| “Autor(es): agência o globo: Ramona Ordoñez |
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| O empresário Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo, defendeu ontem que o governo brasileiro suspenda o projeto de instalação de novas usinas nucleares, além de Angra 1 e Angra 2, já em operação, e Angra 3, em construção. Segundo ele, a melhor alternativa para aumentar a oferta de energia nos próximos anos serão as térmicas a carvão. Para Eike, depois do acidente no Japão, com vazamento radioativo, o mundo vai investir pesado no desenvolvimento de tecnologias que consigam eliminar as emissões de CO2 (gás carbônico) das térmicas a carvão. - Se os alemães tomaram essa decisão (de suspender programa nuclear), faz sentido. É um negócio que você não controla, é uma coisa que a humanidade não pode conviver. É um monstro, é apavorante - afirmou Eike, em entrevista pela manhã, no lançamento da Brix, a primeira bolsa de energia elétrica da América Latina. A Eletronuclear, estatal responsável pelas centrais nucleares no Brasil, reagiu às críticas. Em um duro comunicado, a empresa afirma que Eike "se junta ao coro daqueles que vêem o acidente de Fukushima como uma oportunidade de alavancar negócios, no caso, a geração elétrica a carvão mineral importado de suas minas na Colômbia". Objetivo de Eike é evidente, afirma a Eletronuclear Na entrevista, Eike disse acreditar que, nos próximos três a quatro anos, as pesquisas mundiais chegarão a uma tecnologia que vai permitir instalar nas usinas térmicas catalisadores como os dos automóveis, que sequestrem o gás carbônico, que também poderia se tornar uma fonte geradora de energia. Eike lembrou que, com as reservas recentemente descobertas nos campos do pré-sal, em breve o país terá uma superoferta de gás natural, que terá que ser usado na geração de energia, apesar de, segundo ele, também ser poluente, com 50% de emissões. - A solução está por aí. Se os alemães que são muito técnicos estão saindo disso (energia nuclear), tentar dominar o indominável é um pouco complicado - destacou. Além dos riscos de acidentes, Eike disse que os custos da energia nuclear vão aumentar ainda mais para intensificar a segurança depois do acidente no Japão. A Eletronuclear, por sua vez, afirma que as necessidades do setor elétrico brasileiro serão atendidas basicamente por energia nuclear, carvão e, em menor escala, gás natural. Assim, a redução do uso da energia nuclear aumentaria a importância das outras duas fontes de energia. "Logo, buscar manipular o acidente de Fukushima para alavancar as alternativas fósseis, geradoras de gases de efeito estufa, é uma estratégia empresarial inteligente", declara a empresa. Segundo a estatal, no caso do empresário Eike Batista, que tem negócios na área do carvão, esse objetivo fica evidente. Bolsa negociará energia no chamado mercado livre Eike é um dos sócios da Brix, que entrará em operação em junho e realizará as negociações de compra e venda de energia no chamado mercado livre. Atualmente, cerca de 25% de toda energia consumida no país são comprados no mercado livre, entre as empresas geradoras e os grandes consumidores de energia (indústria eletrointensiva, entre outros). Esse mercado negocia cerca de 10 mil megawatts (MW) médios e um volume de recursos da ordem de R$25 bilhões por ano. Os 75% restantes da energia são vendidos por meio dos leilões de energia realizados pelo governo federal. Marcelo Mello, que será o presidente da Brix, disse que a expectativa é que, em três anos, a bolsa esteja com um volume de negócios de R$75 bilhões. Atualmente, os negócios no mercado livre são feitos diretamente entre os produtores, comercializadores e compradores de energia. Para Mello, as operações que atualmente levam de sete a dez dias para serem fechadas passarão a levar apenas alguns segundos pela Brix. Eike deixou claro seu interesse para que em breve a bolsa passe a negociar também outros produtos, como petróleo e etanol. Segundo o empresário, isso será mais do que natural considerando que, em 2020, sua empresa de petróleo, a OGX, estará produzindo 1,4 milhão de barris diários de petróleo.” Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez Cadastre-se para receber a newsletter da Advocacia Garcez em nosso site: http://www.advocaciagarcez.adv.br |
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
“Eike diz que energia nuclear é um 'monstro' e defende usinas a carvão” (Fonte: O Globo)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
"Eike cria companhia de carvão" (Fonte: Valor Econômico)
"Seguindo a mesma estratégia já adotada anteriormente e que levou o conglomerado EBX a ter cinco subsidiárias negociadas em bolsas de valores, Eike Batista vai criar mais uma empresa a partir de ativos já existentes e vai abrir seu capital. As minas de carvão da MPX na Colômbia vão dar origem à Colombian Coal, ou CCX. O valor da empresa é estimado entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões e o IPO deve abarcar 25% disso, ou seja, devem ser lançadas ações simultaneamente nas Bolsas de São Paulo, Londres e Bogotá no valor de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão até o fim do ano ou, na "pior das hipóteses", no primeiro trimestre de 2012.
No entanto, antes de testar a receptividade do mercado, Eike vai buscar um parceiro estratégico. Ele afirmou já ter acordado com uma grande empresa a venda de 10%, mas preferiu não divulgar o nome do potencial sócio. O objetivo com a parceria é dar ao mercado uma espécie de certificação de que se trata de um bom projeto, que chegou a ser classificado pelo executivo como a "Carajás do carvão" (em referência às grandes reservas de minério na mina da Vale, no Pará). "Estou vendendo 10%, já que ninguém gosta do meu carimbo. Um dia, vocês vão chegar para mim e dizer: "Eike, dá o seu carimbo nesse ativo aqui para virar referência de valor"", reclamou.
A MPX possui direitos minerários sobre 38 mil hectares em região produtora de carvão térmico na Colômbia. Os estudos já realizados indicam recursos potenciais de 1,74 bilhão de toneladas de carvão. Além disso, a MPX já comprou a área necessária para a construção de seu próprio porto, já que a mina fica a 150 quilômetros do mar, facilitando a logística de transporte. Foram investidos no local US$ 100 milhões em concessões, e outros US$ 100 milhões na realização de estudos de viabilidade. Na primeira fase de exploração, serão retiradas 35 milhões de toneladas por ano, em 2015, volume que deve ser dobrado posteriormente.
O empresário convocou duas conferências por telefone para ontem, uma com analistas e outra com jornalistas, para pôr fim, segundo ele, aos boatos de que estaria com problemas de saúde. Falou também sobre a saúde de suas empresas, com a saída de executivos considerados importantes, como Rodolfo Landim, que deixou a empresa com uma briga na Justiça por conta de remuneração, e mais recentemente com a baixa de Paulo Gouveia, braço direito de Eike na EBX. "Cada vez que executivos saíram, a empresa renasceu mais forte. Agradeço a todos os que passaram por aqui, fico feliz porque ganharam dinheiro, mas é bom porque dá espaço a mais gente. O Brasil está cheio de gente mega-qualificada", explicou.
Outro desmentido a boatos que circulariam entre operadores foi o de que a EBX abriria capital a investidores estrangeiros. Para dar credibilidade à fala, Eike aproveitou para anunciar que vai listar as ações da petroleira OGX na Bolsa de Londres. A ideia é atrair fundos que acabam não investindo no país "por questões burocráticas". As outras subsidiárias do grupo devem seguir o mesmo exemplo futuramente, para elevar a liquidez dos papéis.
A OGX informou ontem a conclusão da perfuração do poço horizontal OGX-26HP, na Bacia de Campos, no Rio. Foi confirmado um potencial produtivo de 40 mil barris de óleo por dia. "Todos os resultados desse poço foram muito melhores do que poderíamos sonhar", disse Eike.
O empresário quis manter segredo sobre o parceiro da montadora que será instalada no Porto do Açu, no Norte do Rio de Janeiro, apesar de o mercado apostar que será a japonesa Nissan. De qualquer forma, ele afirmou que vai, ainda neste semestre, apresentar o projeto à presidente Dilma Rousseff."Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/AdvocaciaGarcez
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