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quarta-feira, 18 de maio de 2011

“Anúncio de produção de gás eleva ações da OGX” (Fonte: Valor Econômico)


“Autor(es): Marina Falcão | De São Paulo 
 
A primeira confirmação de viabilidade de produção divulgada ontem pela OGX pode ter marcado o início de uma reversão na trajetória de queda das ações da petroleira do grupo EBX, do empresário Eike Batista.
Os papéis da companhia acumulavam desvalorização de quase 30% no ano. Ontem, experimentaram uma alta de 7,8% - a maior registrada no dia na BMF&Bovespa. As ações encerraram o pregão cotadas a R$ 14,92.
A OGX enviou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) um plano de desenvolvimento para duas acumulações de gás no Vale do Parnaíba (MA): a Califórnia e a Fazenda São José.
Até 2013, a companhia estima que esses campos devem atingir uma produção de 5,7 milhões de metros cúbicos por dia de gás. O combustível deve ser consumido pelas usinas termelétricas da MPX - também do grupo EBX - que já possuem licença ambiental para serem instaladas na região.
Por si só, essa notícia não seria capaz de influenciar tanto o preço das ações. Tanto pelo volume de gás envolvido, considerado modesto, quanto pelo fato de não se referir à exploração na Bacia de Campos, onde se avalia um menor risco técnico nas operações.
No entanto, de acordo com Auro Rozenbaum, analista da Bradesco Corretora, a notícia deu um voto de credibilidade para a OGX, cujos papéis ainda amargavam a má repercussão do último relatório da D&M, uma certificadora de reservas estimadas, que trouxe resultado abaixo das expectativas de parte dos analistas.
Segundo Rozenbaum, o papel da OGX está sendo negociado com um desconto de pelo menos 40%. "Na abertura de capital, a ação foi avaliada em R$ 11,3. De lá para cá, as estimativas de reservas subiram de 4,8 bilhões para 10,8 bilhões de barris e houve 100% de aproveitamento na Bacia de Campos. Não fosse o ruído especulativo, o preço estaria perto de R$ 25,5", diz Rozenbaum.
O analista aponta preço-alvo de R$ 37,4 em 12 meses para as ações da OGX. A recomendação para os papéis é de compra.
Para Nelson Rodrigues Matos, analista do Banco do Brasil, o risco da OGX ainda existe, mas o valor dos papéis está subestimado. Ele acredita que a ação da OGX pode chegar a R$ 30,6 já em dezembro deste ano.
"No mesmo comunicado ao mercado, a empresa informou que encontrou outros dois poços de hidrocarbonetos no Vale do Parnaíba. O volume de gás comercializável no local pode ser bem maior, pois os poços estão distantes um do outro", explica Matos.
O analista do Banco do Brasil destaca também a sinergia entre a OGX e a MPX, fato bem-visto pelo mercado.
No relatório em que anunciou o início da cobertura do setor de energia da América Latina, divulgado ontem, o banco Barclays apresentou a MPX como sua principal aposta no continente. O banco destacou a parceira com a OGX no Vale do Parnaíba e apontou preço-alvo de R$ 56 para os papéis da MPX, uma alta de 44% em relação ao valor atual, e de R$ 23 para os papéis da OGX, alta de 38%.
Apesar disso, o Barclays informa que prefere os papéis da HRT em relação aos da OGX, ambas empresas pré-operacionais. O banco acredita que as ações da HRT estão sendo negociadas com 82% de desconto.”


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“OGX, de Eike, produzirá 10% do gás do país” (Fonte: O Globo)

“A OGX, braço de petróleo e gás do grupo de Eike Batista, informou ontem ter apresentado à Agência Nacional do Petróleo (ANP) as declarações de comercialidade das áreas de Califórnia e Fazenda São José, localizadas na Bacia do Parnaíba (MA). Foi a primeira vez que a empresa - fundada em 2007 - anunciou a declaração de comercialidade de algum de seus ativos. Na prática, isso quer dizer que os campos são viáveis do ponto de vista comercial. Juntos, eles vão produzir 5,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia, cerca de 10% da produção nacional atual, a partir de 2013.

O anúncio impulsionou as ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis ordinários da OGX (ON, com direito a voto) subiram 7,80%, para R$14,92, a maior alta do Ibovespa, índice que reúne as empresas mais negociadas da Bolsa. No ano, no entanto, a ação ainda acumula queda de 25,40%.


- O mercado já tinha sacrificado em excesso as ações da OGX (com a revisão, pela certificadora internacional D&M, das estimativas de reservas para a Bacia de Campos, no Rio, divulgadas há algumas semanas) e já havia uma expectativa de valorização à medida que a empresa trouxesse novas informações. E foi isso o que ocorreu - apontou o analista da Planner Corretora Henrique Ribas.

Os planos de desenvolvimento das duas áreas foram submetidos à ANP e estão sendo analisados. Uma vez aprovados, elas serão denominadas campo de Gavião Azul e campo de Gavião Real. É praxe batizar campos terrestres com nomes de aves da fauna brasileira.

O gás será preferencialmente destinado às usinas termelétricas que serão construídas pela MPX Energia, outra empresa do grupo de Eike, em associação com a Petra Energia. A MPX já tem Licença de Instalação (LI) para geração de 1.863 megawatts (MW) e iniciou o processo de licenciamento ambiental para o desenvolvimento de 1.859 MW adicionais na região.


Os campos pertencem à OGX Maranhão, subsidiária do grupo na qual a OGX detém 66,67% e a MPX, 33,33%. Ao todo, são sete blocos que ocupam área de 21.500 km² no interior do Maranhão. Relatório da consultoria D&M divulgado há algumas semanas indicou que a região tem potencial de reservas de 56 trilhões de pés cúbicos de gás, ou duas vezes as reservas bolivianas, segundo a OGX.

A companhia também informou ontem que identificou a presença de hidrocarbonetos - petróleo ou gás - em dois poços no mesmo bloco em que estão localizados os futuros campos de Gavião Azul e Gavião Real.


A OGX tem um portfólio com 29 blocos exploratórios no Brasil, nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba, além de cinco blocos exploratórios na Colômbia. A empresa dispõe de US$3,4 bilhões para investimentos em exploração, produção e novos negócios. (Danielle Nogueira e Lucianne Carneiro”


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quinta-feira, 14 de abril de 2011

“Bolsa de energia” (Fonte: Valor Econômico)

“A bolsa para negociação de energia elétrica, Brix, oficialmente lançada nesta terça-feira, ainda nem começou a operar e o empresário Eike Batista já quer ampliar o escopo do negócio e passar a negociar também petróleo.
Apesar de o CEO da Brix, Marcelo Mello, afirmar categoricamente que o foco "total e completo é no mercado de energia elétrica", Eike já vislumbra a possibilidade de negociar também a sua própria produção na bolsa de que vai ser sócio.
"Vou usar o meu voto para entrar em petróleo também. A plataforma está aí, por quê não usá-la? Pode servir para tudo o que for energia", disse.
A empresa de petróleo de Eike, a OGX, pretende chegar a produzir 1,4 milhões de barris de óleo. A expectativa é começar a produzir em setembro e, em 2012, devem ser produzidos 60 mil barris diários. Na opinião de Eike, a bolsa é uma "maneira fantástica" de vender o produto brasileiro para as refinarias do mundo, à procura de quem pagar melhor.
"Houve uma reorganização de suprimentos. Se tiver óleo bom, pode até ter um prêmio. O seu produto pode chegar ao seu melhor pagador. Pretendemos vender para a Petrobras parte de nossa produção, mas ela tem que concorrer com o mundo inteiro. É uma janela de vendas extraordinária", disse.
A empresa contratada pela OGX para realizar o estudo de reservas de petróleo, a DeGolyer&MacNaughton, vai divulgar na sexta-feira num relatório com a expectativa de extração de óleo.
O empresário afirmou ter sido procurado por uma grande empresa de petróleo, que também é refinadora, para tentar comprar toda a produção da OGX. "Eu não vou fazer isso. Prefiro vender numa bolsa, pelo melhor preço", afirmou. Eike comparou a nova bolsa ao "Facebook" do setor elétrico.
Ele terá 23,75% da nova bolsa de energia, a Brix, ao lado dos sócios Josué Gomes da Silva, Marcelo Parodi e a IntercontinentalExchange (ICE). O economista Roberto Teixeira da Costa terá 5%. (Juliana Ennes)”

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"OGX pode começar a produzir em agosto" (Fonte: O Estado de S. Paulo)

"A conclusão da perfuração de um poço da OGX na Bacia de Campos, anunciada ontem, poucos minutos antes da teleconferência de Eike Batista com analistas financeiros, foi considerada por muitos como a melhor notícia do dia, que se perdeu em meio a tantos outros anúncios feitos pelo empresário.
Eike Batista estima que os ativos da companhia na Bacia de Campos tiveram valorização entre 30% e 40% somente com o anúncio de viabilidade daquela área e a perspectiva de início de produção a partir de agosto. "Ainda bem que não vendemos nossos ativos no ano passado, porque agora podemos ganhar mais", disse o empresário, lembrando ter recusado oferta da chinesa SK para a aquisição de parte da concessão.
A empresa tem planos de investir US$ 3 bilhões até 2013 na campanha exploratória, que inclui 87 poços, dos quais 37 já foram perfurados. O poço concluído comprovou sua elevada produtividade, em volumes semelhantes ao verificado no pré-sal, com a vantagem de estar localizado em águas rasas e muito próximo à costa. Essas características reduzem bastante o custo exploratório e valorizam o ativo. A área de Waimea apresentou vazão de 40 mil barris por dia, o que permitirá tirar em média 20 mil barris diários.
Novos testes devem puxar para cima o volume de reservas estimado para a área, que estavam entre 600 milhões e 1 bilhão de barris. O principal destaque, aponta o analista Gustavo Gatass, é que a conclusão dos estudos indica que a aposta da OGX em um tipo de rocha diferente do padrão da visada na Bacia de Campos foi acertada."



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