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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

STF nega suspensão de processo contra presidente da Câmara no Conselho de Ética (Fonte: STF)

"O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar em Mandado de Segurança (MS 34015) impetrado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para suspender o andamento, no Conselho de Ética, de processo disciplinar que pede a cassação de seu mandato.

A defesa de Cunha alega cerceamento de defesa sob o argumento de que o presidente do Conselho de Ética determinou o prosseguimento do processo disciplinar sem aguardar o julgamento de recurso apresentado em defesa do parlamentar na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Diante disso, solicitou liminar para suspender o andamento do processo até que o recurso seja julgado pela CCJC. Alternativamente, pediu que fosse dado efeito suspensivo ao recurso apresentado à 

Comissão.
A defesa também questiona aditamentos feitos ao processo disciplinar. Alega que os documentos tinham que ter sido protocolados na Corregedoria da Câmara ou na Mesa Diretora da Casa Legislativa, e não apresentados diretamente ao Conselho de Ética.

Decisão

Em sua decisão, Barroso afirmou que, a partir da análise da documentação juntada ao processo, não é possível comprovar que o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados “tenha cerceado a defesa” do parlamentar. Ele acrescentou que “não há elementos nos autos” que “permitam antecipar que a Comissão de Constituição e Justiça não julgará o recurso em tempo adequado. Não se demonstrou, assim, risco presente de dano irreparável”.

O ministro lembrou ainda que “a atribuição de efeito suspensivo a recurso que não seja dotado desse atributo é providência excepcional” e que “a medida representaria uma interferência do Supremo Tribunal Federal no âmbito do Legislativo, sem uma demonstração cabal de situação de ilegalidade ou de urgência”..."

Fonte: STF

Cunha: Câmara discutirá comissões permanentes após definição de todos os líderes partidários (Fonte: )

"O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou nesta quinta-feira (18) que só voltará a debater a composição das comissões permanentes da Câmara após a formação completa do Colégio de Líderes.

Ele citou como exemplo a falta de definição do líder do PP e voltou a dizer que a situação das comissões também depende do julgamento do recurso da Câmara dos Deputados que questiona o rito definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para análise do pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.

Cunha avalia que, no máximo em 15 dias, o Supremo deve dar uma definição sobre o caso, já que nesta sexta-feira (19) termina o prazo para a apresentação dos votos dos ministros e em seguida será publicado o acórdão.

Comissão da Mulher
Ele lembrou ainda que, em todos os anos, as comissões permanentes dificilmente foram instaladas em fevereiro. "Você pode levantar: em todos os anos, nenhuma comissão foi instalada em fevereiro. Está dentro do prazo normal: sempre se leva um mês para se buscar e chegar aos acordos."

O presidente acrescentou que ainda faltam resolver problemas burocráticos, como a votação em Plenário da resolução que cria a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o que afeta o número de vagas para distribuição dos deputados nos colegiados. Também deverá ser criada a Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos. Atualmente, a Câmara conta com 23 comissões permanentes.

Troca de partidos
Segundo Cunha, a “janela” para a troca de partidos, sem perda de mandatos, permitida por meio da promulgação da EC 91/15, trata mais de questões ligadas à estrutura dos partidos na Câmara e não afeta o tamanho dos blocos partidários, nem a ordem de escolha das comissões. Segundo o Regimento Interno, o tamanho da bancada eleita é decisivo para a definição das comissões.

Ainda em relação à “janela”, o presidente acredita que cerca de 10% (53) dos deputados possam aproveitá-la para trocar de partidos. Ele afirmou que o PMDB não está engajado na busca de parlamentares, mas deve receber alguns.

"É difícil dizer o que vai acontecer. Eu acho até que a movimentação vai ser maior do que eu pensava inicialmente. Parcialmente estimando, eu acho que 10% da Casa vai se movimentar. Porém, não sei se essa movimentação vai ter o resultado líquido de ganho e perda para quem quer seja", analisou Cunha.

"Então, haverá partido que perderá cinco deputados e ganhar cinco deputados. É uma lógica efetivamente de interesse de cada um pela eleição municipal. O próprio PMDB não está engajado em busca de parlamentares, mas, naturalmente, pelo tamanho e importância do PMDB, ele vai ser procurado", acrescentou.

Segundo Cunha, a lógica que está por trás das futuras trocas partidárias é regional, influenciada pelas eleições municipais deste ano, e não em função de questões ligadas a governo e oposição.

Nesta quinta-feira, os líderes partidários resolveram esperar o fim da “janela partidária” para definir a criação de cargos para a liderança dos novos partidos Rede e PMB, criados no ano passado, que contam com bancada na Câmara de 5 e 19 deputados, respectivamente."

Fonte: Câmara

Liminar que suspendeu depoimento de Lula ainda não é 'luz no fim do túnel' (Fonte: Rede Brasil Atual)

"São Paulo – A decisão liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de suspender o depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, Marisa Letícia, fariam hoje em São Paulo, foi surpreendentemente positiva, mas a notícia ainda não pode ser considerada uma "luz no fim do túnel" quanto a dois dos principais aspectos relacionados ao caso: o controle externo de órgãos públicos como o CNMP, ainda muito aquém do desejável, e o princípio constitucional da igualdade, ou da isonomia, desrespeitado sistematicamente no país. A opinião é do jurista Pedro Serrano.

Além disso, "é uma mera decisão liminar e não significa nada em termos de cessar o constrangimento ao ex-presidente Lula", diz . "Essa decisão (do conselheiro Valter Shuenquener de Araújo) de suspender o depoimento de Lula demonstra que, mesmo um controle externo tímido como temos hoje, ainda é melhor do que nenhum. A liminar mostra que, mesmo sem participação intensa da sociedade civil, um conselho às vezes corrige desvios ou evita danos, como nesse caso. Mas precisamos reformular os conselhos para terem mais participação da sociedade."

A liminar de Valter Shuenquener de Araújo será válida até que o plenário do CNMP delibere sobre o caso.

Serrano defende a urgente necessidade de se aumentar a participação da sociedade civil em órgãos de controle como o CNMP, assim como no Conselho Nacional de Justiça, além da criação de um órgão de controle externo da Polícia Federal com participação da sociedade civil.

Quanto ao desrespeito ao princípio da isonomia, o jurista afirma que "o Ministério Público tem agido de modo a investigar tudo o que diz respeito a Lula e ao PT, e não investiga questões relativas aos demais partidos". Segundo ele, existe "um comportamento desigual, anti-isonômico, que se verifica no não investigar e no investigar com determinada velocidade".

O jurista ressalva que a responsabilidade por não cumprir o princípio da igualdade "não é de uma pessoa ou de pessoas, mas de um sistema que está funcionando de forma não isonômica, já que a maioria dos promotores é gente qualificada tecnicamente e isenta partidariamente".

Segundo ele, sem incorporar a sociedade civil em seu controle, órgãos como o CNMP "acabam sendo muito corporativistas". "Os conselhos são na verdade, hoje, conselhos internos, porque se compõem de membros da própria carreira."

Notas
Em nota divulgada hoje sobre a decisão liminar, o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, afirma que o MP "prosseguirá no cumprimento de suas graves responsabilidades, aguardando a ciência da decisão referida e a deliberação colegiada do próprio CNMP sobre o tema, sem prejuízo das outras providências que se mostrarem necessárias".

Já o promotor Cássio Conserino, que daria uma entrevista coletiva logo após o depoimento de Lula e Marisa Letícia, leu uma nota assinada por ele e pelos promotores Fernando Henrique Araújo, José Reinaldo Carneiro e José Carlos Blat.

Na nota, os promotores afirmam que a decisão liminar do CNMP "prejudica o trâmite da investigação criminal". "Os promotores que conduzem a investigação criminal vêm a público esclarecer a imprensa livre, a sociedade civil e ao próprio CNMP, certamente induzido em erro pelo autor da reclamação", em referência ao deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

O deputado argumentou na representação que Conserino "não tem competência para fazer essa investigação". "Por um lado, se está vinculada ao tema da Bancoop, a 1ª Promotoria é a que possui a competência, e não a 2ª, onde ele está lotado. Além disso, ao tomar conhecimento de alguma irregularidade, ele deveria distribuir a denúncia, mas não o fez. Então ele está usurpando da condição de promotor natural", disse Teixeira na petição..."

STF nega suspensão de trabalhos no Conselho de Ética, e Cunha tem nova derrota (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), perdeu mais uma vez no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Luís Roberto Barroso negou na tarde de hoje (18)  liminar em mandado de segurança apresentado por Cunha pedindo para suspender o andamento dos trabalhos do processo que o investiga, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Barroso afirmou, em sua decisão, que não é possível comprovar que tenha havido cerceamento de defesa de Cunha no órgão e destacou que não viu elementos, nos autos, para que haja o que chamou de “dano irreparável ao deputado”. Ele acrescentou que a medida (de suspensão), caso fosse tomada, representaria “uma interferência do STF no âmbito do Legislativo, sem uma demonstração cabal de situação de ilegalidade ou de urgência”.

Ao apresentar o pedido de liminar junto ao STF, a defesa de Cunha alegou que existiria cerceamento de defesa por parte do Conselho de Ética da Câmara a ele, pelo fato de o órgão ter prosseguido com o processo disciplinar que investiga o deputado sem aguardar o julgamento de recurso apresentado em sua defesa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa. A defesa acusou o conselho de ter recebido diretamente documentos contendo denúncias contra Cunha, sem que esses tivessem sido encaminhados antes para a mesa diretora e a corregedoria da Casa.

Quarta derrota
Esta é a quarta derrota sofrida pelo deputado ao longo da semana. Na terça-feira (16), Cunha recebeu oficialmente o pedido para apresentar sua defesa no processo que corre contra ele no STF para avaliar se deve ou não se desligar do cargo de presidente da Câmara, enquanto são realizadas as investigações sobre sua conduta.

O pedido foi apresentado ao tribunal em dezembro passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após denúncia feita por vários deputados de que Cunha estaria se valendo do cargo para protelar esses processos.

Ontem, o Conselho de Ética resolveu retomar o andamento dos trabalhos e o deputado indicado para assumir uma vaga no órgão pelo PTB, Nilton Capixaba (RO) – que é aliado do deputado e foi indicado por meio de uma articulação direta do seu grupo para ajudá-lo –, mudou de ideia e recuou da decisão de fazer parte do órgão.

Por fim, ontem também os peemedebistas reconduziram à liderança do PMDB na Câmara o deputado Leonardo Picciani (RJ), ex-aliado e hoje maior desafeto de Cunha na Casa. O presidente tinha trabalhado insistentemente pela vitória do outro candidato, o deputado Hugo Motta (PB) e o resultado passou a ser comentado, horas depois da eleição, como “uma vitória de Dilma contra Cunha”.

Ontem mesmo, ele disse que só computava derrotas para si quando ele era o candidato em um pleito e não nomes a quem ajudava. Em relação à decisão do STF, até agora Eduardo Cunha não se pronunciou..."

Deputados reagem a decisão de Cunha de obstruir comissões da Câmara (Fonte: Rede Brasil Atual)

"Brasília – Esperava-se que a grande discussão de hoje (18) no Congresso fosse a promulgação da emenda constitucional que estabelece prazo de 30 dias para parlamentares trocarem de partido visando à disputa das eleições municipais. Mas a grande discussão do dia terminou sendo a briga de vários deputados federais com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que sejam definidas de uma vez por todas as novas composições das comissões técnicas da Casa. Enquanto no Senado a maioria já teve os nomes dos novos integrantes definidos, 23 comissões da Câmara continuam com o colegiado do ano passado, por decisão pessoal de Cunha.

Insatisfeitos, parlamentares de praticamente todas as legendas ameaçaram hoje entrar com uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente da Casa a fazer andar as conduções e eleições desses colegiados. Cunha alega aguardar a decisão sobre o rito de escolha para a comissão do impeachment e que estaria "em dúvida" se as consideradas pela Corte em julgamento realizado em dezembro se aplicariam às comissões regulares.

Na avaliação de Alessandro Molon (Rede-RJ), a decisão do STF não deixa margens para outro entendimento: as regras da comissão especial de impeachment nada têm a ver com a das demais comissões. “Este pedido formal foi mais um pretexto do presidente da Casa para protelar os trabalhos e manter nas comissões nomes indicados com sua interferência, o que mudará este ano”, afirmou Molon.

Já Glauber Braga (Psol-RJ) destacou em plenário que Cunha se beneficia da paralisação da atividade das comissões permanentes porque isso “atrasa atividades diversas que o prejudicam e, ao mesmo tempo, cria desgastes para a Câmara como um todo”.

CCJ e Seguridade
O deputado citou como exemplo o caso da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes, que não está realizando reuniões enquanto aguarda uma definição – e onde tramita um recurso apresentado pelo próprio Cunha, que pretendia suspender os trabalhos no Conselho de Ética até que fossem julgados (pela CCJ). Esta tarde, o STF negou a ele (Cunha) o direito a tal suspensão.

Outro exemplo destacado é o da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), que poderia estar analisando propostas para combate ao mosquito Aedes aegypti, caso já se encontrasse em pleno funcionamento.

O argumento a ser apresentado pelos parlamentares para recorrer ao STF pelo direito imediato de definir os novos nomes dos integrantes destas comissões é de que os critérios anunciados pelo deputado para manter as atividades paradas é ilegal. “O problema é um só: ele (Cunha) está disposto a tudo para se manter no cargo”, disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS)."

Fonte: Rede Brasil Atual

Roberto Requião critica projeto que retira da Petrobras exclusividade de operação do pré-sal (Fonte: Senado)

"O senador Roberto Requião (PMDB-PR) criticou o projeto que retira da Petrobras a exclusividade de operação dos campos do Pré-Sal. O texto, do senador José Serra, está na pauta do Plenário e pode ser votado na próxima semana. Para Requião, o fato de haver irregularidades na empresa não justifica entregar o petróleo brasileiro nas mãos de empresas internacionais.

O senador usou vários argumentos para justificar as críticas ao projeto. Para ele, este é o pior momento possível para vender uma grande reserva de petróleo extraída a baixo custo, já que os preços do combustível estão sendo mantido baixos para controlar as reservas internacionais. A empresa, diz o senador, estaria liquidada sem o pré-sal.

- O pré-sal é a salvação da Petrobras e do petróleo nas mãos dos brasileiros. Se tirarem o pré-sal, que apresenta essa vantagem extraordinária, em virtude da tecnologia, da ciência brasileira, do baixo custo de exploração, acabou a Petrobras, mas acabou também o petróleo brasileiro e a luta de décadas de um povo inteiro - afirmou o senador.

Essa luta, destacou Requião, envolveu um pesado esforço tecnológico, político e humano para que o combustível pudesse ser extraído, já que muitos eram contra a criação da estatal porque diziam que não havia um grande volume de petróleo no país. Para o senador, o pré-sal é a última grande reserva disponível no mundo com baixos custos de extração

Além disso, o senador argumentou que a Petrobras, sua cadeia produtiva e a renda gerada indiretamente por elas responderiam por 20% do produto interno bruto (PIB) brasileiro. Enfraquecer a empresa seria, nas palavras dele, um crime contra o país..."

Íntegra: Senado