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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CINEGRAFISTA É INDENIZADO POR COBERTURA JORNALÍSTICA EM ÁREA DE RISCO (Fonte: TRT-1)

"A 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) manteve a condenação da Rádio e Televisão Bandeirantes do Rio de Janeiro Ltda. ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 10 mil, a um ex-operador de câmera por designá-lo habitualmente para coberturas em áreas perigosas. O colegiado entendeu que a empresa não fornecia os equipamentos de segurança adequados nem oferecia treinamento para situações de risco relacionadas à violência.

A decisão, unânime, seguiu o voto da relatora do acórdão, juíza convocada Claudia Regina Vianna Marques Barrozo, e confirmou a sentença da Titular da 80ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, juíza Alba Valéria Guedes Fernandes da Silva.

O profissional trabalhou para a emissora entre agosto de 2011 e agosto de 2012. Na petição inicial, o cinegrafista relatou que às vezes tinha de realizar coberturas jornalísticas em locais que ofereciam alta periculosidade, com risco de perda da própria vida, como favelas não pacificadas.

No curso do processo, testemunhas informaram que, embora a empresa fornecesse coletes à prova de bala, tais equipamentos não protegiam o empregado de projéteis de qualquer calibre de armamento, além do que não houve nenhum treinamento específico voltado para situações de confronto nessas áreas.

"Não há dúvidas de que a empresa não empreendia os esforços necessários para mitigar os riscos a que se submetiam seus funcionários, o que poderia ser feito por intermédio de cursos e do fornecimento do equipamento adequado. O dano moral é aferido em comparação com o que sentiria o homem médio se submetido à situação em tela. E é indiscutível que ter que circular por área extremamente perigosa, sem a devida proteção, causa danos no patrimônio imaterial de qualquer indivíduo, que se vê trabalhando com medo, receio e insegurança", destacou a juíza relatora em seu voto.

Nas decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, são admissíveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT..."

Íntegra: TRT-1

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Turma mantém reconhecimento de atividade jornalística a empregada do portal Migalhas (Fonte: TST)

"Os ministros da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceram de recurso de revista da microempresa responsável pelo portal Migalhas, condenado a reconhecer como jornalista uma de suas funcionárias e a pagar as diferenças salariais pela carga horária especial da categoria.

A trabalhadora apresentou reclamação trabalhista em 2012 pedindo o reconhecimento dos direitos da categoria de jornalista, como jornada de cinco horas, horas extraordinárias, participação nos lucros e resultados, auxílio alimentação e outros. Ela alegou que sua carteira foi assinada como jornalista e que exerceu a atividade para o sítio eletrônico.

Em sua defesa, o portal alegou que jamais exerceu atividade jornalística, sendo apenas uma página eletrônica de caráter informativo, não se confundindo com publicações jornalísticas ou páginas de jornal. Também argumentou que a trabalhadora apenas "copiava e colava" notícias da internet, e "nunca editou, escreveu ou publicou nenhuma matéria, artigo ou comentário durante o período em que prestou serviços"..."

"
Íntegra: TST

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Jornalistas da CBN Curitiba paralisam por denúncia de assédio (Fonte: Estadão)

"O departamento de jornalismo da rádio CBN de Curitiba paralisou as atividades na manhã desta segunda-feira, 5, para pedir providências contra um dos profissionais acusado de assédio sexual. O comentarista esportivo Airton Cordeiro é apontado pelos colegas de ter dirigido "palavras grosseiras" a uma estagiária do jornalismo e a outras quatro recepcionistas da empresa, segundo jornalistas. Cordeiro disse ser vítima de uma "campanha sórdida" para que saia da rádio..."

Íntegra: Estadão

terça-feira, 30 de julho de 2013

Justiça: Patrões condenados a pagar mais de R$ 8 milhões a jornalistas cearenses (Fonte: Sindjorce)

"A máxima de que a justiça tarda, mas não falha nem sempre se aplica, é verdade. Em muitos casos a impunidade impera sob os olhos vendados da deusa Têmis. No caso dos trabalhadores jornalistas, entretanto, o Terceiro Poder deu sinais concretos de que, embora tardia, a justiça ainda é feita neste país. Prova disso, foram as vitórias do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado Ceará (Sindjorce) em processos judiciais movidos contra oito dos doze maiores veículos de comunicação de Fortaleza que violaram os direitos trabalhistas de seus empregados nos últimos dez anos. Ao todo, 221 jornalistas foram beneficiados, alguns deles em até quatro processos diferentes.
No topo do ranking das empresas campeãs em violações dos direitos dos jornalistas aparecem veículos de grande porte, como TV Verdes Mares, TV Diário, Rádio Verdes Mares, TV Jangadeiro, TV Cidade, Rede TV!, Jornal O Povo e Rádio O Povo, todas condenadas por irregularidades trabalhistas. Graças à ação firme da atual diretoria do sindicato, profissionais receberão indenizações que chegam a R$ 350,5 mil. 
Entre as vitórias mais significativas do Sindjorce contra os representantes do “quarto poder” no Estado, destacam-se sentenças judiciais reconhecendo como uma aberração jurídica a contratação de jornalistas como radialistas por rádios e televisões do Estado - o que custará mais de R$ 8 milhões somente ao Sistema Verdes Mares -, e a reintegração judicial do diretor executivo do Sindjorce e premiado repórter fotográfico do jornal O Povo, Evilázio Bezerra, demitido pela empresa em função de sua atividade sindical. 
Apesar das vitórias, a morosidade do Judiciário continua sendo o principal entrave para os trabalhadores terem garantidos direitos que lhes são arrancados diariamente pelas empresas de comunicação. Tanto é que alguns das mais de duas centenas de jornalistas beneficiados por processos movidos pelo sindicato morreram antes de ver assegurados em vida seus direitos trabalhistas. 
Os efeitos pedagógicos desta longa e árdua batalha – que iniciou ainda na gestão do ex-presidente Paulo Mamede (1998/2001), prosseguiu com o acionamento do Judiciário na gestão do ex-presidente Fred Miranda (2001/2004), nas duas gestões da ex-presidente Déborah Lima (2004/2007-2007/2010) e finalizou na gestão da atual presidente Samira de Castro (2011/2013-2013/2016) -, são, sem sombra de dúvidas, a sensação de que a justiça foi feita e a certeza de que as empresas de comunicação pensarão duas vezes antes de violar os direitos dos jornalistas, pois sabem que por trás destes trabalhadores existem dirigentes sindicais combativos, que arriscam carreiras promissoras no Jornalismo para assumir a defesa intransigente dos jornalistas e da dignidade profissional da categoria no Estado do Ceará."

Fonte: Sindjorce

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Folha de Pernambuco tem novo prazo para pagar jornalistas (Fonte: MPT)

"Editora já havia sido alvo de ações no ano passado por outras irregularidades
Recife – A  Editora Folha de Pernambuco tem até o dia 22 de julho para apresentar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco o   plano de reestruturação da empresa, que contempla a regularização de  pagamento de salários, verbas rescisórias e férias dos funcionários.    O prazo foi dado em audiência na terça-feira passada  entre o MPT, representantes da empresa e o Sindicato dos Jornalistas do estado (Sinjope). 
A empresa era para ter apresentado a proposta de resolução dos problemas, em março. Entretanto, passados mais de dois meses não encaminhou nenhum plano.   Diante de mais um descumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e  considerando o número  de empregados envolvidos - mais de 350 -, a procuradora do Trabalho Janine Miranda resolveu realizar audiência  antes de tomar as medidas judiciais.
Na audiência, o representante da empresa disse que a Editora Folha de Pernambuco “passa  por uma crise muito forte, com diminuição da receita, redução dos cadernos, mas que, aos ‘trancos e barrancos’, a questão das férias e do atraso de salário está sendo regularizada, e que os casos de hoje em dia devem ser pontuais”. 
A procuradora, que já ingressou com três ações  contra a Folha de Pernambuco por outras irregularidades  trabalhistas,  sugeriu, então,  que na próxima audiência Folha de Pernambuco envie  diretor ou sócio que possua poder de decisão para resolver definitivamente a situação da empresa e dos trabalhadores."

Fonte: MPT

terça-feira, 21 de maio de 2013

Delegado da PF responderá a inquérito por apreender equipamentos de jornalista (Fonte: Repórter Brasil)

"O delegado Alcídio de Souza Araújo, da Superintendência da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, responderá a inquérito interno pela apreensão irregular de equipamentos do jornalista Ruy Sposati no sábado, dia 18, durante ação de desocupação de indígenas Terena em uma fazenda em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul. Sem apresentar ordem judicial ou dar explicações, o policial determinou a apreensão de um computador, um gravador e lentes para câmara fotográfica, todos retirados da mochila do profissional. O jornalista fazia a cobertura para a página do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização que acompanha questões indígenas.
A Repórter Brasil tentou ouvir o delegado, mas ele informou que não poderia dar entrevistas sem autorização do superintendente Edgar Paulo Marcon.  O superintendente, por sua vez, por meio da assessoria de imprensa, informou que ele responde a inquérito sobre o caso e não está autorizado a se pronunciar enquanto não apresentar relatório justificando o procedimento.
Além de responder a inquérito na Polícia Federal, o delegado pode ter problemas em outras esferas. De acordo com o advogado do Cimi, Adelar Cupsinski, a entidade está entrando com representações contra Araújo no Ministério da Justiça, no Ministério Publico Federal (MPF) e na Ouvidoria da Polícia Federal. “As representações são por abuso de autoridade, uma vez que o delegado não tinha ordem de busca e apreensão e feriu explicitamente o direito constitucional do exercício de profissão do jornalista Ruy. Mas também estamos pedindo a abertura de investigações criminais, uma vez que a retenção ilegal do equipamento do repórter pode configurar vários outros crimes previstos no código penal. Num segundo momento, entraremos também com um processo por danos morais e materiais”, afirma Cupsinski. Clique aqui para ler a representação do Cimi.
No MPF, quem acompanha a questão envolvendo os Terena é o procurador Emerson Kalif Siqueira. A reportagem tentou contato nesta segunda-feira, 20, sem sucesso.
Direito à informação
A apreensão de equipamentos do jornalista também provocou reações entre organizações que defendem o trabalho da imprensa. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul acompanham a questão. O presidente da Fenaj, Celso Schröder, vê com preocupação ações contra jornalistas não só no Estado, mas em todo o país.
“Pessoas incomodadas com atividade jornalística movem-se no sentido de inibi-la, impedi-la. Essas ações têm elementos cerceadores e acontecem em vários níveis no Estado Brasileiro. No Judiciário, jornalistas enfrentam ações para tirar blogs do ar sem praticamente nenhuma possibilidade de defesa. No Executivo, há ações de agentes de estado como polícias federais e policiais militares. Em alguns casos existe uma incompreensão, uma confusão; em outros há má fé. É uma vertente com viés autoritário”, afirma.
“A ideia de impedir que a informação circule a partir de uma ação de autoridade é perigosa e precisamos reagir a isso. No Brasil está aumentando o número de morte e violência contra jornalistas. E, enquanto em outros países a violência está relacionada à cobertura de guerra ou policial, no Brasil ela aparece na área política. Quando o trabalho do jornalista é considerado impertinente, a autoridade o inibe. Isso é uma ameaça ao Estado de Direito. Se olharmos países como México, Colômbia e Honduras, estados paralelos se estabeleceram a partir da impressão que a imprensa precisava ser calada, que aquilo que se produzia não era do interesse de determinados setores”, completa, para finalizar:
“Não combatemos mau jornalismo com não jornalismo. Bom jornalismo é aquele livre. Tem que ser regrado, submetido a princípios republicanos, legais, porque ninguém está acima da lei, mas em que os jornalistas tenham liberdade para trabalhar”.
Entenda o caso
A operação em que o jornalista teve equipamentos apreendidos aconteceu na Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), a cerca de 70 km de Campo Grande (MS). Conforme determinação judicial,  600 famílias Terena devem ser retiradas do local. Além da Polícia Federal, também foram destacadas para ação a Tropa de Choque da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises (Cigcoe) e a Polícia Rodoviária Militar
Os indígenas alegam que a área faz parte da Terra Indígena Buriti, declarada em 2010 como de ocupação tradicional pelo Ministério da Justiça. Em nota sobre a reintegração em si, a assessoria de imprensa da Polícia Federal reitera a necessidade de cumprir a determinação judicial, e alega que o Cimi prejudicou as negociações. “As diversas reuniões ocorridas com lideranças indígenas em busca da solução pacífica da crise não chegaram ao resultado esperado, especialmente em razão da presença de indivíduos estranhos  à comunidade indígena, que se apresentaram como sendo representantes do CIMI e da COPAI/OAB/MS [Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da Ordem dos Advogados do Brasil / Mato Grosso do Sul], apontados pelos próprios indígenas como os motivadores do agravamento da ocupação e os estimuladores da desobediência à ordem judicial vigente”, diz o texto.
Não é a primeira vez que o delegado Alcídio comanda uma operação contra indígenas Terena. Em 2010, em Miranda (MS), ele esteve à frente da negociação frustrada de desocupação, que resultou em uma ação violenta com uso de bombas de efeito moral e disparo de balas de borracha."

terça-feira, 12 de março de 2013

Revista Caros Amigos demite equipe de redação em greve (Fonte: Brasil de Fato)

"A equipe de redação da Revista Caros Amigos, que realizava uma greve desde a última sexta-feira (8), foi demitida. Em reunião nesta segunda-feira (11) com os editores, jornalistas e designers gráficos, o diretor-geral da publicação Wagner Nabuco argumentou “quebra de confiança” nos profissionais em greve.
A jornalista Gabriela Moncau afirma que os integrantes da redação foram convocados por Nabuco através de um e-mail, no domingo (10), para a reunião desta segunda. “A gente tinha a perspectiva de que fosse uma reunião para conversar sobre a situação da revista, mas não foi isso que aconteceu, ele demitiu a todos”, conta.
A paralisação foi iniciada após o anúncio de um corte de 50% na folha de pagamento da redação, que passaria de R$ 32 mil para R$ 16 mil. Segundo a jornalista, o anúncio foi uma surpresa para todos da equipe. “Foi um comunicado, não foi um convite à conversa para falar sobre a situação financeira da revista e ver como coletivamente a gente podia resolver essa situação”, afirma.
Conforme Gabriela, a decisão pela greve foi tomada devido à falta de diálogo da administração com os trabalhadores após o anúncio do corte na folha de pagamento. “A gente achou que a greve era a única forma de pressionarmos para uma conversa para evitar que boa parte da revista fosse demitida sumariamente”, explica.
De acordo com nota divulgada pelos jornalistas, o diretor-geral justificou o corte na folha de pagamento “devido ao pagamento de dívidas fiscais acumuladas desde o ano 2000 e ao déficit operacional entre receitas da editora e custos fixos, incluindo os nossos (baixos) salários”.
Gabriela disse que a equipe de redação nunca teve acesso às contas da revista, que é mantida principalmente por anúncios, além da venda em bancas e assinaturas. Apesar disso, a jornalista afirma que, no último período, os profissionais se prontificaram a tentar ajudar a melhorar as condições financeiras da revista com a realização de mais edições especiais para serem vendidas nas bancas. “Existem uma série de alternativas para a gente tentar melhorar a situação financeira da revista”, completa.
Ela relata que desde a divulgação da nota sobre a greve na sexta-feira (8), a equipe recebeu diversas manifestações de solidariedade. Nesse sentido, acredita que alternativas como a publicização da crise financeira e a criação de uma campanha para ajudar a revista poderiam ser tomadas para que não fossem necessárias as demissões dos profissionais. “A gente compreende que existem dificuldades financeiras na Revista Caros Amigos, como existem dificuldades financeiras em uma série de outras publicações. Mas isso não justifica que as condições de trabalho sejam cada vez mais precarizadas”, argumenta.
Precarização
Na nota divulgada na sexta-feira (8), os integrantes da equipe denunciaram “a crescente precarização das nossas condições de trabalho, seja pela ausência de registro na carteira profissional, o não recolhimento das contribuições do FGTS e do INSS, e, agora, o agravamento da situação pela ameaça concreta de corte da folha salarial em 50%, com a demissão de boa parte da equipe”.
No entanto, conforme ela, a redação mantinha um diálogo permanente com a administração da Caros Amigos a fim de melhorar as condições de trabalho, com alguns pequenos avanços no que diz respeito ao salário -  ainda assim pago abaixo do piso da categoria de R$ 3.504,29 para 7 horas diárias. “Desde 2009, que foi quando essa equipe que há na redação hoje começou a ser montada, a gente tem se organizado para conversar com o diretor-geral da revista para ir gradativamente melhorando as nossas condições de trabalho”, conta.
Segundo a joralista, a equipe de redação sempre teve dificuldades com relação a essas questões trabalhistas. “A gente nunca chegou a ganhar acima do piso ou teve perspectivas de registro [em carteira]”, afirma.
Veja nota sobre a demissão em massa divulgada pelos trabalhadores:
DIRETOR DA CAROS AMIGOS DEMITE EQUIPE DA REDAÇÃO EM GREVE
O diretor-geral da revista Caros Amigos, Wagner Nabuco, chamou hoje (11/03/2013) a equipe de redação e anunciou que a empresa está demitindo todos os trabalhadores que se encontravam em greve desde sexta-feira, dia 08/03, alegando "quebra de confiança".
Nós, integrantes da equipe de redação da revista Caros Amigos - responsáveis diretos pela publicação da edição mensal, o site Caros Amigos, as edições especiais e encartes da Editora Casa Amarela - lamentamos a decisão da Direção. Consideramos a precarização do trabalho e a atitude unilateral como passos para trás no fortalecimento do projeto editorial da revista, que sempre se colocou como uma publicação independente, de jornalismo crítico e de qualidade, apoiando por diversas vezes, inclusive, a luta de trabalhadores de outras áreas contra a precarização no mercado de trabalho.
A greve é um instrumento legal, previsto na Constituição brasileira e direito de todos os trabalhadores. Foi adotada como medida para tentar melhorar as condições de trabalho na revista e foi precedida por uma série de incansáveis diálogos por parte desta equipe, desde que ela começou a ser montada em 2009. As tentativas foram sempre no sentido de atingir o piso salarial para todos os profissionais, encerrar os atrasos no pagamento dos salários e direitos como férias e 13º, que nos atingiram por mais de uma vez, de conquistar o registro dos funcionários fixos e uma melhor relação com colaboradores freelancers, que também convivem e conviveram com baixas remunerações e atrasos nos pagamentos.
Diante de alegações por parte da direção sobre dificuldades financeiras vividas pela empresa por se tratar de uma publicação alternativa, convivemos com salários mais baixos que os pisos e os praticados pelo mercado, e também com a inexistência de muitos direitos trabalhistas. Aceitamos negociar gradativamente a correção desses problemas de forma a fazer com que a Caros Amigos, "a primeira à esquerda", não se tornasse agente de exploração de seus funcionários e avançasse nessa frente conforme suas possibilidades. Trabalhamos para ampliar a receita da empresa, seja pelo prestígio do trabalho realizado, muitas vezes premiado, seja pelo aumento do trabalho em forma de outras publicações como especiais e encartes.
Em todos os anos entre 2009 e 2013, mantivemos o diálogo salutar com a Direção, buscando negociar melhores condições para desenvolvermos o trabalho com o qual estávamos comprometidos. Isso foi feito por meio de cartas de toda a redação à direção, conversas de comissões da redação com a direção e inúmeras negociações entre o editor-chefe e diretor-geral.
Apesar de todos nossos esforços em construir uma boa relação interna, fomos pegos de surpresa com o anúncio de corte da folha salarial em 50%, com a demissão de boa parte da equipe ou redução do salário dos 11 funcionários de 32 mil pra 16 mil ao todo, conforme relatado em nota divulgada na data de anúncio da greve e que segue novamente ao final desta.
O anúncio de medida drástica que atinge diretamente os trabalhadores foi feito em forma de comunicado pelo diretor-geral, sem margem para negociação. Ainda buscamos pelo diálogo reverter o problema junto à direção por uma semana. Sem margem para conversa, recorremos à paralisação como forma de ampliarmos nossas vozes, mas fomos surpreendidos mais uma vez com o comunicado da demissão coletiva.
Nossa luta não é - e nunca foi - contra a revista Caros Amigos. Pelo contrario, reforçamos a importância de publicações contra-hegemônicas e críticas em um cenário difícil para a democratização da comunicação no Brasil, que cerceia a variedade de vozes. Nossa luta é, portanto, para o fortalecimento e a coerência de um veículo fundamental do qual sempre tivemos o maior orgulho de participar.
Vimos a público lamentar profundamente que essa crise provocada pela direção venha causar sérios prejuízos ao projeto editorial da Caros Amigos, que contou por todos esses anos com nossa dedicação.
Saímos desse espaço de forma digna diante de uma situação que tornou a greve inevitável, na esperança que nossos apelos sirvam de acúmulo para o futuro da Caros Amigos de modo que ela se torne exemplo não só no campo editorial, mas nas relações que mantém com seus funcionários e colaboradores. Esperamos que o compromisso assumido com colaboradores durante a gestão dessa equipe seja louvado e que eles recebam seus pagamentos sem atrasos. Também que sejam honrados nossos diretos trabalhistas.
Agradecemos todos que se solidarizaram com nossa situação e os que seguirão nos apoiando nessa nova etapa. Esperamos que esta experiência sirva de acúmulo e motivo de debate sobre a precarização, o achatamento de salários, a piora nas condições de trabalho e atitudes patronais - que existem tanto em empresas da grande imprensa quanto nas da contra-hegemônica - no sentido de buscarmos melhores condições para todos exercerem suas profissões. Por fim, esperamos que o exemplo comece pela imprensa contra-hegemônica com a correção de práticas como esta."

Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MPT tenta negociar acordo para jornalistas cobrirem o Atlético (Fonte: Gazeta do Povo)

"A pedido do Sindijor-PR, Ministério Público do Trabalho vai intermediar reunião para rever decisão de o elenco rubro-negro só dar entrevista aos veículos oficiais do clube.
Após pedido do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), o Ministério Público do Trabalho intermediará uma reunião entre a entidade e o Atlético no dia 14, às 17 horas, na Procuradoria Regional do Trabalho. O objetivo é fazer o clube rever a posição de proibir os jogadores e o treinador de darem entrevistas para a imprensa. Os funcionários do clube só podem dar declarações aos órgãos oficiais atleticanos - site, rádio e tevê..."


Íntegra disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/atletico-pr/conteudo.phtml?tl=1&id=1342484&tit=MPT-tenta-negociar-acordo-para-jornalistas-cobrirem-o-Atletico

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

60 anos: idade limite para jornalistas? (Fonte: Jornalistas)

"Esse tipo de notícia você não lê nos jornais. Até porque muitas empresas de comunicação não costumam praticar a transparência que cobram, com razão, de suas fontes. A Infoglobo, que edita O Globo, Extra e Expresso, é alvo de investigação da Procuradoria do Trabalho da 1ª Região. O motivo: demitir empregados, muitos deles jornalistas, por causa da idade, quando completam 60 anos.
Nas redações da Infoglobo, esta prática desumana gera tensão permanente entre os funcionários com mais de 55 anos, à medida que vão se aproximando da idade fatídica, que também pode ser 59 anos.
Para a empresa, não importa que esses profissionais estejam no auge da sua capacidade intelectual, que tenham família, compromissos financeiros, projetos de vida. A norma discriminatória é conhecida há muitos anos por todos nas redações da Infoglobo. Para a empresa, jornalista tem prazo de validade..."


Íntegra disponível em: http://jornalistas.org.br/index.php/60-anos-idade-limite-para-jornalistas/

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Grupo Estado anuncia fechamento. Sindicato barra demissões (Fonte: Jornalista de São Paulo)

"Na tarde desta segunda-feira, o Grupo Estado tornou oficial o fechamento do Jornal da Tarde, no qual trabalham hoje 44 jornalistas. A última edição circula em 31 de outubro, e amanhã é o último dia de trabalho da redação. A reação dos jornalistas do JT, em conjunto com o Sindicato dos Jornalistas, desde que o possível fechamento do jornal vazou há duas semanas, conseguiu barrar as demissões.
Por acordo, mesmo com o Jornal da Tarde fechando no dia 31 de outubro, a empresa não pode demitir. A estabilidade para todos está garantida até 30 de novembro, enquanto ocorre a negociação. Uma audiência já marcada para 4 de dezembro vai analisar a situação..."
 
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

'Agressões de Serra são uma forma de censura', diz SJSP em entrevista à RBA (Fonte: Jornalistas de São Paulo)


"As recentes investidas de José Serra contra profissionais da imprensa são uma forma de censura, pois tentam impedir o trabalho dos jornalistas e a livre circulação da informação, avalia o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, sobre a postura hostil do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo frente às perguntas que lhe são dirigidas por repórteres de distintos meios de comunicação durante sua campanha.
“É importante salientar que todas essas tentativas de calar e impedir a imprensa de fazer seu trabalho precisam ser encaradas como uma forma de censura. Não é uma censura praticada pelo uso direto da violência, mas é censura, porque tenta impedir a livre circulação de informação”, define José Augusto Camargo. “Devemos entender isso pra que não achemos que se trata de apenas um chilique ou uma posição pessoal, um costume. Se entendermos que é uma maneira de impedir a circulação de informação, vamos dar a importância que merece. Se não, fica no folclore.”
Com um novo ato de hostilidade ontem contra uma repórter do portal de notícias UOL, José Serra soma seis agressões contra a imprensa em menos de 20 dias, todas ocorridas durante sua campanha para a prefeitura de São Paulo. A primeira da série ocorreu no dia 28 de setembro, quando o tucano chamou um repórter da RBA de “sem-vergonha” após ser questionado sobre seu plano de governo. Depois, ao analisar a repercussão negativa que teve a declaração de seu candidato, o PSDB divulgou nota acusando o profissional de ter sido enviado pelo PT para tumultuar a coletiva.
Na semana passada, dois repórteres da TVT foram ignorados pelo candidato do PSDB, em duas ocasiões diferentes, única e exclusivamente pelo fato de trabalharem para a emissora, sediada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Nesta semana, o tucano já foi agressivo com a reportagem da rádio CBN e, por duas vezes, com a profissional do UOL. Ou seja, foram três agressões em três dias. A tática é sempre a mesma: menosprezar a pergunta e vincular o jornalista ao PT..."


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Repórter intimidado por ex-coronel da PM teve que deixar país; Sindicato exigiu providências (Fonte: Jornalistas de São Paulo)


"O Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP) decidiu pedir a impugnação do registro da candidatura do vereador eleito Adriano Lopes Lucinda Telhada, o Coronel Telhada, ex-comandante Rota, que se elegeu domingo pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 89.053 votos. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo foi uma das entidades que solicitou providências das autoridades que determinaram o pedido de impugnação.
Entre os motivos para pedir providências contra o vereador aos órgãos do Judiciário e da Segurança Pública estava o fato de Telhada ter utilizado sua página do facebook, com cerca de 70 mil seguidores, para intimidar o repórter do jornal Folha de S.Paulo, André Camarante, que não somente se transformou em uma onda de ameaças, como também culminou com sua saída do país junto com toda a família. O objetivo é lhe dar proteção.
Durante a Campanha Salarial, em uma das rodadas de negociações de Jornais e Revistas da Capital, a direção do SJSP solicitou diretamente ao representante da Folha que proporcionasse todo apoio ao repórter, o que de fato acabou acontecendo, quando as ameaças chegaram a níveis insuportáveis.
Tudo começou por causa de uma reportagem de Caramante intitulada “Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook”. No texto, o jornalista denunciava que  Telhada usava a internet para “veicular relatos de supostos confrontos com civis”, e que chamava de “vagabundos” os supostos praticantes de crimes. Telhada não gostou da matéria. A partir daquele momento, as ameaças se sucederam através das redes sociais, blogs e o site da Folha, desde chamá-lo de “péssimo repórter” até defender a sua execução, com frases como “bala nele”. No início de setembro, diante das ameaças, ele teve que deixar o país.
Em entrevista à repórter Eliane Brum, da revista Época, Caramante relata a nova condição de jornalista que não está mais fisicamente presente na redação, apesar de continuar no exercício da profissão..."


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dono da Rede TV é “exemplo de mau patrão”, reclama sindicato dos jornalistas (Fonte: Portal Comunique-se)


"Com a onda de atrasos salariais e reclamações de funcionários da Rede TV, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) se pronunciou nesta quinta-feira, 13 sobre a situação e não poupou críticas ao comando do veículo. De acordo com a entidade, o dono da emissora, Amilcare Dallevo Júnior, é um “exemplo de mau patrão”.
Na nota, o sindicato afirma que vai  tomar providências contra o presidente da Rede TV. “Os problemas de ordem trabalhistas são tão graves na emissora que o Sindicato foi obrigado a recorrer ao Ministério Público do Trabalho para exigir cumprimento de condições mínimas de trabalho, como o fim da excessiva pejotização, pagamento de salários e de direitos dos trabalhadores em dia, fim das demissões, cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, entre outros itens”, divulgou a instituição.
O presidente do SJSP, José Augusto Camargo, afirmou que Dallevo não tem nenhum respeito por seus funcionários e nem pelas leis trabalhistas. “Estamos deflagrando uma campanha nacional para reunir assinaturas suficientes para que um tribunal da importância do TST não premie um patrão como Dallevo, que não respeita os seus trabalhadores e que, de fato, pisoteia Convenções Coletivas de Trabalho”, comenta ao se referir que o sindicato quer que a Justiça suspenda a condecoração dada ao empresário..."

Íntegra disponível em http://portal.comunique-se.com.br/index.php/editorias/17-destaque-home/69726-dono-da-rede-tv-e-exemplo-de-mau-patrao-reclama-sindicato-dos-jornalistas.html#