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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Comissão aprova três parcelas a mais de seguro-desemprego para Amazônia (Fonte: Câmara dos Deputados)

 "Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 19, projeto que concede mais três parcelas do seguro-desemprego para os trabalhadores que perdem o emprego em decorrência de ações de combate ao desmatamento na Amazônia.

O projeto (PL 7083/10) é do Senado e recebeu parecer favorável do relator, deputado Ademir Camilo (Pros-MG).

A proposta é voltada principalmente para os empregados de madeireiras da Amazônia. Segundo Ademir Camilo, as ações policiais contra o desmatamento realizadas na região levam ao fechamento de empresas ilegais, colocando na rua milhares de trabalhadores..."

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Governo cria nova regra para seguro-desemprego (Fonte: Valor Econômico)

"O governo federal publicou, ontem, no "Diário Oficial da União", um decreto condicionando o recebimento do seguro-desemprego à matrícula do trabalhador demitido em um curso de qualificação profissional nos casos em que o benefício é solicitado pela terceira vez em um prazo de dez anos.
O decreto ainda precisa ser regulamentado. O texto publicado ontem diz que o curso de qualificação precisa ser regulamentado pelo Ministério da Educação, terá carga horária mínima de 160 horas e será concedido através da Bolsa-Formação Trabalhador, no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Tecnológico e Emprego (Pronatec). Se não houver um curso de formação profissional compatível com o perfil do trabalhador no município ou região metropolitana onde vive, o seguro-desemprego não será suspenso.
Pelas regras do seguro-desemprego, têm direito ao seguro os trabalhadores desempregados que tiverem sido demitidos sem justa causa. Aqueles que trabalharam com carteira assinada entre 6 e 11 meses nos últimos três anos têm direito de receber até três parcelas do seguro. Quem trabalhou de 12 a 23 meses no período pode receber até quatro parcelas.
Já quem esteve empregado com registro por mais de 24 meses nos últimos três anos pode receber até cinco parcelas do seguro-desemprego. O valor do benefício varia de R$ 622 (o salário mínimo atual) a R$ 1.163,76, de acordo com a média salarial dos últimos salários anteriores à demissão.
Os desembolsos federais com o pagamento do benefício, apesar dos níveis historicamente baixos de desemprego no país - a taxa de fevereiro ficou em 5,7% na média das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - têm crescido muito nos últimos anos."

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

JT defere rescisão indireta a motorista de ônibus agredido por passageiros ao cobrar passagem (Fonte: TRT 3ª Reg.)

''A juíza titular da 26ª Vara de Trabalho de Belo Horizonte, Maria Cecília Alves Pinto, julgou favorável o pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho de um motorista de ônibus que era obrigado, por determinação da empresa, a cobrar passagem dos usuários. Nessa atividade, o reclamante chegou a ser agredido. Por essa razão, a magistrada entendeu que o trabalhador estava exposto a uma situação de perigo de morte, tendo a reclamada descumprido a sua obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho seguro.

A representante da empresa reconheceu que o empregado, durante sua escala de trabalho, foi agredido por usuários do ônibus, ao tentar cobrar deles o valor das passagens. Devido à gravidade desse incidente, o reclamante foi afastado do trabalho, por recomendação médica. Ela também confirmou que a empresa orienta os motoristas a cobrarem as passagens, não deixando que os passageiros trafeguem sem o devido pagamento, e esse foi o motivo da agressão.

"Logo, a agressão sofrida pelo reclamante deveu-se ao fato de ter-lhe sido atribuída incumbência de exigir o pagamento da passagem para o transporte, independente da circunstância, sem que a empresa oferecesse as condições adequadas de segurança"

, concluiu a julgadora. Mesmo que a reclamada não desejasse o ocorrido, ficou claro que houve exposição do trabalhador a uma situação de risco à sua integridade física e mental. Assim agindo, a empregadora descumpriu sua obrigação contratual de garantir um ambiente seguro de trabalho. E, para a magistrada, essas circunstâncias são suficientes para justificar a ruptura indireta do contrato de trabalho.

Com esses fundamentos, a juíza sentenciante julgou procedente o pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho do reclamante, fixando o término na data da publicação da sentença. A reclamada foi condenada ao pagamento das verbas rescisórias típicas da dispensa sem justa causa e a anotar a CTPS do empregado, além de lhe fornecer as guias para que ela possa requerer o seguro desemprego. A ré apresentou recurso, que ainda não foi julgado. ''

quinta-feira, 3 de março de 2011

Seguro-desemprego: “Suspeita de fraude levou a redução” (Fonte: Valor Econômico)


Autor(es): Sergio Leo | De Brasília

A decisão de cortar R$ 3 bilhões nos orçamentos para o seguro-desemprego e o abono salarial, que poderá cancelar o aumento de R$ 2 bilhões aplicado pelo ministério do Trabalho em 2011 para pagamentos do seguro aos desempregados refletiu a desconfiança da presidente Dilma Rousseff em relação às justificativas do ministério do Trabalho para o contínuo aumento de gastos com seguro-desemprego em um período de expansão das contratações com carteira de trabalho assinadas. Para Dilma, as fraudes têm um papel maior no aumento de despesas do que admitia o ministério.
Ao apresentar o orçamento para 2011, com aumento de 13%, ou R$ 2,6 bilhões a mais logo após um ano de crescimento recorde e redução consistente da taxa de desemprego na economia, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, argumentou que as despesas maiores seriam reflexo do aumento do contingente de empregados, da taxa de rotatividade e do salário mínimo. Para Dilma e auxiliares próximos porém, o ministério não deu a devida atenção ao aumento das fraudes, que fazem a demanda pelo seguro crescer acima do que autorizam os motivos alegados pelo ministro.
Os gastos com o seguro quase duplicaram nos últimos cinco anos, com um aumento, em valores correntes, de pouco menos de 96%, segundo levantamento feito pelo site Contas Abertas, a pedido do Valor. Se descontados desses valores os aumentos no salário mínimo, usado como referência nos reajustes autorizados para o seguro-desemprego, a alta nos gastos é corrigida para 30%, ainda acima do aumento no total de trabalhadores registrados entre janeiro de 2006 e dezembro de 2010.
Uma parte desse aumento pode ser creditada ao crescimento no número de parcelas pagas aos trabalhadores demitidos a partir de dezembro de 2008, que, segundo cálculo do ministério deveria afetar pouco mais de 100 mil beneficiários, algo em torno de 3% do total. Mas economistas no governo estranharam um aumento, na demanda por seguro aos desempregados maior que o crescimento da base de empregados, em período de aumento nos índices de emprego.
As fraudes, principalmente de trabalhadores que atrasam a formalização no emprego, para continuar recebendo o seguro, podem estar por trás de grande parte do aumento das despesas, disse, ao Valor, o presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), Luigi Nese, encarregado de coordenar o órgão que regulamenta a concessão do benefício. "O seguro passa a funcionar como complemento de renda, que não é sua função", lamenta.
Nese acredita que, a partir de abril, será mais fácil medir o impacto das fraudes sobre a concessão do benefício, com base em um estudo contratado pelo Codefat e o ministério ao Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas (Dieese), que compara cadastros de beneficiários e os setores com rotatividade mais alta, identificando pessoas que solicitam mais frequentemente o seguro-desemprego. "Talvez com esses dados possamos definir correções", espera.
Procurado pelo Valor na semana passada, com a informação de que a presidente estava desconfiada de que as fraudes têm um papel maior do que o admitido no aumento de gastos, o ministério, por meio da assessora Maristela Leitão, afirmou nada ter a ver com as fraudes, que seriam "questão de polícia"; e até ontem não tinha respondido ao questionário enviado na quinta-feira por e-mail sobre as razões do aumento da previsão orçamentária do seguro-desemprego.
A única iniciativa para coibir desvios e fraudes no benefício, segundo informado pela assessoria por telefone, serias as medidas recém-lançadas para conectar registros do ministério, da Caixa Econômica (que paga os benefícios) e do Sistema Nacional de Emprego (Sine, que oferece alternativas aos desempregados).”


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terça-feira, 1 de março de 2011

“Auditoria detectou falhas do seguro-desemprego” (Fonte: O Estado de S. Paulo)


Autor(es): Leandro Colon


Apontado pelo próprio governo como uma central de fraudes, o programa do seguro-desemprego, do Ministério do Trabalho, recebeu, há três semanas, uma série de questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU). Decisão aprovada pelos ministros do TCU no dia 9 de fevereiro aponta fragilidades que podem levar a fraudes no pagamento do benefício.
O acórdão dos ministros faz recomendações baseadas numa auditoria realizada em 2009.
"Tais medidas visam a contribuir para minimizar a ocorrência de pagamento indevido de parcelas do benefício do seguro-desemprego, gerando economia para os cofres públicos", defendem os auditores. Segundo a análise, há, entre outras coisas, "falta de padronização da infraestrutura tecnológica" na rede responsável pelo seguro-desemprego.
A investigação informa que a ausência de um sistema de cruzamento dos dados fornecidos pelo suposto desempregado com informações oficiais prejudica a fiscalização. A auditoria pede o aperfeiçoamento do software do seguro-desemprego. Os auditores mencionam, por exemplo, a falta de confiabilidade nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), usado pelo governo como ferramenta do seguro-desemprego.
"O sistema pode ser baixado da internet por qualquer pessoa e não há necessidade de autenticação, ou seja, não se sabe a origem dos dados cadastrados, o que abre a possibilidade de fraudes nas ações de seguro-desemprego", diz trecho do relatório de auditoria.
Os agentes que cuidam do programa, por exemplo, não são treinados adequadamente para evitar fraudes e recebem manuais desatualizados. "Verificou-se que não há, atualmente, uma política constante de treinamento", alertam os auditores. O trabalho do TCU aponta falhas no controle da chamada "rotina de recusa", mecanismo em que o seguro-desemprego é suspenso quando o beneficiado recusa um emprego no ato do cadastramento ou quando não atende, por três vezes consecutivas, à convocação para um novo posto de trabalho.”
 
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“Seguro-desemprego e abono perdem R$ 3 bi” (Fonte: Valor Econômico)



"Autor(es): Luciano Máximo | De São Paulo



Com o argumento de combater fraudes, o governo federal decidiu cortar R$ 3 bilhões do seguro-desemprego e do abono salarial, mas não justificou que ações pretende tomar para evitar desperdícios na distribuição dos auxílios, nem como as irregularidades estão ocorrendo. Dos R$ 30 bilhões previstos inicialmente no projeto de lei orçamentária de 2011, os benefícios terão R$ 27 bilhões reservados para este ano.
Economistas e fontes governamentais consultadas pela reportagem observam que as fraudes acontecem quando desempregados elegíveis a receber o seguro-desemprego acumulam o benefício com a volta ao mercado de trabalho. Desse modo, adiam a assinatura da carteira de trabalho durante o período de validade do seguro, de três a cinco meses, com aval do empregador. Outros beneficiários recebem o seguro-desemprego enquanto mantêm uma atividade no mercado informal.
Uma das formas de racionalizar a distribuição de recursos do seguro-desemprego é condicioná-lo à distribuição de bolsas de estudo aos desempregados requerentes dentro do novo programa de expansão de escolas técnicas do governo, conforme o Valor publicou na semana passada. O Ministério do Trabalho não se pronunciou sobre o assunto.
De acordo com levantamento feito pelo jornal, os desembolsos dos programas, previstos na Constituição e custeados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e pela arrecadação do PIS/Pasep, cresceram em ritmo acelerado nos últimos cinco anos: média anual de 24% no caso do abono e 17,5% para o seguro-desemprego. Em 2010, os dois programas, somados, contemplaram mais de 15 milhões de pessoas com a distribuição de R$ 28 bilhões.
A demanda pelo seguro-desemprego demonstra um padrão de estabilidade em períodos de forte crescimento da economia e do mercado de trabalho. Em 2008, quando a atividade econômica cresceu 5,1%, o país registrou 8,793 milhões de demissões sem justa causa - principal critério para acessar o programa - e 6,822 milhões de benefícios, ou 77,6% do total de desligados, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Em 2010, período em que o país deve crescer acima dos 7%, a proporção entre demitidos e beneficiários do seguro-desemprego ficou praticamente no mesmo nível: 76,5%.
Em 2009, ano em que o país sofreu as consequências da crise financeira internacional e o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,6%, a procura pelo seguro esteve acima da média: 81,3% dos 9,157 milhões de demitidos."



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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Empresas que praticavam lide simulada pagarão dano moral de R$ 40 mil (Fonte: TRT/SC)‏



"Quatro empresas do setor de alimentos e transportes, de Santa Catarina e do Paraná, firmaram Termo de Ajuste de Conduta (TAC) proposto pelo procurador do Trabalho Marcelo D'Ambroso, depois que o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) comprovou fraudes em ações trabalhistas e rescisões contratuais, o que caracteriza lide simulada. Por dano moral coletivo as empresas doarão, a partir de janeiro de 2011, em quatro parcelas, R$ 40 mil à Delegacia da Polícia Federal em Dionísio Cerqueira.
 
O Inquérito Civil 000135.2009.12.003/6 constatou que o Super Frizzo Ltda, de Palma Sola; a Buesso e Parasium Ltda ME., de Realeza (PR); o Hippo Transportes Ltda, de Realeza (PR); a Comercial Atacadista Frizzo Ltda, de Salgado Filho (PR), entravam com ações judiciais pleiteando direitos inexistentes, simulavam ações trabalhistas usando empregados como "laranjas" e fraudavam o seguro desemprego e o FGTS através de rescisões contratuais simuladas.
 
"Se voltarem a usar de práticas como essas, descumprindo qualquer item do TAC que assinaram com o MPT, as empresas e seus gestores serão executados judicialmente e pagarão multa de R$ 40 mil por cada infração e por cada trabalhador", informa o procurador Marcelo D'Ambroso. A multa é reversível ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), ou à órgãos públicos e/ou entidades filantrópicas e de assistência ao trabalhador.
 
O combate às fraudes para descaracterizar o vínculo empregatício é uma das áreas de ação prioritárias do MPT, que instituiu em 2003 a Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho  (CONAFRET)".

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