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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Samek fica em Itaipu e libera acordo com o PSB (Fonte: Valor Econômico)

"O Partido dos Trabalhadores contou ontem com uma ajuda do governo federal para destravar as negociações com o PSB. O diretor-geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek, foi reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff e, com isso, abandona as pretensões de concorrer à Prefeitura de Foz do Iguaçu. A decisão, publicada no "Diário Oficial da União", mantém Samek à frente da usina por mais cinco anos, até maio de 2017.
Sem Samek, o PT abre caminho para uma coligação com o PSB, cujo pré-candidato é o deputado estadual Reni Pereira.
No Paraná, a meta do PT é crescer de 35 para 50 prefeituras, como forma de preparar o terreno para o lançamento de uma candidatura ao governo do Estado, em 2014, seja com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ou com seu marido, o também ministro Paulo Bernardo, das Comunicações. A primeira opção é Gleisi.
"A dúvida é se a [presidente] Dilma vai liberá-la", afirma a ex-ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, presente no encontro.
..."

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Paraguay reclama precio justo por energía de Itaipú (Fonte: Palamento del Mercosul)

"La Presidencia de la Delegación de Paraguay en el Parlamento del MERCOSUR, consonante con los legítimos y largamente postergados derechos del país de obtener la máxima rentabilidad del aprovechamiento hidroeléctrico de los recursos hídricos del río Paraná, urge al Gobierno Nacional acelerar las gestiones para el cumplimiento de lo estipulado en el punto 6 de la Declaración del 25 de julio de 2009, emitida por los presidentes Inacio Lula Da Silva y Fernando Lugo.

Dicho documento, antecedente inmediato de la Nota Reversal del 1 de setiembre del mismo año, suscrito en nuestra ciudad capital por los cancilleres de Brasil y Paraguay, hace mención a la soberana potestad del Paraguay de comercializar a precio de mercado el porcentaje de energía de su propiedad generada por la usina de Itaipú, en virtud al Tratado bilateral del 26 de abril de 1973.

Si bien el Brasil tiene la Opción Preferencial de Compra del excedente paraguayo, en consideración al Derecho de Preferencia entre socios comerciales, también es una certeza jurídica irrebatible que la energía adquirida a Itaipú por la ANDE forma parte del patrimonio eléctrico del Paraguay y legalmente pasible de ser ofertada y vendida en libre cotización a terceros mercados si eventualmente el Brasil no aceptare tales condiciones de transacción o no hiciere uso de su privilegio.

Hoy día, el socio condómino adquiere el remanente paraguayo a precios inferiores inclusive al costo de producción de la energía, o sea, la compra a valores inmoralmente impuestos y distanciados del Justo Precio que estipula el Numeral IV del Acta Final del 22 de junio de 1966, suscrita en Foz de Iguazú, precedente principal del Tratado de Itaipú.

Es seguro que las autoridades brasileñas arguyan, como es habitual, las corroídas cantinelas de que la energía de Itaipú no podrá comercializarse con fines de lucro, que solo es para el consumo interno de los condóminos, y que los sobrantes serán cedidos en exclusividad a uno u otro copropietario, agregando que la pretensión paraguaya pertenece al campo de las innovaciones y el Tratado únicamente podrá reformarse en 2023, luego de medio siglo de su firma.

Ocurre que el Planalto e Itamaratí se mofan sutilmente del Paraguay al carecer el país todavía de la infraestructura pertinente para la transmisión de energía almacenada, situación que al parecer se subsanará parcialmente cuando se habilite formalmente la Línea de 500 Kv en los primeros meses del 2013; mientras, no nos resta otra alternativa ni salida que transferir al socio, y a costo de expoliación, esa colosal fuerza ociosa que alimenta cuasi gratuitamente a importantes industrias manufactureras y zonas residenciales densamente pobladas de los estados fronterizos del Brasil.

En consecuencia, la Delegación Parlamentaria en el Parlamento del Mercosur exige al Ejecutivo compatriota que vigile muy de cerca el matemático cumplimiento de los plazos fijados en las cláusulas contractuales del proyecto en marcha, de manera que el emprendimiento que se extenderá desde la subestación de Hernandarias a su análoga de Villa Hayes concluya en el tiempo acordado, para posteriormente iniciar de inmediato la construcción de una segunda línea de similar envergadura que la hoy ejecutada, con lo cual dispondremos a discreción de la totalidad del potencial energético que nos corresponde, digamos, con sensato optimismo, aproximadamente hacia finales del 2014.

Igual diligencia deberá imprimirse en la hidroeléctrica de Yacyretá donde se reproduce fielmente lo que acontece en Itaipú: Argentina beneficiándose mayúsculamente con la energía producida y devorada a precio de remate, en tanto que Paraguay se contenta con recibir degradantes mendrugos, justamente por la ausencia de redes de transmisión más la mansedumbre encubridora de los funcionarios del área.

Una vez que la patriótica visión de la libre disponibilidad de nuestro caudal energético se trasmute en realidad, nuestra República levantará vuelo al fin y un inmenso abanico de rentables negocios se abrirá gracias a la corriente eléctrica abundante, barata, limpia y renovable, que sin lugar a dudas captará la inversión masiva de capitales locales y foráneos, atrayendo en simultáneo la interesada atención de virtuales compradores del aséptico combustible.-

Mayo de 2012"
Extraído de http://www.parlamentodelmercosur.org/innovaportal/v/6296/1/secretaria/paraguay_reclama_precio_justo_por_energia_de_itaipu.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

Brasil defende elevar geração em Itaipu (Fonte: Valor Econômico)

"O governo brasileiro pretende retomar as negociações com o Paraguai e a Argentina para ampliar a produção de energia da hidrelétrica de Itaipu. O objetivo é permitir que a usina acione simultaneamente suas 20 turbinas, aumentando a produção elétrica. Pelo acordo atual, apenas 18 unidades podem operar ao mesmo tempo.
..."
Extraído de http://www.valor.com.br/empresas/2648532/brasil-defende-elevar-geracao-em-itaipu

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Itaipu Binacional alcançou duas novas marcas históricas em 2012. A usina bateu o recorde no quadrimestre e teve o melhor mês de abril de todos os tempos em geração de energia elétrica (Fonte: Itaipu)

"A Itaipu Binacional alcançou duas novas marcas históricas em 2012. A usina bateu orecorde no quadrimestre e teve o melhor mês de abril de todos os tempos emgeração de energia elétrica.
De janeiro até o último mês, a hidrelétrica produziu um total de 32.913.663 milhões demegawatts-hora (MWh). No mês passado, a produção foi de 8.193.226 MWh, superandoo recorde de abril de 2009 (8.142.752 MWh).
Se a partir de agora for mantida a mesma média de produção de maio a dezembro de 2008, a Itaipu estabelecerá em 2012 um novo recorde histórico mundial. A produçãoatual  é 2% maior do que a registrada daquele ano, quando a usina gerou 94.684.781MWh.

Mês de abril
    

Comparado com os meses de abril de anos anteriores, o crescimento foi de 17% emrelação a 2011; 31% em comparação ao mesmo período de 2010; 0,6% a mais do que emabril de 2009 (recorde anterior do mês); e 2% acima da produção de abril de 2008.
  
32.913.663 milhões de MWh
Os 32.913.663 milhões de MWh produzidos somente nos quatro primeiros meses de 2012 seriam suficientes para suprir as necessidades de consumo de energia elétrica doestado do Paraná por um ano e três meses; do estado do São Paulo por três meses eseis dias; dos estados da Região Sul por cinco meses e meio; da cidade de São Paulopor um ano e dois meses; ou de todo o Paraguai por três anos.
  
Demanda e produção
Os principais aspectos que contribuíram para o recorde do quadrimestre e do mês deabril foram a crescente demanda dos sistemas brasileiro e paraguaio e a ampliação doslimites de geração de Itaipu em 60 hertz (Hz), que possibilitou à usina, a partir dasegunda semana de abril, mandar mais energia para suprir a demanda da Região Sul,que passa por um longo período de estiagem.
Para o superintendente de Operação, Celso Torino, o resultado  foi possível graças"aos esforços diários das equipes da Itaipu e de uma ação coordenada entre abinacional, a Ande, a Eletrobras, o Operador Nacional do Sistema (ONS), Furnas eCopel". "Esse novo recorde é resultado de um trabalho coletivo que envolve Itaipu esuas parceiras no setor elétrico brasileiro e paraguaio", avaliou Torino.
 
Itaipu teve ainda uma mãozinha de São Pedro. Na última semana de abril choveubastante na área do entorno do reservatório: cerca de 200 milímetros. Em apenasquatro dias de chuva, a vazão na bacia incremental passou de 1,8 mil metros cúbicosde água por segundo (m³/s) para 6,1 mil m³/s.
  
Recorde diário
    

No sábado e domingo normalmente a carga é menor do que em dias úteis, mas nesseúltimo fim de semana Itaipu manteve a geração em patamares elevados para aproveitara vazão afluente ao reservatório e evitar vertimentos
No sábado (28), a produção chegou a 12.229 MW médios, superando em muito a médiados demais sábados de abril, que teve como geração média 10.761 MW. Inclusive, foiestabelecido, nesse dia, um novo recorde de geração diária na ciclagem de 60 Hz daItaipu: 6.354 MW.
  
No domingo (29), a geração chegou a 11.690 MW médios. A média dos demais domingosde abril foi de 10.639 MW.
  
A maior do mundo
    

A usina de Itaipu é, atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo em geração deenergia limpa e renovável. Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potênciainstalada, em 2011 forneceu 16,99% da energia consumida no Brasil e abasteceu 72,91% do consumo paraguaio."

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Aneel: hidrelétricas pagam R$ 194,2 milhões em compensação financeira (Fonte: CanalBio Energia)


"As empresas responsáveis pela geração de energia por meio de usinas hidrelétricas repassaram, em abril, R$ 194,2 milhões a municípios, Estados e União pela utilização de recursos hídricos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse valor inclui os royalties cobrados da usina de Itaipu, localizada na fronteira com o Paraguai.

De acordo com a Aneel, os valores foram arrecadados de 93 empresas do setor elétrico, responsáveis por 175 usinas hidrelétricas e 185 reservatórios. A responsabilidade de arrecadar e distribuir a compensação e os royalties do setor é da própria agência.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o valor da compensação financeira somou R$ 728,88 milhões. Desse total, R$ 590,75 milhões foram distribuídos às unidades da federação por meio da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e R$ 138,12 milhões através dos royalties de Itaipu.

Em abril, R$ 156,73 milhões da CFURH foram repassados a 688 municípios de 22 Estados, ao Distrito Federal e à União. Já os recursos arrecadados com royalties (R$ 37,51 milhões) foram entregues a 342 municípios de cinco Estados, ao Distrito Federal e à União.

Ao dividir o montante arrecadado, os municípios ficam com 45% e outros 45% vão para os Estados. A legislação permite que o dinheiro seja aplicado apenas em programas de saúde, educação e segurança. No entanto, não pode ser usado para o pagamento de pessoal ou abater dívidas, exceto se o credor for a União.

Os 10% restantes ficam com a União, que repassa à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e aos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia."

sexta-feira, 9 de março de 2012

Itaipu prevê que governo aprovará aumento de tarifa para ao Paraguai (Fonte: Jornal da Energia)

"A vice-ministra de Minas e Energia do Paraguai, Mercedes Canese, afirma que a Itaipu Binacional, empresa que administra a hidrelétrica de Itaipu, terá que ajustar seus custos de produção caso o Brasil não aceite o aumento do valor da tarifa da energia elétrica vendida pelo governo paraguaio.
No último dia 24, o Paraguai pediu que o Brasil aceite a proposta de aumento do valor pago por sua parcela na energia da usina, que passaria dos atuais US$ 22,60 para US$ 24,30 quilowatt/mês - um reajuste de 7,2%.
A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores paraguaio, Jorge Lara de Castro, ao embaixador brasileiro, Eduardo dos Santos. Segundo o governo do país vizinho, a “correção” já foi aprovada pelo centro de custo de Itaipu e apresentada ao conselho de administração da empresa em outubro de 2011.
“É simples: ou se reajusta a tarifa ou se reduzem os custos”, diz a ministra. Segundo Mercedes, reduzir os custos de produção seria “um pouco mais complicado” do que reajustar as taxas pagas pela Eletrobras e pela Ande, já que há despesas “que não se pode modificar”.
De acordo com ela, o eventual ajuste de custos poderia ser feito por meio da renegociação da dívida de, segundo Itaipiu, cerca de US$ 16 bilhões que a empresa binacional tem com a Eletrobras, que financiou a construção da hidrelétrica. A ministra considera a dívida "espúria" e diz que as atuais condições são inviáveis.
O Tratado de Itaipu, firmado em 1973, estabelece que os dois países têm direito a usar 50% da energia gerada pela hidrelétrica binacional. Como utiliza apenas 5% do que teria direito, o Paraguai vende o restante ao Brasil. Segundo Mercedes, o acordo também prevê que a tarifa deve ser igual aos custos de produção.
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, afirma que o valor da tarifa não é reajustado há três anos e diz que não considera a hipótese de o governo brasileiro recusar a proposta paraguaia.Segundo Samek, a tarifa se manteve estável graças, em parte, à valorização do real e do guarani, a moeda paraguaia, em relação ao dólar. Mantido este cenário, o diretor brasileiro afirma que o reajuste de 7,2% pleiteado pelo governo paraguaio não afetará o consumidor final dos dois países e a empresa binacional poderá “caminhar bem por mais uns três anos”.
“A variação cambial é um importante componente nesta discussão. Se o dólar ficar na casa de R$ 1,75 ou R$ 1,80, não haverá impacto algum para o consumidor final. Se cair mais que isso, aí sim”. Samek ainda revela que, inicialmente, o governo paraguaio cogitava propor que o valor subisse para US$27. “Foi um custo para chegarmos a este valor [de US$ 24,30]"."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Itaipu prevê antecipar retorno de turbina; manutenção foi coberta por seguro (Fonte: Jornal da Energia)

''A manutenção de unidade geradora número seis de Itaipu foi feita com sucesso e a expectativa da administração da hidrelétrica binacional agora é de antecipar o retorno à operação da unidade. Com a máquina em perfeitas condições, as condições hidrológicas favoráveis, o consumo em alta e reforços na transmissão, a usina ainda tem expectativas de bater o recorde de geração neste ano, superando o patamar de 2008, que ainda é o mais alto da história.
“A entrada (da UG6) estava prevista para 6 de abril, mas acho que vamos ganhar um tempo legal nisso aí. A impressão é de que no início de março vai dar para a máquina operar”, adianta o diretor-geral brasileiro da planta, Jorge Samek. Segundo ele, o reparo todo custou cerca de US$13 milhões. O processo, porém, foi coberto por um seguro e a hidrelétrica acabou por desembolsar apenas US$2 milhões, referentes à troca de alguns equipamentos que não constavam da apólice. “Resolvemos fazer uma modernização. Não era uma necessidade, mas achamos por bem aproveitar o embalo”, explica o executivo.
Outro processo em curso que pode garantir um fôlego maior à hidrelétrica é a renegociação do Acordo Tripartite entre Brasil, Paraguai e Argentina. De acordo com Samek, o texto, que foi assinado para garantir que nenhum dos países seria prejudicado pela usina, estabeleceu limites para a operação de Itaipu. Por condições ali colocadas, a hidrelétrica pode funcionar com, no máximo, 18 de suas máquinas ao mesmo tempo.
Para o diretor, todo o período que Itaipu tem de operação serve para mostrar que não haverá efeitos indesejados, como erosão ou interferência em outras usinas - o que abriria espaço para a renegociação do acordo. Ele garante que, em suas conversas com o governo da Argentina e a administração da UHE Yaciretá, a sinalização é de que não haverá problemas na mudança.
“O ambiente é muito bom, de colaboração. Mas não temos nenhuma pressa nisso. É algo que está em curso no Ministério de Relações Exteriores. Temos no nosso Conselho de Administração um assento ligado a esse pessoal. E como está se tratando (no Itamaraty) de uma série de coisas ligadas e energia, creio que isso está no meio do pacote”, diz Samek.
A geração que poderia vir dessas máquinas funcionando simultaneamente, porém, não é colocada pelo executivo como algo que vá criar um impacto muito significativo para o sistema. “Geramos 92,2 milhões de MWh (em 2011) e essa geração ficaria por volta de 500 mil MWh. Não temos muitas vezes essa janela, porque uma ou duas máquinas costumam estar em manutenção. Deve acontecer 10, 12, 15 vezes por ano, mas, quando acontece, precisamos aproveitar, para (a usina) ser o mais eficiente possível”, resume o diretor de Itaipu.
A reportagem aproveita a oportunidade para questionar boatos lançados na mídia de que Samek deixaria o cargo na binacional para se candidatar à prefeitura de Foz do Iguaçu pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O nome do diretor de Itaipu chegou a aparecer em segundo lugar, com 23%, em uma pesquisa de intenções de voto divulgada no final de dezembro.
O executivo desconversa e diz que, de qualquer maneira, “é muito cedo” para falar nisso, mas não descarta a hipótese. “Isso quem está falando é a imprensa. A política na qual tenho atuado é a energética. Estou muito feliz aqui. Agora, obviamente, essas acabam se avolumando, se conversando. Na hora correta vamos analisar, colocar na balança para ver o melhor caminho”.''
 
Extraido de http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=8804

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A participação de Itaipu na Operação Condor durante a ditadura (Fonte: Revista Forum)

''Pesquisas realizadas pelo escritor e jornalista Aluízio Palmar, fluminense radicado no Paraná e autor de Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?, e pela Mestre em História pela PUC-SP, Jussaramar da Silva, têm dado, nos últimos anos, mais uma medida de como conhecemos pouco acerca da operação molecular do aparato repressivo da ditadura militar brasileira (1964-1985). Essas pesquisas, feitas na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), no Arquivo do DOPS do Paraná e no Centro de Documentación y Archivo para la Defensa de los Derechos Humanos del Palacio de Justicia, no Paraguai, também conhecido como Arquivo do Terror, mostram a estreita colaboração das empreiteiras responsáveis pela construção da usina hidrelétrica de Itaupu na caça, espionagem, repressão, delação e assassinatos de cidadãos brasileiros e paraguaios (e também uruguaios e argentinos) durante as ditaduras do Cone Sul. Palmar vem publicando textos sobre o assunto nos últimos anos, Jussaramar defendeu sua dissertação em 2010 e anteontem foram publicados outras provas no site Documentos Revelados. Mas o assunto não tem sido tratado com muita atenção pela imprensa brasileira.
Essas pesquisas revelam que de 1973 a 1988 Itaipu foi um reduto de militares e policiais torturadores. Durante a ditadura, as AESIs (Assessorias Especiais de Segurança e Informações), vinculadas à Divisão de Segurança e Informações (DSI) e subordinadas ao Serviço Nacional de Informações (SNI), atuavam em instituições públicas como universidades, autarquias e empresas estatais. A AESI instalada na Usina de Itaupu manteve comunicação constante com os serviços de inteligência brasileiro, uruguaio, paraguaio e, a partir de 1976, argentino. Também trabalhou diretamente em sequestros e assassinatos.
O trabalho de Jussaramar da Silva aprofundou a compreensão do extenso envolvimento de Itaipu no terrorismo de Estado. A AESI-Itaipu não apenas espionava, coletava informações e delatava cidadãos para os serviços de informação brasileiro e cone-sulistas. Ela também cumpria o papel de torturar e matar ou “desaparecer” suspeitos de atividades “subversivas” (conceito que, durante a ditadura, como sabemos, era bastante elástico). Entre os inúmeros exemplos, está a informação de que os militares brasileiros responsáveis pelo sequestro e assassinato do médico ortopedista argentino Agostín Goiburú eram vinculados à Assessoria Especial de Segurança e Informações de Itaipu.
No próprio canteiro de obras da usina, operava um aparelho paralelo mantido pelo consórcio de construtoras Unicon, que realizava as ações mais secretas de tortura, assassinato e desaparecimento. Ao contrário das AESIs localizadas, por exemplo, em universidades, que se ocupavam “somente” da espionagem e da delação, a AESI de Itaipu foi também um braço armado da ditadura militar. É mais um exemplo do que poderíamos chamar a dimensão molecular do terrorismo de Estado, seus desdobramentos cotidianos no bojo do próprio projeto de “desenvolvimento nacional” impulsionado pelos militares.
Ainda falta muito, mas a cada peça que se desarquiva, ilustra-se de novo o axioma benjaminiano acerca da inseparabilidade entre documentos de civilização (ou de cultura) e documentos de barbárie. Subjacente às grandes obras do progresso, como sua condição de possibilidade silenciosa, há sempre um rastro de sangue. Essa lição não cessa de reiterar sua atualidade.''

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

#Itaipu espera fim de restrições que impedem operação máxima (Fonte: Jornal da Energia)

Crédito: AI
Jorge Samek, diretor-geral brasileiro de Itaipu
                  
''Boas condições hidrológicas, unidades geradoras operando em plena capacidade, quantidade adequada de linhas de transmissão e necessidade crescente de consumo de energia elétrica são fatores favoráveis para que a hidrelétrica de Itaipu (14.000MW) ultrapasse a geração de 100 milhões de MWh nos próximos anos - isso se a marca não for alcançada já em 2012.
Ao menos esse é o desafio assumido pelo diretor-geral brasileiro da binacional, Jorge Samek, que diz não sossegar enquanto não ultrapassar o recorde histórico de 2008 - quando a produção de eletricidade da usina foi de 94,6 milhões de MWh. Para tanto, além desses fatores, o executivo de Itaipu, que também acumula o cargo de diretor técnico, conta com a revisão do Acordo Tripartite, que limita a operação de Itaipu a um máximo de 18 unidades simultâneas.
Segundo informações da assessoria de imprensa de Itaipu, as negociações entre Brasil, Paraguai e Argentina estão em curso dentro do Ministério das Relações Exteriores.
Samek explica que as restrições do acordo foram adotadas, na época da construção da usina, porque ainda não havia conhecimento seguro, por exemplo, do impacto da barragem na navegabilidade do rio Paraná. No entanto, segundo o executivo, "está mais que comprovado" que não há prejuízos para os países e estados vizinhos.
“Em alguns momentos específicos, estando com água em excesso e máquina disponível, poderemos operar com 19 ou 20 máquinas. Essa restrição [atual] não faz sentido porque essa mesma água vai passar pelo vertedouro. Então sair pelo vertedouro ou pela turbina não muda em nada a jusante da usina”, argumenta o diretor de Itaipu.
Além do acordo, Samek pontua cada um dos fatores para mostrar que o cenário é especial. Ele destaca, por exemplo, o reservatório da usina, que começou 2012 com o melhor nível nos últimos cinco anos.
O executivo também não vê no horizonte problemas de demanda. “O Paraguai foi o país que mais cresceu na América Latina nos últimos dois anos e o crescimento do Brasil é vigoroso, nossa economia está muito forte. Qualquer ponto de crescimento do Brasil hoje envolve bilhões de reais. Então será necessária muita energia para manter esse nível de crescimento”, lembra.
Samek ressalta ainda que o segmento de transmissão, que segurou a geração no ano passado, começa 2012 com nova perspectiva. “Nós tínhamos um problema de transmissão, tanto no Paraguai quanto no Brasil. E a solução desse problema está em curso”, diz o diretor. Entre as melhorias, Samek cita a construção da linha de 500kV ligando Itaipu a Assunção; o reforço de linha que Furnas fez nas subestações de Manoel Ribas (mais conhecida como Ivaiporã) e, principalmente, Itaberá; e a entrada em operação de uma linha da Copel, também de 500 kV, entre Foz do Iguaçu e Cascavel.
“Vamos ter água, há investimentos em transmissão, nossa geração está com plena capacidade e o consumo continua aquecido. Por isso, nossos técnicos, do Brasil e do Paraguai, vislumbram chegar nos próximos anos à geração de 100 milhões de MWh”, detalha Samek.
O executivo de Itaipu também promete rever os procedimentos de manutenção a fim de contribuir para a ampliação da capacidade de geração de Itaipu. A ideia, segundo ele, é elevar a disponibilidade das máquinas sem comprometer o grau de confiabilidade.
Itaipu será tema de documentário do canal Discovery Channel
Dois profissionais da produtora inglesa Windfall Films começaram nesta segunda-feira (16/1) o trabalho de apuração e filmagem de um documentário sobre Itaipu para o canal Discovery Channel.
O filme vai integrar uma nova série do Discovery – chamada, a princípio, de “Sistemas Críticos”. O programa mostrará inovações de engenharia na operação da hidrelétrica, que representam uma gama de soluções para os desafios e problemas enfrentados durante o desenvolvimento de barragens e de usinas hidrelétricas ao longo dos últimos dois séculos.
Ainda não há prazo definido para exibição da série, que terá uma versão especial em português para o Discovery Brasil.''

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Itaipu deve fechar 2011 com aumento de 7% na produção de energia (Fonte: Agência Brasil)

"Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Usina Hidrelétrica de Itaipu deve fechar 2011 com uma produção de energia 7% maior do que no ano anterior. Segundo informações da empresa Itaipu Binacional, responsável pela usina, a produção deste ano deve ficar em torno de 92,23 milhões de megawatts-hora (MWh). Em 2010, a Itaipu produziu 85,97 milhões de MWh.

Esta é a quarta maior marca da hidrelétrica, que teve seu recorde em 2008, com a geração de 94,6 milhões de MWh, uma marca histórica mundial, segundo a Itaipu Binacional. A usina, que é um empreendimento operado conjuntamente por brasileiros e paraguaios, é responsável por mais de 15% da oferta de energia no Brasil e por cerca de 70%, no Paraguai.

Para efeitos de comparação, segundo a Itaipu Binacional, a produção de 92,23 milhões de MWh é capaz de suprir a demanda de todo o mundo por 43 horas e de toda a América Latina (com exceção do Brasil) por dois meses e 18 dias.

Com capacidade de geração de 14 mil megawatts (MW), Itaipu é a segunda maior usina hidrelétrica do mundo, ficando atrás apenas de Três Gargantas, na China, que tem capacidade de produzir mais de 20 mil MW.

Edição: Juliana Andrade"

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Falha em Itaipu deixa 80% do Paraguai sem energia (Fonte: O Globo)

"Problema, que não afetou o Brasil, pode ter sido causado por obras em uma subestação

CURITIBA. Uma falha ocorrida no sistema da Usina de Itaipu deixou ontem 80% do Paraguai sem energia elétrica. O apagão durou aproximadamente 40 minutos, das 10h39m às 11h18m, pelo horário de Brasília (das 9h39m às 10h18m pelo de Assunção). A nova interrupção de energia ocorre 12 dias depois que um problema em uma subestação da linha de transmissão de Itaipu, que pertence a Furnas, deixou às escuras parte de 14 estados brasileiros.
Segundo representantes da usina, as obras da subestação de Hernandárias, no Norte do Paraguai, que está sendo ampliada, podem ter causado a queda do fornecimento. O apagão atingiu grande parte de Assunção. As regiões Norte e Central também ficaram sem energia. Segundo a Ande, estatal de energia paraguaia, o blecaute teria afetado 1,2 milhão de pessoas.
Técnicos paraguaios e brasileiros trabalham para descobrir o que teria causado a pane no sistema de distribuição. Além das obras em Hernandárias, um linhão de 500KV está sendo construído para levar a energia de Itaipu para Assunção. O lado brasileiro não foi afetado.
O site paraguaio ABC Digital informou que o apagão provocou falta d"água em alguns bairros de Assunção. A capital também enfrentou problemas de trânsito, devido ao desligamento dos sinais."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Itaipu invoca tratado e evita auditoria (Fonte: Valor Econômico)

"Não é tarefa simples uma revisão dos controles internos da Eletrobras, uma empresa estatal com várias controladas - ou "descontroladas", na expressão de um ex-presidente da própria companhia, espantado com o grau de autonomia de suas lideradas.
Nesse ambiente muitas vezes politicamente delicado, Itaipu é um caso especial. Apesar de a estatal brasileira ter 50% das ações da maior hidrelétrica do mundo em capacidade de geração e responsável por 16% de toda a energia consumida no país, seu auditor não tem acesso irrestrito aos números.
No balanço de 2009 entregue neste ano ao regulador do mercado de capitais americano, a PwC reporta falta de controles na "unidade de negócio" Itaipu Binacional relacionada à contabilização de ativos. Na época, Itaipu era auditada pela BDO. A PwC quis revisar os controles da usina, mas a administração não aceitou.
Procurada, a PwC não quis se pronunciar. O Valor apurou que a questão foi resolvida por meio de "cartas de conforto" - o que quer dizer que a auditoria continuou sem acesso aos números.
O Tratado de Itaipu - assinado pelo Brasil e o Paraguai em 1973 e que transformou a área da usina numa espécie de protetorado onde nem o Tribunal de Contas da União pode entrar - foi a barreira encontrada pela PwC para coletar dados diretamente na empresa.
A Eletrobras diz que a PwC não aceitou o trabalho da BDO, apesar de essa possibilidade ser prevista pelos reguladores americanos. O fato é que as normas de auditoria mais recentes limitam muito a aceitação, pelo auditor principal, da opinião de outra firma.
A direção de Itaipu e da Eletrobras informam ainda que o veto da direção de Itaipu invocou os termos do tratado, que determina que a usina pertence igualmente aos dois países, significando que ninguém tem o controle.
"Assim, não há relação de hierarquia, como acontece com as subsidiárias da Eletrobras, o que impede de auditores da holding de obterem informações da Binacional", diz a Eletrobras.
Segundo a estatal, desde 2009 os processos operacionais de Itaipu relevantes para o mercado americano são auditados por uma equipe interna de auditoria. Antes, o problema foi contornado porque tanto Itaipu quanto a Eletrobras eram auditadas pela mesma empresa, a BDO Trevisan, "que realizou testes de controles internos pertinentes à lei Sarbanes-Oxley [que estabeleceu a revisão dos controles internos], tanto no Brasil quanto no Paraguai".
O tratado estabelece ainda que a usina não pode gerar lucro ou prejuízo para nenhum dos países. O superávit de Itaipu em 2010 - US$ 466 milhões - é contábil e não serve de base para cálculo de dividendos ou qualquer movimentação financeira.
Com isso os resultados de Itaipu têm impacto zero no resultado consolidado da holding Eletrobras, argumenta a administração da hidrelétrica. "Ainda assim, a PwC insiste em ter acesso aos números de Itaipu por entender que ela deve ser considerada no aspecto do valor de seu ativo, por este ser relevante para a Eletrobras", informa a holding.
Os resultados da usina binacional apurados anualmente são acumulados na rubrica "resultados a compensar", que engloba os déficits e superávits desde o início das operações. O saldo acumulado até 2010 é um déficit de US$ 362 milhões.
"O Tratado de Itaipu prevê o equilíbrio entre as receitas e as despesas da entidade, o qual é respeitado e apresentado na demonstração das contas de exploração e respectivas notas explicativas, que estão disponíveis no site da Itaipu para acesso ao público em geral", informa a direção brasileira de Itaipu. (CS e NN)
Confira a seguir o parecer da PwC sobre os controles internos da Eletrobras:
(I) Falta de um ambiente de controle interno eficaz, considerando que as deficiências de controle interno não foram corrigidos em tempo hábil; a companhia não definiu adequadamente a responsabilidade com relação aos seus controles internos sobre demonstrações financeiras e as linhas de comunicação necessárias em toda a organização; a companhia não fez uma avaliação adequada para identificar riscos de modo a assegurar que controles eficazes foram adequadamente concebidos e implementados de maneira a prevenir e detectar distorções relevantes nas demonstrações financeiras; e a companhia não projetou e manteve adequadamente estratégias de tecnologia de informação eficazes, incluindo aquelas relacionadas à segregação de funções, segurança e permissão e monitoramento de acesso ao seus programas de aplicação financeira e de dados;
(II) Falta de processos eficazes de inspeção e monitoramento e de documentação relativa ao registro de entradas de livro diário recorrentes e não recorrentes;
(III) Falta de controles efetivos para garantir a integridade/precisão dos depósitos judiciais e processos legais, incluindo revisões periódicas/atualizações deles e as perdas esperadas para fins de regime de competência;
(IV) Falta de controles efetivos para garantir a integridade/precisão ou a revisão/acompanhamento dos planos de benefícios pós-aposentadoria (planos de pensão), patrocinados pela companhia, incluindo detalhada revisão das premissas atuariais, reconciliação entre os relatórios de avaliação atuarial e registos contabilísticos, bem como o fluxo de caixa para os pagamentos de contribuição;
(V) Falta de controles eficazes da unidade de negócios Itaipu Binacional com relação à sua contabilização de ativos fixos;
(VI) Falta de controles eficazes para assegurar o adequado exame/acompanhamento relacionados com a preparação das demonstrações financeiras de acordo com os princípios contábeis amplamente aceitos nos Estados Unidos da América (US Gaap) e respectivas divulgações e equipe interna com número insuficiente de pessoas com um nível satisfatório de conhecimentos contábeis em US Gaap."