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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pautas bomba são demonstração de desespero e impotência para 'impichar' (Fonte; Rede Brasil Atual)

A liderança de Cunha está com prazo de validade vencendo, junto com a inviabilidade do impeachment. A bancada fisiológica que o elegeu logo vai querer voltar a participar do governo



"Mesmo fisiologismo que elegeu Cunha vai levar o atual presidente da Câmara a perder a liderança
Se o PMDB estivesse com a bola toda para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, iria votar pautas bombas para inviabilizar um hipotético governo do correligionário Michel Temer? Claro que não.

Se Aécio Neves tivesse expectativa de chegar ao poder em breve, iria tocar fogo com pautas bomba que explodiriam no seu colo? Também não.

Então até o cimento da Praça dos Três Poderes sabe que, na conjuntura atual, não existe a menor viabilidade de dar o golpe "paraguaio" do impeachment.

A mídia oligopólica conspira. Políticos da oposição e alguns insatisfeitos da base governista conspiram. Tem sim parlamentares que desejariam o golpe para pegar o poder, mas sabem que não têm cacife para tanto. Porque a situação é igual à das potências nucleares na Guerra Fria: apontavam os mísseis mas não podiam disparar, porque não sobreviveriam à inevitável retaliação..."

'Bancada do retrocesso' recebeu mais de R$ R$ 280 milhões de empresas para campanhas eleitorais (Fonte: Brasil de fato)

Juntos, parlamentares do PSDB, PP, PMDB, PR e DEM abocanharam 75% do montante, ou seja, cerca de R$ 210 milhões; os cinco partidos tem 129 parlamentares fiéis a Cunha nas votações da Câmara.

"Formada por parlamentares fiéis ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a "Bancada do Retrocesso" recebeu mais de R$ 280 milhões de empresas privadas para financiamento da disputa eleitoral de 2014. Levando-se em conta apenas os parlamentares mais próximos ao presidente da Câmara, PSDB, PP, PMDB, PR e DEM, juntos, abocanharam 75% do montante, ou seja, cerca de R$ 210 milhões. Os cinco partidos tem 129 deputados fiéis a Cunha nas votações da Casa.

Entre as principais bandeiras da bancada está, justamente, o apoio ao financiamento empresarial de campanhas proposto na PEC 182/07, que foi aprovada na Câmara, em maio, por 330 votos a favor, 141 votos contra e uma abstenção. O projeto foi aprovado através de uma “manobra”, sendo posto novamente em votação após ter sido derrotado no dia anterior.

Mais da metade dos deputados que votaram a favor da proposta – 213 - fazem parte da bancada do retrocesso, que reúne os partidos que tiveram ao menos um deputado que apoiou Eduardo Cunha nas três votações mais polêmicas que passaram pela Câmara em 2015: financiamento de campanha, terceirizações e maioridade penal..."

Íntegra Brasil de Fato

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Na TV, programa do PT ironiza panelaços e pede que população evite crise política (Brasil de Fato)

"Em programa televisivo que será veiculado em rede nacional na noite desta quinta-feira (6), o Partido dos Trabalhadores pede aos brasileiros que evitem que a crise econômica se transforme em política e ironiza os panelaços promovidos durante as falas de Dilma Rousseff na TV desde março.

A peça, apresentada pelo ator global José de Abreu, conta com a participação do presidente do partido, Rui Falcão, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. A narrativa, que se estende por dez minutos, foca em mostrar que o governo petista tem a capacidade de conduzir o país através do mau momento que enfrenta atualmente para retomar seu crescimento e desenvolvimento, como teria feito em outras ocasiões. Além disso, expõe os índices de investimentos aplicados em áreas estratégicas como infraestrutura, educação, saúde e moradia, reiterando que a gestão de Dilma tem trabalhado para recolocar o país nos trilhos e não está “perdida”, como prega a oposição.

Por falar em oposição, fotos de alguns de seus caciques – como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO), José Agripino Maia (DEM-RN) e o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) – são reproduzidas duas vezes junto aos dizeres “Não se deixe enganar pelos que só pensam em si mesmos”.

O PT pede a união dos brasileiros, admitindo que há um crise econômica, mas alertando que, caso ela se converta em um cenário de intensa instabilidade política, “o sofrimento pode ser muito maior”. Exemplo utilizado para reforçar a tese é a ditadura militar, que durou 21 anos. “Hoje, há uma pessoa capaz de evitar uma grave crise política no país: você”, diz a gravação..."

Íntegra Brasil de Fato

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Líder do PDT diz que partido saiu da base por discordância com política econômica (Fonte: Câmara dos Deputados)

"O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), falou há pouco que a discordância com a atual política econômica do governo federal foi o principal fator para o partido deixar a base do governo. “É uma política econômica que privilegia o rentismo, o sistema financeiro em cima de qualquer expectativa de crescimento da indústria nacional, do setor de comércio e serviços”, afirmou. 

Na noite desta quarta-feira (5), o partido e o PTB anunciaram a independência em relação à base governista. Isso significa que os partidos não estarão comprometidos com as orientações do governo nas votações.

Figueiredo falou que a decisão não significa uma mudança para a oposição, mas uma autonomia em relação à pauta do governo. “O Brasil precisa saber que existem partidos na Câmara que pensam no Brasil acima de interesses partidários ou governamentais.” Segundo ele, o partido faria parte de um terceiro caminho longe da “situação cega” e da “oposição raivosa..."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Líderes discutem hoje distribuição de vagas nas comissões entre os partidos (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

´´Os líderes do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN); do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA); do PR, Lincoln Portela (MG); e do PSD, Guilherme Campos (SP); e o ex-presidente da Câmara deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) se reúnem hoje para discutir a distribuição de vagas nas comissões temáticas entre os partidos. A reunião está marcada para as 10 horas, no gabinete da Presidência.
Chinaglia também estará presente na discussão porque, sob sua presidência, a Casa fechou um acordo segundo o qual os critérios adotados no ano anterior na composição dos colegiados valeriam para toda a legislatura. O líder do PSD argumenta, no entanto, que seu partido não participou do acordo e reivindica que seja respeitada a proporcionalidade partidária.
Criado no ano passado, o PSD é dono hoje da quarta maior bancada da Casa, com 51 deputados, e, com base no critério da proporcionalidade, teria direito à presidência de duas comissões, tomando o espaço do DEM e do PR, que perderiam um dos dois colegiados que cada legenda preside atualmente.
Regimento
A distribuição das comissões é regulamentada pelo Regimento Interno da Câmara, que relaciona as vagas que serão ocupadas por toda a legislatura à bancada eleita dos partidos. Como o PSD não participou da última eleição para deputado, em 2010, há a interpretação de que regimentalmente não teria direito às vagas.
Campos, entretanto, considera que o regimento é “omisso” em relação à criação de um partido. “Defendemos que haja uma nova definição da proporcionalidade para valer até o fim da legislatura, quando disputaríamos a eleição”, reitera o líder.´´

Extraido de http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/POLITICA/302900-LIDERES-DISCUTEM-HOJE-DISTRIBUICAO-DE-VAGAS-NAS-COMISSOES-ENTRE-OS-PARTIDOS.html

terça-feira, 17 de maio de 2011

“Lula reune aliados para discutir reforma política consensual” (Fonte: Valor Econômico )

“Autor(es): Vandson Lima | De São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu ontem com lideranças do PT, PSB, PDT e PCdoB, em São Paulo, para definir pontos de consenso sobre a reforma política. A partir do acordo, os representantes dos partidos orientarão seus parlamentares para futuras votações no Congresso Nacional.
De novidade, os partidos chegaram a um acordo para a defesa conjunta do financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais e da diminuição do quórum necessário para projetos de lei de iniciativa popular - hoje, são necessárias 1 milhão de assinaturas para que este tipo de proposta chegue ao Congresso.
Na reunião, ficou decidido que as respectivas fundações dos partidos estudarão formas de se adotar o financiamento exclusivamente público, mesmo sem a aprovação da lista fechada, modelo pelo qual o eleitor vota só em partidos.
"Não é inviável fazer [o financiamento] sem a lista", disse Rui Falcão, presidente do PT.
Os presentes também chegaram a um consenso sobre a defesa do sistema de voto proporcional, a manutenção do voto obrigatório e a defesa da fidelidade partidária. Estiveram na reunião, além de Lula, os presidentes do PSB Eduardo Campos, governador de Pernambuco; do PT, Rui Falcão e do PCdoB, Renato Rabelo. O deputado federal Brizola Neto representou o PDT, do qual é vice-presidente.
O grupo definiu que estabelecerá um fórum permanente de discussão, com reuniões a cada 60 dias. Lula lembrou aos presentes que, no passado, fazia o mesmo com Leonel Brizola (PDT), Miguel Arraes (PSB) e João Amazonas (PCdoB). "Há um consenso de que o financiamento [público] responde a uma série de anseios para controle das campanhas. E leva a disputa a um nível de igualdade maior", avaliou Rabelo. Ponto ainda em negociação no grupo é a proposta de Campos de que as eleições em todas as esferas de governo ocorram no mesmo ano.
O presidente petista Rui Falcão confirmou que se encontrará com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na sexta-feira, para uma conversa política. Disse que o governo tende a receber um eventual apoio oferecido pelo PSD, partido em fase de criação e capitaneado por Kassab: "Não vi governo até hoje recusar apoio".
O ex-presidente Lula saiu antes do término da reunião. Ele confirmou presença no encontro nacional de blogueiros, nos dias 17, 18 e 19 de junho, em Brasília. (Colaborou Cristian Klein)”

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

“Comissão conclui projetos da reforma política” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Raquel Ulhôa | De Brasília

O texto da proposta de emenda constitucional (PEC) que institui a lista partidária preordenada nas eleições proporcionais e o do projeto de lei que determina o financiamento público exclusivo para campanhas foram aprovados, ontem, pela comissão especial do Senado encarregada da reforma política. A comissão encerrou o trabalho e, agora, o pacote - que inclui outras sete PECs e dois projetos de lei aprovados anteriormente - está completo e pronto para ser submetido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A PEC do sistema eleitoral, que mantém o sistema proporcional e institui a lista fechada, prevê a alternância de um nome de cada sexo. Dessa forma, encampa a proposta da bancada feminina do Senado, que conseguiu aprovar cota de 50% para mulheres. "A reserva de candidaturas nas listas abertas não fez mais até o momento que garantir às mulheres algo em torno de 10% das cadeiras em disputa, percentual que deixa o Brasil nas piores posições na comparação internacional", diz a justificativa da PEC.
O projeto de lei que institui o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais estabelece o orçamento para a Justiça Eleitoral destinar aos partidos políticos que esse valor corresponda a R$ 7 por cada eleitor do país - esse valor é o mesmo proposto por um projeto de lei que tramita no Congresso desde 1999. Foi aprovado pelo Senado em 2001 e desde então está parado na Câmara dos Deputados.
Pelo texto, fica vedado aos partidos políticos e aos candidatos receberem doações oriundas de pessoas físicas e jurídicas para financiar campanhas eleitorais. Os senadores deixam claro que o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais está vinculado com a proposta de adoção do sistema de lista fechada nas eleições para deputados e vereadores.
A comissão acredita que a adoção do financiamento público exclusivo dá tratamento igualitário aos concorrentes do pleito, porque visa combater a propaganda eleitoral possibilitada pelo poder econômico.
O mérito das duas propostas já havia sido discutido e votado na comissão, sendo aprovado sem consenso, pela maioria dos votos. O que a comissão fez ontem foi aprovar o texto legislativo com o conteúdo aprovado pela maioria, que será submetido à tramitação. Os próprios integrantes da comissão não se comprometeram com o mérito. Aqueles que votaram contra na comissão, estão livres para defender suas posições durante a tramitação.
O presidente da comissão, por exemplo, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), avisou que vai lutar no plenário por outro sistema eleitoral, o chamado distritão. Além de Dornelles, o vice-presidente da República, Michel Temer, presidente do PMDB licenciado, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendem esse modelo. Por ele, o deputado é eleito pelo voto direto - não mais pelo sistema proporcional, como é hoje e como mantém a comissão da reforma política - e o território todo em que a eleição é realizada é considerado um grande distrito.”


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segunda-feira, 9 de maio de 2011

"A privataria está de olho no HC" (Fonte: Folha de S. Paulo)


“Por Elio Gaspari 

Alckmin nunca quis privatizar a Petrobras, mas o dr. do Hospital das Clínicas pôs encrenca na sua porta

O tucanato gosta de atravessar a rua para escorregar na casca de banana que está na outra calçada. Há uma semana, soube-se que o governo do doutor Geraldo Alckmin suspendeu o programa de reforço privado do ensino de idiomas para jovens da rede pública de São Paulo. Dentro do binômio educação-saúde, o superintendente do Hospital da Clínicas, Marcos Fumio Koyama, anunciou que pretende elevar de 3% para 12% a taxa de privatização dos atendimentos no maior centro médico do país.
O avanço da privataria sobre o HC se dará pela expansão da porta dos clientes de planos de saúde. Todos os brasileiros têm direito aos serviços dos hospitais públicos. Pretende-se ampliar uma pirueta pela qual um tipo de cliente receberá atendimento diferenciado.
O plano, contado à repórter Laura Capriglione, colocaria o Hospital das Clínicas no paradigma do Instituto do Coração. Lindo paradigma. Em 2006, por conta de aventuras políticas e de maus administradores, o InCor quebrou e, com uma dívida de R$ 250 milhões, foi à bolsa da Viúva. Em agosto passado, uma auditoria do SUS constatou que a fila para alguns exames na sua portaria de baixo tinha de oito a 14 meses de espera (um ano para um ecocardiograma infantil). Na portaria de cima, atendimento imediato. São muitos os truques. Um deles é simples: pelo SUS a patuleia precisa cumprir uma série de etapas e consultas para chegar ao exame; pelo plano privado, basta uma solicitação do médico.
A segunda porta dos hospitais públicos é um caso de apropriação privada do patrimônio da Viúva, patrocinado por burocratas e operadoras que obstruem o ressarcimento, pelos planos de saúde, do atendimento de seus clientes na rede do SUS. No momento em que hospitais da Viúva e as operadoras criam um sistema híbrido dentro do SUS, constrói-se a pior das situações, uma rede pública para usufruto privado. A complementaridade das duas redes não passa pela criação de uma porta preferencial. É o contrário: uma só porta, com um só tipo de atenção, e o ressarcimento é tratado noutro andar, na seção de contabilidade.
Segundo os defensores das duas portas, os recursos captados junto às operadoras melhorariam o atendimento da clientela do SUS. Nada impede que o serviço melhore numa porta e continue deficiente na outra, ou que a instituição quebre, como ocorreu com o InCor.
O doutor Koyama informa que atualmente os planos de saúde pagam pelo equivalente a 3% dos atendimentos e contribuem com R$ 100 milhões anuais, ou "10,6% das nossas receitas". Essa conta não fecha. O orçamento de 2009 do HC, publicado em seu relatório anual, diz que a receita da instituição foi de R$ 1,4 bilhão. Admitindo-se que a receita deste ano seja igual à de 2009, os 10,6% viram 6,9%. Se alguém tolerar um desvio desse tamanho ao tirar a pressão de um paciente, coitado dele.
Na campanha eleitoral de 2006, quando o PT inventou que Alckmin pretendia privatizar a Petrobras, ele teve que vestir um jaleco da empresa para desmentir a falsidade. Agora, com o superintendente do HC anunciando que pretende quadruplicar o tamanho da porta privatizada do HC, ele pode tirar as medidas para um novo jaleco.

 MESADINHA
Em Minas Gerais, ocorreram vários casos em que candidatos a vereador com boas chances de vitória receberam ofertas de mesadas de R$ 20 mil até a eleição do ano que vem. Um dos corretores dessa base de apoio já passou pelo noticiário do mensalão e, como não poderia deixar de ser, está espetado no Supremo.

 O HOMEM DE ELITE
Quem estiver interessado num trabalho de alto nível sobre as ações de forças especiais, está nas livrarias americanas "Spec Ops", do almirante William McRaven, o comandante da tropa que matou Osama bin Laden.
Ele analisa oito casos famosos de ações semelhantes. Vai de êxitos como o resgate israelense de 102 passageiros de um avião sequestrado no aeroporto ugandense de Entebbe, em 1976, ao fracasso do ataque à prisão norte-vietnamita de Son Tay, em 1970, onde deu tudo certo, mas os prédios estavam vazios.
Quando jovem, McRaven queria ser jornalista. Ele conta seus casos com a cabeça analítica de um veterano e a narrativa minuciosa de um bom repórter. Lendo-o, vê-se que o último ato da ação de Abbottabad foi simples como descascar uma banana. Ainda assim, os americanos perderam um helicóptero. O e-book está no ar por US$ 14,99.

 BOA NOTÍCIA
No dia 15, começa a integração da linha ferroviária da SuperVia com o Bilhete Único dos ônibus do Rio. Por R$ 3,70 será possível ir de Santa Cruz ao Leblon.
Há poucos meses, a antiga direção da SuperVia, que foi comprada pela Odebrecht, dizia que não se integraria "nem morta".

 A BANCADA DOS PENDURADOS NO STF
 Existe no Congresso uma bancada silenciosa, a dos parlamentares que respondem a processo no Supremo Tribunal Federal. O portal Congresso em Foco mostrou que são 66 os doutores. Um em cada dez deputados está espetado no Supremo, formando a terceira bancada em tamanho por partido e a segunda por Estado. No Senado, os espetados são nove, novamente um em cada dez.
São muitos os fatores capazes de explicar esse fenômeno. Há delinquentes no plenário, a Justiça é lenta, o STF está sobrecarregado e todo mundo tem direito à defesa. O resultado, contudo, cria redes nocivas de interesses e constrangimentos. Aqueles que sabem quanto devem preferem ficar com o rabo preso. Os que não devem nada ficam presos à suspeita.
Vinte e três processos têm mais de cinco anos, e o senador Jader Barbalho, com nove ações penais, tem um inquérito aberto em 1997.
A maioria dos litígios é relativamente jovem, e 19 referem-se a crimes eleitorais.
Por enquanto, o campeão de processos (o que não significa que neles tenha culpa) é o deputado Alberto Camarinha (PSB-SP), com seis ações penais e sete inquéritos. Entre outras coisas, é acusado de três crimes contra a ordem tributária, tráfico de influência, incêndio e formação de quadrilha.
A barra pesa quando se contam 17 acusações de peculato e oito processos por lavagem de dinheiro. São quatro os casos de corrupção ativa ou passiva.
Se o Supremo acelerasse metade desses julgamentos, todo mundo ganharia. A corte ficaria livre de uma bancada excêntrica, os inocentes ficariam em paz e os culpados pagariam pelo que fizeram.
Do jeito que está, só lucram aqueles que sabem o tamanho de suas malfeitorias e acabam beneficiados pela confusão.



 
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Entrevista: “Rui Falcão, deputado estadual e presidente nacional do PT” (Fonte: O Estado de S. Paulo)


“Autor(es): Vera Rosa

Um dia depois de a senadora Marta Suplicy (PT-SP) dizer que quer revanche contra José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o novo presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que o ex-governador é um nome forte para a eleição do ano que vem. "Serra é um candidato que não se pode subestimar", observou Falcão. Para ele, o PSDB, apesar de "fragmentado", vai aglutinar forças para o confronto de 2012.

Primeiro secretário da Assembleia paulista, Falcão disse que as prévias no PT para a escolha de candidatos devem sofrer mudanças, mas não serão extintas. Em São Paulo, o partido quer distância de prévias e terá candidato próprio à sucessão do prefeito Gilberto Kassab, ex-DEM e fundador do PSD.

"Devemos estabelecer parâmetros para os debates, a fim de evitar que descambem para o plano pessoal", insistiu Falcão. No diagnóstico do deputado, a refiliação do ex-tesoureiro Delúbio Soares não significou anistia, mas "simplesmente" a constatação de que ele se comportou bem após ter sido expulso no rastro do escândalo do mensalão, em 2005.

Falcão não quis entrar em nova polêmica ao ser questionado sobre a possibilidade de Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, também pedir reintegração. "É uma decisão que cabe a ele, não depende de mim. Ele não foi expulso. Ele se desfiliou. Quem se desfilia pode se filiar quando bem entender", disse. Sempre contido, Falcão abriu um sorriso quando perguntado se ficará à sombra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do PT. "Para mim, é uma felicidade contar com a sombra dessa copa tão frondosa me protegendo", brincou.

O sr. votou a favor do retorno do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao PT. Por que reintegrar nesse momento o pivô do escândalo do mensalão, acusado de gestão temerária no partido?

Delúbio apresentou seu pedido de filiação e o Diretório, por ampla maioria, a concedeu. Essa decisão não significou nem anistia nem reconhecimento de que a decisão anterior fora equivocada. Simplesmente se fez uma avaliação de que, nesses seis anos, não havendo punição perpétua no PT, o comportamento dele permitia que se filiasse.

Mesmo no PT há quem considere a volta de Delúbio como um tiro no pé para a imagem do partido da presidente Dilma. Além disso, pode até mesmo contaminar o julgamento dos réus do mensalão pelo STF. Como o sr. se posiciona a esse respeito?

Eu entendo que os ministros do Supremo vão julgar conforme os autos. Acho que isso não tem influência nem positiva nem negativa no julgamento.

O sr. também é favorável à volta do ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira?

É uma decisão que cabe a ele, não depende de mim. Ele não foi expulso. Ele se desfiliou. Quem se desfilia pode se filiar quando bem entender. Não me cabe emitir opinião.

O sr. foi secretário municipal de Governo de Marta Suplicy, hoje senadora. Vai defender a candidatura dela à Prefeitura?

Marta é um dos grandes nomes que o partido examina, em São Paulo. Tem outro nome também muito forte, que é o do ministro Aloizio Mercadante.

Mas o ex-presidente Lula disse que é preciso um nome novo para disputar contra o PSDB. Ele quer um PT de cara nova...

É por isso que não quero manifestar preferência. Há nomes que se encaixam nesse perfil. Temos os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini. O ministro Fernando Haddad também tem sido muito mencionado. A ideia é chegar a uma candidatura ainda neste ano.

Há uma proposta para acabar com as prévias no PT ou restringi-las ao máximo. O que o sr. pensa sobre isso?

Vamos regulamentar melhor as prévias no PT. Quem sabe, por exemplo, elevar as exigências de assinaturas para a apresentação de candidatos. Devemos estabelecer parâmetros para os debates, a fim de evitar que descambem para o plano pessoal.

Lula está fazendo várias articulações no PT. O sr. vai comandar o partido à sombra dele?

É uma felicidade poder contar com a sombra dessa copa tão frondosa me protegendo.

Quem será o maior adversário do PT na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2012? O ex-governador Serra?

Se ele for candidato, será sempre um candidato forte pelo recall que tem, pela expressão de votos que obteve em várias eleições. Serra é um candidato que não se pode subestimar. E o PSDB, apesar de fragmentado, vai aglutinar outros setores.

O sr. tem dúvidas sobre a candidatura dele no ano que vem?

Ele tem encarado isso como proposta de inimigo (risos).

O PT está insatisfeito com a composição do segundo escalão do governo Dilma e alega continuar sub-representado, apesar de manter 17 ministérios. Como conter esse descontentamento?

Eu acho que o PT está bem representado. A montagem do segundo escalão demanda muita conversa e paciência, principalmente quando o governo é de coalizão. Quero construir uma interlocução com a presidenta Dilma e com o núcleo do governo para debater política.

A alta da inflação e a política econômica do governo Dilma também preocupam o partido...

O Diretório Nacional considerou correta a orientação dada pelo governo tanto à política econômica como ao combate à inflação, feito sem sacrificar programas fundamentais. Diferentemente de outros governos, no nosso o combate à inflação não se faz com recessão.

Mas os juros continuam altos.

Não tanto quanto chegaram no governo Fernando Henrique.”


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