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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
OAB estuda normas mais rígidas para escritórios estrangeiros (Fonte: Valor Econômico)
Sanepar assume sistemas em mais dois municípios do Oeste (Fonte: Assimp Sanepar)
Frustração de expectativa de contratação gera direito a indenização (Fonte: TRT 3ª Reg.)
Ao analisar o processo, o relator do recurso, juiz convocado Antônio Carlos Rodrigues Filho, verificou que a empresa havia firmado uma proposta com a reclamante de contratá-la como trainee. Contudo, a promessa não foi cumprida. Para o julgador, a reclamada deveria ter comunicado sobre a possibilidade de não contratação. Mas ao gerar a expectativa do contrato e frustrá-la em seguida, causou danos morais à trabalhadora.
A defesa tentou se justificar com a tese de "crise mundial", argumento não acatado pelo julgador. Para ele, nada justifica a lesão à honra e à dignidade pessoal da reclamante. A responsabilidade civil foi reconhecida pelo desrespeito à boa-fé sobre as negociações preliminares (artigos 186 e 422 do Código Civil).
Nesse contexto, a Turma julgadora entendeu que a conduta da reclamada feriu a honra e a dignidade da trabalhadora, mantendo a indenização por dano moral, fixada pela sentença em R$10.000,00.
( 0000905-48.2011.5.03.0054 RO )´´
Hipoteca judiciária pode ser utilizada para garantir pagamento de dívidas trabalhistas (Fonte: TST)
(Augusto Fontenele/CF)
Prescrição bienal não se aplica a trabalhador autônomo (Fonte: TRT 3ª Reg.)
(0000812-10.2011.5.03.0079 RO ) ´´
Cemig vai fornecer energia a operações da Gerdau (Fonte: Jornal da Energia)
"Magistrados fecham posição contra previdência única para servidores" (Fonte: Valor Econômico)
Caso seja aprovado pelo Congresso, o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) deve ser questionado no Supremo Tribunal Federal (STF), que vai dar a última palavra sobre o assunto.
As três associações mais importantes da magistratura - a Ajufe (juízes federais), a AMB (magistrados brasileiros) e a Anamatra (magistrados da Justiça do Trabalho) - fecharam posição contrária ao texto que está em discussão na Câmara.
Para as entidades, o texto é "flagrantemente inconstitucional". De início, elas apontam que o debate sobre o fundo não chegou a detalhes com o Judiciário. "A referida proposição legislativa vem sendo encaminhada pelo governo federal sem o amadurecimento de debate democrático com setores representativos das classes potencialmente atingidas", diz a nota conjunta assinada pelos presidentes da Ajufe, Gabriel Wedy, da AMB, Nelson Calandra, e da Anamatra, Renato Henry Sant"Anna.
O projeto do Funpresp foi discutido em duas reuniões no STF, em novembro, com a presença de autoridades do governo, como o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, e de ministros do tribunal, como Marco Aurélio Mello.
Para as entidades, o projeto não resolveria o déficit da Previdência. As associações de juízes defendem a manutenção de previdência pública, sem a participação de fundos com capital privado. Elas alegam que a Lei de Responsabilidade Fiscal pode ser descumprida, caso seja aprovado o Funpresp, pois alguns estados podem não dar conta de pagar aos seus servidores.
Numa objeção legal ao fundo, as entidades contestam a aprovação de uma lei ordinária para reger a previdência dos magistrados. "O regime de previdência da magistratura não pode ser tratado por lei ordinária, o que desafia, em caso de inclusão dos membros do Poder Judiciário no referido projeto, questionamentos perante o STF."
Por trás das objeções constitucionais ao fundo e da ameaça de levar o caso para o Supremo, há uma questão meramente financeira. Os juízes não querem participar do mesmo fundo em que estariam os demais servidores públicos. Isso porque o Funpresp tende a ser mais vantajoso para os servidores do governo federal que recebem salários mais baixos. Já os juízes recebem salários próximos ao teto do serviço público, de R$ 26,7 mil, e temem sair perdendo se ficarem sujeitos às mesmas regras e ao mesmo fundo de outros funcionários públicos.
A oposição ao Funpresp foi mais uma movimentação coordenada das três entidades. Desde que o STF anunciou que iria julgar os poderes do Conselho Nacional de Justiça, em setembro do ano passado, a Ajufe, a AMB e a Anamatra passaram a definir posições corporativas conjuntas. As associações fecharam questão contra a possibilidade de o CNJ abrir investigações diretamente contra juízes suspeitos de corrupção. A AMB entrou com ação no STF para barrar esse tipo de investigação, mas foi derrotada por seis votos a cinco, há duas semanas.
As três entidades também contestaram o fato de a Corregedoria do CNJ ter obtido dados sobre movimentações financeiras de valores atípicos por magistrados. Para elas, o CNJ estaria quebrando o sigilo bancário de juízes, o que seria inconstitucional.
Por fim, elas defendem a aprovação de um novo teto salarial para pelo menos R$ 30,6 mil, o que elevaria os salários dos juízes. Mas, o governo é contrário ao reajuste, já que ele custaria R$ 7,7 bilhões anuais aos cofres públicos. A não aprovação do reajuste do Judiciário é uma derrota contínua das associações.
Hoje, o Executivo tenta acelerar a tramitação do projeto que cria o Funpresp, que foi interrompida na semana passada por decisão do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, participa do almoço semanal dos líderes dos partidos aliados da Câmara, onde deve verificar se há clima para a Casa votar a proposta nos próximos dias e reiterar que a mudança do regime de previdência dos servidores públicos é uma das prioridades legislativas do governo federal. No entanto, apesar do interesse do governo Dilma Rousseff em ver a proposta aprovada o mais rápido possível, a presidente sinalizou que não aceitará ficar refém do Congresso por causa da votação do projeto."
Trabalhador que não conseguiu transferir veículo recebido em acordo receberá indenização (Fonte: TRT 3ª Reg.)
( nº 00760-2011-016-03-00-7 )´´
SDI-1 afasta dispensa por justa causa de Júnior Baiano pelo Inter (Fonte: TST)
(Dirceu Arcoverde/CF)
"TJ-SP desconhece montante dos precatórios no Estado" (Fonte: Estadao)
O Tribunal de Justiça de São Paulo admitiu ontem que não possui um cadastro com a relação completa dos credores de precatórios nem sobre o montante dos valores a eles devidos. Segundo o desembargador Venício Salles, coordenador do Departamento de Precatórios do TJ paulista, o Estado viveu "20 anos de atraso, de descumprimento de ordens judiciais". A Ordem dos Advogados do Brasil estima em R$ 20 bilhões o tamanho da dívida dos precatórios em São Paulo.
Para discutir os leilões dos precatórios, por meio dos quais os credores poderão negociar seus títulos com até 50% de deságio - medida fustigada pela OAB - Salles recebeu representantes da Comissão da Dívida Pública da OAB, da Comissão de Precatórios do Conselho Federal da OAB, consultorias privadas e procuradores do Estado.
"Nesses 20 anos de administração das entidades devedoras, o tribunal se limitou a informar o valor", assinalou o desembargador. "O TJ não realizava pagamentos. Com a emenda constitucional 62 temos que receber os valores e pagar. Em um único precatório são 4 mil autores."
A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, informou que o presidente do TJ de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, pediu ajuda para reorganizar administrativamente a corte, inclusive o setor de precatórios.
"O setor é bastante complexo e precisa contar com estrutura adequada", disse a corregedora. "Eu prometi a ele (Ivan Sartori) que daria essa ajuda com muita satisfação porque tudo em São Paulo nos preocupa na medida em que mais de 60% dos processos estão em São Paulo. Alguns setores carecem de organização e o setor de precatórios é um deles." Ela alertou ainda que em "alguns Estados" os precatórios ficam sob responsabilidade de servidores que se aproveitam "dessa situação de desordem para se locupletar".
Pregões. A emenda 62, de 2009, prevê os leilões. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin editou o decreto lei 57.658/11, que dá cumprimento à emenda.
O ponto central da reunião no TJ era a formatação dos pregões, mas essa parece ser uma medida que ainda vai levar bastante tempo para ser executada. O TJ reconhece que não dispõe de estrutura e logística sequer para fazer o inventário dos precatórios.
"É ruim com a emenda 62, chamada de emenda do calote, mas sem ela vai ficar impossível dar conta desse imenso trabalho", avalia Venício Salles.
A OAB defendeu urgência na criação do cadastro, firmou posição contra o leilão e informou que o Conselho Federal da OAB deve ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o decreto de Alckmin. "O leilão é inconstitucional, uma vez que só tem um comprador que é o próprio devedor. O Estado e os municípios que devem vão pagar o que querem", alerta o advogado Flávio Brando.
A Procuradoria-Geral do Estado informou que tem por norma não se manifestar sobre hipóteses e que o decreto de Alckmin cumpre exclusivamente o que prevê a emenda 62. / FAUSTO MACEDO"
"Justiça Federal absolve Dantas no caso Kroll" (Fonte: Estadao)
O banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e mais dez pessoas foram absolvidas da acusação de formação de quadrilha na Operação Chacal, investigação da Polícia Federal em 2004 envolvendo a Kroll Associates em espionagem. A juíza Adriana Freisleben de Zanetti, da 5.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, condenou cinco réus.
Dantas e a ex-executiva da Brasil Telecom, Carla Cicco, foram acusados de contratar a Kroll para espionar executivos da Telecom Itália. Eles foram absolvidos por falta de provas, assim como Eduardo Sampaio, Karina Nigri, Antônio José Silvino Carneiro, Judite de Oliveira Dias, Omer Erginsoy, Charless Carr, Vander Giordano, Alcindo Ferreira e Maria Paula Godoy Garcia.
O processo estava suspenso desde 2010, quando o advogado Luciano Feldens, que defende Dantas, requereu à Justiça que aguardasse documentos de processo em curso na Itália, por espionagem contra o banqueiro."
"Alckmin estende meritocracia para 50 mil funcionários" (Fonte: Valor Econômico)
Valor Econômico - 14/02/2012
Depois das áreas de educação, saúde e da Secretaria de Fazenda, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), estendeu o sistema de meritocracia, uma das bandeiras dos tucanos, para os funcionários do setor administrativo, em um gesto que atinge cerca de 50 mil empregados - ou 10% do total de servidores do governo paulista.
A partir de agora, os servidores do setor administrativo terão seu desempenho avaliado e receberão um bônus mensal atrelado ao resultado desta avaliação, segundo três decretos publicados no "Diário Oficial" de sábado.
A medida continua uma política do governo paulista iniciada em 2000 pelo ex-governador Mário Covas (morto em 2001), de quem Alckmin era vice, depois de uma grande greve dos professores. O pagamento de bônus por desempenho e progressão baseada em testes foi aprimorado pelo ex-governador José Serra (2007 a 2010), muito criticado pelo funcionalismo por, segundo os sindicatos, promover a meritocracia como forma de disfarçar a falta de aumentos salariais.
A crítica permanece a mesma. "O que um funcionário quer, e não tem, é um salário digno. O governo inventa gratificações que no fim têm mais peso que o próprio salário", afirma Carlos Ramiro (PT), ex-presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e coordenador do Sistema de Negociação Permanente (Sinpe), fórum que deveria negociar o aumento dos servidores com o governo.
A secretária estadual de Gestão Pública, Cibele Franzese, defende o modelo. "O projeto busca desenvolver os servidores e premiar o esforço", explica. "Não estamos, ainda, pensando em punição para quem for mal avaliado, até porque a perda do bônus já deve servir de sanção. Queremos dar chances de o servidor melhorar e procurar cursos de qualificação, que o Estado pretende fornecer nas áreas que avaliar mais adequadas", disse.
O bônus será concedido mensalmente de acordo com o resultado do teste de desempenho, composto pela avaliação do próprio servidor - com peso de 30% - e do chefe imediato - equivalente a 70%. O governo paulista já paga uma gratificação de 50% do bônus desde dezembro, quando foi aprovada a lei na Assembleia Legislativa, e a partir de agosto começará a dar o benefício de acordo com a avaliação de cada servidor.
O bônus depende da carreira. Para o oficial administrativo, que recebe R$ 760 de salário, pode chegar a R$ 300 por mês. O executivo público, que tem ensino superior e salário de R$ 2,9 mil, pode receber até R$ 1 mil mensais. O impacto no orçamento é de até R$ 7 milhões, segundo a secretária."
"Lei da Copa vai a voto com ingressos a definir" (Fonte: Correio Braziliense)
Correio Braziliense - 14/02/2012
Comissão da Câmara analisa hoje relatório que estabelece diretrizes durante os jogos. Previsão de entradas gratuitas para índios ainda está pendente
Prioridade do governo federal para este semestre, o projeto da Lei Geral da Copa de 2014 deve ser votado na tarde de hoje na Comissão Especial que trata do tema na Casa. O Correio teve acesso ao relatório distribuído na véspera pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), autor do texto.
Segundo alguns integrantes do colegiado, entretanto, ainda podem ser feitos alguns "retoques" até que ele seja apresentado. Entre as mudanças previstas, está a polêmica questão da venda dos ingressos. No texto que será votado hoje, Vicente divide as entradas populares entre idosos, estudantes, integrantes do Bolsa Família e portadores de armas que aderirem à campanha do desarmamento. Indígenas devem receber os bilhetes de graça.
Apesar de estar inserido no grupo que tem direito a preços populares, o presidente da comissão, Renan Filho (PMDB-AL), afirma que os maiores de 60 anos terão direito à meia-entrada, como determina o Estatuto do Idoso. "Os idosos terão direito à meia-entrada tanto na categoria promocional quanto nas categorias mais caras", assegurou o parlamentar. O valor dos ingressos mais baratos é estimado em R$ 50.
Em relação às responsabilidades da União, um dos principais entraves entre o governo e a Fifa, Vicente Cândido manteve o previsto no projeto original. A entidade pressionava por um texto mais claro e que estendesse o ônus da União para situações como terremotos, tsunamis e até terrorismo. "Entendemos que, com vistas à proteção do patrimônio público, é oportuno acrescentar ao dispositivo mecanismos destinados a legitimar os acordos que envolvam o pagamento de indenizações, dividindo responsabilidades", diz Cândido em trecho do documento.
Autônomos
Outra mudança na proposta trata da zona de exclusividade que será destinada aos patrocinadores do evento. A área deve compreender um espaço de 2km em torno dos estádios. A dúvida era se as lojas que tivessem dentro dessa área seriam obrigadas a vender produtos dos colaboradores da Fifa para permanecerem funcionando. No relatório, foi colocado uma ressalva que garante o direito dos comerciantes que estiverem dentro da área funcionarem "livremente" durante os jogos.
No texto, no entanto, é mantida a previsão de pagamento de prêmio e de mensalidade para os jogadores das seleções brasileiras que disputaram os mundiais de 1958,1962 e 1970. Outra polêmica mantida é o artigo que trata da venda de bebidas alcoólicas nas arenas. Inicialmente, o relator chegou a estabelecer que o consumo poderia se estender para os jogos de campeonatos nacionais. Após determinação do Planalto, o relator recuou, mas manteve essa prerrogativa para os jogos da Copa.
As regras do jogo
Confira as alterações propostas pelo relator à Lei Geral da Copa
Responsabilidade Civil
Relatório mantém texto original em que fica subjetivo o fato de a União ser responsável por danos que incluem causalidade como terremotos e tsunamis. Um texto mais claro sobre esse ponto era cobrado pela Fifa.
Meia-entrada
Idosos estão incluídos na categoria composta por estudantes, indígenas, participantes de programas federais de transferência de renda. Também estão nesse grupo proprietários de armas de fogo que aderirem ao programa de desarmamento. Para essa categoria será reservado cerca de 300 mil ingressos a R$ 50.
Zona de exclusividade
Ressalva faz com que o comerciante que não quiser expor produtos dos colaboradores possa funcionar normalmente. Bebidas Alcoólicas
A venda e o consumo de bebidas serão admitidos nas arenas, desde que o produto esteja em copos de plástico.
Férias
O relator prevê período de recesso para as escolas das redes pública
e privada durante os jogos. Também deverá ser decretado feriado nacional em dias de jogos da Seleção Brasileira.
Campanhas sociais
O tema escolhido foi "Por um mundo sem armas, sem drogas, sem violência e com trabalho decente". Cerca de 25% das cotas de publicidade dos eventos serão destinados para a promoção de 12 atrações turísticas do país.
Aposentadorias dos ex-jogadores
Ficou mantida a previsão do pagamento de prêmio e auxílio-mensal aos jogadores da Seleção Brasileira que participaram dos mundiais de 1958, 1962 e 1970."
Funpresp: "Votação ficará para depois do Carnaval" (Fonte: Valor Econômico)
A votação do projeto que cria uma fundação para gerir os recursos do fundo de pensão para os servidores públicos deverá ficar para depois do Carnaval. A avaliação foi feita ontem pelo relator da proposta na Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Rogério Carvalho (PT-SE). Ele é autor do substitutivo que vai nortear a votação no plenário. Para facilitar a aprovação do texto, Carvalho informou que deverá acolher novas emendas de plenário, fora as três já incorporadas ao texto.
Os deputados apresentaram 36 destas emendas. Carvalho deverá reuni-las em uma única "subemenda de relator". Na opinião dele, não restam mais pontos complexos para negociação. A disputa em torno da votação se dá mais por motivos políticos do que técnicos. "O texto reflete o entendimento da maioria dos parlamentares e partidos", disse o relator.
Apesar de acolher novas emendas, ele adiantou que o cerne do seu substitutivo, lido no plenário em dezembro, não deverá ser alterado. O ponto principal a ser mantido é a figura jurídica da Funpresp, que será uma fundação de natureza pública e regime jurídico privado. Alguns partidos, como PDT e PCdoB, pressionam para que o fundo complementar seja criado na forma de fundação pública. É uma disputa que envolve o entendimento do texto constitucional."
Metrô-DF: "Benefícios equalizados" (Fonte: Correio Braziliense)
A paralisação dos funcionários do Metrô do DF, prevista para ser iniciada ontem, ficou só na promessa. Embora a manifestação tenha sido amplamente divulgada antes da assembleia realizada na noite de domingo, o Sindmetrô conseguiu negociar os benefícios que havia solicitado e cancelou o movimento. De acordo com a diretora da entidade, Nayara Lopes, na sexta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) analisou as reivindicações dos trabalhadores, mediou o conflito e resolveu o problema. "Os benefícios conquistados por outras empresas públicas foram equalizados com os dos metroviários. Por isso, não houve greve", relatou.
Como a assembleia ocorreu após às 21h, grande parte da população não soube que o metrô funcionaria. A reportagem do Correio visitou todas as estações do DF para calcular o tempo médio da cada viagem e a lotação dos vagões. No sentido Ceilândia/Plano Piloto, a demora entre a chegada de um vagão e outro não ultrapassou cinco minutos. Embora nem todos estivessem sentados, os trens estavam mais vazios do que o usual. O trajeto de Ceilândia até o Guará foi completado em 20 minutos. Desse segundo ponto até a Rodoviária, no mesmo tempo.
A bancária Camila Batista da Silva, 31 anos, estranhou o serviço prestado. "Hoje, passou bem mais rápido do que o normal. Na semana passada, já falavam de um indicativo de greve. Acho que isso influenciou um pouco", contou. Segundo ela, na semana passada, as panes do metrô provocaram atrasos no trabalho. "Uso o serviço diariamente e foi difícil. A sorte é que tenho um horário mais flexível e não fui prejudicada.""