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quinta-feira, 3 de março de 2016

Petrobras anuncia início de produção de área do pré-sal (Fonte: Brasil de Fato)

"A Petrobras anunciou o início das atividades do Sistema de Produção Antecipada de Sépia, antiga área Nordeste de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo nota da empresa, desta quarta-feira (2) a operação foi realizada com o navio plataforma Fpso Cidade de São Vicente (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás natural - Floating Production Storage and Offloading, na denominação em inglês).

Instalada em águas onde a profundidade é de aproximadamente 2.200 metros, a plataforma foi conectada ao poço 1-RJS-691 e permanecerá no local  180 dias. A produção será de cerca de 20 mil barris de óleo por dia durante o período de teste. Localizado a 185 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o campo de Sépia teve sua declaração de comercialidade anunciada pela Petrobras em setembro de 2014.

Este é o quarto Sistema de Produção Antecipada realizado na área de Cessão Onerosa da Bacia de Santos. O óleo produzido é de boa qualidade (26º API) e será escoado por meio de navios aliviadores.

Segundo a Petrobras, o Sistema de Produção Antecipada de Sépia tem como meta coletar informações técnicas sobre o comportamento dos reservatórios e escoamento do petróleo nas linhas submarinas. “Essas informações darão suporte ao desenvolvimento do sistema definitivo de produção, previsto para entrar em operação em 2020”, finaliza a nota."

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Trabalhadores da Petrobras comunicam início de greve nesta terça e quarta (Fonte: Rede Brasil Atual)

"A greve protesto contra Plano de Negócios da Petrobras, contra projeto de lei do Senado que reduz participação da companhia no pré-sal. Empresa promete negociação sobre acordo coletivo no dia 10

São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) adiou a paralisação inicialmente marcada para hoje em todas as unidades administrativas e operacionais da Petrobras, assim como nas instalações da Transpetro, subsidiária da estatal. Segundo comunicado protocolado pela FUP na sede da Petrobras, a entidade informa que o estado de greve pode levar ao início de paralisações a partir de zero hora do 8 ou 9, em todas as unidades administrativas e operacionais da empresa, assim como nas instalações da Transpetro.

A federação solicitou também a negociação de efetivos mínimos e de cotas de produção para assegurar as necessidades essenciais da população, como determina a Lei de Greve. A greve ocorre em protesto contra o novo Plano de Negócios da Petrobras, que pode resultar em milhares de demissões de trabalhadores terceirizados e cortes de despesas..."

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Doleiro Youssef confirma que Aécio recebeu propina de Furnas; caixa dois na estatal foi objeto de inquérito; leia a íntegra da denúncia (Fonte: VIOMUNDO)

"Em seu depoimento à CPI da Petrobras, hoje, o doleiro Alberto Youssef confirmou acusação que havia feito anteriormente segundo a qual o hoje senador Aécio Neves recebeu dinheiro de propina no esquema de Furnas.

Também foi repetida a denúncia de que o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, já falecido, recebeu R$ 10 milhões para trabalhar contra a criação de uma CPI da Petrobras.

O Jornal Nacional não incluiu as falas sobre Aécio e Guerra em sua reportagem. Preferiu focar em Antonio Palocci e Dilma Rousseff, ambos petistas.

Deu uma nota sobre o assunto, sem imagens, depois da reportagem — enfatizando a defesa do senador tucano..."

Íntegra VIOMUNDO

quinta-feira, 15 de março de 2012

Petrobras: 4 acidentes por dia em Campos (Fonte: O Globo)

"Sindipetro critica excesso de peso em coluna de sustentação e diz que erro da P-36 se repetiu, após 11 anos, na SS-39

MACAÉ e RIO. A Petrobras teve 1.606 acidentes de trabalho em 2011 somente na Bacia de Campos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Foram quatro ocorrências por dia.
De acordo com o sindicato, 119 trabalhadores morreram enquanto trabalhavam na Bacia de Campos desde 1998, sendo 85 terceirizados e 34 efetivos da Petrobras. Procurada pelo O GLOBO, a Petrobras alegou que trabalha preventivamente para que não ocorram acidentes e que investiu US$ 5,2 bilhões em segurança, meio ambiente e saúde no ano passado.
A falta de segurança nas plataformas também prejudicou o desempenho financeiro da companhia. Só em 2011, interdições de plataformas fizeram com que a empresa deixasse de ganhar US$ 116 milhões, segundo estimativas de Rodrigo Pimentel, técnico do Dieese.
..."

quarta-feira, 14 de março de 2012

ANP tem tudo pronto para 11ª rodada de licitações (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"Diretora da agência nega, no entanto, que assunto tenha sido discutido com Dilma
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está com tudo pronto para a realização da 11.ª rodada de licitações de blocos exploratórios, mas ainda aguarda posição do governo sobre datas.
Em sua primeira entrevista no cargo, a nova diretora-geral da agência, Magda Chambriard, disse que o assunto não foi tocado no encontro que teve com a presidente Dilma Rousseff na quinta-feira passada. Na ocasião, ela recebeu o convite para assumir a direção-geral do órgão regulador.
Magda preferiu não responder sobre a possibilidade de licitação ainda neste ano. O tema é visto com ansiedade por parte do setor já que, sem novas rodadas, as áreas exploratórias podem se esgotar no fim de 2015.
A direção da Petrobrás, com vultosos investimentos pela frente e participação na maioria dos blocos em atividade, já manifestou não estar preocupada com a realização do leilão ainda este ano, ao contrário de concorrentes.
A diretora da ANP, no entanto, defendeu a necessidade de se fomentar a melhor distribuição de investimentos do setor para além da área do pré-sal. Ela disse estar entusiasmada com o potencial de gás em terra no Brasil e disse que, em breve, será necessário pensar numa rodada para essa área. "O potencial parece ser muito grande."
..."

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Petroleiros decidem fazer operação padrão (Fonte: O Globo)

"Sete dos 17 sindicatos iniciam pressão para reajuste.
Sete dos 17 sindicatos de pretroleiros do país já aderiram ao movimento de greve que pede reajuste real de 10% dos salários e melhores condições de saúde e segurança. Os petroleiros estão reduzindo suas atividades, com atrasos na troca de turno e trocas parciais dos turnos. Do sete sindicatos, quatro são filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e dois à Federação Única dos Petroleiros (FUP). O Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro) não está ligado a nenhuma federação.
Emanuel Cancell, coordenador da secretaria geral do Sindipetro, disse que o movimento ainda não afetou a produção e o abastecimento da Petrobras. No Rio de Janeiro, o Terminal da Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, faz trocas parciais de turno desde quarta-feira. O Terminal da Bahia da Guanabara atrasa a troca de turnos.
- Os efeitos ainda não são graves. Estamos em uma espécie de operação padrão. Além disso, os sindicatos do litoral paulista, Sergipe, São José dos Campos e Pará estão com suas atividades reduzidas - diz Cancell, lembrando que sindicalistas devem se reunir na manhã de hoje em frente à sede da Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro.
Originalmente, a FUP iria anunciar no dia 16 de novembro a data da greve. Porém, a Petrobras apresentou no dia uma proposta de aumento real nos salários entre 2,5% e 3,75%, que foi rejeitada. Com isso, a Federação marcou para o dia 22 de novembro o anúncio da data que pretende iniciar uma greve nacional. A única exceção foi o sindicato da Bahia, que decidiu se antecipar e iniciar a greve."

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Seis sindicatos de petroleiros apoiam greve (Fonte: O Globo)

"Os sindicatos de seis estados já rejeitaram a proposta de reajuste salarial da Petrobras e votaram a favor da greve, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Ontem, foi a vez das bases de Espírito Santo e Bahia recusarem a oferta de 10,71% de aumento salarial formalizada pela estatal na última segunda-feira. Ao todo são 13 sindicatos filiados à federação no Brasil. Na noite de ontem, trabalhadores de Rio de Janeiro e São Paulo ainda discutiam a proposta em assembleia. A expectativa da FUP é que todos os sindicatos a apreciem até sábado. Só então será tomada a decisão sobre a data da greve.
Segundo João Antônio de Moraes, coordenador geral da FUP, o índice de rejeição à proposta da Petrobras nas assembleias tem ficado entre 60% e 80%. Além das votações que ocorreram ontem, sindicatos que representam os estados de Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Amazonas e Minas Gerais já votaram contra a proposta. Ainda faltam Paraná, Santa Catarina, Ceará, Maranhão e Pernambuco.
- Como trabalhamos em mais de um turno, as assembleias duram mais de um dia, para que todos possam votar. Por isso, não devemos ter o resultado final antes do fim da semana - disse Moraes.
A FUP havia ameaçado começar a greve a partir de ontem, mas mudou o discurso e empurrou o calendário da decisão para a próxima terça-feira, quando seu Conselho Deliberativo vai se reunir e, com base no resultado das votações, decidirá a data da paralisação.
Os 10,71% de reajuste oferecidos pela Petrobras equivalem a 3,25% de aumento real (acima da inflação). A FUP reivindica 10% de aumento real, além de mudanças na política de segurança do trabalho da empresa."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Petroleiros adiam decisão sobre greve (Fonte: O Globo)

"Sindicatos estaduais estão avaliando nova oferta da Petrobras. Quatro já rejeitaram.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) adiou ontem a decisão sobre a greve da categoria. Isso porque a proposta apresentada pela Petrobras na segunda-feira à noite está sendo apreciada pelos sindicatos filiados em cada estado. Ontem, quatro entidades rejeitaram parcialmente a proposta. A estatal ofereceu 10,71% de reajuste salarial, o que representa ganho real (acima da inflação) de 2,5% a 3,25%. Os petroleiros reivindicam 10% de aumento real.
- Nosso calendário previa a paralisação a partir de amanhã (hoje). Com a apresentação da proposta pela empresa (na segunda-feira), ficou mais para frente. Não podemos iniciar a greve sem apreciar a oferta - explicou o coordenador-geral da FUP, João Antônio de Moraes, que acredita na rejeição da proposta pela maioria dos sindicatos.
Segundo Moraes, decidiram pela rejeição da proposta assembleias iniciais nos sindicatos do Rio Grande do Sul, do Rio Grande do Norte, do Amazonas e de Minas Gerais. O sindicato de São Paulo deverá apreciar a oferta até amanhã. Os sindicatos do Rio de Janeiro e do Paraná ainda não têm datas definidas, de acordo com Moraes.
As reuniões locais seguem ao longo da semana, sobretudo hoje e amanhã, pois cada sindicato organiza mais de um encontro, para contemplar trabalhadores de todos os turnos - ontem, por exemplo, funcionários do setor administrativo não deliberaram, por causa do feriado. A FUP congrega 13 sindicatos.
Até amanhã, a FUP deverá ter "um quadro consolidado" sobre o resultado das reuniões, completou Moraes. Na próxima terça-feira, o Conselho Deliberativo da federação voltará a reunir-se para avaliar os resultados das assembleias. Segundo Moraes, a tendência é os primeiros resultados influenciarem as próximas deliberações. Com a rejeição da proposta da Petrobras, a reunião do dia 22 definirá a nova data da greve por tempo indeterminado e com paradas de produção, medidas já aprovadas pela FUP.
Paralisações seguem até definição sobre nova data
Até a reunião do Conselho Deliberativo, segue a "Operação Gabrielli", como os sindicalistas estão chamando operações-padrão e paralisações de surpresa nas refinarias e plataformas. O nome da ação é uma referência ao presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
De acordo com o coordenador da FUP, o principal ponto de discordância está em questões de saúde e segurança. Os sindicatos reivindicam maior participação na gestão das políticas de segurança e saúde da Petrobras. Segundo Moraes, a empresa deveria viabilizar o transporte de representantes dos sindicatos para reuniões de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas) nas plataformas e, atualmente, os trabalhadores só participam de apurações sobre acidentes em caso de morte. Os sindicalistas alegam que propostas de mudanças nesses pontos não teriam sido contempladas pela empresa."

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Petrobrás deve enfrentar greve a partir do dia 16 (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"Contraproposta apresentada pela estatal é rejeitada pelos petroleiros, que decidem, em assembleia, interromper a produção por tempo indeterminado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou ontem que os trabalhadores da Petrobrás e empresas subsidiárias rejeitaram nas assembleias a contraproposta apresentada pela empresa no último dia 31 de outubro e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 16 - ou seja, um dia após o feriado pela Proclamação da República -, com parada e controle de produção.
Em nota, a Federação Única dos Petroleiros sustenta que, nas sete rodadas de negociação, a empresa "desprezou as principais reivindicações sociais da categoria, principalmente no que diz respeito à saúde e segurança, demonstrando que não se preocupa com a vida nem com a família de seus trabalhadores".
A Petrobrás limitou-se a informar que ainda não foi comunicada pela FUP sobre a greve e que, por enquanto, não comentará a possibilidade de suspensão dos serviços da empresa.
Reivindicações. Os petroleiros reivindicam 10% de reajuste real dos salários, a revisão da política de segurança, o aumento de efetivos, melhoria nos benefícios e igualdade de direitos como forma de melhorar as condições de trabalho do pessoal terceirizado, entre outros itens.
Desde 19 de outubro, os trabalhadores da Petrobrás têm realizado mobilizações nacionais, por meio de operações padrão, cortes e atrasos nas trocas de turnos, mas sem impactar a produção da empresa. Agora, segundo a FUP, como a estatal resiste em atender às reivindicações, a greve será deflagrada.
A entidade argumenta que a "defesa da vida" é o foco da campanha dos petroleiros este ano. Segundo a FUP, desde janeiro, 16 trabalhadores morreram em acidentes em unidades da Petrobrás. Desse total, 14 eram terceirizados.
Desde 1995, segundo a FUP, 310 trabalhadores morreram em acidentes na Petrobrás e subsidiárias.
Comperj. Trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) interromperam ontem o serviço em protesto por melhores salários. Segundo a Petrobrás, as obras não chegaram a ser afetadas. Mas, à tarde, caminhões não puderam entrar no local porque não havia funcionários para descarregar o material que conduziam, conforme o relato de vigilantes aos motoristas.
O Comperj está sendo construído em Itaboraí (cidade na região metropolitana do Rio).
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de São Gonçalo, Itaboraí e Região, o protesto envolve pedreiros, ajudantes, faxineiros e serventes. Eles reivindicam igualdade salarial com os trabalhadores de empreiteiras envolvidas na obra.
Os manifestantes tentaram impedir a entrada de trabalhadores na obra pela manhã e interditaram, por alguns minutos, o trânsito na estrada de Macacu, que leva ao Comperj.
A refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro tem previsão de começar a funcionar em 2013."

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Petrobras pede reforço de caixa ao governo (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"Petrobras quer Cide para reforçar caixa.
Com perspectiva de lucro menor, estatal defende redução da contribuição para reajustar preço de combustíveis sem interferir na inflação
Com medo de não ter dinheiro suficiente para tocar os projetos do pré-sal, a Petrobrás quer que o governo reduza a Cide - uma contribuição paga sobre a comercialização dos combustíveis - para reforçar seu caixa. O principal argumento da estatal é que a valorização do dólar, combinada com a defasagem dos preços da gasolina e do diesel, vai derrubar o lucro do terceiro trimestre, que será anunciado em novembro.
A última vez que a empresa mexeu no preço dos combustíveis foi em 2009, quando houve uma redução. De lá para cá, a cotação do petróleo disparou no mercado internacional. Mas, preocupado com os índices de inflação, o governo impediu a estatal de repassar os aumentos.
A situação ficou ainda mais delicada quando Brasília mandou reduzir a quantidade de etanol na gasolina. Para compensar, a Petrobrás foi forçada a triplicar o volume de combustível importado. Na prática, ela compra gasolina mais cara no exterior e vende mais barato no Brasil.
Pelas contas da empresa, a defasagem em relação ao mercado internacional é de 30%. Executivos da Petrobrás defendem a redução da Cide para repor pelo menos 20% (hoje, a contribuição cobrada por litro de combustível é de R$ 0,19). Dessa forma, a companhia poderia elevar o preço sem que o reajuste atingisse o consumidor - ou seja, sem reflexo no índice de preços. A reivindicação está no gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que é também presidente do conselho de administração da Petrobrás.
Nas últimas reuniões com o ministro, a situação tem sido repetidamente apresentada. Segundo cálculos feitos pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), em oito anos a estatal deixou de ganhar R$ 9 bilhões apenas por causa da defasagem nos preços. Internamente, entretanto, fontes da Petrobrás dizem que o rombo é ainda maior. A conta do CBIE é feita com base nas cotações do mercado à vista do Golfo, mas a Petrobrás teria contratos prefixados, alguns com preços maiores.
Prejuízo
No mercado, os analistas veem poucas chances de parte do prejuízo ser compensada pela Cide - como deseja a Petrobrás - e já começam a se preocupar com o tamanho da queda no lucro da estatal no balanço do terceiro trimestre. A alta de quase 20% do dólar no período pode representar uma queda entre R$ 2 bilhões e R$ 4 bilhões no resultado da empresa, de acordo com Maurício Pedrosa, sócio da gestora de recursos Queluz. No último trimestre, a estatal registrou lucro recorde de R$ 10,9 bilhões, sendo R$ 2,8 bilhões decorrentes da desvalorização do dólar na época.
O analista do banco UBS, Gustavo Gattaas, aposta que o resultado pode cair para menos da metade, ficando em torno de R$ 4,5 bilhões. Há previsões mais pessimistas: "Em tese, existe uma chance de a Petrobrás ter um lucro muito pequeno, próximo de zero, só pelo impacto cambial", segundo o analista-chefe da Banif, Oswaldo Telles Filho. Extraoficialmente, executivos da Petrobrás reconhecem que o baque será grande, mas dizem que não ficará num nível tão baixo.
Os analistas ponderam, no entanto, que a companhia pode ter feito novas operações de hedge (proteção) e ter mudado a composição de seu endividamento para minimizar o impacto da alta do dólar. Cerca de 70% das dívidas da empresa são em moeda estrangeira, segundo disse na semana passada o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.
Além da defasagem do preço e do câmbio, o resultado da Petrobrás poderá sofrer impacto de uma queda da produção em julho e agosto, afirma o analista da Ativa Investimentos, Ricardo Correa. Ele explica que a redução foi decorrente de paradas técnicas para manutenção de algumas plataformas."