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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Comissão de Infraestrutura discutirá incentivo ao uso de energias alternativas (Fonte: Senado)

"A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) deve votar nesta quarta-feira (2) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 48/2014, que garante incentivos à autoprodução de energia a partir de fontes alternativas, como solar, eólica e de biomassa. O relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), considerou importante a iniciativa, mas detectou dois problemas na proposição e apresentou um substitutivo.

O parlamentar lembra  que deputados ou senadores não podem autorizar o Poder Executivo a tomar providência que é de sua competência exclusiva, como consta do artigo 1º do projeto, sob pena de inconstitucionalidade. Já o artigo 2º, no entendimento do relator, ao determinar que as distribuidoras comprem compulsoriamente eventuais excedentes, resultará em aumento da tarifa, visto que elas repassarão tais custos extras aos consumidores.

Dessa forma, Walter Pinheiro optou por alterar o projeto. A primeira mudança permite o uso dos recursos da conta do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição de painéis fotovoltaicos e microturbinas eólicas. "Essa medida viabilizará enorme mercado, capaz de criar a escala de demanda necessária para reduzir os custos de produção desses equipamentos e atrair fabricantes para se instalarem no Brasil", argumenta.

Íntegra: Senado

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Brasil caminha para se tornar um dos maiores geradores eólicos (Fonte: Valor Econômico)

"A evolução da energia eólica na matriz elétrica nacional tem sido exponencial. Estima-se que o segmento já represente 0,9% da geração de energia, percentual que deverá crescer ainda mais nos próximos anos diante da perspectiva de contratação de dois mil megawatts (MW) anuais, o que também deverá consolidar o mercado brasileiro, hoje o décimo-primeiro do mundo, como um dos dez maiores do planeta.
Entre 2005 e 2011, dos 64 mil MW contratados nos leilões de energia, 10% desse total, ou 6750 MW, se referem a projetos eólicos. "A produção do Brasil equivale a 9% da demanda mundial de aerogeradores. Há três anos tínhamos dois fabricantes no Brasil, hoje, temos oito e devemos ter mais um em 2013. O Brasil deverá passar da décima-primeira posição para quarta ou quinta de aumento de capacidade anual do segmento", afirma Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
..."

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Usinas eólicas geram menos que o previsto (Fonte: Valor Econômico)

"A implantação de projetos de energia eólica enfrenta problemas no país, como atrasos nos sistemas de transmissão e limitação da capacidade de atendimento dos órgãos ambientais. Mas as dificuldades vão além e incluem a oferta de energia abaixo do esperado. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nos últimos 12 meses, até março, 14 de 20 parques que se conectam diretamente ao Sistema Interligado Nacional estavam com fator de capacidade (índice de eficiência) inferior ao declarado inicialmente. Em alguns casos, estão produzindo 40% menos que o previsto. Em vez dos 339 MW médios de energia que os 20 parques deveriam gerar, só 294 MW médios foram produzidos."

terça-feira, 31 de maio de 2011

“Energia eólica priorizada” (Fonte: Estado de São Paulo)


“O setor de energia eólica é hoje um dos mais atraentes da economia, com previsão de crescimento em todos os continentes. Na Europa, o mercado deve sair de uma capacidade atual de 9,9 GW para 14 GW em 2015, segundo estudo do Global Wind Energy Council. Na Ásia, puxada pela China, saltará dos atuais 21,5 GW para 28 GW no mesmo período. Graças à política de incentivos do governo Obama, o mercado vai dobrar na América do Norte. O Brasil, com grande atraso, também começa a se destacar. "A política energética brasileira passa a priorizar a energia eólica. O presidente da EPE já afirmou que haverá leilão todo ano, o que é um bom sinal para a indústria", diz Nivalde de Castro, coordenador do grupo de estudos do setor elétrico da UFRJ (GESEL/UFRJ). O governo promoveu dois leilões desde 2009. O Brasil tem um dos melhores perfis de vento do mundo. Seu potencial eólico é de 300 GW. É quase o triplo da capacidade instalada no País, considerando todas as fontes de energia.”


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“Vale investirá mais em energia eólica” (Fonte: O Globo)

“Autor(es): agência o globo: Henrique Gomes Batista

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou ontem que a empresa poderá investir em energia eólica. No dia em que confirmou a saída do diretor de energia da empresa, Almir Rezende - conforme noticiado pelo colunista Ancelmo Gois -, Ferreira disse que a prioridade da empresa é a energia renovável. Ele afirmou, durante o primeiro dia do seminário Rio Investors Day, que a empresa vai dar prioridade à biomassa para produzir combustíveis para suas locomotivas. O evento reuniu empresas de capital aberto do país, no Copacabana Palace.
- Vou tentar desplugar a ideia de que a Vale está ligada às hidrelétricas - disse ele, acrescentando que, com a participação de 9% no consórcio de Belo Monte, a necessidade de energia da mineradora está resolvida até 2015. Ele descartou que a empresa venha a adquirir uma participação maior na hidrelétrica, que sofre fuga de empresas pequenas do consórcio vencedor.
Ferreira aproveitou o evento para fazer uma avaliação do atual cenário para o minério de ferro no mundo. Ele acredita que, no próximo trimestre, os preços ficarão praticamente inalterados e que a demanda da China pelo produto continuará forte, mesmo com as medidas adotadas pelo país asiático para reduzir seu próprio crescimento.
-- Não acredito em desaceleração no mercado. Prevejo um grande segundo semestre para a China, o apetite chinês terá de ser saciado - disse.
O executivo lembrou ainda que as exportações indianas de minério de ferro estão caindo mês a mês, por causa do aumento do consumo doméstico do país, o que é mais um fator positivo para a Vale. Segundo Ferreira, o crescimento econômico de EUA e União Europeia está abaixo do que a empresa previu no começo do ano.”


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terça-feira, 24 de maio de 2011

“Renova avalia mais uma oferta de ações” (Fonte: Folha de São Paulo)


“A Renova Energia avalia a possibilidade de fazer uma nova oferta de ações na Bovespa, segundo o copresidente da companhia, Ricardo Delneri. A empresa captou R$ 160 milhões em IPO em julho de 2010. Desde então, as "units" da Renova mais que dobraram de valor na Bolsa, com ganhos de 107%. Delneri considera que os papéis não foram bem avaliados na oferta devido à falta de conhecimento do mercado financeiro sobre o setor de energia eólica, foco da empresa, e sobre o potencial do Brasil nessa área. Agora, com o custo mais competitivo da energia gerada a partir do vento e perspectivas de venda também no mercado livre, o executivo acredita que a oferta possa ter maior sucesso. A companhia, que também estuda alternativas de financiamento, deve definir se optará novamente pela Bolsa após o leilão de energia marcado para julho. Nos certames de 2009 e 2010, 20 projetos da Renova foram contratados, demandando um investimento de R$ 1,85 bilhão. No próximo, a empresa pretende viabilizar mais 19 parques eólicos.”


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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Energias renováveis: “Momento é oportuno para fortalecimento de outras fontes” (Fonte: Brasil Econômico)


“Autor: Amundsen Limeira

O movimento das marés e o das correntes fluviais, em estudo, vem se somar à energia da biomassa e à gerada pelo lixo

O momento é extremamente favorável para o crescimento da oferta de energias renováveis no Brasil. "Agora é a hora delas, especialmente a eólica, a produzida a partir da biomassa e as PCHs, pequenas centrais hidrelétricas com potência instalada superior a 1 MWe igual ou inferior a 30 MW", comenta João CarlosMello, presidente da empresa de consultoria energética Andrade & Canellas. O consultor argumenta que além de o país dispor de todas as fontes necessárias para gerar energia limpa, "os preços dessas energias amigáveis estão caindo, o que  torna esse segmento mais competitivo, enquanto os preços das energias tradicionais estão crescendo a olhos vistos".

Na avaliação de Mello, os cenáriosquese a vizinham apontam principalmente na direção de contínua queda de preço. É o que  já se observa na energia eólica, que nos leilões realizados entre 2009 e 2010 viu seus preços médios caírem de R$ 148 por MWh para até R$ 123 o MWh, respectivamente.

Essa  mesma tendência é verificada tanto nas energias a partir de biomassa como naquela gerada pelas PCHs, que na opinião do consultor já está consolidada no Brasil. Quanto à energia solar, João Carlos de Mello e Luiz Fernando Leone Vianna, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) concordamque além de não ser  competitiva, "a energia solar está restrita  a localidades isoladas, para atendimento a pequenas comunidades, também nessa  fonte várias pesquisas estão sendo feitas e muita evolução ainda deve ocorrer", acredita Vianna.

De acordo com o presidente da Apine, a bioeletricidade constitui uma janela deoportunidades, poisocustodecogeriréode   comprar caldeiras mais eficientes. Nessa área,eleentendequeodestaqueéabiomassa, que além da tradicional cana de açúcar, surge também o capim elefante, que apresenta crescimento expressivo. "Em quatro meses, a plantação atinge o ponto ideal, o que possibilita três safras anuais". A energia do lixo, acrescenta, começa a despontar como viável e algumas fábricas já se encontram em operação e em implantação no país.

Quanto ao futuro, "algumas fontes ainda estão em desenvolvimento e possuem  alto custo, podendo vir a se constituir no futuro vetores importantes de geração de energia elétrica".Comoexemplos, ele cita  a marémotriz, que é geração de eletricidade através da utilização da energia contida no movimento de massas de água devido  às marés; a célula combustível, que é uma célula eletroquímica, basicamente uma bateria em que é consumido um combustível e é liberada energia, os reagentes típicos são o hidrogênio e o oxigênio; e as correntes marítimas e fluviais, que retira  energia das correntes marítimas e fluviais  e que precisa ser várias vezes menor que um sistema de energia eólica para gerar a mesma quantidade de energia.”


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“Leilões sucessivos levarão sistema eólico à participação de 10%” (Fonte: Brasil Econômico)


“Autor: Amundsen Limeira

Isso significa cerca de 20 milMW instalados e em operação no país até 2019. Associação dos produtores contabiliza milhares de empregos

Dez por cento da energia elétrica gerada no Brasil são renováveis. Em 2015, na pior das hipóteses pelo menos 13% da matriz energética brasileira sairão da força dos ventos, do biogás do lixo urbano, das pequenas quedas dágua e da biomassa dos canaviais e de outras culturas agrícolas. E em  menor escala, por enquanto, dos raios de sol contidos nos coletores solares.

As pequenas usinas hidrelétricas já respondem por metade da energia renovável produzida no país, colocando-se entre as  fontes de geração consideradas mais promissoras junto com a energia eólica e de biomassa. Para financiar seus programas  de expansão, o segmento de energia solar planeja investir mais de R$ 20 bilhões entre 2011 e 2015.

"Nossa capacidade instalada, que era de  700 megawatts em 2010, irá a 3,2 mil, em 2012, para alcançar 5,2 milmegawatts,em 2013", afirma Ricardo Simões, presidente  da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Segundo ele, a receita da indústria da energia eólica no país soma R$ 2,8 bilhões. Além disso, é uma atividade  que apresenta um amplo espectro de negócios que vão desde a fabricação de geradores, componentes elétricos, metalurgia, fibra de vidro até a própria indústria de vidros e a de resina, com a fabricação das pás das torres eólicas.

Paraquea geraçãodeenergia eólica continue crescendo, Simões defende a realização de leilões sucessivos, durante pelo menos 10 anos, eemvolumes exclusivos para a fonte eólica superiores a 2 mil MW. Essas iniciativas, entende o presidente da Abeeólica, farão com que o setor chegue em 2019 respondendo "por no mínimo 10% da capacidade de geração de energia instalada no Brasil a partir de eólica. Isso significa cerca de 20 milMWinstalados e operando no país, ao final desse período".

Ricardo Simões aproveita para lembrar  que, para cadaMWinstalado, são 14 empregos gerados. "Dessa forma, um leilão de 1,8 mil MW deve ser responsável pela geração de cerca de 25 mil empregos no país todo", acrescenta.

O Ministério de Minas e Energia informa que as hidrelétricas são responsáveis por cerca de 40% da oferta interna de  energia no Brasil - percentual ligeiramente superior ao do petróleo e do gás natural somados (37%)-e por mais de 90% do suprimento de eletricidade no país. Somente cerca de 25% do total do potencial  hidrelétrico brasileiro (de proximadamente261 mil megawatts) corresponde a usinasemoperação. 

Atualmente, o parque gerador de energia hidrelétrica compreende mais de 400 instalações, masgrande parteda potência total está concentrada em poucas usinas: apenas 24 hidrelétricas, que têm, cada uma, mais de 1.000MWinstalados, somando mais de 52.000MW, segundo o documento Matriz Energética Nacional 2030.”


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