quarta-feira, 13 de abril de 2011

“MPT compõe comitê de acompanhamento das relações trabalhistas nas usinas do Madeira” (Fonte: MPT-RO)


“Porto Velho (RO), 8/4/2011 - O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia compõe junto com o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região e a Superintendência do Trabalho e Emprego de Rondônia (SRTE-RO) o “Comitê do Trabalho”, instituído nesta semana (quarta-feira, 6) para fazer o acompanhamento das relações trabalhistas nos canteiros de obras das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.
A partir da criação do Comitê, as três instituições firmaram o compromisso de atuarem juntas inclusive na discussão das estratégias de atuação de cada uma, que anteriormente eram definidas de forma individual.
Participaram da reunião para criar o Comitê o procurador chefe da Procuradoria Regional do MPT em Rondônia e Acre, Francisco José Pinheiro Cruz, a presidente do TRT da 14ª Região, desembargadora Vania Maria da Rocha Abensur, o superintendente do Trabalho e Emprego, Rodrigo Nogueira, e o auditor fiscal do trabalho Juscelino José Durgo dos Santos, chefe do Núcleo de Segurança do Trabalho da SRTE.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Rondônia e Acre
Mais informações: (69) 3224-1642”

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“Sob controle do Banco do Brasil, IRB terá gestão privada” (Fonte: Valor Econômico)


“BB, Bradesco e Itaú controlarão IRB
Autor(es): Cristiano Romero | De Brasília

 O governo vai vender até 35% do capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re) ao Banco do Brasil (BB). A União, que detém 50% do capital, ficará com 10% e terá uma ação de classe especial ("golden share") para exercer poder de veto em temas como a mudança do controle acionário. Aposentados e funcionários terão o direito de comprar, inclusive com recursos do FGTS, até 10% do capital da companhia

O governo vai vender até 35% do capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re) ao Banco do Brasil (BB). A ideia é que o banco federal passe a compartilhar o controle acionário do IRB com Bradesco e Itaú, que já são acionistas expressivos, por meio de um acordo de acionistas a ser firmado.
A União, que detém hoje 50% do capital da companhia, ficará com 10% e terá uma ação de classe especial ("golden share") para exercer poder de veto no futuro em temas específicos, como a mudança do controle acionário da empresa. Aposentados e funcionários terão o direito de comprar, inclusive com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), até 10% do capital da companhia.
Na última sexta-feira, o governo deu mais um passo para transferir o controle acionário do IRB ao BB. Publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução número 3, do Conselho Nacional de Desestatização (CND), retomando o processo de privatização da resseguradora, que se arrasta desde o primeiro mandato do governo Lula. Pela resolução, o BNDES fará licitação para contratar uma firma de consultoria encarregada de fazer a avaliação do IRB.
A expectativa do governo é que o processo seja concluído em seis meses. Uma vez terminada a avaliação, o BNDES negociará o valor da venda do controle e o percentual do capital a ser adquirido pelo Banco do Brasil. Fontes oficiais ouvidas pelo Valor informaram que o BB deseja comprar algo entre 25% e 35% do capital do IRB.
O plano do BB é adquirir a fatia da companhia e, em seguida, fechar um acordo com os atuais acionistas para assegurar que a gestão seja privada. Hoje, a União detém 50% das ações. Os outros acionistas são: Bradesco (21,24%), Itaú Unibanco (15,44%), Porto Seguro (1,91%), HSBC (1,72%), Caixa Seguradora (1,08%), Santander (0,80%), Aliança do Brasil (0,79%) e outros (7,01%).
Não haverá leilão do IRB porque a Lei de Desestatização (9.491), de 1997, autoriza a União a transferir, sem recorrer a essa modalidade de venda, o controle acionário de um ente público para outro. Para assegurar, no entanto, que o IRB seja privatizado, mesmo que na prática seu controle seja transferido ao BB, a resolução do CND, assinada pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, estabelece regras "para preservar a natureza privada da companhia".
A ideia é que o BB e a União, juntos, não possuam mais do que 50% das ações ordinárias (com direito a voto) do IRB após a privatização. O governo pretende ficar com 10% do capital controlador e ainda possuir uma "golden share". O objetivo, nesse caso, é evitar que, no futuro, a empresa mude de denominação e de objeto social, altere sua logomarca, transfira o controle acionário e/ou faça mudanças nos direitos atribuídos à "golden share", sem a anuência da União.
O Banco do Brasil deverá comprar o IRB por meio de uma subsidiária - a BB Seguros, a sua holding na área de seguridade. O banco quer com o IRB, e em associação com seus dois maiores concorrentes no mercado - o Bradesco e o Itaú Unibanco -, investir pesadamente no segmento de resseguros, de olho nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada em 2016.
O plano é ter musculatura para concorrer com as seguradoras estrangeiras que atuam no Brasil. "Queremos transformar o IRB no principal ressegurador do país, dando a ele escala para comportar os investimentos em infraestrutura previstos", disse um assessor do governo.
Na resolução número 3 do CND, o governo fixa prazo de até cinco anos, contado a partir da desestatização, para que os sócios abram o capital do IRB-Brasil Re. Antes da privatização, o BNDES fará alterações no estatuto da empresa para converter todas as ações preferenciais em ordinárias, aumentar a composição da diretoria para até nove membros e criar a ação de classe especial, a ser subscrita unicamente pela União. As características pretendidas deixam entrever que a ideia é lançar ações do IRB no Novo Mercado da bolsa.
Para diminuir a resistência dos funcionários à privatização do IRB, o governo reservará 10% das ações aos funcionários e aposentados interessados em participar da desestatização. Eles poderão usar o saldo no FGTS para adquirir ações da companhia, mas não poderão vendê-las pelo prazo mínimo de três anos. A União ainda poderá autorizar deságio de 10% no valor dos papéis a serem comprados pelos empregados.”

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“Loja de departamento é condenada por discriminar candidatos em seleção de emprego” (Fonte: MPT-PI)


“Piauí (PI), 8/4/2011 - A empresa Deib Otoch S/A em Teresina, conhecida como lojas “By Express”, foi condenada em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí a deixar de adotar condutas discriminatórias nos seus processos de seleção de empregados. Principalmente, para que se abstenha de dar prioridade, em suas contratações, a candidatos mais jovens em prejuízo dos mais idosos.

Em 2008, a empresa, antes de iniciar suas atividades em Teresina, deu início a um processo de seleção com a finalidade de contratar cerca de 150 empregados. Porém, os anúncios de emprego divulgados em portais da internet exigiam que os candidatos tivessem, no máximo, 24 ou 40 anos de idade, dependendo do cargo a ser disputado. Entretanto, a Constituição Federal, em regra, proíba que as empresas estabeleçam a idade como critério de admissão de empregados.

Anúncios divulgados em jornais da capital também dispunham que o candidato ao cargo de operador de caixa e figurinista deveria ter pelo menos 1 ano de experiência na mesma função, apesar de a CLT possuir regra expressa de que essa exigência tem que ser de, no máximo, 6 meses.

Diante disso, o Ministério Público do Trabalho instaurou Inquérito Civil para investigar o fato e apurou a responsabilidade da empresa pela divulgação dos referidos anúncios, o que resultou no ajuizamento da Ação Civil Pública. No caso, o MPT considerou que a imposição de idade máxima e tempo de experiência mínimo superior ao fixado na lei para ser contratado como empregado exclui de forma injusta e discriminatória um número muito grande de trabalhadores com idade mais avançada ou que ainda não tenham aquele tempo de experiência exigido. O fato acabou ocasionando o não comparecimento dessas pessoas ao processo de seleção em virtude do não atendimento aos critérios estabelecidos pela empresa, situação que resulta em descumprimento à Lei e à Constituição Federal, além de ofender a dignidade da coletividade de trabalhadores do Estado do Piauí.

A sentença, que também condenou a empresa ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, considerou que “Neste passo, não se pode olvidar que
a conduta em questão resulta em prejuízos a toda uma coletividade de trabalhadores, na medida em que inúmeros deles foram sumariamente excluídos do processo seletivo tão somente pelo noticiado limite de idade para ocupar os cargos disponíveis. Certamente, muitos dos que pretenderam em algum momento participar deste recrutamento se viram impossibilitados por possuírem idade superior a 24 anos, não se enquadrando nos critérios impostos”. Da decisão ainda cabe recurso.

Fonte: Ministério Público do Trabalho no Piauí
Mais informações: (86) 4009-6438”

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“Sindipeças pede mudanças para reverter déficit” (Fonte: Valor Econômico)


 “Autor(es): Stella Fontes | De São Paulo
A indústria nacional de autopeças, por meio do Sindipeças, entregou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) um documento com "cinco ou seis" propostas de medidas, relativas a custos trabalhistas, financiamento de longo prazo, regras de conteúdo local e normatização, que podem surtir efeito no curto prazo e ampliar a competitividade dos componentes produzidos no país. Duramente afetado pela valorização do real, o setor deverá registrar déficit comercial recorde neste ano, perto de US$ 4,5 bilhões. No ano passado, o saldo ficou negativo em US$ 3,54 bilhões.
As propostas, de acordo com o presidente do sindicato, Paulo Butori, serão discutidas diretamente com o ministro Fernando Pimentel, em reunião agendada para o dia 4 de maio. "Não dá para levar uma proposição tão ampla, porque há necessidade de urgência", explicou. Por enquanto, as conversas em torno do documento, que contempla reivindicações de 16 entidades, têm ocorrido com técnicos do ministério. Depois do encontro com Pimentel, representantes da indústria devem ser recebidos pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. "É hora de organizar o setor. Sem uma política clara, a indústria se tornou frágil, facilmente abatida", acrescentou Butori, durante evento da Automotive Business, empresa de comunicação especializada no setor automotivo.
Além de sugerir alterações nos custos trabalhistas e a oferta de uma linha de financiamento de longo prazo a custo acessível, os fabricantes de componentes reivindicam a revisão da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), usada para classificação de mercadorias. Há ainda uma proposta de criação de regras para controle do conteúdo local de componentes automotivos. "Não sabemos quanto do que se importa da Europa e do Japão tem conteúdo chinês ou do Leste Europeu", disse Butori.
A urgência na adoção de incentivos à indústria é justificada, principalmente, pelos sucessivos déficits registrados pela balança comercial do setor, seja pelo lado do aumento das importações, seja pelo recuo das exportações, diante da valorização do real e perda de competitividade dos itens nacionais. Neste ano, de acordo com Flávio Del Soldato, conselheiro do Sindipeças, além do câmbio, pesará na balança o número significativo de lançamentos da indústria automobilística. "Os modelos novos usam muito mais itens importados. Esses materiais serão nacionalizados mais adiante, mas, num primeiro momento, há elevação do volume importado."
Conforme o Sindipeças, a indústria nacional tem investido apesar do câmbio desfavorável. "Mas está perdendo oportunidades de crescimento", afirmou Butori.”

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Tribunais de Justiça: “Servidores param amanhã” (Fonte: Valor Econômico)

“Autor(es): Arthur Rosa | De São Paulo

Os servidores dos Tribunais de Justiça (TJs) de todo o país prometem cruzar os braços amanhã para tentar negociar uma redução da jornada de trabalho. A paralisação nacional de um dia foi marcada em novembro, depois de a categoria entregar uma pauta de reivindicações ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão elevou, por meio de resolução, a carga horária de seis horas - regime ainda utilizado por algumas Cortes - para oito horas diárias, com a possibilidade de adoção de um período de sete horas por dia, desde que ininterruptas.
Os trabalhadores também querem sensibilizar deputados federais para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 190, de 2007, que permitiria ao Supremo Tribunal Federal (STF) propor ao Congresso Nacional um estatuto geral para os servidores do Judiciário. Vários pedidos de inclusão do projeto na pauta do plenário da Câmara Federal foram protocolados desde que o texto foi aprovado por uma comissão especial em abril do ano passado. A proposta foi apresentada pelo ex-deputado Flávio Dino (PCdoB-MA).
A paralisação nos Estados - que coincidirá com manifestações de servidores federais em Brasília - deve incluir campanhas solidárias, como doação de sangue, e panfletagem. Os servidores querem uma jornada de seis horas diárias para todo o país, mas defendem 12 horas de atendimento ininterrupto ao público, em dois turnos de trabalho, segundo o diretor de comunicação da Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados (Fenajud), Josafá Ramos. A entidade apoia a padronização do expediente do Judiciário, determinada recentemente pelo CNJ, mas teme um aumento na carga horária dos trabalhadores.
O conselho aprovou no fim de março uma alteração na polêmica Resolução nº 88, de 2009, que elevou a carga de trabalho dos servidores e gerou uma multiplicidade de horários de atendimento no Judiciário. Alguns tribunais adotaram a jornada de sete horas ininterruptas e só abrem suas portas pela manhã, normalmente até 14h. Outros, só à tarde. Agora, com a determinação do CNJ, que ainda depende de publicação em diário oficial, haverá um expediente único: das 9h às 18h.”

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“Justiça determina que Companhia de Trânsito de Londrina realize concurso público” (Fonte: MPT-PR)

“Londrina (PR), 08/04/2011 - A pedido do Ministério Público do Trabalho de Londrina (MPT), a Justiça do Trabalho determinou nesta semana que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) realize concurso público.

De acordo com o procurador do MPT, Marcelo Adriano da Silva, a CMTU, após a implantação de plano de cargos, carreiras e salários em 2006, beneficiou indevidamente funcionários a ascensões funcionais para cargos diversos sem aprovação em concurso público.

A empresa tem 10 meses para tomar medidas que assegurem a realização de concurso público e posse dos aprovados, com a conseqüente reversão ao cargo ou emprego público originário de todos os servidores que tenham sido indevidamente beneficiados. Em caso de descumprimento, a CMTU vai pagar multa de R$ 10 mil por obrigação descumprida, multiplicada pelo número de trabalhadores encontrados em situação irregular, a ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

A empresa também foi condenada a pagar ao FAT R$100 mil a título de danos morais coletivos, tendo em vista a violação da Constituição, em claro prejuízo à sociedade.


Fonte: Ministério Público do Trabalho no Paraná
Mais informações: (41) 3304 9107 / 84146262”

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Meta do governo: “Mais empregos formais” (Fonte: Correio Braziliense)

“No primeiro programa semanal Café com a presidenta, gravado antes do embarque para Pequim, Dilma Rousseff afirmou que o governo tem como meta retirar da informalidade 500 mil trabalhadores até o fim deste ano, por meio da redução de 11% para 5% da alíquota de contribuição para a Previdência Social. Durante o programa, Dilma comentou o saldo de mais de 1 milhão de trabalhadores que passaram a ter carteira assinada por meio do programa Micro Empreendedor Individual.

Ao listar as vantagens da formalidade, a presidenta ressaltou direitos como a concessão do auxílio-doença, do salário-maternidade e da aposentadoria por idade.  “Vamos criar linhas de crédito próprias para os empreendedores individuais nos bancos públicos. Esse apoio financeiro é fundamental para quem quer expandir ou melhorar seu negócio”, disse. Sobre a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Dilma lembrou que o segmento representa a maioria das empresas brasileiras. “Esse ministério vai promover a inovação para que as empresas possam se desenvolver, vai diminuir a burocracia, vai buscar a redução de impostos e vai estimular as exportações”, explicou.”

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