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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Brasil não corre risco de desabastecimento de energia, garante Ministério (Fonte: Senado)

"A população brasileira não corre riscos de desabastecimento crônico de energia, como em 2002, apesar da forte queda das chuvas nas Regiões Sudeste e Nordeste. É o que garantiu o secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, durante audiência pública nesta quarta-feira (25) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura.

De acordo com o Comitê Nacional de Política Energética, que mede mensalmente o risco de desabastecimento, a possibilidade de crise no fornecimento à Região Nordeste em 2016 é zero e, para a Região Sudeste, o índice é de apenas 1,2%.

— Portanto, bem abaixo do índice de 5%, que o comitê considera inicialmente de preocupação de risco nesse tipo de análise — destacou Barata.

O secretário-executivo admitiu que a escassez de chuvas de fato tem provocado fortes quedas nos reservatórios, principalmente nas Regiões Sudeste e Nordeste. No Sudeste, o índice de armazenamento está hoje em 27%, no Norte, em 20%, e no Nordeste, em apenas 5,4%..."

Íntegra: Senado

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Fala do governo sobre desindexação de contratos deixa setor elétrico em alerta (Fonte: Jornal da Energia)

"A fala do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo avalia desindexar os contratos de energia elétrica, que hoje possuem mecanismos de reajuste anuais e ligados ao índice de inflação, não caiu bem no setor. Agentes ouvidos pelo Jornal da Energia mostraram preocupação com os sinais de Brasília e pediram mais informações sobre o que está sendo planejado.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Geradores de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva, "é preciso primeiro saber o que o governo entender por desindexar". O executivo afirma que o preço da produção das usinas é hoje reajustado anualmente, quando, no passado, a mudança era "quase mensal".

"Os compromissos trabalhistas, de insumos, de impostos, todos eles têm uma variação a cada ano. Não conheço nenhum preço na infraestrutura que não seja atualizado ou modificado com a variação inflacionária. E ninguém está disposto a não variar. Algum empregado quer ficar cinco anos sem aumento, por exemplo?", questiona.

Assim, Neiva acredita que, se o governo quer reduzir o custo da energia, mexer nesses reajustes não é a solução. O dirigente diz que "o que tem que ser baixa é a inflação" e que "o que encarece a energia são os impostos, tributos e encargos". E aponta que a tal desindexação poderia até mesmo aumentar as tarifas.

"Se você vende energia e não pode reajustar o preço...aí seria tudo muito confuso. Você colocaria, então, um preço até superior para compensar essa não-variação", analisa.

Essa hipótese, aliás, é apontada também pelo gerente geral da colombiana Isa, Luis Fernando Alarcón. O executivo da empresa, que controla a transmissora Cteep no Brasil, inclusive, fala com conhecimento maior do cenário macroeconômico - chegou a ser ministro da Fazenda da Colômbia entre 1987 e 1990.

"Uma grande virtude nos esquemas de remuneração de sistemas como transmissão, onde os investimentos vão se pagar em períodos longos, é ter um mecanismo de indexação. Para que eu tenha uma tranquilidade (como investidor)", explica, lembrando que todos riscos acabam precificados nas propostas feitas em leilões.

Alarcón diz que "não é certo que estamos livres de um comportamento inflacionário" e que o Brasil passou por isso "recentemente". Para ele, não há previsão de uma volta da hiperinflação, mas, mesmo assim, "há uma diferença entre um cenário econômico de inflação a 2%, 3%, e outro com 7%, 8%". Polido, o executivo afirma que "com todo respeito ao ministro Mantega", sugeriria ao governo "colocar na balança o que se ganha e o que se perde ao suprimir o mecanismo de indexação".

Na Associação Brasileira das Concessionárias de Energia (ABCE),que tem como membros geradores, transmissoras e distribuidoras, o diretor-executivo, José Simões Neto, vê com "cautela" o tema.

Para ele, se o governo entende que a inflação é tão baixa a ponto de justificar a alteração nos contratos, "seria irrelevante continuar com os reajustes" e a proposta "não teria sentido". Mas o executivo observa que os custos das empresas, como os encargos trabalhistas e os próprios tributos, sobem junto com os índices de preços. Sem reajustes, então, haveria "desequilíbrio econômico-financeiro" em pouco tempo.

Simões toma como exemplo as distribuidoras, que passam por reajustes tarifários anuais e revisões tarifárias periódicas, a cada quatro anos, em média. "Se esse reajuste anual for diferido para um período muito longo, como a cada cinco anos, e (nesse período) ocorrer algum repique de inflação indesejado sobre a empresa, ela vai ter que repassar. E isso de que forma?", aponta.

O diretor diz que já existe hoje a figura da revisão tarifária extraordinária (RTE), na qual as empresas podem pedir revisão a qualquer momento, mas precisam provar que houve alteração no equilíbrio financeiro da concessão. No entanto, ele avalia que a Agência Nacional de Energia Elétrica "não tem encarado com muita simpatia" tais pedidos. Os mais recentes, de Celpa e Celg, por exemplo, foram negados.

"Se esses repasses forem negados, as distribuidoras não vão conseguir manter-se adimplentes. Ela vai ter que cortar e não pagar quem supre ela. Isso não fica bom", lamenta Simões. Nesse caso, sem indexação e sem reajustes extraordinários, poderia haver quebradeira de companhias.

"Tenho idade para ter vivido o processo inflacionário muito intensamente. Já tive aumento salarial mensal, já vi tarifas aumentarem a cada 15 dias. Hoje nós temos isso a cada ano. E,quando chega o momento da revisão tarifária, pode haver até decréscimos. A gente está num processo razoável", pondera."
Extraído de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9983&id_secao=17

Novo sistema de iluminação no Ministério de Minas e Energia (Fonte: O Globo)

"BRASÍLIA - Um novo sistema de iluminação, com os padrões de eficiência energética, será instalado no prédio do ministério de Minas e Energia (MME). Ele seguirá as mesmas características no edifício-sede de Furnas, no Rio, permitindo uma economia de 30% de energia. A proposta do governo é implantar o sistema em toda a Esplanada dos Ministérios. As salas terão sensor de presença e aproveitamento da luz natural.

O termo de compromisso entre o ministério de Minas e Energia, Eletrobras e Furnas, que financiará as obras de implantação do sistema, que vai permitir a automatização das instalações do edifício, foi assinado nesta terça-feira. O novo sistema deverá estar pronto em sete meses.

As instalações do MME são da década de 60, para ligar uma sala do prédio, é necessário acionar um disjuntor e acender o andar inteiro, contou o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Ele disse que a eficiência energética faz parte do planejamento estratégico do governo. O objetivo é que em 2030, o país consiga com a eficientização poupar 10% ou deixar de gerar o equivalente a uma usina hidrelétrica de Itaipu e meia.

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, falou sobre o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Para ele, mais do que a economia de energia que o novo sistema de iluminação do ministério vai permitir, o importante é o “efeito demonstrativo”."
Extraído de http://oglobo.globo.com/economia/novo-sistema-de-iluminacao-no-ministerio-de-minas-energia-4973430

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Renovação de concessões pode baratear conta de luz para consumidores (Fonte: Agência Câmara)

"Os investimentos iniciais para construção de usinas hidrelétricas nos anos 60 e 70 já foram pagos e não devem mais compor a tarifa de energia para os consumidores. Apesar dessa mudança, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defendeu nesta quarta-feira que os contratos com as atuais concessionárias do setor sejam renovados. Segundo ele, até hoje nenhum país substituiu por nova licitação a concessionária responsável pela operação de uma usina. “Mas a decisão final vai acabar no Congresso, porque renovação ou relicitação, a lei tem de ser adaptada”, explicou.

Inicialmente, uma usina é remunerada pelo investimento de sua construção, que é amortizado em 20 ou 30 anos, e faz parte da composição do preço da energia ali produzida. Em audiência nesta quarta-feira na Comissão de Minas e Energia, Zimmermann explicou como está sendo estudada essa renovação, que deve alcançar 20% da geração de energia no Brasil.

O impacto no setor será ainda maior, até 2017 vencem os contratos de 58 usinas geradoras, 41 distribuidoras, cerca de 30% do mercado, e mais de 80% das concessões de transmissão, mais de 73 mil quilômetros em linhas elétricas.

Tributos
Embora o presidente da comissão, deputado Simão Sessim (PP-RJ), tenha questionado qual será a economia para o consumidor, Zimmermann não quis precisar de quanto será essa redução. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê uma economia entre 3% e 12% na conta de luz com as mudanças, mas os deputados gostariam de uma redução maior. “Precisamos fazer também a redução de tributos e encargos sociais, já que o Brasil é o País que mais paga taxa a energia elétrica”, disse Sessim.
..."
íntegra disponível em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/CIENCIA-E-TECNOLOGIA/417450-RENOVACAO-DE-CONCESSOES-PODE-BARATEAR-CONTA-DE-LUZ-PARA-CONSUMIDORES.html

quinta-feira, 2 de junho de 2011

“Autoprodutores pedem audiência pública sobre renovação de concessões” (Fonte: Agência CanalEnergia)


“Representantes da Abiape, de outras entidades e de concessionárias cobraram no último dia 4 de maio a realização de audiência pública sobre a renovação de concessões. O requerimento foi feito pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Delcídio Amaral. A proposta de discussão do tema foi aceita no último dia 18 de maio, após aprovação na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. A proposta de audiência pública sobre o tema indica convites para o secretário executivo do MME, Marcio Zimmermann; o presidente da Eletrobras, José da Costa de Carvalho Neto; o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner; o presidente da Cesp, Mauro Arce; o presidente do Conselho da Abiape, Otávio Rezende e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.”



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quarta-feira, 1 de junho de 2011

“CMN aprova ampliação de crédito a empresas de energia” (Fonte: Agência CanalEnergia)

“O CMN aprovou a ampliação do limite de recursos para o crédito às empresas estaduais de geração e distribuição de energia elétrica. Agora, as companhias terão até o próximo ano aproximadamente R$ 83 milhões a mais, sendo R$ 70,8 milhões já para este ano e R$ 13 milhões para 2012. Com isso, as empresas poderão retirar R$ 967,444 milhões este ano e R$ 1,762 bilhão no ano seguinte. Segundo o CMN, o crédito poderá ser concedido desde que o projeto esteja incluído no PAC 2. O limite do financiamento será atualizado em função dos novos investimentos no PAC 2, principalmente aqueles decorrentes do leilão de energia realizado em julho de 2010. O voto de ampliação do crédito foi proposto pelo MME. O chefe da Assessoria Econômica do Tesouro Nacional, Mario Augusto Gouvêa, explicou que todas as empresas públicas de energia podem pleitear os recursos deste montante.”



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sexta-feira, 27 de maio de 2011

“Energia assegurada para Jirau” (Fonte: Energia Hoje)


“A EPE envia nos próximos dias ao MME o cálculo da energia assegurada para a ampliação em 450 MW da capacidade de Jirau. O procedimento estava pendente para confirmação da participação dessa expansão no leilão de A-3. A informação deve ser enviada juntamente com os valores dos demais projetos que disputarão o leilão. A ampliação de Jirau está sendo tratada como um processo independente ao da usina Santo Antônio, cujos sócios demonstraram interesse em realizar intervenção semelhante. A Aneel já aprovou o acréscimo de potência em Jirau.”



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“Brasil limpará a matriz com hidroelétricas, afirma o ministro Lobão” (Fonte: DCI)


“O governo federal aposta na expansão das usinas hidroelétricas para acelerar o processo de limpeza da matriz energética do País em substituição aos combustíveis fósseis. Os investimentos planejados somam o valor de R$ 214 bilhões a serem aplicados nos próximos dez anos. A garantia de continuidade desse plano é do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. O ministro disse que 2011 será marcado por diversos leilões de energia elétrica e de transmissão, certames de energia de reserva e fontes alternativas.”


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terça-feira, 10 de maio de 2011

“Licença para Belo Monte” (Fonte: Valor Econômico)


“O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acredita que a licença definitiva para a instalação da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, deverá ser concedida ainda no primeiro semestre. Segundo ele, caso isso aconteça, o cronograma para início da operação da usina em 2015 será cumprido. "Estou convencido de que virá rapidamente. As condicionantes estão todas sendo atendidas", afirmou Lobão, que participou da posse da diretoria do Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia, no Rio de Janeiro. Durante seu discurso, o ministro lembrou que, no passado, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) "atrapalhava", mas depois fez questão de dizer que essas diferenças ficaram no passado.”


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

“Petrobras já perde R$1,65 bi por não reajustar” (Fonte: O Globo)


“Autor(es): agência o globo: Ramona Ordoñez 

Se a defasagem de 27% fosse recuperada, preços nos postos aumentariam de 11% a 15%, calcula especialista


RIO e BRASÍLIA. A Petrobras acumula uma perda de receita da ordem de R$1,65 bilhão de janeiro a abril deste ano, por causa da defasagem entre os preços da gasolina e do óleo diesel vendidos em suas refinarias e os comercializados no mercado americano.

Segundo cálculos realizados a pedido do GLOBO pelo Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), o valor da gasolina vendida pela Petrobras em suas refinarias, a R$1,05 o litro (sem impostos), está 27% menor em comparação ao preço cobrado nos Estados Unidos, que é equivalente a R$1,44. Já o preço do óleo diesel vendido pela Petrobras, R$1,14, está 9% mais baixo que o do mercado americano, que corresponde a R$1,25.

Adriano Pires Rodrigues, diretor do CBIE, disse que a política nacional de preços dos combustíveis está provocando uma série de distorções no mercado:

- Com essa política de preços equivocada, a gasolina é subsidiada e compete com o etanol, que não é. A Petrobras tem seu caixa prejudicado, e o balanço de pagamentos do país também é afetado com a maior importação de gasolina. Tudo para esconder a inflação debaixo do tapete.

Caso a defasagem nos preços da gasolina fosse eliminada, os preços ao consumidor subiriam entre 11% e 15%, segundo estimativas do CBIE. Um técnico do setor de combustíveis calculou que o aumento nos postos chegaria a R$0,33 por litro. Com isso, a gasolina vendida no Rio, que custa, em média, R$2,98 o litro, passaria para R$3,31.

Ainda de acordo com os cálculos do CBIE, somente em abril, a Petrobras acumulou uma perda em sua receita de R$ 535,9 milhões por não repassar para os preços da gasolina e do diesel a alta internacional do petróleo.
Só com a importação, principalmente do mercado americano, dos 2,5 milhões de barris de gasolina, feitas em abril e este mês, estima-se um prejuízo da Petrobras de R$ 153,7 milhões.

Por outro lado, a Petrobras teria acumulado uma receita de R$26,5 bilhões, entre outubro de 2009 e dezembro de 2010, por não ter repassado aos consumidores a queda das cotações internacionais do petróleo.

Os preços da gasolina e do diesel não são reajustados desde maio de 2009.

Lobão diz que preço do etanol está caindo nos postos

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que, a partir da próxima semana, os preços do etanol devem ser regularizados no país.

- O álcool já começou a ser entregue às distribuidoras em grande escala, os custos estão caindo em todos os postos e nós esperamos a regularização rápida desses preços, com uma queda substancial, a partir da próxima semana - disse Lobão à Agência Brasil.

O ministro acrescentou que "a Petrobras vai ingressar fortemente na política de produção de etanol, construindo novas refinarias e até plantando cana, se for necessário".”


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