quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Coordenador de academia com cargo de confiança não tem direito a hora extra (Fonte: TST)

"O exercício de cargo de confiança não pressupõe pagamento de horas extras e reflexos nas verbas trabalhistas. Por conta desse entendimento, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho indeferiu agravo de instrumento de um coordenador de academia que, apesar de chefiar ampla equipe de professores de musculação e natação e ter ingressado na empresa como sócio, pleiteava o reconhecimento de horas extras e diferenças salariais.
O professor de Educação Física foi admitido em agosto de 2007 pela Academia Raia 5 de Natação e Hidroginástica, de Belo Horizonte (MG), para exercer a função de coordenador fisiocorporal, e foi dispensado em 10 de julho de 2009. Reclamou que a empresa, ao assinar sua carteira de trabalho, anotou que ele recebia apenas um salário mínimo. Na Justiça, alegou que sempre recebeu remuneração maior, pois depositava cheques referentes a aulas dadas a alunos diretamente em sua conta corrente, e por isso teria direito ao pagamento das diferenças salariais relativas a essas verbas. Requereu também o pagamento de horas extras trabalhadas e outros adicionais.
A empresa afirmou que o professor ingressou na academia na condição de sócio, na qual ele e o proprietário se obrigavam a contribuir com bens ou serviços e partilhavam os lucros. Segundo a Raia 5, o coordenador ficava com o percentual bruto de 10% da arrecadação, valor fixado em contrato societário, e não havia razão para o pedido de pagamento de verbas trabalhistas.
A 1ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte reconheceu a existência de vínculo de emprego e condenou a Raia 5 a pagar diferenças salariais, aviso prévio, férias integrais, 13° salário e a recolher o FGTS e a multa do 40% de todo o período. No entanto, julgou improcedente o pedido de horas extras.
A empresa recorreu da decisão para o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que entendeu caracterizado o exercício de cargo de confiança, nos moldes do previsto no artigo 62, inciso II, da CLT. Para o TRT-MG, o professor era o coordenador técnico da academia, não estava sujeito a controle de horário e representava o empregador em sua ausência, além de receber salário muito superior ao dos colegas.
O professor recorreu ao TST, que deu razão ao Regional. A Quarta Turma negou provimento ao agravo de instrumento sob o argumento de que o empregado não pretendeu dar novo ou correto enquadramento jurídico aos fatos, mas sim promover o reexame das provas, o que é vedado pela Súmula 126 do TST. A decisão foi unânime nos termos do voto do relator, ministro João Oreste Dalazen."

Fonte: TST

MPF/RS obtém direito de militares anistiados a manter suas pensões (Fonte: MPF/RS)

"Decisão da Justiça Federal sobre ação civil pública do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul obriga que a União mantenha os militares anistiados politicamente em todo o país em pela Lei Nº 10.559, de 2002, dentro do regime previdenciário dos militares.
Os militares anistiados por esta lei haviam sido inclusos dentro do regime previdenciário do Anistiado Político, no entendimento do Ministério da Defesa. O procurador da República em Canoas Pedro Antônio Roso questionou na ação a mudança do regime previdenciário, que faria com que os anistiados e suas famílias perdessem algumas vantagens de suas carreiras militares.
A decisão da Justiça acatou o pedido do MPF e foi mantido o direito à pensão às filhas em qualquer condição do militar anistiado político que tenha feito a opção em 2001, devido à Medida Provisória 2.215-10/01, pelo pagamento do acréscimo de 1,5% de contribuição específica para aqueles fins, mediante a remuneração mensal do referido encargo, apenas pelo militar, ou seja, exceto pelo beneficiário/dependente, com implementação/restabelecimento no prazo de 30 dias, a contar da decisão. Foi decidido também que o pagamento deverá ser possibilitado ou diretamente descontado apenas dos militares a que se refere essa determinação, no mesmo prazo.
Também se deliberou a favor do direito da viúva em receber a reparação econômica mensal do militar anistiado político na forma do art. 9º, da Lei nº 3.765/60, com implementação/restabelecimento dentro do prazo de 30 dias.
Outro pedido do MPF atendido pela Justiça foi que os beneficiários da reparação econômica mensal do militar anistiado político deverão ter concluídos seus processos de transferência da reparação no prazo de 30 dias, contados a partir do encerramento da instrução, prorrogável por igual período, mediante decisão expressamente motivada.
Conforme o procurador da República instruiu na ação, as ações ajuizadas pelos militares anistiados políticos que não reclamem ou impugnem diretamente o valor informado como devido no termo de adesão de que trata a Lei nº 11.354/06 não serão consideradas afronta ao disposto no art. 2º da referida lei.
De acordo com a decisão judicial, existe apenas vedação à acumulação de pagamentos, benefícios ou indenização com fundamentos idênticos, o que não retira, do requerente, a escolha pela opção que lhe for mais favorável.
A decisão tem abrangência nacional, cabendo recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
A Ação Civil Pública pode ser consultada através do protocolo 5002210-37.2013.404.7112 na Justiça Federal do Rio Grande do Sul."

Fonte: MPF/RS

TRT-SP condena Santander por discriminações contra bancários adoecidos (Fonte: Contraf)

"A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo condenou o Santander a pagar R$ 5 milhões em ação civil pública movida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo em razão das políticas discriminatórias do banco contra funcionários adoecidos no trabalho. 
A ação tramita em conjunto com outra semelhante ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, que fez uma longa investigação e comprovou o que diziam os trabalhadores. 
Conforme Maria Leonor, advogada do Sindicato, trata-se de uma decisão em segunda instância e foi unânime, tendo sido publicada na última sexta-feira (23). A relatora foi a desembargadora Maria Isabel Cueva Morais. 
Emissão obrigatória da CAT
"A decisão obriga o banco a não demitir os trabalhadores com suspeita e diagnósticos confirmados de LER/Dort e a abrir a CAT, independente de afastamento. A empresa também deverá reconhecer os atestados médicos emitidos pelos convênios do banco, da rede pública ou particular", enfatiza Leonor.
Para ela, esta questão é fundamental, uma vez que a conduta do Santander nestas situações ofende a liberdade do trabalhador em escolher o melhor tratamento para a sua saúde. 
Retorno ao trabalho
"No acórdão, o Santander fica também obrigado nos casos de afastamento a proceder com o redimensionamento das atividades para que o trabalhador não seja sobrecarregado. Atualmente, as metas continuam as mesmas, apesar da redução de funcionários. Com essa decisão, o banco precisará de um novo procedimento, inclusive os bancários que retomam as suas atividades, para que não sejam obrigados a cumprir sua jornada no mesmo ritmo", explica Leonor. 
Descaso do banco
Segundo a assessora jurídica do Sindicato, a realidade é que os bancários têm vivido há algum tempo uma situação em que ficam doentes em razão das condições de trabalho e em seguida são demitidos. 
"Esses trabalhadores entram no grupo preferencial para demissões. Isso tem acontecido até os dias atuais numa escala muito grande no Santander. O banco recebe atestados médicos de funcionários com LER/Dort e, ao retornarem da licença médica, são submetidos a situações de constrangimento e humilhação, não encontram mais espaço no local de trabalho e são imediatamente demitidos depois que se encerra o período de estabilidade", destaca Leonor.
Pausa para descanso
O acórdão obriga o banco a estabelecer pausas de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados em atividades repetitivas, em especial para os caixas. Essa é uma reivindicação histórica do Sindicato, objeto da campanha "Dez Minutos pra você", explica a advogada. 
Convenções da OIT
A fundamentação da ação foi tomada com base nas Convenções 155 e 161 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), bem como na declaração de direitos humanos e na constituição federal. "Lutamos pela implementação dessas convenções, que os bancos deveriam respeitar com a mesma força da constituição federal, porém são frequentemente violados", conclui Leonor."

Fonte: Contraf

GRÁVIDA DEMITIDA GANHA R$ 10 MIL POR DANOS MORAIS (Fonte: TRT 1ª Região)

" 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) condenou a operadora de telefonia Claro S.A. ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma ex-empregada demitida sem justa causa durante a estabilidade provisória decorrente de gravidez.
Na inicial, a autora informou ter sido dispensada quando estava afastada de suas atividades devido ao nascimento prematuro de sua filha, o que importou na perda do direito à utilização do plano de saúde. Na defesa, a Claro admitiu ter demitido a reclamante, sem justa causa, um mês antes do término de sua estabilidade no emprego, “por um erro em seu departamento pessoal”.
O relator do acórdão, desembargador Luiz Alfredo Mafra Lino, ressaltou que a ex-empregada teve a gravidez interrompida na 26ª semana de gestação, dando à luz, em julho de 2003, uma menina prematura extrema, com peso de nascimento de apenas 665 gramas. Após mais de três meses internado na UTI neonatal, o bebê teve alta em outubro. Já em novembro daquele ano, no curso da estabilidade provisória e afastada de suas atividades profissionais, a reclamante recebeu a carta de demissão.
De acordo com o art. 10, II, b’ do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), é vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. “O dano moral reflexo causado à autora é evidente, uma vez que teve o seu plano de saúde cancelado, no momento em que mais necessitava, em virtude do nascimento prematuro de sua filha”, destacou o relator em seu voto.
Assim, o colegiado, por maioria, reformou parcialmente a sentença de primeira instância para adequar a indenização a um valor moderado (de R$ 15 mil para R$ 10 mil). A condenação total, com o pagamento de horas extraordinárias, foi fixada em R$ 20 mil.
Nas decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, são admissíveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT."

Ouça: “Beto Richa vai privatizar a Sanepar nesta terça”, denuncia Requião (Fonte: Blog do Esmael)

"O senador Roberto Requião (PMDB), em contato com o blog, fez veemente denúncia contra o governo Beto Richa (PSDB) que, na tarde desta terça (27), assina novo acordo transferindo pelo prazo de 15 anos a diretoria financeira da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para o grupo francês Dominó.
“É uma privatização. Se o PMDB ganhar as eleições nós vamos encampar essas ações do grupo privado francês e a Sanepar volta a ser pública”, avisou Requião. O senador também lamentou a ausência da oposição, da imprensa e da Assembleia Legislativa nesse debate estratégico.
O peemedebista relembra que na gestão Lerner/Taniguchi “doaram” 37% das ações para o grupo francês comandado no Brasil pelo banqueiro Daniel Dantas. Esse pacto, que vence no próximo dia 4 de setembro, nunca foi respeitado por Requião.
Requião conta que quando governava o Paraná fez a Copel (Companhia Paranaense de Energia) comprar 45% das ações visando manter o controle público da empresa de água e esgoto."

Grupo se reúne para definir melhorias no sistema PJe-JT (Fonte: TST)

"A próxima versão do software do Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) deve trazer melhorias no leiaute e no fluxo do sistema, o que vai facilitar a solução de demandas pelos usuários. A decisão foi tomada durante a última reunião do Grupo de Usabilidade do PJe-JT, que aconteceu no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Participaram da reunião os juízes Fabiano Pfeilsticker, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG); Alcir Kenupp Cunha, da 10ª Região; Luiz Carlos Rove, da 12ª Região; e José Cairo Júnior, da 5ª Região, além da equipe técnica do PJe no Conselho Superior da Justiça do Trabalho. O grupo voltará a se reunir para discutir outras melhorias para o sistema."

Fonte: TST

Ajuste no grupo Eletrobras serve de exemplo a estatais (Fonte: O Globo)

"A economia de mercado envolve riscos. O que premia os empreendedores é o lucro, mas nenhum agente econômico está livre do infortúnio, ou de encontrar sérios obstáculos ao longo do caminho. No caso de setores regulados pelo Estado, as adversidades naturais de mercado se agravam quando há riscos regulatórios. Na energia elétrica, por exemplo, estes riscos não foram ainda completamente suprimidos, o que tem levado grupos privados a se associarem a companhias estatais para concretizar investimentos nos diferentes segmentos do setor, da geração à transmissão e à distribuição de eletricidade..."

Íntegra: O Globo

"PL 4.330 conduz a nação a um futuro de empresas sem empregados", diz Anamatra (Fonte: IHU)

"Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho - Anamatra, Paulo Luiz Schmidt, as declarações do ministro são preocupantes. “O discurso reforça uma posição de afronta aos princípios do Direito do Trabalho e à própria dignidade do trabalhador, prevista na Constituição Federal. O PL 4.330/04 conduz a nação a um futuro de empresas sem empregados, onde a terceirização vai ocorrer em qualquer etapa da cadeira produtiva”, alerta o magistrado, lembrando que isso contraria a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que proíbe a prática da terceirização na atividade-fim.
Schmidt lembra que as declarações do ministro Manoel Dias vão de encontro às preocupações da própria presidente da República, Dilma Rousseff. Em entrevista, na semana passada, a presidente afirmou que o governo federal é contra qualquer processo que comprometa direitos dos trabalhadores, que impacte a negociação coletiva ou que precarize as relações de trabalho. “As declarações do ministro e a própria essência do projeto em discussão são totalmente dissonantes das preocupações da presidente”, alerta Paulo Schmidt. “Não acredito que o PDT, partido de origem do ministro e que tem o trabalhismo de Getúlio Vargas em sua origem, compartilham desse entendimento”, completa o magistrado.
O presidente da Anamatra lembra que um dos problemas da regulamentação da terceirização nos moldes como vem sendo discutido no Congresso, é a falta de isonomia de salários e de condições de trabalho entre empregado direto e o terceirizado. “Basta comparar o nível remuneratório de dois trabalhadores, um empregado direto e um terceirizado na mesma empresa. A diferença é de, no mínimo, um terço. Isso é comprometer direitos e precarizar relações”, alerta Paulo Schmidt. Para o magistrado, isso corrobora para a tese de que o projeto segue uma lógica mercantilista e de estímulo à terceirização de forma irresponsável e sem freios.
Aumento da prática
Na visão de Paulo Schmidt, a regulamentação da terceirização nos moldes como está sendo proposta na Câmara vai significar o aumento desenfreado dessa forma de contratação.
“O Brasil tem hoje cerca de 43 milhões de pessoas empregadas. Deste total, mais de 11 milhões são trabalhadores terceirizados. Se a lei permitir a terceirização para a atividade-fim, sem isonomia e sem responsabilidade solidária, com subcontratação liberada, posso afirmar que em menos de 10 anos essa proporção vai se inverter. Perspectivas negativas indicam que, com o texto aprovado, dez milhões dos 32 milhões de empregados diretos migrarão para a terceirização nos próximos cinco anos, o que resultará numa drástica redução da massa salarial no período. Não é demais estimar que, em dez anos, o número de terceirizados venha a ultrapassar o de empregados diretos das empresas. Do ponto de vista social, isso é um retrocesso sem precendentes, com aumento drástico da concentração de renda e consequente diminuição do fator trabalho na renda nacional”, analisa o presidente."

Fonte: IHU

Renováveis têm potencial para crescer 47% (Fonte: Estadão)

"O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa - presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética..."

Íntegra: Estadão

Comissão quer rever caso de bomba na OAB (Fonte: O Estado de S.Paulo)

"Em audiência pública para lembrar os 33 anos do atentado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que matou a secretária Lyda Monteiro, o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse ontem que está reunindo elementos para comprovar que o inquérito da Polícia Federal na época "foi uma farsa" e pedir ao Ministério Público a reabertura da investigação..."

Hidrelétricas em discussão (Fonte: Abegás)

"Após 11 anos, o fantasma do racionamento de energia elétrica voltou a rondar o Brasil. Com os reservatórios das hidrelétricas, responsáveis por 80% da eletricidade do país, nos níveis mais baixos desde 2001, para aumentar a segurança do sistema e afastar o risco de escassez, o governo teve de acionar as térmicas, que pela primeira vez na história responderam por cerca de 20% da energia consumida.
Passado o susto, o risco de racionamento é descartado para 2014, mas a fragilidade do sistema interligado nacional expõe os desafios ao setor elétrico nesta década. Para atender a um crescimento da demanda anual de cerca de 4% ao ano e com o consumo tendo voltado a patamares pré-racionamento, ganhará peso ao longo dos próximos meses o debate sobre como planejar o futuro da matriz e sobre a construção de hidrelétricas com grandes reservatórios, tema que opõe ambientalistas, governos e empresários. O assunto se torna mais explosivo se analisado um dado: 35% do potencial hidrelétrico nacional foi aproveitado, enquanto os 65% restantes estão na região amazônica.
Desde a década de 1990, por conta de pressões ambientais, o Brasil tem privilegiado investimentos na construção de usinas hidrelétricas a fio d’água, ou seja, sem grandes reservatórios de armazenagem, ao contrário do que se via nas décadas de 1970 e 1980. “Antes tínhamos reservatórios que permitiam que pudéssemos armazenar água por dois ou três anos, o que ampliava a segurança do planejamento. Ao construir usinas a fio d’água, viramos reféns da chuva”, afirma o físico José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP). O avanço das hidrelétricas na região amazônica tem incorporado o conceito das usinas a fio d’água, que, por aproveitarem a vazão do rio, dispensam a construção de grandes reservatórios como feitos antes, reduzindo a área alagada. A questão é que, ao se dispensar a construção de grandes reservatórios, diminui-se a energia armazenada, porque no período de chuvas os reservatórios acumulam água para geração posterior.
“A opção por usinas a fio d’agua, combinada com as características geográficas e hidrográficas da região Norte, onde elas estão concentradas, levará à construção de usinas com menor fator de capacidade e à diminuição da regularização dos reservatórios do país”, diz o presidente do Conselho de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Armando Guedes. “Isso significa antecipar a intensificação da inserção de termelétricas na base de geração, o que afetará os custos de geração, a qualidade ambiental de nossa matriz e nossa segurança energética.” Estudo da entidade aponta que, em 2001, a capacidade de regularização dos reservatórios – o quanto de energia o país pode armazenar na forma de água para suprir a demanda de energia – era de pouco mais de seis meses. Em 2012, a capacidade de regularização caiu para 4,91 meses.
A defesa pelas usinas com grandes reservatórios tem rendido criticas de ambientalistas. O Greenpeace contesta a visão alegando que não é apenas o custo econômico que deve ser visto, mas o impacto sobre pessoas, biodiversidade e o clima. Além disso, destaca que outras” fontes de energia, como usinas eólicas e solares, ganham competitividade. “As hidrelétricas com reservatório têm sua importância para o país. Mas, antes de construir novas, o Brasil pode e deve investir em caminhos que gerem menos impactos socioambientais e que, ao mesmo tempo, tragam ganhos para o consumidor”, aponta Ricardo Bai-telo, coordenador da campanha de clima e energia do Greenpeace.
Para aumentar a segurança no abastecimento, o governo tem recorrido à geração de gás natural para térmicas e sinalizou com a contratação de carvão para construir novas térmicas nos próximos anos. “A suslentabilidade da matriz elétrica, hoje calcada na geração hidrelétrica, está em xeque”, diz Goldemberg. “Como não se vislumbra uma mudança nesta visão de construção das hidrelétricas no curto prazo, pela polêmica ambiental, precisaremos expandir a base térmica, seja com gás natural, seja com carvão, para ter uma segurança maior do sistema”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.
A capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN) entre 2012 e 2021 deverá crescer 56%, saltando de 116,5 mil MW para 182,4 mil MW, segundo projeções do mais recente Plano Decenal elaborado pela EPE, O país contará com um acréscimo de 31,7 mil MW de geração hidrelétrica, com destaque para a região Norte. Cerca de R$ 150 bilhões em projetos na área de energia elétrica deverão ser contratados na iniciativa privada nos próximos cinco anos. Na área de geração, o principal destaque é a licitação da Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará, com 6.133 MW de capacidade, que poderá ser realizada no fim de 2014. Para reduzir o impado sobre o meio ambiente ao redor do rio Tapajós, o empreendimento pode utilizar um modelo de construção inédito no Brasil: as usinas plataformas, conceito inspirado nas plataformas de exploração de petróleo em alto-mar. Entre os projetos hidrelétricos, o governo estuda colocar em leilão, nos próximos cinco anos, os empreendimentos de Jatobá (previsão de ser licitado cm 2015 e com 2,3 mil MW de potência), Bem Querer (estimado para ser licitado em 2016 e com 700 MW de capacidade) e Simão Alto (previsto para ser leiloado em 2017 e com potência de 3,5 mil MW). Todos estão localizados na região Norte e, juntos, devem demandar mais de RS 20 bilhões em aplicações dos investidores. Mas colocar esses projetos de pé não será fácil.
Exemplo das dificuldades pode ser visto na usina de São Manoel, no rio Teles Pires, que o governo está tentando colocar no leilão A-5 a ser realizado no fim deste ano. A União tenta há mais de dois anos obter licenciamento para o empreendimento. Em 2010, o Ibama apontou uma série de deficiências no estudo de impacto ambiental da hidrelétrica, que teria capacidade para abastecer mais de dois milhões de residências. Em outubro de 2011, durante processo de audiência pública da discussão do empreendimento, quatro funcionários da Funai, dois da EPE e um antropólogo foram seqüestrados pela tribo indígena Kururuzinho, que não quer a usina. “Se conseguirmos avançar com as hidrelétricas, mesmo que sejam a fio d’água, será um progresso, mas temos visto muitas dificuldades. São Manoel não tem reservatório e seu impacto sobre a comunidade indígena é nulo”, afirma o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.
As dificuldades sobre as hidrelétricas poderão reduzir a participação desta fonte ao longo das próximas décadas. Isso é o que aponta estudo da FGV Projetos sobre o cenário do setor elétrico até 2040. “Começamos a viver uma transição na matriz de energia elétrica, o custo marginal de expansão hidrelétrica será crescente e a fronteira de expansão, no cerrado e na Amazônia, trará uma grande sensibilidade ambiental, então deveremos ver uma diversificação maior de fontes”, afirma Otávio Mielnik, coordenador do estudo. Com base em três cenários e em projeções de crescimento da demanda até 2040 em cada um deles, a participação das hidrelétricas, hoje em cerca de 80%, poderá cair para 57% a 46% da geração de energia elétrica.
Construtoras e fabricantes de projetos de geração estão trabalhando em pedidos de hidrelétricas conquistados nos últimos anos, como os da usina dos rios Madeira, Belo Monte e Teles Pires, mas atrasos nos empreendimentos projetados para serem licitados nos próximos cinco anos poderão trazer queda no nível de atividade do segmento e mais fragilidade ao sistema. “Esperamos que as aprovações dos estudos ambientais desses projetos sejam agilizadas para evitar o comprometimento das metas de crescimento de suprimento de energia com a importante contribuição da geração hídrica. A MP579 impactou os investimentos em modernização de usinas cujas concessões não foram renovadas”, diz o presidente da Alstom, Marcos Costa.
Na área de transmissão, há outros obstáculos a serem superados. A malha de transmissão de energia do país deverá se expandir em 47,7 mil quilômetros nos próximos dez anos, atingindo uma extensão de 150 mil quilômetros em 2021. “O modelo licita vários trechos em diferentes regiões com várias empresas com níveis de qualidade diferentes de serviços”, afirma José I.uiz Alquéres, ex-presidente da Alstom e da Eletrobras. Há outro problema que poderia ser aperfeiçoado: em um dos leilões realizados neste ano, não foi arrematada a conexão entre Araraquara-Fernão Dias-Itatiba-Bateias, na região Sudeste, que permitiria o escoamento de parte da energia das usinas do rio Madeira e o aumento do intercâmbio para São Paulo e o Sul do país. O custo da terra na região Sudeste subiu muito. Como as linhas de transmissão passam por esses terrenos, os proprietários exigem indenização elevada para que os projetos de transmissão passem por eles. “Como construir linhas em áreas valorizadas e que tenham importância para o setor elétrico, como essa?”, questiona Tolmasquim. Uma das saídas seria elevar o valor-teto das tarifas a que estas linhas de transmissão seriam licitadas."

Fonte: Abegás

Apesar dos problemas, Comissão da Verdade deve ir até fim de 2014 (Fonte: O Globo)

"Novo coordenador do grupo diz que ainda falta ouvir 348 pessoas Mudança. Entre Glenda Mezarobba e André Sabóia, José Carlos Dias assumiu comando do grupo ecos da ditadura BRASÍLIA Ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, José Carlos Dias assumiu a coordenação da Comissão Nacional da Verdade, anunciando que os trabalhos do grupo deverão ser estendidos até o final de 2014. O prazo vence em maio do ano que vem. Dias disse que há ainda muito a ser feito e centenas de depoimentos a serem colhidos..."

Íntegra: O Globo

TRT-SP publica seis súmulas (Fonte: Valor Econômico)

"Após mais de quatro anos sem publicar súmulas, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) divulgou novas orientações nesta semana, que devem guiar decisões dos desembargadores e juízes. Dentre os seis textos aprovados, está o que permite às empresas pagarem Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mais de duas vezes ao ano.
As demais súmulas tratam de questões relativas a servidores públicos e da impossibilidade da SPTrans, que gere o transporte público da cidade de São Paulo, responder subsidiariamente em processos trabalhistas ajuizados contra concessionárias de transporte..."

Íntegra: Valor Econômico

Indenização da Eletrobras (Fonte: Valor Econômico)

"A Eletrobras criou um grupo de trabalho para avaliar a indenização à qual a empresa terá direito pelas linhas de transmissão (LTs) que tiveram suas concessões renovadas no ano passado, disse ontem o diretor financeiro da companhia, Armando Casado, durante reunião com analistas em São Paulo..."

Íntegra: Valor Econômico

TAM demite pelo menos 400 pilotos, copilotos e comissários (Fonte: O Globo)

"Meta é de 811 cortes, que inclui quem aderiu a programa de demissão voluntária Ajuste. Segundo a TAM, as demissões são necessárias por causa da queda na oferta de voos e ao aumento de custos SÃO PAULO A TAM, empresa aérea do grupo chileno Latam Airlines, demitiu ontem pelo menos 400 funcionários, entre comandantes (pilotos), copilotos e comissários de bordo..."

Íntegra: O Globo