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terça-feira, 31 de maio de 2011

“Preço do etanol cai em todo o País, segundo ANP” (Fonte: O Estado de S. Paulo)


“Autor(es): Eduardo Magossi

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em todos os 26 Estados e no Distrito Federal, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo

Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana terminada em 27 de maio de 2011.
Na média do Brasil, já é indiferente utilizar etanol ou gasolina.
Em São Paulo, maior Estado consumidor, a queda foi de 4,12% na semana. No período de um mês, as cotações do etanol recuaram 20,64% nos postos paulistas. A maior queda semanal foi no Paraná, de 9,62%, seguido de Mato Grosso, com 7,88%, e Distrito Federal com 6,69%.
Na média de preços do Brasil, a gasolina atingiu o equilíbrio com o etanol, de acordo com a ANP. Em relação à média do preço da gasolina no País, que foi de R$ 2,813 por litro, o preço do etanol é competitivo até R$ 1,969 por litro. Como o preço médio do etanol no Brasil está em R$ 2,076, os preços dos dois combustíveis estão no corredor de indiferença entre 70% a 70,5%.”


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segunda-feira, 23 de maio de 2011

“Biomassa para gerar eletricidade está no foco do produtor sucroalcooleiro” (Fonte: Brasil Econômico)


“Autor: Amarylis Bertachini

Com o aproveitamento crescente da palha, a produção da biomassa levará a bioeletricidade a dar um salto significativo em dez anos. Dos 1.000MW atuais, vai chegar a 13 milMW

A bioeletricidade-energia elétrica  gerada a partir da biomassa que correspondehojeacercade3%da matriz energética nacional-poderá ter sua capacidade de produção ampliada dos atuais 1.000MWmédios para  13.158MW médios em 2020."Issoequivalea três usinas Belo Monte", compara Zilmar  JosédeSouza,assessordebioeletricidadeda  Uniãoda Indústria de Cana de Açúcar (Unica), entidade que reúne 123 usinas responsáveis por 70% de toda a bioeletricidade comercializada para a rede elétrica nacional. Segundo Souza, em 2010 foi produzido  um total de 2.112 MW médios, sendo que 1.110MW foram utilizados no auto consumo das usinas e 1.002MWforam exportados para a rede elétrica nacional.

O setor sucroalcooleiro é hoje o grande  protagonista da bioeletricidade com a geração de energia a partir do bagaço da cana de açúcareaexpectativaédequeessaprodução cresçacomo usotambémda palha. Foi assinado um protocolo entre as usinas e o governo para reduzir o uso de fogo na colheita que passará a ser feita mecanicamente, permitindo maior aproveitamento da palha como  combustível. "Quando o setor estiver complenitude da colheita mecânica, serão aproveitados 50% da palha para geração de energia e os outros 50% ficarão no campo  paramaterial orgânico,variandoessespercentuais de acordocomo tipo de solo", explica CarlosRoberto Silvestrin, vice-presidente executivo da Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia).

Silvestrin acredita que o crescimento desse segmento será progressivo nos próximos anos também por conta dos novos projetos de usinas de açúcar e álcool que já prevêem em suas instalações a cogeração de energia e pelo interesse das usinas existentes que estão se programando para fazer  o chamado retrofit, que é uma atualizaçãotecnológica de todo o processo, incluindo a geração de energia. Falta ainda vencer o obstáculo da transmissão, ou seja, de como entregar essa energia do ponto de produção até a rede existente. No estado de São Paulo, existem cerca de 180 usinas processando cana, das quais 54 estão exportando energia para a rede.

Um dos estímulos para o aproveitamento da biomassa para a cogeração nas usinas foi dado em2005, como início dos  leilões de venda de energia regulados pelo governo que garantem um contrato de venda por 20 anos,comreajuste pelo IPCA (ÍndiceNacional de Preços ao Consumidor Amplo). "É uma receita muito bem-vinda, estável, que é quase como se fosse um hedge natural à volatilidade que existe nospreços dos outros produtos principais, o açúcar e o álcool", declara Souza. Além disso, ele destaca que o contrato dá segurança ao negócio, servindo de lastro como garantia financeira junto a órgãos financiadores, principalmente o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), beneficiando novos projetos. Nos próximos leilões em meados deste ano, a biomassa vai enfrentar a concorrência de outra fonte de energia alternativa, a eólica, em condições, na opinião de Souza e de Silvestrin, de desigualdade.

Isto porque a eólica, a exemplo do que  aconteceucomo bagaço de cana no início, está recebendo uma série de benefícios fiscais e como boa parte da geração concentra- se no litoral do Nordeste, onde há vento para isso, ainda conta com condições de financiamento mais atrativas por estar na área da Superintendência do Desenvolvimento doNordeste (Sudene).”


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quarta-feira, 18 de maio de 2011

“FAO sinaliza apoio à bioenergia” (Fonte: Valor Econômico)


“Em sinal de reconhecimento de que a produção de biocombustíveis pode não afetar a segurança alimentar, a FAO (Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) está promovendo uma nova metodologia para ajudar os governos a avaliar os prós e os contras de se investir no segmento.
Batizada de "Quadro Analítico de Bioenergia e Segurança Alimentar (BEFS)", a metodologia foi criada para ajudar nas políticas públicas que buscam avaliar o potencial da bioenergia assim como seu possível impacto na segurança alimentar. Em comunicado, a agência também cita o Brasil como exemplo de país que produz bioenergia para atender suas necessidades. "O Brasil abastece cerca de 1 milhão de veículos com o biocombustível feito de cana-de-açúcar", afirma a FAO no comunicado.
"Feito corretamente e quando apropriado, o desenvolvimento da bioenergia oferece a chance de dirigir investimentos e trabalho para as áreas que literalmente necessitam desse tipo de política", disse Heiner Thofern, coordenador do projeto da FAO.”


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terça-feira, 17 de maio de 2011

“Após queda de preços, demanda por etanol volta a crescer” (Fonte: Valor Econômico)

“A demanda por etanol começa a reagir à queda dos preços do etanol nos postos de combustíveis do país. Na última semana, abastecer com o biocombustível passou a ser mais vantajoso em três Estados brasileiros, entre eles, São Paulo, o maior consumidor nacional de combustíveis. Na média, compensa abastecer com etanol quando o preço deste equivale a 70% do preço da gasolina.
Com o retorno da demanda após a queda dos preços, as cotações do etanol se estabilizaram nas usinas. Em queda livre desde a segunda quinzena de abril, o litro do combustível teve uma leve alta, de 0,39%, na última quinta-feira. Permaneceu estável no dia seguinte e ontem registrou ligeira valorização, de 0,05%, fechando a R$ 1.018,00 o m3, segundo o indicador de preços Esalq/BM&F em Paulínia (SP).
De acordo com Tarcilo Rodrigues, diretor da comercializadora Bioagência, responsável pela negociação de 10% do etanol brasileiro, a expectativa é de que o preço do hidratado na usina ainda suba um pouco nos próximos dias.
Ele argumenta que o repasse da queda das semanas anteriores ao consumidor final ainda não ocorreu em sua totalidade. Assim, ao deparar-se com preços na bomba ainda menores do que os atuais, o consumidor deve aumentar o consumo, o que pode levar os preços na usina a nova valorização. "Neste momento, a oferta de etanol ainda está prejudicada pela qualidade ruim da cana", afirma Rodrigues, que acredita em preços de equilíbrio entre R$ 1,15 e R$ 1,20 por litro.
Mesmo com o repasse parcial de preços ao consumidor final, o etanol passou a ser viável em três Estados, segundo cálculos feitos com base em dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) referentes à semana encerrada em 14 de maio. "A demanda aumentou e parece ter se equilibrado com a oferta", diz Mirian Bacchi, pesquisadora do Cepea e professora da Esalq.
O valor médio do litro do hidratado nos postos de São Paulo, maior consumidor nacional de combustíveis, fechou a semana passada valendo R$ 1,958, queda de 5,6% em relação à semana anterior, quando valia R$ 2,075.
Nesse mesmo intervalo, a gasolina também recuou na média do Estado, mas em menor intensidade (0,6%). Com isso, o preço do etanol passou a equivaler 69,9% do preço da gasolina.
Em Mato Grosso, o recuo dos preços do álcool nos postos foi ainda mais intenso, segundo a ANP. Na média do Estado, o litro valia na semana encerrada no dia 7 de maio R$ 2,278 e nos sete dias seguintes, fechou a R$ 2,043, retração de 10,3%. Como a gasolina também caiu com força (6,5%), a relação de preço com o etanol ficou em 68,5%. Em Goiás, o etanol caiu 11,9% e passou a valer 68,2% do preço da gasolina.”


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terça-feira, 10 de maio de 2011

“Brasil barra crítica a etanol em relatório da ONU” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Daniela Chiaretti | De São Paulo 
 
O etanol ficou no centro de um debate científico sobre energias renováveis que terminou ontem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Foi na conclusão de um estudo do IPCC (o braço científico das Nações Unidas) sobre o potencial da energia eólica, solar, geotérmica, hídrica, dos oceanos e bioenergia para reduzir a emissão de gases-estufa e, assim, enfrentar a mudança do clima.
Na madrugada de segunda-feira, na discussão sobre a sustentabilidade destas fontes, o Brasil se opôs à relação, no texto, entre a produção de biocombustíveis e a pressão sobre florestas ou a produção de alimentos. Países europeus e representantes dos Estados Unidos insistiam na citação, ao mesmo tempo em que queriam promover biocombutíveis de segunda geração, para onde canalizam suas pesquisas. O Brasil, representado por sete cientistas e liderado por autoridades do Itamaraty, ganhou o embate. O texto de 28 páginas saiu sem a referência.
Mas foi uma vitória de apenas algumas horas. A primeira frase sobre biocombustíveis no comunicado de seis páginas distribuído à imprensa mundial traz críticas veladas: "Alguns sistemas de bioenergia, incluindo aqueles que envolvem a conversão de terras em biomassa e colheitas energéticas, podem produzir mais emissão de gases estufa do que reduzir". E continua: "Mas outros (..) que, por exemplo, convertem restos de madeira em combustíveis líquidos, podem significar uma redução de 80% a 90% nas emissões comparados aos combustíveis fósseis."
"Começou a ficar extremamente politizado o sumário", disse, ao Valor, Suzana Kahn, vice-presidente do grupo de mitigação do IPCC, onde representa a América Latina. "E com isso não se deu a atenção que deveria ser dada para a questão científica." O IPCC é a principal referência científica mundial em matéria de aquecimento global.
A votação de relatórios deste gênero segue o regime da ONU - eles têm que ser aprovados por consenso e, no caso, por representantes de 192 países. O que foi aprovado agora foi o sumário executivo do Relatório Especial sobre Fontes de Energias Renováveis e Mitigação da Mudança Climática. Trata-se de uma versão resumida de um estudo que agrupa o que a ciência mundial produziu sobre o tema e que tem mais de mil páginas.
Este é o primeiro relatório do IPCC depois da crise de 2009, quando foi criticado por ter publicado duas informações erradas e pelo vazamento de e-mails constrangedores de cientistas no Reino Unido. O indiano Rajendra Pachauri, que preside o IPCC, referiu-se à mudança do clima ao dizer que o estudo "é uma base sólida para formuladores de políticas públicas enfrentarem o maior desafio do século 21."
Segundo o relatório, cerca de 80% do fornecimento de energia mundial pode vir de fontes renováveis em 2050 se políticas públicas adequadas forem adotadas.
Isto poderia significar deixar de emitir entre 220 e 560 gigatoneladas de CO2 equivalente entre 2010 e 2050.
Os países em desenvolvimento têm papel importante neste quadro porque é neles que vive a maioria do 1,4 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade e onde existem as melhores condições para o desenvolvimento das energias renováveis, destacou o pesquisador Ramon Pichs, um dos coordenadores do trabalho.
O relatório fará parte do próximo grande estudo do IPCC, o 5° Assessment Report (AR5), com lançamento previsto para 2014.”


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“Petrobras no etanol” (Fonte: Valor Econômico)


“A Petrobras poderá elevar a sua participação na produção de etanol no Brasil para até 15%, ante os atuais 5%, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Vamos avançar rapidamente para produção de 10%, 12%, 15% nos próximos anos; em três, quatro anos", afirmou Lobão a jornalistas em Brasília após sair de reunião com a presidente Dilma Rousseff, segundo informou a Reuters.

De acordo com Lobão, com esse avanço para 15% a Petrobras irá se transformar em um regulador eficiente do mercado. "Com isso, a estatal se transforma definitivamente num regulador eficiente do fornecimento e dos preços do etanol", disse o ministro. Ele acrescentou ainda que a estatal terá uma "presença mais agressiva" no mercado do biocombustível.”


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