quarta-feira, 6 de junho de 2012

Copel arremata lote em leilão de transmissão da Aneel (Fonte: Gazeta do Povo)

“Lote é composto por duas linhas de linhas de transmissão, que somam 98 quilômetros, a serem construídas no Paraná em até 24 meses após a assinatura do contrato

A Copel venceu a disputa pelo lote C do terceiro leilão de transmissão de energia 2012, realizado nesta quarta-feira (6) na BM&FBovespa, em São Paulo. A empresa fez uma proposta sem deságio ante a Receita Anual Permitida (RAP) máxima de R$ 4,182 milhões definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Abengoa e Alupar também haviam se inscrito, mas não apresentaram proposta. A da Copel foi uma RAP de R$ 4.182.210.

O lote C é composto por duas linhas de linhas de transmissão, que somam 98 quilômetros, a serem construídas no Paraná. A previsão é de que os empreendimentos entrem em operação 24 meses após a assinatura do contrato.

Outros lotes

O Consórcio BAL, formado por Eletrosul e a estatal gaúcha CEEE, levou o lote A do leilão de transmissão, com uma proposta de R$ 77,417 milhões, sem deságio sobre a RAP máxima (de mesmo valor) definida no edital. Abengoa e Alupar também se inscreveram para o lote, mas posteriormente declararam não ter interesse em apresentar propostas.

O lote A é composto por três subestações (Povo Novo, 525/230 kV, Marmeleiro 525 kV e a Santa Vitória do Palmar, 525/138 kV) e três linhas de transmissão, que somam 489 quilômetros de extensão, a serem instaladas no Rio Grande do Sul. Além da confiabilidade ao sistema da região, o projeto permitirá o escoamento de energia a ser gerada por parques eólicos do Estado.

A Elecnor Transmissão de Energia levou o lote B do leilão. Tanto ela quanto a Cobra Instalaciones y Servicios ofereceram propostas sem deságio ante a RAP máxima de R$ 3,096 milhões definida pela Aneel. Mas, como a Elecnor havia apresentado uma proposta de R$ 180 mil abaixo da RAP máxima (a oferta da Cobra trazia foi de R$ 3.096.180), os interessados optaram por não apresentar propostas na fase viva-voz.

Das empresas que haviam se inscrito para esse lote, Alupar, Abengoa e Orteng Energia não fizeram propostas. O lote B é composto pela Subestação Sidrolândia 230/138 kV, a ser construída em Mato Grosso do Sul.

Lote F fica sem ofertas

O sexto e último lote do terceiro leilão não teve ofertas. Para o lote F, a RAP máxima era de R$ 9,135 milhões, segundo a Aneel. Estavam inscritos na disputa Orteng, Elecnor, Alupar e Abengoa.

O lote é composto pela linha de transmissão em 500 kV Itabirito 2 - Vespasiano 2, de 78 quilômetros de extensão. O empreendimento já havia sido ofertado no leilão passado, realizado em abril, quando também não houve interessados no projeto. A Aneel voltou a ofertá-lo, elevando a RAP máxima em 3,6%.”

Extraído de http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1262705&tit=Copel-arremata-lote-em-leilao-de-transmissao-da-Aneel

 

CLT-Flex caracteriza fraude a direitos trabalhistas (Fonte: TRT 3ª Reg.)

"O termo é relativamente novo e ainda desconhecido por muitos. Defendida por uns, combatida por outros, a CLT-Flex nada mais é que a abreviação de CLT Flexível, que, diga-se de passagem, não existe no mundo jurídico. Na prática, surgiu entre os profissionais da Tecnologia da Informação, mas o termo ¿pegou¿ e vem se tornando modismo no mundo do trabalho como uma alternativa às normas trabalhistas. Funciona assim: ao "adotar" a CLT-Flex, o empregador propõe ao empregado um tipo diferente de contrato, em que este aceita receber apenas de 40% a 60% do salário ajustado, de acordo com a CLT, com a devida anotação na carteira de trabalho. E é sobre esse montante que irão incidir os tributos sobre a folha de pagamento e o imposto de renda. O percentual restante é quitado por fora e descrito no contracheque como algum benefício, reembolso de despesas, bolsa de estudos, planos de saúde, previdência privada, entre outros. Sobre essas parcelas não recaem encargos trabalhistas e previdenciários.

Os que defendem a CLT-Flex se inspiram no artigo 458 da CLT, que confere natureza indenizatória às utilidades concedidas pelo empregador, tais como vestuário, educação, assistência médica, seguros de vida e as demais listadas no próprio dispositivo. Em outras palavras, a empresa dá uma interpretação extensiva ao artigo em questão, visando à não incidência de tributos sobre percentual pago ao trabalhador, para gastar menos e aumentar seu lucro. Quem combate a flexibilização da CLT sustenta que, apesar de o empregado pagar menos imposto de renda (às vezes até caindo na faixa de isenção), essa aparente vantagem acaba sendo bastante prejudicial, porque o trabalhador perde em FGTS, 13º salário e férias. Tudo não passa de ilusão e de uma grande fraude à legislação do trabalho.

Os processos envolvendo essa matéria têm sido cada vez mais frequentes na Justiça do Trabalho e um deles foi analisado pela juíza substituta Solange Barbosa de Castro Coura, em atuação na 40ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. O empregado alegou que, em sua contratação, a empresa acertou que adotaria o sistema conhecido como CLT-Flex. E assim, efetivamente, ocorreu. Recebia salário fixo e outros valores descritos nos holerites como cota utilidade. A princípio, a empregadora informou a ele que bastava apresentar recibos de despesas pessoais, como conta de celular e estacionamento, para que fosse ressarcido de todos os gastos. Rompido o contrato, a rescisão contratual foi calculada apenas sobre o salário fixo. Apesar de a empresa ter negado a utilização da CLT-Flex, a magistrada constatou que quem está falando a verdade é o trabalhador.

A juíza sentenciante observou que, nas folhas de pagamento do trabalhador, consta sempre a parcela "cota utilidade", sobre a qual não incidia FGTS, INSS, nem imposto de renda. E, de acordo com a julgadora, não se trata de um caso típico de pagamento de salário por fora, na forma conhecida no meio trabalhista. Isso porque a empresa formalizou a quitação, mas atribuiu à verba registrada no contracheque natureza não salarial. Outro dado que chamou a atenção da magistrada foi a uniformidade dos valores. Da admissão até setembro de 2008, o reclamante recebeu, por mês, a quantia de R$1.861,47. Já de outubro de 2008 a setembro de 2009, R$2.002,94, mensais e, de outubro de 2009 até a data da dispensa, R$2.113,10, também a cada mês. Além de os valores serem sempre os mesmos, o aumento das supostas despesas ocorria sempre na mesma data, de ano em ano.

O preposto da empresa declarou que o empregado recebia salário fixo, registrado na CTPS, e a empresa reembolsava os gastos que ele tinha com saúde, educação, plano odontológico e previdência privada, desde que apresentasse os recibos. Garantiu, ainda, que os valores mensais existentes no contracheque somente foram quitados após a apresentação dos comprovantes de gastos. Segundo a julgadora, não haveria razão, então, para a reclamada não apresentar os recibos, desatendendo à intimação do Juízo. "Contudo como, apesar da negativa, a empresa efetivamente adotou o sistema conhecido por CLT-Flex, simplesmente não pode juntar os comprovantes das despesas mensais do autor, despesas essas que, segundo o depoimento do preposto, condicionavam o recebimento da cota utilidade" , frisou. Até porque, como afirmou o trabalhador em seu depoimento pessoal e também a testemunha por ele indicada, independente da entrega dos recibos, a cota utilidade era quitada mensalmente. E os recibos eram pegos até nas lixeiras de postos de gasolina. Qualquer um servia. E as notinhas poderiam se referir a despesas pessoais, sem nenhuma relação com o trabalho. Nada era questionado.

Para a julgadora, não há dúvida, a cota utilidade era paga todos os meses, em valor invariável, independente da comprovação das despesas que justificariam o pagamento, sendo aumentada anualmente. E a parcela era quitada, não para viabilizar o trabalho, mas em razão do trabalho realizado na empresa. Por isso, a conclusão da juíza foi de que o expediente adotado pela reclamada teve como objetivo apenas fraudar a aplicação dos direitos trabalhistas. Nesse contexto, a juíza reconheceu a natureza salarial da parcela cota utilidade, nos valores registrados nas folhas de pagamento, e condenou a empregadora a pagar os reflexos da verba em férias com 1/3, 13º salários, FGTS e Participação nos Lucros e Resultados. A empresa foi condenada, ainda, a retificar a CTPS do empregado. A ré apresentou recurso ao TRT da 3ª Região, que não chegou a ser conhecido, por irregularidade de representação.

( 0000268-33.2011.5.03.0140 AIRR )"

Extraido de http://as1.trt3.jus.br/pls/noticias/no_noticias.Exibe_Noticia?p_cod_area_noticia=ACS&p_cod_noticia=6825

Ruy Braga: Condições de trabalho estão muito precárias (Fonte: Caros Amigos)

"Entrevista: Ruy Braga

"CONDIÇÕES DE TRABALHO ESTÃO MUITO PRECÁRIAS"

Apesar do crescimento da economia, novos postos de emprego são muito mal remunerados, explica sociólogo

Por Tatiana Merlino

Com o crescimento da economia brasileira nos últimos anos e o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e do rendimento real do trabalho - reajustes que ficam acima da inflação -, alguns economistas afirmam que o Brasil caminha para o pleno emprego. "Hoje, o país tem taxas de desemprego historicamente muito baixas, se comparadas com as médias das últimas décadas", aponta Ruy Braga, professor do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista a Caros Amigos. No entanto, apesar do aquecimento do mercado de trabalho, ele é, ainda, muito marcado por postos de trabalho precários e mal remunerados. "Há uma concentração de vagas na faixa de até dois salários mínimos, o que aquece o mercado de trabalho com baixos salários e, consequentemente, em condições muito precárias", desmistifica o professor da USP. Para entender o real quadro do mercado de trabalho, Braga explica. "Em primeiro lugar, temos que levar em consideração a seguinte questão: emprego formal, no Brasil, não significa emprego de qualidade."

Caros Amigos - Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados estão apontando para um aquecimento do mercado de trabalho e um aumento do número de trabalhadores que se demitem para conseguir outros empregos. Como você vê esse quadro do mercado de trabalho no Brasil?

Ruy Braga - Há uma conjuntura de relativo crescimento econômico, o que evidentemente aumenta a oferta de vagas. Hoje, o país tem taxas de desemprego historicamente muito baixas, se comparadas com as médias das últimas décadas. Temos uma situação de quase pleno emprego entre muitos setores importantes do mercado de trabalho.

A entrevista completa você lê na edição 182 de Caros Amigos, nas bancas e ⁠loja virtual⁠"

Extraido de http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/component/content/article/168-edicao-182/2910-com-ruy-braga-condicoes-de-trabalho-estao-muito-precarias

População afetada por novas hidrelétricas terá cadastro (Fonte: Agência Estado)

"A população atingida por novos empreendimentos de geração de energia  hidrelétrica passará a ser cadastrada para poder receber compensações, de acordo com portaria interministerial publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União. O cadastro será acompanhado pelo Comitê Interministerial do Cadastro Socioeconômico, que reúne os ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca. As informações serão obtidas por meio de questionários, entrevistas, fotos, informações gráficas, órgãos públicos, organizações não governamentais e entidades de classe da região, entre outras.

A portaria prevê que o cadastro será de responsabilidade da empresa autorizada pelos órgãos públicos a elaborar o estudo de viabilidade técnica e econômica do empreendimento. Também de acordo com a portaria, o cadastro deverá ser feito preferencialmente durante a etapa de licença prévia da usina. Caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluir, nos contratos de concessão e editais de leilão, uma cláusula específica de responsabilidade aos concessionários."

Extraido de http://www.power.inf.br/site/todas-as-noticias-de-eletricidade/11177-populacao-afetada-por-novas-hidreletricas-tera-cadastro

Fim da greve: SEAB volta ao trabalho (Fonte: SindiSeab)

A paralisação dos 290 funcionáriosda Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab),  não vinculados à Agência de Defesa Agropecuária (Adapar),que seguia para completar o seu sétimo dia, acabou ontem. O Secretário Norberto Ortigara, após reunião com a Casa Civil e SEAP, apresentou aos servidores os valores definitivos para a gratificação para as três carreiras/cargos:∙         Agente de Apoio (AA) - R$ 450,00;∙         Agente de Execução (AE) - R$ 670,00;∙         Agente Profissional AP) - R$ 1.750,00. Informou ainda que estes valores serão implantados em folha a partir de junho de 2012 e que serão iguais a todos os servidores da SEAB não vinculados à ADAPAR. As diferenças se dão apenas entre as carreiras/cargos (AP – AE – AA). A implantação será feita por via administrativa (decreto do Governador). Após o recesso da Assembleia Legislativa, do mês de julho, será enviado Projeto de Lei para consolidar legalmente a Gratificação pelo Exercício de Encargos Especiais (GEEE). Uma vez consolidada, a GEEE terá natureza contributiva para a previdência e será reajustada anualmente,  junto com a data base. Fim da greve em CuritibaOs servidores da capital, reunidos ontem em assembleia no anfiteatro da SEAB, avaliaram que  a possibilidade de vir uma proposta melhor estava esgotada. Embora os valores das gratificações sejam inferiores aos reivindicados, houve uma melhoria significativa na remuneração, principalmente para os novos. Os percentuais alcançados nas gratificações em relação à proposta inicial  foram de 100% (AA), 79% (AE) e 78 % (AP). A garantia de que a GEEE será estendida para a aposentadoria com reajustes anuais, via Projeto de Lei, foi considerada um avanço. O fato da conquista ter contemplado todas as carreiras/cargos da SEAB, em valor único dentro de cada uma, também contribuiu para a aceitação da proposta. Os servidores reconheceram ainda o total empenho do Secretário Norberto Ortigara em mediar as negociações com o governo, e assim, decidiram por unanimidade por suspender a greve. Maioria no interior decide voltar ao trabalhoApós a assembleia geral da capital, a Comissão de Negociação Estadual (CNE) preparou um relato e o repassou ao demais  locais de trabalho no interior do estado. Solicitou que também  avaliassem a  proposta feita pela direção superior da SEAB e a enviassem a decisão, até às 15 horas, para que pudesse ser feito o balanço geral e se extraísse a posição majoritária. Decorrido o prazo estipulado, materializou-se o fim da greve da SEAB com 80% dos núcleos regionais e capital confirmando a aceitação da proposta apresentada pelo Secretário Norberto Ortigara, sendo que 20% se posicionaram contrários ao fim da paralisação. Por fim, os grevistas deram como positivo o balanço final do movimento, ficando a expectativa  do cumprimento dos compromissos colocados pela SEAB e Governo do Paraná:∙         Decreto implantando as gratificações em junho;∙         E envio do Projeto de Lei para a Assembléia Legislativa em agosto.   Maiores Informações: no blog gratificacaoseab.blogspot.com.br . Contatos com: Roberto (41.9873.0693 - 3253.6328)- CNE e SINDISEAB), Hugo (41. 9703.3277 e Edmar 41.8829.9173 - Comissão de Negociação Estadual – CNE).

OEA adia discutir polêmica reforma em órgão de direitos humanos (Fonte: Estadão)

"Após um acalorado debate, países acertaram falar sobre reformas em período de seis meses

HUGO BACHEGA E GUIDO NEJAMKIS - REUTERS

COCHABAMBA, BOLÍVIA - A Organização dos Estados Americanos (OEA) adiou nesta terça-feira, 5, a discussão de uma polêmica reforma no seu órgão de defesa dos direitos humanos, criticado por governos latino-americanos de esquerda.


Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela pediram na Assembleia Geral da entidade, encerrada na terça-feira na cidade boliviana de Cochabamba, uma reforma na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), cujos relatórios críticos têm irritado muitos governos na região.

Brasil, México e Argentina também defenderam "modernizar" os órgãos de direitos humanos do sistema interamericano, embora outros países, como Costa Rica, tenham dito que qualquer mudança deve garantir independência, autonomia e o caráter supranacional da comissão.

Após um acalorado debate, os Estados membros da OEA acertaram que as reformas serão discutidas em "um período de seis meses ou mais tardar no primeiro trimestre de 2013."
..."

Integra disponivel em http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,oea-adia-discutir-polemica-reforma-em-orgao-de-direitos-humanos,883020,0.htm

Má notícia: Jornada: Governador direitista e antissindical de Wisconsin ganha recall (Fonte: La Jornada)

"Gobernador de Wisconsin gana histórico referendo revocatorio de su mandato

David Brooks

Corresponsal

Periódico La Jornada
Miércoles 6 de junio de 2012, p. 33

Nueva York, 5 de junio. El gobernador republicano de Wisconsin, Scott Walker, sobrevivió un histórico referendo revocatorio en una magna batalla política con implicaciones nacionales para el futuro de los derechos laborales, para la ofensiva derechista contra las políticas de bienestar social y para la contienda presidencial de noviembre.

Wisconsin se volvió epicentro del debate nacional que culminó esta noche en lo que era sólo la tercera vez en la historia de Estados Unidos que un gobernador enfrentaba la destitución durante su mandato por referendo popular y muchos percibieron este proceso como la segunda elección más importante del año.

Su triunfo fue celebrado por fuerzas conservadoras de todo el país, en lo que a la vez fue un golpe devastador para sindicatos, organizaciones sociales y fuerzas demócratas dentro y fuera de este estado.

La votación se realizó 15 meses después de estallar una rebelión cívica en Wisconsin, cuando el recién electo gobernador Walker impulsó una ley que anulaba los derechos de negociación de un contrato colectivo a los trabajadores del sector público estatal, y la disputa culminó hoy ante un electorado polarizado sobre el cual han llovido más de 60 millones de dólares en publicidad y esfuerzos de propaganda y promoción del voto por ambos lados en la disputa dentro y fuera de la entidad.

Otro triunfador fue el dinero, ya que los republicanos superaron el gasto de los demócratas por 7 a 1 con más de la mitad de los fondos de los republicanos contribuidos por fuerzas fuera del estado, lo que constata el impacto nacional de esta elección, en lo que se convirtió en la contienda más cara en la historia de Wisconsin

Todo empezó cuando un movimiento popular masivo ocupó el Capitolio y el centro de Madison (capital del estado) en febrero de 2011 y durante semanas, decenas y a veces hasta cientos de miles de sindicalistas, estudiantes, organizaciones comunitarias, granjeros e inmigrantes captaron la atención nacional en sus movilizaciones contra las medidas impulsadas por el gobernador como parte de una ofensiva frontal apoyada a nivel nacional por otros gobernadores y multimillonarios republicanos para destruir los sindicatos públicos, desmantelar las estructuras del estado de bienestar y privatizar los servicios públicos. El movimiento recibió amplia solidaridad por todo el país y también a escala internacional.

A pesar de esta oposición, el gobernador y la legislatura estatal, bajo control republicano, lograron promulgar su ley contra los sindicatos del sector público (incluidos maestros) que limita sus derechos de negociación del contrato colectivo, los obliga a pagar más por sus seguros de salud y fondos de jubilación, limita los incrementos salariales y hace voluntario el pago de cuotas sindicales. Todo con el pretexto de reducir el déficit presupuestario.

Después de las protestas en las calles, el movimiento en Wisconsin optó por la vía electoral y recurrió a un mecanismo en la constitución estatal que permite realizar un referendo sobre la permanencia o no del gobernador en el poder, y recaudó aproximadamente un millón de firmas, casi el doble de lo requerido. Con este mecanismo ya había logrado destituir a dos legisladores estatales republicanos que apoyaron a Walker, y hoy, además del gobernador, la vicegobernadora y cuatro legisladores republicanos más enfrentaban el mismo referendo, poniendo en juego el control del senado estatal.

El contrincante de Walker fue el alcalde demócrata de Milwaukee, Tom Barrett, quien perdió ante el gobernador en 2010.

Para ambos lados en esta disputa la elección fue más que una simple votación local.

Este triunfo abrirá la puerta en otros estados para que gobernadores y legisladores republicanos redoblen sus esfuerzos para impulsar "reformas" contra los sindicatos y programas sociales públicos parecidos al de Wisconsin.

Para los demócratas, la derrota implica enfrentar una mayor ofensiva conservadora en otras partes del país e inevitablemente provocará interrogantes sobre el desarrollo y rumbo de coaliciones populares que primero se manifestaron en Wisconsin y después tuvieron expresiones a nivel nacional como Ocupa Wall Street.

Pero sobre todo, ambos lados están más que conscientes de que el resultado aquí tendrá implicaciones político-electorales para noviembre.

ublicanos nacionales y gobernadores acudieron a Wisconsin para brindar su apoyo a Walker. El candidato presidencial republicano Mitt Romney lo llamo "héroe", mientras millonarios poderosos como los hermanos David y Charles Koch (quienes advirtieron a conservadores que un triunfo demócrata haría que los sindicatos a nivel nacional fueran "imparables"), y otros de varias partes del país han invertido fondos masivos para defender su gubernatura. Los conservadores no escondieron su agenda de que esta batalla en Wisconsin era parte de su gran ofensiva contra el sindicalismo, sobre todo el del sector público.

⁠Cautela de estrategas demócratas

Por su parte, líderes nacionales demócratas –incluido el ex presidente Bill Clinton–, así como figuras del sindicalismo y fuerzas progresistas también visitaron el estado durante los últimos meses. Sin embargo, la Casa Blanca mantuvo su distancia y hasta apenas ayer el presidente Barack Obama se atrevió a enviar un solo mensaje –por Twitter– en apoyo de Barrett. Al parecer, los estrategas de la Casa Blanca fueron cautelosos en apostar demasiado capital político en esta contienda y no enajenar a posibles votantes de Obama en noviembre. Pero algunos consideran que la derrota demócrata podría tener consecuencias adversas al enajenar a sus propias filas fieles en este estado por su falta de presencia en esta contienda. Wisconsin podría ser uno de los estados claves en determinar la elección presidencial.

Líderes progresistas insistieron, aun antes de que los resultados fueran anunciados esta noche, en que la gran rebelión cívica contra la ofensiva conservadora no se detendrá y que Wisconsin fue, en palabras de Katrina vanden Heuvel, directora de The Nation, sólo una "primera prueba de una respuesta progresista a un panorama electoral invadido por dinero de empresas e individuos ricos"."

Extraido de http://www.jornada.unam.mx/2012/06/06/mundo/033n1mun

Congresso tem 30 dias para analisar vetos de Dilma à Lei Geral da Copa (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Por: Marcos Chagas, da Agência Brasil

Brasília – A Presidência da República tem, a contar de hoje (6), o prazo constitucional de 48 horas para encaminhar ao presidente do Congresso e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), os dispositivos vetados no projeto da Lei Geral da Copa. De posse dos vetos, Sarney tem o limite constitucional de 72 horas para convocar uma sessão do Congresso e fazer a leitura dos dispositivos vetados.

No total, o Congresso tem um prazo de 30 dias para votar os vetos presidenciais, de todo projeto ou de partes, a partir da leitura de recebimento da matéria. Entretanto, esses prazos constitucionais raramente foram cumpridos. Em 1988, os deputados e senadores constituintes estabeleceram as regras para o encaminhamento, análise e votação desses vetos.

Na mesma sessão do Congresso, serão lidas as razões desses vetos feitos pela presidenta Dilma Rousseff. A Constituição Federal determina que, na ocasião, o presidente do Senado tem que designar uma comissão mista, formada por três deputados e o mesmo número de senadores, para analisar os vetos. Essa comissão terá até 20 dias para encaminhar ao presidente do Senado um parecer com as recomendações de aprovação ou rejeição dos vetos. A partir daí, caberá a Sarney marcar a sessão conjunta – Câmara e Senado – que analisará os vetos.

Pela Constituição, caso os vetos pendentes de análise não sejam apreciados nesse prazo, a pauta da sessão conjunta será obstruída. Assim, nada poderá ser votado nessas sessões antes dos vetos que tiveram o prazo constitucional vencido.

Mesmo com o esforço de Sarney de votar em bloco uma série desses dispositivos nos últimos anos, atualmente estão na pauta do Congresso Nacional a análise de vetos em 166 projetos, dos quais 41 em sua totalidade e 121 de forma pontual.

Todos esses vetos somam 2.424 à espera de análise pelos congressistas. Além disso, na próxima sessão do Congresso Nacional, ainda sem data definida, devem entrar mais 17 projetos que estão à espera da comunicação oficial do presidente Sarney. Desses projetos, quatro foram vetados em sua totalidade e 13 tiveram 146 pontos da lei sancionada descartados pelo presidente.

As informações foram passadas pela Secretaria da Mesa Diretora do Congresso. Praticamente todos os vetos pendentes referem-se a matérias sancionadas pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2007 e 2010.

Segundo a secretaria, a votação dos vetos definidos pela Mesa Diretora do Congresso que serão apreciados na sessão convocada pelo presidente do Legislativo será secreta e todos incluídos em uma única cédula de papel."

Extraido de http://www.redebrasilatual.com.br/temas/esportes/2012/06/congresso-tem-30-dias-para-analisar-vetos-de-dilma-a-lei-geral-da-copa?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Hollande cumpre promessa de campanha e permite que franceses se aposentem aos 60 anos (Rede Brasil Atual)

"Por: Renata Giraldi, da Agência Brasil

Publicado em 06/06/2012, 12:09

Brasília – O presidente da França, François Hollande, cumpriu hoje (6) a promessa feita durante a campanha eleitoral e anunciou que os franceses poderão se aposentar aos 60 anos e não mais aos 62, como havia fixado o ex-presidente Nicolas Sarkozy. A mudança na faixa etária para a aposentadoria foi um dos temas polêmicos durante a campanha presidencial. A decisão foi anunciada pela ministra dos Assuntos Sociais, Marisol Touraine, depois da reunião do Conselho de Ministros.

A ministra disse que a medida deve beneficiar cerca de 110 mil trabalhadores até o final de 2013 e causar um impacto de 1,1 bilhão de euros apenas neste ano e chegar a 3 bilhões até 2017 – quando acaba o mandato do presidente Hollande.

De acordo com dados do governo, os franceses favorecidos pela mudança são aqueles que começaram a trabalhar antes dos 19 anos e sempre contribuíram com a Previdência Social. Na prática, a medida exige que o trabalhador tenha contribuído por, no mínimo, 41 anos com a Previdência Social.

A ministra disse que a decisão é "uma medida de justiça para aqueles que foram mais duramente penalizados com a reforma de 2010" – que elevou de 60 para 62 anos a idade mínima para a aposentadoria.

A reforma anunciada hoje autoriza ainda que as mulheres tenham uma licença-maternidade de seis meses, e o direito de os desempregados recebam benefícios por dois trimestres. Segundo a ministra, as medidas passam a valer a partir de novembro."

Extraido de http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2012/06/hollande-cumpre-promessa-de-campanha-e-permite-que-franceses-se-aposentem-aos-60-anos?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Promotora promove ação contra Eletrobras e quer respeito ao público (www.gp1.com.br)

“Há quase nove anos no Ministério Público Estadual, a jovem promotora Débora Geane está impondo a aplicação da lei no município de Jerumenha (300 quilômetros de Teresina) mostrando que quando uma autoridade desse nível é decidida pode proporcionar mudanças que beneficiam as populações. Geane promove no momento uma ação civil pública contra a Eletrobras para que amplie a rede elétrica, coloque escritório de atendimento ao consumidor e substitua os postes de madeira acabando com as chamadas "gambiarras".”

 

Extraído de http://www.gp1.com.br/blogs/promotora-promove-acao-contra-eletrobras-e-quer-respeito-ao-publico-252858.html

Condenada a nomear e indenizar aprovados, Eletrobras deve recorrer (Fonte: TudonaHora.com.br)

“A 7ª Vara do Trabalho de Maceió condenou a Eletrobras Distribuição Alagoas a pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo aos aprovados no concurso realizado pela instituição em 2009 e determinou a contratação dos aprovados para o cargo de “auxiliar técnico”, de acordo com as necessidades da distribuidora, rescindindo os contratos mantidos com empresas de terceirização de serviços. A decisão foi publicada nesta terça-feira (5) pelo juiz Alan Esteves, que também determina a prorrogação ou suspensão do prazo de validade do concurso.

Como o Tudo Na Hora informou no último domingo (3), os concursados aprovados ingressaram com uma ação civil pública no Ministério Público do Trabalho (MPT) denunciando que a Eletrobras deixou de contratar os aprovados para manter centenas de funcionários terceirizados. Segundo o MPT, a empresa desde 2006 vem descumprindo os acordos trabalhistas firmados. Por isso, o Ministério Público do Trabalho ingressou em janeiro de 2012 com uma ação na 7ª Vara do Trabalho solicitando a prorrogação da validade do concurso de 2009, o afastamento dos funcionários terceirizados, além de contratação imediata dos aprovados no concurso.

O procurador do Trabalho Rafael Gazannéo havia explicado que o último concurso apresentava uma irregularidade. “Atualmente a empresa dispõe de mais de 700 funcionários terceirizados e o concurso público aprovou mil candidatos. Isso já geraria protesto por parte dos candidatos, já que o número de aprovados foi maior que o de vagas”, disse. Diante disso, em acordo judicial, o MPT chegou a estipular para a Eletrobras o dia 31 de dezembro de 2011 como prazo final para afastar todos os trabalhadores terceirizados, o que não aconteceu.

Na decisão publicada nesta terça-feira (5), a 7ª Vara do Trabalho informa ainda que rejeita as defesas preliminares apresentadas pela Eletrobras e determina que a empresa abstenha-se da prática de terceirização até a contratação de todos os candidatos aprovados em concurso público para o cargo de "auxiliar técnico" (eletricistas).

A condenação inclui, por fim, multa no valor de R$ 200 mil reais a ser paga pela Eletrobras, em caso de desobediência à decisão judicial, calculada na proporção de cada trabalhador encontrado em situação desconforme com provimento jurisdicional. O pagamento, diz a decisão judicial, é reversível ao FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador). Mais de 500 aprovados ingressaram na Ação Civil Pública.

Eletrobras lamenta multa

A Eletrobras Distribuição Alagoas lamenta a decisão da justiça e informa que cabe recurso em instância superior a fim de reverter à decisão. Ressalta que já nomeou auxiliares técnicos aprovados no último concurso, baseado na atual necessidade da empresa e que a decisão não traduz o melhor interesse do consumidor alagoano.

A Eletrobras esclarece também que as atuais contratações são motivadas pela grande demanda de obras e serviços em execução, necessários para melhorar o fornecimento de energia. Reforça que a empresa tem tido como prioridade garantir a qualidade no atendimento, para isso até 2015, prevê aportar cerca de R$ 1 bilhão, no sistema elétrico de Alagoas.

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (5), a Eletrobras disse lamentar a decisão judicial e que recorrerá em instância superior da Justiça. A empresa também ressaltou que já nomeou aprovados no último concurso e que a contratação de terceirizados é motivada pela grande demanda de obras e serviços no Estado. Confira a nota na íntegra:

A Eletrobras Distribuição Alagoas lamenta a decisão da justiça e informa que cabe recurso em instância superior a fim de reverter à decisão. Ressalta que já nomeou auxiliares técnicos aprovados no último concurso, baseado na atual necessidade da empresa e que a decisão não traduz o melhor interesse do consumidor alagoano. A Eletrobras esclarece também que as atuais contratações são motivadas pela grande demanda de obras e serviços em execução, necessários para melhorar o fornecimento de energia. Reforça que a empresa tem tido como prioridade garantir a qualidade no atendimento, para isso até 2015, prevê aportar cerca de R$ 1 bilhão, no sistema elétrico de Alagoas.”

 

Extraído de http://tudonahora.uol.com.br/noticia/maceio/2012/06/05/191067/justica-condena-eletrobras-a-pagar-r-1-mi-a-aprovados

 

 

Mantida ascensão funcional de servidores do TRT-SP (Fonte: STF)

“Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manteve ato administrativo do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) que permitiu a ascensão funcional de servidores da categoria “Artesanato”, da qual fazem parte os cargos de artífice de artes gráficas, carpintaria e marcenaria, eletricidade, comunicações e mecânica. A decisão foi tomada no julgamento do Mandado de Segurança (MS) 29305, impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud) para questionar a suspensão do ato pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O caso

Decisão do TCU, de 2006, determinou ao TRT-SP que anulasse a transformação de cargos públicos com posterior ascensão funcional, por considerar ilegal que ocupantes de cargos de nível auxiliar fossem transpostos para o nível intermediário. O TRT deveria voltar os servidores beneficiados por sua decisão administrativa à situação anterior.

O Sintrajud impetrou um mandado de segurança para questionar a determinação do TCU, por entender que esse ato viola direito líquido e certo dos servidores reenquadrados. “O órgão de controle não deveria atentar apenas ao direito de fundo de onde os atos foram extraídos (legalidade), mas também, e mesmo antes, ao direito subjetivo de seus destinatários de terem protegida a confiança que, de boa fé, depositaram nos atos da administração (segurança jurídica)”, argumentou o sindicato. A entidade questionou ainda o fato de que a Lei 9.784/1999, artigo 54, estipula a decadência quinquenal para a anulação dos atos administrativos, objeto de denúncia, dos quais decorrem efeitos favoráveis aos substituídos (os servidores).

Decadência

O ministro Marco Aurélio, relator do caso, ao votar, aplicou jurisprudência pacífica do Supremo no sentido de que a análise do ato administrativo do TRT pela Corte de Contas ocorreu após o prazo de decadência para anular atos de ascensão, previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784/99, "tornando-o insubsistente".”

 

Goodyear pagará horas extras a empregado que gastava trinta minutos com higienização (Fonte: TST)

“Um ajudante de produção que trabalhava na fabricação de pneus, manuseando óleo, graxa e pó preto, receberá como horas extras os 30 minutos que gastava, após o término da jornada, para tomar banho e remover os solventes. A decisão foi da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que condenou a Goodyear do Brasil Produtos de Borracha Ltda. a pagar as horas extras, observados os termos da Súmula nº 366 do TST.

Nos 23 anos em que trabalhou na empresa, sua tarefa consistia em lavar e cortar bandas de rodagem para a fabricação de pneus. Na lavagem, eram utilizados solventes químicos como óleo, graxa e querosene, altamente inflamáveis, que impregnavam o corpo e a roupa. Ao fim da jornada, os operários tinham de tomar banho com adstringentes para remover os solventes, processo que levava em média 30 minutos. Ao ser demitido, ajuizou ação trabalhista pedindo o pagamento desse período como hora extra.

O pedido foi indeferido em primeiro grau e no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP). A sentença considerou que não ficou evidente a obrigatoriedade do banho: segundo testemunhas, alguns empregados da produção não o realizavam na empresa. Para o TRT, no tempo gasto com a higienização o empregado não estava à disposição do empregador conforme definido pelo artigo 4º da CLT, pois o banho ocorria depois do registro de saída.

Ao examinar recurso de revista do trabalhador para o TST, o relator, ministro Maurício Godinho Delgado, observou que o Tribunal já firmou entendimento, na Súmula 366, de que se configura como tempo à disposição da empresa aquele gasto pelo empregado com a troca de uniforme, lanche e higiene pessoal, e que não serão descontadas nem computadas como horas extras as variações de até cinco minutos no horário no registro de ponto, observado o limite máximo de dez diários. Ultrapassando esse limite, considera-se como extra o total que exceder a jornada normal.

(Lourdes Cortes/CF)

Processo: RR-220500-02.2007.5.15.0007”

TST mantém validade de contratação por teste seletivo com características de concurso (Fonte: TST)

“A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso do Estado do Paraná e o condenou ao pagamento de verbas rescisórias a empregados contratados após aprovação em teste seletivo promovido pelo ente público. Para a Turma, o teste foi realizado com todos os requisitos legais de concurso público e, portanto, a contratação foi válida.

Os empregados foram contratados como assistentes administrativos da rede pública de educação, pelo regime da CLT, depois de passarem por teste seletivo promovido em 1993, que incluía prova escrita de conhecimentos. Em 2005, o estado dispensou os empregados sem justa causa e sem pagamento de verbas rescisórias, alegando que eles não se submeteram a concurso público, e sim a testes seletivos, que não validam a contratação com a administração pública. O grupo ajuizou então reclamação trabalhista para receber as verbas a que teriam direito com a rescisão do contrato.

A sentença de primeiro grau indeferiu o pedido, com o fundamento da nulidade contratual por violação do artigo 37, inciso II, parágrafo 2º, da Constituição Federal, que exige, para a investidura em emprego público, a prévia aprovação em concurso público. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), porém, reformou a sentença, condenando o ente público ao pagamento de aviso prévio, férias, 13º salário e multa de 40% sobre FGTS.

O Estado recorreu ao TST insistindo na tese da nulidade da contratação sem concurso. Mas o relator do recurso, ministro Walmir Oliveira da Costa, declarou sua validade, com base na afirmação do TRT-PR de que o teste seletivo consistiu de prova escrita, amplamente divulgada por meio de edital, com a nomeação dos aprovados por ordem de classificação, equiparando-se a concurso público. "Atendidos os requisitos essenciais do certame público, não se pode conceber que o contrato seja nulo, com fundamento no artigo 37, inciso II e parágrafo 2º da Constituição Federal, não violado", explicou.

Declarada a validade da contratação, o relator manteve a condenação. A decisão foi unânime.

(Letícia Tunholi/CF)

Processo: RR-112900-05.2006.5.09.0029”

 

Teledigifonista que prestava serviços à PM será indenizada por assédio moral (Fonte: TRT 3ª Reg.)

"Uma teledigifonista, empregada da empresa MGS - Minas Gerais Administração e Serviços S.A, que presta serviços para a Polícia Militar, procurou a Justiça do Trabalho dizendo que era desrespeitada por policiais militares no seu ambiente de trabalho, tendo sofrido ameaça e pressão psicológica. Ela pediu indenização pelo assédio moral sofrido. E a juíza de 1º Grau deu razão à trabalhadora e condenou a empresa prestadora de serviços a pagar a ela uma indenização no valor de R$6.000,00. Inconformada com a decisão, a empregadora recorreu ao Tribunal. Mas a 10ª Turma do TRT-MG manteve a sentença.

Conforme observou a relatora, juíza convocada Camilla Guimarães Pereira Zeidler, uma testemunha confirmou que a trabalhadora foi vítima de situações constrangedoras e humilhantes. Ela relatou já ter presenciado um militar dizendo "que estava indo visitar o galinheiro" e que é comum os militares se referirem às teledigifonistas, quando cometem algum erro, como "gatagem". Segundo a testemunha, isso quer dizer "burra" ou "retardada" e era falado quando estavam de bom humor. Porque, quando estavam de mau humor, o tratamento era literalmente por "burra". A testemunha contou ainda que essas expressões eram utilizadas em alto e bom tom na frente de todos do setor e que os policiais sempre se comportaram dessa forma. Em relação a si própria, afirmou suportar o tratamento inadequado porque precisa do emprego.

Diante desse cenário, a relatora considerou inquestionável o assédio moral sofrido pela trabalhadora e reconheceu o direito à indenização. A magistrada ponderou que nenhum dinheiro paga a dor. A indenização serve apenas para atenuar, consolar e compensar de certa forma o sofrimento causado ao ofendido. Trata-se, ao mesmo tempo, de uma compensação e uma sanção. No entender da magistrada, o valor de R$6.000,00 preenche os requisitos necessários à fixação da indenização: "extensão do fato inquinado, permanência temporal, intensidade, antecedentes do agente, situação econômica do ofensor e razoabilidade do valor" , como registrou no voto.

Com essas considerações, a relatora confirmou a condenação, no que foi acompanhada pela Turma de julgadores.

( 0001770-28.2010.5.03.0015 RO )"

Extraido de http://as1.trt3.jus.br/pls/noticias/no_noticias.Exibe_Noticia?p_cod_noticia=6829&p_cod_area_noticia=ACS&p_cod_tipo_noticia=1