Quanto aos crimes previstos nos artigos 213 e 207, o ministro Cezar Peluso não recebeu a denúncia, por entender não haver elementos indiciários suficientes."
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Recebida denúncia contra senador por suposto trabalho escravo (Fonte: STF)
Quanto aos crimes previstos nos artigos 213 e 207, o ministro Cezar Peluso não recebeu a denúncia, por entender não haver elementos indiciários suficientes."
AGU defende constitucionalidade de dispositivo que impõe prazo para renovação de contratos com terceirizadas no serviço público (Fonte: AGU)
Em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI-4058), a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que essa legislação está em desacordo com o artigo 175 da Constituição Federal, que exige a realização de procedimento licitatório para qualquer contratação com o serviço público. A PGR sugere que a lei abre brechas para prorrogações injustificáveis.
O Advogado-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, se posicionou, em parecer elaborado pela Secretaria-Geral de Contencioso (SGCT), pelo não conhecimento da ação. O ministro defende que a redação do artigo tratou de estabelecer prazo de 24 meses para a validade da renovação das concessões, o que torna sem fundamento a alegação da PGR de que o intuito da lei seria o de eternizar contratos ilegítimos.
Adams afirma, ainda, que a prorrogação de algumas concessões previstas pela legislação é necessária para garantir que serviços essenciais tenham continuidade, sem prejuízo à população. Argumenta que os 24 meses foram estabelecidos justamente para que houvesse tempo hábil à realização de levantamentos e avaliações indispensáveis ao procedimento licitatório.
O Advogado-Geral também demonstra, em seu parecer, que a redação do dispositivo objeto da ação define a data de 31 de dezembro de 2010 como limite máximo para a prorrogação do prazo de concessões dessa natureza. Sendo assim, seria inviável a análise de uma norma que não produz mais efeitos. O ministro cita a jurisprudência do próprio Supremo, já pacificada nesse sentido.
A relatoria da ADI 4058 é do Vice-Presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto.
A SGCT é um órgão da AGU.
Ref.: ADI 4058 - STF."
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Acordo Energético entre Peru e Brasil é contestado por organização indígena em tribunal peruano (Fonte: unisinos)
"Os direitos à vida, à integridade, à liberdade, à terra e ao consentimento livre, prévio e informado são ameaçados, considerando que o acordo jamais foi objeto de consulta com os povos indígenas", disse David Velasco, advogado da Fundação Ecumênica para o Desenvolvimento e Paz (FEDEPAZ), ONG peruana de assessoria jurídica. "A legislação peruana e internacional estabelece a obrigatoriedade de consultas prévias com povos indígenas no caso de projetos de desenvolvimento que afetem seus territórios, e isso não aconteceu."
Milhares de indígenas, inclusive grupos não-contatados, e outras populações locais sofreriam deslocamento e outras conseqüências negativas da construção de hidrelétricas previstas no acordo, segundo a ação. O pedido de liminar visa a proteger os direitos constitucionais dos povos indígenas ao consentimento livre, prévio e informado sobre assuntos de Estado que possam ter impacto sobre os seus direitos.
O acordo ainda não foi ratificado pelos parlamentos dos dois países. No Peru, o acordo está na Comissão de Relações Exteriores na forma de um projeto de lei. A ação movida pelos indígenas cita declarações na imprensa de autoridades peruanas que afirmam a alta prioridade do acordo e iminência da construção das hidrelétricas. Como uma forma de evitar danos, a ação busca a suspensão do acordo energético.
"Esperamos que esta ação resulte numa ordem judicial para convencer congressistas e altos funcionários do governo a obrigar o Ministério de Minas e Energia a respeitar nossas terras", disse Ruth Buendia Mestoquiari, presidente da CARE. "Já vivemos uma guerra civil, quando milhares de nossos irmãos e irmãs morreram ou tiveram de ir embora para longe. Não vamos deixar essa história de deslocamento forçado se repetir. "
O acordo energético, com duração de cinqüenta anos, prevê a exportação pelo Peru de até 7.200 MW de energia para o Brasil. A expectativa é que a quase totalidade da energia vem da construção de cinco grandes hidrelétricas na Amazônia: Pakitzapango (2.200 MW), Inambari (2.000 MW), Tambo 40 (1.270 MW), Mainique I (607 MW) e Tambo 60 (579 MW). A maioria dos projetos, alguns em fase avançada de planejamento, foi concebida pela Eletrobrás em conjunto com grandes empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht e Andrade Gutierrez, contando com a previsão de financiamento pelo BNDES.
A hidrelétrica Pakitzapango, prevista para construção no rio Ene, com impactos diretos sobre os Ashaninka, encontra-se suspensa uma ação movida pela CARE em 2009. Em 2009, a Odebrecht anunciou que estava desistindo da hidrelétrica Tambo-40, prevista para construção no rio Tambo, em função da forte oposição de comunidades indígenas. A hidrelétrica Inambari (2.000 MW) prevista na região de Puno foi suspensa pelo governo em junho passado em função de fortes protestos de comunidades locais.
A ação movida pela CARE afirma a necessidade de uma ampla avaliação das necessidades de energia no Peru e opções para o seu atendimento, antes de avançar com projetos específicos, como a construção de hidrelétricas na região amazônica. A ação tambéµn exige a realização de uma profunda análise de impactos socioambientais das hidrelétricas, inclusive de seus efeitos cumulativos, associada a uma ampla processo de consulta prévia com as populações indígenas, como demanda a legislação peruana e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo o processo, a construção prevista de barragens e linhas de transmissão na Amazônia peruana teria graves impactos em função de innundações e destruição de florestas, os impactos sobre a flora e fauna, e da produção de emissões gases de efeito estufa. A ação afirma a necessidade de respeitar as mais elevadas normas sociais e ambientais no acordo, para evitar projetos destrutivos na Amazônia."
Concessionárias de telefonia não podem terceirizar instalação e reparação de linhas (Fonte: TRT 3ª Reg.)
Justiça do Trabalho aplica convenções da OIT contra conduta antissindical (Fonte: TST)
JT reverte justa causa e condena empresa a indenizar trabalhador obrigado a confessar falta grave (Fonte: TRT 3ª Reg.)
Mercedes Benz é condenada em dano moral coletivo e proibida de contratar operadores de produção por prazo determinado (Fonte: TRT 3ª Reg.)
Trabalhador receberá integralmente tempo de descanso usufruído parcialmente (Fonte: TST)
A Itália é condenada por Corte Europeia dos Direitos Humanos (Fonte: Correio do Brasil)
A corte analisou o chamado caso Hirsi, que se refere a 24 imigrantes que tiveram a entrada negada pela Itália em 2009, desrespeitando o artigo 3 da Convenção sobre os Direitos Humanos, que fala sobre tortura e tratamento desumano ou degradante.
Segundo a Corte Europeia, a Itália também violou a proibição das expulsões coletivas, além do direito das vítimas de recorrerem aos tribunais italianos.
Foi determinado que a Itália deve indenizar em 15 mil euros 22 das 24 vítimas. (ANSA)"
Hidrelétrica Santo Antônio deve entrar em operação até março (Fonte: Sul21)
Consórcios urbanos e capacitação seriam solução, dizem especialistas (Fonte: O Globo)
Com prefeituras sem conseguir dinheiro que não seja de repasse obrigatório, os setores mais prejudicados, avaliam pesquisadores, acabam sendo aqueles que justamente dependem mais de verba de convênios feitos com base em projetos técnicos: habitação, saneamento e transportes — educação, por exemplo, é um setor mais contemplado por repasses obrigatórios.
Segundo levantamento em habitação realizado no fim do ano passado pelo Ipea, apenas 8% das prefeituras tinham enviado ao governo federal, até então, um Plano de Habitação de Interesse Social para compor um sistema nacional da área.
— Uma medida que o governo federal tem tomado é exigir que as cidades criem fundos municipais de habitação, para que toda transferência de recursos possa ser feita direto para um fundo específico, em vez da realização de vários pequenos convênios, por exemplo — afirma o pesquisador do Ipea Renato Balbim.
— Na infraestrutura urbana, há ainda a questão de que o projeto tem um tempo de maturação e execução.
Se um projeto começa e não tem continuidade, prejudica o planejamento para o setor na região.
Quando o assunto é saneamento, levantamento do Instituto Trata Brasil mostra que a maior parte dos municípios com até 50 mil habitantes têm pouca capacidade técnica para apresentar projetos ao governo federal.
— No PAC 1, por exemplo, 60% das obras foram paralisadas ou não iniciadas por conta de falhas nos projetos ou por conta da má qualidade.
Mesmo municípios grandes, como Fortaleza, Natal, Belém e João Pessoa, apresentaram problemas.
Cidades pequenas, então, dependem de consultorias para contratar projetos, mas há quem mande dizendo que a cidade vai crescer para o Norte e aí o projeto acaba inviável porque o crescimento foi para o Sul — conta Édison Carlos, presidente do Instituto.
— O problema pôde ser visto também na obrigatoriedade do Plano Municipal de Sanamento.
Apenas 5% dos municípios entregaram o plano.
Muitos alegaram que quatro anos era um prazo curto e o governo federal prorrogou o prazo para 2013.
Prefeituras conseguem verba por meio de emendas Para Renato Balbim e outros profissionais que estudam gestão municipal, a realização de consórcios de municípios, além da capacitação dos servidores, é uma das principais medidas para melhorar o quadro: — Por mais que o governo federal faça programas de treinamento, você tem um déficit de capacitação no país.
E, como continua a existir a opção da política no formato de balcão, de verba por meio de emenda parlamentar, por exemplo, muitas prefeituras acabam caindo nessa opção.
Às vezes até contratam um funcionário comissionado, ou um consultor, para fazer um determinado projeto, mas depois voltam a depender do repasse obrigatório e do recurso via emenda — diz Balbim.
— As soluções deveriam passar por consórcios urbanos; num projeto de abastecimento de água ou de saneamento, por exemplo, que atravessa o limite de várias cidades, elas poderiam se unir.
Mesmo porque são investimentos com os quais uma cidade sozinha não tem capacidade de arcar.
Os estados poderiam ser os fomentadores ou coordenadores desse tipo de consórcio — diz Cátia Wanderley Lubambo, professora da Universidade Federal de Pernambuco."
STF terá de analisar Constituição de 1946 para julgar processo que dura 52 anos (Fonte: Valor)
Dinheiro do FGTS vai para o superávit (Fonte: Valor Econômico)
"Funcionários federais discutem paralisação" (Fonte: Estadao)
O Estado de S. Paulo - 23/02/2012
Trabalhadores podem fazer uma ampla greve em maio se as negociações salarias não avançarem
Os funcionários públicos federais discutem a possibilidade de realizar uma ampla paralisação, em maio, caso as negociações salariais que começam agora não cheguem a um bom termo. Depois de passar 2011 concedendo aumentos apenas a algumas categorias localizadas, o governo poderá enfrentar uma pressão maior este ano.
"Nós fomos ludibriados no ano passado", disse o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), Pedro De La Rue. Ele contou que o governo, o tempo todo, deu indicações que concederia algum aumento.
A decisão de não corrigir os salários só ficou clara no fim de agosto, quando foi fechada a proposta do Orçamento de 2012, contemplando elevações da folha apenas das categorias que ainda não haviam sido atendidas na chamada "recomposição salarial" iniciada no governo Lula.
"A pressão será bem maior agora", avaliou De La Rue. Ele disse que esse é o entendimento de outras carreiras do funcionalismo, como os analistas do Tesouro Nacional e da Controladoria Geral da União e auditores do trabalho, por exemplo.
O presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, afirma que 29 entidades representativas dos funcionários públicos estão em campanha salarial conjunta. "Se vai ter greve geral, depende do governo", disse. "Vamos esperar uma resposta à nossa pauta até o dia 30 de março para discussão em abril. Se não formos atendidos, vamos mobilizar para greve no início de maio", afirmou.
Diferenças. A posição dos sindicalistas, porém, não é homogênea. Os delegados da Polícia Federal, por exemplo, não pretendem fazer greve. "Acreditamos na sensibilidade do governo", disse o diretor regional da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal em São Paulo, Amaury Portugal. "A presidente está sendo muito rigorosa, mas contamos com o bom discernimento."
A categoria já conta com a promessa do Ministério do Planejamento de um reajuste a ser concedido em duas parcelas, em 2013 e 2014.
O governo, de fato, não descarta a possibilidade de conceder reajustes no ano que vem. "Estamos falando de 2013", disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, quando foi questionada sobre a campanha salarial dos funcionários públicos. Ela disse que a postura do governo será dialogar, como tem feito todos os anos.
Porém, algumas categorias querem reajuste ainda em 2012. "Para o governo é só em 2013, mas para nós, não", disse De La Rue. Se o Executivo ceder a essa pressão, será mais um fator de dificuldade para o cumprimento da meta fiscal deste ano. No último dia 15, o governo anunciou um corte de R$ 55 bilhões no Orçamento para garantir esse resultado.
Embora representem grupos diferentes, De La Rue e Costa apresentaram pelo menos uma reivindicação em comum: o estabelecimento de uma regra automática de correção dos salários dos funcionários públicos. Hoje, a negociação é caso a caso.
O índice de correção a ser reivindicado ainda não está fechado. De La Rue informou que será algo acima dos 20%.
Espera. No momento, os sindicatos que representam os funcionários públicos aguardam a nomeação do secretário de Relações do Trabalho no Serviço Público, responsável pela negociação. O cargo está vago desde a morte do secretário Duvanier Paiva, no dia 19 de janeiro, por falta de atendimento em hospitais privados de Brasília. Miriam Belchior disse que já tem alguns nomes em vista e que deverá preencher o cargo após o carnaval."
La Jornada: "Proceso a periodistas cómplices de Pinochet abre esperanzas en Argentina" (Fonte: La Jornada) E no Brasil?
Proceso a periodistas cómplices de Pinochet abre esperanzas en Argentina
El precedente es evaluado en Buenos Aires, donde hubo colaboración de medios con represores
Stella Calloni
Corresponsal
Periódico La Jornada
Martes 21 de febrero de 2012, p. 20
Buenos Aires, 20 de febrero. La noticia del procesamiento de periodistas chilenos por complicidad con la dictadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que realizaron montajes mediáticos sobre supuestos enfrentamientos de militares con opositores que eran fusilados, creó esperanzas en organismos humanitarios locales al recordar que en Argentina también hubo colaboradores entre medios y periodistas durante el proceso dictatorial de las juntas militares (1976-1983).
El pasado 15 de febrero la Agencia de Noticias de Derechos Humanos (argentina) informó sobre el procesamiento en Chile de un grupo de periodistas, incluido el ex director de Prensa de Televisión Nacional (TVN) Roberto Araya Silva, por el "macabro" montaje para simular un enfrentamiento en Rinconada de Maipú, donde fueron fusiladas cuatro personas detenidas y torturadas en el Centro Clandestino de Villa Grimaldi.
Esto había sido preparado por la policía política de Pinochet (Dirección Nacional de Inteligencia, Dina), a cargo del general Manuel Contreras, quien era un viejo amigo del periodista Araya Silva cuando éste era locutor de radio y al que llevó a ser director de TVN y jefe de seguridad de ese canal.
El juez Alejandro Solís, que entiende en la causa de los ejecutados en Rinconada de Maipú, dictó el procesamiento por homicidios calificados.
Además, alrededor de estos asesinatos, varias familias, incluidos niños, fueron detenidos y torturados en los centros de detención chilenos, conformándose una red de delitos de lesa humanidad.
Otros periodistas sancionados por los mismos hechos por el Tribunal de Ética del Colegio de Periodistas son Vicente Pérez Zurita, Manfredo Mayiol Duirán, Julio López Blanco y Claudio Venegas Sánchez.
En 2008 el mismo Araya fue expulsado con otros colegas por el Tribunal de Ética del Colegio de Periodistas por participar en otro esquema criminal de desinformación en apoyo de la Operación Colombo, tramada por la Dina en 1975, predecesora de la Operación Cóndor, coordinadora criminal de las dictaduras del cono sur.
En el caso de la Operación Colombo se realizó un montaje en el cual colaboraron medios de Chile, Argentina y Brasil cuando la Organización de Naciones Unidas exigió a Pinochet información sobre 119 detenidos desaparecidos. Con ayuda de servicios de inteligencia y la parapolicial Alianza Anticomunista de Argentina (Triple A), se hizo aparecer cinco cadáveres decapitados, irreconocibles, en Buenos Aires y alrededores, a los que les colocaron documentos falsos con los nombres de cinco de los desaparecidos chilenos, para argumentar que éstos se estaban matando entre ellos en el exilio.
Tuvieron otras colaboraciones en el noroeste del país tratando de que la información llegara "desde afuera" para darle más credibilidad y que fuera "levantada" por la prensa chilena, que era parte del armado, para justificar que los desaparecidos habían muerto en disputas afuera o intentado ingresar a Chile para armar guerrillas.
Finalmente, muchos años después, varios de los cadáveres de los desaparecidos en Chile fueron encontrados en fosas como NN en ese país y alrededor de los campos de concentración donde los mataron.
El fallo de 2008 del Tribunal de Ética del Colegio de Periodistas de Chile se basó en un expediente de 250 páginas de testimonios y pruebas, y sancionó a los periodistas que como "responsables del manejo de la información no cumplieron con su obligación profesional y su compromiso con la sociedad de trabajar con la verdad, con lo cual fallaron en su deber ético esencial".
Los sancionados fueron Fernando Díaz Palma, que en 1975 dirigía el diario Las Últimas Noticias, de la cadena El Mercurio, Alberto Guerrero Espinoza, que se desempeñaba como director del diario La Tercera de La Hora; Beatriz Undurraga Gómez, de El Mercurio. Algunos medios también fueron condenados a pagar indemnizaciones.
Este precedente es evaluado en Argentina, donde periodistas y medios locales colaboraron con los servicios de inteligencia y los paramilitares de la Triple A y fueron mencionados en el caso de la Operación Colombo. Lo mismo sucedió en Brasil, cuando se levantó de la quiebra al diario O Día a cambio de la cooperación en ese mismo caso.
En Buenos Aires salió por una vez la revista Lea, que fue tirada en las imprentas de José López Rega, uno de los fundadores de la Triple A.
Lo sucedido en Chile en 2008 y en estos días sienta precedente para juzgar a los colaboradores, tanto periodistas como medios, de la pasada dictadura militar.
El caso de la empresa Papel Prensa aquí es emblemático, ya que fue comprada en 1976 a precio muy bajo por los diarios Clarín, La Nación y Razón (con menos acciones, que después vendió) durante la dictadura de Jorge Rafael Videla, quien los apoyó.
En los últimos tiempos salieron a luz las denuncias y testimonios de varios de los afectados por esta venta, que se realizó cuando ellos estaban en manos de la dictadura, algunos torturados y sufriendo persecuciones y amenazas, como otros empresarios, para obligarlos a vender.
También existen periodistas y medios colaboradores de la dictadura y centenares de informes de enfrentamientos falsos para encubrir fusilamientos y asesinatos."
Extraido de http://www.jornada.unam.mx/2012/02/21/mundo/020n1mun