quarta-feira, 18 de maio de 2011

Discriminação: “Starbucks processado” (Fonte: Valor Econômico)


“O governo americano está processando a rede de cafeterias Starbucks pela demissão de uma barista anã, segundo a Reuters. Conforme a comissão americana de igualdade no trabalho, depois de ser contratada e treinada por três dias, a barista pediu um banco para ficar mais alta e fazer seu trabalho. A Starbucks teria negado e demitido a funcionária, alegando que o banco seria perigosos para outros funcionários.”


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“Sem Código, devastação avança na Amazônia” (Fonte: O Globo)


“Amazônia: devastação está fora de controle em MT
Autor(es): agência o globo: Catarina Alencastro

Área destruída é maior que Goiânia. Para técnicos do Ibama, motivo é expectativa de mudanças no Código Florestal 

BRASÍLIA. O desmatamento da Amazônia cresceu muito e está fora de controle em Mato Grosso, onde 753,7 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados entre agosto de 2010 e abril deste ano. No período anterior, de agosto de 2009 a julho de 2010, o desmatamento em Mato Grosso tinha sido bem menor: de 661 quilômetros quadrados.

A área destruída agora é maior que Goiânia. Como ainda faltam ser computados três meses, para fechar o período de análises do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mede o desmatamento via satélite, o Ibama espera que a destruição ultrapasse 1.400 quilômetros quadrados, área maior que a cidade do Rio de Janeiro. Se confirmado, o número representará aumento de 53% com relação ao mesmo período do ano passado. Os números do desmatamento em toda a região serão divulgados hoje, em Brasília, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Desmatamentos ostensivos, com uso de "correntões" 

Técnicos do Ibama que trabalham nas operações de combate ao desmatamento dizem que as infrações vêm sendo cometidas devido à expectativa de mudanças no Código Florestal. Embora as negociações entre o governo e o relator da reforma do código estejam emboladas, a matéria está a um passo de ser votada no plenário da Câmara dos Deputados. O Ibama ficou espantado de constatar a presença de desmatamentos ostensivos, com o uso dos chamados "correntões". Os crimes ambientais estariam sendo cometidos com a intenção de abrir áreas que possam vir a ser legalizadas pela nova legislação.

Preocupada com a situação, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reuniu-se esta semana com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que o governo trace uma estratégia de divulgação da má notícia que não cause impactos para a venda da soja brasileira no exterior. A tese de quem está em campo acompanhando a crise é que os produtores estejam desmatando para ampliar a produção do grão no estado. O aumento do preço das commodities estaria influenciando a decisão dos produtores de desmatar para plantar mais.

Os novos desmatamentos fogem do padrão de derrubada da vegetação nativa registrada nos últimos anos. O município que mais desmatou no Mato Grosso foi Alto Boa Vista, que entre agosto de 2010 e abril deste ano destruiu 97,6 quilômetros quadrados. No período anterior, a cidade tinha desmatado uma área residual, de apenas 3,5 quilômetros quadrados, um aumento de quase 100% em um ano. Nova Ubiratã também desmatou grande área: 85,9 quilômetros quadrados, seguida por Bom Jesus, onde 79 quilômetros quadrados de floresta viraram terra nua.

Destruição em Mato Grosso pode ser maior

O desmatamento da Amazônia Legal será divulgado oficialmente pelo governo hoje. Os números fazem parte do sistema de detecção do Inpe chamado Deter, que, por não pegar desmatamentos muito pequenos, é um indicativo do que está havendo na floresta.

A medição definitiva é confirmada pelo sistema Prodes, que só sai em novembro, após checagem dos dados de todo o período analisado (agosto do ano anterior a julho do ano vigente). O Ibama trabalha com a tese de que o Deter detecta 70% do que o Prodes detecta. Sendo assim, no caso de Mato Grosso, além dos 753 quilômetros quadrados de desmatamento já registrados, seriam somados ainda 682 quilômetros quadrados desmatados até o final da medição, gerando total de 1.435 quilômetros quadrados derrubados.”


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“BC fecha cerco a franquia de crédito” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Adriana Cotias | De São Paulo 
 
"Franquia Paraná Banco: o seu negócio". Com esse tipo de abordagem, o Paraná Banco, do grupo paranaense J. Malucelli, estabeleceu nos últimos anos uma rede de 85 lojas franqueadas da Paraná Crédito, o braço de varejo para oferta de crédito consignado do grupo. Essa estrutura, que não representa custos de instalação física e de funcionários para a instituição financeira, está ameaçada pela resolução 3.954 do Banco Central (BC), de fevereiro.
A regulamentação, que consolida as normas referentes à contratação dos chamados correspondentes bancários pelas instituições, deixou explícita a proibição de parceria que configure franquia e também que o espaço físico desse canal alternativo seja confundido com o de uma instituição financeira. No mercado, o que se comenta é que foi o abuso de forma que levou a supervisão a coibir esse tipo de estrutura.
Com o advento do crédito com desconto em folha de pagamento de 2004 para cá, muitas empresas especializadas na atividade de correspondente se estabeleceram no país como marcas franqueadoras e, em alguma medida, responsáveis pela explosão do consignado. Pelos dados do Banco Central (BC) o estoque dessa modalidade de crédito somava em março R$ 142,9 bilhões, 60% das operações de empréstimo pessoal.
Há dois modelos de franquia rodando. O do Paraná Banco, em que um braço da instituição financeira é o franqueador da marca, e outro, mais comum, em que uma empresa independente é a franqueadora e distribui produtos de diversos bancos.
Na lista de franquias de crédito desse segundo modelo estão nomes como a pioneira Nipocred, a Creditaria, a Finnance e a embrionária Grana Aqui. "Não há uma motivação racional para proibir a distribuição de produtos por meio de franquia, não sou dirigente de banco travestido de correspondente, sou independente dele e com essa estrutura consigo garantir a qualidade da oferta", diz o sócio da Grana Aqui, Alberto Gaidys, ex-executivo do mercado.
A empresa tem hoje só uma loja própria em São Paulo, mas, depois de ter investido R$ 1 milhão no modelo de expansão por meio de franquias, está com o negócio parado há cerca de dois meses por conta da insegurança jurídica criada pela 3954. Gaidys diz que fez uma consulta formal ao BC a respeito, mas não obteve resposta. A Grana Aqui atua como correspondente de Fibra, BMG, Credicard e BM Sua Casa.
No segmento de câmbio é o grupo Fitta que tem expandido a sua malha de atendimento por meio de franquias, com 60 lojas. Mas é o braço de turismo, uma empresa não financeira, que franqueou sua marca e, na ponta, também atua como correspondente, explica o presidente da instituição, André Nunes. "Nosso modelo é validado pelo BC porque não tem a figura de uma instituição financeira." Ele afirma que a vedação ao contrato de franquia, constante na 3.954, não é exatamente novidade para o setor financeiro e já estava, de alguma forma, previsto no Manual de Normas e Instruções do BC. O grupo fez uma série de consultas jurídicas antes de se valer dessa estrutura. "Passamos dois anos formatando o projeto, para ter certeza de que não haveria conflito com o arcabouço legal."
A Nipocred, empresa do Mato Grosso do Sul, chegou a ter 136 lojas franqueadas, mas vem modificando o seu método de atuação desde 2008. Segundo conta o diretor Marcio Iwamoto, os ajustes decorrem não só da sinalização de que haveria cerceamento a esse tipo de rede, mas também porque a companhia começou a sofrer ônus trabalhistas e ser responsabilizada por fraudes de "pastinhas" que se relacionavam com as franquias. A Nipocred inaugurou o formato de franquia de serviços financeiros em 2004, casando a oferta de crédito direto ao consumo (CDC) com a venda de planos de saúde.
"Inventamos um modelo que, na verdade, não estava regulamentado e acabamos sendo acionados juridicamente por questões que não eram da nossa responsabilidade direta", diz Iwamoto. A Nipocred tem 27 lojas próprias, mas ainda conta com 7 franquias remanescentes, que trabalha para retomar. Entre os parceiros estão BV Financeira, BMG e Rural.
A Finnance, com 4 lojas franqueadas e a matriz em São José do Rio Preto, modificou os termos do seu contrato para concessão comercial com reserva de franquia, enquanto aguarda a avaliação jurídica da Associação Brasileira de Franquias (ABF), diz Glaucia Gallo Pereira, proprietária da marca, farmacêutica de formação e que toca o negócio junto com o marido economista. Originando operações para bancos como BMG, BV e Itaú, a produção mensal beira o R$ 1 milhão, com comissões de até 15%.
"Não dei muita bola para o normativo porque já vinha trabalhando com concessão comercial. Minha função é dar suporte, treinar, apresentar o modelo pronto para trabalhar, mas não há uma relação de subordinação (com as lojas)", diz Glaucia. Os contratos são fechados por um prazo de cinco anos e os concessionários pagam uma taxa de franquia inicial. A intenção é criar um fundo de propaganda. Com esse desenho ela espera chegar a 50 franquias neste ano.
Segundo Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF, o departamento jurídico da entidade vem avaliando a regra do BC, mas a leitura preliminar é de que a resolução não pode se sobrepor à Lei de Franquias e ameaçar os contratos vigentes. "Há registro de marca, os contratos são legais, não pode haver um terceiro impedindo que ele se execute." O representante conta que a ABF vai encaminhar uma carta ao governo e ao BC lamentando a decisão, que, a seu ver, vai contra os interesses do mercado.
Algumas atuações no mercado, com lojas com a mesma comunicação visual da instituição financeira, confundem o consumidor e não há clareza se a relação é com um prestador de serviço ou com o próprio banco, pontua Eloy Ventura, diretor jurídico da Aneps (associação que representa as promotoras de vendas).
O Valor ouviu de mais de uma fonte que o Banco do Brasil também teria cogitado adotar o modelo de franquia para expandir a sua malha de correspondentes no Amazonas, a fim de evitar reclamações trabalhistas. O gerente executivo de canais do BB, Edson Moreira Correa Filho, informou que não houve plano recente nesse sentido, mas que há cerca de uma década a instituição chegou a testar a oferta de cartões e seguros por meio dessa estrutura. A aquisição da rede de correspondentes do Lemon Bank, em 2009, foi ajustada e os contratos de franquia foram refeitos de acordo com os padrões do BB.”


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“FAO sinaliza apoio à bioenergia” (Fonte: Valor Econômico)


“Em sinal de reconhecimento de que a produção de biocombustíveis pode não afetar a segurança alimentar, a FAO (Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) está promovendo uma nova metodologia para ajudar os governos a avaliar os prós e os contras de se investir no segmento.
Batizada de "Quadro Analítico de Bioenergia e Segurança Alimentar (BEFS)", a metodologia foi criada para ajudar nas políticas públicas que buscam avaliar o potencial da bioenergia assim como seu possível impacto na segurança alimentar. Em comunicado, a agência também cita o Brasil como exemplo de país que produz bioenergia para atender suas necessidades. "O Brasil abastece cerca de 1 milhão de veículos com o biocombustível feito de cana-de-açúcar", afirma a FAO no comunicado.
"Feito corretamente e quando apropriado, o desenvolvimento da bioenergia oferece a chance de dirigir investimentos e trabalho para as áreas que literalmente necessitam desse tipo de política", disse Heiner Thofern, coordenador do projeto da FAO.”


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“Belo Monte pode atrasar um ano” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Tarso Veloso | De Brasília 
 
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, disse que não sabe quando será aprovado o parecer definitivo da obra da usina de Belo Monte. Durante seminário no auditório do Ministério das Minas e Energia, ele não se comprometeu com a data mencionada por mais de uma vez pelo ministro Edison Lobão, que espera a licença de construção para junho. Há o risco, portanto, da obra só começar no segundo semestre de 2012.
Os técnicos do Ibama responsáveis pela análise da obra retornaram, na semana passada, de uma vistoria ao local da usina e ainda não finalizaram a análise. A licença de instalação é exigida para que as obras da hidrelétrica possam ser efetivamente iniciadas.
"Se todas as condicionantes estiverem cumpridas o Ibama vai emitir licença para instalação. Não é papel do Ibama permitir ou não a construção, mas ver se as condicionantes foram ou não cumprida", disse Trennepohl. Segundo Antônio Coimbra, diretor Socioambiental do consórcio Norte Energia, já foram contratados R$ 103 milhões em ações antecipatórias.
O início de Belo Monte pode sofrer atraso de até um ano caso a licença de instalação da usina não saia até novembro, que marca o fim do período de seca região.”


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