Mostrando postagens com marcador hidrelétrica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hidrelétrica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de março de 2012

Trabalhadores de Jirau se revoltam novamente (Fonte: Brasil de Fato)

"Revoltados com as condições de trabalho, os trabalhadores da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), estão novamente mobilizados nesta quarta-feira (14). Há informações que houve novos incêndios dentro do canteiro de obras. Na quinta-feira passada (8), os operários já haviam paralisado as obras por melhores salários e condições dignas de trabalho. 
Após aquele incidente, foi tentado um acordo com o consórcio Energia Sustentável do Brasil S.A, responsável pela barragem e formado pelas empresas GDF Suez (50,1%), Eletrosul (20%), Chesf (20%) e Camargo Correia Investimento em Infraestrutura (9,9%). Os operários não aceitaram voltar ao trabalho sem ter atendidas as reivindicações e, diante da pressão, se revoltaram. A paralisação atinge todos os 20 mil operários da usina. 
Essa não é a primeira vez que as péssimas condições de trabalho na usina causam esse tipo de reação. Em março de 2011, os trabalhadores também paralisaram as obras da usina. Também houve incêndios nos alojamentos dos operários e a empresa acionou as forças de repressão.
..."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Sistema ficará vulnerável com novas hidrelétricas" (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"Hidrelétricas sem reservatório reduzem nível de armazenamento de água no sistema elétrico, o que pode ter reflexo em períodos de seca

SÃO PAULO - A construção de mega hidrelétricas, como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, elevará a potência instalada do Brasil, mas não vai alterar a capacidade de armazenamento de água no sistema. Para reduzir os impactos ambientais, as novas usinas estão sendo construídas a fio d"água, sem reservatórios. Na prática, isso significa ter um sistema mais vulnerável às condições climáticas e mais complexo do ponto de vista de operação.
É o que mostra o estudo Energia e Competitividade na Era do Baixo Carbono, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o trabalho, a capacidade do sistema hidrelétrico de estocar água no período úmido para suportar o período seco cairá dez pontos porcentuais até o fim da década, de 41% para 31%.
Segundo a CNI, no passado, os reservatórios conseguiam aguentar até dois anos com períodos secos mais severos. Hoje, esse tempo está na casa de um ano, e tende a piorar com as usinas em construção e o aumento do consumo interno. Até 2007, a relação entre o tamanho dos reservatórios e a potência das hidrelétricas era de 0,51 quilômetros quadrados (km²) por megawatt (MW). Nas novas usinas, esse número é de 0,06 km²/MW.
"Sem reservatórios, não aproveitamos todo o potencial hídrico do País. Só aproveitamos as quedas d"água. Quem vai pagar é a sociedade", avalia o vice-presidente da CNI, José de Freitas Mascarenhas. Ele destaca o caso de Belo Monte, que terá capacidade de 11.233 MW, mas vai gerar 4.571 MW médios. No período chuvoso, a usina produzirá na capacidade máxima. Mas, na seca, a produção poderá cair para meros 690 MW médios por causa da falta de reservatório.
A usina vai gerar conforme o regime hidrológico da região. Para se ter ideia, a quantidade de água no mês mais úmido do Rio Xingu é 25 vezes maior do que no mês mais seco, segundo a CNI.
A solução para contornar o problema, que foi criado para resolver outro problema (dos impactos ambientais), é diversificar as fontes de energia, avalia o professor da UFRJ, Nivalde Castro. Hoje, 75% da matriz brasileira é hídrica e 15%, térmica. O restante vem de usinas eólicas, nucleares, de biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Para Castro, o Brasil não pode renunciar às hidrelétricas, mesmo que elas sejam construídas sem reservatórios.
Ele acredita que o caminho do governo de apostar na energia eólica e bioeletricidade para complementar o sistema é positivo. No Nordeste, onde está o maior número de projetos eólicos, o período seco coincide com o maior volume de ventos. Já no Sudeste, a safra de cana ocorre no período de estiagem, que reduz o nível dos reservatórios. Essa lógica está traduzida no Plano Decenal 2011/2020. No planejamento, as fontes alternativas vão alcançar 16% da matriz até o fim da década. Mas há quem discorde. Afinal, essas fontes também dependem de condições climáticas."

Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

quarta-feira, 1 de junho de 2011

“Decisão da Justiça abre caminho para que Ibama conceda licença a Belo Monte” (Fonte: O Globo)

“Autor(es): agência o globo: Vivian Oswald


BRASÍLIA. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região deixou as portas abertas para que a autorização de instalação da Hidrelétrica de Belo Monte seja finalmente concedida pelo Ibama ao derrubar, ontem, ação de improbidade contra o ex-presidente do órgão ambiental Roberto Messias pelo licenciamento da Usina de Corumbá IV. Todas as condicionantes impostas ao consórcio de Belo Monte, na avaliação do Ibama, já foram atendidas, mas o risco de ações semelhantes estava segurando o anúncio da licença de instalação da hidrelétrica.
O TRF reforçou o que o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) já tinha decidido sobre ações de improbidade: não é possível condenar o servidor se não houver dolo. O licenciamento é esperado para ainda esta semana.
- É um caso emblemático que mostra que estamos no caminho certo. Se tem segurança técnica, podem ter certeza de que não vão ser responsabilizados. Isso dá mais conforto ao servidor para seguir a sua consciência técnica - disse o procurador-geral federal Marcelo Siqueira.
Desde a semana passada, a linha de frente do governo e o próprio consórcio estavam preparados para dar a notícia da licença à opinião pública. No entanto, os técnicos do instituto, a começar por Curt Trennepohl, presidente do órgão ambiental, temiam as ameaças de serem acionados judicialmente pelo Ministério Público. O consórcio aguarda sinal verde do Ibama para dar início às obras e aproveitar a janela hidrológica (quando diminuem as chuvas).
Na semana passada, a Advocacia Geral da União (AGU) enviou pedido de providências ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - que é o órgão de controle do MP - para que a entidade se pronunciasse sobre os limites de atuação dos procuradores. O advogado geral da União, Luis Inácio Adams, falou em abusos, intimidação e até mesmo em "assédio moral" para interferir no andamento das obras.
A medida foi uma tentativa de sinalização para os servidores públicos de que eles não estavam sós e tinham advogados que garantiriam suas decisões técnicas.
- Mas como nem a visão dos técnicos do Ibama nem a do Ministério Público são absurdas, o MP não pode dizer que a dele prevalece - disse Siqueira.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

“Como serão as obras de Belo Monte” (Fonte: Valor Econômico)

“Andrade Gutierrez inicia Belo Monte
Autor(es): Josette Goulart | De São Paulo


Estão definidos os principais parâmetros para as obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, sob a coordenação da Andrade Gutierrez, que vai administrar o interesse de dez diferentes empreiteiras. Os integrantes do consórcio construtor já aportaram R$ 800 milhões para dar início à compra de equipamentos e às obras. Em seu pico, elas terão quase 19 mil trabalhadores, distribuídos em diferentes canteiros.


A Andrade Gutierrez assumiu definitivamente o papel de comunicadora e líder da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. O desafio para o grupo mineiro, que pela primeira vez assume a liderança de um grande projeto no setor elétrico, não será só de engenharia. A empresa terá que administrar o interesse de dez diferentes empreiteiras e do próprio governo federal que quer transformar a obra em um exemplo do PAC, revertendo a má imagem dos conflitos com trabalhadores na usina de Jirau, no Rio Madeira.Os integrantes do consórcio construtor Belo Monte já aportaram R$ 800 milhões para dar início à compra de equipamentos e às obras. Em seu pico, elas terão quase 19 mil trabalhadores, distribuídos em diferentes canteiros em meio à floresta amazônica paraense. O consórcio será uma empresa independente, com 12 diretores, e já nasce maior que muitos de seus próprios sócios. O contrato fechado com a Norte Energia, que reúne os donos do empreendimento, é de cerca de R$ 15 bilhões.
O diretor-geral da unidade de negócios de energia da construtora Andrade Gutierrez, Flávio Barra, junto com o presidente do consórcio, Henrique Di Lello (indicado pela Andrade), tiveram uma série de encontros com diferentes membros do governo federal para apresentar a modelagem que será usada nas obras. Alguns ministros ficaram especialmente satisfeitos em saber que em Belo Monte não terá aglomeração tão grande quanto em Jirau, que chegou a abrigar 22 mil funcionários no mesmo canteiro.
Serão ao todo três diferentes frentes de trabalho, sendo que a maior delas terá em seu pico oito mil trabalhadores. Além disso, a empresa vai permitir o consumo de bebida de baixo teor alcoólico dentro dos canteiros, incentivar que diversos membros da mesma família sejam empregados na obra e ainda disponibilizar ônibus circulares durante os fins de semana. Barra diz que também a empresa dará preferência em contratar mão de obra das cidades de maior porte próximas à região, como Tucuruí, Marabá, Santarém e Itautuba, além da própria capital Belém. "Queremos criar um ambiente familiar e possibilitar que as pessoas visitem com mais frequência suas famílias", diz Barra.
Cada canteiro de obra contará com quadras de esportes, diversos campos de futebol de tamanho oficial e ainda redes wireless gratuitas para acesso à internet. Os alojamentos serão divididos por condomínios e cada um deles terá uma portaria própria, para evitar tráfico de drogas ou roubos. Pelos mapas apresentados pela Andrade, os canteiros serão preferencialmente erguidos em áreas já desmatadas, entre as cidades de Altamira e Vitória do Xingu. O canteiro principal ficará próximo à usina de Belo Monte. Outro canteiro será no sítio Pimental, onde será construída uma pequena usina secundária. E um terceiro será feito próximo aos canais que serão escavados entre uma usina e outra.
A licença ambiental definitiva de Belo Monte é aguardada para esta semana, mas o Ibama já concedeu uma licença provisória. Com ela, obras pioneiras para instalação dos canteiros já começaram. Terão de ser construídos, alargados ou pavimentados cerca de 240 quilômetros de estrada e boa parte já pode ser feita com a licença provisória. As chuvas se estenderam neste ano, segundo Barra, e por isso, mesmo com a licença provisória, as obras foram retardadas. O período seco tem previsão de durar até dezembro.
Neste ano, as dez construtoras que formam o consórcio ainda devem aportar outros R$ 800 milhões em capital, dobrando seu patrimônio. Diversos equipamentos usados na obra já foram adquiridos, como 500 caminhões das empresas Mercedes e Carterpillar, além de centrais de concreto, usinagem e pedreiras.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

segunda-feira, 30 de maio de 2011

“Imposto responde por 45% do custo da energia” (Fonte: O Estado de S. Paulo)

“Autor(es): Renato Andrade e Lu Aiko Otta

A forte carga de impostos e taxas que incide sobre a conta de luz é o principal fator que justifica o alto preço da energia no Brasil.
Nos últimos leilões de hidrelétricas, o governo forçou uma queda no valor da energia a ser comercializada, mas a manutenção da cobrança de uma dezena de penduricalhos nas contas acaba neutralizando o movimento.
Alguns especialistas consideram até que a defesa intransigente do governo em relação à continuidade da cobrança de encargos como a Reserva Global de Reversão - prorrogada por uma Medida Provisória por mais 25 anos - é feita justamente para sustentar uma "política populista" de leilões de energia.
Em abril do ano passado, o consórcio Norte Energia venceu o leilão da hidrelétrica de Belo Monte (PA) ao se comprometer a vender a energia que será produzida na usina por R$ 78,00 o Megawatt/hora (MWh). Em dezembro o grupo liderado pela Neoenergia levou a usina de Teles Pires (MT) ao oferecer a energia da usina por R$ 58,36 o MWh, o menor valor já registrado nos chamados leilões de energia nova promovidos pelo governo.
Especialistas dizem que a produção de energia em locais mais isolados tende ter seus custos mais elevados e não o contrário. "Não existe em lugar nenhum do mundo um custo marginal decrescente. É contra a lei básica de economia. Essa é mais uma jabuticaba brasileira", argumenta fonte ouvida pelo Estado.
Essa política de preços baixos estaria sendo compensada pela manutenção dos encargos que acabam sendo cobrados do consumidor final.
Somente no ano passado, essa conta foi de R$ 16,3 bilhões. "O discurso é que o Brasil está produzindo energia mais barata, mas se você colocar o preço do leilão, mais o que se paga no mercado livre, mais os encargos, o País tem uma das energias mais caras do mundo."
"Peso". Estudo feito pela consultoria PricewaterhouseCoopers para o Instituto Acende Brasil mostra que os encargos setoriais e os impostos e tributos já representam mais de 45% do valor total da conta de luz. O ritmo de crescimento é forte. Em 1998, esse pacote de taxas representava apenas 28% do valor da tarifa de energia elétrica. "Está na cara que é aí que você tem que concentrar o esforço para reduzir o preço da energia", disse Cláudio Sales, presidente do Acende Brasil.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

“Empresas de energia reduzem investimento” (Fonte: O Estado de S. Paulo)

“Autor(es): Karla Mendes 

Indefinição do governo sobre a renovação das concessões do setor elétrico fazem empresas como a Cesp investirem somente o "inevitável"

A indefinição do governo sobre a renovação das concessões do setor elétrico já provoca contenção de investimentos das empresas. Um exemplo é o da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que só está fazendo inevitáveis, como a manutenção dos equipamentos e redes dos ativos da empresa.
"Estamos nos restringindo a fazer manutenção e modernização, mas nada de expansão, já que não temos uma definição clara sobre o que vai acontecer com a nossa geração", admitiu ao Estado o presidente da Cesp, Mauro Arce. Por essa razão, os investimentos para 2011 estão limitados a R$ 150 milhões. "Isso não vai aumentar um quilowatt de potência instalada."
A cautela de empresa tem a ver com a falta de transparência do governo sobre o que vai acontecer em 2015, quando vencerão as concessões das usinas hidrelétricas Jupiá e Ilha Solteira, que representam 67% da capacidade de geração de energia e, por conseguinte, do caixa da empresa. "As duas vencem juntas, em 7 de junho de 2015. Daí nossa preocupação. Por isso, a grande preocupação que a gente tem", ressaltou Arce.
O executivo destacou que a questão tem de ser resolvida até o fim do ano, para evitar prejuízo. "Esse problema não pode ser resolvido e, 2015; em 2013 já começam a se encerrar contratos. Aí, como é que eu faço? Provavelmente será muito difícil prorrogar até 2015."
Arce lembrou que em 2008, as dúvidas sobre a renovação das concessões já traziam insegurança ao setor, razão pela qual a tentativa de privatização da Cesp fracassou.
Folga. Segundo Arce, até 2006, a empresa tinha limitação para investir devido ao alto endividamento, situação que foi invertida quando foi feita a capitalização da companhia naquele ano. "Hoje a gente pagaria a dívida com dois anos do Ebitda ; lá em 2006 era dez", disse.
Agora que a empresa tem uma situação saudável em relação à alavancagem, se houver alteração significativa no modelo de concessões, o executivo alerta que pode haver outro desequilíbrio. "Não sei como vai ser, já que 67% da minha geração de recursos está colocada nessas duas usinas". Ebitda é o indicador de geração de caixa.
Preocupada com essa situação, a Cesp, com a Cemig, a Copel e associações do setor, criaram um grupo para tratar das concessões. A segunda reunião ocorreu ontem, em Brasília.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

“Petrobras assume controle de Suape II, usina da Bertin” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Josette Goulart | De São Paulo 

A Petrobras assumiu o controle acionário da usina termelétrica Suape II, que terá capacidade de gerar 380 megawatts (MW) de energia a partir de 2012 e tinha o grupo Bertin como principal acionista. Segundo a diretora de gás da Petrobras, Maria das Graças Foster, estava previsto em contrato esse direito de controle. "Exercemos esse direito para garantir o término da obra no prazo contratado", disse Graça.
A estatal federal ficará com 55% do capital de Suape II, que fica em Pernambuco, e o restante continuará com o grupo Bertin. As empresas são sócias ainda em duas outras usinas termelétricas, que já estão em operação desde o ano passado. Em ambas, o presidente é um executivo indicado pela Petrobras, apesar de nessas duas usinas o grupo Bertin ser majoritário. "A sociedade inicial não era com o Bertin", disse a diretora da estatal. "Mas a parceria com eles nesses projetos não teve problemas."
Apesar de estar assumindo o controle da que será em 2012 a maior termelétrica a óleo combustível em operação no país, Graça Foster diz que não existe qualquer negociação para que a empresa assuma outras térmicas do grupo Bertin que estão com problemas. "O governo não nos fez nenhum pedido nesse sentido", disse Graça. Sem a perspectiva de que grupos privados comprem as usinas dos grupo, executivos do governo federal, entretanto, sugerem que essa seja a solução para os projetos que estão todos com seus cronogramas comprometidos.
A usina de Suape II, ao contrário, está com seu cronograma inclusive com o status de "adiantado" no relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica. Cerca de 265 MW em energia firme da usina foi vendida no leilão do governo federal de 2007 e na época esse volume correspondia a um faturamento anual de R$ 141 milhões.
De acordo com o relatório de fiscalização da Aneel, a usina teve empréstimo de longo prazo aprovado pelo BNB, o banco de desenvolvimento do Nordeste. A licença de instalação ainda está para ser concedida, mas os estudos de impacto ambiental já estão 95% prontos, segundo este mesmo relatório. "Foram recebidas as propostas dos dois principais fornecedores de conjuntos moto-geradores de grande porte, para implementação da UTE através de contrato tipo EPC", diz a Aneel.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Já foram demitidos 1.678 em Jirau” (Fonte: O Globo)


“Autor(es): agência o globo: Cássia Almeida e Isabela Martin 

Usina em Rondônia deve dispensar 4 mil. Em Pecém, mais de 250 cortados

RIO e FORTALEZA. Depois das greves que paralisaram 80 mil trabalhadores em diversos canteiros de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o desfecho da história que começou na Usina Hidrelétrica de Jirau, numa rebelião que destruiu alojamentos e áreas de lazer, está sendo a demissão de milhares de trabalhadores. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, Altair Donizete, a Construtora Camargo Corrêa, responsável pela construção da hidrelétrica, já demitiu 1.678 trabalhadores, a maioria de fora do estado. O corte deve chegar a quatro mil. Ontem chegou um avião com mais de 150 trabalhadores para serem demitidos.
- Acredito que foram cortados cerca de 300 trabalhadores de Porto Velho. A maioria é de outros lugares. Tem gente do Maranhão, Piauí, Tocantins, Pará e até de Santa Catarina - afirmou Donizete.
A Camargo Corrêa limitou-se a afirmar, em nota, que a "discussão sobre o replanejamento da obra da Usina Hidrelétrica de Jirau vem ocorrendo em parceria com sindicato dos trabalhadores, centrais sindicais e autoridades".
As demissões tinham começado em abril. Donizete chegou a fazer homologações em São Luís, no Maranhão. Mas o Ministério Público do Trabalho (MPT) considerou o acordo de demissão entre a Camargo Corrêa e o sindicato sem valor. E as demissões fora de Porto Velho foram canceladas. Agora, os cortes acontecem na capital.
- Há operários espalhados pelos hotéis na cidade. A rescisão demora cerca de dez dias. Como grande parte tinha entre três a sete meses de trabalho, as indenizações estão entre R$1.500 e R$2 mil.
Há uma insatisfação de operários que ficaram em Jirau trabalhando, e a empresa estaria preferindo demitir esses operários e manter alguns de fora:
- Há diversos casos. Os operários que ficaram trabalhando se sentiram injustiçados, já os que voltaram para casa continuaram a receber sem trabalhar - contou uma fonte ligada aos trabalhadores.

Nova greve à vista na Usina de Pecém, em Fortaleza

No dia 7 de maio, mais um trabalhador morreu na Usina de Jirau. O carpinteiro maranhense Antonio de Meneses Rocha foi atingido por uma ferramenta chamada mão francesa, pesando 200 quilos. É a quarta morte em um ano no canteiro.
Mas outra greve pode atingir a Usina Termelétrica de Energia Pecém (UTE-Pecém), apesar do acordo fechado em março que pôs fim à paralisação de 12 dias. A concessão de cesta básica é uma das principais reivindicações dos cerca de seis mil trabalhadores da obra, que faz parte do PAC. Com a greve, os operários conseguiram acordo sobre 11 cláusulas, menos a cesta básica. Em compensação, houve demissões. Segundo o presidente do Sintepav-CE, Raimundo Nonato Gomes, o corte atingiu entre 250 e 300 operários:
- Há risco de parar novamente não só a obra do Pecém, como também as do Castelão (estádio da Copa de 2014), da Transnordestina e da Transposição do Rio São Francisco.”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br

“Sindicatos brigam pelo controle dos trabalhadores da hidrelétrica” (Fonte: Valor Econômico)


“A Polícia Civil vai colher amanhã os depoimentos das lideranças dos dois sindicatos que, desde o ano passado, têm travado uma verdadeira guerra para ver com quem vai ficar a representação dos quase 40 mil trabalhadores que estão na região da hidrelétrica de Jirau. Hoje quem está à frente é o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). O inimigo declarado é o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav), vinculado à Força Sindical.
A briga entre os dois sindicatos foi parar até em vídeos no YouTube, onde dirigentes do Sticcero aparecem em imagens fazendo supostas negociações para demitir das obras de Jirau quem não se submete ao seu comando. Há ainda acusações de suposto uso indevido de contribuições trabalhistas arrecadadas. Os vídeos foram divulgados pelo ex-funcionário do sindicato, Danny Bueno, que também move uma ação contra o Sticcero. Na semana passada, após matéria sobre o assunto veiculada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", Bueno teve seu carro apedrejado em Porto Velho. A reportagem tentou encontrar Danny Bueno, mas não teve retorno até o fechamento desta edição. As acusações do ex-funcionário são negadas por Raimundo Enélcio, diretor do Sticcero. Ele diz que vai processar Bueno por divulgar "inverdades".
Por trás da rixa está a contribuição sindical, correspondente a um dia de trabalho, que é paga por todos que têm carteira assinada, ao sindicato de sua categoria. Segundo Enélcio, o Sticcero arrecadou cerca de R$ 700 mil de contribuição dos trabalhadores de Jirau e Santo Antônio em 2010.
A disputa sindical começou no ano passado, quando Antonio Acácio Amaral, que presidia o Sticcero havia menos de dois meses, foi afastado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por supostas irregularidades no comando do sindicato. Amaral, que é presidente da Força Sindical em Rondônia, acusa a CUT de conluio para colocar no Sticcero alguém vinculado ao PT. Ele é filiado ao PDT.
Amaral afirma que move uma ção no Tribunal Superior do Trabalho para ter de volta a liderança do Sticcero. Em paralelo, no entanto, a Força Sindical agiu rápido na criação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav). Segundo Amaral, a missão de representar os trabalhadores de projetos de grande porte como o das usinas seria, na realidade, do Sintrapav. Ele alega que o Sticcero foi criado para responder por outros tipos de projetos de construção civil, conforme estabelecido em seu cadastro no Ministério do Trabalho.
"O governo não percebeu ainda que está dando guarida a essa quadrilha que se estabeleceu dentro da construção civil", acusa Amaral. "O Sticcero não representa porcaria nenhuma, colocaram semianalfabetos lá, gente que está enganando até o [ministro da Secretaria-Geral da Presidência] Gilberto Carvalho", comenta ele.
Na semana passada, a Polícia Civil teve informações de que panfletos foram distribuídos clandestinamente entre os trabalhadores de Jirau, informando que o Sticcero não tinha nenhuma representatividade sobre seus direitos. Perguntados sobre o fato, os dois sindicatos informam que desconhecem o ocorrido. O consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pelas obras de Jirau, também declarou que não encontrou material circulando no canteiro de obras.
O resultado imediato dessa briga é a completa insegurança transmitida aos trabalhadores, diz o delegado Hélio Teixeira Lopes Filho, diretor da divisão de repressão ao crime contra o patrimônio da Polícia Civil em Rondônia. "Os sindicatos estão desacreditados e os funcionários, perdidos".”


Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez

Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br