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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ameaçado, Temer se articula contra pedidos de impeachment e em favor da PEC 55 (Fonte: RBA)

"Brasília – Executivo e oposição fazem hoje (28) uma maratona de reuniões e articulações para, por um lado resguardar o governo Michel Temer e garantir as votações no Congresso previstas para ocorrer até sexta-feira (2) e, do outro, pedir o impeachment do presidente e obstruir a apreciação de qualquer medida de ajuste neste momento. Para a oposição, a situação de Temer ficou ainda mais comprometedora diante de entrevista divulgada ontem pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero confirmando que gravou, sim, conversas com colegas e que tudo já está sendo investigado pelo Ministério Público.

Apesar dos vários pedidos de impeachment que já estão prontos para ser protocolados, a solicitação de afastamento de Temer que contará com a participação de integrantes de movimentos sociais e de várias entidades representantes da sociedade civil contrárias ao presidente da República deverá ser apresentada somente na quinta-feira (1º).

O motivo, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), é a preparação por assessores jurídicos de texto a partir de sugestões dadas pelos partidos que vão assinar a peça.

Integrantes da Rede, Psol e PCdoB também estão preparando, além do pedido de impeachment, um pedido de investigação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), sobre as condutas do presidente Temer, do ex-secretário de Governo Geddel Vieira Lima, e do atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O intuito é investigar o caso de interferência do governo em questões privadas, diante da pressão denunciada pelo ex-ministro Calero por Geddel, com o aval de Temer, nas últimas semanas, para que ele mudasse laudo proibindo a construção de um arranha-céu em área tombada em Salvador. Apesar da expectativa de que esse pedido à PGR seja protocolado ainda hoje, pelo fato de o dia ser de trânsito de vários parlamentares dos seus estados a Brasília, a entrega pode ser transferida para amanhã (29)..."

Íntegra: RBA

Psol protocola pedido de impeachment de Temer (Fonte: RBA)

"Brasília – Parlamentares do Psol protocolaram hoje (28) um pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer. O documento argumenta que Temer incorreu em crime de responsabilidade contra a probidade na administração pública durante o episódio envolvendo os ex-ministros Geddel Vieira Lima (secretaria de Governo) e Marcelo Calero (Cultura).

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero pediu demissão do cargo no último dia 18 e alegou que o ministro Geddel Vieira Lima o pressionou a intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador, onde ele adquiriu um imóvel. Segundo depoimento prestado por Calero à Polícia Federal, o presidente Michel Temer também o teria abordado a respeito da situação. Ontem, Temer argumentou que estava apenas “arbitrando conflitos” entre decisões divergentes de um órgão público.

Pouco antes de protocolar o pedido, o líder do partido na Câmara dos Deputados Ivan Valente questionou os argumentos dados por Michel Temer.  “O que eles estava advogando é sobre uma causa privada do ministro Geddel que ficou irritado porque o seu colega ministro não tinha dado um jeitinho para resolver o seu problema pessoal. E nesse sentido o Temer se atolou nesse episódio e praticou crime de responsabilidade ao ferir com o decoro com o que é esperado para o seu cargo", disse o líder do partido na Câmara dos Deputados, Ivan Valente.  Com o desgaste do episódio, Geddel pediu demissão na última sexta (25)..."

Íntegra: RBA

Defesa de Eduardo Cunha fragiliza Temer (Fonte: RBA)

"Brasília – As fragilidades do governo do presidente Michel Temer aumentaram ainda mais hoje (28) com ameaças veladas feitas pelo advogado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados, que está preso no Paraná por envolvimento na Lava Jato (e arrolou Temer como testemunha dele), apresentou 41 perguntas a serem feitas ao presidente, das quais 21 foram vetadas. Mas as perguntas, aliadas aos pedidos de impeachment contra Temer, a formalização de investigações contra seus ministros e à possibilidade de novas delações a serem feitas pelos executivos da Odebrecht contra peemedebistas nos próximos dias, aumentaram a temperatura na base aliada, alerta para a governabilidade de Temer.

A oposição se prepara para a apresentação de pedidos de impeachment em várias frentes, até o dia 10 de dezembro, mas há quem aguarde o resultado das próximas delações a serem feitas para a Justiça Federal, até o final do ano. O Psol protocolou seu pedido nesta segunda-feira. “O ambiente em Brasília vai ser de nitroglicerina pura nas próximas semanas”, avaliou um líder de partido da base do governo que não quis se identificar.

Dentre as perguntas feitas pela defesa de Eduardo Cunha a Temer, destacam-se as que procuram saber detalhes sobre as relações do presidente da República com alguns dos principais operadores do PMDB, como o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada, o lobista do setor de petróleo José Augusto Henriques (os dois, também presos em Curitiba) e o empresário José Yunes..."

Íntegra: RBA

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Temer se abraça a Geddel: crise moral e derrocada econômica podem ser devastadoras (Fonte: RBA)

"A rapidez com que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu analisar o caso de Geddel Vieira Lima, incluindo o assunto na pauta da reunião de ontem (21), forneceu o pretexto a Michel Temer para adiar (e se possível evitar) a demissão de seu ministro do peito no Governo. A decisão palaciana de aguardar a decisão já começa a aparecer nas falas de líderes governistas, como Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Um pedido de vistas, porém, adiou a decisão para dezembro. Abraçando-se a Geddel, mantendo-o na frigideira com fogo alto, Temer receberá os respingos no rosto. Os próprios aliados do golpe não concordam com tal desmoralização: precisam de um governo que consiga pelo menos manter as aparências, preservando a compostura mínima para se manter de pé.

A semana que começou ontem (21) traz um aumento das complicações para a sobrevivência do governo. A combinação entre a crise moral e a derrocada econômica pode ser devastadora daqui para a frente. A situação do Rio e dos estados em geral, todos a caminho da quebradeira, exige uma medida federal.

Na semana passada a proposta palaciana de destinar ao socorro federativo parte dos R$ 100 bilhões que o BNDES foi obrigado a devolver antecipadamente ao Tesouro foi vetada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Este dinheiro já foi usado nominalmente para reduzir o déficit. Valer-se dele aprofundaria o déficit primário de R$ 170 bilhões estimado para este ano. Se nada for feito, virá o efeito dominó..."

Íntegra: RBA

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Após denúncias, Moreira Franco não garante Geddel no governo Temer (Fonte: Estadão)

"PARIS - O secretário do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer, não descartou nesta segunda-feira, 21, que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, venha a ser demitido. Falando ao Estado em Paris, onde participa do 4º Fórum Econômico França-Brasil, o secretário informou que a permanência de Geddel está sendo discutida.

"O presidente está tratando dessa questão. Esse problema ocorreu no fim de semana. Ele está muito preocupado", afirmou o secretário, deixando claro que o assunto ainda está em aberto. "Certamente haverá de encontrar uma solução que sirva ao governo, que sirva sobretudo ao País, no sentido de se ter regras que sejam claras, transparentes." Questionado se a possibilidade de demissão de Geddel está afastada,  Moreira Franco disse que não. "Não afasto, nem afirmo. Como eu disse, o presidente vai estar debruçado sobre essa questão", reiterou..."

Fonte: Estadão

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sala de visitas: a quem convém a política econômica de Temer? (Fonte: GGN)

"Jornal GGN – Nesta edição do Sala de visitas: os interesses de casta por trás da Selic, a capital do país que conseguiu reduzir a criminalidade pela metade, e o bandoneon de Martin Mirol.

O programa de hoje abre com a entrevista do professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, Fernando Nogueira da Costa que avalia os pontos preocupantes da política econômica de Temer, e mais ainda, porque é tão nociva a insistência do Brasil de manter sua taxa de juros tão elevada. Nogueira destaca que, atualmente, três quartos do déficit nominal brasileiro são decorrentes do pagamento de juros, algo em torno de R$ 500 bilhões todos os anos. 

O professor da Unicamp destaca que o Brasil vive hoje a maior depressão econômica de toda sua história que não decorre de princípios puramente econômicos, mas sim pela crise política e interesses de castas que trabalham incessantemente para manter a ideia de que a solução está na manutenção da maior taxa de juros do planeta. Há anos Nogueira acompanha o enriquecimento dos chamados private banking, grupo de cerca de 111 mil investidores brasileiros que se destacam no sistema bancário pelo seu alto poder aquisitivo. Segundo o professor em um semestre cada investidor desse grupo ganhou cerca de meio milhão, graças aos juros mantidos no país. 

Em seguida Luis Nassif entrevista por Skype o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB) que se destaca por conseguir reduzir em 48,3% a taxa de crimes violentos letais e intencionais em Maceió em apenas seis meses. Em 2015, a capital foi a que mais reduziu violência em todo o país. O objetivo desse governo é tirar Maceió do ranking das dez cidades mais violentas do Brasil. 

Por fim, no último bloco, Nassif recebe na sala de visitas o argentino bandoneonista, arranjador e diretor musical, Martin Mirol, acompanhado de Martín López Leiton (voz), Gonzalo Galván (violão), Luis Gustavo Nascimento (violino) e Renato Rossi (viola). .."

Fonte: GGN

terça-feira, 8 de novembro de 2016

HÁ 180 DIAS NO PODER, TEMER FALA EM 60 DIAS E PEDE MAIS OITO MESES DE PACIÊNCIA (Fonte: Brasil 247)

"Ao destacar que seu governo está desmontando um "ciclo perverso", pelo qual passava o país, o presidente Michel Temer apresentou hoje (8), algumas projeções otimistas que, segundo ele, serão decorrentes das medidas de austeridade que vêm sendo adotadas. Entre elas, ele destacou a possibilidade de, a partir do segundo semestre de 2017, o país retomar a geração de emprego e de registrar um Produto Interno Bruto "não negativo". Ele também disse que, mantidas tendências já verificadas, espera que o país retome o grau de investimento, pelas agências de avaliação.

Temer abriu, pela manhã, o seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento é promovido pelo jornal Valor Econômico, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria,

"Querem que o governo assuma e dois meses depois o céu esteja azul. Não é assim. Isso leva tempo. A retomada do emprego é algo que demora. É paulatina e lenta, mas nossa esperança é que no segundo semestre de 2017 o PIB não seja negativo. Se não for, que nos cobrem", disse o presidente, durante um seminário de infraestrutura promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, passou de 3,30% para 3,31%. Para 2017, a expectativa de crescimento foi ajustada de 1,21% para 1,20%

"Às vezes sinto no ar certo preconceito. Querem combater desemprego e não querem incentivar a iniciativa privada. Nossa esperança é que em face do ritmo que estamos adotando é que no segundo semestre do ano que vem tenhamos também o emprego sendo retomado", acrescentou..."

Íntegra: Brasil 247

A Unidos do Governo Temer vai gastar R$ 600 mil numa festa homenageando o samba no Planalto. (Fonte: DCM)

"A notícia de que o governo está pagando mais de 600 mil reais por um show no Palácio do Planalto, enquanto tenta emplacar uma PEC de teto de gastos públicos, é tão absurda que só poderia fazer sentido vindo dessa turma.

No sábado, dia 7, Michel Temer entregará a Ordem do Mérito Cultural a uma série de artistas, iniciativas e instituições.

Um empresa chamada Treco Produções Artísticas — repito: Treco — está abocanhando 596 mil para fazer, segundo o Diário Oficial, “roteiro, direção artística, direção geral, produção artística e apresentações musicais”.

A cerimônia vai homenagear o samba. Neguinho da Beija Flor, autor de “Samba do Triplex”, aquele mesmo que defendeu o patrocínio de um ditador africano a sua escola, vai cantar, juntamente com Márcio Gomes, Áurea Martins e André Lara, que ninguém sabe quem são.

Outros 15 mil servirão para pagar o cachê de Fafá de Belém, que vai como sempre assassinar o Hino Nacional com sua interpretação desafinada e cafona. Ela comete esse crime desde as “Diretas Já”.

Tudo sem licitação.

Michel e Marcela farão as honras da casa com seu carisma e seu brilho. Uma pena enorme que Clóvis Bornay não esteja mais entre nós.

A música popular brasileira tem dezenas de opções de trilha sonora para essa pilantragem. Dezenas. Talvez os versos mais adequados para o momento sejam os de Bezerra da Silva:

O doutor delegado

Grampeou todo mundo

Porque o ladrão

Roubou outro ladrão

É ladrão que não acaba mais

Tem ladrão que não acaba mais

Você vê ladrão

Quando olha pra frente

Você vê ladrão

Quando olha pra trás


Meu amigo Marcelo Santos, porém, sujeito sofisticado, conhecedor de marchinhas, prefere “Máscara Negra”. Nessa distopia bananeira, Temer é Pierrô, Moreira Franco, Arlequim e Marcela, Colombina.

Os mais de mil palhaços no salão somos nós..."

Fonte: DCM

Gastos de cartão corporativo do governo Temer superam os de todo o 1º semestre (Fonte: DCM)

"Os gastos do governo federal com cartão corporativo aumentaram nos últimos quatro meses. Desde que Michel Temer assumiu a Presidência, o poder Executivo gastou mais de R$ 29 milhões com os cartões.

Os valores gastos entre julho e 4 de novembro ultrapassam o total gasto em todo o primeiro semestre de 2016. As despesas nos últimos quatros meses somam mais de R$ 24 milhões, contra R$ 22 milhões nos seis primeiros meses do ano. O Ministério da Transparência só divulgou agora os dados de julho até os primeiros quatro dias de novembro.

A publicação no Portal da Transparência vem uma semana depois de a CBN revelar que as despesas com o cartão corporativo no governo Temer estavam sem atualização desde julho. Os dados já levam em conta os gastos de novembro porque algumas despesas são feitas no mês anterior, mas cobradas no mês seguinte.

Nos primeiros quatro dias de novembro, já foram gastos mais de R$ 3,7 milhões. E mesmo com o discurso de contenção de gastos, o governo continua gerando despesas com o cartão. Em média, são gastos entre R$ 4 mi e R$ 5 mi por mês – o mesmo que foi gasto mensalmente no ano passado.

Para o economista Paulo Brasil, se o governo propõe uma PEC que limita os gastos públicos, também precisa cortar na própria carne. Para mostrar ao país que está preocupado com as contas públicas, ele sugere que o governo zere as despesas com cartão corporativo..."

Fonte: DCM

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Temer nega audiência a governador que foi contra impeachment de Dilma (Fonte: Congresso em foco)

"O Palácio do Planalto avisou ao governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, que o presidente Michel Temer não vai poder recebê-lo, como o chefe do executivo paraibano pediu em ofício endereçado ao peemedebista. A solicitação de audiência por escrito foi feita em 24 de outubro, inclusive com a informação dos temas a serem tratados. Por telefone, a assessoria do Planalto alegou excesso de compromissos de Temer. Dissidente no PSB, Coutinho foi contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, processo que levou Temer à Presidência da República.

Mesmo sendo do PSB, partido que faz parte da base de apoio parlamentar a Temer no Congresso, com indicação até de ministros de Estado, Coutinho não conseguiu saber quando o presidente poderá recebê-lo. O governador tinha solicitado uma conversa para solicitar o repasse da parte federal de obras feitas em parceria com o governo estadual, a autorização do ministério da Fazenda para a conclusão do empréstimo já assinado com o Banco do Brasil, ainda na gestão Dilma, e a possibilidade de novos investimentos da União no Estado.

“Não solicitei audiência pessoal. Os assuntos a serem tratados são de interesse do Estado numa relação que se exige republicana e federalista”, disse Coutinho. “Lamento o estreitamento da republicanidade no país”, acrescentou..."

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

FNDC lança campanha contra ataques de Temer a 'vozes dissonantes' (Fonte: RBA)

"São Paulo – Lançada hoje (26) pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), a 17ª edição da revista Mídia com Democracia, disponível em versão on-line, traça um painel do momento atual dos meios tradicionais de comunicação do país e sua relação com a conjuntura política, econômica e social, além de um balanço dos 25 anos de atuação do Fórum e do lançamento de uma campanha em defesa da liberdade de expressão.

A matéria de capa – Liberdade de expressão em tempos de golpe – analisa que papel passou a desempenhar a chamada grande mídia, depois de o Congresso cassar o mandato da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), levando seu vice, Michel Temer (PMDB), ao poder. “Ataques à mídia alternativa, processos judiciais para calar comunicadores, intervenção na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e ações para intimidar a livre expressão do pensamento dão a tônica do viés autoritário do governo golpista”, destaca o texto, assinado pelo jornalista Felipe Bianchi.

Em contraponto ao que chama de “ataque às vozes dissonantes”, o FNDC lança a campanha Calar Jamais. A publicação traz entrevista com Edison Lanza, relator para a Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), para quem, o caso brasileiro é quase que único no mundo atual.

“O cenário de concentração dos meios no Brasil é histórico, ou seja, não podemos simplesmente pegar uma radiografia atual deste cenário e compará-la com a de outras democracias. O caso é que praticamente não existiu nenhum tipo de regulação quanto à propriedade, controle, pluralismo e diversidade dos meios de comunicação no Brasil, o que é algo bem comum em outras democracias consolidadas”, afirma Lanza..."

Íntegra: RBA

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Temer tira a grande imprensa do vermelho (Fonte: Observatório da Imprensa)

"Há anos, cientistas políticos alertam que o pior de um presidencialismo de coalizão é a pulverização de favores a líderes políticos de diversos partidos em um troca-troca que envolve ministérios, secretarias e cargos de chefia em estatais em favor de apoio nas casas parlamentares e no aparelhamento do Estado.

A esse tenebroso cenário se soma uma outra coalizão que em nada respeita o direito do cidadão à informação e à liberdade de expressão. Desde que assumiu a presidência da república, interinamente, depois definitivamente, o governo Michel Temer elevou, sem qualquer constrangimento, as verbas publicitárias para a grande mídia oligárquica que produz as manchetes que informam e desinformam a maior parte da população brasileira. Essas empresas são: as Organizações Globo, as editoras Abril e Caras, os grupos Folha/UOL, Estadão e Band.

Inicialmente, o leitor precisa saber que as verbas publicitárias são um importante ferramenta de qualquer governo para falar com a população. Por meio da propaganda, o povo é informado de campanhas de vacinação, projetos sociais, ações educativas, alterações de regras da previdência social, dos prazos para pagamentos de impostos, entre outros. Portanto, quanto mais municípios forem abrangidos, maior será a população a receber a mensagem.

Contudo, o governo de Michel Temer retoma uma velha prática comum às administrações de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando a regra era dar muito a poucos, reproduzindo uma antiga característica que marca a desigualdade em nossa sociedade. Ao deixar a presidência da república, Fernando Henrique chefiava um governo que pagava cerca de R$ 2,3 bilhões ao ano a 499 veículos de mídia (redes de TV e rádio, jornais, revistas e outros). Com esse número de empresas, as verbas publicitárias se concentravam bastante nos cofres da Globo e da Abril..."

Delator denuncia propina a braço direito de Temer para ‘enterrar’ projeto de novo aeroporto em SP (Fonte: DCM)

"O executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, disse à força-tarefa da Lava Jato que pagou propina de R$ 3 milhões a Moreira Franco, em 2014, quando ele, que hoje conduz o programa de atração de investimentos do governo Temer, era ministro da Aviação Civil.

Melo Filho disse ter pago os valores para que Moreira enterrasse o projeto de um terceiro aeroporto em São Paulo, o de Caieiras (SP), que poderia prejudicar a Odebrecht.

Em nota, Moreira Franco negou as acusações e disse que jamais pediu ajuda financeira a executivos da Odebrecht; Melo Filho disse também ter pago propinas a Romero Jucá, outro aliado de Temer, dizia ser necessário derrubar a presidente Dilma Rousseff para “estancar essa sangria”..."

Fonte: DCM

terça-feira, 4 de outubro de 2016

TEMER: FUGA DO ELEITOR ESTIMULA REFORMA POLÍTICA (Fonte: Brasil 247)

"Em visita oficial ao Paraguai, o presidente Michel Temer afirmou que a quantidade recorde de votos nulos e em branco nas eleições municipais do último fim de semana mostram a "necessidade indispensável" de passar uma reforma política no Congresso. 

Só em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, 34% dos eleitores aptos a votar não foram às urnas ou votaram em branco ou nulo.

Temer vem dando sinais de que pretende usar o resultado nas urnas para tentar avançar com as reformas políticas no parlamento. 

"Devo registrar uma preocupação: acabei de verificar um número imenso de abstenções, votos em branco e nulos , o que revela o que ouso dizer a indispensável necessidade de uma reforma política do país", disse Temer. "Algo que penso que o Congresso Nacional deve cuidar com muita propriedade", diz reportagem da Folha de S.Paulo..."

Fonte: Brasil 247

Vitória tucana terá custos para Temer (Fonte: Brasil 247)

"A Lava Jato, a criminalização da política e a demonização do PT surtiram os efeitos esperados: abstenção e voto nulo batendo candidatos que vão ao segundo turno, derrota aplasmante do PT, avanço das forças conservadoras e uma vitória inegável do PSDB. O PMDB ficou praticamente onde sempre esteve: com muitas prefeituras no interior e presença tênue nos grandes centros urbanos. Segundo as leis da política, a vitória tucana afetará a relação com os peemedebistas e com o governo Temer. Nas vésperas do pleito foram nítidos os movimentos no sentido de que, liquidada a força político-eleitoral do PT, a Lava Jato vai centrar fogo no PMDB como sócio do petrolão. E com isso, podem ser abertas as portas para o descarte de um governo que, cinco meses após a posse, não estabilizou a política nem aprumou a economia. As mesmas justificativas usadas para derrubar Dilma podem ser reembaladas numa operação contra Temer.

Segundo as leis da política, o vitorioso pode cantar de galo no terreiro e cobrar faturas políticas. Embora a vitória tucana tenha fortalecido especialmente o grupo do governador Alckmin, o partido, que já vinha claudicando no apoio a Temer, agora vai elevar o tom de suas cobranças em relação à agenda neoliberal que o governo promete mas não consegue executar tal como esperado pelos que apoiaram o golpe do impeachment.

E como a sintonia entre o PSDB e a Lava Jato é fina, as coisas continuarão acontecendo em paralelas perfeitas. Na semana que antecedeu a eleição de domingo houve sinais claros de inflexão da Lava Jato, ou do comando que paira sobre ela, que inclui as grandes mídias. O PMDB entrou no foco. A revista Época publicou uma matéria de capa colocando o partido de Temer como sócio graúdo do PT no esquema da Petrobrás. A revista Veja trouxe Renan Calheiros na capa, informando que, depois de Cunha,  será a vez dele. É claro que Lula e outros petistas continuarão sendo bombardeados, segundo o objetivo de torná-lo inelegível. Mas se vier fogo pesado contra o PMDB, muita coisa pode acontecer.

A mais importante delas seria a decisão tucana de abreviar o governo Temer alegando, como vem dizendo FH, que ele não liderou o processo e não entendeu que “tem a história nas mãos”.  Mas como presidentes não podem ser derrubados sob o argumento de que governam mal, , o golpe viria com outra vestimenta jurídica: a ação no TSE, apresentada pelo PSDB, que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Já houve muito esforço analítico tentando demonstrar a implausibilidade de que a ação termine com a impugnação, logo com o afastamento, de Michel Temer. Mas a hipótese continua existindo no horizonte, a serviço do projeto tucano. Se o PSDB tivesse real interesse em demonstrar que não cogita do afastamento de Temer, tomaria pelo menos a providência de pedir a retirada da ação da qual é autor. Argumentos existiriam, como o de que as finanças da campanha foram coordenadas pelo PT, afetando Dilma, que já perdeu o mandato, mas não o candidato a vice, que já alegou não ter tido participação na arrecadação. E como o julgamento ficou para o ano que vem, segundo anunciou o presidente do TSE, Gilmar Mendes, se Temer cair em 2017, teremos a eleição indireta de um presidente tampão que governaria até primeiro de janeiro de 2019. Tampão, mas com direito à reeleição. E nesta hora, quem saiu mais forte das ruas terá voz mais ativa no processo. O candidato pode até não ser um tucano filiado e emplumado mas teria que ter o beneplácito dos ganhadores de domingo.

Podem ser outros, entretanto, os rumos do novo capítulo que começa agora na história da crise política que não terminou com o impeachment de Dilma. Pode ser que o PSDB resolva apenas “sangrar” o Temer, para usar o verbo que sempre brandiram contra petistas em maus lençóis. Mas, em qualquer hipótese, certo é que o PSDB terá protagonismo maior, realçado pelas vitórias que colheu..."

Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Exclusivo! Temer inicia trem da alegria para a mídia do golpe. Repasses federais à Folha crescem 78% (Fonte: O Cafezinho)

"Partiu o trem da alegria!
Agora entendi um pouco melhor dois movimentos da Folha nos últimos sete dias. Primeiro, o jornal publicou reportagem sobre si mesmo, se autoelogiando, dizendo que faz "cobertura crítica" do governo Temer. Segundo, publica matéria requentando notícia de maio deste ano, sobre decisão do governo de suspender publicidade federal aos blogs, uma não-notícia bizarra, pois não informa afinal que veículos receberam recursos durante esses primeiros meses de governo Temer.

Então fui olhar com mais calma os números da Secom, fazendo o seguinte comparativo: peguei as execuções contratuais (pagamentos efetivamente realizados) neste quatro meses de "governo Temer", de maio a agosto deste ano, e os comparei com os quatro meses de 2015.

Os pagamentos federais à Folha/UOL, nos quatro meses de maio a agosto de 2016, foram 78% maiores que no mesmo período de 2015.

Apesar da grave crise fiscal, da recessão, da campanha da mídia para o governo cortar gastos, o volume de recursos publicitários pagos nos últimos meses já é quase 50% maior que o registrado em 2015.

A grande mídia começou a receber a propina oficial do governo pelo apoio ao golpe, e a campanha contra os blogs é um preparativo para neutralizar aqueles que podem denunciar a mamata.

É bom lembrar que o governo Temer só conseguiu sua verdadeira "alforria" há pouco mais de um mês, quando o Senado aprovou o afastamento definitivo da presidenta Dilma, e as execuções contratuais espelham frequentemente contratos celebrados em período anterior.

O trem da alegria está apenas começando a pegar velocidade.

Mas já dá para ter uma ideia dos pixulecos a serem pagos à mídia tradicional,  em pagamento a uma cobertura bem ao contrário de "crítica" ao governo Temer. Na verdade, a mídia, assim como durante o regime militar, dá sustentação ao golpe que ela mesmo articulou.

A Globo não viu crise este ano em termos de publicidade federal. De maio a agosto, as empresas da Globo receberam R$ 15,8 milhões de repasses federais (sem contar as estatais!), 24% a mais que no ano anterior.

Enquanto os Marinho defendem o fim da aposentadoria rural, o fim da gratuidade da universidade pública, o arrocho do salário mínimo, eles arrancam mais e mais dinheiro do povo brasileiro. E olha que isso é só o começo!

A Abril também começou a recuperar o terreno perdido. Nos quatro meses de maio a agosto de 2015, o grupo que edita a Veja recebeu apenas R$ 52 mil, valor que saltou para R$ 380,77 mil no mesmo período de 2016, um crescimento de 624%!

A concentração dos recursos federais em mãos da Globo já era uma realidade gritante antes do golpe, como se pode ver nos dados de 2015, quando a Globo ficou com 31% de toda a publicidade federal sem as estatais.

É bom lembrar que estamos falando apenas da publicidade do governo federal e seus ministérios. Se o Judiciário aceitar a liberação dos dados das estatais, veremos que o trem da alegria para a mídia que apoiou o golpe é bem maior..."

Fonte: O Cafézinho

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Na ONU, Temer colocou sob suspeita a soberania nacional (Fonte: Carta Capital)

"É difícil encontrar momento mais importante para a tradição diplomática brasileira do que a Assembleia Geral das Nações Unidas, na qual há 71 sessões o País é honrado com o discurso inaugural dos debates de alto nível. Em meio a representantes máximos das soberanias do mundo, o Brasil mais uma vez foi convidado a iniciar as exposições interessadas ao tema fundamental deste encontro, que é a consolidação da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. 

Infelizmente, essa honra nem sempre foi motivo de orgulho para o povo brasileiro, que tem na democracia um valor constituinte da soberania. Por diversas vezes na história, a mais alta tribuna das nações foi ocupada por representantes ilegítimos, ditadores, entreguistas da soberania nacional, pseudo-intelectuais do pensamento social brasileiro, e até poetas da destruição do Estado de bem-estar social.

Na mais alta tribuna, também nos orgulhamos ao ver o primeiro operário e a primeira mulher presidente do Brasil recuperarem os termos mais profundos da Política Externa Independente e reformulá-los sob os conceitos de altivez e ativismo, ampliando sobremaneira a capacidade negociadora do Brasil com o mundo, em busca de uma nova arquitetura global para o desenvolvimento das nações..."

Ignorando a rejeição ao seu governo, Temer lubridia investidores nos EUA (Fonte: Câmara em Pauta)

"Os protestos estão nas ruas quase que diariamente. Seu índice de rejeição medido pelos institutos de pesquisas, é o maior de toda história, em se tratando de um governante, mas Michel Temer ignora tudo isso e, na tentativa de atrair investimentos estrangeiros, o presidente nomeado pelo Senado, diz a empresários e investidores norte-americanos que o país passa por um momento de “estabilidade política extraordinária”, e que reformas “fundamentais” estão avançando nas áreas trabalhista, previdenciária e de gastos do governo.

Temer disse ainda, que seu governo tem uma “interlocução muito fácil com o Legislativo nacional”, o que tem possibilitado aprovar reformas e propostas de interesse do Executivo, também ignorando derrotas sofrida por seu governo no Congresso. “No Brasil, temos uma estabilidade política extraordinária, entre os Poderes Executivo e Legislativo, o que dá também segurança jurídica”, disse o presidente em palestra promovida pelo Conselho das Américas, em Nova York.

Temer disse aos empresários norte-americanos que o governo lançou recentemente um programa de parceria de investimentos com o objetivo de “fazer algo previsto em nossa Constituição, que é a iniciativa privada participar, com o Poder Público, do desenvolvimento e do crescimento do país”, disse, referindo-se ao novo pacote de concessões do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).“Venho aqui convidá-los a participar dessa nova fase de crescimento do país.”..."

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Marco Maia cita vexame e lamenta “papelão” de Michel Temer na ONU (Fonte: PT na Câmara)

"Após o vexame protagonizado pelo chanceler José Serra (PSDB), ao revelar em uma entrevista (que viralizou na internet) total desconhecimento sobre os BRICS (acordo bilaterais entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), agora foi a vez do presidente ilegítimo Michel Temer mostrar despreparo e falta de conhecimento sobre a política de imigração do Brasil. A gafe ocorreu nesta segunda-feira (19) durante a reunião de Alto Nível sobre Grandes Movimentos de Refugiados e Migrantes, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

No discurso, Temer disse que o Brasil recebeu 95 mil refugiados de 79 países nos últimos tempos. Desses, segundo o golpista, 85 haitianos. Ocorre que, o desmentido foi feito pela própria ONU que traz em seus anais a informação de que o Brasil acolheu apenas 8.800 refugiados. Assim, o presidente golpista revelou mais uma vez que não entende nada sobre o assunto, uma vez que os haitianos não estão na classe de refugiados por se tratar de vítimas de catástrofe e, por isso, têm visto humanitário, conforme descreve a página do próprio Ministério da Justiça.

“É lamentável que o Brasil passe este papelão num encontro tão importante realizado pela ONU”, criticou o deputado Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara dos Deputados e membro titular da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN). “Isso é fruto de um golpe que se deu na calada da noite e que coloca no governo pessoas despreparadas e desqualificadas para representar o Brasil, seja internamente ou internacionalmente”, observou.

Marco Maia classificou de erro crasso a confusão feita por Michel Temer que não soube traduzir a diferença entre imigrantes e refugiados. Para o ex-presidente da Câmara isso reflete um governo que não tem conhecimento sobre as principais questões que fazem parte do seu dia a dia. “É uma falta de política do âmbito internacional por parte do governo golpista que ainda não compreendeu o papel estratégico que o Brasil - sendo uma das maiores potências do mundo - deve exercer no cenário da América Latina, da América do Sul e no cenário internacional”, lamentou.

“O golpe que foi dado colocou no governo pessoas que não têm qualificação e, muito menos, conhecimento sobre os principais temas que dizem respeito a uma Nação do tamanho do Brasil”, criticou Marco Maia.

Lei de Migração – Em 2015, o governo da presidenta Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei para a criação de uma nova Lei de Migração. A proposta previa, entre outros, rever o equívoco do Estatuto do Estrangeiro, herança do período de exceção vivido pelo Brasil durante Ditadura Militar (1964-1985).

A redação do projeto contou com a participação da sociedade civil e da academia. O objetivo da iniciativa era romper com a forma ultrapassada e arcaica do Estatuto do Estrangeiro que enxergava os imigrantes como ameaça e não como vetor de desenvolvimento do país. A proposta é fundamentada nos princípios dos direitos humanos, e flexibiliza e dá uma nova dinâmica no tratamento da imigração e de refugiados no Brasil.

A proposta do governo foi incorporada ao projeto de Lei do Senado 288/2013, já aprovado naquela Casa. Na Câmara, o projeto de lei tramita sob o número 2516/16 e foi aprovado na Comissão Especial criada para emitir parecer sobre a matéria. O PL está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara..."

Na ONU, Temer infla número de refugiados recebidos pelo Brasil (Fonte: RBA)

"Em seu primeiro discurso na Organização das Nações Unidas como presidente do Brasil, hoje (19), Michel Temer afirmou que “o acolhimento de refugiados é uma responsabilidade compartilhada”, defendeu a solução negociada de crises políticas para prevenir o deslocamento forçado – e inflou os dados sobre refugiados no país, afirmando que o Brasil recebeu 95 mil pessoas sob este status, enquanto o próprio governo contabiliza 8.800 refugiados.

O pronunciamento se deu durante sessão plenária da Reunião de Alto Nível sobre Grandes Movimentos de Refugiados e Migrantes, na sede da ONU, em Nova York. Temer destacou o papel do Brasil na emergência internacional de refugiados, afirmando que o país recebeu, nos últimos anos, “mais de 95 mil refugiados de 79 nacionalidades”.

No entanto, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão presidido pelo Ministério da Justiça e vice-presidido pelo Ministério das Relações Exteriores – afirma que, no Brasil, “vivem atualmente mais de 8.800 refugiados de 79 diferentes nacionalidades, sendo as cinco maiores comunidades originárias, em ordem decrescente, de Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina”. Uma notícia publicada ontem (18) no site do Palácio do Planalto também afirma que o Brasil é “pátria de 8,8 mil refugiados”.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse, em entrevista coletiva à imprensa após o pronunciamento de Temer, que ele contabilizou os 85 mil haitianos que chegaram ao Brasil desde 2010, após o terremoto que agravou a situação humanitária no país caribenho. Os haitianos que vieram ao país nessas condições não se encaixam na definição de refugiado adotada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e pelo sistema internacional, estipulada na Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados.

Segundo a definição acordada internacionalmente e que consta do site do Itamaraty, é apto a receber o status de refugiado “o indivíduo que, devido a fundado temor de ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a grupo social específico ou opinião política, encontre-se fora de seu país de nacionalidade (ou, no caso de apátridas, de seu país de residência habitual) e não possa ou, devido a tal temor, não queira retornar a ele”. Pessoas que fogem de desastres naturais, como os haitianos que vieram para o Brasil após o terremoto de 2010, não são consideradas refugiadas.

Moraes negou, porém, que Temer tenha inflado a acolhida brasileira a refugiados. “Obviamente que não, isso é algo correto. Os haitianos estão recebendo tratamento jurídico e social exatamente idêntico ao dos outros refugiados. Não é porque são da América Latina que eles não podem ter o mesmo tratamento. O presidente colocou muito bem esta questão, e citou exatamente o número de haitianos”, disse o ministro da Justiça à imprensa.

Amanhã, Temer abrirá a 71ª Assembleia Geral da Organização da ONU. Conforme tradição iniciada em 1947, com o discurso inaugural feito pelo brasileiro Osvaldo Aranha, cabe ao Brasil abrir a assembleia. Aranha era, então, o chefe da delegação brasileira nas Nações Unidas.Em seu primeiro discurso na Organização das Nações Unidas como presidente do Brasil, hoje (19), Michel Temer afirmou que “o acolhimento de refugiados é uma responsabilidade compartilhada”, defendeu a solução negociada de crises políticas para prevenir o deslocamento forçado – e inflou os dados sobre refugiados no país, afirmando que o Brasil recebeu 95 mil pessoas sob este status, enquanto o próprio governo contabiliza 8.800 refugiados.

O pronunciamento se deu durante sessão plenária da Reunião de Alto Nível sobre Grandes Movimentos de Refugiados e Migrantes, na sede da ONU, em Nova York. Temer destacou o papel do Brasil na emergência internacional de refugiados, afirmando que o país recebeu, nos últimos anos, “mais de 95 mil refugiados de 79 nacionalidades”.

No entanto, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão presidido pelo Ministério da Justiça e vice-presidido pelo Ministério das Relações Exteriores – afirma que, no Brasil, “vivem atualmente mais de 8.800 refugiados de 79 diferentes nacionalidades, sendo as cinco maiores comunidades originárias, em ordem decrescente, de Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina”. Uma notícia publicada ontem (18) no site do Palácio do Planalto também afirma que o Brasil é “pátria de 8,8 mil refugiados”.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse, em entrevista coletiva à imprensa após o pronunciamento de Temer, que ele contabilizou os 85 mil haitianos que chegaram ao Brasil desde 2010, após o terremoto que agravou a situação humanitária no país caribenho. Os haitianos que vieram ao país nessas condições não se encaixam na definição de refugiado adotada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e pelo sistema internacional, estipulada na Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados.

Segundo a definição acordada internacionalmente e que consta do site do Itamaraty, é apto a receber o status de refugiado “o indivíduo que, devido a fundado temor de ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a grupo social específico ou opinião política, encontre-se fora de seu país de nacionalidade (ou, no caso de apátridas, de seu país de residência habitual) e não possa ou, devido a tal temor, não queira retornar a ele”. Pessoas que fogem de desastres naturais, como os haitianos que vieram para o Brasil após o terremoto de 2010, não são consideradas refugiadas.

Moraes negou, porém, que Temer tenha inflado a acolhida brasileira a refugiados. “Obviamente que não, isso é algo correto. Os haitianos estão recebendo tratamento jurídico e social exatamente idêntico ao dos outros refugiados. Não é porque são da América Latina que eles não podem ter o mesmo tratamento. O presidente colocou muito bem esta questão, e citou exatamente o número de haitianos”, disse o ministro da Justiça à imprensa.

Amanhã, Temer abrirá a 71ª Assembleia Geral da Organização da ONU. Conforme tradição iniciada em 1947, com o discurso inaugural feito pelo brasileiro Osvaldo Aranha, cabe ao Brasil abrir a assembleia. Aranha era, então, o chefe da delegação brasileira nas Nações Unidas..."

Fonte: RBA