quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Argentina: Foetra le reclama a Carlos Slim respeto por las leyes (Fonte: UNI)

"Una multitud sacudió el centro porteño. En la mañana del 3 de enero, cuando muchos creen que las vacaciones han paralizado todas las actividades, FOETRA Sindicato de las Telecomunicaciones ofreció una nueva demostración de su compromiso y del notable poder de movilización de los trabajadores telefónicos. Y de este modo, cerca de mil trabajadores, delegados y dirigentes del gremio telefónico se concentraron frente a las oficinas de Claro para reclamar que esta empresa respete las leyes y aplique el convenio de las actividad de las telecomunicaciones móviles, como ya lo hacen el resto de las compañías del rubro..."

Íntegra: UNI

Identificaron los restos de 20 víctimas de la dictadura durante 2013 (Fonte: InfoJus)

"Equipo Argentino de Antropología Forense (EAAF) logró identificar durante 2013 los restos de 20 víctimas de la represión ilegal durante la última dictadura cívico militar..."

Íntegra: InfoJus

@arosenzvaig: Inversores de EEUU exigen a transnacionales fin de abusos humanos (Fonte: @arosenzvaig)

"WASHINGTON, 3 ene 2014 (IPS) - Un grupo con multimillonarias inversiones en Estados Unidos lanzó una campaña para exigir a  grandes grupos transnacionales, como las tiendas Walmart, la aerolínea Delta y la red hotelera Hyatt que sus filiales en todo el mundo dejen de facilitar el trabajo forzado y la trata de personas, entre otros abusos a los derechos humanos..."

Íntegra@arosenzvaig

Trabalho da Comissão da Verdade é prorrogado até dezembro de 2014 (Fonte: CTB)

"A Comissão Nacional da Verdade terá até dezembro de 2014 para dar andamento ao trabalho de apurar os casos de violação dos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 no Brasil. A presidenta Dilma Rouseff assinou no último mês medida provisória que estabelece mais sete meses, até 16 de dezembro de 2014, para que seja apresentado o relatório final.
Com a decisão, o Grupo de Trabalho ‘Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical’ também poderá aprofundar e estender a apuração de violações aos trabalhadores, sindicatos e sindicalistas. Na opinião do secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes, esta medida foi fundamental para que o Coletivo Sindical de apoio ao GT possa dar continuidade ao levantamento dos dados para a elaboração do relatório que será entregue para a Comissão da Verdade. 
Já estão previstos para 2014 dois Atos Sindicais Unitários em São Paulo, um no ABC no dia 1º de fevereiro e outro no Vale do Paraíba em março, e durante o ano nas capitais dos estados da Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe.
As atividades tem o objetivo de colher informações, documentos, e testemunhos para resgatar a memória e reivindicar justiça e reparação. Além de homenagear trabalhadores e sindicalistas que sofreram perseguição e repressão do regime militar e das empresas no período da ditadura. O Coletivo Sindical do GT trabalha ainda com um questionário elaborado para mapear crimes da ditadura contra os trabalhadores. 
A prorrogação dos trabalhos da CNV era pleiteada desde o primeiro semestre deste ano. Em maio, membros da própria Comissão apresentaram as demandas da sociedade civil, incluindo Comissões estaduais da Verdade, Comitês de Memória e Justiça e Centrais Sindicais, para que os trabalhos fossem prorrogados.
O decreto de criação previa a conclusão das atividades em 16 maio de 2014, após dois anos de trabalho. Leia o decreto no Diário Oficial da União. 
São Paulo 
Também já havia sido prorrogado, para 31 de dezembro de 2014, os trabalhos da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo ‘Rubens Paiva’. A Comissão tem trabalhado em conjunto com o GT na realização de audiências públicas, gravação e transcrição de testemunhos e documentos."

Fonte: CTB

@LabourStartES: Spain : 5º día de la huelga indefinida en UNIPOST se acumulan millones de objetos sin repartir (Fonte: @LabourStartES)

"L@s trabajadores/as de Unipost de Barcelona han vuelto a secundar masivamente la huelga y han decidido unánimemente continuar con la lucha el Jueves día 2 de Enero.
También continuará en el resto de centros del estado, en donde el seguimiento se mantiene en la línea de los últimos días, con especial mención un día más a l@s trabajadores/as del departamento de clasificación de San Fernando de Henares de Madrid incrementando poco a poco el número de huelguistas llegando a paralizar las máquinas de clasificación en el turno de tarde.
La lectura positiva es que cada día de huelga se acumula más faena en los centros de trabajo, sin ir más lejos en el centro de trabajo de de San Fernando de Henares de Madrid o en el  de Pablo Iglesias de Barcelona. Los palets con correspondencia no dejan de amontonarse y ya son cientos de miles los envíos que no están siendo clasificados para su posterior reparto.
Calculamos que hay entre ocho a nueve millones de envíos retenidos por la Huelga, cientos de certificados de la Diputación de Barcelona y otros clientes que no son entregados en fecha. Los clientes hacen cola para las quejas y amenazan con ir a otro distribuidor de correspondencia y la Empresa sigue ignorando al Comité de Huelga y la postura de la Empresa es que no pasa nada y no tiene incidencia.
Nuevamente lamentamos que la empresa esté vulnerando el derecho a la huelga sustituyendo a l@s huelguistas, hecho que denunciará CGT. 
Por otra parte no entendemos por qué la empresa a día de hoy no se ha dignado a reunirse con el comité de huelga, y sí por el contrario ha decidido convocar el día 3 de enero una reunión extraordinaria del Comité Intercentros para hablar de la situación actual de la tesorería y del estado del plan de continuidad en curso, mostrando la empresa de esta forma sus nulas intenciones de tratar de afrontar un conflicto que parece no querer solucionar por la vía del diálogo si no por la vía de la amenaza de la continuidad de la empresa metiendo miedo a la gente fraccionando el pago de la nómina de diciembre, cuando la realidad es que el trabajo se acumula, sale muy malamente y parece darles igual.
Es más, nos han comentado comerciales que muchos clientes a lo largo de este año han dejado de serlo por el mal servicio que se está dando debido al retraso en las entregas por la escasez de plantilla que ocasiona la aplicación del ERTE de suspensiones. Pero no para aquí la cosa, estos mismos comerciales han asegurado que muchos grandes clientes quieren no sólo seguir trabajando con Unipost, además querrían aumentar el número de envíos que hacen pero la empresa se niega poniendo de manifiesto el engaño al que están sometiendo a los y las trabajadoras.
El Jueves día 2 de Enero seguirá la lucha, esperamos que sean much@s más l@s que se unan a ella, un camino al que nos hemos visto obligad@s al seguir la empresa con su actitud de oprimir cada día más a l@s ya muy castigad@s trabajadores/as.
El 2 de Enero,  no te lo pienses y contribuye secundando la huelga a que la empresa pague lo que nos debe, y cambie su política de que l@s trabajadores/as seamos quienes paguemos la pésima gestión que ha hecho la empresa en los últimos años, y para que sean l@s accionistas l@s que apechuguen con su dinero si como dicen los bancos ya no están dispuestos a financiar Unipost, lo cual no nos extraña por la manifiesta nula credibilidad que ha mostrado tener.
El Jueves día 2 de Enero nos concentraremos a partir de las 6:00 en las puertas de los centros de reparto para posteriormente desplazarnos a partir de las nueve de la mañana a la plataforma de Pablo Iglesias."

Bradesco pagará R$ 1 mi por transporte irregular de valores (Fonte: Exame)

"São Paulo - O Bradesco foi condenado a pagar 1 milhão de reais por dano moral coletivo por mandar funcionários administrativos transportar dinheiro, ao invés de contratar profissionais legalmente habilitados para a tarefa..."

Íntegra: Exame

Redução da jornada de trabalho é uma das prioridades da agenda sindical em 2014 (Fonte: CONTRACS)

"Antiga reivindicação sindical, a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução nos salários, é um dos destaques da pauta das centrais para o ano que vem. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, por exemplo, esta é a principal reivindicação da central, junto com o fim do fator previdenciário. "Achamos que é um descalabro, num governo democrático popular, não ter resolvido estas duas questões, quando você tem várias políticas do governo federal com o intuito de manter a competitividade das indústrias nacionais e melhorar a concorrência. Para nós, é importante revitalizar o mercado interno com novos empregos, para novos trabalhadores."
Segundo o Dieese, a diminuição do tempo de trabalho medida tem potencial de criação de 2,5 milhões de empregos, e é um meio de distribuição de renda. Mais do que isso, representa um ganho na qualidade de vida. Mas se para os trabalhadores reduzir a jornada pode possibilitar a criação de demanda maior por força de trabalho e reduzir a taxa de desemprego, o setor empresarial alega que a medida trará aumento de custos.
"É preciso levar em conta o ganho de produtividade, porque o volume de produção por trabalhador também vai aumentar, o que por sua vez faz aumentar o lucro e compensar o possível aumento de custo. Essa é a aposta que deve ser feita", argumenta o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Ele observa que o ganho com as horas livres pode vir com a realização de cursos de formação e investimentos pessoais, que também trazem resultados positivos ao próprio empresariado.
Desde 1995, tramita na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231, dos ex-deputados, atuais senadores, Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), que reduz a carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas e aumenta o valor da hora extra de 50% para 75%.
"Como o setor empresarial é muito forte, tanto na Câmara como no Senado, eles não deixam pautar a matéria e ela simplesmente não é apreciada, porque falta vontade política do Parlamento", afirma Paim. "Haveria chances reais de avançarmos se a proposta fosse colocada em pauta, mas para isso acontecer somente com grande pressão popular, de fora para dentro do Parlamento", acrescenta.
Até virar lei
Há mais de 20 anos não há redução da jornada no limite legal. A última, ocorrida na Constituição de 1988, reduziu as horas semanais de 48 para as atuais 44 horas. Apesar da forte pressão sindical, mesmo com poucos avanços nesse sentido, algumas categorias têm garantido a mudança por meio de acordos coletivos.
Em 2005, trabalhadores do ramo químico conquistaram em negociação coletiva, específico para o setor farmacêutico, a alteração de 44 horas para 42 horas, e em 2008 de 42 para 40 horas. Em acordos específicos com montadoras e fábricas de autopeças do ABC paulista, Taubaté, Sorocaba e São Carlos, os metalúrgicos da base da CUT também já possuem jornada reduzida.
Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 15% dos trabalhadores do ramo químico no ABC paulista tinham jornada de até 40 horas, em 2012. Isso inclui os funcionários em indústrias farmacêuticas e trabalhadores em regime de turno de revezamento (petroquímicos). Em São Paulo, são aproximadamente 23 mil químicos do setor farmacêutico com a jornada menor, segundo o sindicato da categoria.
“A redução sempre foi um grande tabu, mas facilitou muito a vida dessas pessoas. Hoje, quando temos de fazer ponte para folgas no final do ano ou feriado, com uma hora a mais de trabalho diário, por exemplo, temos todo o cuidado para não comprometer o sábado e domingo, porque estes trabalhadores já assimilaram a cultura de estar o final de semana inteiro de folga. Os ganhos são imensuráveis”, afirma o coordenador geral do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo, Osvaldo Bezerra, o Pipoka.
Saúde
Segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, em 2012 os homens tinha jornada semanal média de 42,1 horas e as mulheres, de 36,1 horas. No entanto, os cuidados com afazeres domésticos acrescentavam 10 e 20,8 horas, respectivamente.
Entre especialistas, não há dúvida que o primeiro impacto está associado à qualidade de vida. Quatro horas a menos de trabalho significa mais tempo livre para estar ao lado da família, se divertir, estudar, ou simplesmente descansar. Para os trabalhadores com carga horária de trabalho aos sábados, a redução da jornada pode representar o sábado livre, se a distribuição das 40 horas se concentrar somente nos dias de semana.
Para a médica do Trabalho Maria Maeno, pesquisadora da Fundacentro, somar a possibilidade de fazer uma coisa que se gosta, num ritmo humanamente realizável, ao tempo livre é o que vai determinar a saúde do trabalhador. "Se o trabalho tem uma jornada enorme, que invade os finais de semana, as noites e os momentos de lazer, o trabalhador é absorvido por isso e todos os indicadores de saúde ficam prejudicados."
Ela destaca que, para trabalhadores expostos à situações nocivas a saúde, quanto maior a jornada, maiores os riscos. "Em um ambiente ruidoso, por exemplo, quanto mais tempo exposto ao ruído, maior a possibilidade de ter perda auditiva, assim como para funcionários que trabalham com produtos químicos mais alta é a possibilidade de se adquirir doenças relacionadas a esses produtos", diz a médica, ao lembrar que o adoecimento não está somente relacionado às exigências de produtividade, ritmo e pressão. "É uma forma de recompensa que não tem a ver com retorno financeiro, porque ele não deve ser a única forma de reconhecimento para o trabalhador."
Alternativas
Para o diretor-técnico do Dieese, o Brasil produziu e cresceu economicamente, está com o mercado interno mais vigoroso e essa redução é uma forma de redistribuir os ganhos desse crescimento. “Há também o efeito distributivo, a redução da jornada de trabalho também visa redistribuir a riqueza e a renda, gerada por meio de uma redução do tempo dedicado ao trabalho e, portanto da disponibilidade de maior tempo para as outras dimensões da vida”, afirma Clemente.
Os trabalhadores consideram que há setores expressivos de baixa produtividade, nos quais os efeitos da redução da jornada podem ser mais pesados, como micro e pequenas empresas. Negociar a redução da jornada de maneira gradativa até se alcançar as 40 horas, também é opção. “Pode ser uma alternativa, a CUT entende que é uma questão de negociação e se o caminho for a redução gradual, é claro que nós aceitamos negociar”, diz Vagner Freitas.
"É evidente que não é uma coisa simples, mas não é o fim do mundo", observa Clemente. "Se lembrarmos as discussões em torno do crescimento do salário mínimo, vemos que os empresários falavam que não poderia ser feito porque isso teria um efeito perverso, e no entanto o salário cresceu 70% acima da inflação e o Brasil vai bem. Repartir o lucro das empresas é por meio do salário, condições de trabalho e jornada. Esse é o debate."
Em 15 de janeiro, as centrais sindicais vão se reunir na sede da CUT, em São Paulo, para discutir o planejamento de 2014. Na chamada agenda da classe trabalhadora, três itens se destacam: redução da jornada, combate ao Projeto de Lei 4.330, sobre terceirização, e fim do fator previdenciário."

Fonte: CONTRACS

Sistema quer evitar torturas em prisões (Fonte: Correio Braziliense)

"Uma segunda versão do Decreto 8.154, que regulamentou em dezembro passado o funcionamento do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (SNPCT), foi publicada ontem no Diário Oficial da União. O novo texto, republicado para corrigir alguns erros, define como funcionará o trabalho de inspeção a locais fechados, onde há pessoas privadas de liberdade. Os presídios, pelas condições precárias, devem ser o alvo mais forte da nova política..."

@arosenzvaig: #Paraguay Represión, heridos y varios detenidos tras manifestación contra la suba del pasaje (Fonte: @arosenzvaig)

"En la tarde de hoy (3 de enero), en varios puntos de Asunción volvieron a realizarse manifestaciones contra la suba del pasaje. En la zona del Mercado Cuatro, Brasil-entre Cerro Corá y Azara-, Tacuary y Azara, y la Calle Colón fueron algunos de ellos..."

Íntegra@arosenzvaig

Motorista acusado de furto reverte demissão por justa causa (Fonte: TST)

"Um motorista de caminhão da cidade de São Gonçalo (RJ) vai receber indenização por danos morais pela acusação de furto pela empresa M.H.M. Distribuidora de Alimentos Ltda. A decisão da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), que havia negado a indenização de R$ 50 mil pedida pelo trabalhador.
O motorista foi dispensado por justa causa em outubro de 2009 após acusação de furto de mercadoria na empresa. Segundo a distribuidora, as mercadorias não eram entregues no estabelecimento dos clientes cadastrados, mas sim passada para um negociante. A empresa disse que ligou para os clientes, que garantiram não terem recebido qualquer mercadoria.
Em maio de 2010, o empregado ajuizou ação trabalhista na Vara do Trabalho da cidade de São Gonçalo, que reverteu a justa causa e determinou o pagamento de R$ 50 mil em indenização por danos morais. Mas o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) reformou a sentença, confirmando a justa causa. De acordo com o TRT, ao contrário do entendimento da Vara, o empregado não comprovou nenhum constrangimento na época da rescisão ou fato que teria gerado abalo moral.
No julgamento realizado pela Terceira Turma do TST, o relator, ministro Mauricio Godinho Delgado, explicou que a dispensa por justa causa, por si só, não é motivo jurídico suficiente que viabilize a ação de indenização por danos morais. Sustentou, porém, que os desdobramentos da acusação de desvio de mercadorias, como boletim de ocorrência e repercussão do ocorrido na empresa, "geraram transtornos que afetaram o patrimônio moral do trabalhador".
Para  Godinho era preciso adequar o valor da indenização. Ele lembrou que, levando-se em conta os requisitos para a condenação por danos morais, como a intensidade do sofrimento do empregado ou o grau de culpa da empresa, seria razoável a redução do valor da indenização para R$ 20 mil. O voto do relator foi acompanhado por unanimidade pela turma.
(Ricardo Reis/AR)
PROCESSO Nº TST-RR-853-95.2010.5.01.0263"

Fonte: TST

Nigeria power sector privatisation: unionists sacked (Fonte: World-Psy)

"Trade union officials working for the Nigerian power sector have been sacked as part of the privatisation plans of the Power Holding Company of Nigeria (PHCN)..."

Íntegra: World-Psy

Professora comprova discriminação e receberá diferenças salariais (Fonte: TST)

"A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho não admitiu (não conheceu) recurso da Associação da Escola Internacional de Curitiba, ficando mantida  decisão do TRT da 9ª Região (PR) que a condenou a pagar diferenças salariais a uma professora de Português. O Regional entendeu como discriminatória a conduta da instituição de pagar a ela salários inferiores aos dos colegas estrangeiros, embora realizassem idêntico trabalho.  
Discriminação
A professora lecionou durante seis anos a disciplina de Português para alunos de 1ª a 5ª série. Após a dispensa ingressou com ação trabalhista, onde postulou, entre outras coisas, diferenças salariais, ao argumento de existir discriminação, pois embora realizasse o mesmo trabalho dos professores estrangeiros, recebia salário inferior ao deles.
Em sua defesa, a associação alegou que a professora lecionava matéria única, enquanto os outros, como professores regentes, lecionavam em inglês, idioma oficial da instituição, as demais matérias.
Argumentou que, como escola internacional, é obrigada a contratar profissionais no exterior para cumprir o currículo americano de educação e programa educacional "Internacional Baccalaureate", além de cumprir leis e normas específicas como resolução do MTE/Conselho Nacional de Imigração. Por fim, sustentou que os outros professores possuíam maior qualificação e experiência profissional que a autora da ação.
Com base no depoimento da autora, o Juízo indeferiu a equiparação salarial, não reconhecendo a identidade de funções entre as atividades desempenhadas por ela e as dos outros professores. Ressaltou que ela não poderia lecionar as matérias dos professores estrangeiros, pois elas somente poderiam ser lecionadas por estrangeiros que falassem o inglês, requisito para reconhecimento da escola como internacional.
Mas a autora conseguiu reverter a sentença no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR). Inicialmente, o Regional analisou o caso com base no princípio da isonomia, artigo 5º, caput, e inciso I da Constituição Federal. A associação não provou que as atribuições confiadas às professoras estrangeiras eram mais complexas ou exigisse maior especialidade, tais como curso de especialização ministrados apenas no exterior e sem acesso aos professores brasileiros empregados na escola.
Ao contrário, o Regional verificou que tanto a autora quanto outras duas docentes eram professoras de Ensino Fundamental, em igualdade de condições, ainda que em disciplinas diversas, exercendo funções ou atividades análogas para efeitos do artigo 358 da CLT.
"Além de injustificável, a diferenciação salarial é manifesta  discriminação, prática que além de ofender a ordem jurídica pátria, contraria os princípios indicados no próprio estatuto social da ré", concluiu o colegiado. Assim, reformou a sentença e deferiu à autora as diferenças salariais entre os salários recebidos por ela e os pagos aos docentes estrangeiros, com reflexos nas demais verbas.
A decisão foi mantida no TST, com voto do relator, ministro Cláudio Mascarenhas Brandão, pelo não conhecimento do recurso da associação, vencido o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, que admitia e provia o recurso para excluir as diferenças.
(Lourdes Côrtes/AR)
Processo: RR-2743900-28.2007.5.09.0004"

Fonte: TST

Deu no Valor: OAB defende transição segura para o PJ-e (Fonte: OAB)

"Advogado há 53 anos, o baiano Tarquínio Garcia de Medeiros, que atua em Belo Horizonte, acompanha de perto a transformação da Justiça do Trabalho. O papel está desaparecendo rapidamente das mesas dos juízes. Em 937 das 1.485 varas trabalhistas do país (63% do total), já tramitam processos eletrônicos. Mas, por precaução, o profissional de 75 anos ainda mantém em seu escritório duas máquinas de escrever – uma manual e outra elétrica. “Não as uso mais. Mas prefiro ditar as petições para que um colega as digite no computador e sejam protocoladas eletronicamente”, diz Medeiros. A pedido da OAB, resolução também obriga tribunais a manter estruturas para dar suporte aos advogados
O advogado afirma que a virtualização é um processo sem volta. Até 2018, todas as ações judiciais do país – em todas as esferas – deverão tramitar exclusivamente por meio eletrônico. A previsão está na Resolução nº 185 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que regulamenta o Processo Judicial Eletrônico (PJe), sistema desenvolvido pelo órgão e que será obrigatório para todos os tribunais do país. Os de pequeno porte, de acordo com a norma, devem ser os primeiros a concluir a implantação, em 2016. Os de médio e grande portes terão até 2017 e 2018, respectivamente, para acabar com o papel.
Nas varas eletrônicas, o peticionamento em papel não poderá ocorrer, de acordo com a resolução aprovada pelo CNJ, contrariando reivindicação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para o presidente da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, o papel poderia conviver com o PJ-e e desaparecer aos poucos, a exemplo do que ocorreu com a declaração de Imposto de Renda. “As pessoas foram verificando que era mais eficiente mandar a declaração por meio eletrônico”, diz Coêlho, que não descarta a possibilidade de levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF). “É essencial que nada seja feito de maneira brusca. Toda mudança requer tempo para aceitação e adaptação.”
A resolução do CNJ, porém, a pedido da OAB, obriga os tribunais a manter estruturas para dar suporte aos advogados, com equipamentos de digitalização e computadores, conforme previsto na Lei nº 11.419, de 2006, que trata da informatização dos processos. Para o relator do projeto da resolução, conselheiro Rubens Curado, “essa obrigação legal, também explícita na resolução, atende ao legítimo interesse da OAB no sentido de que sejam implementadas medidas para que os usuários superem, sem maiores dificuldades, esse período de transição”.
Hoje, convivem no Judiciário mais de 40 sistemas, que devem desaparecer com a adoção obrigatória do PJe. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o maior do país, é um dos que terá que migrar para o sistema do CNJ. “Já estamos estudando o assunto”, afirma o juiz assessor da presidência do TJ-SP para tecnologia da informação, Fernando Tasso. Entre as possibilidades está a de recorrer ao CNJ para que o órgão flexibilize o cronograma de implantação do PJe.
O processo eletrônico avançou rapidamente no Estado de São Paulo. Até 2012, só 2% das varas eram digitais. Hoje, 42% delas e todo o segundo grau já não convivem mais com o papel. “Em 2014, a Justiça paulista poderá estar toda digital”, diz Tasso.
A virtualização trouxe velocidade ao Judiciário. Na esfera trabalhista, o tempo médio de tramitação de um processo (procedimento ordinário), entre o ajuizamento e a sentença, caiu de 227 dias para 101 dias entre 2012 e 2013 nas varas que adotaram o PJe. “Atividades meramente burocráticas são eliminadas nessa transição”, afirma o coordenador do Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT), juiz José Hortêncio Júnior.
Essa rapidez, destaca o magistrado, deve vir acompanhada de estabilidade e segurança. “Nossa preocupação está voltada ao contínuo aperfeiçoamento qualitativo do sistema”, diz o coordenador. “Tivemos problemas recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo que já foram superados.”
Para o advogado especialista em direito digital, Alexandre Atheniense, o Judiciário está no caminho certo. Porém, ainda precisa amadurecer a ideia de se conduzir esse processo alinhado com governança de tecnologia da informação. “O serventuário também tem que aprender a trabalhar sem papel. É preciso capacitar esse pessoal. É uma mudança radical e é preciso contornar os obstáculos relacionados às pessoas”, afirma."

Fonte: OAB

Reduzida indenização de cozinheira que lesionou joelho ao cair em ralo destampado (Fonte: TST)

"A Companhia Brasileira de Distribuição, que tem entre suas marcas os Hipermercados Pão de Açúcar e Extra, conseguiu reduzir de R$ 60 mil para R$ 10 mil a indenização que terá que pagar a uma empregada que lesionou o joelho ao pisar em um ralo destampado de uma das lojas da rede em São Paulo. Para a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que julgou o caso à unanimidade, o valor da condenação deve se basear nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, devendo a indenização ser medida conforme a extensão do dano.
A empregada foi contratada pela empresa em agosto de 2008 para atuar como cozinheira. Em setembro do mesmo ano, quando levava bandejas para o restaurante self-service do hipermercado, pisou em um bocal do ralo que estava destampado e caiu, lesionando o joelho esquerdo. Por conta do acidente, a empregada alegou dificuldades para caminhar, subir e descer escadas e buscou na Justiça indenização por danos morais e materiais.
A rede de supermercados afirmou em sua contestação que a funcionária não fazia jus nem à estabilidade provisória nem a indenização, visto que as moléstias  não tinham nexo causal com o trabalho, não havendo que se falar em incapacidade laborativa.
Ao julgar o caso, a 13ª Vara do Trabalho de São Paulo considerou dispensável a aferição de culpa por parte da empresa, uma vez que a atividade desenvolvida pela trabalhadora beneficiava o grupo e era geradora de riscos, nos termos do artigo 927, parágrafo único, do Código Civil. Reconhecendo a responsabilidade objetiva da empresa, o juízo de primeiro grau julgou a ação parcialmente procedente e condenou a rede a indenizar a cozinheira em R$ 60 mil a título de danos morais.
A empresa recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) considerou a condenação compatível com a lesão e não reduziu a indenização. A rede de supermercados mais uma vez recorreu, desta vez ao TST, onde o desfecho foi outro.
Por considerar que em situações semelhantes a compensação por danos morais foi deferida em valor muito inferior, a Quinta Turma do Tribunal deu provimento ao recurso da rede para reduzir o valor da indenização para R$ 10 mil por afronta ao artigo 944 do Código Civil. A decisão foi tomada com base no voto do ministro Guilherme Caputo Bastos.
 (Fernanda Loureiro/_AR_)
Processo: RR-181-34.2010.5.02.0013"

Fonte: TST

FALHAS NA DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA NO RIO FICAM ACIMA DO FIXADO PELA ANEEL (Fonte: O Globo)

"RIO - Não chega a ser novidade para os moradores do Rio que verão é sinônimo de chuva, calor e desabastecimento, principalmente de energia. Mas dados da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revelam que, às vésperas do maior evento futebolístico do mundo, a Light, empresa que atende a capital, onde será a final da Copa, e outros 30 municípios do estado, está estourando em quase 70% o limite de falta de energia para o ano de 2013. Pior: ainda corre o risco de fechar o ano repetindo o péssimo rendimento de 2012, quando ultrapassou em 100% o estabelecido pela agência reguladora..."

Íntegra: O Globo