". Para ele, a redução para o nível de US$ 224 bilhões é "improvável" e ele aposta que o investimento para os próximos cinco aumente, mas seja "favorável a uma abordagem mais conservadora". "Isso seria um bom sinal de disciplina de capital que não temos visto há algum tempo." Leite acredita que a dificuldade de corte dos investimentos está principalmente nas áreas do pré-sal. Os planos de investimentos em novas refinarias no Maranhão e no Ceará, no valor de US$ 30 bilhões, foram duramente criticados pelo mercado e defendidos pelo governo como mecanismo de desenvolvimento do Nordeste. Pé no chão Luciano Coutinho - Presidente do BNDES "O ministro pediu uma meta mais realista para o conselho de administração da Petrobrás." "As duas empresas (Petrobrás e Vale) têm programas de investimentos muito ambiciosos e difíceis de implantar".” Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br |
Indústria da construção: “Brasil é o 2º maior para investimento” (Fonte: Valor Econômico)
| “Autor(es): Daniela D"Ambrosio | De São Paulo |
| A indústria brasileira da construção - incluindo obras civis e infraestrutura - é a segunda, no mundo, com maior potencial de investimentos. Estudo da consultoria global Roland Berger mostra que o Brasil deve ter crescimento de 5,1% entre 2008 e 2013 - para uma expansão mundial de 2,3% no mesmo período. O país só fica atrás da Ásia, cujo aumento no período é estimado em 7,1%. Por conta disso, a indústria de máquinas e equipamentos pesados, que cresceu 23% em 2010, deve ter uma expansão de 15% entre 2010 e 2014, quando deve atingir vendas de 38,6 mil unidades. Em 2009, foram vendidas 18 mil unidades e, no ano passado, foram comercializadas 22,1 mil unidades. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são os principais fatores de crescimento para o setor. "Há grandes déficits e necessidades de investimento a serem solucionadas, como portos e aeroportos", afirma Thomas Kunze, da Roland Berger. Para dar conta dos grandes projetos que o Brasil vai sediar, além das melhorias estruturais, o país precisa sair de 19% do PIB de investimento em infraestrutura para 23%. Na China e na Índia, países onde o governo investe pesado em infraestrutura, o percentual foi de 47,8% e 32%, respectivamente, em 2009. Só em portos, o Brasil teria de receber de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões em investimentos e em aeroportos, de US$ 8 bilhões a US$ 13 bilhões. Ainda de acordo com o levantamento, os grandes competidores globais são os que lideram o mercado brasileiro. A Roland Berger aponta a Caterpillar como a principal fornecedora de máquinas e equipamentos pesados em 2009, com 3,87 mil unidades; seguida pela Case, com 2,88 mil; a Volvo, com 1,54 mil; e Komatsu, com 1,32 mil unidades vendidas. "Ainda que haja gargalos, há uma demanda latente por máquinas e equipamentos no Brasil", diz Kunze. O Finame, do BNDES, que exige índice de nacionalização de 60%, dá um grande impulso ao setor.” Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br |
terça-feira, 17 de maio de 2011
“Alemães vão investir em energia solar no país” (Fonte: Valor Econômico)
“Autor(es): Daniela Chiaretti | Do Rio
Amanheceu nublado, ontem, no Rio de Janeiro. "Promover um encontro assim em um dia de chuva como hoje não parece uma boa ideia, mas na Alemanha funcionou", disse Karim ould Chih no workshop de energia solar promovido pela agência de cooperação alemã (GIZ) e pelo banco de desenvolvimento KfW. Parou de brincar na sequência. Adiantou que o governo alemão está disposto a emprestar no mínimo € 40 milhões, que podem chegar a € 90 milhões, para projetos de energia solar no Brasil.
O foco é a Copa do Mundo de futebol de 2014, com estádios e aeroportos solares, mas não só. Chih não dá detalhes da operação, mas compara com linhas similares que têm 12 anos de prazo para pagar (incluindo três de carência) e "juros interessantes". O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará junto ao KfW.
"Ainda não fechamos o programa para a Copa Solar 2014", ressaltou. "Mas pretendemos atingir todas as cidades da Copa e ir além disso." Chih é o gerente principal de projetos da divisão de infraestrutura econômica e setor financeiro para América Latina e Caribe do KfW, uma espécie de BNDES alemão. O banco está financiando ou planeja financiar estudos de viabilidade dos estádios solares do Mineirão (em Belo Horizonte), Fortaleza, Manaus e Brasília, com recursos a fundo perdido. A Alemanha é reconhecida pela dianteira na tecnologia solar e o mercado brasileiro, praticamente inexplorado, é muito atraente. KfW e BNDES estão juntos, adiantou, para que uma indústria de energia solar se estabeleça no Brasil.
"O Brasil tem a oportunidade de colocar energia solar em todos os estádios da Copa", disse Ricardo Rühter, diretor-técnico do Instituto Ideal, criado em 2007, em Florianópolis, com o objetivo de promover energias limpas no Brasil e na América Latina. O projeto "Minas Solar 2014", da Cemig, é uma das vitrines do setor para dar mais visibilidade à tecnologia.
Alexandre Heringer Lisboa, da Cemig, conta a experiência do estádio do Mineirão, que deve colocar painéis solares no teto. Depois, a intenção é vender a energia ao consórcio de empresas que irá gerir o estádio.
O mercado brasileiro de energia solar é incipiente, produzindo talvez 2 MW anuais em projetos-pilotos. Uma das estratégias para estimular o setor seria criar uma demanda estável para os projetos de energia fotovoltaica e assim atrair fornecedores internacionais. Outra, ter prazos compatíveis com a vida útil dos equipamentos para pagar linhas de crédito disponíveis, disse Antonio Carlos Tovar, chefe do departamento de energias alternativas do BNDES. Já existe uma diferença no spread de financiamento de energias sujas e de opções mais limpas. O spread básico para projetos de hidrelétricas é 0,9 ponto percentual com 16 a 20 anos de prazo de amortização, enquanto para térmicas de carvão e óleo é 1,8 ponto percentual e o prazo cai para 14 anos.
A iniciativa com os estádios solares extrapola os eleitos para sediar jogos da Copa. O estádio do Pituaçu, em Salvador, não sediará jogos da Copa, mas deve instalar 400 Kw em energia solar.”
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“Contração no BNDES” (Fonte: Correio Braziliense)
“Autor(es): Victor Martins
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 24,9 bilhões de janeiro a março, num recuo de 2% na comparação com igual período do ano passado. Essa foi a primeira contração desde 2006. Em 12 meses, os empréstimos somaram R$ 143,1 bilhões, numa queda anual de 1%. O montante exclui a operação de capitalização da Petrobras, de setembro do ano passado. Para analistas, a desaceleração deve ser passageira. Porém, na avaliação do banco, o recuo “reflete o objetivo do governo de abrir espaços para uma maior participação do mercado privado no financiamento de longo prazo no país”.
Na sede da instituição, no Rio de Janeiro, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que o banco está moderando o ritmo de desembolsos para reduzir a expansão do crédito e colaborar no combate da inflação. “O ritmo de crescimento dos investimentos estava forte demais, fechou 2010 crescendo quase 21,5%. Agora, o objetivo é o crescimento relevante, mas moderado, e acima da expansão do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas geradas no país)”, disse Coutinho. Ele calcula que o ideal para o país é um PIB de 4% em 2011 e uma taxa de investimento de 11%.
Para Tatiana Pinheiro, economista do Santander, “a questão é saber se essa desaceleração é suficiente para a necessidade de redução de inflação que temos hoje”. O recuo também está de acordo com uma menor procura por crédito pelas empresas. Segundo a Serasa Experian, houve uma queda de 5,1% na comparação entre março e abril. Frente a igual período do ano passado, o tombo foi de 5,3%. “As sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no encarecimento do custo do crédito, e as perspectivas de desaceleração do ritmo de crescimento econômico estão levando as empresas a ajustar suas demandas por crédito”, afirmou a instituição em nota.”
Na sede da instituição, no Rio de Janeiro, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que o banco está moderando o ritmo de desembolsos para reduzir a expansão do crédito e colaborar no combate da inflação. “O ritmo de crescimento dos investimentos estava forte demais, fechou 2010 crescendo quase 21,5%. Agora, o objetivo é o crescimento relevante, mas moderado, e acima da expansão do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas geradas no país)”, disse Coutinho. Ele calcula que o ideal para o país é um PIB de 4% em 2011 e uma taxa de investimento de 11%.
Para Tatiana Pinheiro, economista do Santander, “a questão é saber se essa desaceleração é suficiente para a necessidade de redução de inflação que temos hoje”. O recuo também está de acordo com uma menor procura por crédito pelas empresas. Segundo a Serasa Experian, houve uma queda de 5,1% na comparação entre março e abril. Frente a igual período do ano passado, o tombo foi de 5,3%. “As sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no encarecimento do custo do crédito, e as perspectivas de desaceleração do ritmo de crescimento econômico estão levando as empresas a ajustar suas demandas por crédito”, afirmou a instituição em nota.”
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