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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

“Não há benefício nenhum na privatização da energia”, diz engenheiro da Celg (Fonte:Brasil de Fato)

"Movimentos populares têm se mobilizado em Goiás contra a privatização da distribuidora de energia do estado, a Celg. O Projeto de Lei (PL) 8449/15 do governo federal visa a inclusão da empresa no Programa Nacional de Desestatizacão (PND).

Em defesa da manutenção da empresa como propriedade estatal, manifestantes de organizações como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Frente Brasil Popular ocuparam o prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília (DF), no dia 27 de janeiro.

Nesta quarta-feira (3), ocorre em Goiânia (GO) uma audiência pública com representantes do Ministério das Minas e Energia, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de entidades que contestam o processo de privatização da estatal.

Para Wagner Alves Vilela Júnior, engenheiro elétrico e representante dos empregados da Celg no conselho de administração da empresa, a privatização não trará nenhum benefício para o consumidor, os trabalhadores ou o estado; pelo contrário, o retorno ao estado será mínimo, e as tarifas tendem a aumentar para o consumidor.

“O que queremos da Celg é que ela não entre nisso de 'privatizar vai melhorar', até porque isso não acontece, e sim que ela receba investimentos e possa dar bons resultados para o estado e sociedade”, afirma. 

Confira abaixo a entrevista de Wagner para o Brasil de Fato sobre a privatização da Celg:



Qual o argumento que o estado usa para privatizar a Celg?

O principal argumento é a questão econômica, de que o estado não tem dinheiro para continuar investindo na distribuição de energia e a alternativa é vender para o setor privado, para que este possa fazer seus investimentos, gerando melhoria da qualidade dos serviços para o consumidor.

Essa é a mesma justificativa da década de 1990, quando se iniciou a privatização das distribuidoras de energia. 50 das 63 distribuidoras foram privatizadas. Mas quando olhamos para as empresas que já foram privatizadas, vemos que “vender para melhorar” não foi o que aconteceu.

As empresas privatizadas ou mantiveram a mesma qualidade de quando a empresa era pública, ou quebraram.

Além disso, o Estado não fez caixa com as privatizações, porque vendeu as empresas com uma mão, fazendo o leilão da concessionária, mas financiou os compradores com a outra, através do BNDES.

É isso o que nos motiva a lutar contra a privatização. Não há benefício nenhum, nem para o cidadão, nem para os trabalhadores.

Por que não se privatizou todas as distribuidoras de energia na época?

Por diversos motivos. Em algumas, como na Celesc, de Santa Catarina, ocorreu uma ação muito forte dos funcionários, similar o que acontece em Goiás agora. Na Celg, o leilão ia ocorrer em 2001, mas teve a crise do apagão e ele não aconteceu.

E como estão essas empresas distribuidoras estatais em relação às privadas?

Vemos algumas estatais excelentes, tanto na parte técnica quanto na econômica. A Copel do Paraná foi premiada como a melhor concessionária da América Latina em novembro do ano passado, a Celesc de Santa Catarina, a Cemig [de Minas Gerais], todas atendem bem o consumidor e funcionam, tendo resultado financeiro bom, que gera dividendos para o Estado e seus acionistas.

Por mais que a Celg não esteja bem no momento, com dívidas e defasada na área técnica, é uma questão de investir para revitalizar a rede que está sucateada.

O que queremos da Celg é que ela não entre nisso de “privatizar vai melhorar”, porque não acontece, e que ela siga o caminho dessas distribuidoras, dando um resultado bom para o estado, que possa usar esses dividendos em prol da sociedade.

Como a privatização da Celg afetaria o bolso do consumidor?

Olhando o rank de tarifas e concessionárias no Brasil, vemos que as empresas privadas têm um reajuste tarifário maior que as públicas.

Se a Celg for privatizada, a tendência é que a sua energia seja mais cara, se compararmos o que tem acontecido com as demais empresas privadas. 

Isso acontece porque quando tem um empresário que é dono, ele vai querer um maior retorno de capital e lucratividade.

Qual seria o impacto da privatização para os trabalhadores?

A empresa tem que continuar funcionando. Mas é uma incógnita o que aconteceria com os empregados, dependeria muito do perfil do novo dono. Ele pode manter os trabalhadores, ou fazer um programa de substituição. 

O que é certo é que deixaria de existir o concurso público, que é uma porta de entrada onde qualquer cidadão poderia pleitear ser um empregado de uma empresa pública.

Por que a Celg não está numa situação boa?

Ela está assim porque tem sido usada ao longo dos anos pelo estado para atividades alheias à distribuição de energia.

Por exemplo, a Codemin, mineradora no norte do estado: o governo, para poder incentivar o crescimento da região, ofereceu subsídios tarifários e impostos na questão da energia para a empresa se instalar. Ao invés do estado bancar esse desconto de imposto, foi a Celg que bancou.

Por 10 anos, a Celg bancou um subsídio que devia ser do governo federal, o que impactou na perda de mais de um bilhão de reais nas suas contas.

A empresa sacrificou seu caixa ao longo dos anos, de tal forma que hoje ela não tem recursos para manter e fazer expansões e melhorias do sistema que deve fazer e falta dinheiro para fazer investimentos. 

Quais são as melhorias que a Celg precisa?

A Celg, de 2006 pra cá, tem passado por uma falta de investimento e expansão na sua rede de energia muito grande.

É necessário um volume grande de investimento, para poder voltar a oferecer ao consumidor uma qualidade de energia satisfatória. E o investimento no setor dá retorno financeiro ao estado, é algo que para ele vale a pena. 

Se vale a pena para o estado, por que privatizar?

Porque a Celg oferece uma das maiores capacidades de lucratividade, basta uma margem de investimento que proporcione isso. Por isso, essa ganância atrás da aquisição da empresa.


Como você vê os protestos em defesa da Celg?

Estamos num momento chave, pois o governo tem acelerado a fase de privatização. Tanto o governo estadual quanto o federal dizem que não têm interesse de recuar no processo de privatização da Celg.

Esse apelo popular de diversos seguimentos da sociedade organizada, como movimentos sociais e sindicais em defesa da Celg, é que nos dá um fio de esperança de que o processo pare, semelhante ao que ocorreu em Santa Catarina, quando tentaram a privatizar a Celesc..."

Íntegra: Brasil de Fato

Caiado critica processo que deve culminar com a venda da Companhia Elétrica de Goiás (Fonte: Senado)

"O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticou a falta de informações em audiência pública para discutir o leilão da Companhia Elétrica de Goiás (Celg), realizada nesta quarta-feira (3) pelos governos federal e estadual. Para o senador, quem deveria estar defendendo o estado de Goiás estava acanhado e quem deveria responder os questionamentos não respondeu.

Caiado explica que, há três anos, 51% da Celg foram transferidos para as Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). Para isso, o estado de Goiás teria assumido todo o passivo da empresa, que o senador aponta ser de R$ 2,3 bilhões. Também teria feito empréstimos para quitar dívidas existentes, totalizando uma dívida de cerca de R$ 7,9 bilhões. A mudança, no entanto, não teria melhorado os serviços.

— A Eletrobras assume a Celg. O que ela traz de positivo para nós em Goiás? Nada, investimento nenhum. A Celg é, hoje, a pior distribuidora de energia elétrica do país — criticou.

A previsão, segundo  Caiado, é de que a empresa seja vendida por menos de R$ 3 bilhões. A parte que Goiás receberá, cerca de R$ 1,5 bilhão, é bem inferior às dívidas geradas pela transferência para a Eletrobras..."

Íntegra: Senado

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Manifestantes ocupam Ministério da Fazenda contra privatização da Celg (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Para evitar a privatização da Companhia Energética de Goiás (Celg), manifestantes ocupam o prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília (DF), desde a manhã desta quarta-feira (27).

O protesto tem como objetivo também “debater o setor elétrico e o plano do governo federal de privatizar as distribuidoras de energia da Eletrobras”, conforme nota publicada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Também participam da ação membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Frente Brasil Popular.

Segundo a CUT, cerca de 900 trabalhadores também ocupam, desde as 7h, a sede da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás. "Enquanto não obtivermos um retorno por parte dos governos federal e estadual de que a Celg Distribuiçao não será privatizada, estamos preparados para ficar aqui por tempo indeterminado", disse o sindicalista Vanderley Rodrigues..."

Íntegra: Rede Brasil Atual

terça-feira, 15 de maio de 2012

Agência veta reajuste de tarifa de energia de dez distribuidoras (Fonte: Portal PCH)

'Pelo menos dez distribuidoras de energia elétrica do país estão impossibilitadas de conceder reajustes aos consumidores neste ano por terem dívidas com o governo, informou ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a agência reguladora, entre as pendências, constam contas relativas ao desenvolvimento energético e ao consumo de combustíveis -não foi informado o valor total da dívida.

Somente depois da quitação das pendências, o reajuste pode ser autorizado.

As últimas companhias a terem o reajuste barrado pela agência foram a Caiuá (de São Paulo), que teria direito a um aumento de 11,77%, em média; a Companhia Nacional de Energia Elétrica (também com atuação em São Paulo), com 3,35% de aumento; e a Bragantina (com clientes em Minas Geraus e São Paulo), com possibilidade de 6,74% de aumento. Todas elas pertencem ao grupo Rede Energia.

BARRADOS ANTES

Também da Rede Energia, já haviam sido barrados anteriormente os reajustes da Celpa (do Pará), da Cemat (de Mato Grosso), da Celtins (do Tocantins) e da Enersul (de Mato Grosso do Sul).

A Vale Paranapanema (de São Paulo) também deve ao governo, mas não teve o reajuste afetado por um motivo que favorece os consumidores: em vez de aumentar a tarifa, a Aneel determinou que seus preços sejam reduzidos em 2,43%.

Segundo a Aneel, outras duas empresas do país também serão impedidas de reajustar, a CEA (do Amapá) e a Celg (de Goiás), que devem ao governo desde 2005 e 2007, respectivamente.

As companhias que têm reajuste suspenso por inadimplência podem corrigir os valores do aumento após a quitação das dívidas, caso a direção da agência permita.

As mudanças nos preços, no entanto, não podem retroagir, segundo a agência reguladora.'
Extraído de http://portalpch.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7429:14052012-agencia-veta-reajuste-de-tarifa-de-energia-de-dez-distribuidoras&catid=1:ultimas-noticias&Itemid=98

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CEA propõe ao governo que Eletrobras assuma 51% de suas ações (Fonte: Jornal da Energia)

"O governo do Amapá encaminhou à ministra chefe da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, uma nova proposta para resolver os problemas de sua estatal de energia elétrica, a CEA. O acordo pleiteado pelo Estado agora prevê que a Eletrobras assuma o comando da empresa, com 51% das ações. O governo ainda ficaria com 47,5% - "com o único objetivo de garantir ao Amapá a energia necessária para seu desenvolvimento e à população amapaense o direito de ter um serviço de qualidade".
O documento, assinado pelo governador Camilo Capiberibe e pela bancada federal do Amapá, também pede um empréstimo de R$1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "para sanear a estatal". Desse montante, R$716 milhões serão destinados a quitar a dívida da companhia com a Eletrobras Eletronorte e pagar taxas intrasetoriais, retirados os juros e mulas. Outros R$304 milhões vão constituir um fundo para pagamento de dívidas trabalhistas, cíveis e tributárias vicendas, "podendo ainda servir para garantir a contrapartida do Estado nos investimentos para interligação do Amapá ao Sistema Interligado Nacional (SIN)".
No final do ano passado, o Amapá havia feito uma proposta pela qual a Eletrobras poderia assumir 84,1% da CEA. Agora, a nova oferta já é analisada pelo governo, ao mesmo tempo em que a estata federal inicia inspeções em campo para conferir a real situação da companhia. Uma equipe de nove técnicos está no Amapá para preparar um diagnóstico que guiará a decisão de entrar ou não no negócio.
No início deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu que a transação era avaliada como uma possibilidade e que o assunto seria tratado assim que fossem concluídas as conversas para que a Eletrobras assumisse o controle de outra empresa estatal em dificuldades, a Celg."

quinta-feira, 15 de março de 2012

Governo defende solução privada para problema da Celpa (Fonte: Valor Econômico)

"A presidente Dilma Rousseff vetou a utilização de recursos públicos para a recuperação financeira das Centrais Elétricas do Pará (Celpa). No entendimento do governo, os problemas operacionais e o endividamento da companhia, que entrou com pedido de recuperação judicial, seriam oriundos da má gestão de um grupo privado, o Rede Energia, controlador da distribuidora. Mesmo com 34% de participação na empresa, a Eletrobras não deverá assumir o controle da concessionária, ao contrário da postura adotada em relação à Companhia Energética de Goiás (Celg) no início do ano.
Segundo o deputado Claudio Putty (PT-PA), a informação é do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner. Os dois estiveram reunidos ontem, na sede da agência, em Brasília. No encontro, Hubner teria explicado ao deputado que as duas saídas possíveis para a Celpa são a cassação da concessão ou a venda do ativo para outro grupo privado, solução pouco viável dado o estado financeiro da empresa.
A Light foi um dos grupos privados que descartaram a compra da Celpa. Procurado, o diretor da Aneel não retornou as ligações.
De acordo com a Justiça do Pará, a Celpa deve pelo menos R$ 600 milhões à Eletrobras e aproximadamente R$ 1 bilhão a instituições financeiras. O maior credor é o BNDES, com R$ 235,3 milhões. Outros R$ 141,5 milhões são com o Bradesco, R$ 123,9 milhões com o Banco da Amazônia, R$ 87,1 milhões com o Itaú BBA e R$ 76,1 milhões com o Banco do Brasil.
..."
Íntegra disponível em  http://www.valor.com.br/empresas/2571130/governo-defende-solucao-privada-para-problema-da-celpa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eletrobras indica nova diretoria da Celg Distribuição (Fonte: Jornal da Energia)

´´Tomou posse nesta terça-feira (7/2) a nova diretoria da Celg Distribuição. Os principais nomes – do presidente e da diretoria econômico-financeira – foram indicados pela Eletrobras, que está em um processo ao fim do qual assumirá o controle da companhia, com 51% das ações. A vice-presidência e a diretoria técnica continuaram nas mãos de executivos que já estavam na estatal estadual.
A presidência ficou com Leonardo Lins de Albuquerque, enquanto Paulo Sérgio Petis Fernandes ocupou a diretoria econômico-financeira. O ex-presidente da companhia, Humberto Eustáquio Tavares, que havia sido indicado pelo governo, passou a ser diretor técnico.
Segundo informações do governo de Goiás, a composição acionária da companhia ainda não foi alterada. Portanto, o Estado ainda tem 99% das ações. Ao final do processo de transição, a Eletrobras assumirá o controle em definitivo e restará ao governo a parcela minoritária na sociedade.´´

Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=9001&id_secao=12&titulo_info=Eletrobras%20indica%20diretoria%20da%20Celg

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Analistas veem cunho político e criticam negócios da #Eletrobras com #Celg e CEA (Fonte: Jornal da Energia)

''Depois de começar negociações para assumir 51% da goiana Celg Distribuição, a Eletrobras deve partir em breve para um acordo com a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), na qual poderia ter uma fatia de até 85%. A empresa de Goiás soma uma dívida de R$6,8 bilhões e está em um processo de reestruturação, assim como a companhia do Amapá, na qual os débitos são de R$1,6 bilhão.
Caso confirmadas, as transações tornarão ainda maior o braço de distribuição de energia da Eletrobras, que hoje acumula prejuízos. Entre janeiro e setembro do ano passado, as concessionárias da estatal, que atuam em Amazonas, Alagoas, Piauí, Rondônia e Roraima, somaram perdas de R$836 milhões, com alta de 110% frente ao ano anterior.
Para o consultor da Ativa Corretora, Ricardo Correa, a empresa não tem um histórico perfeito para controlar distribuidoras, já que falta eficacia nas ações. “A Eletrobras vai continuar assim, porque o controle dessa estatal é deficitário. Fica claro que tudo é motivação política e quem acaba pagando são sempre os acionistas minoritários e os consumidores”.
O analista ainda afirma que "a estratégia de universalizar não demonstra compromisso de valor com qualidade, só demonstra a ineficiência e isso vai se intensificar neste governo”. Correa diz que a estatal é gerenciada por questões de Estado - em prejuízo dos investidores. “Órgão regulador de mercado, no caso a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) tem que cobrar. A estatal não paga os dividendos obrigatórios aos acionistas e as ações são as mais baratas do mercado”.
As afirmações do próprio governo, que tinha a pretensão de transformar a estatal de energia num player importante como a Petrobras, são alfinetadas por Correa. “Se existe o compromisso de se transformar o grupo numa Petrobras do setor elétrico, será preciso melhorar a qualidade da gestão, buscar mais eficiência e alinhar a questão com os acionistas", diz. E ainda sobra para a petroleira, também criticada. "Na verdade, a Petrobras está se convertendo para ser mais uma Eletrobras”, ironiza o analista.
Já para o consultor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBE), Abel Holtz, Celg e CEA têm uma área muito extensa, mas pouco povoada. Para que a energia chegue até essas localidades, são necessários grandes investimentos, sem expectativas de receitas.“Podemos estender isso para as distribuidoras do Grupo Rede, onde essas características se repetem. Existem estados com consumidores de baixa renda, como no caso de Alagoas, em que o governo toma a concessão de uma empresa com problemas financeiros, organiza e acaba devolvendo ao Estado. É bem isso que ocorreu com a Celg e vai ocorrer com a CEA”, explica.
Em contraste com esse cenário, o consultor cita o caso da região metropolitana de São Paulo, onde a Eletropaulo tem sido atacada para investir e resolver as falhas no fornecimento de energia elétrica em vários pontos da cidade. Holtz diz que, enquanto o governo estadual pressiona, a União encara com algum conforto a aquisição de empresas problemáticas pela Eletrobras. "O governo federal vê esse movimento como uma saída para não ter que relicitar. É neste ponto que entram os aspectos políticos e o receio da pressão dos opositores às decisões do governo”, avalia.
O consultor do CBIE  também lembra que, devido à inadimplência da empresa do Amapá junto ao setor, as tarifas estão congeladas há anos. “As empresas têm uma certa dificuldade de investimentos e, no caso da CEA, que está inadimplente. Tem também um problema político e a tarifa de energia elétrica é irreal. Como o governo sabe que nenhuma empresa privada tem interesse na distribuidora, ele não tem outra saída e o jeito é passar a responsabilidade para a Eletrobras”, completa.
O processo pelo qual a Eletrobras passará a ser majoritária na Celg também é apontado por ele como "uma questão política”. Holz ainda diz acreditar que a estatal pode dar novos passos no sentido de comprar outras empresas em dificuldades, como a Celtins, da holding Rede Energia, que controla uma série de distribuidoras no País.
A reportagem tentou contato com a Eletrobras para abordar a situação e os novos investimentos em distribuilão do grupo, mas não obteve retorno até o momento.''

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

#Celg terá capital fechado para que #Eletrobras assuma gestão (Fonte: Jornal da Energia)

''O governo de Goiás comunicou a intenção de fomentar o fechamento de capital da Companhia Celg de Participações – CelgPar – com o objetivo de promover a reorganização societária da Celg Distribuição. A empresa, em comunicado ao mercado, esclareceu que está próxima de celebrar um acordo de gestão com a Eletrobras, que passaria a ter 51% das ações com direito a voto.
Para isso, a Eletrobras assumirá, imediatamente após o acordo, a gestão executiva da Celg Distribuição, com representação majoritária no Conselho de Administração. Já a diretoria executiva da empresa será composta por profissionais contratados por consultoria especializada.
A aquisição do controle acionário, porém, deve acontecer “após o cancelamento do registro (de companhia de capital aberto) da CelgPar e implementação do acordo de gestão”. Há previsão, ainda, de serem celebrados novos acordos da acionistas tanto na CelgPar quanto na CelgD para estabelecer os compromissos de governança das partes envolvidas.''

Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=8777&id_tipo=2&id_secao=17&id_pai=0&titulo_info=Celg%20ter%26aacute%3B%20capital%20fechado%3B%20Eletrobras%20assumir%26aacute%3B%20gest%26atilde%3Bo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

#Celg e #Eletrobras: "Governador de Goiás reafirma investimentos na nova estatal elétrica" (Fonte: Estadão)

''O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse nesta quarta-feira, 10, após encontro com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que a Eletrobrás reafirmou o compromisso de investimentos conjuntos na "nova Celg" de R$ 1,2 bilhão até 2015.   

A Eletrobrás adquiriu recentemente 51% da estatal de distribuição de energia goiana. Segundo Perillo, uma diretoria provisória deve assumir o comando da companhia nos próximos dois meses, até a contratação de um "headhunter" para a escolha dos profissionais que formarão a nova diretoria da empresa.
"Outros acordos a serem realizadas pela Eletrobrás com outros Estados devem seguir o mesmo modelo. O próximo deve ser o Amapá", afirmou Perillo. Diretores da Eletrobrás ainda estão reunidos com Lobão.
Por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Eletrobrás informou ter assinado protocolo de intenções com a Celg Distribuidora, para assumir o controle acionário da maior empresa estatal de Goiás. Pelo acordo, firmado no início de dezembro, a Eletrobrás assume o controle acionário, ou 51% das ações da Celg, como garantia de um empréstimo do Estado de Goiás com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 3,527 bilhões.
Segundo o ex-presidente da Celg José Eliton, que deixou o comando da estatal depois do acordo, com o dinheiro do empréstimo, Goiás pagará dívidas de ICMS da Celg com o governo estadual e dívidas com as prefeituras municipais. Entre o dinheiro que sai e o que entra, a Celg ainda fica devendo cerca de R$ 470,1 milhões, em contas diversas, e mais R$ 1,799 bilhão para o setor elétrico. Porém, com as contas com a Eletrobrás em dia, a estatal poderá reajustar as tarifas em cerca de 30%. Nos cálculos da estatal, a Celg deve voltar ao azul em dezembro de 2014. ''

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Eletrobras investirá R$13 bi em 2012 (Fonte: O Globo)

"Autor(es): agência o globo:Ramona Ordoñez
O Globo - 28/12/2011

Valor, recorde na expansão da oferta de energia, é quase o dobro do de 2010

O governo federal pretende investir fortemente no setor de energia elétrica no próximo ano, quase o dobro do volume aplicado em 2010. O presidente da Eletrobras, holding do setor elétrico, José da Costa de Carvalho Neto, informou ontem que as empresas do grupo - principalmente as geradoras Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul e Eletronuclear - pretendem investir R$13 bilhões, 44% mais do que os R$9 bilhões investidos este ano, e quase o dobro dos R$7 bilhões registrados em 2010.

O executivo destacou que, apesar de o volume deste ano ter ficado abaixo dos R$12 bilhões previstos no meio do ano, a soma já representa um recorde importante.

- Considerando os problemas que temos, muitas vezes relacionadas à parte ambiental com dificuldades de obtenção de licenças, acho que o total que deste ano é um grau de realização, já é um resultado bom, comparando com a performance dos anos anteriores. - afirmou José da Costa.

Do total para 2012, R$6,8 bilhões serão investidos em geração, principalmente nas obras das usinas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte, entre outras. No sistema de transmissão, as empresas do grupo Eletrobras pretendem investir R$3,87 bilhões. Outros R$1,86 bilhão vão para o segmento de distribuição.

Empresa pretende captar US$2 bilhões em 2012

O presidente da Eletrobras informou que, dos recursos totais para 2012, cerca de US$2 bilhões serão captados no exterior. José da Costa acredita que a companhia não terá dificuldades na captação, apesar da crise internacional que atinge principalmente os países da Europa. Outros R$3,5 bilhões deverão vir de financiamentos do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, 1,9 bilhão serão captados como parte do financiamento para as obras da usina nuclear de Angra 3.

Até o fim deste ano, a Eletrobras concluirá o processo de incorporação da Celg, distribuidora estadual de energia em Goiás. A empresa está muito endividada: só para a Eletrobras deve mais de R$3,38 bilhões."

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Governo federal salva Celg com empréstimo de R$ 3,5 bi (Fonte: Valor Econômico)

''Sem saída para a crítica situação financeira da Celg, distribuidora de energia de Goiás, o governo estadual comandado pelo PSDB decidiu aceitar a operação de salvamento desenhada pelo governo federal. Cerca de R$ 3,5 bilhões serão injetados na empresa com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico Social (BNDES).A Eletrobras vai assumir 51% da Celg, ficando responsável pela sua gestão.
A nota técnica com os detalhes da operação, obtida pelo Valor, deverá ser publicada hoje pelo governo do Estado de Goiás. Ela informa que apenas a empresa de distribuição será vendida, mas que a operação deverá facilitar as condições de renovação da concessão e tornar a empresa indutora do desenvolvimento no Estado "com a retomada da capacidade de investimentos no Sistema Elétrico, da ordem de R$ 1,2 bilhão ao longo dos próximos quatro anos". Além disso, a nota informa que ativos regulatórios representados por créditos da Celg Distribuição relativos à subsídios tarifários e outros haveres anteriores ao acordo, estimados em R$ 1,8 bilhão, serão revertidos ao Tesouro estadual.
O modelo do salvamento foi feito ainda na administração anterior, mas altamente criticado pelo novo governo estadual que tentou evitar a operação. O vice-governador que assumiu a presidência do conselho da empresa, José Eliton Figueirêdo Junior, chegou a dizer em entrevista ao Valor no início do ano que o acordo com a Eletrobras se tratava de uma federalização branca e que o governo estadual não iria permitir isso.
A estratégia então adotada foi colocar metade da holding à venda. Não apareceram compradores, pois os interessados queriam o controle. No meio do ano, em uma reunião de governadores do PSDB, chegou-se a discutir a questão e a ideia foi então a de usar as companhias de energia de Minas Gerais (Cemig) ou a do Paraná (Copel) para salvar a de Goiás. As negociações esbarraram na elevada dívida que a companhia tem com a Eletrobras e em dívidas com encargos na Agência Nacional de Energia Elétrica, somando R$ 5,5 bilhões.
O presidente da Cemig, Djalma Morais, disse ontem que chegou a estudar a empresa, mas como havia o acerto de contas entre Celg e Eletrobras achou melhor não fazer parte do negócio. Sem as estatais do PSDB, caberá agora à estatal federal Eletrobras a tentativa de salvamento da empresa. O aporte de R$ 3,5 bilhões que será feito por meio de um empréstimo via Tesouro Estadual deve regularizar a situação da companhia na Aneel. Com isso, a empresa recupera receita, mas os consumidores do Estado vão sentir no bolso o impacto. O reajuste será superior a 30%.
Ontem, a Eletrobras comunicou a assinatura do protocolo de intenções, mas informou que ainda falta uma série de aprovações. De qualquer forma, alguns analistas e investidores duvidam da capacidade de gestão da empresa de resolver tão prontamente, ou pelo menos até o vencimento das concessões em 2015, os problemas da Celg. Essa avaliação é feita com base no fato de a Eletrobras sequer ter resolvido a situação de seis distribuidoras federalizadas sob sua administração, que estão com um passivo a descoberto de quase R$ 1 bilhão. (Colaborou Marcos de Moura e Souza, de Belo Horizonte)''

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Privatização de elétricas em estudo (Fonte: Valor Econômico)

"A possibilidade de privatização de alguns ativos do setor elétrico começa a se tornar uma opção viável e a ser estudada dentro do governo federal. O alto escalão já considera essa a melhor alternativa para as distribuidoras federalizadas que atuam em seis Estados do Norte e Nordeste do país, que estão hoje sob o guarda-chuva da Eletrobras. Mesmo petistas de carteirinha, em cargos estratégicos no setor elétrico, já aceitam a ideia e inclusive a defendem.
O Valor esteve com seis fontes importantes na Eletrobras, na Agência Nacional de Energia Elétrica e no Ministério de Minas e Energia. Todos dizem a mesma coisa: "sim, a privatização é possível". Esse, admitem, seria o caminho para melhorar a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras Amazonas Energia, Boa Vista Energia, Eletroacre, Ceron (Rondônia), Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas).
A pecha da "privatização" é o maior obstáculo - por ser político - a ser superado e por isso ainda nenhum estudo formal foi solicitado. Mas se no governo de Luiz Inácio Lula da Silva qualquer discussão sobre o assunto era terminantemente proibida, desde que a presidente Dilma Rousseff apoiou e determinou o programa de concessão dos aeroportos a postura entre os colaboradores da presidente no setor elétrico mudou.
A ideia circula por várias instâncias e conversas com executivos de importantes fundos de pensão já foram travadas
Diversas soluções estão sendo vislumbradas para se fugir dessa questão política. Entre elas, uma das preferidas é a de tratar a privatização como uma "parceria público e privada", ou seja, vender o controle mas deixar a Eletrobras como sócia - a exemplo do modelo dos aeroportos em que a estatal Infraero será sócia dos investidores privados.
A ideia circula por várias instâncias e até conversas informais com executivos de importantes fundos de pensão já foram travadas para se saber o interesse nesse tipo de negócio. Os fundos se interessam, mas o modelo de negócios a ser definido seria fundamental, pois eventualmente envolveria a abertura de capital dessas empresas. Fora dos fundos de pensão, há também interesse. Comprar empresas como a Cepisa, que atua no Piauí, sempre foi um desejo declarado, por exemplo, da Equatorial Energia, que hoje é dona da Cemar (Maranhão), vizinha à Cepisa, e que ainda não conseguiu expandir sua atuação no setor elétrico.
Se a decisão for levada adiante e, principalmente, aceita politicamente, a expectativa do setor privado é de que a privatização comece a ser aceita também dentro de governos estaduais que têm hoje distribuidoras de energia com sérias dificuldades econômico-financeiras ou problemas com qualidade do serviço. Entre os exemplos estão a CEB, que enfrenta os problemas de anos sem investimentos que culminaram com queda na qualidade dos serviços.
A Celg, que atua em Goiás, também enfrenta problemas e busca um sócio para capitalizar a empresa que está altamente endividada, mas tem sido difícil conseguir sócios sem entregar o controle. A empresa de distribuição de Goiás precisa apresentar um plano de recuperação para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e evitar um processo de caducidade da concessão, em que o Estado poderia perder o direito de operar a companhia. As eleições em Goiás, entretanto, foram marcadas pelas promessas de não se privatizar ativos.
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O fim das concessões a partir de 2015 também pode ser usado como caminho para se buscar uma alternativa à privatização. Em entrevista publicada na semana passada pelo Valor, o diretor da Aneel, Julião Coelho, propôs que o governo permita a possibilidade de prorrogação desde que a agência tenha a prerrogativa de analisar, com base em critérios objetivos de qualidade e capacidade financeira, aqueles que podem permanecer com a concessão. Com isso, as empresas em dificuldades poderiam ter seus controladores alterados em novos processos de licitação e os atuais donos receberiam indenização pelos investimentos que realizaram e não foram amortizados.
Toda essa discussão em torno de privatização começou a se fazer necessária depois que a administração da Eletrobras começou a perceber que seus esforços para melhorar a qualidade de suas distribuidoras não surtiram efeitos. São seis as concessionárias que há anos sangram o caixa da empresa. Desde 2008, só em conversão de dívidas em capital, as distribuidoras já consumiram cerca de R$ 5 bilhões da estatal, sem contar volume parecido que foi investido ao longo dos últimos dez anos. Mesmo assim, os prejuízos têm sido constantes e os índices de qualidade e perdas não estão a contento. A mais problemática é a Amazonas Energia, que tem sob seu atendimento toda a indústria da Zona Franca de Manaus.
Apesar das injeções de capital em anos anteriores nas distribuidoras, os balanços publicados em 2011 pela Eletrobras apresentaram um dado preocupante. Até o primeiro trimestre, o passivo de curto prazo estava a descoberto em R$ 750 milhões. Situação que levou os auditores privados da empresa a descreverem, pela primeira vez em suas notas de balanço, que há dúvidas sobre a continuidade operacional dessas companhias. O então diretor presidente das distribuidoras, Pedro Hosken, quando esse passivo se apresentou pela primeira vez, afirmou que, sendo essas empresas públicas, só no longo prazo seria possível resolver o problema. Mas a Eletrobras já administra a situação dessas companhias há mais de dez anos.
O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, diz que a empresa está empenhada em fazer investimentos para melhorar a qualidade dos serviços. Neste ano, vai investir R$ 897 milhões nas empresas e, entre 2012 e 2014, mais de R$ 1,1 bilhão."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

#Paraná: "#Copel tenta se distanciar da era Requião" (Fonte: Valor Econômico)

"Valor Econômico - 21/01/2011

A empresa estatal de energia do Paraná, quinta maior distribuidora e nona maior geradora do país, começa a década claramente com uma nova gestão depois de oito anos sob o comando do ex-governador, Roberto Requião (PMDB). O novo presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, indicado pelo governador Beto Richa (PSDB), dá o primeiro tom da mudança: reajustes tarifários refletem a real necessidade da empresa para investir e serão aplicados em sua integridade. "Temos que recuperar a qualidade da prestação de serviço da Copel e qualquer frustração de receita impede isso", diz Zimmer, em referência à sistemática imposição do ex-governador que em três diferentes momentos impediu reajustes para beneficiar consumidores. Se nesse caso a posição é díspare, os planos de crescimento da empresa em geração de energia até coincidem com o que se pregava no fim do governo anterior: a expansão fora do Paraná. Mas Zimmer faz questão de frisar que foi tardia, somente no último ano, e agressiva demais a forma como se deu essa expansão. A Copel foi vencedora do leilão de Colíder e de linhas de transmissão em São Paulo. A meta é crescer, segundo Zimmer, mas sob a condição de bons retornos. Isso não teve nada a ver, entretanto, com o fato de a Copel ter sido pouco competitiva no leilão da hidrelétrica Teles Pires, no Mato Grosso. "A empresa vivia um período de transição (em dezembro) e era prudente não repassar um investimento dessa magnitude ao novo governo", diz Zimmer.
Em 2011, a Copel deve investir R$ 2 bilhões. A empresa tem forte caixa e muito pouca dívida - representa apenas 20% de seu patrimônio líquido. "Isso significa que podemos alavancar em R$ 5 bilhões ou R$ 6 bilhões novos investimentos", diz Zimmer. A meta é atingir em capacidade de geração o total do consumo do Paraná. Isso deve significar 1.200 MW em capacidade instalada. Como a empresa vai construir Colíder, para atingir essa meta faltam 900 MW. Com a mudança da legislação estadual, a empresa poderá a partir de agora ser minoritária em projetos que participe e isso deve facilitar sua expansão principalmente em projetos de pequenas centrais hidrelétricas e energia eólica.
O que preocupa, nesse momento, a Copel é o fim das concessões que acontece em 2015 e 2023 para as usinas da empresa. Do alto de seus 40 anos de setor elétrico, Zimmer diz que é certo que o governo federal irá renovar as concessões, a preocupação, entretanto, é a que preço. "É claro que a modicidade tarifária é importante, mas o governo federal precisa estar ciente de que não pode reduzir drasticamente a receita das geradoras pois vai impedir novos investimentos".
Com os preços baixos dos últimos leilões de energia, existe a preocupação de que o governo abaixe demais os preços para a renovação das concessões, afetando a receita das companhias. A Copel só está mais tranquila nesse quesito pois acredita que o governo federal não irá penalizar suas próprias empresas, já que boa parte das concessões a vencer pertencem à Eletrobras.
Em transmissão, os planos não são muito ambiciosos e a empresa deve centrar mais seus negócios em geração. De qualquer forma, todo um plano estratégico ainda será formulado e entregue ao atual governador. Em distribuição, o novo presidente está ciente das diversas empresas estatais que estão sendo vendidas, em parte, por seus acionistas. Caso da Celesc e Celg.
Diferentemente do que se podia esperar, o terceiro ciclo de revisão tarifária ainda não é uma preocupação de Zimmer, que ainda está tomando par de toda a situação da companhia. As novas regras para a revisão de tarifas, entretanto, que estão sendo discutidas na Aneel, devem afetar em 40% o resultado das distribuidoras em geral e sua capacidade de geração de caixa.
Se as diferenças com o governo Requião parecem grandes, pelo menos um desejo do governo passado é compartilhado: a entrada da Copel em Baixo Iguaçu, no rio Iguaçu, no Paraná. O leilão da usina foi vencido pela Neoenergia em 2008, mas a obra está paralisada por uma briga judicial. "Mas se a Neoenergia acenar...", diz Zimmer."

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

#Celg dispensa #Eletrobras e busca se reestruturar com sócio estratégico (Fonte: Correio Braziliense)

"Autor(es): Josette Goulart | De São Paulo
Valor Econômico - 06/01/2011
 
Com mais de R$ 5,5 bilhões em dívidas, enfrentando um processo para retomada da concessão por parte do governo federal e sem poder reajustar suas tarifas há quatro anos por inadimplência com o setor elétrico, a companhia estadual de energia de Goiás (Celg) está em busca de um sócio estratégico. A nova administração decidiu recusar o financiamento de quase R$ 4 bilhões que seria dado pela Caixa Econômica Federal (CEF) e BNDES, que condicionava o crédito à gestão e aumento da participação acionária da Eletrobrasna empresa. "Seria uma federalização branca e não vamos permitir isso", diz o novo presidente da empresa e vice-governador do Estado de Goiás, José Eliton Figuerêdo Júnior (DEM).
Em 30 dias um plano de recuperação da empresa será apresentado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Figuerêdo, que será presidente do conselho de administração e também da empresa, diz que já está sendo realizado um encontro de contas entre governo estadual e a Celg. Pelos estudos preliminares, a companhia deve R$ 700 milhões ao governo, em impostos, e o governo deve cerca de R$ 2 bilhões. A diferença, cerca de R$ 1,3 bilhão, será paga imediatamente pelo governo do Estado, segundo Figuerêdo. O Tesouro estadual já estuda uma forma de levantar os recursos no mercado financeiro.
A mais importante operação, entretanto, segundo Figuerêdo será a busca de um sócio estratégico para a compra de até 49% daCelgPar, empresa holding que controla a Celg. "Não haverá privatização", ressalta Figuerêdo. "Essa é uma determinação do governador (Marconi Perillo, do PSDB) pela importância da Celg para o povo goiano." Mas tampouco haverá distinção de capital público ou privado. Uma das possibilidades em aberto é uma parceria com a Cemig, empresa do Estado de Minas Gerais que também é governado pelo PSDB. "Temos excelente relação com o novo governador Antônio Anastasia", disse Figuerêdo.
Para atrair sócios, entretanto, o discurso é de que a Celg passará a ter uma administração profissional. Um dos novos membros do conselho de administração da empresa que chama a atenção é o nome de Firmino Sampaio, ex-presidente da Eletrobras e atual presidente daEquatorial Energia. A Equatorial é uma empresa de capital privado, de ex-sócios do banco Pactual, que comprou há alguns anos a Cemar, distribuidora do Maranhão que já foi estadual e foi reestruturada pelo grupo GPe mais tarde pelos novos donos da Equatorial. A Cemaré hoje um caso de sucesso de reestruturação no setor elétrico. A distribuidora do Estado do Maranhão estava em condições financeiras tão ruins quanto as da Celg e em pouco tempo foi completamente recuperada.
Mas sem processo de privatização, a busca de sócios privados será tarefa difícil, até porque as distribuidoras vivem hoje o impasse sobre como serão as novas regras para o terceiro ciclo de revisão tarifária. Uma série de mudanças vai afetar a receita das companhias e calcula-se que, em média, no setor, a perda de geração de caixa ficará em 40%.
Outra dificuldade da Celg é que boa parte da dívida (que inclui obrigações e não somente dívida financeira) e chega a R$ 5,5 bilhões precisa ser paga imediatamente para que a companhia possa reajustar as tarifas de energia. Desde 2006, nenhum reajuste aprovado pela Aneel pôde ser repassado às tarifas. Quando conseguir resolver esse problema, imediatamente terá um aumento na receita da ordem de 30%.
Nos últimos anos, a empresa tem acumulado prejuízos constantes e terá ainda de resolver uma carteira de inadimplentes que supera R$ 300 milhões, cerca de 15% da receita líquida. Dois terços dos inadimplentes são prefeituras. Mas o novo presidente garante que quem não pagar a conta terá de enfrentar as consequências, ou seja, corte de energia.
Na semana passada, o então ministro de Minas e Energia (MME) e hoje secretário executivo do ministério, Márcio Zimmermann, já havia informado a recusa da Celg em obter o empréstimo já aprovado pela Caixa e BNDES. Em seu discurso de posse, o governador Perillo reafirmou a posição. O negócio tinha todo sido costurado com o governo anterior, na tentativa de sanear a Celg. A empresa foi a grande protagonista das eleições realizadas ano passado.
Perillo é um desafeto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que subiu duas vezes no palanque para tentar derrotá-lo. Mesmo assim o tucano bateu Iris Rezende (PMDB) no segundo turno por 52,99% a 47,01% dos votos válidos. Perillo conseguiu ainda reverter o jogo no segundo turno das eleições presidências e o candidato José Serra (PSDB), derrotado no primeiro turno no Estado, foi mais votado que Dilma Rousseff (PT) no segundo turno nas urnas de Goiás."