Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MPT-MG abriu dois inquéritos do caso Samarco (Fonte: MPT)

"Belo Horizonte – O Ministério Público do Trabalho (MPT) criou um grupo para investigar, em Minas Gerais, as repercussões trabalhistas decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, de responsabilidade da empresa Samarco. Foram abertos dois inquéritos civis para o caso. A ideia é sondar os impactos na região e articular ações para a proteção do emprego e das condições dignas de trabalho no estado. O acidente, no dia 5 de novembro, provocou uma onda de lama com rejeitos tóxicos, destruindo inteiramente o subdistrito de Bento Rodrigues, pertencente ao município de Mariana, e devastando boa parte da fauna do Rio Doce.

Os procuradores do Trabalho se reunirão com representantes da Samarco nesta quinta-feira (19). O MPT ainda realizará audiência pública nesta semana para levantar as lesões causadas pelo rompimento da represa. Além de funcionários da Samarco, integram o rol de prejudicados os terceirizados da mineradora e as comunidades que viviam da pesca e da agricultura familiar.

Líderes de sindicatos profissionais e integrantes da Secretaria de Saúde e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já foram ouvidos pelo MPT. O grupo também se articula com outras instituições envolvidas na investigação do caso, como Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal, Ministério do Trabalho, sindicatos profissionais e secretarias de governo..."

Íntegra: MPT

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Direitos Humanos vai debater ações preventivas a desastres com mineração (Fonte: Câmara)

"A Comissão de Direitos Humanos e Minorias vai promover audiência pública na próxima quarta-feira (18) para debater ações preventivas e reparadoras de direitos humanos resultantes de impactos sociais e ambientais da mineração.

O foco do debate será as consequências do rompimento de duas barragens de rejeitos minerais no município de Mariana (MG), no dia 5 de novembro.

O debate está marcado para as 14 horas, no plenário 9.

Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Padre João (PT-MG), que solicitaram a audiência, argumentaram que muitas outras barragens podem estar sob risco de rompimento. “Com que margem de segurança tais estruturas foram construídas? Além de suscitar essas e outras perguntas, o desastre em Minas traz à agenda política e de direitos a questão dos impactos cotidianos da mineração sobre as comunidades atingidas por danos ambientais e sobre os trabalhadores do setor”, questionou Pimenta..."

Íntegra: Câmara

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Educação aprova regulamentação para gestor ambiental (Fonte: Câmara dos Deputados)

"A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 15, proposta que regulamenta a profissão de gestor ambiental – profissional responsável, entre outras atividades, pela elaboração de políticas ambientais, pareceres e projetos ambientais ou de desenvolvimento sustentável; avaliação de impactos ambientais; e licenciamento ambiental.

A regulamentação está prevista no Projeto de Lei 2664/11, do deputado licenciado Arnaldo Jardim (PPS-SP). A proposta determina que o gestor ambiental tenha diploma de graduação em gestão ambiental, mas garante o direito dos profissionais que já atuem na área na data da publicação da lei.

O texto foi aprovado com uma modificação feita pela relatora, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO). A emenda permite o ingresso na profissão também dos profissionais com cursos em áreas correlatas, desde que possuam diplomas de pós-graduação em gestão ambiental..."


sexta-feira, 5 de abril de 2013

CSN vai ser multada em até R$ 50 milhões (Fonte: Valor Econômico)

"A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) será multada em até R$ 50 milhões pela Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (SEA) por ter doado a funcionários em 1998 um terreno em Volta Redonda, no sul fluminense, contaminado por substâncias químicas cancerígenas para a construção de casas. A definição da multa está a cargo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Na segunda-feira, os sete membros do conselho de diretores do Inea se reunirão às 10 horas para votar o valor da multa.
Ontem, o secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, convocou entrevista coletiva para comunicar os resultados dos estudos que apontaram as irregularidades. Ele afirmou que o solo e o lençol freático estão contaminados por cádmio, chumbo, níquel, criseno, naftaleno, entre outras substâncias cancerígenas. A área fica a 200 metros do Rio Paraíba do Sul, que banha também São Paulo e Minas Gerais.
"Tem uma tabela periódica completa naquele solo. É uma situação extremamente grave, uma irresponsabilidade muito grande. As substâncias foram largadas naqueles terrenos pela CSN, não foram encapsuladas. A empresa escondeu isso de todo mundo", disse o secretário. Na verdade, afirmou ele, "a CSN cometeu vários crimes ambientais, contaminaram o terreno e o lenços freático. Só isso daí já dá uma quantidade de crimes ambientais enorme. A Justiça vai cair de porrada em cima, o Ministério Público (MP) e nós vamos cair de porrada em cima". "Vamos tascar multas que podem chegar a R$ 50 milhões", completou o secretário, referindo-se apenas à multa que a secretaria aplicará..."

Íntegra: Valor Econômico

terça-feira, 27 de março de 2012

Declaração apoiada pela ONU pede que Rio+20 enfrente desigualdade social e deterioração ambiental (Fonte: ONU)

"O Fórum Global de Desenvolvimento Humano terminou na sexta-feira (23/03) em Istambul, Turquia, com a adoção por unanimidade de um documento que pede que a comunidade internacional defina, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), uma série de ações para enfrentar a desigualdade social e a deterioração ambiental.
A “Declaração de Istambul” foi assinada por mais de 200 especialistas em desenvolvimento, ativistas da sociedade civil, ministros, membros do setor privado e funcionários das Nações Unidas presentes no Fórum. O evento foi organizado pelo governo turco com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na quinta (22/03) e sexta-feira (23/03).
“Estamos unidos na nossa convicção sobre a necessidade de uma nova visão que compreenda as três dimensões do desenvolvimento sustentável – social, econômico e ambiental – que coloque as pessoas no centro do desenvolvimento”, diz a declaração.
O documento define quatro pontos de “crítica importância”: a adoção de uma visão global que envolva crescimento equitativo com sustentabilidade ambiental; mais verbas para financiar soluções inovadoras para os desafios atuais; empoderamento das mulheres; e boa governança no desenvolvimento sustentável.
“Desenvolvimento sustentável é um conceito que reconhece que nossos objetivos econômicos, sociais e ambientais não são metas que competem entre si, mas sim objetivos interconectados que são mais efetivamente buscados juntos de uma forma holística”, afirmou o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
A “Declaração de Istambul” também ressalta a importância de mudar as medições de desenvolvimento. Para os participantes do Fórum, a medição do Produto Interno Bruto (PIB) é insuficiente para classificar o desenvolvimento humano. “Pedimos um maior apoio (…) para criar e usar medições de progresso mais apropriadas”, afirma o documento."
Extraído de http://www.onu.org.br/rio20/declaracao-apoiada-pela-onu-pede-que-rio20-enfrente-desigualdade-social-e-deterioracao-ambiental/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ONU premia brasileiros como Heróis da Floresta (Fonte: @OnuBrasil)

´´O ativista brasileiro Paulo Adario, defensor do meio ambiente, está entre os cinco ganhadores do Prêmio Heróis da Floresta, entregue hoje (09/02) pelas Nações Unidas, em Nova York. A cerimônia, que será transmitida ao vivo pela internet a partir das 13 horas (horário de Brasília), também fará homenagem póstuma ao casal de extrativistas José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo.
A condecoração é um reconhecimento a pessoas de todo o mundo que contribuíram de forma relevante para proteger as florestas e as comunidades que nelas vivem. A celebração marca o encerramento do Ano Internacional das Florestas.
Apesar das ameaças de morte e do conflito de interesses de diversos grupo, Adario tem se dedicado à proteção da Amazônia brasileira e de suas comunidades. O ativista que se destaca entre 90 indicações de 40 países, foi escolhido como o representante da América Latina.
Os outros quatro vencedores regionais são: Paul Nzegha Mzeka (Camarões) para a África; Shigeatsu Hatakeyama (Japão) para a Ásia; Anatoly Lebedev (Rússia) para a Europa; além de Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva (Estados Unidos) para a América do Norte.
O júri decidiu ainda fazer uma homenagem aos extrativistas tragicamente assassinados ano passado no Pará ao tentarem defender a floresta amazônica.
Os Heróis da Floresta compartilham coragem, paixão e perseverança que servem de inspiração para qualquer pessoa que queira fazer diferença pelas florestas.
Desde seu lançamento em fevereiro de 2011, a observância global do Ano Internacional da Floresta tem sido dedicada para aumentar a consciência pública sobre o papel vital das pessoas no gestão sustentável e ações de catalisadores no desenvolvimento e conservação de todos os tipos de florestas.´´

Extraido de  http://www.onu.org.br/onu-premia-brasileiros-como-herois-da-floresta/

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sindicato vai entrar com ação coletiva contra Marfrig por acidente em curtume (Fonte: Rede Brasil Atual)

´´O Sindicato dos Trabalhadores em Curtumes e Artefatos de Couros do Mato Grosso do Sul informou nesta quinta-feira (2) que vai entrar com ação coletiva pelos danos causados aos funcionários durante acidente na cidade de Bataguassu, no interior do estado, que deixou quatro mortos e resultou na internação de mais 20 pessoas.
A versão dada em perícia da polícia técnica e do Corpo de Bombeiros é de que houve reação química no descarregamento do ácido dicloro-propiônico. O advogado do sindicato, Wender Rodrigues dos Santos, disse que a Marfrig deu garantia de que as famílias das vítimas terão assistência financeira. Ainda assim, as medidas não deverão livrar a empresa de processo. "A ação coletiva tem objetivo de receber as devidas indenizações conforme o arbítrio do juiz sobre as vítimas fatais e das que tiveram de qualquer forma participação no dia", disse. Ele estima que os documentos estarão prontos para serem apresentados à Justiça do Trabalho na próxima terça-feira (7). 
A entidade acompanha o trabalho de vistoria do local e tem colhido desde a quarta (1º) depoimentos dos empregados da Marfrig. Uma das pessoas que chegaram a desmaiar no acidente pela inalação do produto afirmou que no momento não usava máscaras de proteção, situação na qual estariam todos na área em que houve o descarregamento de produtos tóxicos. "Em específico, seria importante o uso de proteções naquele ambiente. Tanto que no relato do rapaz, ele diz que desmaiou correndo fora da indústria e, quando voltou a si, colocou a máscara para tentar ajuda", disse o advogado.
Um inquérito está sendo conduzido pela Polícia Civil. Na última quarta-feira (1º), a polícia ambiental multou a Marfrig em R$ 1 milhão pela liberação de gases tóxicos.
A investivação deve apurar também se estava havendo reuniões da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). "Observada uma irregularidade, tentamos entrar em contato com a empresa para ver se resolve. Não resolvendo, normalmente pedimos insalubridade de uma forma genérica", disse Wender. A partir da decisão do Judiciário, a empresa é obrigada a se adequar. Caso não siga as normas, é condenada.
Em nota, a Marfrig se limita a dizer que "nenhum dano ambiental ou estrutural na unidade foi identificado", e que assim que as causas do acidentes forem comprovadas, voltará a se pronunciar à imprensa.´´

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

#Vale vence prêmio de pior empresa do mundo (Fonte: Brasil de Fato)

''Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita, nestaquinta, 26, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.
Este ano, a Vale concorreu com as empresas Barclays, Freeport, Samsung, Syngenta e  Tepco. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.
 Moçambique: Vale expulsa 760 famílias em área de mineração
- Foto: Movimento Xingu Vivo
De acordo com as entidades que indicaram a Vale para o Public Eye Award 2012 – a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a usina de Belo Monte -, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes. Já para os organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, a entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção de Belo Monte, foi um fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.
Canadá: Operários da Vale fazem a maior greve da história do país
por melhores condições de trabalho - Foto: Movimento Xingu Vivo

A vitória da Vale foi comemorada no Brasil por dezenas de organizações que atuam em regiões afetadas pela Vale. “Para as milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, que sofrem com os desmandos desta multinacional, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos nos trilhos da ferrovia Carajás, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas explorados/as, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração, e tantos outros impactos, conceder à Vale o titulo de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um premio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos, e trazer centenas de novos atores e forças para a luta pelos seus direitos e contra os desmandos cometidos pela empresa”, afirmaram as entidades que encabeçaram a campanha contra a mineradora. Em um hotsite (http://xinguvivo.org.br/votevale/) criado para divulgar a candidatura da Vale, forma listados alguns dos principais problemas de empreendimentos da empresa no Brasil e no exterior.''

Extraido de http://brasildefato.com.br/node/8687

Dilma afirma que cresce 'dissonância entre voz dos mercados e das ruas' (Fonte: G1)

''A presidente Dilma Rousseff fez um discurso com ênfase na questão ambiental e no desenvolvimento sustentável na noite desta quinta (26) no Fórum Social Temático, no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. O fórum reúne representantes de movimentos sociais de várias partes do mundo.
Dilma convidou os participantes para a conferência internacional Rio+20, a ser realizada em junho, no Rio de Janeiro, e disse que o que estará em debate no encontro é um "modelo de desenvolvimento  capaz de articular o crescimento e a geração de emprego".

Dilma discursa no Fórum Social Temático, no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre (Foto: Tatiana Lopes / G1 RS) 
Dilma discursa no Fórum Social Temático, no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre (Foto:Tatiana Lopes/G1RS)
"Quando falamos de desenvolvimento sustentável, eu quero dizer aqui, de forma clara, do que estamos falando. Para nós, desenvolvimento sustentável significa crescimento acelerado de nossa economia para poder distribuir riqueza. Significa criação de empregos formais e expansão da renda dos trabalhadores. Significa distribuição de renda para por fim à miséria e reduzir a pobreza", declarou.
Para uma plateia de ativistas sociais, a presidente disse que o crescimento não exclui a conservação ambiental. "Assumimos aqui que é possível crescer, incluir, proteger e conservar", afirmou.
Segundo Dilma, o Brasil está conseguindo "desatar o nó" da exclusão e da desigualdade social. "Estamos ganhando esta batalha, como nos mostram os 40 milhões de brasileiros e brasileiras que deixaram a miséria e foram para a classe média", disse.
Dilma afirmou que a exclusão e a desigualdade no Brasil foram incrementadas pelas mesmas políticas propostas atualmente para solucionar a crise econômica nos países desenvolvidos.
"Foram preconceitos políticos, foram preconceitos ideológicos, que impediram aos países da América Latina. Um modelo conservador, que levou nosso país à estagnação, à perda de espaço democrático e soberano, aprofundando a pobreza, o desemprego e a exclusão social. Hoje, estas receitas fracassadas estão sendo propostas novamente na Europa. A Rio+20, que terá a participação de chefes de estado e de governo, mas também de expressivos setores da sociedade civil, deve ser um processo importante de renovação de ideias ", declarou.
Para a presidente, em outra referência à Europa, "a dissonância entre a voz dos mercados e a das ruas parece aumentar cada vez mais nos países desenvolvidos".
Ela defendeu a soberania de um estado palestino – "que esperamos que possa se constitur brevemente como estado livre, estado pacífico e democrático, e com sua soberania garantida" – e disse esperar que o século 21 se consagre como o século das mulheres – "a indignação de jovens, mulheres e miltantes que ocupam as ruas do mundo não podem ser desconsiderados".''

Extraido de 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

“Ibama: Norte Energia terá de investir cerca de R$ 100 mi em unidades de conservação” (Fonte: G1)


“Conforme o Ibama, o consórcio Norte Energia terá de investir cerca de R$ 100 milhões em unidades de conservação na bacia do rio Xingu para compensação ambiental. O Ibama diz ainda que "manterá uma equipe técnica exclusiva para acompanhar a instalação de Belo Monte e avaliar o cumprimento das condicionantes". As condicionantes foram 40 ações e medidas que teriam que ser tomadas para redução dos impactos socioambientais. Foram as condições do Ibama para concessão da licença prévia, que possibilitou o leilão da usina. O instituto também afirmou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanhou os programas no que se refere à população indígena antes de o Ibama conceder a licença de instalação. Após a conclusão da obra, o Ibama ainda precisará conceder a licença de operação para que a usina passe, definitivamente, a produzir energia.”



Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

“Ibama dá o sinal verde a Belo Monte” (Fonte: O Globo)

“Autor(es): agência o globo: Chico de Gois, Mônica Tavares e Catarina Alencastro

O Ibama considerou cumpridas todas as 40 condicionantes impostas ao consórcio Norte Energia e concedeu ontem a licença de instalação do canteiro da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, acompanhada de outras 23 exigências. A liberação das obras - que começarão após a publicação da decisão no Diário Oficial e a emissão da ordem de serviço para as empreiteiras contratadas - ocorreu quase dez anos depois da retomada do projeto, aventado inicialmente em 1975. O governo, que escalou três ministros para o anúncio, e o Norte Energia garantiram o cumprimento do cronograma, com as primeiras turbinas prontas em 31 de dezembro de 2014 e a venda de energia começando em fevereiro de 2015.
Orçada oficialmente em R$20 bilhões, mas com valor estimado em mais de R$30 bilhões, Belo Monte terá uma potência instalada de 11.233 megawatts (MW) em 2019, quando estará totalmente pronta, tornando-se a usina 100% brasileira de maior capacidade, perdendo apenas para Três Gargantas, na China, e a binacional Itaipu.
- Temos, afinal, a licença para Belo Monte - festejou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao lado dos colegas Miriam Belchior, do Planejamento, e Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. - Queríamos que a licença tivesse sido concedida há mais tempo, o que nos daria uma folga. Mas vamos aproveitar a janela hidrológica (período no qual ocorrem menos chuvas).
- A janela hidrológica na região está garantida, agora é só fazer a obra. Está tudo certinho, a entrega da primeira turbina será em 2015 - disse o presidente do Conselho de Administração do Norte Energia, Valter Cardeal, que confirmou a saída das seis construtoras menores do empreendimento e, em referência à suposta quantidade de interessados em comprar a fatia, disse que "a fila anda, baila funk".
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, negou que o licenciamento não tenha sido rigoroso:
- Evidentemente que o Ministério Público pode a qualquer momento questionar. Mas temos segurança técnica e jurídica para dizer que esta licença é tecnicamente, juridicamente e, principalmente, ambientalmente sustentada, porque ela retrata exatamente o que é necessário em termos ambientais. Neste momento, todas as 40 condicionantes estão cumpridas - garantiu o presidente do Ibama.
Várias das condicionantes foram cumpridas a partir de uma alteração no projeto, negociada entre o consórcio e o Ibama. Inicialmente, a usina alagaria 1.200 km2. Agora, o reservatório terá metade disso: 560 km2. O Norte Energia também previa a escavação de dois canais que abasteceriam o reservatório. Mas só um será construído, evitando a remoção de 77 milhões de metros cúbicos de terra. Outra alteração foi feita no barramento, que foi deslocado para não atingir terras indígenas. Com isso, haverá uma perda de 7% na geração elétrica.
Durante a obra, 23 condicionantes serão cobradas. A licença tem validade de seis anos e será suspensa caso alguma exigência não seja cumprida. Perguntado se isso não significava, na prática, uma redução do número de exigências de 40 para 23, o presidente do Ibama negou:
- Não significa que todas as 40 já foram eliminadas. Algumas vão sendo cumpridas ao longo do processo.
Aproveitando uma chance para falar ao microfone, um representante da ONG Instituto Sócio-Ambiental (ISA), Marcelo Salazar, criticou:
- Estamos diante de um processo vendido. Eu me sinto perplexo ao ouvir que todas as condicionantes foram cumpridas. Quem mora lá sabe que a cidade não tem a menor condição de receber uma obra deste tamanho.
No Rio, Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace, também abriu fogo:
- Está virando praxe neste governo aprovar projetos mesmo sem as condicionantes serem cumpridas. Se eram para ser desrespeitadas, porque foram impostas?
Já especialistas do setor elétrico consideraram positiva a concessão da licença. Segundo eles, a energia da hidrelétrica será barata e limpa, e a área que ficará alagada, muito pequena. A usina é considerada estratégica para o aumento da oferta de eletricidade no país. Para o diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, o importante é que os responsáveis cumpram todas as exigências socioambientais feitas pelo Ibama:
- Espero que o Ibama tenha sido bastante rigoroso, e que o grupo empresarial responsável pela construção se comprometa a cumprir todas as exigências. O potencial hidrelétrico do Brasil é muito grande e a energia ainda é barata, não pode ser abandonada, desde que respeitadas as questões socioambientais.
O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do instituto de Economia da UFRJ, Nivalde de Castro, destacou que o Brasil, além de ter grande experiência na construção de hidrelétricas, vem desenvolvendo projetos com redução dos impactos ambientais e um custo de energia que está entre os mais baratos do mundo.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

quarta-feira, 1 de junho de 2011

“Decisão da Justiça abre caminho para que Ibama conceda licença a Belo Monte” (Fonte: O Globo)

“Autor(es): agência o globo: Vivian Oswald


BRASÍLIA. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região deixou as portas abertas para que a autorização de instalação da Hidrelétrica de Belo Monte seja finalmente concedida pelo Ibama ao derrubar, ontem, ação de improbidade contra o ex-presidente do órgão ambiental Roberto Messias pelo licenciamento da Usina de Corumbá IV. Todas as condicionantes impostas ao consórcio de Belo Monte, na avaliação do Ibama, já foram atendidas, mas o risco de ações semelhantes estava segurando o anúncio da licença de instalação da hidrelétrica.
O TRF reforçou o que o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) já tinha decidido sobre ações de improbidade: não é possível condenar o servidor se não houver dolo. O licenciamento é esperado para ainda esta semana.
- É um caso emblemático que mostra que estamos no caminho certo. Se tem segurança técnica, podem ter certeza de que não vão ser responsabilizados. Isso dá mais conforto ao servidor para seguir a sua consciência técnica - disse o procurador-geral federal Marcelo Siqueira.
Desde a semana passada, a linha de frente do governo e o próprio consórcio estavam preparados para dar a notícia da licença à opinião pública. No entanto, os técnicos do instituto, a começar por Curt Trennepohl, presidente do órgão ambiental, temiam as ameaças de serem acionados judicialmente pelo Ministério Público. O consórcio aguarda sinal verde do Ibama para dar início às obras e aproveitar a janela hidrológica (quando diminuem as chuvas).
Na semana passada, a Advocacia Geral da União (AGU) enviou pedido de providências ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - que é o órgão de controle do MP - para que a entidade se pronunciasse sobre os limites de atuação dos procuradores. O advogado geral da União, Luis Inácio Adams, falou em abusos, intimidação e até mesmo em "assédio moral" para interferir no andamento das obras.
A medida foi uma tentativa de sinalização para os servidores públicos de que eles não estavam sós e tinham advogados que garantiriam suas decisões técnicas.
- Mas como nem a visão dos técnicos do Ibama nem a do Ministério Público são absurdas, o MP não pode dizer que a dele prevalece - disse Siqueira.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

Vazamento de cloro, acidentes do trabalho e meio ambiente: “Braskem não sabe quando retoma produção na unidade de Maceió” (Fonte: Valor Econômico)

“Autor(es): Vanessa Dezem | De São Paulo 

As causas dos problemas verificados pela Braskem em sua fábrica de Maceió (AL) - que provocaram vazamento de cloro e deixaram vários feridos - envolvem uma conjunção de fatores ligados ao processo produtivo da unidade. Foi essa a justificativa dada pela empresa na noite de ontem, dez dias depois da ocorrência. A unidade continua parada. Segundo comunicado da empresa, os incidentes foram fruto de aumento atípico na concentração de tricloroamina (TCA) - um subproduto gerado no processo de produção do cloro - somado à condição de temperatura e ao modo de operação da unidade. "Não digo que foi um erro de operação. Foi uma união de fatores", resumiu o vice-presidente de polímeros da Braskem, Rui Chammas.
Para a produção do cloro, extrai-se da mina o sal, que contém amônia e cuja concentração é reduzida durante o processo produtivo. A reação da amônia com o cloro origina o TCA, que é eliminado na produção. No caso da Braskem, no entanto, esse subproduto acabou acumulado em uma quantidade inesperada, provocando a ruptura do equipamento.
No primeiro acidente, no dia 21, houve um rompimento da parte inferior do pré-resfriador, provocando o vazamento de cloro. No segundo evento, no dia 23, o bocal inferior do inter-resfriador se rompeu. Do total de seis funcionários que foram socorridos - entre terceiros e próprios -, dois ainda permanecem no hospital.
Chammas afirma que a Braskem está realizando alterações na produção e vai colocar barreiras nos sistemas da unidade, para impedir a união das condições que colaboraram para os incidentes. A empresa não informa, no entanto, o valor dos investimentos a serem realizados para os reparos e mudanças, nem o prazo da retomada da produção da fábrica. "Ainda vamos apresentar tudo às autoridades competentes", diz, apenas.
Ontem, a empresa recebeu uma notificação de multa no valor de R$ 583 mil, de Instituto do Meio Ambiente (IMA). Segundo Chammas, no entanto, os problemas não devem ter impacto "relevante" nos resultados da empresa, já que a Braskem formou estoque do dicloretano (utilizado para a fabricação de PVC) e buscou fornecedores internacionais para a soda (intermedíaria para a indústria química).”



Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

“Desde 1996, 212 assassinatos no Pará” (Fonte: O Globo)

“Em cada dez mortes em conflitos por terra no estado, sete são na região de Marabá

MARABÁ E NOVA IPIXUNA (PA). Palco do assassinato de 19 sem-terra em 1996, no episódio que ficou conhecido como o massacre de Eldorado dos Carajás, o Pará continuou escrevendo páginas horrendas de violência no campo. De lá para cá, nada menos que 212 pessoas foram assassinadas em conflitos agrários, a exemplo de José Cláudio e Maria do Espírito Santo. Na média, desde 1996, foram 14 execuções por ano. Outras 809 sofreram ameaças de morte. Os dados constam de levantamentos da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que avalia a situação na região de Marabá, onde o casal de ambientalistas foi morto, como a pior do estado.
- As pessoas têm a impressão de que, depois de Carajás, a situação melhorou. Não é verdade. Pecuaristas, madeireiros, monocultores exercem uma pressão violenta. A consequência tem sido os mortos - avalia o advogado da CPT, José Batista.
Conforme os relatórios da Pastoral da Terra, 463 fazendas foram ocupadas no estado desde 1996. Nessas áreas, 75,8 mil famílias se instalaram, e 31,5 mil já foram despejadas. Um permanente caldeirão de embates que já resultaram em 799 prisões. Segundo Batista, em cada dez mortos em conflitos no estado, sete são na região de Marabá. Um dos motivos é a avançada devastação na área. Restam muito poucas áreas de florestas, o que aumenta a cobiça pela madeira remanescente.
Além disso, afirma o advogado, a perspectiva de mudanças no Código Florestal favoreceu as derrubadas. O assentamento Praialta-Piranheiras é uma das poucas áreas preservadas na região. José Cláudio e Maria, assim como outros assentados, trabalhavam na produção de açaí, castanha-do-pará, cupuaçu e andiroba, além de plantar e pescar. Rondando áreas cada vez mais devastadas de floresta, a atividade madeireira rende lucros vultosos, apesar dos riscos. Uma castanheira negociada no mercado internacional pode render R$22 mil de lucro. Os galhos finos são transformados em carvão e vendidos à indústria do ferro-gusa. (F.F.)”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

“MPF do Pará nega abuso em recomendações sobre Belo Monte” (Fonte: Valor Online)


“O MPF do Pará nega que suas recomendações sobre o licenciamento ambiental da UHE de Belo Monte contenham ameaças a servidores públicos ou abuso de poder. Em entrevista, o procurador do MPF em Altamira (PA), Bruno Gütschow, afirmou que as recomendações são feitas baseadas única e exclusivamente no que está previsto em lei. Segundo Gütschow, as recomendações feitas pelo MPF têm, inclusive, evitado a abertura de processos na Justiça. Nesta tarde, a AGU decidiu protocolar um pedido de providências no CNMP em relação à atuação do MPF-PA quanto à construção da UHE de Belo Monte.  Segundo o ministro da AGU, os procuradores do MPF têm usado o instrumento jurídico da recomendação que lhe é dado como “instrumento de constrangimento dos servidores” envolvidos com o licenciamento ambiental da usina.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Assassinato de sindicalistas: “Ruralistas vaiam anúncio de morte” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Daniela Chiaretti | De São Paulo 

Zé Claudio e Maria do Espírito Santo: casal vinha sofrendo ameaças desde 2008

Era perto das 16h quando uma cena grotesca aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados. O líder do Partido Verde, José Sarney Filho, lia uma reportagem sobre o extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, brutalmente assassinado pela manhã no Pará, junto com sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva, também uma liderança amazônica. Ao dizer que o casal que procurava defender os recursos naturais havia morrido em uma emboscada, ouviu-se uma vaia. Vinha das galerias e também de alguns deputados ruralistas. A indignidade foi contada no Twitter e muito replicada. "Foi um absurdo o que aconteceu", diz Tasso Rezende de Azevedo, ex-diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro. "Ficamos estarrecidos".
O assassinato de Zé Claudio, como era conhecido, e de Maria do Espírito Santo aconteceu às 7h da manhã, a 50 km de Nova Ipixuna, sudeste do Estado, na comunidade de Maçaranduba. "Eles vinham no carro deles, indo para a cidade. Tinha uma ponte meio danificada no igarapé. Ele desceu para ver e ali foi a emboscada", conta Atanagildo Matos, diretor da regional Belém do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, o ex-Conselho Nacional dos Seringueiros. Zé Claudio foi morto fora do carro, Maria foi baleada dentro do veículo. Uma orelha foi arrancada pelos pistoleiros, conta Atanagildo, o primeiro a ser avisado por Clara Santos, sobrinha de Zé Claudio.
O casal vinha sofrendo ameaças desde 2008. "É um área muito tensa, que vinha sofrendo muita pressão de madeireiros e carvoeiros", conta Atanagildo. "Era a última área da região com potencial florestal muito bom. Zé Claudio e Maria resistiam muito ao desmatamento." Os dois viviam em Nova Ipixuna há 24 anos, em um terreno de 20 hectares no Projeto de Assentamento Agroextrativista (Paex) Praialta- Piranheira, às margens do lago de Tucuruí. Extraíam óleo de andiroba e castanha. Em palestra em novembro, no evento TEDx Amazônia, Zé Claudio denunciava o desmate. "É um desastre para quem vive do extrativismo como eu, que sou castanheiro desde os 7 anos da idade, vivo da floresta e protejo ela de todo jeito. Por isso, vivo com a bala na cabeça, a qualquer hora".
Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência estava no Fórum Interconselhos quando um dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) deu a notícia. Foi ao Palácio, relatou à presidente Dilma Rousseff e ela determinou ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo que a Polícia Federal apure o assassinato dos sindicalistas.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br