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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Deputados apontam possíveis investimentos de risco feitos pelo Funcef (Fonte: Câmara dos Deputados)

"O relator da CPI dos Fundos de Pensão, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), e os subrelatores Marcus Pestana (PSDB-MG) e Fernando Francischini (SD-PR) identificaram vários casos de possíveis investimentos de risco feitos pelo Funcef, o fundo de pensão dos servidores da Caixa Econômica Federal.

Os deputados contestaram parte dos argumentos apresentados há pouco pelo presidente do Funcef, Carlos Alberto Caser, para quem o deficit de R$ 5,5 bilhões acumulado pelo fundo tem origem principalmente em problemas de mercado, como a desvalorização de ativos da Vale (um dos principais alvos de investimentos dos fundos de pensão) e as quedas sucessivas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Entre os investimentos de risco identificados pelos parlamentares, alguns foram investigados na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Eles citaram o aporte de R$ 350 milhões do Funcef na Sete Brasil, empresa de investimentos criada pela Petrobras para explorar negócios do pré-sal; e investimentos do Funcef no fundo da cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo (Bancoop), que já foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Lava Jato. Os parlamentares também criticaram investimentos na hidrelétrica Belo Monte, no Shopping Bouganville de Goiânia e em imóveis de Santa Catarina..."

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CPI dos Fundos de Pensão ouvirá quatro depoimentos nesta manhã (Fonte: Câmara dos Deputados)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão tem audiência pública nesta manhã. O objetivo da comissão é apurar se os prejuízos identificados nos fundos de pensão Petros (da Petrobras), Funcef (da Caixa Econômica Federal), Previ (do Banco do Brasil) e Postalis (dos Correios), entre 2003 e 2015, decorreram de gestão fraudulenta.

Os deputados vão ouvir os depoimentos dos seguintes convidados:
- presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), Luiz Alberto Menezes Barreto;
- presidente da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar), Cláudia Muinhos Ricaldoni;
- presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jairo Pedro Ferreira; e
- presidente do Grupo Aliança, Antônio Augusto de Miranda e Souza.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Efraim Filho é eleito presidente da CPI dos Fundos de Pensão e Sérgio Souza, relator

"Relator informou que o trabalho da comissão poderá ir além da investigação dos fundos de pensão da Petrobras (Petros), dos Correios (Postalis), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e do Banco do Brasil (Previ)


O deputado Efraim Filho (DEM-PB) foi eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, que deve investigar indícios de aplicação incorreta de recursos e de manipulação na gestão em fundos de previdência complementar de funcionários de estatais e de servidores públicos no período entre 2003 e 2015.

“A grande novidade desta CPI é que não há uma investigação paralela”, disse Efraim, em alusão à CPI da Petrobras, que acontece em paralelo à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sobre desvio de recursos da Petrobras.

“Os fundos de pensão têm se transformado em uma verdadeira caixa preta. É preciso dar transparência para a gestão desses fundos”, disse. Segundo ele, a CPI também deverá buscar melhorar os critérios de governança dos fundos..."



segunda-feira, 12 de março de 2012

Sucessão na Previ já conta com seis chapas (Fonte: Valor Econômico)


"Em meio ao fogo cruzado da briga entre o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine e o presidente da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), Ricardo Flores, o fundo de pensão se prepara para mudanças na sua direção e nos conselhos em maio.
As alterações na gestão do fundo são delicadas, pois envolvem cargos em fim de mandato a serem indicados pela direção do BB, no momento conflagrada, como o da presidência do Conselho Deliberativo, órgão de maior poder na fundação, inclusive o de destituir o presidente, e dos diretores executivos de Participações e Investimentos, os mais importantes da Previ por envolverem negócios de vulto.
Outros postos serão alvo de eleição direta, como a escolha do diretor executivo de seguridade, que já mobiliza mais de 190 mil participantes da fundação em todo o país. Seis chapas já se inscreveram na Previ para a disputa.
..."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Com forte atuação dos fundos de pensão, privatização de aeroportos rende R$ 24,5 bi (Fonte: O Estado de S. Paulo)


´´O resultado do leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília superou as expectativas mais otimistas do mercado. Ninguém duvidava que a disputa seria acirrada, mas não se esperava ágios de até 673%, como ocorreu com o Aeroporto de Brasília. Na média, as três concessões tiveram ágio de 347% e vão render ao governo federal R$ 24,5 bilhões.
O dinheiro, pago em parcelas anuais no período de concessão, será usado em melhorias no setor aéreo. Além disso, os vencedores terão de desembolsar outros R$ 16 bilhões para ampliar e modernizar os três aeroportos.
Realizado na manhã de ontem, na sede da BM&F Bovespa, em São Paulo, o leilão lembrou as grandes privatizações da década de 1990, com direito a protestos na Rua 15 de Novembro e muito bochicho entre os investidores. No saguão da bolsa paulista estava a elite da infraestrutura brasileira e da construção civil como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Todas dispostas a se tornarem sócias da Infraero, que terá 49% dos aeroportos.
As três gigantes, no entanto, saíram de mãos abanando. Quem causou furor entre os investidores foi o consórcio formado pela Invepar, empresa formada pelos fundos de pensão (Previ, Funcef e Petros) e a construtora OAS. Em parceria com a operadora estatal sul-africana ACSA, o grupo minou qualquer possibilidade de a concorrência arrematar o aeroporto de Guarulhos. A oferta, de R$ 16,21 bilhões e ágio de 373,5%, era R$ 3,3 bilhões superior ao segundo melhor lance. A disputa foi para o viva voz, mas ninguém ousou fazer propostas.
Nas rodinhas entre executivos que participaram do leilão, a pauta era descobrir como o consórcio conseguiu fazer uma proposta tão alta por Guarulhos. E não faltaram insinuações como: "É um consórcio chapa-branca" ou "ficou dentro de casa", uma referência ao fato de o consórcio ser formado por fundos de pensão de estatais como Banco do Brasil, Caixa e Petrobrás. A Invepar têm 90% do consórcio e a ACSA, 10% - fato que tem ajudado a classificar o grupo como estatal (ler mais na coluna de Sonia Racy).
Advogados que estudaram os três aeroportos não conseguiram encontrar a equação financeira do grupo e acreditam que o retorno do investimento não supere 4% (há quem acredite que vá ficar negativo nos primeiros anos). O presidente da Invepar, Gustavo Rocha, mostrou-se muito satisfeito com o resultado e disse que espera elevar de forma significativa o volume de receitas não tarifárias do aeroporto. "Há uma carência muito grande de serviços nos terminais."
Segundo ele, o lance foi feito com base em oito meses de estudo. "Para entrar numa disputa como essa, tínhamos de estar muito seguros. Vamos entregar o que se espera para o acionista e para os passageiros." No mercado, porém, fala-se que até quatro semanas atrás o grupo nem tinha fechado parceria com a estatal sul-africana ACSA.´´

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Previ é o 24º no ranking mundial dos fundos de pensão (Fonte: Estado de São Paulo)

"Autor(es): Irany Tereza
O Estado de S. Paulo - 08/09/2011
Com patrimônio de US$ 91 bilhões em dezembro de 2010, a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, é o 24.º maior fundo de pensão do mundo e o maior da América Latina, de acordo com ranking elaborado pela publicação norte-americana Pensions & Investments.
O crescimento patrimonial da Previ, de 12,6%, ficou acima da média do setor (10,9%), puxado, em grande parte, pelo boom imobiliário e pelo grande crescimento que a Bovespa vinha experimentando antes da crise.
Ricardo Flores, presidente da Previ, atribuiu à boa gestão dos ativos e ao crescimento da economia brasileira a subida de mais um degrau no ranking mundial. Ele afirmou que a liquidez da Previ tem assegurado ao fundo atravessar a crise sem vender títulos que estejam em baixa na Bovespa.
"Não realizamos nenhum prejuízo", diz, usando o jargão de mercado que significa não vender ativos por preço abaixo do desembolsado na compra.
Lembrando que o patrimônio em reais atingiu, no fechamento de 2010, R$ 152 bilhões, Flores afirma que as aplicações em imóveis e em renda fixa complementam o "lastro seguro" dos investimentos em renda variável. Somente em investimentos de risco, como "venture capital" e "private equity", a Previ comprometeu em 2010 em torno de R$ 1 bilhão, cifra que vem aumentando ano a ano.
Flores classificou como normal a participação dos fundos de pensão em compra de títulos na Bolsa de Valores de São Paulo mesmo em períodos mais turbulentos. Em alguns momentos, a entrada forte da Previ, Petros (dos funcionários da Petrobrás) e Funcef (Caixa Econômica) chegou a amortecer quedas da Bovespa, em momentos que bolsas do mundo inteiro desabavam. O movimento chegou a ser interpretado pelo mercado como uma ação combinada dos fundos de estatais, em uma possível intervenção do governo.
"Não fizemos nenhum movimento com esse objetivo. A função de qualquer gestor com responsabilidade é buscar numa crise as oportunidades. Se há ações abaixo do preço razoável e irão subir, vamos adquirir", disse."

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fundos de pensão têm peso maior no país do que em outros emergentes (Fonte: Valor Econômico)

"O mercado de fundos de pensão no Brasil é mais importante em relação ao tamanho da economia do que em boa parte dos grandes emergentes, de acordo com a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Enquanto no Brasil o total dos fundos representa 14,4% do PIB, no México fica em 12,6%, na Rússia não representa mais de 3,4%, na Indonésia é de 1,6% e na Índia, de 0,2%.
Os ativos dos fundos de pensão no Brasil cresceram 21,5% desde 2007, para R$ 530,4 bilhões, enquanto nos países do Bric caíram 0,4% e globalmente também houve queda de 0,7%. Vale lembrar que nesta conta não estão os fundos de previdência aberta, que no Brasil somam mais de R$ 200 bilhões.
O total de investimentos de fundos de pensão globalmente chegou a US$ 19,3 trilhões ao final de 2010, dos quais 96%, ou US$ 18,6 trilhões, são em países desenvolvidos. Em termos absolutos, os EUA têm o maior mercado para o segmento com ativos de US$ 10,6 trilhões. Apenas 4% ou US$ 700 bilhões são ativos do setor em países fora da OCDE.
Os fundos de pensão nos países da OCDE conseguiram recuperar US$ 3 trilhões dos US$ 3,4 trilhões perdidos em valor de mercado em 2008, no meio da pior crise financeira global. Dados da entidade mostram que os fundos apresentaram retorno líquido de 2,7% em termos reais. O melhor desempenho foi na Nova Zelândia, com 10,3% ao final de 2010, seguido pelo Chile com 10%, Finlândia com 8,9%. Já em Portugal e Grécia o rendimento médio foi negativo em 8,1% e 7,4%, respectivamente."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Fundos de pensão serão estimulados a promover o trabalho decente" (Fonte: Ministério da Previdência Social)

"Os fundos de pensão brasileiros serão estimulados a investir os recursos dos seus contribuintes em empreendimentos socialmente responsáveis que contribuam com a promoção do trabalho decente. Essa é a finalidade do protocolo de intenções assinado nesta quinta-feira (16), em Genebra, pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho e pelo diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia.
Durante a solenidade na qual o documento foi assinado, Garibaldi Alves Filho destacou que o povo brasileiro tem compromisso com o trabalho digno e com o trabalho decente. Ao assinar o protocolo de intenções, comentou o ministro, o Brasil mostrava que deixou de ser “o pais do futuro” para se transformar em uma nação do presente capaz de dar lições ao mundo inteiro.
Na mesma linha, o outro signatário do protocolo de intenções, Juan Somavia, disse que o fato de o Brasil ter assinado o documento incentiva outros países a adotarem a mesma posição. O diretor-geral da OIT destacou que o acordo contribuirá para que os fundos de pensão deixem de apenas realizar negócios para direcionar seus investimentos a empreendimentos preocupados com o trabalho decente.
O protocolo entre o Ministério da Previdência e a OIT foi assinado durante a 100ª Reunião da Conferência Internacional do Trabalho, que está sendo realizada até o próximo sábado em Genebra. Pelo acordo, a Secretaria de Políticas de Previdência Complementar, do Ministério, ficará com a missão de regulamentar, supervisionar e conscientizar as entidades fechadas de previdência complementar a promover a proibição do trabalho infantil e escravo ou que atentem à liberdade sindical e de associação.
Os termos do protocolo serão publicados e divulgados junto às empresas para sua execução. O Ministério da Previdência deverá organizar seminários e outros eventos para que todas as partes envolvidas no acordo possam tomar conhecimento em detalhe do que foi combinado e definir as ações necessárias para seu cumprimento."

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fundo de pensão dos funcionários do Estado do Rio de Janeiro: “CVM vai recorrer para manter multa milionária” (Fonte: Valor Econômico)

“Autor(es): Rafael Rosas | Do Rio 

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, afirmou que vai recorrer da decisão tomada segunda-feira pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, que manteve a anulação do julgamento da autarquia que impôs uma multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão dos funcionários do Estado do Rio de Janeiro, o RioPrevidência.
A decisão do TRF negou o recurso apresentado pelo Estado do Rio e o RioPrevidência contra a decisão em primeira instância, tomada pela 16ª Vara Federal do Rio. A multa da CVM foi aplicada em setembro e, para a autarquia, o RioPrevidência teria registrado prejuízos devido a uma fraude na venda de créditos imobiliários que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas pelo Banerj, o antigo banco estadual.
"Não tem paralelo isso que está acontecendo", disse Maria Helena, lembrando que ainda há uma instância administrativa para recurso. "Realmente uma decisão desse tipo nunca tinha nos atingido e não temos nenhuma intenção de nos conformarmos com ela. Não tinha sentido essa discussão ir para o Judiciário a essa altura", ressaltou a presidente da CVM, que participou do Rio Investors Day, no Rio de Janeiro.
O advogado Fernando Orotavo Neto, que patrocina o mandado de segurança impetrado por Olímpio Uchoa Vianna e que resultou na anulação do processo da CVM, critica a autarquia por não ter deixado seus clientes produzirem provas. "Tudo que meus clientes querem é que lhes seja dada a chance de provarem sua inocência", disse, em nota.”


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terça-feira, 31 de maio de 2011

“TRF mantém anulação no caso RioPrevidência” (Fonte: Valor Econômico)


“O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 ª Região negou o recurso apresentado pelo governo do Estado do Rio e pelo fundo de pensão dos funcionários do Estado, o RioPrevidência, contra a decisão da 16ª Vara Federal do Rio. Dessa forma, fica mantida a decisão de 1ª instância que anulou o julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que havia imposto multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão.
A presidente do TRF da 2ª Região, desembargadora federal Maria Helena Cisne Cid, considerou que não há "provas cabais, concretas e contundentes, de grave lesão que tivesse ocasionado reflexos diretos ao interesse público".
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro do ano passado. Segundo a CVM, o RioPrevidência teria registrado prejuízos em uma fraude na venda de créditos imobiliários que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração desses papéis, mas a CVM entendeu que a licitação foi articulada de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso privilegiado ao edital. Isso permitiu à ASM criar um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) que atendesse a todas as exigências do edital, disse a CVM. Um mês após a licitação, os sócios da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC. Nele, apenas a corretora Estratégia participou e arrematou todas as cotas. Segundo a acusação da CVM, quatro investidores se cadastraram na Estratégia já sabendo que seriam os destinatários finais das cotas.”


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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fundo de pensão da Rioprevidência: “Justiça do Rio anula multa de R$ 500 milhões da CVM” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Angelo Pavini | De São Paulo 

O juiz Wilney Magno de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio, anulou o julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que resultou em multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão dos funcionários do Estado do Rio, o Rioprevidência. O juiz aceitou o mandado de segurança do advogado dos acusados, Fernando Orotavo Neto, de que eles não tiveram pleno direito de defesa. Ele também contestou as provas da CVM.
O mesmo juiz havia concedido uma liminar em outubro, suspendendo a aplicação da multa. A decisão é de primeira instância.
Procurada, a CVM informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão judicial e que "está e continuará utilizando todos os meios e recursos para o restabelecimento da plena efetividade da sua decisão administrativa questionada judicialmente". A CVM informa ainda que "o Ministério Público Federal opinou oportunamente pela improcedência" da ação contra a decisão.
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro do ano passado. Segundo a CVM, o RioPrevidência teria registrado prejuízos em uma fraude na venda de créditos imobiliários que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração desses papéis, mas a CVM entendeu que a licitação foi articulada de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso privilegiado ao edital. Isso permitiu à ASM criar um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) que atendesse a todas as exigências do edital. Um mês após a licitação, os sócios da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC. Nele, apenas a corretora Estratégia participou e arrematou todas as cotas. Segundo a acusação da CVM, quatro investidores se cadastraram na Estratégia já sabendo que seriam os destinatários finais das cotas.”

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

CEF: “Com desempenho acima do mercado, Funcef troca comando” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Cristiano Romero | De Brasília

 Depois de oito anos, Guilherme Lacerda está deixando a presidência da Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF), o terceiro maior do país, com patrimônio de R$ 43,8 bilhões. Segundo fontes do governo, Carlos Caser, funcionário de carreira da Caixa, atual secretário-geral da Funcef e ex-diretor de benefícios e de controladoria do fundo, foi escolhido na terça-feira, em reunião comandada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Assim como Lacerda, Caser tem vínculo com o PT. Trabalhou com o senador Wellington Dias (PT-PI). Tem o apoio também do grupo político ligado ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, cujo expoente é o deputado Ricardo Berzoini (SP). Com a nomeação, a presidente Dilma Rousseff atende a esses aliados, que perderam prestígio e espaço no último ano do governo Lula.
Outro integrante desse grupo - Carlos Borges, que deixou a vice-presidência da Caixa depois da troca de comando da instituição promovida há pouco mais de um mês pela presidente Dilma - será nomeado diretor de participações imobiliárias da Funcef, no lugar de Luiz Philippe Torelly.
A Funcef foi o segundo fundo de pensão que mais cresceu nos últimos oito anos. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), entre dezembro de 2002 e novembro de 2010, seu patrimônio cresceu 327,8%, uma expansão menor apenas que a do Banesprev, o fundo dos funcionários do Banespa (hoje, Santander).
Desde 2003, a Funcef vem crescendo a uma taxa bem superior à da média dos fundos de pensão filiados à Abrapp. Em relação ao ano 2000, o patrimônio cresceu 370,6%. No mesmo período, os ativos do chamado sistema Abrapp avançaram 272,17%. Hoje, a Funcef é menor apenas que a Previ (fundo dos funcionários do Banco do Brasil, que possui patrimônio de 145,7 bilhões) e a Petros (R$ 48,1 bilhões), dos empregados da Petrobras.
"Quando cheguei aqui, o patrimônio da Funcef era inferior a R$ 10 bilhões", disse Guilherme Lacerda em entrevista ao Valor. "Nesse período, o único crescimento não-orgânico [que não decorreu de investimentos] foram R$ 2,7 bilhões, pagos em 2003, de uma dívida da Caixa com o fundo."
Lacerda, que entregará o cargo ao sucessor na próxima quarta-feira, em Brasília, comemora também o crescimento da rentabilidade da Funcef em sua gestão. De fato, nos últimos oito anos, a rentabilidade acumulada dos ativos do fundo - 300,25% - superou com facilidade a meta atuarial acumulada - 145,97%. No período, em apenas um ano (2008), o da crise financeira mundial, a rentabilidade ficou abaixo da meta atuarial - 1,74%, face a 12,34% (ver gráfico).
Lacerda destaca o fato de a Funcef ter tirado proveito da aceleração do crescimento da economia brasileira. Em 2007, por exemplo, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6,09%, a rentabilidade atingiu 23,34%, o melhor desempenho dos últimos oito anos. Naquele ano, a meta atuarial foi de 10,94%.
Os bons resultados permitiram à Funcef reduzir a meta atuarial a partir de 2007 - antes, era INPC mais 6% ao ano; hoje, é INPC mais 5,5%. Segundo Lacerda, se desejar, o fundo pode promover nova redução, uma vez que acumulou recursos financeiros para isso. Ele explicou que, com a estabilização da economia brasileira e a queda da taxa de juros a médio e longo prazo, a tendência é que os fundos de pensão diminuam suas metas atuariais, aproximando-as das existente em economias avançadas (inflação mais 3% a 4% ao ano).
"Adotamos uma série de medidas que nos permitiram acumular R$ 13,2 bilhões. Gastamos, do total, R$ 1,65 bilhão para reduzir a meta atuarial em 2007 e ainda temos R$ 560 milhões em caixa para uma nova decisão nessa direção", contou Lacerda.
Em 2003, a Funcef tinha 47% de seu patrimônio aplicado em juros (ativos atrelados à variação do CDI/taxa Selic), 29% em renda variável, investimentos imobiliários e fundos de investimento em participações (segmentos que Lacerda chama de "crescimento") e 25% em ativos atrelados a índices de preços (batizados pelo executivo de "inflação").
Já antevendo a queda estrutural dos juros que ocorreria nos anos seguintes - a taxa básica de juros (Selic) diminuiu de 26,5% em janeiro de 2003 para 10,75% ao ano em dezembro de 2010 -, Lacerda decidiu reduzir gradualmente a exposição da Funcef à renda fixa e aumentar as aplicações em "crescimento" e "inflação". Nos primeiros quatro anos de sua gestão, esse movimento se deu de maneira lenta porque a Selic ainda era elevada, mas no segundo quadriênio a mudança foi acelerada.
Em março deste ano, a Funcef possuía 49% dos seus ativos investidos em ações, imóveis e private equity, esta modalidade por meio dos Fundos de Investimento em Participações (FIPs). O patrimônio aplicado em juros encolheu para 9% do total e o relacionado à inflação, para 42%.
"Junto com a Petros, ajudamos a criar o ambiente no Brasil para os investimentos em participações. Em 2004, a Comissão de Valores Mobiliários regulamentou os FIPs e, em 2008, autorizou que respondêssemos por até 25% de cada fundo", observou Lacerda. Esses investimentos, uma grande parte deles destinada a projetos de infraestrutura, têm ainda rentabilidade baixa. "O rendimento virá quando eles amadurecerem. Estamos presentes hoje em mais de 140 empresas."
Para a rentabilidade de curto prazo, a estratégia da Funcef entre 2003 e 2008 foi investir pesadamente em imóveis (shopping centers, lojas e prédios comerciais, etc.). "Temos a maior participação relativa nesse segmento - 8% do nosso patrimônio. A média do mercado é algo entre 2% e 3%", comparou Lacerda.
Apesar dos números positivos, um tema que incomoda a Funcef é a Vale. O fundo tem quase 20% do seu patrimônio aplicado na empresa, mas, ainda assim, não tem assento no Conselho de Administração por causa da estrutura societária que resultou do descruzamento acionário entre Vale e Companhia Siderúrgica Nacional. "A governança da estrutura societária da Vale é perversa para nós", criticou Lacerda, que reclama do fato de o fundo não participar da reunião prévia do conselho. "Estamos mais animados agora porque há disposição de diálogo dos acionistas para tratarmos disso."
Para os próximos anos, Lacerda acredita que as oportunidades de investimento estarão na área de infraestrutura. "A Funcef deve entrar com a Invepar [empresa de participações da qual detém 20,31% do capital] nos aeroportos", revelou ele. O fundo está investindo também na compra de sondas petrolíferas, por meio da empresa Sete Brasil, da qual deterá, em breve, 20% do capital. O plano é alugar sondas para a Petrobras.”


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terça-feira, 12 de abril de 2011

Caixa: “Sucessão na Funcef entra na reta final” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Vera Saavedra Durão | Do Rio

O mandato de Guilherme Lacerda na presidência da Funcef, o fundo de pensão bilionário dos funcionários da Caixa, terminou há quase um mês atrás, mas foi prorrogado por 30 dias por determinação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo fontes próximas da direção da Funcef, o prazo dado pelo ministro está se esgotando, o que pode exigir uma solução rápida para a sucessão na Funcef. O desfecho da sucessão pode passar pela recondução de Lacerda por mais mais quatro anos ou sua substituição por Carlos Alberto Caser, até agora o mais cotado para substituí-lo no cargo.
Caser chegou a exercer interinamente em 2010 a presidência da Funcef quando Lacerda se licenciou para disputar as eleições de deputado federal pelo PT, do Espírito Santo. Não tendo sido eleito, Lacerda retornou à Funcef reassumindo suas funções, tendo Caser como seu chefe de gabinete. Antes, o potencial sucessor já foi diretor de controladoria e benefícios do fundo de pensão.
A decisão de Mantega de ampliar o prazo do mandato de Lacerda foi tomada com base num documento que lhe foi entregue pelo conselho deliberativo da fundação, contendo uma interpretação estatutária feita pelo Departamento Jurídico da Funcef, relativa ao direito de Lacerda de ser reconduzido ou não ao cargo por mais quatro anos. Isso com base no novo estatuto reformado em 2007. O que o conselho depreendeu da atitute do ministro, que estendeu temporariamente o prazo de mandato de Lacerda, é que a "questão estatutária está superada" neste caso. O que estaria em jogo agora é o acerto político em relação ao futuro do comando na Funcef.
A Funcef, sob a batuta de Lacerda, fechou 2010 com um patrimônio total de R$ 43,7 bilhões, ante R$ 38,9 bilhões em 2009. Com 111 mil participantes, a fundação apresentou um superávit acumulado de R$ 475 milhões e uma rentabilidade média de 16,4% em seus negócios, superior à meta atuarial de 12,32%. Os investimentos da Funcef incluem renda variável, renda fixa e imóveis. Em 2011, a fundação planeja ampliar de 7,5% para 11% a participação no seu portfólio da área de investimento estruturado, que envolve participação direta em empresas, como Vale, Invepar e via fundos de investimento em participações (FIPs), dado o potencial de retorno dessas aplicações.”



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