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terça-feira, 8 de maio de 2012

Itaú deve indenizar bancário que ficou fora de homenagem por 30 anos de serviço (Fonte: TST)

"Mesmo tendo atingido o tempo de serviço exigido, um bancário deixou de ser convidado para participar, em 2006, da homenagem que o Itaú Unibanco S.A. prestava a todos os empregados que completavam trinta anos de trabalho na instituição. Pela conduta discriminatória do empregador, que causou prejuízo à sua reputação, a Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que o banco pague R$ 5 mil por danos morais ao empregado.
O valor deverá ser pago com juros e correção monetária, a contar da data de ajuizamento da ação – agosto de 2010 - até o pagamento do crédito, conforme sentença da 22ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG), restabelecida pela Oitava Turma do TST. A Turma reformou entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que excluíra a indenização imposta na primeira instância.

Premiação moral

A homenagem incluía a entrega de um relógio de ouro e ações do Itaú no valor de três salários, numa grande festa para os empregados trintenários. A cerimônia, na qual o homenageado tinha direito a um acompanhante, incluía, segundo o autor, "lauto jantar, hospedagem suntuosa em imponente hotel, transporte aparatoso e show com artistas de renome, como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gilberto Gil". Além disso, o banco concedia limites de valores para alguns serviços extras, tais como frigobar, lavanderia, telefonemas e salão de beleza.
O bancário, alegando discriminação, ajuizou a reclamação para receber a premiação financeira e indenização. Por não ter sido convidado para participar da homenagem, disse que se sentiu humilhado perante a família, parentes e colegas, que o questionaram sobre os motivos de não ter feito parte da honraria, "como se não a recebesse devido a algum desabono". Afinal, além da premiação financeira, havia a premiação moral: o "reconhecimento imaterial" pelos trinta anos de serviços prestados, algo, segundo o bancário, "de alta valia".
Ao examinar o caso, a 22ª Vara de Belo Horizonte (MG) condenou o banco a conceder as ações do banco e o relógio de ouro da mesma marca e modelo dos concedidos aos demais empregados, e indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil. O TRT/MG, ao julgar recurso da empresa, excluiu a indenização por danos morais com o fundamento de que, apesar de reconhecer que houve discriminação, esta não caracterizaria dano moral, apenas "mero desconforto ou aborrecimento, cuja reparação material já deferida é capaz de reparar o dano sofrido".
TST
Ao recorrer ao TST, o bancário insistiu que não houve mero desconforto ou aborrecimento, mas ato discriminatório provocador de situação humilhante, que não se ressarce só com a reparação material. Para ele, o ato da empresa de não convidá-lo e premiá-lo desrespeitou sua moral como empregado.
A relatora do recurso de revista, juíza convocada Maria Laura de Faria, considerou caracterizado o dano moral, pois a conduta discriminatória violou direitos do empregado e ofendeu a concepção que ele tinha de si mesmo, "causando-lhe prejuízo pessoal e provocando ainda abalo em sua reputação". A Oitava Turma, então, restabeleceu a sentença.
(Lourdes Tavares /CF)


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bancários de SP protestam contra fim das portas giratórias no Itaú Unibanco (Fonte: Rede Brasil Atual)

´´O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região estuda ações para se contrapor à decisão do Itaú Unibanco, está retirando de suas agências as portas giratórias com detectores de metal (exceto nas cidades onde o equipamento é obrigatório por lei municipal). Para a entidade, a empresa vai na contramão das necessidades de segurança dos bancos, seja para os trabalhadores, seja para os clientes.
O diretor do Sindicato Daniel Reis cita números para justificar os protestos. “Houve uma elevação no número de assaltos bancários, de 2010 para 2011, em 19%. Os principais centros onde ocorreram esses assaltos foram nos locais onde não existem mais as portas giratórias.”
O Itaú Unibanco anunciou a retirada das portas em resposta ao alto índice de processos judiciais de clientes que se sentiram constrangidos na hora de entrar nas agências.´´

Extraido de http://correiodobrasil.com.br/bancarios-de-sp-protestam-contra-fim-das-portas-giratorias-no-itau-unibanco/376379/

Banco pagará dano moral coletivo por manter caixa preferencial em segundo andar de agência (Fonte: STJ)

´´O Banco Itaú terá de pagar dano moral coletivo por manter caixa de atendimento preferencial somente no segundo andar de uma agência bancária em Cabo Frio (RJ), acessível apenas por escadaria de 23 degraus. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação de R$ 50 mil porque considerou desarrazoado submeter a tal desgaste quem já possui dificuldade de locomoção.

A ação civil foi ajuizada pelo Ministério Público fluminense, que teve êxito na demanda logo em primeira instância. A condenação, arbitrada pelo juiz em R$ 150 mil, foi reduzida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para R$ 50 mil. O tribunal reconheceu a legitimidade do MP para atuar na defesa dos direitos difusos e coletivos, que se caracterizam como direitos transindividuais, de natureza indivisível, assim como dos interesses ou direitos individuais homogêneos, decorrentes de origem comum.

Mas o Itaú ainda recorreu ao STJ, alegando que não seria possível a condenação porque a demanda é coletiva e, portanto, transindividual, o que seria incompatível com a noção de abalo moral, essencial à caracterização da responsabilidade civil nesses casos.

Sofrimento e intranquilidade
O relator, ministro Massami Uyeda, destacou que, embora o Código de Defesa do Consumidor (CDC) admita a indenização por danos morais coletivos e difusos, não é qualquer atentado aos interesses dos consumidores que pode acarretar esse tipo de dano, resultando na responsabilidade civil.

“É preciso que o fato transgressor seja de razoável significância e transborde os limites da tolerabilidade. Ele deve ser grave o suficiente para produzir verdadeiros sofrimentos, intranquilidade social e alterações relevantes na ordem extrapatrimonial coletiva”, esclareceu o relator.

Para o ministro Uyeda, este é o caso dos autos. Ele afirmou não ser razoável submeter aqueles que já possuem dificuldades de locomoção (idosos, deficientes físicos, gestantes) à situação desgastante de subir 23 degraus de escada para acessar um caixa preferencial. O ministro destacou que a agência tinha condições de propiciar melhor forma de atendimento.

O valor da condenação por dano moral coletivo é revertido para o fundo estadual previsto na Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/85). ´´

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mesmo com lucro recorde de R$ 14,6 bi, Itaú fecha 4.058 empregos em 2011 (Fonte: @ContrafCut)

´´O Itaú anunciou nesta terça-feira 7 lucro líquido de R$ 14,62 bilhões em 2011, o maior da história do sistema financeiro nacional. Mas, na contramão da economia brasileira, que gerou mais de 1,9 milhão de novos empregos no ano passado, o Itaú fechou 4.058 postos de trabalho em 2011.

"A sociedade brasileira não pode aceitar esse absurdo. Como pode uma empresa ter o maior lucro do país, mesmo comprando bancos no exterior, demitir milhares de trabalhadores brasileiros e ainda cortar mais de 4 mil vagas, jogando contra o grande esforço nacional de gerar emprego e renda para fazer frente aos riscos da crise internacional?", questiona Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Itaú.

"Essa é a mais sórdida maneira de concentração de riqueza num país que está entre as dez economias mais desiguais do planeta", critica o dirigente sindical. "Além de reduzir o mercado de trabalho com demissões, o lucro do Itaú é uma afronta a toda a sociedade, uma vez que parte considerável é fruto da cobrança dos juros, dos spreads e das tarifas, que são os mais altos do mundo e que não caem nos bancos, apesar das sucessivas quedas da taxa Selic."

O lucro de R$ 14,6 bilhões do Itaú no ano passado foi 9,74% maior que o resultado de R$ 13,3 bilhões de 2010. A receita com prestação de serviços cresceu 11,39% e as despesas de pessoal aumentaram apenas 7,27% (menos que o índice de reajuste de 9% da campanha nacional do ano passado).

A relação entre as receitas de prestação de serviços e as despesas de pessoal cresceu de 137,34% em 2010 para 142,61% no ano passado. "Ou seja, o Itaú cobre quase uma vez e meia toda a folha de pagamento somente com a cobrança de tarifas dos clientes", critica Carlos Cordeiro.

Clique aqui para ver os principais dados do balanço do Itaú preparados pela subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) na Contraf-CUT.

Com esses números estrondosos, os bancários irão reforçar a mobilização dos trabalhadores para avançar as negociações, que serão retomadas nesta sexta-feira (10), às 15h, em São Paulo. Trata-se da primeira rodada em 2012, que será marcada pela entrega da minuta específica de reivindicações dos funcionários do banco, definida no Encontro Nacional realizado nos dias 14 e 15 de dezembro de 2011.

"A luta pelo emprego é o debate central junto ao Itaú, que tem causado milhares de demissão pelo país afora", avalia Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações. "A pressão do movimento sindical é por mais contratações e pelo fim da rotatividade", acrescenta.´´

Extraido de http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=29579

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Itaú e #Caixa lucram mais (Fonte: Correio Braziliense)

´´O sistema financeiro não tem do que reclamar. Mesmo com o crescimento mais fraco da economia no ano passado, os bancos amealharam ganhos fabulosos. O Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 14,6 bilhões, o maior já contabilizado por uma instituição brasileira, segundo cálculos da Consultoria Economática. Em relação a 2010, o crescimento foi de 9,7%. Já a Caixa Econômica Federal computou ganho de R$ 5,2 bilhões, 37,7% a mais do que no ano passado. Dos cinco maiores bancos do país, apenas o Banco do Brasil ainda não divulgou balanço.
Segundo o vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Raphael Rezende, o lucro foi impulsionado pelo forte crescimento da carteira de crédito, que chegou a R$ 250 bilhões. Enquanto, no mercado, o incremento dessas operações evoluiu, na média, 19%, no banco estatal o salto foi superior a 40%.Com isso, a Caixa ganhou mercado — sua participação saiu de 10,3%, em 2010, para 12,3% — e expandiu em 20,7% as receitas obtidas com prestação de serviço, que somaram R$ 12,6 bilhões. Apenas no quarto trimestre de 2011, o lucro da instituição ficou em R$ 1,6 bilhão.
Para este ano, a Caixa prevê aumento do crédito de 30%. A meta é abrir mais 500 agências este ano, assim como autorizar o funcionamento de pelo menos mil novas lotéricas. A instituição também deverá fazer sua estreia no mercado externo. "Faremos a primeira emissão de dívida no exterior. A captação dependerá das janelas de oportunidades que surgirem", disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda.
No Itaú Unibanco, o lucro líquido do quarto trimestre foi de R$ 3,7 bilhões, 10,2% a mais do que o verificado em igual período de 2010. O índice de Basileia, que mede o capital próprio da instituição para enfrentar os riscos das operações, atingiu 16,4%, acima dos 11% exigidos pelo Banco Central. O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, informou que fechará o capital da Redecard, uma das duas maiores operadoras de cartão de crédito do país.´´

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Lucro do Itaú em 2011 é o maior da história dos bancos do país (Fonte: CONTEC)

´´O lucro do Itaú Unibanco em 2011 é o maior da história dos bancos brasileiros, segundo a consultoria Economatica. Com um lucro líquido de R$ 14,6 bilhões, o banco superou a própria marca do ano anterior (R$ 11,708 bi), com uma alta de 9,7%.
Na terceira colocação entre os maiores lucros de bancos ficou o Banco do Brasil, com o resultado de 2010 (quando teve ganhos de R$ 11,296 bi).
O Bradesco, mesmo com uma alta de 10% em relação ao ano anterior, teve lucro de R$ 11,028 bi em 2011, ocupando a quarta colocação.
Entre os dez maiores lucros anuais da historia dos bancos brasileiros, cinco são Itaú Unibanco. Bradesco e Banco do Brasil tem três cada um.
O Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 3,68 bilhões no quarto trimestre, queda de 5,4% em relação ao resultado obtido um ano antes, afetado por aumento de despesas com empréstimos de difícil recuperação e inadimplência maior.
Em termos recorrentes, o maior banco privado brasileiro, teve lucro de R$ 3,75 bilhões no quarto trimestre, alta de 10% sobre o mesmo período de 2010. O resultado ficou em linha com a previsão média de analistas consultados pela Reuters, que apontava para lucro de R$ 3,77 bilhões no período.
A instituição publicou ainda que sua carteira de crédito no final de dezembro totalizava R$ 397 billhões no final de dezembro, um crescimento de 19% em doze meses.
Apesar disso, o banco aumentou no quarto trimestre as despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa  em 39% na comparação anual, para R$ 5,453 bilhões. Enquanto isso, o índice de inadimplência da carteira, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, subiu de 4,2% para 4,9%.
"Esse comportamento é atribuído ao impacto residual das greves dos correios e dos bancários, ao aumento da inadimplência, ao crescimento da carteira de crédito e ao maior número de renegociações de créditos já baixados a prejuízo", afirmou o banco no balanço ressaltando que as renegociações foram "parcialmente compensadas pelo aumento nas recuperações de créditos decorrente do recebimento do 13o salário na economia brasileira".
A rentabilidade sobre patrimônio líquido médio anualizado (ROE) foi de 21,8% no último quarto do ano, uma queda ante os 23% do último quarto de 2010.
A expectativa de analistas era de que o banco começasse a reportar melhoras em seu índice de eficiência, ponto que a própria instituição estabeleceu como uma de suas principais metas para os próximos dois anos. No quarto trimestre, o indicador foi de 47,3%, uma melhora ante os 51,9% registrados um ano antes.
Na semana passada, Bradesco e Santander Brasil frustraram o mercado ao divulgar resultados abaixo das expectativas, com uma combinação de custos maiores e inadimplência ainda em ascensão.
O Itaú Unibanco encerrou 2011 com ativos totais de R$ 851,3 bilhões, um incremento de 13,3% frente a 2010.´´

Extraido de http://www.contec.org.br/contec-online/165-fevereiro-2012/5832-inf12220-lucro-do-itau-em-2011-e-o-maior-da-historia-dos-bancos-do-pais


sexta-feira, 6 de maio de 2011

“Empréstimos de usinas do Madeira são questionados” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Josette Goulart | De São Paulo

Os projetos das usinas hidrelétricas do Madeira entraram mais uma vez ontem na berlinda depois que a organização "Survival International" divulgou a notícia de que o banco Santander havia suspenso o financiamento para a usina de Santo Antônio, que está sendo construída em Rondônia. Uma carta enviada pela alta administração internacional da instituição financeira à organização não-governamental diz que o banco aderiu aos Princípios do Equador - que prevê uma série de análises ambientais e sócios para financiamentos de projetos - e que por isso suspendeu o financiamento, como se pode ler acima no fac-símile da carta a que o Valor teve acesso.
O banco informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que continua apoiando e fazendo parte do consórcio que financia as obras de Santo Antônio. "Dentro dos Princípios do Equador, os bancos têm feito monitoramento permanente do projeto", disse a nota do Santander. O banco, entretanto, perguntado diretamente, não negou a autoria da carta.
O financiamento foi fechado em 2008 por meio de um "project finance" com recursos do BNDES e repassados, em parte, por um consórcio de bancos liderados pelo Santander. Bradesco, Banco do Brasil e Itaú BBA são os outros repassadores. Todos eles, signatários dos "Princípios do Equador", que estabelece uma série de critérios sociais e ambientais para a concessão de empréstimos. Juntos com o BNDES, esses bancos emprestaram mais de R$ 6 bilhões à concessionária que tem como sócios a Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez, Cemig, Banif e FI FGTS.
A carta enviada à "Survival International" é datada no dia 25 de março de 2011 e assinada pelo diretor global de responsabilidade social do grupo Santander, Joaquin de Ena Squella. O documento foi enviado com cópia à presidente mundial do banco, Ana Botín, que foi quem recebeu primeiramente os questionamentos da Survival International, que questiona, entre outras coisas, a mortandade de peixes (nove toneladas morreram no início da obra) e o fato de que tribos indígenas estariam sendo afetadas com a construção de hidrelétricas na região Amazônica.
Diz trecho da carta enviada pelo Santander: "... o Banco Santander Brasil foi um dos participantes originais no financiamento... No entanto, desde então, o Santander aderiu aos Princípios do Equador.... Como resultado, o financiamento para o projeto está em suspenso, com o Santander e outros bancos tendo solicitado mais estudos de impactos sociais e ambientais".
Os outros bancos foram procurados mas não quiseram fazer comentários. O Banco do Brasil, Itaú e Bradesco também são repassadores do empréstimo de mais de R$ 7 bilhões para a usina de Jirau. Recentemente, as obras da usina foram paralisadas em função de ataques feitos pelos próprios obreiros que deve resultar em uma grande redução da mão de obra na usina. Esse tipo de situação, segundo os Princípios do Equador, pode caracterizar "default" em empréstimos.
Questionados, apenas o Banco do Brasil deu informações e disse que não há problemas no financiamento a Jirau pois entende que, se os problemas são resolvidos, os Princípios do Equador não são feridos.”


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quarta-feira, 13 de abril de 2011

“Presidente do IRB diz que meta é internacionalizar” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Janes Rocha | Do Rio

O presidente do IRB, Leonardo Paixão, disse que o objetivo da reorganização societária e abertura de capital da estatal de resseguros é torná-la mais eficiente frente à competição e prepará-la para a internacionalização. A operação anunciada, frisou Paixão, "não tem nada a ver com a privatização dos anos 90". "Naquela época a intenção era fazer caixa. Hoje o objetivo é fortalecer o IRB, torná-lo mais eficiente para competir em igualdade de condições com os concorrentes que vieram para o país com a abertura de mercado".
Segundo ele, o modelo de desestatização escolhido pelo governo para a retomada do processo de desestatização do IRB é que a União passe a ser sócia minoritária integrante de um bloco de controle. "Não há objetivo de sair do setor de resseguros, nem de fazer caixa", frisou o presidente do IRB, lembrando que, para o governo, o setor de resseguros tem um papel estratégico, principalmente em vista das grandes obras de infraestrutura que vão demandar grande volume de seguros e resseguros.
Paixão relatou que desde a abertura do mercado, em 2007, o IRB reduziu seu "market share" de 100% para 38% e que o único caminho para ganhar mercado é fora do país. "Hoje menos de 10% (do faturamento em prêmios) vem de riscos do exterior".
O BNDES informou através de sua assessoria de imprensa que vai abrir uma licitação para avaliação, consultoria jurídica e auditoria. A previsão é que o processo de licitação deve demorar cerca de seis meses, de forma que até o começo do ano que vem, fim do primeiro trimestre, será dado início à abertura de capital da empresa.
Segundo Paixão, a intenção é que os atuais sócios privados do IRB - Bradesco e Itaú - também façam parte do bloco de controle junto com o Banco do Brasil.
Para o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), Jorge Hilário Gouvea Vieira, a retomada da privatização do IRB vai dar mais agilidade à principal empresa do setor, tornando-a mais preparada para a concorrência. Como estatal, diz Vieira, o IRB está engessado em suas operações, cerceado por restrições de contratação de pessoal, de tribunais de contas e outras amarras típicas de estatais. "Como estatal, você tem chefes de portaria ganhando mais que subscritores", afirmou o presidente da CNSeg, referindo-se ao profissional mais importante dentro de uma resseguradora, o subscritor de riscos.”

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“Sob controle do Banco do Brasil, IRB terá gestão privada” (Fonte: Valor Econômico)


“BB, Bradesco e Itaú controlarão IRB
Autor(es): Cristiano Romero | De Brasília

 O governo vai vender até 35% do capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re) ao Banco do Brasil (BB). A União, que detém 50% do capital, ficará com 10% e terá uma ação de classe especial ("golden share") para exercer poder de veto em temas como a mudança do controle acionário. Aposentados e funcionários terão o direito de comprar, inclusive com recursos do FGTS, até 10% do capital da companhia

O governo vai vender até 35% do capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re) ao Banco do Brasil (BB). A ideia é que o banco federal passe a compartilhar o controle acionário do IRB com Bradesco e Itaú, que já são acionistas expressivos, por meio de um acordo de acionistas a ser firmado.
A União, que detém hoje 50% do capital da companhia, ficará com 10% e terá uma ação de classe especial ("golden share") para exercer poder de veto no futuro em temas específicos, como a mudança do controle acionário da empresa. Aposentados e funcionários terão o direito de comprar, inclusive com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), até 10% do capital da companhia.
Na última sexta-feira, o governo deu mais um passo para transferir o controle acionário do IRB ao BB. Publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução número 3, do Conselho Nacional de Desestatização (CND), retomando o processo de privatização da resseguradora, que se arrasta desde o primeiro mandato do governo Lula. Pela resolução, o BNDES fará licitação para contratar uma firma de consultoria encarregada de fazer a avaliação do IRB.
A expectativa do governo é que o processo seja concluído em seis meses. Uma vez terminada a avaliação, o BNDES negociará o valor da venda do controle e o percentual do capital a ser adquirido pelo Banco do Brasil. Fontes oficiais ouvidas pelo Valor informaram que o BB deseja comprar algo entre 25% e 35% do capital do IRB.
O plano do BB é adquirir a fatia da companhia e, em seguida, fechar um acordo com os atuais acionistas para assegurar que a gestão seja privada. Hoje, a União detém 50% das ações. Os outros acionistas são: Bradesco (21,24%), Itaú Unibanco (15,44%), Porto Seguro (1,91%), HSBC (1,72%), Caixa Seguradora (1,08%), Santander (0,80%), Aliança do Brasil (0,79%) e outros (7,01%).
Não haverá leilão do IRB porque a Lei de Desestatização (9.491), de 1997, autoriza a União a transferir, sem recorrer a essa modalidade de venda, o controle acionário de um ente público para outro. Para assegurar, no entanto, que o IRB seja privatizado, mesmo que na prática seu controle seja transferido ao BB, a resolução do CND, assinada pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, estabelece regras "para preservar a natureza privada da companhia".
A ideia é que o BB e a União, juntos, não possuam mais do que 50% das ações ordinárias (com direito a voto) do IRB após a privatização. O governo pretende ficar com 10% do capital controlador e ainda possuir uma "golden share". O objetivo, nesse caso, é evitar que, no futuro, a empresa mude de denominação e de objeto social, altere sua logomarca, transfira o controle acionário e/ou faça mudanças nos direitos atribuídos à "golden share", sem a anuência da União.
O Banco do Brasil deverá comprar o IRB por meio de uma subsidiária - a BB Seguros, a sua holding na área de seguridade. O banco quer com o IRB, e em associação com seus dois maiores concorrentes no mercado - o Bradesco e o Itaú Unibanco -, investir pesadamente no segmento de resseguros, de olho nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada em 2016.
O plano é ter musculatura para concorrer com as seguradoras estrangeiras que atuam no Brasil. "Queremos transformar o IRB no principal ressegurador do país, dando a ele escala para comportar os investimentos em infraestrutura previstos", disse um assessor do governo.
Na resolução número 3 do CND, o governo fixa prazo de até cinco anos, contado a partir da desestatização, para que os sócios abram o capital do IRB-Brasil Re. Antes da privatização, o BNDES fará alterações no estatuto da empresa para converter todas as ações preferenciais em ordinárias, aumentar a composição da diretoria para até nove membros e criar a ação de classe especial, a ser subscrita unicamente pela União. As características pretendidas deixam entrever que a ideia é lançar ações do IRB no Novo Mercado da bolsa.
Para diminuir a resistência dos funcionários à privatização do IRB, o governo reservará 10% das ações aos funcionários e aposentados interessados em participar da desestatização. Eles poderão usar o saldo no FGTS para adquirir ações da companhia, mas não poderão vendê-las pelo prazo mínimo de três anos. A União ainda poderá autorizar deságio de 10% no valor dos papéis a serem comprados pelos empregados.”

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

#CEF teve o menor juro em 2010, diz Procon-SP; Maior taxa foi do #Itaú (Fonte: Folha)

"Folha de S. Paulo, por Mariana Schreiber
03/01/2011

A Caixa Econômica Federal foi o banco que ofereceu as melhores taxas no cheque especial e no empréstimo pessoal no ano passado, revela pesquisa da Fundação Procon-SP.

A instituição estatal cobrou em média juros de 7,02% ao mês no cheque especial em 2010. A taxa é 43% menor do que a do Safra (12,3% ao mês), a maior entre os sete bancos analisados (confira o ranking na tabela abaixo).

No empréstimo pessoal, o banco que apresentou a maior taxa média foi o Itaú: 5,92% ao mês. Já o juro médio da Caixa ficou 27% abaixo disso, em 4,65% ao mês.

Considerando a média das taxas cobradas pelos sete maiores bancos que atuam no Brasil, observa-se uma leve queda no último ano.

O juro médio no cheque especial recuou de 8,93% ao mês em 2009 para 8,88% ao mês no ano passado, enquanto o do empréstimo pessoal caiu de 5,49% ao mês no ano retrasado para 5,26% em 2010.

FÁCIL E CARO

O Procon orienta o consumidor a evitar o empréstimo no cheque especial.
A instituição destaca que essa é uma linha que disponibiliza crédito ao correntista automaticamente, sempre que sua conta estiver sem fundos disponíveis. Como o banco não conta com garantias, as taxas são altas.

Segundo o assistente de direção do Procon-SP, Diógenes Donizete, a soma das parcelas dos empréstimos não deve ultrapassar um terço da renda do consumidor.

"As pessoas confundem limite do orçamento com limite do cartão, do cheque especial, criando um limite virtual para consumir. É preciso ter cuidado, pois, ao se endividar, terá que pagar juros, multa, além dos gastos correntes do mês", afirma.

De acordo com o Procon, o cartão de crédito e o cheque especial foram as modalidades de financiamento que mais cresceram no primeiro trimestre de 2010. Essas duas formas de financiamento são justamente as mais caras para o consumidor.

O ideal, afirma Donizete, é o consumidor reservar antes parte dos recursos para cobrir os gastos extras de início de ano. Caso não tenha feito isso, deve pesquisar um opção de crédito mais barata."

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

#Itaú Unibanco amplia liderança de queixas; #BB em 2o., #Bradesco em 3o. (Fonte: #Sindicato #Bancários SP)

"São Paulo – O Itaú Unibanco manteve em novembro pelo segundo mês seguido o primeiro lugar do ranking do Banco Central de reclamações de clientes. Em segundo permaneceu o Banco do Brasil. As duas empresas se destacaram ainda mais na liderança da lista.Para calcular o ranking, que leva em conta os bancos com pelo menos 1 milhão de clientes, o BC estipula um índice relacionando o número de reclamações procedentes pelo total de clientes. O Itaú Unibanco ficou com índice 0,72 e o Banco do Brasil com 0,63. Em terceiro lugar ficou o Bradesco, com 0,38; em quarto está o Santander, com 0,37 e, em quinto, o HSBC, com 0,23.O Itaú Unibanco ampliou sua liderança, já que registrou 0,69 em outubro. O Banco do Brasil ficou praticamente estável, pois teve 0,64 no mês anterior. Os dois aumentaram a distância para o terceiro colocado, que em outubro foi o Santander com 0,56."

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Práticas antissindicais e terrorismo em Brasília - Itaú Unibanco pede prisão do presidente do Sindicato dos Bancários para tentar enfraquecer greve (Fonte: Sind. Bancários de Brasília)


"No nono dia da histórica greve dos bancários – que já é a maior dos últimos 20 anos – o Itaú Unibanco se utiliza de uma liminar judicial que pede a prisão do presidente do Sindicato de Brasília, Rodrigo Britto, para tentar coibir a paralisação da categoria em Brasília. O instrumento jurídico impetrado pelo banco, antissindical e comum na época da ditadura militar (1964-1969), é amparado sob o inverídico argumento de que os trabalhadores estariam impedindo a entrada dos clientes e usuários nas agências da instituição financeira.

Além do mandato de prisão, emitido nesta quinta-feira (7), o Itaú Unibanco ameaça o Sindicato com uma multa diária por unidade fechada durante a greve. O direito de greve é assegurado legalmente na Constituição Federal ao trabalhador, a quem compete decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. “Não vamos baixar a cabeça para banco nenhum, principalmente para o Itaú Unibanco, que há anos vem se utilizando dos interditos proibitórios para enfraquecer a greve e forçar os bancários a trabalharem durante o movimento. Esse mandato de prisão dá mais ânimo e força para nossa greve”, afirma Rodrigo Britto.


O Sindicato informa ainda que os comitês de esclarecimentos estão presentes nas agências do Itaú Unibanco onde os bancários são favoráveis ao movimento grevista. “Não impedimos a abertura de unidades. Apenas esclarecemos os colegas sobre a importância da adesão à greve. Também pedimos a compreensão da clientela e informamos as alternativas para a utilização dos serviços bancários”, diz Sandro Oliveira, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú Unibanco.

Força à greve

Diante da liminar, os bancários de Brasília estão convocados a reforçar ainda mais a greve em todos os bancos, públicos e privados. No Distrito Federal, mais de 70% das agências e PABs já aderiram ao movimento. A paralisação também segue forte e crescente nos prédios administrativos. “É importante a participação de todos para o sucesso da greve”, exorta Rodrigo Britto."