quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Trabalhadores são encontrados alojados em cocheira (Fonte: PRT 15ª Região)

"São João da Boa Vista - Na tarde dessa quarta-feira (14), uma ação conjunta do Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego flagrou trabalhadores da construção civil sem registro em carteira e alojados em condições insalubres e perigosas na cidade de São João da Boa Vista.
Os 16 operários prestavam serviços à Diferencial Construções e Empreendimentos Ltda., de São Paulo, que foi contratada para construir casas para alocar escritórios dentro de uma fazenda. Segundo apurado pela fiscalização, sete deles não tinham o contrato de trabalho formalizado, ou seja, não possuíam registro em carteira de trabalho.
O alojamento consistia em uma cocheira em que foram improvisadas paredes de compensado de madeira. Havia superlotação, risco de incêndio, falta de condições sanitárias e higiênicas, falta de armários, roupa de cama, cobertores e as beliches tinham estrutura precária.
No local circulavam animais, o que aumentava o risco de infestação por parasitas, tais como carrapatos ou pulgas. Havia queixas dos trabalhadores sobre a presença de ratos.
O alojamento se situava numa fazenda na Serra da Mantiqueira, em local descampado e sujeito a fortes ventos, o que tornava o local muito frio. Ele foi interditado pelo fiscal do MTE.
A construtora foi notificada a comparecer perante o MTE para tentativa de regularização das condições encontradas. Havendo resistência à regularização, será chamada a comparecer perante o MPT."

Acordo garante a renúncia de membros do Sindicato Rural de Tanabi (SP) (Fonte: PRT 15ª Região)

"Campinas (SP) – O Ministério Público do Trabalho e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tanabi (SP) celebraram acordo judicial, no qual fica garantida a renúncia de membros da diretoria sindical que foram processados por irregularidades administrativas e financeiras no ano passado.
O acordo põe fim à ação civil pública ajuizada pelo MPT após recorrentes denúncias relacionadas à malversação do patrimônio e recursos da entidade sindical, inclusive por parte do presidente Gilmar Cândido Inácio. Além dele, outros treze membros da diretoria foram processados por fixarem remuneração em valores muito superiores aos recebidos por qualquer outro trabalhador da categoria.
As principais irregularidades constatadas pelo MPT são referentes ao pagamento de despesas pessoais com o orçamento da entidade (principalmente na utilização indevida dos veículos do sindicato), contratação de parentes, gastos excessivos com telefonia e combustível e utilização do trabalho de crianças e adolescentes.
Além disso, verificou-se que o presidente não pertencia à categoria dos trabalhadores rurais quando se candidatou ao cargo, contrariando requisitos da lei trabalhista. Um deles, inclusive, prevê que o “associado deve ter mais de seis meses de inscrição no quadro social e mais dois anos de exercício da atividade ou da profissão”.
Diante de todas as provas, a Procuradoria do Trabalho em São José do Rio Preto ingressou com ação civil pública, pedindo, em caráter liminar, o afastamento imediato da diretoria e do conselho fiscal do sindicato.
“Pelas provas constantes, fica evidente a usurpação do sindicato por um grupo de pessoas capitaneado pelo presidente da entidade, com vista a atender interesses pessoais, em prejuízo dos humildes trabalhadores da categoria”, afirmam os procuradores.
Como pena alternativa, o acordo obriga 14 membros da diretoria do sindicato – entre eles o presidente -, a renunciarem ao atual mandato. Além disso, todos ficam impedidos de concorrer a cargos eletivos pelo período de quatro anos, com exceção de Gilmar Cândido, que terá de esperar oito anos para se candidatar. A entidade se compromete, também, a realizar processos eleitorais dentro das regras estatutárias e a criar um portal de transparência para que os contribuintes tenham acesso a todas as informações contábeis e fiscais da entidade.
A Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (FERAESP) deverá realizar todos os atos necessários à reorganização da categoria sindical, bem como representar o sindicato até que a nova diretoria seja eleita.
O descumprimento das obrigações resultará na aplicação de multa no valor de R$ 50 mil, a ser revertida ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador)."

Família de mineiro que faleceu em virtude da exposição ao silício receberá R$ 400 mil (Fonte: TST)

"Familiares de um mineiro que faleceu em virtude de pneumoconiose, provocada pela exposição ao silício que penetra nos pulmões e provoca o enrijecimento dos tecidos, receberão indenização por dano moral de R$ 100 mil, que, corrigida, chegará a R$ 400 mil. A Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1) não admitiu o recurso da Anglogold Ashanti Mineração Ltda. e manteve decisão que aumentou o valor da indenização.
A ação de indenização foi ajuizada pela viúva do mineiro contra a antiga Mineração Morro Velho Ltda. Alegou que o ex-marido permanecia diariamente por algumas horas no interior das minas de exploração de ouro, no subsolo de Nova Lima (MG), durante os 26 anos de trabalho na empresa e faleceu após ter contraído pneumoconiose, doença que causa o enrijecimento dos tecidos pulmonares, dificultando seu funcionamento. Como forma de compensação pelos danos sofridos, sua extensão e reflexos, requereu indenização em valor a ser arbitrado e pensão mensal, a ser estipulada.
Nexo causal
A viúva atribuiu a doença ao contato direto do ex-marido com a sílica, elemento mineral presente em abundância nas minas de ouro, cuja liberação ocorre durante a exploração das minas, nas pequenas explosões realizadas pelos trabalhadores para retirar o mineral. A remoção de blocos de pedras libera no ar pequenas partículas que flutuam nos túneis das minas e são absorvidas pela respiração.
A constante exposição ao agente, ao longo dos anos, leva a pessoa a acumular nos pulmões quantidades muito superiores à capacidade do organismo de expelir o elemento estranho, que passa a impregnar os tecidos pulmonares. O pulmão atrofia, acarretando a morte precoce ou a incapacidade prematura para atividades profissionais. O mineiro foi um  dentre tantos afetados pela doença, conforme comprovam os documentos e atestados médicos juntados ao processo pela viúva.
A indenização foi concedida pelo Juízo de Primeiro Grau, que a arbitrou em R$ 10 mil, por concluir pelo nexo causal e o dever de indenizar e a pensão em 1/3 do salário recebido pelo mineiro. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) considerou adequado o valor e rejeitou recurso da viúva que pretendeu reajustá-lo.
Contudo, para a Sexta Turma do TST, o valor da condenação não se mostrou razoável nem proporcional, pois o ex-empregado sofreu com a silicose por 26 anos, período em que recebeu auxílio-acidente do INSS, e faleceu em virtude de doença ocupacional. Por isso, acolheu recurso da viúva e aumentou para R$ 100 mil o valor da indenização.
A Anglogold discordou do valor e apelou à SBDI1, ao argumento de ser desproporcional e contrário ao princípio da razoabilidade já que ultrapassará R$ 400 mil após a incidência dos juros de mora.
A Subseção, em recente julgamento, entendeu que quando se discute o valor fixado à indenização por danos morais não é possível analisar a especificidade de um julgado-modelo, lembrou a ministra Delaíde Miranda Arantes, relatora do recurso. Ela argumentou que essa questão depende da análise de diversos aspectos, como a capacidade econômica da empresa, a gravidade do dano, a idade do ofendido e o local de trabalho, os quais, ainda que apresentem uma ínfima divergência, podem tornar distintas as situações e não se pode aplicar a Súmula 296, I, concluiu a ministra, que ainda citou precedentes da SBDI1 no mesmo sentido."

Fonte: TST

Educação pública estadual vai parar no dia 30 de agosto (Fonte: APP Sindicato)

"EDUCAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL VAI PARAR NO DIA 30 DE AGOSTO
Professores e funcionários de escola vão lembrar os 25 anos da terrível repressão policial no Centro Cívico e reivindicar atendimento da pauta
No dia 30 de Agosto, a educação pública estadual vai parar. As escolas não terão aulas e os trabalhadores da educação irão às ruas por todo o Estado para relembrar os 25 anos da brutal repressão policial aos educadores em greve em 1988, sob o governo Álvaro Dias, e também para reiterar ao governo a pauta de reivindicações da categoria, que está com vários pontos pendentes.
Além dos atos em diversas cidades do Estado, professores e funcionários das escolas, organizados pela APP-Sindicato, farão uma grande manifestação em Curitiba. A concentração será na Praça Santos Andrade, às 9h, que será seguida de caminhada até o Palácio Iguaçu, com a presença de caravanas de todo Estado.
No mesmo dia, em Brasília, um ato nacional, convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), reivindicará a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que aguarda há três anos e meio o fim de sua tramitação no Congresso Nacional. Os manifestantes montarão um acampamento em frente ao Senado Federal para pressionar os parlamentares.
Memória – Em 30 de agosto de 1988, professores, funcionários, pais e estudantes saíram da Praça Rui Barbosa em passeata até o Centro Cívico, com o objetivo de encontrar os companheiros que há dias acampavam na Assembleia Legislativa e de negociar com o governador a volta do direito – conquistado em 1986 – do piso de três salários mínimos.
Chegando à Praça Nossa Senhora da Salete foram recebidos pela cavalaria da Polícia Militar com cassetetes e bombas de efeito moral. O carro de som foi violentamente impedido de entrar na praça e o acampamento destruído pelos militares. Vários manifestantes ficaram feridos, tiveram de ser hospitalizados e até se submeter a cirurgias para retirar os estilhaços das bombas. Desde então todos os anos esta data é lembrado como o Dia de Luto e de Luta da Educação Paranaense.
Nesta semana, a APP lançou a campanha ’30 de Agosto: 25 anos’ em que serão publicados depoimentos em vídeo de professores e funcionários da educação sobre os eventos de 1988 no Canal da APP no Youtube: www.youtube.com/user/appsindicato.
Pauta atual – A luta da educação não para. Para este 30 de Agosto, as principais reivindicações em nível estadual são:
·         pagamento das promoções e progressões em atraso, que se acumulam mês a mês e já chegam a mais de R$ 30 milhões;
·         um sistema de atendimento à saúde para todos os servidores estaduais;
·         realização de concurso público para funcionários de escola;
·         enquadramento dos professores que se aposentaram no antigo nível F6 ao atual nível II da carreira (promessa de campanha do governador Beto Richa);
·         alterações nos contratos temporários, para que os educadores que ingressam via processo seletivo simplificado tenham remuneração igual à do efetivo com mesma titulação;
·         pagamento de 0,6% para os professores a fim de que se atinja o Piso Salarial Profissional Nacional;
·         debate democrático sobre a matriz curricular, que não houve no ano passado, quando o governo impôs mudanças no Ensino Fundamental.
Os educadores paranaenses também estão integrados à luta nacional, que tem como pontos prioritários:
aprovação do PNE, com aplicação de 10% do PIB em educação pública;
destinação dos royalties do petróleo à educação;
efetivação do PSPN e de 1/3 de hora-atividade (período de jornada extraclasse) para os professores;
contar com a Conferência Nacional de Educação (Conae) como um espaço de debate, aprofundamento de temas e formulação de políticas públicas efetivas para a melhoria da educação no país;
contra a terceirização da atividade-fim trazida pela PL 4330.
Serviço:
Grande ato do Dia de Luto e Luta da Educação Paranaense
Memória da repressão de 88 e luta pela pauta atual
Data: 30 de agosto de 2013
Horário: 9h
Local: Praça Santos Andrade, em Curitiba, rumo ao Palácio Iguaçu"

Fonte: APP Sindicato

Comissão aprova novas regras para instalação de postes de energia elétrica (Fonte: Agência Câmara)

"A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou na quarta-feira (14) o Projeto de Lei 5778/09, da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que determina a instalação preferencial dos postes que sustentam as redes aéreas de distribuição de energia elétrica nas divisas de lotes, em áreas urbanas.
Conforme a proposta, postes que dificultem ou impeçam o acesso de pessoas ou veículos à área interna de imóveis urbanos deverão ser remanejados, sem ônus para os proprietários ou locatários. A obrigação só não valerá para postes relocados nos últimos dez anos. Segundo Rose de Freitas, algumas distribuidoras cobram cerca de R$ 15 mil para recolocação de postes.
O relator, deputado Weverton Rocha (PDT-MA), foi favorável à proposta. “Não há dúvida de que, quando uma concessionária de energia coloca um poste na frente de uma habitação, prejudicando a circulação dos moradores, não está prestando um serviço adequado e está causando dano ao consumidor”, disse. “Cabe à empresa, portanto, fazer a reparação do dano, ou seja, relocar o poste de energia, sem ônus para o morador”, complementou.
Porém, segundo ele, “uma rápida pesquisa sobre ações movidas nos tribunais por cidadãos prejudicados pela colocação inadequada de postes de energia elétrica mostra que as concessionárias de energia se recusam, sistematicamente, a arcar com os custos das necessárias relocações”.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania."

PEC dos Recursos põe juízes e advogados em lados opostos (Fonte: Agência Senado)

"A Proposta de Emenda à Constituição 15/2011, que agiliza o sistema recursal brasileiro, pôs em lados opostos advogados e juízes. Em audiência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na manhã desta quinta-feira (15), o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Coêlho, e o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Nelson Calandra, divergiram sobre a proposta que, na prática, limita a apresentação de sucessivos recursos para atrasar o cumprimento de decisões judiciais.
Para o representante da OAB, a chamada PEC dos Recursos é uma medida que fere o princípio da presunção da inocência e o direito à ampla defesa. Além disso, é uma questão que já está sendo discutida no âmbito da reforma do Código de Processo Civil, que já passou no Senado e agora está sendo avaliada pela Câmara dos Deputados.
– Não se pode alterar a Constituição a todo e qualquer momento. Vivemos um período de estabilidade constitucional nestes últimos 25 anos. Isto deve ser discutido no âmbito do CPC, que voltará ao Senado no mês que vem. Seria mais adequado implantar o CPC, pôr em efetividade, se ele não der conta, poderemos analisar alteração na Constituição – opinou.
Segundo o presidente da Ordem, há uma cobrança muito grande sobre o Legislativo quanto à celeridade processual na Justiça, mas o Judiciário precisa fazer sua parte. Segundo Coêlho, o Poder Judiciário precisa se organizar e espalhar seus recursos, concentrados na cúpula, para as pequenas comarcas.
– Joga-se para o Legislativo toda uma responsabilidade, e o Judiciário não faz a parte dele. O dinheiro que vai para o Judiciário é mal aplicado, fica encastelado nos tribunais, gastos absurdos na cúpula dos tribunais e o dinheiro não é espalhado onde a população se encontra, nas varas e comarcas – afirmou.
O representante da OAB criticou também a postura da advocacia pública, que “recorre de tudo”, e a existência dos “juízes QTTs”, que só trabalham às terças, quartas e quintas, nas pequenas comarcas do interior do país.
- É preciso mudanças culturais, estruturais e jurídica. Esta virá com a reforma do CPC, sem tirar do cidadão, principalmente em matéria penal, o direito a recurso. Não há bem maior que a liberdade. Somos um país que acredita na liberdade da pessoa – argumentou.
Pelo fim da impunidade
O presidente da AMB, por sua vez, afirmou que a magistratura é a favor do fim da impunidade. Para ele, que defendeu a PEC, o Senado pode resolver o problema da violência no Brasil. Segundo Calandra, as manifestações populares indicam que o Brasil precisa mudar a lentidão na Justiça. Ele citou exemplos de crimes de grandes repercussões, cujos mandantes ainda não foram julgados e continuam soltos.
– Ninguém quer ser testemunha num processo em que o bandido mata o juiz, pica um jornalista e sai pela porta da frente do tribunal. Um culpado deixa de ser encarcerado dá passe livre para que outros cometam crimes. A magistratura é favor do fim da impunidade. Não se pode um país ter cinco juízes mortos e todos os mandantes soltos. O Senado brasileiro pode ministrar o remédio de que o povo brasileiro precisa para cessar violência incontida – defendeu.
O autor da PEC, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), lembrou que em nenhum país civilizado do mundo tem um Judiciário com quatro instâncias, como ocorre no Brasil.
– Até 1988, havia três [instâncias]. Depois criaram mais uma, o STJ [Superior Tribunal de Justiça]. Agora, o Brasil é o único a ter quatro níveis de julgamento – destacou.
Entenda a PEC
A PEC 15/11 tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e tem como relator o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Originalmente, a proposta transformava os recursos extraordinário e especial –  interpostos, respectivamente, ao STF e ao STJ – em ações rescisórias. Ou seja, em vez do direito aos recursos, haveria o trânsito em julgado, e à parte interessada restaria apenas uma ação rescisória, que é uma ação autônoma, com o objetivo de desfazer os efeitos de sentença já transitada em julgado.
O substitutivo elaborado pelo senador Aloysio Nunes mantém o direito aos recursos, mas diz que os mesmos não impedem o trânsito em julgado da sentença. Este ponto foi também muito criticado pelo presidente da OAB:
– Ora, trânsito em julgado significa que não cabe mais recurso. A Constituição não pode mudar a natureza das coisas. Não pode dizer que num pote de sal tem açúcar. Há coisas que não podem ser mudadas. Portanto, se comporta recursos, não há trânsito em julgado – afirmou."

Anastasia demite concursados e fecha Estatal (Fonte: @SindileletroMG)

"Empregados concursados da Cemig (Cemig Serviços S.A.) estão recebendo carta de aviso prévio em casa por todo o estado, pelos Correios... NADA na mídia, nenhuma movimentação política... É o fim da luta e dos sonhos de mais de 200 famílias de Minas Gerais. Esse é o desabafo de Gabriel Tavares, concursado da Cemig Serviços, nas redes sociais.
O governador Anastasia que durante a campanha eleitoral prometeu criar empregos de qualidade em Minas Gerais, após ser eleito fecha a estatal Cemig Serviços e demite todos os concursados. O governador preferiu beneficiar as empreiteiras e passar todo serviço pra elas.
Acompanhe a repercussão no Facebook:
- Mathews Aguiar: Fui contratado! saí com uma mão na frente e outra atrás!!!!!! acabei voltando pra uma empresa de prestação de serviços!
- Maria Catarina Laborê: Este império tucano, em que suas crueldades superam qualquer regime autoritário, pois mata aos poucos a essência humana , só terá fim quando a sociedade entender que romper com estas maldades é um ato conjunto que deve ser superado pelo individualismo e interesses pessoais.
- Celso Primo: Enquanto isso, a Cemig, comandada pelo PSDB, bate record de lucro a cada ano. Desrespeito e humilhação ao ser humano em prol do lucro aos acionistas.
- Geraldo Magela Silva: Gabriel Tavares, te conheço e sei da sua capacidade profissional e das suas qualidades como pessoa! Sou solidário com você e os demais companheiros...a CEMIG está nos envergonhando! E mostrando falta de visão estratégica, pois idealiza, concursa, estabelece um projeto e desiste dele em pouco tempo...além da vergonha como o projeto foi conduzido junto aos concursados! VERGONHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Marilda Abreu Araujo: Que tristeza, mas deste desgoverno tudo se espera."

Câmara tenta barrar protesto, mas CUT ocupa parlamento contra PL 4330 da terceirização (Fonte: CUT)

"Deveria ser mais uma mobilização pacífica contra o Projeto de Lei (PL) 4330/2004, que trata da regulamentação da terceirização e ameaça todos os trabalhadores com carteira assinada.
Porém, na manhã desta quarta-feira (14) o clima ficou tenso quando militantes da CUT foram impedidos de acompanhar a sessão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, em que o PL aguarda para ser votado.
Apesar do acordo dos líderes partidários nessa terça (13) garantir que o texto volte à pauta somente no dia 3 de setembro, os trabalhadores queriam garantir que nenhum deputado apresentasse um requerimento para antecipar a votação.
A indignação aumentou ainda mais quando “militantes” pagos por empresários, atuando como se fossem trabalhadores interessados em se manifestar a favor do projeto, conseguiram ingressar na Casa. Revoltados, os cutistas cansaram de esperar na porta pela autorização e forçaram a entrada na Câmara, mesmo agredidos por seguranças.
Projeto só interessa a patrões – Presidente da CUT, Vagner Freitas, avalia que a situação mostrou a necessidade de modificar a relação entre o Legislativo e a sociedade e apontou também a fragilidade do PL 4330.
“A Casa é do povo e podemos fazer uma manifestação pacífica, como todas as outras que fizemos, denunciando os prejuízos que esse projeto traz à classe trabalhadora. O que aconteceu hoje merece nosso repúdio. Por que quem é contratado pelo patrão pode entrar e quem faz a legítima defesa da classe trabalhadora, não? Se os empresários precisam contratar pessoas para tentar fingir que os trabalhadores são a favor da proposta, esse texto só pode mesmo interessar aos patrões”, disse.
Os conflitos não pararam por aí. A truculência ainda alcançou os cutistas que ocuparam a CCJC e foram expulsos durante protesto para mostrar aos parlamentares que estão atentos a qualquer manobra.
Secretária de Relações do Trabalho da Central, Maria das Graças Costa, alertou que a ação de hoje foi apenas um sinal do que a classe trabalhadora fará, se o projeto for aprovado como está.
“A CUT tem 30 anos de história e isso deve ser respeitado. Não vamos nos intimidar, continuaremos com nossa mobilização e a palavra de ordem é que se tire da pauta de vez o PL 4330 para fazermos a negociação. Dia 30 vamos parar o Brasil e os deputados que se preparem para 2014. Quem votar contra nós, quem for a favor de escancarar a terceirização em nome do lucro, para ter mais morte, mais adoecimento dos trabalhadores, será lembrado”, destacou
Pressão dos patrões – Secretário de Organização da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Miguel Pereira, também citou a necessidade de maior transparência na discussão sobre a proposta.
“Quando você chega democraticamente para acompanhar uma comissão e é impedido, há problemas com o cumprimento das regras democráticas. Ninguém estava agredindo ninguém e nem quebrando nada. O que estavam querendo esconder? O debate deve ser transparente.”
Dirigente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos, João Cardoso disse que conversou com alguns “militantes” que passaram pela mobilização da CUT e ouviu deles que tiveram o ponto abonado e foram incentivados pelos patrões a irem à Câmara.
“Falamos com aqueles que passavam timidamente por nossa manifestação e, depois que entenderam o processo, disseram que estavam conosco. Explicamos que queremos dignidade e igualdade de direitos e isso não é ser contra o trabalhador terceirizado, ao contrário, é ser contra a precarização que a terceirização representa”."

Fonte: CUT

Companhia de taxi aéreo de Sorocaba paga R$ 120 mil para encerrar irregularidades (Fonte: PRT 15ª Região)

"Sorocaba - A companhia de táxi aéreo NHR firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) perante o Ministério Público do Trabalho em Sorocaba com a finalidade de sanar irregularidades relacionadas a questões salariais e concessão de férias a pilotos. Para reparar os danos morais causados à coletividade, a empresa pagará R$ 119,5 mil em bens.
A NHR é investigada pelo procurador Gustavo Rizzo Ricardo desde setembro de 2012, quando recebeu denúncia de que os funcionários estariam recebendo salários atrasados e deixando de receber benefícios, dentre outros problemas.
O MPT propôs a celebração de acordo extrajudicial, na tentativa de ajustar a conduta do investigado, o que foi anuído pela companhia. 
Dentre os itens do TAC, a empresa se compromete a regularizar a situação salarial de seus funcionários, efetuando o pagamento dos salários até o 5o dia útil do mês, com a devida formalização do recibo, e o pagamento de benefícios como vale-transporte e vale-alimentação. Todos os empregados devem gozar de férias anuais de 30 dias, conforme previsto pela legislação no artigo 47 da lei 7.183/84.
Além de resolver a situação trabalhista, a NHR também deverá doar em até 180 dias, sob título de indenização por dano coletivo, um automóvel utilitário avaliado no valor de R$ 119,5 mil para a Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Sorocaba.
Caso o bem não seja entregue nesse prazo, a empresa deverá pagar uma multa de 100% sobre o valor do automóvel. Cada item descumprido renderá multa de R$ 5 mil, multiplicada pelos trabalhadores em situação irregular."

CAS discute leilões de petróleo e precarização do trabalho nas plataformas (Fonte: Agência Senado)

"Denúncias de precarização do trabalho na exploração de petróleo, em lotes entregues por leilão a empresas privadas, brasileiras e estrangeiras, estão sendo discutidas em audiência pública nesta quinta-feira (15) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Participam do debate Magda Chambriard, diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás; Aparecido Donizete da Silva, representando a Central Única dos Trabalhadores; João Antônio de Moraes, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros; e Jorge Venâncio, dirigente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.
Suspensos desde 2008, os leilões de petróleo foram retomados em maio deste ano. Entidades sindicais do setor condenam a estratégia, alegando a perda da soberania do país sobre a exploração de petróleo, com a abertura a empresas estrangeiras, e a precarização do trabalho nos lotes leiloados.
O requerimento propondo o debate foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS)."

Shopping de Campinas não pode cobrar taxa de estacionamento de funcionários de lojas, diz Justiça (Fonte: PRT 15ª Região)

"Campinas - O Tribunal Regional do Trabalho de Campinas acolheu parecer do Ministério Público do Trabalho e condenou o Shopping Galleria à obrigação de não cobrar taxa de estacionamento de pessoas que trabalham no empreendimento (funcionários e lojistas), sob pena de multa de R$ 50 mil por dia, reversível ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
A 5ª Turma do TRT deu provimento ao recurso movido pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Campinas, Paulínia e Valinhos, após a ação coletiva (também de autoria da entidade sindical) ter sido extinta pelo juízo de primeira instância, que julgou a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a matéria.
No parecer do MPT emitido ao Tribunal, o procurador Silvio Beltramelli Neto posicionou-se favorável à atuação dos juízes do Trabalho no processo, haja vista tratar-se de “relações de trabalho de pessoas que laboram nas dependências dos réus”.
Além disso, o membro do Ministério Público evidenciou a irregularidade na cobrança de taxa de estacionamento de trabalhadores do shopping ao alegar que “os empregados das lojas locatárias não se dirigem ao shopping com a finalidade de consumir, mas exatamente de fomentar o consumo, atividade a ser desempenhada em função de relação de trabalho contratada”.
A desembargadora relatora Thelma Helena Monteiro de Toledo Vieira acolheu o parecer e, além de declarar a competência da Justiça do Trabalho, ainda julgou o mérito do processo, condenando o Condomínio Shopping Galleria a não cobrar “qualquer verba pela utilização do estacionamento de veículos e motocicletas dos empregados das pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades em suas dependências”.
Cabe recurso no Tribunal Superior do Trabalho."

Bradesco tem recurso negado em ação de demissão discriminatória (Fonte: TST)

"A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho decidiu que o processo em que o banco Bradesco S.A. foi condenado por demitir um empregado com câncer volte ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) para restabelecer a sentença em que se reconheceu o direito do empregado à estabilidade provisória.
Na ação trabalhista, o empregado declarou que após ser acometido por um câncer, foi afastado das atividades para realizar uma cirurgia. Mas após o procedimento, aparentando estar curado,  a doença reapareceu. Depois de comunicar o fato aos superiores, ele foi demitido 30 dias depois.
Na Vara Trabalhista, o juiz entendeu que a demissão foi discriminatória e determinou a reintegração do empregado. Não satisfeito, o banco recorreu. No Regional, o banco pediu a anulação da decisão. Foi atendido em parte. O TRT paulista analisou o pedido de estabilidade provisória, que foi negado por não haver amparo legal, mas concluiu que a demissão foi discriminatória.
Ao analisar o agravo de instrumento, a Segunda Turma decidiu restabelecer a sentença que garante à estabilidade provisória, amparado na Súmula 443, segundo a qual, " presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego" .
Os ministros determinaram que o recurso de revista seja  julgado na primeira sessão ordinária subsequente à data da publicação da certidão. A decisão da  Turma prevê ainda que o Regional aprecie as demais matérias constantes do recurso ordinário do empregado e o recurso ordinário do Bradesco. A decisão foi unânime."

Fonte: TST

Entidades apresentam a TST conflitos sobre enquadramento sindical de trabalhadores (Fonte: TST)

"O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, recebeu nesta terça-feira (13) dirigentes de sindicatos de trabalhadores de indústrias do setor alimentício e de indústrias químicas de São Paulo. Eles apresentaram ao ministro problemas que os empregados desses setores têm sofrido com relação à jurisprudência sobre o enquadramento sindical. A principal queixa é a de que algumas decisões têm deferido o enquadramento dos empregados da agroindústria na condição de trabalhadores rurais, mesmo quando as indústrias tenham como atividade principal a produção e processamento de álcool, açúcar e de produtos químicos, por exemplo.
Segundo relataram ao presidente do TST, o sindicato dos trabalhadores rurais tem reivindicado que essas categorias estariam sob sua base de representação, o que estaria gerando grande instabilidade tanto no setor patronal quanto no laboral.
"Os direitos hoje assegurados nos acordos e convenções coletivas dos empregados do setor da indústria química, por exemplo, são em grau bem maior do que o dos trabalhadores rurais", explicou o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), Sérgio Luiz Leite. "Tememos uma precarização grave de direitos".
Na reunião, os dirigentes sindicais também manifestaram preocupação com o Projeto de Lei nº 4330/04, do deputado Sandro Mabel, que dispõe sobre os contratos de prestação de serviço a terceiros. O referido projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e tramita em caráter terminativo.
Também participaram da reunião no gabinete da Presidência do TST o secretário-geral da Fequimfar, Edson Dias Bicalho; o diretor da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo, João Agostinho Pereira; o consultor jurídico da Força Sindical, Cesar Augusto de Mello; e o advogado Amilcar Pacheco."

Fonte: TST

Petrobras comprova regularidade de procuração assinada por presidente da empresa (Fonte: TST)

"A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a regularidade de representação processual de um recurso interposto pela Petróleo Brasileiro S. A. – Petrobras, que havia sido considerada irregular pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM) à justificativa de que a signatária da procuração não havia comprovado que ocupava o cargo de presidente da empresa.
No recurso ao TST, a Petrobras argumentou que o fato de a procuração ter sido assinada pela presidente da empresa, Maria das Graças Silva Foster, independia de prova, pois se tratava de fato público e notório. Alegou ainda que o documento foi juntado ao processo desde a audiência inaugural, sem nenhuma oposição da parte contrária. 
O recurso foi examinado na Segunda Turma pelo ministro José Roberto Freire Pimenta, que deu razão à Petrobras. Segundo o relator, os elementos essenciais à validade do instrumento de mandato são a identificação do outorgante e do subscritor, sendo desnecessária a qualificação do subscritor e a comprovação do cargo ocupado na empresa, conforme o entendimento das Orientações Jurisprudenciais 373 e 255 da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST.
Avaliando que a procuração atendia os requisitos dispostos no artigo 654, parágrafo 1º, do Código Civil, necessários à validade do instrumento, o relator deu provimento ao recurso da Petrobras e determinou o retorno dos autos ao Tribunal Regional para que prossiga na análise do recurso da empresa. O voto do relator foi seguido por unanimidade."

Fonte: TST

Pagamento com cartões de crédito avança na justiça trabalhista do Pará (Fonte: Agência CNJ)

"Quatro meses após a implementação do projeto, 16 das 17 Varas Trabalhistas de Belém/PA já estão aceitando o cartão de crédito como forma de pagamento de dívidas trabalhistas a serem pagas por determinação da Justiça. Até o momento, 19 pagamentos de dívidas trabalhistas já foram feitos com o uso da ferramenta, envolvendo o montante de R$ 48.168,25.
O desenvolvimento do sistema é resultado de um termo de cooperação firmado em janeiro do ano passado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Corregedoria Nacional de Justiça, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Colégio de Presidentes e Corregedores da Justiça do Trabalho (Coleprecor), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
A iniciativa tem por objetivo tornar mais ágil o processo de execução de decisões e acordos na Justiça trabalhista, repassando o dinheiro rapidamente à parte beneficiada e reduzindo a burocracia na parte de execução e arquivamento dos processos. O sistema foi desenvolvido na 13ª Vara do Trabalho de Belém e utilizado pela primeira vez na 2ª Vara, no dia 9 de abril deste ano.
Em uma ação movida contra a empresa Transcol Ltda. – do ramo de transportes –, Demétrio Monteiro Neto reclamava danos morais sofridos no ambiente de trabalho. As partes fecharam um acordo no valor de R$ 5 mil, que foi pago em três parcelas: a primeira por meio de depósito judicial e as duas seguintes em cartão de crédito.
O uso do cartão de crédito para pagamento de dívidas trabalhistas é facultativo. Além do pagamento do principal devido, podem ser pagos com cartão taxas, custas, tributos, emolumentos e pagamentos a terceiros envolvidos no processo, como advogados e peritos. A experiência do TRT 8 com o pagamento em cartão de crédito e os desafios para a implantação do projeto nos outros tribunais do País foram discutidos durante a reunião do Coleprecor, realizada no final de junho.
A experiência chamou a atenção de dirigentes dos tribunais presentes, como o do TRT de Mato Grosso (23ª Região), que estuda implantar o projeto. Após o evento, o presidente do TRT 23, desembargador Tarcísio Valente, se reuniu com as equipes do Banco do Brasil e da Cielo para discutir o projeto. Atualmente estão sendo finalizadas as tratativas técnicas para a implantação da ferramenta nas Varas do Trabalho do estado.
No TRT da 8ª Região, a expectativa é estender a funcionalidade a todas as 46 Varas do Trabalho, localizadas nos estados do Pará e Amapá. No entanto, ainda não há confirmação do calendário a ser cumprido."

Fonte: Agência CNJ