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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estados querem mais prazo para concessões (Fonte: Valor)


"Um grupo de secretários estaduais de Energia vai a Brasília dia 3 de outubro para tentar negociar com o governo federal as regras da prorrogação das concessões do setor elétrico, que vencem entre 2015 e 2017. O grupo será liderado pelo secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, que preside o Fórum Nacional dos Secretários de Energia. "É importante que os Estados sejam ouvidos daqui para frente. Queremos dar nossas contribuições", afirmou Aníbal. 
O grupo de trabalho, que se reuniu ontem em São Paulo para alinhar o discurso, busca que o governo federal amplie os prazos para aderir à prorrogação dos contratos que vencem entre 2015 e 2017. As concessionárias, muitas delas estatais estaduais, terão de decidir se pretendem renovar as concessões até 15 de outubro. Mas o governo federal terá até o dia 1º de novembro para expedir o conteúdo das medidas. "Todos querem aderir, mas precisamos estudar melhor as propostas", diz Aníbal. 
Os Estados também querem participar da discussão sobre a remuneração dos ativos e os critérios de despesas operacionais e de manutenção. Há uma preocupação de São Paulo, por exemplo, em relação às divergências entre o valor dos ativos que estão contabilizados nos livros da Cesp e o que está sendo calculado pelos reguladores para avaliar a indenização à qual a empresa terá direito. 
No caso da Cesp, cálculos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pela consultoria PSR apontam que a usina de Ilha Solteira possui 99,7% de depreciação e a de Três Irmãos, 68%. Os números foram contestados pelo governo paulista."

Extraído de http://inforlegis.blogspot.com.br/2012/09/estados-querem-mais-prazo-para.html

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Preço da energia no Brasil não pode ser comparado a outros países, diz Cesp (Fonte: Jornal da Energia)

"Em meio à discussão de que após o término das concessões será possível baixar o preço da tarifa de energia no País, o presidente da Cesp, Mauro Arce, afirmou que a simples comparação com o valor em outros países é superficial, sendo necessária uma discussão mais ampla.

“E essa história de baixar a tarifa após o final das concessões, até pouco tempo apontada como a única solução, se mostrou totalmente insuficiente”, disse, em teleconferência com investidores nesta sexta-feira (18/5).

“Mesmo se a gente entregasse toda um pacote, com mais de 20% da capacidade a preço zero, o efeito sobre a tarifa seria muito menor (do que as especulações recentes)”, disse. Posteriormente, Arce estimou que, entregando toda a energia de graça, o valor abaixaria em 6% - e não em dois dígitos, como tem se falado.

Incomparável

Para o executivo, quando se compara nossa tarifa com a praticada nos Esdados Unidos e Europa, deve-se levar em consideração o câmbio e as peculiaridades do cenário brasileiro.

“Outro exemplo é o gás boliviano que é reajustado pela valorização cambial”, disse,  acrescentando que as perdas por aqui ainda são muito mais altas do que as de outros países, especialmente os desenvolvidos - principalmente devido aos furtos e os conhecidos “gatos” nas áreas de distribuição.

O executivo da Cesp disse ainda que no Brasil, a região mais desenvolvida tem um consumo residencial de 178 kw por mês, enquanto nos Estados Unidos essa demanda é de 1.000 kw por mês. “A Noruega subsidia alumínio, aqui o benefício é para o consumidor de baixa renda”, exemplificou.

Ainda assim, ele preferiu não entrar em polêmicas, como o debate de que o País tem a maior tarifa do mundo.  “Mas o lado positivo é que agora se resolveu fazer um debate mais amplo”, disse, levando em conta as informações de que o governo estuda reduzir tributos sobre energia."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9953&id_secao=12

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"UNIÃO RENOVARÁ CONCESSÕES DE ENERGIA COM TARIFA MENOR" (Fonte: Valor Econômico)

"GOVERNO VAI PRORROGAR CONCESSÕES POR 30 ANOS
Autor(es): Por Daniel Rittner | De Brasília
Valor Econômico - 10/02/2012


O governo está praticamente decidido a prorrogar por um período de 30 anos as concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015, faltando apenas o aval da presidente Dilma Rousseff. Haverá a exigência de desconto nas tarifas. A possibilidade de nova licitação dos ativos foi descartada. Dilma pretende resolver o assunto ainda neste semestre.
Diferentemente do esperado, a solução para as concessões não virá por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nem por Medida Provisória (MP), mas por projeto de lei com regime de urgência. Na avaliação do governo, não há entrave constitucional para resolver a questão e nem necessidade de validação imediata da prorrogação, o que justificaria a edição de uma MP.

O governo está com uma decisão praticamente tomada sobre as concessões do setor elétrico, dependendo apenas de um aval da presidente Dilma Rousseff. As concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015 serão prorrogadas por um período de 30 anos, segundo um auxiliar direto da presidente. Dilma pretende resolver o assunto no primeiro semestre.
A possibilidade de relicitação dos ativos, que voltam às mãos da União com o fim dos atuais contratos, foi descartada. Após o leilão dos aeroportos, com ágio médio de 347%, o governo vê as concessões do setor elétrico como uma das maiores pendências a serem resolvidas, na área de infraestrutura, nos próximos meses.
Diferentemente do que se esperava, a solução para as concessões não virá por meio de proposta de emenda constitucional (PEC) nem por medida provisória (MP), mas por um projeto de lei em regime de urgência. Na avaliação do governo, não há entrave constitucional para resolver a questão e nem a necessidade de que a prorrogação esteja valendo imediatamente, o que justificaria a edição de uma MP.
Por isso, avalia-se que o melhor caminho é enviar ao Congresso um projeto de lei em caráter de urgência, que tem 45 dias para ser votado em cada uma das casas legislativas - Câmara e Senado - antes de trancar a pauta. A tramitação é a mesma de uma medida provisória. A única diferença é que a MP tem vigência imediata. Até agora, a decisão é por um projeto de lei enxuto, que trate exclusivamente de prorrogar as concessões.
Todas as condições sobre a prorrogação deverão ficar mais para a frente, quando a lei for regulamentada, por meio de decreto presidencial. Essas condições englobam o ponto mais sensível das discussões: o desconto nas tarifas que as atuais concessionárias precisarão oferecer para continuar com seus negócios.
Por temer que a tramitação no Congresso fuja de controle e a redação final ganhe contornos indesejados - devido ao lobby do setor elétrico -, o governo prefere deixar todos os detalhes para a fase de regulamentação. Pesa ainda o fato que o assunto deve estar resolvido ainda em 2012, mas os cálculos para definir quanto as tarifas vão cair não estão concluídos. "O ganho para a modicidade tarifária está sendo calculado pela Aneel", afirma um assessor da presidente.
No fim do ano passado, a agência reguladora informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que os investimentos não amortizados das concessões elétricas com vencimento em 2015 atingem R$ 47,1 bilhões e podem gerar indenizações desse montante, caso não sejam prorrogadas.
No total, 20.206 megawatts (MW) de geração, 80.233 quilômetros de linhas de transmissão e 37 distribuidoras têm contratos prestes a vencer. Isso representa 18% do parque gerador do país, 84% da malha de transmissão e 23% da energia comercializada. A empresa mais prejudicada é a Eletrobras. A paulista Cesp, a mineira Cemig, a paranaense Copel e a gaúcha CEEE também têm concessões perto de expirar.
A conta bilionária comunicada pela Aneel ao TCU é apenas uma somatória dos investimentos não amortizados, segundo o cálculo das concessionárias. Antes de definir os descontos que serão aplicados às tarifas atuais para prorrogar os contratos, a agência fará uma espécie de auditoria nos números, chegando a um valor - conforme já avisa um diretor da Aneel - consideravelmente mais baixo.
Se confirmada, a decisão de "enxugar" o projeto de lei tratando das concessões deverá irritar muitos parlamentares, que querem debater as condições impostas para a prorrogação. "Seria um cheque em branco, que a sociedade não pode dar", diz o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), um dos principais especialistas no assunto, no Congresso. "O governo já demorou demais para definir a questão das concessões. O fundamental, agora, é aproveitar a possibilidade de renovação para assegurar um ganho significativo para as tarifas."
Com três projetos de autores diferentes em tramitação no Congresso, para tratar desse assunto, Jardim fez recentemente um pedido formal para a instalação de uma comissão especial na Câmara. Isso possibilitaria, pelo menos, aprofundar as discussões, argumenta o deputado.
Simulações feitas pela Abrace, a associação de grandes consumidores industriais de energia, apontam que pode haver economia de R$ 15 bilhões por ano nas tarifas elétricas. Outros números, que circularam recentemente no governo, indicam a possibilidade de redução em pelo menos 25% no valor do megawatt-hora das usinas com concessões vencendo em 2015. Hoje suas tarifas estão em torno de R$ 100.
Já o impacto para os consumidores será muito menor, pois a prorrogação atingirá menos de 20% de toda a energia gerada no país. Além disso, quase metade das contas de luz residenciais é formada por impostos e encargos setoriais, como CCC e CDE, usadas para motivos tão diversos quanto o financiamento do programa Luz para Todos e o subsídio a consumidores da região Norte, ainda não totalmente interligada ao sistema nacional.
O presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, pede que haja isonomia no tratamento ao mercado livre. Cerca de 28% da energia produzida no país vai para consumidores livres. Por terem demanda superior a 3 MW, eles não precisam comprar exclusivamente das distribuidoras das áreas onde atuam.
Para a Abraceel, o essencial é que a redução de tarifas com a prorrogação das concessões não afete somente o mercado das distribuidoras, mas que essa energia mais barata seja dividida em partes iguais com o mercado livre."

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Renovação das concessões da Cesp divide analistas (Fonte: Valor Econômico)

"Na linha do bom desempenho das ações de perfil mais defensivo, as ações da geradora de energia elétrica Cesp sobem mais de 20% no ano frente à queda de quase 19% do Ibovespa.
No entanto, as incertezas em relação à renovação dos contratos de usinas cuja concessão vence em 2015 dividem os analistas em relação às perspectivas para o papel no próximo ano.
A Cesp é uma das empresas mais prejudicadas pelo imbróglio da prorrogação das licenças de hidrelétricas. Cerca de 67% da capacidade de geração, que totaliza 7,5 mil MW, é produzida pelas usinas de Ilha Solteira, Três Irmãos e Jupiá, que estão na berlinda.
Em reunião com analistas realizada ontem em São Paulo, o presidente da Cesp, Mauro Arce, reforçou que espera que o governo bata o martelo sobre o tema té junho de 2012. De acordo com ele, a "tendência" é que as licenças sejam prorrogadas sob a condição de uma redução dos preços das tarifas de energia.
A expectativa é compartilhada pelo mercado. Segundo Mariana Coelho, analista do setor de concessões públicas do Itaú BBA, a possibilidade de que as hidrelétricas passem por uma nova licitação é remota. "Todas as sinalizações apontam para uma renovação."
A opinião é compartilhada por Ricardo Correa, analista de energia elétrica da Ativa Corretora. "Não existem entraves institucionais para a renovação, a decisão agora é política", argumenta.
Conforme o analista, se uma definição não for anunciada ainda no primeiro semestre de 2012, o governo vai ter de vir à público dar explicações.
Isso porque grande parte dos contratos de venda de energia regulada fechados pela Cesp no leilão de 2005 vencem no fim do próximo ano. Sem uma definição, a empresa terá problemas para fechar novos contratos a partir de 2013.
As principais dúvidas agora dizem respeito à magnitude da redução das tarifas que será imposta para a renovação e à possibilidade de privatização da empresa.
Para Mariana, do Itaú BBA, qualquer definição para a renovação das licenças que estabeleça claramente os preços a serem praticados pela Cesp terá impacto positivo para as ações.
"A pior notícia seria uma renovação das concessões, com uma discussão sobre os preços que se estendesse para além de 2013", afirma a analista. "Isso aumentaria muito a incerteza e aumentaria o prêmio de risco do papel."
O cenário básico desenhado pela equipe do Itaú prevê que a energia vendida após a renovação saia a R$ 65 MWh, frente aos R$ 85 MWh praticados atualmente.
Nesse caso, o preço-alvo estimado para as ações da Cesp no fim de 2012 é de R$ 37, valorização de quase 16% em relação aos R$ 31,9 do pregão de ontem.
Caso a definição sobre o prorrogação dos contratos seja seguida por pela privatização da companhia, o preço-alvo para o fim do próximo ano passa para R$ 46, o que implicaria um potencial de alta de 43,8% em relação aos patamares atuais.
Na reunião com analistas, Arce, presidente da Cesp, foi evasivo em relação à questão da privatização: "Não vale a pena trazer esse assunto à tona antes de uma definição sobre as licenças".
Mas, segundo Mariana, a intenção do governo do estado de privatizar a empresa sempre foi clara e, finalizada a polêmica das concessões, o momento seria ideal para a operação.
Já Correa, da Ativa, é mais cético em relação ao tema. "É prematuro "precificar" uma privatização, já que o governo federal é um pouco indisposto com o tema. Pode não haver momento político." A estimativa do analista é de que os contratos de energia pós-renovação sejam negociados a R$ 65 MWh, o que implicaria um preço-alvo de R$ 37 para as ações da Cesp ao fim de 2012.
Apesar da divergência, os analistas concordam que, à parte as incertezas em relação às licenças, a Cesp vem fazendo bem sua lição de casa. O perfil da dívida da companhia, que, por muitos anos assombrou os investidores, está mais adequado. A geração de caixa melhorou e os prazos dos passivos foram alongados. Hoje, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) está em 2,1 vezes, bem abaixo do nível de 8,1 de 2005.
Além disso, a política de distribuição de dividendos agressiva é outro conforto para os investidores suportarem o risco relativo às concessões, afirma Mariana."

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fiesp promete ir ao STF contra prorrogação de elétricas (Fonte: Agência Estado)

"SÃO PAULO - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ameaça ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) caso o governo federal altere a atual legislação do setor elétrico, permitindo a segunda prorrogação das concessões que vencem a partir de 2015. "Se por ventura as concessões forem prorrogadas por uma nova lei, vamos entrar com uma ação no STF questionando isso com base na Constituição Federal", afirmou o presidente da entidade, Paulo Skaf, que participou hoje do 12º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Fiesp.
Estudo feito pela entidade mostra que a manutenção das concessões de transmissão e geração com os atuais proprietários geraria um custo à sociedade de R$ 1,16 trilhão. Se esses ativos fossem licitados pela União, como prevê a lei, o custo ao consumidor brasileiro seria de R$ 247 bilhões, por meio da redução das despesas com geração, transmissão e impostos. É com base nessa premissa que a Fiesp defende a licitação para as concessões que vencem em 2015. "É o que diz a lei. Não deveria nem haver espaço para discutir isso", argumentou Skaf.
Nesse sentido, a avaliação da Fiesp é que a renovação das concessões, tese que é defendida pelas empresas afetadas pela questão, como a Cesp e a Eletrobras, seria inconstitucional. "A prorrogação fere o artigo nº 37 da Constituição Federal, que assegura que a licitação pública tem de garantir as condições de igualdades a todos os concorrentes", argumentou. No setor elétrico, porém, não há consenso se uma prorrogação fere a Constituição. O entendimento dos agentes é de que a legislação atual não permite a prorrogação das concessões, sendo necessária mudá-la.
O presidente da Fiesp rebateu, inclusive, o argumento já usado por membros do governo de que o resultado final para o consumidor será o mesmo na hipótese de as concessões serem licitadas ou renovadas. "Como vai dar no mesmo? Já sabem o resultado? O preço final da energia das usinas só pode ser conhecido em leilão", disse. Nos cálculos da Fiesp, o preço médio da energia das concessões que vão expirar em 2015 é de R$ 90/MWh. Esse valor poderia ser reduzido para R$ 20/MWh, na visão da entidade, tendo como base os últimos leilões de novas hidrelétricas.
Tendo em vista que a percepção da Fiesp é de que o governo federal caminha para prorrogar as concessões com os atuais proprietários, Skaf criticou o fato de que o governo prorrogou recentemente a cobrança do encargo Reserva Global de Reversão (RGR), criado na década de 1950 justamente para indenizar as empresas quando os ativos retornarem à União - pela legislação, a cobrança da RGR na tarifa seria extinta no ano passado, mas foi estendida até 2035. "Se a intenção do governo não é realizar os leilões, por que renovaram a RGR?", questionou o executivo.
Na visão da Fiesp, os proprietários das concessões também não têm direito de cobrar do governo federal uma indenização quando os ativos retornarem à União."

sexta-feira, 27 de maio de 2011

“Empresas de energia reduzem investimento” (Fonte: O Estado de S. Paulo)

“Autor(es): Karla Mendes 

Indefinição do governo sobre a renovação das concessões do setor elétrico fazem empresas como a Cesp investirem somente o "inevitável"

A indefinição do governo sobre a renovação das concessões do setor elétrico já provoca contenção de investimentos das empresas. Um exemplo é o da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que só está fazendo inevitáveis, como a manutenção dos equipamentos e redes dos ativos da empresa.
"Estamos nos restringindo a fazer manutenção e modernização, mas nada de expansão, já que não temos uma definição clara sobre o que vai acontecer com a nossa geração", admitiu ao Estado o presidente da Cesp, Mauro Arce. Por essa razão, os investimentos para 2011 estão limitados a R$ 150 milhões. "Isso não vai aumentar um quilowatt de potência instalada."
A cautela de empresa tem a ver com a falta de transparência do governo sobre o que vai acontecer em 2015, quando vencerão as concessões das usinas hidrelétricas Jupiá e Ilha Solteira, que representam 67% da capacidade de geração de energia e, por conseguinte, do caixa da empresa. "As duas vencem juntas, em 7 de junho de 2015. Daí nossa preocupação. Por isso, a grande preocupação que a gente tem", ressaltou Arce.
O executivo destacou que a questão tem de ser resolvida até o fim do ano, para evitar prejuízo. "Esse problema não pode ser resolvido e, 2015; em 2013 já começam a se encerrar contratos. Aí, como é que eu faço? Provavelmente será muito difícil prorrogar até 2015."
Arce lembrou que em 2008, as dúvidas sobre a renovação das concessões já traziam insegurança ao setor, razão pela qual a tentativa de privatização da Cesp fracassou.
Folga. Segundo Arce, até 2006, a empresa tinha limitação para investir devido ao alto endividamento, situação que foi invertida quando foi feita a capitalização da companhia naquele ano. "Hoje a gente pagaria a dívida com dois anos do Ebitda ; lá em 2006 era dez", disse.
Agora que a empresa tem uma situação saudável em relação à alavancagem, se houver alteração significativa no modelo de concessões, o executivo alerta que pode haver outro desequilíbrio. "Não sei como vai ser, já que 67% da minha geração de recursos está colocada nessas duas usinas". Ebitda é o indicador de geração de caixa.
Preocupada com essa situação, a Cesp, com a Cemig, a Copel e associações do setor, criaram um grupo para tratar das concessões. A segunda reunião ocorreu ontem, em Brasília.”


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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

“Governo de São Paulo quer negociar com Dilma prorrogação das concessões da Cesp” (Fonte: Brasil Econômico)

“O secretário estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, está disposto a procurar a presidente Dilma Rousseff para discutir a ampliação dos contratos de concessões da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que vencem em 2015. No governo José Serra, o ex-presidente Lula recusou-se a garantir a prorrogação das concessões temendo avanços no projeto de privatização da companhia gestada pelos tucanos paulistas”



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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

“Cesp busca sanear passivo de R$ 7 bi” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Josette Goulart | De São Paulo


A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) terá de encontrar uma solução para um passivo de R$ 7,3 bilhões referente a questionamentos judiciais e processos administrativos. Desse total, somente R$ 1,6 bilhão foi provisionado ou depositado judicialmente. "Temos que fazer uma limpa, porque isso derruba o balanço da empresa", diz o economista José Anibal, político com mais de 20 anos de atuação no PSDB, partido do qual foi presidente, e atual secretário de Energia do Estado de São Paulo.
Aníbal evita discutir qualquer coisa relacionada a "privatização". Para ele, a prioridade é resolver com o governo federal a questão da caducidade das concessões das usinas hidrelétricas e só depois avaliar alternativas para a Cesp. Esses planos não incluem nenhum projeto de investimento em expansão. Por isso, as medidas de saneamento da empresa parecem ser uma preparação para o processo de venda.
O potencial passivo jurídico da companhia, somado à dívida de R$ 4,7 bilhões registrada no último balanço trimestral, é 30% superior aos R$ 8,6 bilhões que a empresa valia ontem na bolsa. "Um passivo judicial desses faz a Cesp parecer uma empresa transgressora", observa Anibal.
O que mais incomoda o secretário é a natureza dessas disputas. A maior parte se deve a processos de indenização envolvendo a construção e o enchimento do reservatório da polêmica usina de Porto Primavera, rebatizada de hidrelétrica Sérgio Motta. O processo mais vultoso registrado no balanço da Cesp é uma disputa com a Camargo Corrêa. A construtora pede indenização de R$ 1 bilhão pelo tempo que as obras ficaram paradas, período em que teve de manter equipamentos e pagar os trabalhadores. O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça.
Mas o que mais incomoda o governo são as ações provenientes do Mato Grosso do Sul. Muitos donos de terras alagadas buscam indenizações milionárias. "Já recebi alguns deles", diz Aníbal. "Se depender de mim, não sai nenhum centavo da Cesp para pagar essas indenizações". Esses casos serão levados às instâncias superiores, segundo o secretário, que assume em breve a presidência do conselho da Cesp.
Porto Primavera já foi responsável pelo reconhecimento de um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no balanço da Cesp em 2008. O que se gastou na hidrelétrica, cerca de R$ 13 bilhões, não será recuperado com os mais de R$ 10 bilhões que serão obtidos com a venda de sua energia.” 

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

#Cesp: "#Eletrobras afirma não ter interesse na negociação" (Fonte: Estadão)

"Se quiser negociar a Cesp, a quarta maior geradora de eletricidade do País, com o Palácio do Planalto, São Paulo vai esbarrar em dois pontos: setores do governo não têm interesse na compra da usina e, na eventualidade de a presidente Dilma Rousseff personalizar o assunto e decidir comprá-la, a operação não será rentável economicamente para Geraldo Alckmin (PSDB).
Duas hidrelétricas da Companhia Energética de São Paulo estão entre as 55 usinas geradoras e distribuidoras que terão o período de concessão vencendo nos próximos quatro anos e, pelas regras atuais, não pode ser renovado. A insegurança sobre a renovação ou não do contrato já inviabilizou a tentativa de privatização da Cesp em 2008, pelo ex-governador José Serra.
Armando Casado de Araújo, diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobrás, disse que foi surpreendido com o eventual interesse de Alckmin na venda da Cesp e afirmou que não houve nenhum contato por parte do governo paulista para tratar do assunto. Indagado se a compra faz sentido para o governo federal e se seria interessante para Furnas, o diretor da Eletrobrás foi taxativo: "Não." Segundo ele, a estatal de energia "não chegou a avaliar essa hipótese, de forma nenhuma"."

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"Governo de SP vai tentar negociar a Cesp com Dilma" (Fonte: Folha)

"Venda ampliaria capacidade de investimento do Estado; 'reestatização federal' adotada na Nossa Caixa é opção

O governador Geraldo Alckmin autorizou que sua equipe negocie a venda da Cesp, a terceira maior geradora de eletricidade do país, com o governo federal.

Para evitar o rótulo de privatizante, o tucano gostaria de adotar o modelo utilizado na Nossa Caixa, adquirida pelo Banco do Brasil.

Com a venda, Alckmin levantaria dinheiro para investir no Estado. Já Furnas, empresa do sistema Eletrobras, viraria líder nacional em geração de energia.

A negociação pode eliminar o obstáculo da renovação da concessão das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que vencem em 2015.

A "reestatização federal" é apenas "uma das hipóteses", afirmou o secretário tucano José Aníbal (Energia), que deve se reunir com assessores de Dilma Rousseff ainda neste mês.

Além do próprio Alckmin (2001), Mario Covas (2000) e José Serra (2008) tentaram vender a Cesp. (Págs. 1 e A4)"