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segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Força-tarefa do MPT e MTE resgata 34 trabalhadores no Pará" (Fonte: MPT-PA)

"Eles eram terceirizados e foram encontrados em situação degradante; a Rede Celpa será responsabilizada


Marabá (PA), 27/6/2011 – O Ministério Público do Trabalho participou de operação com o grupo móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, em que se flagrou 34 trabalhadores em condições degradantes. Eles foram arregimentados em Redenção-Pará, e levados a uma frente de trabalho distante 800 km daquele município. Por estarem em situação considerada análoga a de escravo, foram resgatados.
A operação foi iniciada com base em denúncia feita ao Ministério do Trabalho e Emprego. Havia sido informado sobre a situação precária a que 40 trabalhadores estariam sendo submetidos.
Quando a equipe chegou ao local indicado na denúncia, encontrou trabalhadores roçando mato embaixo de rede de alta tensão, sem equipamento de proteção individual (EPI) e com jornada exaustiva de mais de 11 horas diárias. Eles prestavam serviços à empresa terceirizada pela Rede Celpa – Centrais Elétricas e, em apenas 23 dias de serviço, quatro trabalhadores haviam sofrido acidente de trabalho, três por choque elétrico e um por picada de inseto.
Segundo a procuradora do Trabalho Virgínia Ferreira, do MPT em Alagoas, convocada para participar da operação no Pará, a empresa contratada pela Celpa para fornecer mão de obra, subempreitou o serviço por meio do chamado “gato”. “Os trabalhadores foram contratados por um subempreiteiro sem idoneidade financeira e largados sem  condições dignas ao ser humano: sem água potável, fazendo refeição em qualquer lugar do mato, sob sol forte, sem equipamentos de proteção. O alojamento era muito precário, sem banheiro nem chuveiro, sem ventilação, sem luz elétrica e os trabalhadores
dormiam em redes amontoadas. Uma situação deplorável”, relatou.
Os trabalhadores relataram para a procuradora que não haviam recebido nenhum treinamento para realizar o serviço, mesmo se tratando de atividade perigosa. “Eles disseram que, no primeiro dia de trabalho, dezenove foram embora. Ficaram com medo depois que dois empregados levaram choque na rede elétrica”, contou a procuradora.
Virgínia Ferreira explicou que por conta do resgate, 34 trabalhadores identificados tiveram seus contratos anotados nas respectivas Carteiras de Trabalho pela empresa terceirizada e, em seguida, os mesmos contratos foram rescindidos indiretamente. “Com isso, eles tiveram direito a receber os dias trabalhados, aviso prévio, férias e décimo terceiro proporcionais, fundo de garantia mais multa. A guia do seguro desemprego foi emitida pelo Ministério do Trabalho, em razão do resgate”, esclareceu.
O valor da rescisão chegou a 60 mil reais, sendo que três empregados foram encaminhados ao INSS, por terem sofrido acidentes de trabalho. A procuradora disse, ainda, que devido à grave situação encontrada, foram lavrados 22 autos de infração contra a empresa.
Empresa paga indenização e Rede Celpa também será responsabilizada - A procuradora do Trabalho que participou da força-tarefa realizou audiências com funcionários da Celpa e com representantes da empresa terceirizada. A Eletrojunior firmou termo de ajustamento de conduta (TAC) com o MPT, em que se comprometeu a adequar as condições de trabalho à legislação e a pagar indenização por dano moral coletivo no valor de 40 mil reais, a ser revertida em bens para o Grupo de Operações Táticas da Polícia Rodoviária Federal de Marabá.
De acordo com Virgínia Ferreira, a Celpa será chamada à responsabilidade, por não estar acompanhando a forma de contratação dos empregados da terceirizada. “A Celpa havia firmado TAC com o MPT no Pará, no qual assumiu o compromisso de exigir das prestadoras o cumprimento das obrigações trabalhistas, em especial no que tange à capacitação dos trabalhadores, devido ao risco inerente da atividade”, justificou.
E completou: "Mesmo assumindo compromisso, o único acompanhamento feito foi relativo à qualidade do serviço realizado. Para a CELPA, pouco importou a situação dos trabalhadores. Por isso, responderá, em execução, por multa superior a 500 mil reais, calculada com base nas cláusulas descumpridas", concluiu"

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Assassinatos de ambientalistas na Região Norte: “Intervenção nas áreas de conflito” (Fonte: Correio Braziliense)


“Autor(es): Edson Luiz e Leandro Kleber 

Uma semana após a primeira das quatro execuções de camponeses, Planalto convoca ministros para discutir problema e estuda criar força-tarefa federal, que atuaria na fronteira entre Acre, Rondônia e Amazonas

O governo poderá dar proteção policial às lideranças camponesas ameaçadas de morte na Região Norte do país e estuda a possibilidade de decretar uma espécie de intervenção federal em uma área de fronteira entre o Acre, Rondônia e o Amazonas. As medidas foram anunciadas ontem, após uma reunião de ministros com o presidente em exercício, Michel Temer. No encontro, foram discutidos os quatro assassinatos de ambientalistas ocorridos no Pará e em Rondônia na semana passada. A reunião, determinada pela presidente Dilma Rousseff horas antes de ela embarcar para o Uruguai, tinha como meta encontrar meios para cessar a violência na região, que está associada aos desmatamentos ilegais e à regularização fundiária.

Temer reuniu-se com os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; e com o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Após o encontro, foi anunciada a criação de um grupo interministerial, que se reunirá diariamente para discutir a violência rural. O governo ainda prometeu liberar recursos para o pagamento de diárias aos fiscais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para que eles visitem a região nos próximos dias. O Executivo também decidiu retomar a Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, para reprimir crimes ambientais.

Na coletiva concedida após a reunião, o ministro do Desenvolvimento Agrário negou que o governo tenha tomado providências somente depois dos assassinatos recentes. “Pelo contrário, antes dos óbitos, a presidente Dilma já tinha determinado a liberação de todo o recurso previsto no orçamento de 2011 para sanar os problemas na região. As providências já vinham sedo tomadas. Em função das mortes, as ações estão sendo incrementadas”, assegurou Afonso Florence.

Para Luiz Paulo Barreto, os assassinatos são caso de polícia, e não de política agrária. “A apuração desses crimes é de responsabilidade da polícia estadual, assim como a segurança pública. Mas o governo federal deverá complementar e ajudar os estados para pacificar essas regiões, em um combate efetivo a esse tipo de delito, que incomoda o Brasil e não pode mais ocorrer”, reforçou o secretário executivo do Ministério da Justiça, negando que o contingenciamento de recursos anunciado pelo governo no fim de fevereiro tenha prejudicado as operações da Polícia Federal.

Ameaças e mortes
Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), 123 pessoas estão ameaçadas de morte no país, sendo que a metade encontra-se no Pará, em Rondônia e no Amazonas. Nessa lista, já estão excluídos os nomes de José Cláudio Ribeiro da Silva, 54 anos, e de sua mulher, Maria do Espírito Santo, 53. O casal foi executado na última terça-feira, em uma emboscada, próximo a Nova Ipixuna (PA). Eles eram conhecidos na região por terem denunciado a ação de madeireiros em reservas florestais da região.

Três dias após as mortes no Pará, foi assassinado o agricultor Adelino Ramos, 57 anos, líder do Movimento Camponês Corumbiara, que também vinha denunciando a retirada de madeira ilegal em áreas de proteção ambiental de Rondônia. O principal suspeito do crime, Ozeas Vicente, foi preso ontem. Ele já cumpriu pena por posse ilegal de arma e de munição. Na noite de sábado, o agricultor Eremilton Pereira dos Santos, 25, foi vítima de pistoleiros. Ele foi encontrado sem vida por fiscais do Ibama também em nova Ipixuna.


Deputados vão acompanhar investigações
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara deve acompanhar as investigações sobre os assassinatos de ambientalistas na Região Norte. Amanhã, o colegiado votará um requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) pedindo a criação de uma comissão especial para acompanhar os casos recentes. O vice-líder do PT na Casa, Fernando Ferro (PE), também defende que a Casa acompanhe as apurações dos episódios.”


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quarta-feira, 27 de abril de 2011

“Jobim busca apoio para Comissão da Verdade” (Fonte: O Globo)


“Autor(es): agencia o globo: Evandro Éboli

BRASÍLIA. Sem alarde, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, iniciou um processo de convencimento da oposição para aprovar o projeto de criação da Comissão Nacional da Verdade no Congresso. Jobim reuniu em seu gabinete cinco líderes opositores, fez uma apresentação do projeto, argumentou que a comissão tem o apoio dos três comandos das Forças Armadas e da Secretaria Especial de Direitos Humanos.

A comissão terá poder para investigar casos de morte e desaparecimento durante a ditadura, mas sem punir responsáveis. Compareceram ao encontro com Jobim, em 30 de março, os deputados e líderes Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), Duarte Nogueira (PSDB), Rubens Bueno (PPS), Paulo Abi-Ackel (Minoria) e Sarney Filho (PV).

Os parlamentares receberam uma pasta com a íntegra da proposta do Executivo para a Comissão da Verdade e das leis que criaram a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, de 1995, e a Comissão de Anistia, de 2002.

Na conversa, Jobim assegurou que o assunto é prioridade do governo Dilma Rousseff e que não há divergências internas, como ocorreu no governo do ex-presidente Lula. Sobre os embates que teve com Paulo Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Jobim disse que a discussão evoluiu e que está afinado com a atual ministra, Maria do Rosário.”

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Riocentro: “'Informações demonstram a importância de uma Comissão da Verdade'” (Fonte: O Globo)

“A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, vai utilizar as informações publicadas pelo GLOBO sobre o conteúdo da agenda de Guilherme Pereira do Rosário, sargento que morreu na explosão da bomba no Riocentro há 30 anos, para pressionar o Congresso pela instalação da Comissão da Verdade. De acordo com a ministra, essas informações "demonstram a importância da comissão". Ao GLOBO, Maria do Rosário também criticou o fato de os inquéritos abertos sobre o caso Riocentro no Superior Tribunal Militar não terem analisado o conteúdo da agenda do sargento.
Como a senhora analisa as informações sobre o conteúdo da agenda do sargento Guilherme Pereira do Rosário?

MARIA DO ROSÁRIO: Em primeiro lugar, é muito importante que essas informações venham à tona, mesmo que 30 anos depois. É um direito que a sociedade tem de conhecer as conexões que esse caso tinha, e que se mantiveram operando depois.

Como vê o fato de que os inquéritos abertos sobre o caso Riocentro não analisaram o conteúdo da agenda?

ROSÁRIO: O fato de o Superior Tribunal Militar não ter considerado essas informações indica que os inquéritos, restritos ao universo militar, não possibilitaram que as informações desse caso tivessem tomado um curso adequado, não possibilitaram que tivessem efeito.

Os dados revelados pela agenda de Guilherme do Rosário entrarão na discussão da Comissão da Verdade?

ROSÁRIO: As informações publicadas demonstram a importância de uma Comissão da Verdade e indicam a necessidade de se instalar essa comissão. Elas indicam o quanto é preciso conhecer os fatos, e também seus efeitos já no período democrático. Com essas informações, planejo reforçar a caminhada pela aprovação da comissão no Congresso. Só com a discussão sobre a criação da Comissão da Verdade, quantas novas informações não estão surgindo? De meios de comunicação, de entidades, universidades... E um ponto importante é que esse debate está sendo trazido sem que se alimentem contradições com o meio militar de hoje. Agora, é preciso que se diga que a comissão não será um instrumento de justiça, não vai sair buscando essas pessoas (da agenda) para responsabilizá-las por algo. O que se quer é que se jogue luz nesse caso.

O governo pretende indagar, de alguma forma, o Superior Tribunal Militar sobre o caso?

ROSÁRIO: Vamos buscar esses inquéritos no STM e vamos pedir que todo o material sobre esse caso, todos os documentos e anexos, que isso seja entregue à Comissão da Verdade para que sejam analisados também pela comissão. (Alessandra Duarte e Chico Otavio)”

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Íntegra do belo discurso de posse da Ministra Maria do Rosário na Secretaria de Direitos Humanos

O ano começa com mais uma boa notícia: a nova Secretária de Direitos Humanos,  Deputada Maria do Rosário, defendeu em seu discurso de posse a formação da Comissão da Verdade. Quanto à recente decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, sobre os desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, afirmou: "Com total tranquilidade e unidade de pensamento e ação no Poder Executivo estaremos desenvolvendo ações que respondam às indicações desse organismo que integramos". Segue abaixo link para a íntegra de seu discurso.

Destaco que defendeu também a Ministra a aprovação da PEC do Trabalho Escravo (como já havia feito com vigor o ex-Ministro Nilmário Miranda, que teve excelente desempenho na Secretaria de Direitos Humanos). 

As referidas iniciativas merecem elogios. O discurso de posse e a corajosa atuação da Deputada Maria do Rosário na Câmara dos Deputados, onde participou da Comissão de Mortos e Desaparecidos e também presidiu a Comissão de Educação e Cultura, demonstram que os defensores dos direitos humanos possuem motivos para celebrar sua escolha pela Presidenta Dilma (http://www.direitoshumanos.gov.br/ministro). 


A Ministra Maria do Rosário havia coordenado o Programa de Governo da Presidenta Dilma nas áreas de Direitos Humanos, Educação e Políticas para as Mulheres.

Maximiliano Nagl Garcez

Advocacia Garcez

A íntegra do discurso de posse da Ministra está disponível em http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%2003_01_2010.pdf