domingo, 25 de novembro de 2012

Eletrobras não receberá ajuda do Tesouro (Fonte: Valor)

"O abismo em que mergulharam as ações da Eletrobras e as dúvidas que contaminam sua musculatura financeira não levarão a um socorro de capital por parte do Tesouro Nacional. Apesar de a possibilidade ter sido sinalizada, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, disse que se trata de uma hipótese descartada pelo governo.
"Não tem essa coisa de que o Tesouro vai por dinheiro. A Eletrobras não vai virar uma empresa dependente. O que ela vai fazer é buscar bons negócios e, com isso, atrair investidores", disse Zimmermann, em entrevista ao Valor.
Zimmermann rebateu as acusações de que o governo pilotou a decisão da Eletrobras para renovar suas concessões que vencem entre 2015 e 2017 a partir das novas condições apresentadas, em vez de seguir à frente dos contratos com base nas regras atuais de remuneração. "A Eletrobras fez a sua avaliação e elaborou uma nota técnica, que foi apresentada ao seu conselho e à diretoria. Ela analisou se era melhor ou não prorrogar a concessão. Essa análise mostra que, considerado o valor presente liquido da receita prevista para os dois caminhos, há uma diferença favorável para prorrogar", comentou.
Pelos cálculos do MME, a receita anual da Eletrobras cairá de R$ 32 bilhões para R$ 24 bilhões a partir do ano que vem. Segundo Zimmermann, o BNDES será o principal agente financeiro nos futuros projetos da empresa. "A Eletrobras sabe que, se decidir disputar um leilão, consegue financiamento do BNDES. Além disso, a empresa vai receber R$ 14,5 bilhões pelas indenizações dos bens não amortizados. Isso é dinheiro na veia", disse. "Uma série de ativos novos estão entrando em operação, como as usinas de Simplício, Batalha e Passo São João. Haverá remuneração suficiente para ela manter todos os seus compromissos. A Eletrobras continuará a ter vida própria."
Até o dia 4 de dezembro, Eletrobras, Cesp, Cemig e demais empresas que têm hidrelétricas e linhas de transmissão com contratos em fase de vencimento a partir de 2015 terão de dizer se aceitam ou não a proposta da União. Apesar de toda a pressão de agentes do setor para que o governo prorrogue o prazo da Medida Provisória 579, esta possibilidade está descartada, segundo o secretário-executivo do MME. "A medida provisória está em vigor e não tem como mudar. Em nenhuma hipótese o governo vai permitir que alguém se aproprie de um bem que tem de ir para a sociedade", disse Zimmermann. "Não podemos dar esses bens para meia dúzia de acionistas. Por que passar o potencial hidrelétrico eternamente para alguém que já recuperou os investimentos? Essas empresas não podem se apropriar de algo que não lhes pertence..."

Íntegra disponível em http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/23/eletrobras-nao-recebera-ajuda-do-tesouro

Nenhum comentário:

Postar um comentário