segunda-feira, 2 de maio de 2016

Janaina Paschoal recebeu R$ 45 mil do PSDB para elaborar parecer (Fonte: Pragmatismo Político)

"O PSDB teria construído o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e tem, agora, a relatoria do processo no Senado.

O que antes era uma especulação divulgada por parte da mídia, foi agora confirmada por uma das autoras do pedido de impedimento cujo processo tramita no Senado, a advogada Janaína Paschoal.

Ouvida por senadores da comissão especial que analisarão o pedido nesta quinta-feira (28), a jurista admitiu ter recebido R$ 45 mil da legenda para, junto com Miguel Reale Júnior, elaborar um parecer sobre o afastamento de Dilma.

Veja aqui como foi a participação de Janaina Paschoal na comissão do impeachment no Senado

“Eu fui contratada pelo PSDB em maio. Nós propusemos o processo em setembro. Recebi R$ 45 mil para fazer o parecer”, disse, depois de ser confrontada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). Antes, Paschoal afirmava que o pedido havia sido feito com base nas reivindicações de “cidadãos indignados”.
“Isso é muito grave! O PSDB contratou, fez o pedido e ainda está relatando o processo do golpe. Um jogo de carta marcada para retirar do poder uma presidente legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos”, escreveu a senadora comunista em sua página no Facebook..."

AÉCIO PODE INDICAR MINISTRO DA JUSTIÇA DE TEMER (Fonte: Brasil 247)

"O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Velloso ganhou a “benção” do PSDB de Minas Gerais e do senador Aécio Neves para ser ministro da Justiça em um eventual governo de Michel Temer, segundo a colunista Mônica Bergamo.

Na próxima terça (3), o tucano entregará uma lista de condições para que o PSDB integre a possível gestão do vice. Entre elas, dar continuidade às investigações da Operação Lava Jato comandada pela Polícia Federal, vinculada ao Ministério da Justiça.

Outro nome no topo da lista para a pasta é o do paulista Cezar Peluso, também ex-ministro da corte. Por fora corre Alexandre de Moraes, secretário de Segurança de São Paulo..."

Fonte: Brasil 247

CONTROLADORIA DE MINAS APONTA FRAUDES DE R$ 72 MI NAS GESTÕES ANTERIORES (Fonte: Brasil 247)

"A Controladoria Geral do Estado (CGE) de Minas Gerais disse  ter encontrado irregularidades em três órgãos do Estado, que teriam sido praticadas nos governos Antonio Anastasia (PSDB) e Alberto Pinto Coelho (PP).

Segundo os controladores, os supostos problemas podem ter causado danos de aproximadamente R$ 72,5 milhões ao patrimônio público, apenas no Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop) e na Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). O órgão informou que as irregularidades aconteceram entre 2011 e 2014 no Deop, e entre 2013 e 2014 na Seds, e também atingirem o Instituto de Geoinformação e Tecnologia (Igtec).

As principais irregularidades seriam falta de fiscalização e execução precária de serviços administrativos, o que teria levado a sobrepreço; editais irregulares; serviços cobrados em duplicidade; pagamento indevido a empresas e ausência recolhimento de taxas. 

“Por exemplo, no caso do Deop, os trabalhos de auditoria revelaram uma falta de comprometimento com a fiscalização de contratos de obras, o que implicou na irregular execução do recurso público e consequente dano ao erário”, explicou o controlador geral do Estado, Dany Andrey Secco. 

A CGE também apontou problemas no controle do ponto de servidores do Igtec, e vínculos de parentesco entre sócios de empresas cotadas em uma licitação para aquisição e controle de equipamentos de segurança da Seds. Secco informou não ser possível afirmar que houve a intenção de fraudar os órgãos, ou que os erros foram praticados diretamente pelos dirigentes das instituições. As informações são do jornal O Tempo.

“Em todos os casos, os responsáveis pelas aquisições de bens e serviços são os signatários dos contratos, ou seja, os dirigentes máximos dos órgãos e entidades envolvidos. Mas isto não significa que o problema detectado foi por culpa ou dolo desses responsáveis. Outros servidores podem ter dado causa à irregularidade, e a ausência de controles adequados é que possibilitou a ocorrência do prejuízo ou dano”, disse..."

Fonte: Brasil 247

Parceiro de Paulinho da Força, deputado que não aceita “safadezas” faltou a quase metade dos dias de trabalho em 13 anos de Congresso (Fonte: Viomundo)

"Ele se enxerga como uma espécie de Romário dos velhos tempos: custa caro, joga pouco, mas não perde os clássicos.

Na hora do gol, celebra de uma forma que a torcida jamais vai esquecer, com um disparo de confetes.

É folclórico, mas sabe entrar com as travas altas da chuteira na hora em que é convocado: repetiu na tribuna da Câmara, de forma enfática, que a colega Gleisi Hoffmann, que joga no time adversário, tinha sido chamada de “vaca” em um aeroporto. Saboreou a palavra: “vaca”.

Política no Pará não é para amadores. Aliado do governador Simão Jatene (PSDB) e adversário da família Barbalho — Jader e o filho Helder –, que ajudou a derrotar em 2014, o deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade-PA) está acostumado a ser pisado pelos veículos controlados pelo clã adversário — emissoras de TV, rádio e o Diário do Pará.

O folclore do “comedor de maniçoba, bebedor de açaí e cantor de carimbó”, fomentado pelo próprio radialista e homem de TV, é apenas para consumo nacional.

Em casa, quando precisa ele chuta na altura da medalhinha, inclusive os poderosos Barbalho.

Porém, para quem paga a conta longe do Pará, Wlad parece ser apenas um zagueiro grosso e improdutivo, um rombo no orçamento do clube: desde que foi contratado, em 2002, simplesmente não entrou em campo em metade das partidas.

Apenas mais um fanfarrão, estivessemos restritos à metáfora futebolística.

Porém, Wlad parece mais o retrato do baixo clero do Congresso Nacional, com o perdão antecipado das autoridades eclesiásticas.

Desde que assumiu pela primeira vez o mandato, em 2003, quando ainda era do PMDB, o deputado Wladimir Costa faltou 564 vezes em 1383 dias de trabalho. Foram 335 faltas justificadas e 229 não justificadas. Taxa de comparecimento nos 13 primeiros anos de mandato: 56%.

É como se você faltasse dia sim, dia não e mesmo assim fosse recompensado ricamente pelo dono da firma..."

Fonte: Viomundo

APELIDADO DE "PERNINHA", EMPREGADO DEVE SER INDENIZADO (Fonte: TRT-1)

 "Data Publicação: 02/05/2016 10:16 - 

A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) condenou a Claro S/A ao pagamento de R$ 5 mil, a título de danos morais, a um ex-vendedor que, devido a uma deficiência física, foi apelidado pelos colegas de “perninha”. O colegiado seguiu o voto do relator do acórdão, desembargador José Antonio Piton.

O empregado trabalhou em uma das lojas da empresa de telefonia no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, entre maio de 2014 e abril de 2015. Na petição inicial, alegou que sofria constrangimento no ambiente laboral por ter recebido apelido em razão de ser pessoa com deficiência.

Condenada em 1ª instância, a Claro recorreu ao 2º grau, sob o argumento de que tudo não passava de brincadeira entre os próprios empregados, sem qualquer afronta à dignidade do autor da ação, que às vezes aceitava o apelido e em outras ocasiões se mostrava incomodado.

O depoimento de duas testemunhas confirmou que o obreiro era chamado de “perninha” pela maioria da equipe, inclusive na frente de clientes, e que ele chegou a reclamar dessa situação com a chefia. Uma delas acrescentou já ter visto a gerente da loja imitando o jeito de andar do vendedor deficiente.

Para o relator do acórdão, ficou comprovada a conduta ofensiva e culposa por parte da empresa ré, que, por isso, deve responder por tal ato, uma vez que se configura “o tratamento destinado ao obreiro como despido de civilidade e compostura, bastante a ferir a dignidade dos trabalhadores e a ensejar a indenização pretendida”.

Mantida a condenação, a Turma, por maioria, apenas adequou o valor da indenização, que em 1º grau havia sido estipulado em R$ 10 mil.

Nas decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, são admissíveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT."

Íntegra: TRT-1

Merendeira não consegue indenização por queda após tropeçar em pedra (Fonte: TST)

"(Seg, 02 Mai 2016 11:08:00)

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de uma merendeira que pretendia ser indenizada pelo Município de São Paulo e pela Massan Serviços Especializados Ltda. por acidente em que tropeçar numa pedra na escola pública em que trabalhava. Os ministros entenderam que a causa do acidente escapou à possibilidade de prevenção pelo empregador nem teve relação com a atividade desenvolvida.

No pedido de reparação, a merendeira disse que rompeu tendões do ombro e ficou incapacitada para o trabalho, levando-a a se afastar por dois meses, recebendo auxílio-doença acidentário. Na contestação, a Massan alegou que o incidente aconteceu na rua, e que o exame ocupacional de retorno mostrou que a empregada estava apta para o serviço. Ainda sustentou a falta de nexo entre o acidente e atividade que desenvolve, além da ausência de culpa pelo ocorrido.

O juízo de primeiro grau e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) julgaram improcedente o pedido, apesar de o TRT reconhecer a redução de 50% da capacidade laboral e que a queda se deu na escola. Conforme a sentença, não há como responsabilizar a Massan nem o ente público tomador dos serviços, porque o acidente não teve relação direta com as atribuições da empregada.

Em agravo de instrumento ao TST, a merendeira afirmou que a culpa consistia na ausência de reparo do piso para retirar pequenas pedras soltas. O relator, ministro João Oreste Dalazen, identificou o dano, mas não concluiu pela responsabilidade, porque o incidente resultou de caso fortuito externo, imprevisível, inevitável e não relacionado às atividades da empresa.  "Entendo que resta clara a configuração de fortuito externo, o que elimina a responsabilização da Massan e do município pelo acidente", concluiu.

A decisão foi unânime.

(Guilherme Santos/CF)

Processo: AIRR-192-24.2013.5.02.0089"

Íntegra: TST

Turma reconhece legalidade de ato do MTPS que negou registro a sindicato de investigadores do ES (Fonte:TST)

"(Seg, 02 Mai 2016 11:25:00)
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu decisão que reconheceu a legalidade de ato do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) que indeferiu registro sindical ao Sindicato dos Investigadores de Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (SINPOL). A decisão se deu em recurso da União e do Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado do Espírito Santo (SINDIPOL) contra entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO) que, em mandado de segurança, havia determinado o desarquivamento do processo de registro. Para a Turma, não houve abuso ou ilegalidade por parte do MTPS que justificasse o acolhimento da segurança.

Em 2008, os investigadores do ES decidiram criar um sindicato próprio, e pretendiam o desmembramento da categoria em relação ao Sindipol, argumentando que este nem sempre defendia seus interesses específicos. O Ministério do Trabalho, porém, arquivou o pedido, com base no princípio da unicidade sindical. Segundo o MTPS, os investigadores integram o regime jurídico dos Policiais Civis do Espírito Santo, criado por meio de lei complementar estadual, e não se caracterizam como categoria diferenciada para fins de organização sindical.

Desarquivamento

No mandado de segurança, o Sinpol alegava que cumpriu todos os requisitos legais previstos na Portaria 186/08 do MTPS para a criação do sindicato, e o ato que negou o registro infringiu seu direito líquido e certo.

O juízo da 17ª Vara do Trabalho de Brasília (DF) indeferiu o desarquivamento do processo, por considerar que artigo 8º, inciso II, da Constituição Federal), limita a liberdade de associação pelo princípio da unicidade sindical. A decisão ressaltou que a  Súmula 677 do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ao Ministério do Trabalho a incumbência de proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade.

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO), porém, considerou que houve violação do direito da categoria, e que o fato de todos policiais civis capixabas serem regidos pelo mesmo estatuto "não afasta a diversidade das condições de vida experimentadas pelos seus membros". O Regional acolheu o recurso e determinou que o MTPS desarquivasse e desse prosseguimento ao processo de registro do Sinpol.

TST

No recurso de revista ao TST, o Ministério do Trabalho e o SINDIPOL apontaram violação do artigo 8º, inciso II, da Constituição Federal e 511, paragrafo 2º, da CLT, sustentando que a categoria é regida por regime jurídico único e que a criação de sindicatos deve observar o princípio da unicidade sindical.

O ministro Vieira de Mello Filho, relator do recurso, observou que a Turma tem conferido tratamento diferenciado à representação sindical na esfera privada e aquela operada no setor público, pois na relação de trabalho entre ente público e seus servidores não há a integração ao sistema econômico produtivo, ao contrário do que acontece no campo privado. "A aglutinação da categoria não está balizada apenas pela atividade econômica, pois os entes públicos estão submetidos ao princípio da legalidade e a regramento jurídico próprio, o que impede a equiparação plena com as empresas privadas para fins de representação sindical", afirmou.

Vieira de Mello Filho destacou que a Constituição impõe diversas exigências que impedem a aplicação direta do sistema de organização sindical privado, como, por exemplo, as limitações concernentes ao sistema de remuneração dos servidores públicos, que estão atrelados à natureza e o grau de responsabilidade e complexidade dos cargos componentes de cada carreira e aos requisitos de investidura. "Sendo assim, o agrupamento sindical no serviço público deve observar um regime especial, sendo insuficiente o regramento previsto na CLT", explicou.

Com esse fundamento, o relator entendeu que o MTPS atuou dentro dos limites da sua competência e sem exorbitar os poderes que lhe foram atribuídos, não havendo, portanto, ilegalidade ou abusividade no ato administrativo que indeferiu o registro sindical.

Acompanhando o entendimento do relator, o ministro Douglas Alencar Rodrigues ressaltou a necessidade de tratamento diferenciado entre as organizações públicas e privadas. "Não poderíamos invocar apenas os critérios da CLT, previstos para iniciativa privada, e transplantá-los para a esfera pública, para reconhecer a existência das categorias e profissionais a partir da própria natureza das funções por eles exercidos", afirmou.

O ministro Cláudio Brandão utilizou o quadro do próprio TST como exemplo. "Há diversas atividades, como oficiais de justiça, analistas, técnicos, além de médicos e enfermeiros, que possuem normas próprias relativas à profissão, mas se submetem todos eles ao regime jurídico criado por uma única lei, que é o Estatuto do Servidor Público do Judiciário Federal", completou. 

A decisão foi unânime. Após a publicação do acórdão, o Sinpol interpôs recurso extraordinário visando levar a discussão para o Supremo Tribunal Federal. A admissibilidade do recurso não foi ainda examinada pela Vice-Presidência do TST.

(Alessandro Jacó/CF)"

Íntegra: TST

Construtora é condenada por fraudar folha de ponto (Fonte: MPT-SC)


"Florianópolis-  A 4ª Vara do Trabalho de Criciúma condenou a empresa SEETP Construções Ltda, que atua no setor da construção e pavimentação de estradas, ao pagamento de R$ 80 mil por dano moral coletivo. A Ação Civil Pública  foi promovida pelo Ministério Público do Trabalho. Dentre as irregularidades comprovadas no processo estão o excesso de jornada dos empregados e ausência ou irregularidade do registro do horário de trabalho.

A sentença de autoria do Juiz do Trabalho Fabrício Luckmann julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação do Ministério Público, representado pela procuradora do Trabalho Thaís Fidelis Alves Bruch, que demonstrou o descumprimento à legislação referente à duração da jornada de trabalho.

A partir de tal decisão, se houver prorrogação do tempo de trabalho dos empregados além do limite legal de duas horas diárias, sem qualquer justificativa, ou descumprimento das medidas previstas para os casos de força maior, a SETEP também pagará a multa de R$ 10 mil por infração às obrigações.

A ação civil pública foi ajuizada ante a não aceitação da empresa em firmar Termo de Ajustamento de Conduta perante o MPT sobre tal matéria. Cabe recurso da decisão."

Íntegra: MPT

LÍDER DO GOVERNO PEDE GREVE GERAL CONTRA O GOLPE (Fonte: Brasil 247)

"O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), pediu que os trabalhadores permaneçam mobilizados na luta contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que inclui até mesmo uma greve geral. "Se nós continuarmos, mobilizados, unidos, denunciando o golpe, estivermos nas ruas e fizermos uma grande greve geral no dia 10, eu tenho certeza que não tem para Rede Globo, para o PSDB ou para Cunha. Vamos barrar este golpe", afirmou. Declaração foi feita durante o ato do Dia do Trabalho promovido pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, no Recife, neste domingo (1). No próximo dia 10 de maio, trabalhadores e centrais sindicais de todo o País pretendem fazer uma paralisação geral para protestar contra o impeachment.

"Este não é um ato de um partido A ou B. Não é o cargo de uma pessoa que está em jogo. Está em risco a nossa democracia, os direitos trabalhistas, os programas sociais. Nós não podemos deixar esse golpe de estado acontecer", afirmou Humberto Costa. Para o senador, o movimento contra contra o impeachment tem crescido nos últimos tempos e a luta constante pode garantir a pressão necessária para barrar o processo. 

Humberto criticou ainda o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que tem articulado abertamente pelo afastamento da presidente. "Esse é um golpe sim. Um golpe institucional para tirar uma presidente eleita com o voto de 54 milhões de brasileiros e colocar um conspirador, um homem que nunca teve voto se quer para se eleger para uma vaga no Senado e que hoje quer entrar pela porta dos fundos para ser Presidente da República", disse Humberto..."

Fonte: Brasil 247

Protestos contra impeachment bloqueiam dezenas de rodovias pelo país (Fonte: Revista Fórum)

"Na manhã desta quinta-feira (28), mais de 30 rodovias e avenidas de nove estados brasileiros estão bloqueadas em um protesto promovido por movimentos da Frente Povo Sem Medo. Segundo os organizadores, a intenção da mobilização é denunciar o golpe em curso no país e defender os direitos sociais, que estariam ameaçados caso Michel Temer (PMDB) assuma a presidência.

Em São Paulo, são 14 bloqueios organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Há ainda ações do grupo no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Goiânia, Uberlândia e Brasília. Em Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais, as manifestações são coordenadas pelas Brigadas Populares e pelo Movimento de Luta nos Bairros e Favelas (MLB).

No período da tarde, deverá haver uma coletiva de imprensa, em São Paulo, para apresentar o balanço do dia e dar esclarecimentos sobre os objetivos das ações. Veja a seguir as fotos do protesto em várias partes do Brasil..."

Para Haddad, ameaça conservadora é real e exige reação popular (Fonte: Revista Fórum)

""Um dos últimos a falar no 1º de Maio do Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad afirmou que as ameaças contra direitos sociais e trabalhistas são reais. “A direita se articulou, está forte”, afirmou. Mas, segundo ele, essa mesma direita comete o erro de “deslegitimar” o movimento popular.

São esses movimentos que poderão barrar o retrocesso no país, diz o prefeito, pedindo união da classe trabalhadora. “É muito importante manter essa consciência. O movimento é de muita reflexão sobre a situação do Brasil.”

Segundo ele, desde 2003, no início do governo Lula, o Anhangabaú foi palco de celebração de avanços sociais, como aumentos salariais e acesso de mais pessoas às universidades, “por meio de programas de políticas afirmativas, como ProUni e Fies”..."

‘Eu vou resistir e lutar até o fim’, diz Dilma no Dia do Trabalhador em SP (Fonte: Brasil de Fato)

"“O golpe é um golpe contra a democracia, contra conquistas sociais. Um golpe que é dado também contra investimentos estratégicos do país, como o Pré-sal. Eles vão aprofundar a crise econômica e rasgar a Constituição, ferindo e maculando essa Constituição. Eu quero dizer para vocês que eu vou resistir e lutar até o fim”, afirmou Dilma para uma multidão de cerca de 100 mil pessoas, segundo a Frente Brasil Popular.

Dilma está enfrentando um processo de impeachment por suposto crime de responsabilidade que deve ser analisado pelo Senado nas próximas semanas, momento em que ela poderá ser afastada do governo e terá um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa e tentar evitar o impedimento.

Desde que o impeachment foi aprovado pela Câmara dos Deputados, no dia 17 de abril, – etapa anterior à análise do Senado – Dilma denunciou que o processo em curso no Brasil é, na verdade, um golpe orquestrado por políticos como seu vice, Michel Temer (PMDB), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Esse senhor chamado Eduardo Cunha foi o principal agente na história de desestabilizar o meu governo. Ele fez a política do quanto pior, melhor. Não aprovavam nenhuma das reformas que nós propunhamos, apostaram sempre contra o povo brasileiro. São responsáveis pelo povo brasileiro está passando por uma grave crise e pelo aumento do desemprego”, defendeu a presidente.

“Eles [pessoas pró-impeachment] falam, e gostam de falar isso, que o governo acabou. Acho que fazem isso numa tentativa de nos paralisar mas não nos paralisam. Enquanto eles fazem isso, o governo está fazendo a sua parte”, argumentou ela em referência ao aumento de 9% do Bolsa Família, ampliação da licença paternidade para funcionários públicos, prorrogação do Programa Mais Médicos, entre outras medidas..."

Mulheres se reúnem contra o golpe em São Paulo (Fonte: Brasil de Fato)


"Dezenas de mulheres se reuniram nesta sexta-feira (29), na Praça do Ciclista, no Centro de São Paulo (SP), no ato intitulado #FicaQuerida, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A ideia de realizar o protesto surgiu, como conta Nathalia Keron, militante da União da Juventude Socialista (UJS) e uma das organizadoras do evento, da necessidade de alimentar o protagonismo de mulheres à frente de atos. Depois da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, diz ela, foi escancarado um Congresso "machista e misógino".

"Essa votação foi um tapa na cara das mulheres que querem participar do espaço político", disse, relembrando de quando os deputados diziam em tom jocoso "tchau, querida" ao votar pelo "sim" na sessão.

Além da pauta contra o impeachment, as manifestantes pedem a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Ele é o grande articulador de muitos retrocessos contra as mulheres, como o PL5069 [de autoria do deputado e que, dentre outras coisas, dificulta o acesso ao aborto legal] e representa tudo o que há de podre na política", argumentou Nathália. Para ela, o impeachment da primeira mulher a ocupar a presidência do País seria "um entrave para os avanços de direitos".

A manifestação desta sexta-feira foi a primeira da estudante de Relações Internacionais, Ingrid*, 18, recém chegada à cidade para cursar a faculdade. Ela, que morava em Boituva, veio com a estudante do 3° ano do colegial Amanda, de 17 anos. Ambas acreditam que o processo de impeachment tem caráter machista.

"Ela passa por muitas situações que não passaria se não fosse mulher. Os homens ainda não estão acostumados com mulheres empoderadas", afirma Amanda. "O próprio 'tchau, querida' mostra o quanto aqueles que deveriam ser nossos representantes são, na verdade, machistas", completou Ingrid..."

Impeachment é uma situação incompreensível, diz Cardozo no Senado (Fonte: Brasil de Fato)

"Terceiro e último a falar nesta sexta-feira (29) em defesa da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment no Senado, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, iniciou sua fala apresentando três requerimentos no colegiado, que acabaram sendo rejeitados pelo presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Lira lembou que, nesta fase, apenas senadores podem apresentar esse tipo de solicitação. Em sua exposição ao senadores, Cardozo classificou o processo de impeachment de Dilma como uma "situação anômala" e "incompreensível". 

Cardozo levantou a suspeição sobre o advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores da denúncia que levou a abertura do processo de impeachment, que segundo ele, por ser filiado ao PSDB, não poderia ser subscrever a denúncia. No outro pedido, Cardozo afirmou que a professora de direito Janaína Paschoal, também autora da denúncia, teria recebido dinheiro do PSDB para trabalhar na elaboração da peça de acusação construída contra a presidenta Dilma Rousseff.

Ao mencionar o relator do processo na comissão, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o advogado-geral da União disse que sobre o senador “reina uma suspeição regimental". A obervação foi feita pelo fato de o PSDB ter sido um dos apoiadores do pedido de impeachmente por isso, na visão dos parlamentares aliados a presidenta, o partido não poderia ter um de seus integrantes relatando o caso. Desde a instalação da comissão do Senado, os mesmos questionamentos já haviam sido apresentados por parlamentares do Bloco de Apoio ao Governo e tinham sido vencidos.

O único requerimento atendido foi o que solicita as notas taquigráficas da sessão do plenário da Câmara dos Deputados, que aprovou a mudança da meta fiscal de 2015 (PLN 5), vá para a comissão antes da votação do relatório, prevista para o dia 6 de maio.

Para reforçar os argumentos contra o impedimento de Dilma, Cardozo disse que a partir da próxima segunda-feira (2) pretende distribuir a todos um documento de 300 páginas explicando que não houve crime de responsabilidade..."

Impeachment aprofunda a crise, diz presidente da CUT (Fonte: Rede Brasil Atual)

"São Paulo – "O impeachment aprofunda a crise", afirmou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, último a falar antes do discurso de Dilma Rousseff. "Os golpistas estão vendendo a ideia de que o país sai da crise (com o impedimento)", acrescentou, anunciando um dia nacional de paralisação, no próximo dia 10, na véspera da votação no Senado.

O dirigente criticou diretamente o vice-presidente, Michel Temer. "Na nossa opinião, Temer é um golpista. golpista de terceiro nível", afirmou. "Ele só tem aceitação de 1% da população", disse Freitas, para quem há um "sentimento" de que o impeachment representa um golpe sendo imposto à sociedade. "Hoje, a opinião pública é contra o golpe", afirmou, citando pesquisa do instituto Vox Populi, encomendado pela central, que mostra, conforme ressaltou, "que o impeachment não resolve os problemas do país".

Para o presidente da CUT, Dilma está sendo julgada "pelos ganhos que os trabalhadores tiveram" em seu governo e no do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "São esses ganhos que os golpistas querem tirar."

O secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, disse a presidenta que a entidade não apoia o governo, mas que o objetivo dos movimentos é "enterrar" o golpe, que segundo ele é "sobretudo contra a democracia, a classe trabalhadora, as mulheres, os negros". Ele defendeu a taxação de grandes fortunas e criticou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o banco Itaú, por apoiarem o golpe.

"Vamos chacoalhar este país. Eles querem a paz dos cemitérios. Não vai passar a terceirização, não vai passar a flexibilização de direitos", afirmou Índio. "Presidenta Dilma, saiba que este povo vai lutar, vai resistir, e nós vamos construir a vitória da democracia, da classe trabalhadora e dos direitos sociais."

O presidente da CTB, Adilson Araújo, também falou em resistência. "A mesma esperança que derrotou o medo pode também derrotar o terrorismo. Criaram um Estado de terror após as eleições", afirmou, criticando a ofensiva conservadora contra direitos e a democracia. Além da pressão no Senado, para tentar barrar o impeachment ("A presidenta não cometeu crime de responsabilidade"), ele também admitiu a realização de um plebiscito sobre eleições diretas como alternativa contra a crise política..."