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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Falta de convênio com a Aneel dificulta fiscalização no Rio (Fonte: Valor Econômico)

"Pouca gente que ouve o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), criticando a fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sabe que o Rio é um dos sete Estados que não assinaram convênio de fiscalização com a agência reguladora do governo federal. Sem o convênio, tanto a Light quanto a Ampla são fiscalizadas diretamente por Brasília, ao contrário de São Paulo, por exemplo, onde a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), aderiu ao convênio.
Além de São Paulo, atualmente, as agências de outros 11 Estados firmaram convênio com a Aneel, entre eles o do Rio Grande do Sul, Ceará e Santa Catarina. Em outros sete Estados, incluindo Minas Gerais, não existe agência reguladora estadual. Quando assina esses convênios, que têm um texto padrão, a Aneel delega competências de fiscalização (incluindo multas) e ouvidoria. No caso de multas, a última instância administrativa para recursos é a Aneel.
Em 2009, o governo do Rio começou a negociar um termo de compromisso com a Aneel, mas o tema não foi adiante porque a agência avaliava na época, como até hoje, que a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) não tem níveis de governança adequados. Para firmar um convênio com a Aneel, a agência estadual precisa deter governança, independência, e os dirigentes precisam ter um mandato para não ficarem sob ordem do Executivo.
Entre os quesitos que não atendem à Aneel estão o excesso de pessoal terceirizado da Agenersa. Outro é a falta de mandato dos dirigentes da agência estadual. Esse item a agência rebate dizendo que são nomeados pela Assembleia Legislativa do Rio. A Agenersa é dirigida pelo advogado José Bismarck Vianna de Souza, funcionário de carreira da Petrobras emprestado, que está no cargo há pouco mais de um mês, por indicação do governador Sergio Cabral (PMDB). Ele assumiu junto com Roosevelt Brasil Fonseca, ex-prefeito de Barra Mansa por dois mandatos.
O governo do Rio insiste na tecla de que foi o Estado que não aceitou as regras do convênio com a Aneel, e não o contrário. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Energia do Estado do Rio, Julio Bueno, o acordo não foi assinado porque as condições não são ideais. Ele cita entre os problemas o fato de a Aneel não transferir o direito de regular investimentos das concessionárias e o fato de as multas ficarem sujeitas à fiscalização de Brasília. "Além do mais, a Agenersa não tem condições de suportar a estrutura de fiscalização com os recursos concentrados na Aneel", afirma Bueno.
Bismarck, da Agenersa, diz que a agência estadual não tem condições, por exemplo, de arcar com o salário de cinco engenheiros elétricos no seu quadro. Ele reivindica que s sejam pagos pela Aneel. E não é só isso. "Queremos autuar, dar o processo administrativo, o direito de defesa, mas que a palavra final seja nossa. Defendemos que só em alguns casos extremos se tenha uma terceira via", diz.
Apesar da ênfase na necessidade de multar a Light, a Agenersa não teve muito sucesso, até agora, em receber as multas aplicadas na CEG, concessionária de gás canalizado que é regulada por ela e maior fonte de arrecadação da agência estadual. Desde 2007, a Agenersa aplicou multas de R$ 16,5 milhões na CEG e abriu 60 processos administrativos contra a empresa, vários dos quais estão sendo questionados na Justiça. Do total, a CEG só pagou R$ 2 milhões, referentes a dez processos. Questiona outros 50 na Justiça, que somam R$ 14,5 milhões e foram incluídos na dívida ativa estadual.
O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, lembra que a agência reguladora do setor foi idealizada para trabalhar com convênios e de forma descentralizada. "Mas se eu achar que isso não está funcionando posso propor que a Aneel reassuma a fiscalização. Podemos instalar escritórios regionais para atender alguns Estados, divididas em Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, por exemplo", disse.
Sobre a acusação de que a Aneel falhou na fiscalização da Light, Nelson Hubner diz que isso não é verdade. "Qualquer rede do mundo, mesmo estando 100%, se tiver gás pode explodir", afirma. Mas também avalia que está na hora de rever alguns dos procedimentos de fiscalização da agência. Acha que é preciso adicionar mais inteligência ao processo, como, por exemplo, aumentando a vigilância quando uma concessionária apresentar baixos indicadores que medem a duração (DEC) e a frequência (FEC) das interrupções no fornecimento de energia elétrica mais de um ano seguido. No caso da Light, esses indicadores ultrapassaram a meta estabelecida pela Aneel em 2008, 2009 e em 2010.
"É impossível para a Aneel fiscalizar todas as caixas subterrâneas da Light. E nem é preciso, mas podemos pedir mais relatórios, exigir dados de manutenções preventivas e, com isso, perceber problemas objetivos", diz Hubner. "No caso da Light os índices vinham aumentando durante três anos e uma fiscalização mais inteligente poderia ter observado isso."

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Parque Tecnológico da UFRJ: “De balneário a Vale da Energia” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Heloisa Magalhães 

Quatro candidatas de peso, mas apenas três vagas. Siemens, Vallourec & Mannesmann, EMC2 e Grupo BG concorrem aos três últimos terrenos disponíveis para instalar centros de pesquisas e desenvolvimento no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Zona Norte da cidade. O resultado sai dia 7.
Com a chegada de mais três multinacionais, além dos sete importantes atores do mercado de petróleo e energia que anunciaram investimentos, o Rio está frente à grande chance de dar um salto em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e com interação com o mundo acadêmico. Todas as empresas que ainda disputam seu lugar ao sol na Ilha do Fundão, onde fica o Parque Tecnológico, já tiveram os projetos técnicos habilitados.
A definição de quem ocupará os últimos 240 mil metros quadrados disponíveis sairá de um fórum, formado por procuradores da República que atuam na UFRJ, representantes da Fundação Coppetec, do governo do Estado e da Prefeitura do Rio.
As empresas submeteram os respectivos projetos a um comitê. Demonstraram qual vai ser a cooperação com a universidade e informaram os investimentos previstos.

Há só mais três terrenos no Parque Tecnológico da UFRJ

As avaliações são de que nada é inferior a US$ 50 milhões, mas vale destacar que se trata de informação dos corredores da universidade. A questão central hoje é que, se todas preenchem as condições, nenhuma delas deveria ficar de fora. E tem mais empresas de olho no parque - a Embraer já teria demonstrado interesse.
O desafio agora é aumentar o espaço físico para abrigar centros de pesquisas. Quem visita a Ilha do Fundão, onde está parte da UFRJ, fica impressionado com as áreas imensas sem nenhuma ocupação e com o abandono do local. Constantemente alunos e professores são alvo de assaltos.
Maurício Guedes, diretor-geral da Fundação Parque Tecnológico, explica que não tem como ocupar essas áreas, que estão todas reservadas. Informa que há em andamento um plano de expansão de transferência de outras unidades da universidade espalhadas pela cidade para o Fundão. Diz que a UFRJ trabalha com a meta de até 2020 dobrar o número de alunos.
Não há quem possa criticar uma proposta de modernização e ampliação da UFRJ. Mas diante do cenário atual, o sentimento é de ceticismo quanto ao início das obras, enquanto na área do parque o que se vê são muitas obras em andamento e a presença de mais de 15 pequenas empresas incubadas nascidas na universidade.
Como a máquina corporativa e o pré-sal não podem esperar, a torcida é que avancem rapidamente as negociações que estão em curso com o Exército, que dispõe de 250 mil metros quadrados bem próximos dali.
O terreno hoje é ocupado, basicamente, por uma bela igrejinha de valor histórico que, obviamente, precisa ser preservada. O restante está reservado para construção de casas para militares. Com belas reentrâncias na Baía da Guanabara, a área é pouco menor do que a do parque. Este foi estimado em tempos menos promissores, anteriores ao pré-sal e tem 350 mil metros quadrados.
Segen Estefen, diretor de tecnologia e inovação da Coppe, o instituto de pós-graduação e pesquisa de engenharia da UFRJ, diz que o Brasil tem mais de 50 anos de investimentos em pesquisas e desenvolvimento por meio do CNPq, BNDES, Finep, Capes.
Para ele, o que essas grandes empresas estão constatando é que existe um sistema de ciência e tecnologia bastante desenvolvido e havia poucas oportunidades de transferência do conhecimento. Estefen avalia que poucas empresas no país têm apetite para o conhecimento científico. "Trata-se da primeira grande oportunidade para que a sinergia aconteça", diz.
Estefen lembra que a Coppe e a Petrobras desenvolvem há mais de 30 anos parceria de sucesso. Ali, vizinho, está o Cenpes (centro de pesquisas da estatal). Coppe e Cenpes transferiram conhecimento para formar quadros importantes e desenvolver pesquisas para liderança em águas profundas, diz ele.
A primeira empresa a inaugurar seu centro de pesquisas no parque foi a francesa Schlumberger, uma das três maiores prestadoras de serviços de perfuração de poços. GE, FMC Technologies, Baker Hughes, Halliburton, Tenaris Confab e Usiminas já iniciaram as obras previstas para terminar no ano que vem.
Segundo informações da Rio Negócios, a previsão é que as sete empresas contratem 1,4 mil pesquisadores e invistam cerca de R$ 760 milhões apenas em infraestrutura e equipamentos.
Só o investimento da GE é na faixa dos US$ 100 milhões. Vai se voltar para o desenvolvimento de tecnologias avançadas para as indústrias de óleo e gás, energias renováveis, mineração, transporte ferroviário e aviação. A IBM instalou uma unidade de pesquisas na sede no bairro de Botafogo formada por PhDs voltada para óleo e gás.
Guedes lembra que há 15, 20 anos, não se poderia imaginar uma disputa tão acirrada no Rio de empresas voltadas para pesquisas em segmentos tão sofisticados. O Rio foi historicamente líder na formação de mestres e doutores. Entretanto, como lembra Guedes, fica a sensação do que no passado todo esse movimento pareceria "inusitado".
O Rio do sol e do mar era apontado como balneário do Brasil nos últimos anos. Faltavam grandes investimentos. Executivos cariocas mudavam-se para São Paulo fugindo da violência urbana.
No novo cenário, obviamente ainda conturbado pelo tráfico de drogas e pelas milícias, a analogia bem de acordo com o bom humor carioca é que os americanos têm o Vale do Silício e que a cidade já tem seu "Vale da Energia", e em franca expansão.

Heloisa Magalhães é chefe da sucursal do Rio”


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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fundo de pensão dos funcionários do Estado do Rio de Janeiro: “CVM vai recorrer para manter multa milionária” (Fonte: Valor Econômico)

“Autor(es): Rafael Rosas | Do Rio 

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, afirmou que vai recorrer da decisão tomada segunda-feira pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, que manteve a anulação do julgamento da autarquia que impôs uma multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão dos funcionários do Estado do Rio de Janeiro, o RioPrevidência.
A decisão do TRF negou o recurso apresentado pelo Estado do Rio e o RioPrevidência contra a decisão em primeira instância, tomada pela 16ª Vara Federal do Rio. A multa da CVM foi aplicada em setembro e, para a autarquia, o RioPrevidência teria registrado prejuízos devido a uma fraude na venda de créditos imobiliários que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas pelo Banerj, o antigo banco estadual.
"Não tem paralelo isso que está acontecendo", disse Maria Helena, lembrando que ainda há uma instância administrativa para recurso. "Realmente uma decisão desse tipo nunca tinha nos atingido e não temos nenhuma intenção de nos conformarmos com ela. Não tinha sentido essa discussão ir para o Judiciário a essa altura", ressaltou a presidente da CVM, que participou do Rio Investors Day, no Rio de Janeiro.
O advogado Fernando Orotavo Neto, que patrocina o mandado de segurança impetrado por Olímpio Uchoa Vianna e que resultou na anulação do processo da CVM, critica a autarquia por não ter deixado seus clientes produzirem provas. "Tudo que meus clientes querem é que lhes seja dada a chance de provarem sua inocência", disse, em nota.”


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terça-feira, 31 de maio de 2011

“TRF mantém anulação no caso RioPrevidência” (Fonte: Valor Econômico)


“O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 ª Região negou o recurso apresentado pelo governo do Estado do Rio e pelo fundo de pensão dos funcionários do Estado, o RioPrevidência, contra a decisão da 16ª Vara Federal do Rio. Dessa forma, fica mantida a decisão de 1ª instância que anulou o julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que havia imposto multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão.
A presidente do TRF da 2ª Região, desembargadora federal Maria Helena Cisne Cid, considerou que não há "provas cabais, concretas e contundentes, de grave lesão que tivesse ocasionado reflexos diretos ao interesse público".
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro do ano passado. Segundo a CVM, o RioPrevidência teria registrado prejuízos em uma fraude na venda de créditos imobiliários que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração desses papéis, mas a CVM entendeu que a licitação foi articulada de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso privilegiado ao edital. Isso permitiu à ASM criar um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) que atendesse a todas as exigências do edital, disse a CVM. Um mês após a licitação, os sócios da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC. Nele, apenas a corretora Estratégia participou e arrematou todas as cotas. Segundo a acusação da CVM, quatro investidores se cadastraram na Estratégia já sabendo que seriam os destinatários finais das cotas.”


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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fundo de pensão da Rioprevidência: “Justiça do Rio anula multa de R$ 500 milhões da CVM” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Angelo Pavini | De São Paulo 

O juiz Wilney Magno de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio, anulou o julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que resultou em multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão dos funcionários do Estado do Rio, o Rioprevidência. O juiz aceitou o mandado de segurança do advogado dos acusados, Fernando Orotavo Neto, de que eles não tiveram pleno direito de defesa. Ele também contestou as provas da CVM.
O mesmo juiz havia concedido uma liminar em outubro, suspendendo a aplicação da multa. A decisão é de primeira instância.
Procurada, a CVM informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão judicial e que "está e continuará utilizando todos os meios e recursos para o restabelecimento da plena efetividade da sua decisão administrativa questionada judicialmente". A CVM informa ainda que "o Ministério Público Federal opinou oportunamente pela improcedência" da ação contra a decisão.
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro do ano passado. Segundo a CVM, o RioPrevidência teria registrado prejuízos em uma fraude na venda de créditos imobiliários que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração desses papéis, mas a CVM entendeu que a licitação foi articulada de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso privilegiado ao edital. Isso permitiu à ASM criar um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) que atendesse a todas as exigências do edital. Um mês após a licitação, os sócios da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC. Nele, apenas a corretora Estratégia participou e arrematou todas as cotas. Segundo a acusação da CVM, quatro investidores se cadastraram na Estratégia já sabendo que seriam os destinatários finais das cotas.”

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Petrobras: “Estatal enfrenta maré de denúncias e punições” (Fonte: O Globo)


“Empresa foi obrigada a anunciar reforma de duas plataformas após fotos revelarem equipamentos deteriorados

A Petrobras enfrenta uma série de denúncias de problemas em suas plataformas desde o ano passado, quando o Sindicato do Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF) acusou a estatal de descumprir um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado em 2006, segundo o qual todos acidentes de trabalho na Bacia de Campos, inclusive de funcionários terceirizados, seriam registrados e rapidamente comunicados à entidade. Em 14 de julho, ocorreu uma explosão na P-33. No mês seguinte, a Superintendência Regional do Trabalho autuou a companhia e interditou vários equipamentos da plataforma, parando sua produção de gás. Porém, poucos dias depois, a empresa conseguiu na Justiça de Macaé uma liminar que permitiu a retomada das operações.
Em 11 de agosto, após O GLOBO publicar fotos revelando a deterioração de equipamentos na P-33, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou a plataforma. Na época, a Petrobras alegou que as instalações mostradas estavam temporariamente desativadas e não apresentavam riscos, mas acabou anunciando, naquele mesmo mês, a reforma da P-33 e também da P-31, apelidada de "sucatão" por petroleiros. A falta de manutenção nos pisos e guarda-corpos da unidade levou a companhia a receber quatro autos de infração de fiscais.
Em setembro, o Sindipetro NF apresentou ao Ministério Público do Trabalho um pedido de interdição de uma outra plataforma, a P-35. De acordo com o sindicato, a unidade apresentou vazamento de gás e teve acidentes com dois petroleiros. Um deles teria quebrado um braço ao cair de uma escada quando fazia uma auditoria interna sobre as condições de segurança. A Petrobras alegou que os degraus tinham bordas antiderrapantes e que ele se desequilibrou. O outro, um funcionário terceirizado, sofreu fratura exposta em uma perna quando, segundo o Sindipetro NF, uma porta de 250 quilos se soltou. Nesse caso, a estatal afirmou que houve "pequena falha de montagem" e confirmou o vazamento de gás na P-35, que levou à suspensão da produção.
Este ano, a plataforma Cherne II também teve a produção paralisada, por causa de um incêndio ocorrido em 19 de janeiro, provocado por um defeito em uma bomba de transferência de petróleo. A Capitania dos Portos em Macaé só foi comunicada sobre o acidente no dia seguinte. Um mês depois, um trabalhador terceirizado da P-38 fraturou uma rótula. Depois do acidente, ele ainda ficou três dias embarcado.”


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