sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tarifas da Copel serão reduzidas, em média 18% para o consumidor residencial e 30% para a indústria (Fonte: Arapoti Notícias)

"A conta de energia elétrica vai ficar mais barata a partir de fevereiro no Paraná. As novas tarifas serão votadas nesta quinta-feira (24/01) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A redução deve ser, em média, de 18% para o consumidor residencial e em torno de 30% para a indústria.
“As tarifas da Copel serão reduzidas. O Paraná contribuiu para esta redução quando a Copel renovou sua concessão de transmissão”, diz o governador Beto Richa. Ele destaca que o Paraná faz um grande sacrifício para contribuir com a queda no preço da energia no País.
Segundo Richa, as novas regras federais impõem perdas enormes ao Estado. Somente a queda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre o consumo de eletricidade, chega a R$ 450 milhões. A Copel vai perder quase R$ 200 milhões por ano da receita de transmissão. “Mas tudo isso em favor da redução da tarifa para os paranaenses”, afirma Richa..."


Íntegra disponível em: http://www.arapotionline.com.br/noticias/1221/as-tarifas-da-copel-serao-reduzidas-em-media-18-para-o-consumidor-residencial-e-em-torno-de-30-para-a-industria/

Desemprego na Espanha atinge 55% dos jovens (Fonte: O Globo)

"-MADRI- Em recessão desde 2011, o desemprego na Espanha alcançou no ano passado seu maior patamar histórico, desde que o governo começou a medir o fenômeno estatisticamente nos anos 1970. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o índice de desemprego subiu para 26% da população economicamente ativa no quarto trimestre de 2012, acima dos 25% registrados no trimestre anterior. O percentual representa 5,97 milhões de desempregados, afetando principalmente pessoas com menos de 30 anos e imigrantes. Esse quadro, mais de o dobro em relação à média da União Europeia (UE), vem provocando um êxodo de jovens espanhóis para outros países.
O desemprego na Espanha afeta 55% dos jovens que buscam trabalho. Segundo o INE, o número de trabalhadores ativos entre 16 e 24 anos diminuiu em 166 mil pessoas no quarto trimestre de 2012. Isso equivale a uma queda de 8,9% desse contingente em apenas três meses. O número total dessa faixa etária de trabalhadores somou 1,68 milhão de pessoas, uma taxa de atividade de 41,03%, frente aos 44,37% do mesmo período em 2011. — Nós ainda não vimos o fundo do poço e o desemprego vai continuar a aumentar durante o primeiro trimestre — previu o estrategista do Citigroup, José Luiz Martinez..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/desemprego-na-espanha-atinge-55-dos-jovens/?searchterm=

Richa negocia entrada do PMDB em secretariado (Fonte: Valor Econômico)

"A reforma do secretariado do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ainda não acabou. Um dia depois de anunciar dez mudanças na equipe, que incluíram a troca de comando nas estatais Copel e Sanepar, ele disse que vai continuar conversando com representantes do PMDB, partido que o tucano quer ter como aliado na busca da reeleição, em 2014.
Durante evento para falar de ações para combater a dengue, Richa defendeu a escolha do deputado federal Ratinho Junior (PSC), que vai assumir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. "É uma liderança em ascensão no Paraná, é trabalhador e, quem o conhece, sabe que é uma pessoa que tem grandes qualidades", respondeu, ao ser questionado sobre o assunto..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/richa-negocia-entrada-do-pmdb-em-secretariado/?searchterm=

STF dá 150 dias para nova regra de fundo (Fonte: O Estado de S.Paulo)

"Lewandowski prorroga regra atual de distribuição de recursos aos Estados, mas define prazo para que o Congresso crie outra fórmula.
O presidente interino do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, prorrogou ontem por 150 dias a vigência dos atuais critérios de distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados - as regras haviam sido consideradas inconstitucionais pela própria Corte em 2010.
O ministro tomou adecisão ao analisar pedidos de liminares feitos pelos governos de Minas, Maranhão, Pernambuco e Bahia, que queriam preservar os recursos do FPE como estão até que o Congresso crie novas regras..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/stf-da-150-dias-para-nova-regra-de-fundo/?searchterm=

Triunfo coloca hidrelétrica no Sul à venda (Fonte: Valor Econômico)

"A Triunfo Participações e Investimentos (TPI), especializada em concessões de infraestrutura e uma das controladoras do aeroporto de Viracopos (SP), ratificou sua decisão de colocar à venda toda a participação em sua hidrelétrica de Santa Catarina. A decisão foi tomada pelo conselho de administração da companhia e divulgada ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os recursos serão destinados a novos projetos.
A hidrelétrica, da subsidiária Rio Canoas, é responsável por elevar o patamar de endividamento da Triunfo, cuja dívida líquida foi 3,9 vezes superior à geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ao fim do terceiro trimestre do ano passado. Devido ao projeto, a estimativa é que a dívida eleve ainda mais a alavancagem..."


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Só 5% dos aposentados não voltariam a trabalhar (Fonte: O Estado de S.PAulo)

"Com mercado de trabalho aquecido, aposentados aproveitam a falta de mão de obra qualificada para permanecer por mais tempo na ativa.
O aquecimento do mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos animou os profissionais aposentados. Hoje, num cená­rio de baixo desemprego em que há demanda por mão de obra qualificada, apenas 5% dos aposentados não pretendem voltar a trabalhar, segundo pes­quisa da Vagas Tecnologia.
O levantamento mostra tam­bém que 47% dos aposentados continuam trabalhando, en­quanto 48% estão sem emprego. Apesquisa foi feita entre novem­bro e dezembro do ano passado e teve a participação de 476 profissionais - sendo 82% de apo­sentados - por meio dos currícu­los cadastrados..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/so-5-dos-aposentados-nao-voltariam-a-trabalhar/?searchterm=

Receita de Itaipu bancará desconto também em 2014 (Fonte: O Estado de S.Paulo)

"Governo, porém, não esclarece o efetivo comprometimento das receitas que tem a receber de Itaipu ao longo dos próximos anos.
O governo vai usar a receita que tem a receber da Hidrelé­trica de Itaipu para bancar o desconto da coeta de luz tam­bém em 2014. Pelas contas do Tesouro, o valor que será ante­cipado no ano que vem será no mesmo montante do usado es­te ano: R$ 8,5 bilhões.
O tamanho efetivo do compro­metimento das receitas que o go­verno tem a receber de Itaipu ao longo, dos próximos anos ainda está longe de ser esclarecido. Pa­ra o período entre 2015 e 2017, o governo não deu nenhuma expli­cação. Segundo técnicos do Te­souro, as concessões das usinas que não foram renovadas este ano - pertencentes à Copei, Cemig e Cesp - serão devolvidas e relicitadas por um preço de ener­gia mais baixo, o que vai diminuir a necessidade de aportes adicio­nais do Tesouro para garantir o desconto. A partir de 2017, a esti­mativa é d,e que os gastos anuais recuem para R$ 3 bilhões..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/receita-de-itaipu-bancara-desconto-tambem-em-2014/?searchterm=

FPE: Lewandowski mantém lei antiga por 5 meses (Fonte: O Globo)

"Ministro diz que indeferimento da liminar prejudicaria os estados, com "prejuízos irreparáveis à população."
O presidente interino do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, deu ontem liminar estendendo por mais 150 dias a validade da antiga regra de divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A liminar perderá o efeito se o Congresso aprovar uma lei antes. A decisão foi tomada diante de uma ação proposta pelos governos de Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco. Depois, outros quatro estados pediram ao STF para participar da ação: Goiás, Ceará, Paraíba e Alagoas. Os governos pediram a manutenção dos critérios de rateio do FPE até que o Congresso aprove outra fórmula.
Na decisão, Lewandowski explica que os estados têm direito ao repasse do fundo e que, sem uma regra clara, os recursos poderiam ficar comprometidos: "Constato que eventual indeferimento desta medida cautelar poderia ensejar (...) grave desequilíbrio econômico para os estados requerentes, com prejuízos irreparáveis à população..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/fpe-lewandowski-mantem-lei-antiga-por-5-meses/?searchterm=

Energia mais barata custa caro ao Tesouro (Fonte: Correio Braziliense)

"Dos cofres públicos sairão R$ 8,46 bilhões para garantir a redução da conta de luz neste ano. O valor é o dobro do previsto inicialmente, porque algumas empresas não aceitaram a medida.
Para o governo cumprir a promessa de reduzir em média 20,2% as contas de luz de todas as residências e empresas do país, o Tesouro Nacional terá de desembolsar pelo menos R$ 8,46 bilhões este ano. O montante, duas vezes e meia superior aos R$ 3,3 bilhões originalmente previstos, se refere aos encargos incidentes na tarifa, que passaram a ser bancados pela União e, sobretudo, às parcelas das empresas que não aderiram ao pacote do governo, anunciado em setembro do ano passado.
Os recursos federais aportados serão obrigatórios ao longo de cinco anos, reduzindo à medida que forem vencendo as concessões das companhias Cesp (SP), Cemig (MG), Copel (PR) e Celesc (SC). Essas estatais não fizeram a renovação antecipada dos contratos com data final entre 2015 e 2017. As usinas que ficaram fora do acordo serão devolvidas ao governo e depois licitadas com remuneração menor. A conta dos aportes poderá passar de R$ 9 bilhões em 2014, dependendo da conjuntura..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/energia-mais-barata-custa-caro-ao-tesouro

Bob's assina acordo para não realizar revista íntima nos empregados (Fonte: Painel Notícias)

"Em caso de descumprimento, empresa pagará uma multa diária de 500 reais.
Maceió/AL – Após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho(MPT) na justiça do Trabalho a  lanchonete Bob’s, localizada no Aeroporto Zumbi dos Palmares, assinou um termo conciliação visando se adequar a legislação trabalhista. Com o acordo, a empresa não poderá realizar mais revista íntima nos empregados.
 Entende-se por revista pessoal toda e qualquer revista em que haja, ou não, contato físico ou exposição visual de partes do corpo ou objetos pessoais, incluindo, bolsas, sacolas, mochilas e demais pertences pessoais do trabalhador..."


Íntegra disponível em: http://www.painelnoticias.com.br/noticia/2013/1/24/bobs_assina_acordo_com_o_mpt_para_nao_realizar_revista_intima_nos_empregados

Distribuidoras ficam descobertas e pedem socorro ao governo (Fonte: Valor Econômico)

"Sem dinheiro em caixa para arcar com os custos milionários da geração térmica no curto prazo, as distribuidoras de energia elétrica pediram socorro ao governo federal. Segundo Marco Delgado, diretor da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), uma das propostas encaminhadas às autoridades em Brasília é a concessão de um empréstimo emergencial para financiamento de capital de giro das empresas. A ideia é que esse financiamento seja subsidiado e setorial, para todas as companhias.
Além das despesas com a geração térmica, que custou ao país R$ 900 milhões em dezembro, as distribuidoras também ficaram mais expostas aos preços da energia no mercado disponível (spot) a partir de dezembro, quando venceram contratos de energia nova, levada a leilão em 2005. Segundo Delgado, as companhias possuem hoje um déficit de 2 mil MW, que terá de ser comprada no mercado spot, por preços exorbitantes. Em janeiro, os preços se situaram em torno de R$ 400 por MWh..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/distribuidoras-ficam-descobertas-e-pedem-socorro-ao-governo

Risco de oferta pode ser em energia e mão de obra (Fonte: Valor Econômico)

"Os analistas de atividade econômica tiveram dificuldades, ontem, para identificar o descompasso entre oferta e demanda apontado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A única certeza é que ele não se referia à indústria, cuja capacidade instalada está próxima à média histórica, com espaço para avanço da produção. Para economistas, os diretores do Banco Central poderiam estar pensando na oferta de energia elétrica ou no setor de serviços, devido à falta de mão de obra qualificada.
Dentro da indústria, uma exceção pode ser apontada, mas ela foi pontual e deve desaparecer nos próximos meses. Devido aos incentivos ao consumo, a produção de bens duráveis apresentou um desempenho descolado dos demais, segundo Aloísio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para ele, esse setor está numa condição "totalmente extraordinária", já que, passado o último repique de consumo provocado pela isenção fiscal, as vendas e a produção do setor devem voltar a caminhar em ritmo mais próximo do padrão..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/risco-de-oferta-pode-ser-em-energia-e-mao-de-obra

Eletrobras revê planos no exterior após a renovação das concessões (Fonte: Valor Econômico)

"Com a perda de receita estimada em R$ 8,7 bilhões, devido à renovação onerosa das concessões elétricas, a Eletrobras decidiu reavaliar seu ambicioso plano de internacionalização. A meta da companhia, que ainda não tem um ativo operacional fora do país, era chegar a 2020 com 10% de seu faturamento no exterior.
O primeiro sinal da pisada no freio no plano foi dado na Nicarágua, onde a Eletrobras participa do projeto de construção da hidrelétrica de Tumarín, de 253 MW, em parceria com a Queiroz Galvão. Segundo apurou o Valor, em outubro do ano passado, logo após manifestar ao governo o interesse em prorrogar as concessões, a empresa interrompeu os processos de contratação relativos às obras da hidrelétrica. A expectativa da estatal é retomar o projeto no fim deste ano.
"No momento, a Eletrobras reavalia todos os seus ativos e também seus planos, diante da nova realidade do setor", confirmou a estatal ao Valor. "Quando a empresa tiver definido os seus planos, eles serão informados ao mercado pelos canais institucionais", completou, informando que a internacionalização da empresa continua a fazer parte de sua estratégia empresarial..."


Íntegra disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/25/eletrobras-reve-planos-no-exterior-apos-a-renovacao-das-concessoes

Dumping social - indenização deve ser requerida pelo ofendido (Fonte: TST)

"A prática do chamado dumping social aos poucos começa a ser identificada em alguns processos trabalhistas existentes. Como ainda é um fenômeno pouco difundido entre a classe trabalhadora, a constatação dessa prática ilícita acaba ocorrendo tardiamente, já no curso do processo e pelo próprio julgador, que não poderá determinar o pagamento de indenização de ofício.
Entenda o dumping social
O termo dumping foi primeiro utilizado no Direito Comercial, para definir o ato de vender grande quantidade de produtos a um preço muito abaixo do praticado pelo mercado. No Direito Trabalhista a ideia é bem similar: as empresas buscam eliminar a concorrência à custa dos direitos básicos dos empregados. O dumping social, portanto, caracteriza-se pela conduta de alguns empregadores que, de forma consciente e reiterada, violam os direitos dos trabalhadores, com o objetivo de conseguir vantagens comerciais e financeiras, através do aumento da competitividade desleal no mercado, em razão do baixo custo da produção de bens e prestação de serviços.
Várias são as práticas que podem configurar o dumping social, como o descumprimento de jornada de trabalho, a terceirização ilícita, inobservância de normas de segurança e medicina do trabalho, entre outras.
Iniciativa da parte
Os artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil preconizam que o juiz deve decidir nos limites em que foi proposta a ação, sendo-lhe vedado conhecer de questões que a lei exija a iniciativa da parte, proferir sentença em favor do autor de natureza diversa da pedida ou condenar o réu em quantidade superior ou em objetivo diverso do que foi demandado. Assim, mesmo havendo a prática do dumping social, se o ofendido não pleitear indenização na petição inicial, o juiz não poderá condenar a empresa ofensora a reparar o dano, caso identifique a prática no decorrer do processo.
Foi assim que o TST julgou recursos envolvendo indenização por dumping social em 2012. No julgamento do processo RR - 78200-58.2009.5.04.0005, ocorrido em novembro, o relator, ministro Ives Gandra Martins Filho (foto), da Sétima Turma, reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), que havia determinado o pagamento de indenização por dumping social, mesmo não havendo pedido do trabalhador na petição inicial.
O ministro explicou que apesar de haver expressa previsão legal de reparação dos danos patrimoniais e extrapatrimoniais causados a qualquer interesse difuso ou coletivo, o CPC determina a vinculação do juiz aos pedidos do autor. Portanto, o julgador deverá decidir a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe proibido conhecer de questões não suscitadas pela parte.
Outro não foi o entendimento do ministro Walmir Oliveira da Costa, relator do RR - 11900-32.2009.5.04.0291, julgado em agosto pela 1ª Turma. O TRT-4 havia mantido a condenação da Ambev ao pagamento de R$100 mil pela utilização de mão de obra ilicitamente contratada. No entanto, na inicial não havia qualquer pedido de indenização por dumping social. A decisão foi de ofício, após a análise dos fatos e provas demonstrarem a prática ao longo dos anos.
O ministro Walmir reformou a decisão das instâncias inferiores com os mesmos fundamentos adotados pelo ministro Ives. Ele afirmou que, de fato, a atividade jurisdicional não pode aceitar práticas abusivas de empresas que contratam mão de obra precária, desrespeitando as garantias trabalhistas com o intuito de aumentar seus lucros. No entanto, para que haja condenação pela prática de dumping social, deve ser observado o procedimento legal cabível, principalmente "em que se assegure o contraditório e a ampla defesa em todas as fases processuais, o que, no caso concreto, não ocorreu", explicou.
Difusão
Esses dois importantes julgados chamam a atenção para a necessidade de difundir o que é o dumping no âmbito trabalhista, a fim de punir os empregadores que insistem em desrespeitar direitos dos empregados com o fim de crescimento econômico desleal. É uma prática bastante comum, porém pouco conhecida pela classe trabalhadora, que muitas vezes tem seus direitos violados reiteradamente, mas acaba aceitando a situação.
Portanto, reconhecida qualquer prática que configure dumping social, ao demandar em juízo, o ofendido deve incluir a pretensão de reparação na inicial da ação trabalhista. Caso contrário, o ilícito pode ficar sem a devida punição, já que ao julgador é vedado deferir a indenização de ofício, conforme decidido pelo TST nos processos supracitados.
Dano coletivo
O Enunciado nº 4 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho, ocorrido em 2007 no TST, dispõe que essa violação reincidente e inescusável aos direitos trabalhistas gera dano coletivo, já que, com tal prática, desconsidera-se, propositalmente, "a estrutura do Estado social e do próprio modelo capitalista com a obtenção de vantagem indevida perante a concorrência".
Empresas que praticam o dumping são consideradas fraudadoras e causam danos não apenas aos seus empregados, mas também a empregadores que cumprem com seus deveres trabalhistas, pois eles acabam sofrendo perdas decorrentes da concorrência desleal. Com a constatação da prática ilícita e do dano, surge o dever de reparar os ofendidos."


Extraído de: http://www.tst.jus.br/noticias/-/asset_publisher/89Dk/content/dumping-social-indenizacao-deve-ser-requerida-pelo-ofendido?redirect=http%3A%2F%2Fwww.tst.jus.br%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_89Dk%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D2

Menos gastos com seguro-desemprego (Fonte: Valor Econômico)

"Trabalhadores que fazem pedido de seguro-desemprego pela terceira vez em um intervalo de dez anos são obrigados, desde o ano passado, a frequentar um curso de qualificação para continuar recebendo o benefício. A Lei 12.513/11 desagradou aos segurados, que encaram a obrigatoriedade do curso como um empecilho ao recebimento do seguro.
Mas a mudança nas regras para concessão do seguro ajudou a aliviar as contas do Tesouro. Entre janeiro e novembro do ano passado, os gastos reais com seguro-desemprego recuaram 5,4% na comparação com igual período de 2011, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. O pagamento do benefício acumulado até novembro somou R$ 22,8 bilhões.
Desde o ano passado, brasileiros que fazem o pedido do seguro-desemprego pela terceira vez em um intervalo de dez anos são obrigados a frequentar um curso de qualificação, caso não queiram perder o benefício. Em todo o país, foram quase 50 mil matrículas efetivadas em 2012. Mas a Lei 12.513/2011 desagradou aos segurados. Eles encaram a obrigatoriedade do curso como um empecilho ao recebimento do seguro..."